quarta-feira, abril 22, 2026

Política & Agro

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Agricultura familiar é tema central de oficina no Pará



O evento abordará os principais programas voltados ao setor




Foto: Nadia Borges

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estará presente em uma oficina destinada ao fortalecimento da agricultura familiar, nesta quinta-feira (27), no município de Capitão Poço, Pará. O evento, promovido na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), abordará os principais programas voltados ao setor, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF).

O evento será dividido em dois períodos. Pela manhã, das 9h às 12h, serão debatidos o PAA e o PRONAF. Já à tarde, das 14h30 às 17h, a programação incluirá uma roda de conversa com foco especial na linha jovem do PNCF. Os analistas da Conab, Rodrigo Cunha e Solange Amaral, ministrarão palestras e realizarão capacitações para os participantes, conforme o informado pela Conab.

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Segundo a Conab, a oficina tem como principal objetivo capacitar agricultores familiares, técnicos e gestores municipais, promovendo maior acesso às políticas públicas. A expectativa é reunir mais de 100 pessoas, entre agricultores, lideranças locais, representantes de associações e cooperativas, órgãos públicos e estudantes da UFRA. O evento também contará com a participação da Embrapa, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), além de instituições financeiras e de assistência técnica.

Na sexta-feira (28), a programação inclui uma visita às instalações da Cooperativa Mista de Produtores e Consumidores do Alto Guamá (COMPROSUM), no município de Ourém. A visita terá como objetivo discutir o programa Cozinha Solidária, iniciativa que visa ampliar o acesso a alimentos e promover o desenvolvimento sustentável. A participação da Conab reforça seu papel na implementação de políticas públicas voltadas à agricultura familiar e no fomento ao acesso a mercados institucionais. As ações em Capitão Poço e Ourém evidenciam o compromisso da instituição com o desenvolvimento rural sustentável e a inclusão produtiva na região.





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adubos impulsionam produção e qualidade



Utilização adequada desses insumos resulta não só em maior uniformidade


Foto: Divulgação

O uso de adubos especiais tem se mostrado cada vez mais essencial para o cultivo de hortaliças e frutas de alta qualidade. Desenvolvidos com fórmulas balanceadas de macro e micronutrientes, esses fertilizantes atendem às exigências nutricionais específicas de cada cultura, favorecendo o desenvolvimento saudável das plantas e garantindo uma produção mais uniforme.

Produtores de hortifrúti têm observado melhorias nas suas colheitas após a aplicação de adubos especializados. A utilização adequada desses insumos resulta não só em maior uniformidade dos frutos, mas também na redução das perdas durante a produção e no aumento do valor agregado dos produtos. A nutrição correta é fundamental para garantir que os produtos atendam aos elevados padrões de qualidade exigidos pelos mercados nacional e internacional.

Em um cenário de crescente demanda por hortaliças e frutas brasileiras, a eficiência dos adubos especiais tem sido apontada como um fator importante para manter a competitividade e a rentabilidade do setor. Com o aumento das exportações de hortifrutigranjeiros, o investimento em fertilizantes de alto desempenho surge como uma estratégia importante para garantir não apenas a sustentabilidade da produção, mas também a satisfação dos consumidores em diversos mercados.

Além de promover um aumento na produtividade, os fertilizantes especiais ajudam a melhorar a resistência das plantas a doenças e pragas, contribuindo para a sustentabilidade ambiental. A utilização desses insumos reduz a necessidade de tratamentos químicos, promovendo uma produção mais ecológica e segura para os consumidores.





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Produção de cana pode “encolher”



Muitos produtores enfrentam a perda de viveiros de mudas



Muitos produtores enfrentam a perda de viveiros de mudas
Muitos produtores enfrentam a perda de viveiros de mudas – Foto: Arquivo Agrolink

A produção de cana-de-açúcar no Brasil pode encolher até 20% até 2050, segundo estudo do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). O aumento das temperaturas e a irregularidade das chuvas já impactam negativamente o setor, como observado na safra 2023/2024, marcada por secas e queimadas na região Centro-Sul. Esses eventos não apenas afetam o desenvolvimento das plantas, mas também agravam o desequilíbrio de pragas e doenças, comprometendo a produtividade dos canaviais.

Além disso, muitos produtores enfrentam a perda de viveiros de mudas, essenciais para a renovação das lavouras. Michel Fernandes, consultor agrícola, alerta que a falta de mudas sadias pode gerar perdas produtivas significativas e elevar os custos no longo prazo. Nesse cenário, o manejo eficiente e o planejamento adequado são imprescindíveis para mitigar os impactos climáticos.

