quinta-feira, abril 30, 2026

Política & Agro

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ORPLANA repudia veemente os incêndios criminosos que vêm atingindo…


A ORPLANA (Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil) – que conta, atualmente, com 33 associações de fornecedores de cana e representa mais de 12 mil produtores de cana-de-açúcar – repudia veemente os incêndios criminosos que vêm atingindo propriedades rurais na região de Ribeirão Preto. 

A organização e seus associados seguem rigorosamente as diretrizes do Protocolo Agroambiental – Etanol Mais Verde, que proíbe o uso de fogo na colheita de cana no Estado de São Paulo. Além disso, apoiam a campanha de combate e prevenção a incêndios da ABAG/RP (Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto), que trabalha proativamente contra as ocorrências de fogo no campo, e esclarece que os produtores de cana-de-açúcar e as usinas não são os responsáveis pelos incêndios e, sim, que atuam para afastar o fogo de suas produções.

A ORPLANA enfatiza que as queimadas prejudicam o meio ambiente, a segurança das pessoas e também a rentabilidade dos produtores rurais. Diante da baixa umidade do ar, falta de chuvas e temperaturas elevadas, toda a cadeia de produção da cana-de-açúcar está mobilizada contra os incêndios e comprometida com a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente. 

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Mercado eleva para 2,46% projeção de expansão da economia em 2024


A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira neste ano subiu de 2,43% para 2,46%. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (2), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para 2025, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) é crescimento de 1,85%. Para 2026 e 2027, o mercado financeiro também projeta expansão do PIB em 2%, para os dois anos.

Em 2023, superando as projeções, a economia brasileira cresceu 2,9%, com um valor total de R$ 10,9 trilhões, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2022, a taxa de crescimento havia sido 3%.

A previsão de cotação do dólar está em R$ 5,33 para o fim deste ano. No fim de 2025, a previsão é que a moeda norte-americana fique em R$ 5,30.

Inflação
Nesta edição do Focus, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerada a inflação oficial do país – em 2024 subiu de 4,25% para 4,26%. Para 2025, a projeção da inflação ficou em 3,92%. Para 2026 e 2027, as previsões são de 3,6% e 3,5%, respectivamente.

A estimativa para 2024 está acima da meta de inflação, mas ainda dentro de tolerância, que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

A partir de 2025, entrará em vigor o sistema de meta contínua, assim, o CMN não precisa mais definir uma meta de inflação a cada ano. O colegiado fixou o centro da meta contínua em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Em julho, puxado principalmente pelo preço da gasolina, passagens de avião e energia elétrica, a inflação do país foi 0,38% , após ter registrado 0,21% em junho. De acordo com o IBGE, em 12 meses, o IPCA acumula 4,5%, no limite superior da meta de inflação.

A inflação de agosto será divulgada na próxima segunda-feira (9).

Taxa de juros
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 10,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Diante de um ambiente externo adverso e do aumento das incertezas econômicas, na última reunião no fim de julho, o BC decidiu pela manutenção da Selic, pela segunda vez seguida, após um ciclo de sete reduções que foi de agosto de 2023 a maio de 2024.

De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, em um ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta no preço de alimentos, energia e combustíveis. Por um ano, de agosto de 2022 a agosto de 2023, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano, por sete reuniões seguidas. Com o controle dos preços, o BC passou a realizar os cortes na Selic.

Antes do início do ciclo de alta, em março de 2021, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. O índice ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

A próxima reunião do Copom está marcada para 17 e 18 de setembro.

Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2024 no patamar que está hoje, em 10,5% ao ano. Para o fim de 2025, a estimativa é que a taxa básica caia para 10% ao ano. Para 2026 e 2027, a previsão é que ela seja reduzida, novamente, para 9,5% ao ano e 9% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

A taxa Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.





