domingo, abril 26, 2026

Política & Agro

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Outubro terá bandeira tarifária mais cara do sistema nas contas de luz


A bandeira tarifária para o mês de outubro será vermelha patamar 2, com cobrança extra de R$ 7,877 na conta de luz para cada 100 quilowatts-hora (kWh) de energia elétrica consumidos. Esta é a primeira vez, desde agosto de 2021, que a bandeira mais cara do sistema criado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é acionada.

Segundo a Aneel, um dos fatores que determinaram o acionamento da bandeira vermelha patamar 2 foi o risco hidrológico, ou seja, a baixa previsão de chuva para os reservatórios das hidrelétricas. Também teve influência a elevação do preço do mercado de energia elétrica em outubro.

Uma sequência de bandeiras verdes foi iniciada em abril de 2022 e interrompida apenas em julho de 2024 com bandeira amarela, seguida da bandeira verde em agosto, e da vermelha, patamar 1, em setembro. No mês passado, a Aneel chegou a anunciar a bandeira vermelha patamar 2 para setembro, mas corrigiu a informação dias depois. 

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias, considerando fatores como a disponibilidade de recursos hídricos, o avanço das fontes renováveis, bem como o acionamento de fontes de geração mais caras como as termelétricas.

As cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração, sendo a bandeira vermelha a que tem custo maior, e a verde, sem custo extra.

Segundo a Aneel, as bandeiras permitem ao consumidor um papel mais ativo na definição de sua conta de energia. “Ao saber, por exemplo, que a bandeira está vermelha, o consumidor pode adaptar seu consumo para ajudar a reduzir o valor da conta”, avalia a agência.





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Índia retoma exportações de arroz branco não-basmati


A medida é vista como um alívio para o mercado global





Foto: Divulgação

A Índia autorizou no último sábado, 28 de setembro, a retomada das exportações de arroz branco não-basmati, à medida que seus estoques cresceram e os agricultores se preparam para colher uma nova safra nas próximas semanas. Segundo dados divulgados pelo Infoarroz, essa decisão pode fortalecer o abastecimento global e reduzir os preços internacionais do grão.

A medida, vista como um alívio para o mercado global, deve pressionar outros grandes exportadores, como Paquistão, Tailândia e Vietnã, a ajustarem seus preços para competir, afirmam comerciantes. Nova Délhi estabeleceu um preço mínimo de US$ 490 por tonelada para as exportações de arroz branco não-basmati, conforme uma ordem do governo. Isso ocorreu um dia após a redução da taxa de exportação desse tipo de arroz para zero.

A decisão segue uma série de flexibilizações nas restrições de exportação de variedades premium, como o arroz basmati aromático e o arroz parboilizado. Na sexta-feira, o governo indiano também reduziu o imposto sobre o arroz parboilizado de 20% para 10%.

Ainda este mês, o governo eliminou o preço mínimo de exportação do arroz basmati, respondendo a pedidos de milhares de agricultores que buscavam acesso a mercados internacionais lucrativos, como Europa, Oriente Médio e Estados Unidos.





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é preciso punir apenas responsáveis por incêndios


FPA frisa que a punição deve recair exclusivamente sobre os responsáveis




Embargo de propriedades rurais gera impactos imediatos e severos na vida dos produtores
Embargo de propriedades rurais gera impactos imediatos e severos na vida dos produtores – Foto: Arquivo Agrolink

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) divulgou uma nota oficial reafirmando a importância do Decreto Federal nº 12.189/2024, que tem como objetivo intensificar o combate aos incêndios criminosos no campo. A entidade destaca a necessidade urgente de aplicar as sanções e embargos de maneira adequada, garantindo que somente os responsáveis por esses crimes sejam penalizados. A FPA ressalta que o produtor rural, cuja propriedade é atingida por incêndios criminosos, também é vítima dessas ações.