Para auxiliar na recuperação dos canaviais, soluções tecnológicas como o Muneo® Biokit, da BASF, vêm ganhando destaque. Combinando ação inseticida, fungicida e biológica, o produto promove o crescimento das plantas e melhora a absorção de nutrientes e água, mesmo em condições climáticas adversas. Experimentos realizados no Triângulo Mineiro comprovaram sua eficácia em diferentes tipos de solo e condições de manejo.

“Os canaviais estão cada vez mais expostos a condições extremas, e nossa missão é oferecer soluções que ajudem os produtores a enfrentar essas mudanças com mais segurança. Com o manejo adequado, é possível maximizar o uso de recursos hídricos e do solo, com um ciclo de produção mais sustentável e eficiente”, afirma Maria Leticia Guindalini, Desenvolvimento de Mercado da BASF Soluções para Agricultura.

 





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Máquinas de pequeno porte facilitam manejo de hortifrúti



Novos modelos de máquinas oferecem alta precisão nas operações


Foto: Divulgação

A crescente demanda por maior eficiência no cultivo de hortaliças e frutas tem impulsionado o desenvolvimento de máquinas compactas e especializadas, adaptadas especificamente para as necessidades das pequenas e médias propriedades. Equipamentos como plantadeiras, pulverizadores e colhedoras, agora mais acessíveis e adaptáveis a áreas menores, estão transformando a dinâmica do manejo dessas culturas, otimizando o tempo de trabalho e reduzindo custos operacionais.

Esses novos modelos de máquinas oferecem alta precisão nas operações, o que resulta em uma aplicação mais eficiente de insumos, controle de pragas e colheita mais ágil, permitindo que os produtores alcancem ótimos resultados mesmo em espaços reduzidos. As máquinas compactas têm a capacidade de operar em pequenas áreas de forma altamente eficiente, o que representa uma vantagem significativa em termos de produtividade e redução de custos. Elas possibilitam que o produtor maximize os resultados sem comprometer a qualidade.

Em um cenário de aumento nos custos de mão de obra e maior exigência por produtividade e qualidade no campo, a mecanização na hortifruticultura tem se mostrado uma tendência crescente. O uso dessas máquinas é particularmente importante para atender à crescente demanda por alimentos frescos e saudáveis, especialmente para mercados mais exigentes, tanto no Brasil quanto no exterior. A agilidade proporcionada por esses equipamentos permite que o ciclo produtivo seja mais rápido e eficiente, o que é essencial para culturas que demandam cuidados diários e colheitas frequentes.

Especialistas apontam que a adoção de tecnologias de ponta no manejo das hortaliças e frutas também contribui para a sustentabilidade das lavouras. Máquinas mais precisas e eficientes ajudam a reduzir o desperdício de recursos naturais, como água e insumos, além de minimizar o impacto ambiental da produção. Em regiões onde a mecanização estava limitada por conta do tamanho das propriedades, a chegada dessas máquinas compactas tem sido uma verdadeira revolução, permitindo que mais produtores se beneficiem da modernização do campo.

Além disso, o uso dessas tecnologias no manejo de hortifrúti também tem impactos diretos na qualidade do produto final. A colheita realizada por máquinas avançadas reduz danos aos frutos, garantindo que o produto chegue ao mercado com a aparência e as características organolépticas esperadas pelos consumidores. Com isso, os produtores podem aumentar a competitividade no mercado, conquistando mais espaço no mercado interno e nas exportações.

 





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Preços da carne bovina seguem em alta


De acordo com a edição de novembro do Agro em Dados, publicação da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, em outubro de 2024, o mercado da carne bovina registrou um aumento expressivo nas cotações, reflexo de fatores como a escassez de animais prontos para abate e a demanda aquecida, tanto interna quanto externa. Desde junho, os preços vêm se elevando, impulsionados por uma recuperação lenta das pastagens, mesmo com o início das chuvas.

A baixa oferta de animais terminados, aliada a escalas curtas de abate nos frigoríficos, tem restringido a oferta de carne no mercado consumidor. Por outro lado, as exportações brasileiras seguem em alta, com destaque para o aquecimento da demanda internacional, que sustenta os preços.

Entretanto, no mercado doméstico, o preço elevado da carne bovina pode favorecer o consumo de proteínas mais acessíveis, como carne suína e de frango, nos próximos meses, conforme o boletim.

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No cenário internacional, o governo do Marrocos concedeu ao Brasil uma cota de 20 mil toneladas de carne bovina com isenção total de impostos. O país norte-africano, que já intensificava suas compras desde 2022, importou US$ 5,8 milhões da proteína brasileira entre janeiro e setembro deste ano. A medida pode fortalecer o comércio de produtos agropecuários brasileiros e beneficiar estados exportadores como Goiás, que já mantém relações comerciais com outros países africanos, como Egito e Argélia.