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Escassez de chuvas e calor intenso acionam bandeira vermelha


Pela primeira vez desde 2021, a bandeira vermelha patamar 2 foi acionada




Foto: Pixabay

Pela primeira vez desde 2021, a bandeira vermelha patamar 2 foi acionada, trazendo um impacto direto no bolso do consumidor em setembro. O anúncio feito  pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prevê um acréscimo de R$ 7,877 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, refletindo os maiores custos para a geração de energia elétrica no país.

A decisão foi motivada pela previsão de chuvas abaixo da média histórica para o mês, o que deve reduzir a afluência nos reservatórios das hidrelétricas em cerca de 50%. Além disso, as temperaturas devem ficar acima da média em todo o território nacional, o que intensifica o uso das termelétricas, uma fonte de energia mais cara que as hidrelétricas. Esse cenário pressionou o Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) e o risco hidrológico (GSF), fatores que justificaram o acionamento da bandeira vermelha patamar 2.

Desde abril de 2022, os consumidores estavam em um ciclo de bandeiras verdes, interrompido em julho de 2024, quando a bandeira amarela foi acionada, seguida novamente pela verde em agosto.

O sistema de bandeiras tarifárias, criado pela Aneel em 2015, permite que os consumidores tenham um papel mais ativo na gestão de sua conta de energia. Ao receber o sinal de aumento de custo com antecedência, é possível ajustar o consumo para evitar surpresas no valor final da conta. Com o retorno da bandeira vermelha patamar 2, a recomendação é para que todos usem a energia de forma consciente, evitando desperdícios que impactam tanto no orçamento quanto na sustentabilidade do setor elétrico.





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Planta nativa vira fonte de renda


A erva-baleeira (Varronia curassavica), nativa do Brasil e considerada invasora em áreas agrícolas, agora gera renda para agricultores familiares em Miramar, Eunápolis, Bahia. O óleo da planta, valorizado entre R$1,6 mil e R$3 mil por quilo, tem potencial de expansão, apesar da demanda ainda ser limitada. Essa oportunidade surgiu por meio do projeto DSAF, do NEA Pau-Brasil, da UFSB, em cooperação com a Veracel Celulose.

“A UFSB fez a identificação da ocorrência da espécie na região, fez análises da composição química do óleo junto a Universidade Federal do Paraná, depois, estudos dos aspectos agronômicos da planta e começou a acompanhar e orientar os processos produtivos desses agricultores para auxiliá-los a potencializar sua renda com a terra. Em geral, esses agricultores escolhem seus cultivos pelo valor de mercado, se esquecendo da grande biodiversidade que existe em suas áreas. E foi o caso aqui, fizemos uma bioprospecção e encontramos a Varonia curassavica, a base do primeiro fitoterápico produzido integralmente no Brasil”, explica a Dra. Carolina Kffuri, pesquisadora responsável pela identificação e pesquisa do óleo e que hoje faz parte do time de Responsabilidade Social da Veracel.

O projeto DSAF, coordenado pela Prof. Dra. Gabriela Narezi em parceria com o Instituto Fotossíntese, capacitou agricultores de Miramar, Eunápolis, na extração de óleo da erva-baleeira, resultando na venda inicial de 15 quilos de óleo essencial. Apesar de inicialmente vista como praga, a planta demonstrou grande potencial econômico, sendo valorizada por suas propriedades anti-inflamatórias. O beneficiamento é feito em equipamento doado pela Veracel, e o objetivo futuro é obter certificação para venda à indústria farmacêutica, visando maior rentabilidade para a comunidade.

“A produção do óleo essencial feito na Miramar leva em conta os aspectos sociais, por ser uma produção feita totalmente por agricultores familiares, e aspectos ambientais, por se tratar do uso e da preservação da biodiversidade brasileira. Isso adiciona ainda mais valor a esse produto”, explica a Dra. Carolina Kffuri. A associação Miramar é uma comunidade com 1.212 hectares divididos em 84 lotes onde moram diversas famílias de agricultores.
 





