sábado, abril 25, 2026

Política & Agro

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Mercado de açúcar fecha em queda semanal


Ao fim da sessão, o contrato H25 foi precificado a US¢ 22,24/lb




Assim, o mercado de açúcar e etanol segue influenciado por fatores climáticos e especulativos
Assim, o mercado de açúcar e etanol segue influenciado por fatores climáticos e especulativos – Foto: Pixabay

De acordo com a StoneX, a semana foi marcada por um direcionamento pouco claro para o mercado futuro de açúcar. Nesta sexta-feira (11), o açúcar bruto em Nova York registrou uma alta moderada pelo terceiro pregão consecutivo, porém insuficiente para evitar que o contrato de março/25 fechasse em queda em relação à semana anterior. 

Ao fim da sessão, o contrato H25 foi precificado a US¢ 22,24/lb, apresentando uma queda de 3,3% em comparação com a semana passada, quando os preços ainda superavam o nível de US¢ 23,00/lb. O relatório da UNICA, que trouxe dados alinhados às expectativas, contribuiu para os ajustes observados ao longo da semana. Até terça-feira, a queda acumulada em quatro pregões chegou a atingir níveis abaixo de US¢ 22,00/lb, alcançando US¢ 21,80/lb, mas com recuperação posterior.

No setor de etanol hidratado, o indicador da StoneX para Ribeirão Preto (SP), incluindo impostos, fechou a semana em R$ 3,02/litro, refletindo uma alta semanal de 2%. Esse aumento pode estar relacionado ao retorno das compras das usinas ao mercado doméstico, especialmente na segunda quinzena de setembro, diferente do cenário observado no início daquele mês, quando a demanda caiu, pressionando os preços para baixo. Atualmente, a normalização dos estoques nas usinas sugere que outubro poderá registrar um pico de estocagem no Centro-Sul e, eventualmente, uma queda do indicador a partir deste ponto.

Assim, o mercado de açúcar e etanol segue influenciado por fatores climáticos e especulativos. A atenção às condições no Centro-Sul e aos estoques das usinas será essencial para determinar a direção dos preços nas próximas semanas, acompanhando possíveis ajustes e oportunidades.
 





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soja supera a média de 5 anos; Plantio de trigo de inverno atrasa


USDA aponta progresso das colheita de soja e trigo





Foto: Canva

O boletim “Weekly Weather and Crop Bulletin”, divulgado nesta quarta-feira (16) pela NOAA e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), destacou o avanço da colheita de soja e o progresso do plantio de trigo de inverno em todo o país. No caso da soja, 95% das áreas plantadas já registraram a queda das folhas até 13 de outubro, número ligeiramente inferior ao do ano passado, mas 3 pontos percentuais à frente da média de 5 anos. A colheita de soja está 67% concluída, superando em 10 pontos percentuais o resultado do mesmo período do ano passado e 16 pontos à frente da média de 5 anos.

O ritmo da colheita de soja foi especialmente acelerado em 11 dos 18 estados monitorados, com avanços de 20 pontos percentuais ou mais em uma semana.

Já o plantio do trigo de inverno de 2025 atingiu 64% da área prevista até o dia 13 de outubro, ligeiramente atrás do desempenho do ano passado e da média histórica de 5 anos. Apesar disso, 12 estados registraram um progresso no plantio, com aumentos de 10 pontos percentuais ou mais, conforme os dados do USDA.

De acordo com o “Weekly Weather and Crop Bulletin”, quanto à emergência do trigo de inverno, 35% das áreas plantadas já apresentam brotos, ritmo que também ficou atrás do registrado no ano passado e da média de 5 anos. Nos estados de Idaho e Nebraska, o progresso foi ainda mais notável, com avanço de 25 e 32 pontos percentuais, respectivamente, na última semana.





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Produtores semearam 30% do arroz no RS, diz Irga


A Fronteira Oeste (FO), a regional mais adiantada





Foto: USDA

ORio Grande do Sul semeou até agora 29,97% do arroz da safra 2024/2025. Foram registrados nesta semana 284.235 hectares dos 948.356 ha previstos pelo Irga para o Estado.

A Fronteira Oeste (FO), a regional mais adiantada, está com 155.442 hectares semeados (55,21% dos 281.542 ha estimados). A Planície Costeira Interna é a segunda mais avançada, com 46.383 ha (32,25% dos 143.825 ha projetados).