Segundo o Agro em Dados, a carne bovina brasileira enfrenta desafios para se adequar às normas europeias de rastreabilidade previstas para 2025. A legislação EUDR exige o controle total da cadeia produtiva, desde o nascimento dos animais. A China, outro grande importador da proteína, também adotará padrões semelhantes, com os primeiros embarques de carne totalmente rastreada previstos para o próximo ano. Essas exigências devem sustentar os preços enquanto as propriedades se adaptam às novas regulamentações.

No mercado interno, o preço do bezerro alcançou R$ 2.409,01 no final de outubro, o maior valor já registrado para o mês, representando um aumento de 5,2% na média mensal em relação a 2023, segundo o Cepea. A procura por boi magro pelos confinadores, entusiasmados com os preços atuais e futuros do boi gordo, deve continuar pressionando os valores para cima.





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Prosa Agro Itaú BBA | Perspectivas para a indústria da soja e a Lei…


Atenção: Esse conteúdo foi produzido pela equipe do Itaú BBA e gentilmente cedido para republicação no site Notícias Agrícolas

Neste episódio do Prosa Agro, recebemos o André Nassar, fundador da consultoria Agroicone, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (ABIOVE), que compartilhou conosco sua perspectiva para o próximo ano da indústria de soja no Brasil.

Além disso, dividiu a sua visão sobre os desafios e oportunidades que a eleição americana irá trazer ao agronegócio brasileiro e os paralelos da situação atual com a “guerra comercial” dos EUA com a China em 2018.

Discutimos as oportunidades que a Lei “Combustível do Futuro” traz para o agronegócio como um todo, além do potencial de aumentar o beneficiamento da soja dentro do país. Falamos também sobre como o Brasil precisa se posicionar na discussão internacional sobre os combustíveis de baixo carbono, como o combustível sustentável de aviação (SAF), o diesel verde (HVO) e o combustível marítimo.

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agricultura pode lucrar com sustentabilidade



Na terça-feira (19), a Câmara dos Deputados aprovou o PL 182/2024


Foto: Canva

O mercado de créditos de carbono está se consolidando como uma oportunidade rentável para produtores rurais brasileiros que adotam práticas sustentáveis em suas propriedades. Com a crescente demanda por soluções que reduzam emissões de gases do efeito estufa, iniciativas como o plantio direto, o uso de bioinsumos e o manejo adequado do solo têm gerado resultados positivos para o meio ambiente e para o bolso do agricultor.

Especialistas afirmam que o Brasil, com sua vasta área agrícola, possui um enorme potencial para se tornar líder na comercialização de créditos de carbono, especialmente com o avanço de tecnologias de medição e certificação.  A adoção dessas práticas ainda enfrenta desafios, como a necessidade de capacitação e investimentos iniciais. Contudo, iniciativas públicas e privadas estão disponibilizando recursos e programas de incentivo para acelerar essa transição.

MAIS

Na terça-feira (19), a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 182/2024, com 336 votos a favor e 38 contra. A proposta visa contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) no Brasil, consolidando o mercado de carbono no país. 

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) teve papel fundamental na garantia de proteções para os produtores rurais, que possuem ativos ambientais em suas propriedades e podem gerar créditos de carbono. A FPA também assegurou a proibição da venda antecipada de créditos em programas jurisdicionais relacionados a áreas privadas.

A bancada da FPA trabalhou para garantir que os produtores possam constituir e vender créditos de carbono em programas privados, promovendo uma economia verde que beneficie o setor agropecuário. Pedro Lupion (PP-PR), presidente da FPA, destacou que o mercado de carbono deve ser uma oportunidade para o produtor rural, criando uma nova fonte de renda e ao mesmo tempo contribuindo para a preservação ambiental.

O deputado Aliel Machado (PV-PR), relator do projeto, ressaltou a importância do diálogo com a FPA para garantir um texto que respeite a propriedade privada, ao mesmo tempo em que promove avanços tecnológicos e ambientais. A proposta agora segue para sanção presidencial, podendo representar uma importante conquista para a sustentabilidade e a agricultura no Brasil.





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Argentina registra avanço no plantio de milho



Lavouras mantêm boa qualidade




Foto: Pixabay

De acordo com dados da análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base nos dados da Bolsa de Cereais da Argentina sobre o plantio de milho no ciclo 2024/25, a semeadura atingiu 34,4% da área projetada em 21 de novembro. O valor representa um avanço de 13,2 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar do progresso em comparação a 2023, a última semana registrou avanço de apenas 0,8 ponto percentual nos trabalhos de campo. Muitos produtores optaram por aguardar condições mais favoráveis para dar continuidade à semeadura.