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Wall Street salta após Powell consolidar esperanças de corte de juros em…


Logotipo Reuters

Por Stephen Culp

NOVA YORK (Reuters) – As ações dos Estados Unidos saltaram nesta sexta-feira, com comentários mais brandos do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, solidificando expectativas de que o banco central norte-americano reduzirá sua taxa básica de juros em setembro.

Em comentários altamente esperados no Simpósio Econômico de Jackson Hole, Powell disse que “chegou a hora” de reduzir a taxa básica de juros do Fed e que “os riscos de alta da inflação diminuíram”.

“Não observamos e nem vemos com bons olhos um enfraquecimento adicional nas condições do mercado de trabalho”, acrescentou Powell em um discurso que parecia praticamente garantir um corte de juros na reunião de política monetária do próximo mês, o que seria o primeiro corte desse tipo em mais de quatro anos.

“O Fed está claramente se voltando para o campo mais brando e Powell deixou bem claro que setembro será o início de vários cortes de juros no restante deste ano”, disse Ryan Detrick, estrategista-chefe de mercado do Carson Group.

Os três principais índices acionários dos EUA deram um salto após a divulgação dos comentários preparados por Powell, com as megacaps Nvidia, Apple e Tesla fornecendo a maior força.

As small caps e os bancos regionais tiveram desempenho superior, em alta de 3,2% e 4,9%, respectivamente.

Os três índices registraram avanços na semana, se apoiando nos ganhos percentuais semanais da semana passada, os maiores do ano até o momento.

O Dow Jones subiu 1,14%, para 41.175,08 pontos. O S&P 500 ganhou 1,15%, para 5.634,61 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 1,47%, para 17.877,79 pontos.

Os 11 principais setores do S&P 500 encerraram a sessão no território positivo, com as ações do setor imobiliário apresentando o maior ganho percentual, com alta de 2,0%.





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Turquia lidera transbordo de commodities agrícolas


Nos últimos dez anos, a Turquia emergiu como um importante centro de transbordo de produtos agrícolas, como oleaginosas, grãos e leguminosas, resultado de investimentos em infraestrutura portuária e maior envolvimento nos sistemas de comércio regional e global, conforme relatório do Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

Mercados no Oriente Médio, Ásia Central e África têm se beneficiado com o papel crescente da Turquia nesse setor, segundo o FAS. Em 2022, o valor dos produtos agrícolas transbordados atingiu um recorde de US$ 4 bilhões, o dobro de alguns anos antes, embora tenha caído ligeiramente para US$ 3,8 bilhões em 2023, com expectativa de crescimento nos próximos anos.

De acordo com a análise do FAS, os principais produtos transbordados no último ano, em termos de valor e volume, foram oleaginosas, grãos, leguminosas, nozes e suco, provenientes de países como Ucrânia, Rússia, Estados Unidos e Argentina. “Nos últimos dois anos, com a guerra na Ucrânia e a instabilidade no Mar Negro, a Turquia se tornou ainda mais crucial como centro de transbordo para oleaginosas e grãos da Rússia e Ucrânia”, destacou o FAS. “Problemas recentes no Mar Vermelho também fortaleceram o papel da Turquia como ponto de transbordo para o Oriente Médio e África.”

Entre 2013 e 2023, o volume de transbordos na Turquia quintuplicou, passando de 500.000 toneladas para 2,5 milhões de toneladas, impulsionado pela expansão da infraestrutura logística e aumento da capacidade do Mar Negro para exportação. A Rússia se destaca como o maior exportador mundial de trigo, enquanto a Ucrânia figura entre os principais exportadores de trigo, milho, cevada e óleo de girassol, apesar do conflito entre ambos desde fevereiro de 2022.
 





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dólar e exportações ditam o ritmo dos preços


Segundo informações da análise de mercado da Grão Direto, o mercado de soja foi impulsionado pelos derivados nesta semana. As vendas de farelo e óleo de soja registraram um aumento significativo, favorecendo o comportamento dos grãos. Além disso, as exportações norte-americanas da safra 2024/25 apresentaram um crescimento expressivo, especialmente para a China, principal destino das vendas.