Segundo a nota, o embargo de propriedades rurais gera impactos imediatos e severos na vida dos produtores, incluindo o bloqueio do acesso ao crédito rural. Essa situação inviabiliza o financiamento das safras e impede a continuidade das atividades agrícolas, trazendo consequências irreparáveis, mesmo que a inocência do produtor seja comprovada posteriormente. Por isso, a FPA solicita que os processos de embargo respeitem o direito ao contraditório e à ampla defesa.

A entidade frisa que a punição deve recair exclusivamente sobre os responsáveis pelos crimes, de modo a evitar que produtores inocentes sejam penalizados injustamente. Isso é essencial para evitar danos econômicos irreversíveis, que não poderiam ser compensados posteriormente por vias judiciais. A FPA reforça que a proteção ambiental e a produção agrícola podem coexistir, desde que as sanções sejam aplicadas de forma justa e direcionada.

Por fim, a FPA reafirma seu compromisso com a defesa dos produtores rurais, responsáveis por sustentar a economia e garantir o emprego de milhões de brasileiros. A entidade enfatiza a necessidade de combater os crimes no campo sem prejudicar injustamente quem é vítima desses atos criminosos.





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Comitiva chinesa conhece terminal do Porto de Santos


Representantes da GACC estiveram nesta quinta-feira (26) no Porto de Santos





Foto: Mapa

Representantes da Administração Geral de Alfândega da China (GACC) estiveram nesta quinta-feira (26) no Porto de Santos, onde se reuniram com a Autoridade Portuária e conheceram um dos terminais de exportação de grãos.

A comitiva, liderada pelo vice-ministro chinês, Zhao Zenglian, foi recebida pelo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Goulart, pelo diretor do Departamento de Negociações Não-Tarifárias e de Sustentabilidade da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, Augusto Billi, e outros dirigentes do Mapa.

Os chineses ficaram bem impressionados com a estrutura, o sistema de controle e os números do Porto. Na visita, a comitiva pode ver como são realizados os controles e a amostragem de grãos, trabalhos realizados pelos auditores fiscais agropecuários que atuam no porto.

A China é o principal parceiro comercial do Brasil no setor agrícola, respondendo por 33,91% das exportações do país. Nos primeiros oito meses deste ano, o Brasil exportou aproximadamente US$ 38 bilhões em produtos agrícolas para o mercado chinês, com 68% desse total provenientes do complexo da soja. Na terça-feira (24), em Brasília, o Mapa e a comitiva discutiram temas estratégicos para a ampliação do comércio agropecuário entre Brasil e China, com foco na revisão e atualização de protocolos sanitários e fitossanitários, fortalecendo ainda mais a parceria entre os dois países.





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Sojicultor bate recorde com 137,28 sacas por hectare


João Lincoln Reis Veiga, sojicultor de Nepomuceno (MG), alcançou a marca de 137,28 sacas de soja por hectare em sua propriedade, a Fazenda Congonhal. O feito foi conquistado no último Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB). Segundo Veiga, a chave para o sucesso está na combinação entre o uso de tecnologias avançadas e uma equipe altamente comprometida.

Tecnologia e equipe afinada: os segredos para alta produtividade

Veiga afirma que a produtividade recorde não seria possível sem a tecnologia. “A tecnologia nos oferece conhecimento de alto nível, seja por meio de equipamentos, fertilizantes ou defensivos. Hoje, conseguimos analisar o genoma das plantas ainda nas folhas, sem a necessidade de colheita, o que proporciona um incremento significativo na lavoura”, explica.

Além das inovações tecnológicas, como o uso de equipamentos guiados por satélites e insumos avançados, o sojicultor destaca a importância da equipe. “O time precisa estar bem afinado e comprometido. Sem pessoas, não conseguimos fazer nada”, ressalta. Para ele, atender às demandas da planta no momento certo é crucial para o sucesso da safra.

A força do controle biológico

Outro ponto fundamental para o sucesso na fazenda de Veiga é o uso do controle biológico. Ele conta que, nos últimos cinco anos, o manejo biológico se tornou essencial. “A planta vem com mais vigor e agradece. Temos usado regularmente e alcançado ótimos resultados”, comenta.