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A Bolsa de Cereais ainda ressalta que cerca de 89% das lavouras de milho apresentam condições consideradas normais ou excelentes devido à boa disponibilidade hídrica nas lavouras. Isso significa um aumento de 3 pontos percentuais em relação à semana anterior. Contudo, o índice ainda é ligeiramente inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, com uma redução de 1 ponto percentual.

De acordo com o NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), as próximas duas semanas devem trazer precipitações entre 5 mm e 60 mm para grande parte do território argentino. A previsão pode favorecer o avanço do plantio e garantir melhores condições para o desenvolvimento das lavouras.





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É possível proteger a lavoura com eficiência e sustentabilidade?



Controle das lavouras é um dos pilares para garantir segurança alimentar


Foto: Divulgação

O controle fitossanitário das lavouras é um dos pilares para garantir a segurança alimentar e a competitividade do agronegócio brasileiro. Com pragas e doenças cada vez mais resistentes, o manejo exige precisão, eficiência e, acima de tudo, sustentabilidade. Nesse contexto, práticas como o Manejo Integrado de Pragas (MIP) têm ganhado força entre os produtores, combinando defensivos químicos, biológicos e estratégias preventivas que minimizam custos e impactos ambientais.

De acordo com a Embrapa, técnicas de monitoramento regular, como o uso de armadilhas e drones para identificar infestações precocemente, têm sido fundamentais para evitar perdas econômicas .O equilíbrio entre controle químico e biológico é essencial para garantir resultados eficientes e proteger o meio ambiente. As soluções biológicas, como o uso de parasitoides e fungos entomopatogênicos, estão crescendo em aceitação por serem altamente específicas e sustentáveis.

A demanda por soluções mais sustentáveis está também alinhada às exigências do mercado externo, que busca produtos com menor resíduo químico. Exportadores de frutas e grãos, por exemplo, já estão sendo pressionados por barreiras fitossanitárias que incentivam o uso de tecnologias mais limpas e processos rastreáveis. 

O avanço da agricultura digital tem revolucionado o manejo fitossanitário. Aplicativos de mapeamento, conectados a sensores em campo, oferecem dados precisos sobre a saúde da plantação, permitindo ações mais assertivas e reduzindo o uso indiscriminado de defensivos. A popularização de drones também tem sido um diferencial, possibilitando pulverizações localizadas em áreas infestadas, o que reduz custos e protege regiões não afetadas.

Entretanto, o Brasil enfrenta desafios como a falta de acesso de pequenos produtores a essas tecnologias e o custo elevado de alguns produtos biológicos. Para superar essas barreiras, iniciativas como a Parceria Público-Privada para o Desenvolvimento do Controle Biológico (PPBio) estão promovendo o desenvolvimento de soluções acessíveis e fomentando o mercado de bioinsumos.





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Produção de algodão no Brasil cresce, mas enfrenta desafios




Fungos são um problema
Fungos são um problema – Foto: Canva

O Brasil mantém sua posição de destaque como terceiro maior produtor mundial de algodão, segundo a Associação Brasileira dos Produtores de algodão (Abrapa). No entanto, os produtores enfrentam desafios crescentes com a mancha-alvo, doença fúngica que pode reduzir a produtividade em até 40% em condições severas, conforme estudos da Embrapa. A doença afeta principalmente as folhas, causando desfolha precoce e comprometendo a qualidade e o peso final da fibra, explica Diego Palharini, consultor técnico da Tropical Melhoramento & Genética (TMG).  

A sobrevivência do fungo nos restos culturais e as condições climáticas favoráveis, como temperaturas entre 20°C e 30°C e alta umidade, são fatores que intensificam a disseminação da doença nas regiões produtoras. O controle químico tem mostrado eficiência reduzida, tornando o manejo integrado uma estratégia indispensável. Práticas como rotação de culturas com espécies não hospedeiras, manejo de restos culturais e uso de fungicidas no tratamento de sementes são recomendadas, especialmente porque não há cultivares totalmente resistentes à mancha-alvo.  

A escolha de cultivares menos suscetíveis é fundamental. Palharini destaca que utilizar soja moderadamente resistente à mancha-alvo em áreas destinadas ao algodão pode reduzir o inóculo no solo, amenizando os impactos da doença no início do ciclo. Além disso, a combinação de cultivares tolerantes a outras doenças, como a ramulária, permite um manejo mais direcionado e eficiente da mancha-alvo, potencializando o controle.  

Empresas como a TMG continuam investindo no desenvolvimento de cultivares com bom desempenho frente à doença. A adoção de estratégias integradas permanece como o caminho mais eficaz para mitigar as perdas, garantindo a sustentabilidade da produção brasileira de algodão.  

 





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