O gerente da Extensão Rural (Dater) do Irga, Luiz Fernando Siqueira, destaca o avanço na FO, que já ultrapassou os 50%. “Alguns municípios já estão bem adiantados na Fronteira Oeste. As demais regiões também avançaram em relação ao último levantamento, mas o grande destaque continua sendo a FO. Nas próximas semanas, pela previsão do clima, possivelmente tenhamos mais janelas, possibilitando que no mês de outubro o Estado inteiro atinja um percentual bem satisfatório da semeadura”, acrescenta.

O levantamento da semeadura de arroz no RS é coordenado pela Dater, a partir de informações fornecidas pelos produtores para os núcleos da autarquia localizados no interior do Estado.





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HF Brasil/Cepea: Balança comercial de frutas e hortaliças está negativa, mas…


A balança comercial brasileira de frutas e hortaliças frescas de 2024 está negativa na parcial de 2024 (até agosto), resultado bastante atípico, conforme avaliação da equipe da revista Hortifruti Brasil, publicação do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

Para as frutas, dados do Comex Stat compilados e avaliados pela equipe do Cepea mostram que as exportações deste ano de boa parte delas apresentam bom desempenho, mas as importações estão ainda mais intensas – mesmo diante do dólar valorizado frente ao Real –, contexto que vem resultando em um déficit significativo. Esse cenário é distinto, tendo em vista que, quando analisada a série histórica do Comex Stat, iniciada em 1997, foram poucos os anos em que a balança comercial foi negativa – houve déficit apenas em 1997, 1998 e 2014 (considerando-se o código SH08, que inclui frutas, cascas de frutos cítricos e de melões).

Segundo a equipe da revista Hortifruti Brasil, o impulso às importações vem das grandes aquisições externas de frutas que não são muito produzidas no Brasil, como pera, kiwi e frutas de caroço (ameixa, pêssego e nectarina), mas também das compras de algumas que já são fortemente produzidas por aqui, como maçã, uvas e laranja. Nestes casos, as importações aconteceram como forma de complementar a reduzida produção doméstica.

Quanto às hortaliças, segundo o Comex Stat (considerando-se o código SH07, que inclui produtos hortícolas, plantas, raízes e tubérculos, comestíveis), a balança continua deficitária, já que o Brasil é “importador líquido” desses produtos, ou seja, o País comumente compra mais fora do que exporta.

O CENÁRIO PODE MUDAR – Considerando-se o desempenho da parcial deste ano (de janeiro a agosto) e uma média dos resultados dos últimos cinco anos para os meses restantes (setembro a dezembro), espera-se que a balança comercial de frutas frescas feche 2024 positiva, sustentada pelas boas perspectivas com as exportações de manga, melão, melancia e lima ácida tahiti. Ainda assim, o possível superávit de 2024 deve ser baixo. Os gastos com as importações estão aumentando de forma expressiva, e os volumes adquiridos devem seguir intensos até o fim do ano.

 

Você também encontra nesta edição:

ALFACE – Clima desafia planejamento de produtores; consumo está limitado

BATATA – Calor acelera colheita em setembro

CEBOLA – Produtividade em alta mantém preço em queda

TOMATE – Preços reagem, mas seguem em baixos patamares

CENOURA – Custos seguem acima dos preços em setembro

CITROS – Preço da pera in natura renova recorde

MELANCIA – Oferta elevada impede aumento de preços em setembro

MELÃO – Oferta intensa restrita eleva preços

UVA – Colheita aumenta no Vale, mas em menor proporção que em anos anteriores

MANGA – Alta oferta de tommy pressiona cotações em setembro

MAÇÃ – Fruta importada tem boa qualidade e preço atrativo; importações crescem

BANANA – Apesar da queda em setembro, valor da prata avança em um ano

MAMÃO – Volume colhido de havaí aumenta, e preços caem





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Chuvas aliviam seca e beneficiam solos para grãos de inverno na Europa


Antigo furacão Kirk causa chuvas intensas e alívio parcial da seca na Europa





Foto: Divulgação

De acordo com o boletim “Weekly Weather and Crop Bulletin”, divulgado nesta quarta-feira (16) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), chuvas generalizadas continuam em grande parte da Europa, embora áreas de seca persistam nas regiões agrícolas do sudeste. As precipitações variaram de 15 a 100 mm, atingindo desde a Inglaterra e França até a Europa central, trazendo alívio para os solos destinados aos grãos de inverno, especialmente em Portugal e Espanha.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

A umidade do solo nessas regiões melhorou após semanas de tempo chuvoso, com parte das precipitações resultantes dos remanescentes do antigo furacão Kirk, que trouxe chuvas fortes e ventos intensos para a Península Ibérica e partes da França. Algumas áreas, como o norte da Itália, registraram volumes de chuva entre 50 e 170 mm, causando inundações localizadas e atrasando o trabalho de campo, conforme os dados do USDA.