Expectativas para o próximo desafio

Veiga, que já é destaque na sojicultura do Sudeste, está otimista para o próximo Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja. Apesar do desejo de manter ou superar a marca, ele reconhece que o fator sorte também tem grande influência no setor agrícola. “Vivemos em uma indústria a céu aberto, e dependemos de fatores externos. Mas o planejamento será essencial para continuar nessa jornada de alta produtividade”, conclui.





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Chuvas irregulares e calor intenso marcam início da semana no Brasil Central


Temperaturas seguem elevadas





Foto: Pixabay

Enquanto o Sul do Brasil se prepara para a chegada de uma frente fria, o restante do país segue com temperaturas elevadas e chuvas irregulares. Gabriel Rodrigues, meteorologista do Portal Agrolink, destaca que o calor extremo predomina no Centro-Oeste e no Norte do Brasil, mesmo em áreas com instabilidades, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará e Tocantins.

“As precipitações nessas regiões ocorrem de maneira bastante irregular, tanto nos volumes quanto nas áreas atingidas, com pancadas isoladas que podem ser localmente fortes”, explica Gabriel. A tendência é que esse padrão se mantenha, com chuvas rápidas e localizadas, especialmente em áreas do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O meteorologista ainda ressalta que o período seco está chegando ao fim nessas regiões, mas sem sinais de formação da Zona de Convergência do Atlântico Sul nas próximas semanas, sistema crucial para regular o período chuvoso no centro do país.

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No Norte, as chuvas começam a se tornar mais recorrentes, principalmente no Amazonas, Acre e Rondônia, enquanto o Nordeste do Brasil continua dentro da expectativa de tempo seco para esta época do ano.





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o impacto da nova lei do combustível do futuro


A recente aprovação da Lei do Combustível do Futuro traz perspectivas de transformações significativas para o setor de biodiesel no Brasil, especialmente com o aumento da demanda por soja. Segundo o engenheiro agrônomo João Pedro Cuthi Dias, 90% do biodiesel produzido no país é derivado do óleo de soja, mas a nova lei também abre espaço para a diversificação das fontes de oleaginosas utilizadas na produção. Essa diversificação é essencial para ampliar a capacidade produtiva e atender à demanda crescente.

Dias destaca que uma das alternativas seria aproveitar as áreas que ficam sem cultivo após a colheita da soja, possibilitando o plantio de outras oleaginosas, como a carinata, que tem mostrado potencial promissor. Ele menciona que culturas como o cramber, pouco conhecida no Brasil, também possuem elevado teor de óleo e se adaptam bem ao clima do Centro-Oeste. “Precisamos desenvolver novos materiais e criar protocolos de produção para culturas que podem ser introduzidas no ciclo agrícola após a soja”, afirma.

Desafios na indústria e no campo

Além de diversificar as fontes de produção, Dias ressalta a importância de pesquisas na área de motores para garantir que os equipamentos agrícolas e industriais consigam utilizar esses novos combustíveis de maneira eficiente. Ele aponta que, em algumas regiões do Brasil, há desafios técnicos, como o uso de biodiesel em motores no inverno, quando o combustível pode formar borra e comprometer o funcionamento de bombas injetoras.

Ele também enfatiza a necessidade de uma agricultura regenerativa que leve em consideração a sustentabilidade e a pegada de carbono. “Não se trata apenas de produzir biodiesel; precisamos criar sistemas agrícolas que melhorem a qualidade do solo e reduzam as emissões de gases de efeito estufa”, explica Dias. Isso incluiria o uso de insumos regionais, como fosfato natural e silicatos de potássio, e a adoção de biotecnologias que minimizem o uso de fertilizantes sintéticos.

A aviação e o desafio do querosene verde

Outro ponto destacado pelo engenheiro agrônomo é o impacto da nova lei no setor de aviação, que será incentivado a utilizar combustíveis sustentáveis. Dias explica que o desenvolvimento do querosene verde, produzido a partir de óleos vegetais ou graxas de origem animal, é fundamental para a descarbonização da aviação. No entanto, ele alerta que a produção desse combustível exige uma série de pesquisas e cuidados rigorosos, pois sua utilização envolve variações extremas de temperatura nas altas altitudes.