O mercado foi ainda mais movimentado pela alta do dólar. A economia dos Estados Unidos permanece robusta, gerando incertezas quanto à redução das taxas de juros. Em Chicago, o contrato de soja para setembro de 2024 encerrou em US$9,81 por bushel (+3,05%). No Brasil, o dólar subiu 2,92%, chegando a R$5,64, impulsionando o mercado físico com predominância de alta. O contrato com vencimento em março de 2025 também fechou em alta, a US$10,30 por bushel (+2,28%).

A expectativa para o mercado de soja na próxima semana é de continuidade na volatilidade. Nos Estados Unidos, o ano-safra encerrado em 31 de agosto registrou uma queda de mais de 15% no volume total de exportações em comparação ao ano anterior, de acordo com o USDA. Com as vendas acumuladas de soja correspondendo a apenas 20,5% da meta projetada, o mercado precisará ver uma média de 740.000 toneladas em vendas semanais para atingir as previsões.

No Brasil, a Conab aponta para estoques finais baixos, um dos menores dos últimos anos. Com um consumo interno de 55,9 milhões de toneladas e exportações projetadas de 92,4 milhões, o Brasil pode finalizar o ano com apenas 3 milhões de toneladas em estoque. Esse cenário poderá valorizar o prêmio da soja brasileira, especialmente se o escoamento nos Estados Unidos for limitado.

Além disso, a análise da Grão Direto ainda ressalta que o contrato de novembro de soja em Chicago pode encontrar resistência em US$10,15, US$10,30 e US$10,45, com potencial de alta até US$10,80. Porém, caso os preços caiam abaixo de US$9,60, o mercado pode retestar mínimas recentes, trazendo incertezas para os produtores americanos.





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Mandioca registra aumento de 7,6% em agosto


Demanda das fecularias por raízes continua elevada




Foto: José Luis da Silva Nunes

Em agosto, o preço da mandioca apresentou uma expressiva valorização, com a média nominal a prazo da tonelada posta fecularia alcançando R$ 515,16, o equivalente a R$ 0,8959 por grama. Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), esse valor representa um aumento de 7,6% em relação ao mês anterior, sendo o maior registrado desde janeiro deste ano.

O movimento de alta, que já dura três meses consecutivos, é resultado da combinação entre uma oferta limitada e uma demanda aquecida. De acordo com os pesquisadores do Cepea, as chuvas que ocorreram no final de agosto não foram suficientes para permitir a retomada das atividades de campo na maioria das regiões monitoradas. Além disso, muitos produtores permanecem retraídos, seja devido à baixa rentabilidade das raízes de 1º ciclo, seja pela expectativa de preços ainda mais altos nos próximos períodos.

Paralelamente, a demanda das fecularias por raízes continua elevada, o que tem intensificado a competição pela matéria-prima.





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Produtividade alta em meio ao clima desafiante


As mudanças climáticas têm levado os produtores a acompanhar de perto os mapas meteorológicos. Embora o clima possa ser um aliado ou um obstáculo, uma boa gestão das operações ajuda a minimizar seus impactos. Produtores como Cristian Marques Dalbenb e Adalberto Ceretta se destacam por alcançarem produtividades muito acima da média nacional de 95 sacas por hectare, com 247,88 e 237,6 sacas por hectare, respectivamente.

Em 2023 e 2024, produtores de diferentes regiões se destacaram pela alta produtividade. Tiago Libretollo Rubert, do Rio Grande do Sul, colheu 330,4 sacas por hectare de milho irrigado, enquanto Diego Fachini Mazzur, do Paraná, obteve 303,37 sacas por hectare de milho sequeiro. Em 2024, Ronei Gaviraghi, do Paraná, alcançou 270 sacas por hectare de milho sequeiro, e Cláudio Castro Cunha, de Minas Gerais, colheu 258,2 sacas por hectare de milho irrigado. A chave para esses resultados excepcionais é a eficiência na gestão da propriedade.