De acordo com o “Weekly Weather and Crop Bulletin”, apesar das chuvas abundantes, algumas áreas agrícolas, como a Polônia e os Estados Bálticos, tiveram condições mais secas e favoráveis, com precipitações de 2 a 15 mm, favorecendo o plantio das safras de inverno e outros trabalhos sazonais. No entanto, bolsões de seca voltaram a preocupar o Vale do Rio Danúbio, principalmente na Hungria e, em menor escala, no sudoeste da Romênia.

As temperaturas também variaram, com registros de até 4°C acima do normal no sudeste europeu, substituindo a recente onda de frio que havia atingido a região.





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Seca ameaça colheitas de trigo na Rússia e Ucrânia


Metade ocidental da Ucrânia e Rússia se recupera com chuvas





Foto: Canva

Segundo o boletim “Weekly Weather and Crop Bulletin”, divulgado nesta quarta-feira (16) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), um bloqueio atmosférico de alta pressão, que havia persistido por semanas no oeste da Rússia, começou a se deslocar para o leste, mantendo a seca em áreas orientais, mas permitindo que chuvas atingissem a metade ocidental da região. Pouca ou nenhuma precipitação foi observada no leste da Ucrânia e no oeste da Rússia, exceto por leves chuvas de 2 a 12 mm ao longo da costa russa do Mar Negro, no final do período de monitoramento.

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A seca severa e extrema continua a impactar as principais áreas de cultivo de trigo de inverno no oeste da Rússia e no leste da Ucrânia, onde as precipitações dos últimos 90 dias somam menos de 25% do esperado. O trigo de inverno, normalmente plantado entre o final de agosto e setembro, tem sido severamente afetado, com muitos produtores optando por pulverizar as safras ou adiar o plantio para a primavera, mudando para cultivos de verão.

De acordo com o “Weekly Weather and Crop Bulletin”, por outro lado, as chuvas se intensificaram e se expandiram nas regiões ocidentais, com volumes variando de 10 a 100 mm, beneficiando a Moldávia, o sudoeste da Ucrânia e o noroeste da Rússia. Com isso, as perspectivas para as colheitas de inverno são mais otimistas nessas áreas.

Ainda assim, o Índice de Saúde da Vegetação (VHI), obtido por satélite, continua mostrando condições ruins a péssimas no leste da Ucrânia e em grande parte da Rússia. Já na Moldávia e no oeste da Ucrânia, as recentes e contínuas chuvas contribuíram para uma recuperação no vigor das culturas, conforme os dados do USDA.





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Bioinsumo com vespa parasitoide pode controlar percevejo da soja


A cultura da soja vem expandido ao longo dos anos, e a projeção é de que a área plantada deve  crescer 3%, para históricos 47,4 milhões de hectares, de acordo com os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Assim como a cultura, a utilização de defensivos biológicos acompanha a evolução, hoje o Brasil possui 36% de áreas cultivadas com algum tipo de insumo biológico, que além de suustentável são aliados no combate a  doenças foliares e pragas, como os percevejos. 

Os percevejos podem causar danos severos na cultura da soja. O estrago pode ser direto ou indireto e tudo depende do período Da fase vegetativa à maturação, o percevejo afeta a qualidade das sementes, além do rendimento. O sugador consegue reduzir o potencial germinativo e de vigor. A época mais crítica e que precisa da atenção do sojicultor é a reprodutiva. Como os percevejos atacam as vagens, os insetos podem comprometer todo o resultado da safra Há perda de produtividade por conta do abortamento dos grãos, que perdem massa e teor de óleo. Os danos na lavoura podem ser severos e podem reduzir de 30 a 40% a produtividade da soja em grão e, se o plantio for para multiplicação da semente (sementeiras) esse número aumenta para a queda de até 50% da produção.

A utilização de insumos biológicos podem minimizar os impactos, como reduzir as perdas em até 30% na produtividade, além de trazer benefícios como o controle dos ovos, manejo da população resistente, perda de vagem e redução da quantidade de adultos da praga no final do ciclo da soja, como explica a CEO da Life Biological Control, Cristiane Tibola. 