“O querosene verde tem um papel crucial na redução das emissões de gases de efeito estufa pela aviação, mas precisamos garantir que ele atenda aos padrões de segurança e eficiência”, alerta.

O futuro do combustível verde no Brasil

João Pedro Cuthi Dias vê grandes oportunidades para o Brasil se destacar no mercado de combustíveis verdes, tanto no setor agrícola quanto na indústria. Ele cita o exemplo da exportação de sebo bovino para os Estados Unidos, onde é utilizado na produção de querosene verde, como um indício de que o país já está inserido nesse contexto global.

O engenheiro agrônomo conclui sua análise reforçando a importância da pesquisa e do desenvolvimento de novas tecnologias para garantir que o Brasil possa, de fato, aproveitar todo o potencial da Lei do Combustível do Futuro. “Precisamos investir em inovação e adaptar nossa produção para atender às demandas desse novo cenário”, finaliza.





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Nova frente fria avança e traz temporais para o Sul


Precipitações devem reduzir a velocidade de descida dos rios





Foto: Arquivo

A semana começou com a formação de uma nova frente fria no Sul do Brasil, prometendo chuvas intensas e possibilidade de queda de granizo, conforme alertou Gabriel Rodrigues, meteorologista do Portal Agrolink. Segundo ele, as instabilidades inicialmente estão concentradas no Uruguai, mas devem avançar ao longo do dia para o sul do Rio Grande do Sul, com potencial para eventos climáticos adversos na noite desta segunda-feira, 30 de setembro de 2024.

“Até o final de terça-feira, as instabilidades atingirão Santa Catarina, com acumulados expressivos de chuva, podendo superar 80 mm”, afirma Gabriel. O meteorologista também alerta que essas precipitações devem reduzir a velocidade de descida dos rios, que subiram após as fortes chuvas da semana passada.

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Além disso, o fenômeno conhecido como “pré-frontal” trará temperaturas elevadas para os três estados da região Sul antes da chegada efetiva das chuvas. O cenário reforça a tendência de tempo adverso, com mais eventos de granizo ao longo da primavera.





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Cotações no mercado do frango ficam estagnadas nesta sexta-feira (23)


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O mercado do frango encerra esta semana de negociações nesta sexta-feira (23) com cotações estáveis. De acordo com análise do Cepea, o poder de compra de avicultores do estado de São Paulo frente aos principais insumos utilizados na atividade (milho e farelo de soja) vem crescendo em agosto. Isso porque, enquanto os preços do frango vivo estão subindo, os do milho registram pequena alta e os do farelo, queda, em relação a julho. 

De acordo com a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo ficou estável, custando, em média, R$ 5,50/kg, assim como a ave no atacado, fechando, em média, R$ 6,20/kg.

No caso do animal vivo, o preço não mudou em Santa Catarina, cotado a R$ 4,38/kg, da mesma maneira que no Paraná, custando R$ 4,66/kg.

Conforme informações do Cepea/Esalq,Vivo, referentes à quinta-feira (22), tanto o frango congelado quanto a ave resfriada ficaram estáveis, curando, respectivamente, R$ 7,17/kg e R$ 7,20/kg.

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Vídeo: Irrigação: cenário, desafios e caminhos para a citricultura


45º episódio do Fundecitrus Podcast


Foto: Fundecitrus

A irrigação na citricultura é tema do 45º episódio do Fundecitrus Podcast. O tema é importantíssimo para a agricultura, como forma de reduzir os impactos provocados pelos longos períodos de estiagem, fortalecendo a produtividade no campo. Na citricultura, não é diferente. Em dois episódios, o Fundecitrus Podcast traz orientações sobre a implantação desse sistema, planejamento, benefícios, estudo de solo e tipos mais adequados para o setor. Hoje, 36% da área total do cinturão conta com irrigação e a tendência é de aumento. Nesse primeiro episódio, a conversa é com o consultor e professor do Departamento de Fitossanidade, Engenharia Rural e Solos da Unesp de Ilha Solteira, Fernando Braz Tangerino Hernandez.





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