De acordo com o Coordenador Técnico do Getap, Gustavo Capanema, todos estes agricultores fazem bem a lição de casa. “Mesmo em anos desafiadores de condições de clima desfavoráveis, o bom manejo realizado gerou resultados positivos minimizando esses impactos climáticos. Vale a velha máxima que o produtor prevenido produz mais e perde menos”, destaca.

Embora o clima não esteja sob controle dos produtores, o uso de tecnologias e um bom manejo podem minimizar perdas em condições adversas. Segundo Capanema, o planejamento é crucial e deve começar antes da safra, incluindo a compra antecipada de insumos e a manutenção de máquinas. É essencial cuidar do solo, verificando suas condições químicas, físicas e biológicas para ajustar a adubação. A utilização de palhada e a rotação de culturas também são recomendadas para melhorar as condições do solo e o desenvolvimento das lavouras.

“Sempre reforçamos a importância do agricultor se atentar às suas margens e não somente se prender a questão de preço dos grãos. Isso porque os valores de comercialização estão atrelados a uma série de fatores, como oferta e demanda que pode muitas vezes travar os preços”, detalhou Capanema.
 





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Pela primeira vez, Estado dará título de propriedade aos agricultores assentados no RS


O governador Eduardo Leite e o secretário de Habitação e Regularização Fundiária, Carlos Gomes, assinaram o decreto que institui o programa Assentamento Legal na quinta-feira (29). O ato foi realizado na Expointer, durante a inauguração oficial do Pavilhão da Agricultura Familiar.

O objetivo é promover a regularização fundiária rural, por meio da entrega da outorga de título definitivo, para os beneficiários dos assentamentos estaduais. Serão regularizados, se cumprirem todos os requisitos, mais de 3.200 lotes de assentados, a maior parte localizados em Hulha Negra, Canguçu, Candiota e Livramento.

Carlos Gomes lembrou que, com assentamentos desde 1991, até hoje o Estado não emitiu nenhum título de propriedade para os agricultores que lá trabalham. “Assumimos o compromisso de, até o final de 2024, entregarmos a primeira centena de títulos para os assentados do Rio Grande do Sul. Isso dará segurança jurídica e de cidadania a esses que produzem alimento e geram economia ao nosso Estado”, ressaltou.

O instrumento tem a força de escritura pública, que transfere em caráter definitivo a propriedade dos lotes da reforma agrária aos assentados. O programa Assentamento Legal atuará em 114 assentamentos em áreas de propriedade estadual. Além disso, possibilitará a outorga em outros 34 assentamentos compartilhados com o governo federal, que estão sob a administração do Instituto Nacional da Reforma Agrária (Incra). A medida cumpre a atribuição da competência de “executar a política de regularização fundiária rural” à Sehab, com a alteração da Lei Estadual 16.051/2023, que dispõe sobre a estrutura administrativa do Poder Executivo Estadual.

Têm direito ao benefício os assentados do Programa Estadual de Reforma Agrária que estejam há, pelo menos, dez anos com trabalho e moradia no lote, não possuam estabelecimento comercial ou industrial, exceto empreendimento ligado à atividade rural, tenham explorado a terra de forma pacífica, entre outros. O decreto ainda estabelece que esses beneficiários ficarão isentos das custas cartoriais para fins de titulação, tanto na regularização quanto na escritura pública que conceder o título de domínio e, consequentemente, transferência para o nome do beneficiário.

As áreas trabalhadas pelo programa Assentamento Legal estão enquadradas nas regras do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Ou seja, pela outorga do título, os beneficiários pagarão 10% do valor mínimo da pauta de valores da terra nua para fins de titulação, para lotes de até dois módulos fiscais (unidade de medida agrária usada no Brasil, equivalendo à média de 18 a 20 hectares no Rio Grande do Sul). Ficarão isentos de custos os beneficiários enquadrados como de baixa renda (que recebem renda igual ou inferior a cinco salários mínimos).





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