“As microvespas parasitam os ovos dos percevejos no campo, sendo um dos únicos produtos que controlam os ovos, isso é um diferencial muito importante, pois não deixa que esses novos percevejos eclodam e causem danos, evitando assim que a praga se instale nas plantas, ou seja, ao invés de nascer percevejo, nasce uma microvespa que vai continuar o ciclo de controle biológico na lavoura”, afirma a especialista em controle biológico de pragas.

No Brasil, apenas 0,3% do controle de percevejos é realizado com ferramenta biológica, o que causa resistência a inseticida químico e aumenta o custo de controle, pois traz a necessidade de mais aplicações no ciclo. Para auxiliar no controle desta praga de fácil propagação e muito resistente aos inseticidas químicos, a Life Biological Control acaba de lançar no mercado o Defender Soy, produzido a base da vespa parasitoide (Telenomus podisi).

A aplicação de insumos biológicos com o Defender Soy, pode reduzir as perdas em até 30% na produtividade, além de trazer benefícios como o controle dos ovos, manejo da população resistente, perda de vagem e redução da quantidade de adultos da praga no final do ciclo da soja, como explica a CEO da Life Biological Control, Cristiane Tibola

“As microvespas parasitam os ovos dos percevejos no campo, sendo um dos únicos produtos que controlam os ovos, isso é um diferencial muito importante, pois não deixa que esses novos percevejos eclodam e causem danos, evitando assim que a praga se instale nas plantas, ou seja, ao invés de nascer percevejo, nasce uma microvespa que vai continuar o ciclo de controle biológico na lavoura”, afirma a especialista em controle biológico de pragas.

Segundo pesquisa feita pela Embrapa Soja, as espécies de percevejos encontradas com mais frequência na cultura da soja são o percevejo-marrom e o percevejo-verde-pequeno, sendo o principal alvo na aplicação de inseticida químico. Estima-se que para o controle do percevejo na soja sejam realizadas, em média, de quatro a oito pulverizações de inseticidas por ciclo da cultura. Porém, o uso frequente de inseticidas tem favorecido a seleção de indivíduos resistentes, e falhas de controle no campo têm sido reportadas com frequência. Diante desse cenário, o uso da microvespa Telenomus podisi como um defensivo biológico tem se mostrado, cada vez mais, uma estratégia eficaz no controle de pragas, especialmente do percevejos-marrom, ressalta a pesquisadora.

“O Defender Soy apresenta controle acima dos 95% na cultura da soja. É o único produto no mercado que elimina o ovo do percevejo. O resultado é um grão com melhor qualidade e peso, melhorando muito o vigor da semente”, enfatiza Cristiane. Apresentado ao mercado para a safra 2024/2025, o Defender Soy possui registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e está à disposição dos agricultores nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul, num raio próximo à fábrica que fica no município de Piracicaba, interior paulista.





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Intensa seca compromete plantio de soja no MT


O ano de 2024 tem sido difícil para os produtores




“Temos uma perspectiva de 1,5 milhão de hectares para a cultura de algodão"
“Temos uma perspectiva de 1,5 milhão de hectares para a cultura de algodão” – Foto: USDA

Nesta semana, Mato Grosso completa 150 dias sem chuva, resultando em uma seca severa que impacta o plantio da soja (1ª safra) e a futura cultura de algodão. A viabilidade produtiva destes cultivos está ligada ao período de semeadura, que é afetado pela colheita da soja, programada para se encerrar até o fim de janeiro. Essa situação preocupa os produtores locais, que temem não apenas os efeitos imediatos sobre a soja, mas também as consequências na segunda safra.

Rodrigo Pasqualli, diretor executivo da Fundação Rio Verde e do evento Show Safra, afirma: “Temos uma perspectiva de 1,5 milhão de hectares para a cultura de algodão. A falta de chuva para a soja promete influenciar a implantação dessa área, com riscos de viabilidade de cultivo.” A área agricultável do estado para o plantio de soja é de cerca de 12,4 milhões de hectares, mas o progresso do cultivo não se compara a anos anteriores.

Pasqualli ressalta que, apesar das particularidades do solo e clima, essa seca é inédita e está tornando o momento desafiador para os agricultores, que ainda enfrentaram queimadas recentemente. “Estamos mobilizando nossa equipe de pesquisa para entender estratégias que podem ser adotadas para reduzir o impacto da seca.”

O ano de 2024 tem sido difícil para os produtores, que já lidaram com rendimentos baixos na safra anterior. A Fundação Rio Verde investe em soluções inovadoras para mitigar esses problemas. “Ansiamos colher resultados antes do início da segunda safra”, conclui Pasqualli. A situação destaca a necessidade de estratégias eficazes para enfrentar os desafios climáticos em Mato Grosso.
 





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Aeroporto Salgado Filho retoma operações na segunda (21)


Voos ocorrerão entre 8h e 22h





Foto: Nadia Borges

Após as enchentes ocorridas em maio em Porto Alegre-RS, o Aeroporto Salgado Filho retomará suas operações na próxima segunda-feira, dia 21 de outubro. O retorno será gradual, com 1.800 metros de pista reabertos inicialmente, permitindo a realização de 128 voos diários e 900 voos semanais. O volume representa cerca de 70% dos voos que ocorriam antes da enchente que forçou o fechamento do terminal em maio. Apesar da reabertura, os voos que vinham sendo operados temporariamente pela Base Aérea de Canoas não serão interrompidos de imediato. A transição completa para o Salgado Filho ocorrerá de forma gradual nos próximos três meses.

Durante as Reuniões Extraordinárias da Comissão de Segurança Operacional da Fraport Brasil, realizadas no último dia 8, foram discutidos os protocolos de segurança e operação para garantir a reabertura segura. “O compromisso com a Segurança Operacional de todos os elos da comunidade aeroportuária é fundamental para a retomada segura”, afirmou José Carlos Saraiva, coordenador de segurança operacional do aeroporto.

As operações domésticas ocorrerão entre 8h e 22h, com funcionamento parcial da infraestrutura até o dia 16 de dezembro, quando a pista será ampliada para 1.500 metros adicionais. O comandante do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Canoas (DTCEA-CO), Capitão Aviador Carlos Emilião Pinto, destacou a importância da retomada para a população gaúcha e assegurou que o foco na segurança está garantido.

 





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Os desafios do agro na América Latina


O setor agrícola na América Latina, especialmente no Brasil, enfrentou desafios significativos em 2023, com impactos diretos nas principais empresas do agronegócio. A combinação de altos estoques de canais e a redução da demanda resultou em menores volumes de vendas. As condições climáticas adversas, como a seca no Brasil, prejudicaram ainda mais a produção agrícola. No contexto econômico, a Argentina continuou enfrentando problemas, como hiperinflação e restrições cambiais, o que limitou a disponibilidade de crédito em várias regiões. Apesar desses desafios, a América Latina continua a ser um mercado crucial para as empresas agroquímicas, oferecendo oportunidades de crescimento e inovação.

O mercado latino-americano de proteção de cultivos, que representa 29% do mercado global, experimentou um leve declínio. Embora os preços de agroquímicos como glifosato e glufosinato tenham caído, eles permaneceram robustos durante as janelas de compra. O crescimento do mercado foi impulsionado pela expansão das áreas plantadas e pela pressão de pragas nas regiões do norte. Enquanto países como Chile, Colômbia e Bolívia tiveram desempenhos positivos, o Paraguai e o México enfrentaram condições secas.

Analisando o desempenho das seis principais multinacionais do setor, observou-se que todas relataram queda na receita em 2023. Exceto a Bayer Crop Science, que teve uma redução de apenas 4,9%, as demais empresas apresentaram declínios de dois dígitos. A Syngenta viu uma queda de 14% nas vendas, impactada pela diminuição dos volumes de produtos herbicidas, enquanto a FMC sofreu uma queda de 35% devido à desestocagem e à seca. No entanto, a região ainda representa uma parte significativa das receitas globais dessas empresas.

Para enfrentar os desafios, as multinacionais estão se concentrando em inovações. A Syngenta e a UPL, por exemplo, lançaram novos produtos biológicos e tecnologias, apostando na demanda por soluções sustentáveis. A UPL, por sua vez, está investindo fortemente em bioinseticidas e bionematicidas, como o Nimaxxa, que promete revolucionar a proteção contra nematoides. A adoção de estratégias digitais, como as plataformas Climate FieldView da Bayer e xarvio FIELD MANAGER da BASF, está permitindo uma agricultura mais eficiente e informada, enquanto parcerias estratégicas estão fortalecendo a distribuição e a pesquisa no setor.
 





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