segunda-feira, abril 13, 2026

Política & Agro

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Poder de compra de fertilizantes registra alta em dezembro


O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) registrou uma ligeira alta em dezembro de 2024, fechando em 1,05, superando o valor registrado no mês anterior. Esse índice reflete a relação entre os preços dos fertilizantes e das commodities agrícolas e indica que o início de 2025 será marcado por um cenário de planejamento estratégico para os produtores rurais, especialmente durante a curta janela de plantio de milho segunda safra. Produtores que realizam compras antecipadas tendem a obter preços mais favoráveis, além de evitar congestionamentos logísticos nas entregas de insumos e garantir que os fertilizantes cheguem no momento ideal para a aplicação.

No período analisado, o preço médio dos fertilizantes apresentou um aumento de cerca de 2%, impulsionado principalmente pela alta de 4% no cloreto de potássio (KCl). Por outro lado, as commodities registraram uma queda média de 6%, com destaque para a soja, que foi impactada pela valorização do dólar, que subiu cerca de 5% em relação ao mês anterior. Essa desvalorização das commodities, no entanto, não afetou a demanda interna de milho, que segue firme, especialmente devido à procura das usinas de etanol, o que tem sustentado os preços da commodity no mercado doméstico.

O mercado permanece atento ao início da colheita da soja e ao clima, com a janela de plantio do milho de segunda safra se aproximando. Aproximadamente 20% dos fertilizantes ainda precisam ser negociados para esta safra. Para os próximos meses, a orientação é que os produtores busquem antecipar suas compras para garantir melhores condições de mercado.

O IPCF, divulgado mensalmente pela Mosaic, é um indicador que reflete a relação entre os preços de fertilizantes e as commodities agrícolas. Seu cálculo considera as principais lavouras brasileiras – soja, milho, açúcar, etanol e algodão – e é ponderado pelo câmbio. Quanto menor a relação, mais favorável é o índice e, consequentemente, a troca entre fertilizantes e commodities. A metodologia utiliza dados de preços de fertilizantes fornecidos pela CRU e de commodities apurados pela Agência Estado e CEPEA.

O índice é calculado levando em consideração os preços de fertilizantes como MAP, SSP, ureia e KCl, ponderados conforme o uso em diferentes culturas. As commodities incluem soja, milho, açúcar, etanol e algodão, com os preços ponderados pelo consumo de fertilizantes. O índice também leva em conta o câmbio, sendo que 70% do peso dos fertilizantes e 85% do peso das commodities é influenciado pela moeda estrangeira.

Dados referentes a dezembro de 2024.





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Preço do leite cai 2,29% em MT



Produção de leite cresce 8,45% em novembro




Foto: Divulgação

Segundo os dados do boletim semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgado nesta segunda-feira (13), o preço do leite captado em novembro de 2024 apresentou queda de 2,29% em relação ao mês anterior, fixando-se em R$ 2,31 por litro. Essa retração reflete a elevação na produção do período, impulsionada pelas chuvas sazonais que melhoraram tanto a quantidade quanto a qualidade das pastagens no estado.

O Índice de Captação do Leite (ICAP-L) atingiu 61,23% em novembro, um crescimento de 8,45 pontos percentuais em comparação ao mês anterior, evidenciando o aumento da oferta. Essa expansão também afetou os preços dos derivados lácteos no mercado atacadista: a muçarela registrou queda de 4,52%, sendo comercializada a R$ 33,24 por quilo, enquanto a manteiga apresentou recuo de 3,77%, com preço médio de R$ 36,47 por quilo.

A redução no preço do leite cru também está atrelada ao menor poder de compra dos consumidores, pressionado pelas despesas típicas do início do ano, como matrículas escolares, IPVA, IPTU e seguros. Além disso, a continuidade do período de alta produção de leite reforça a tendência de preços mais baixos para o produtor no curto prazo.

A expectativa do setor é de que as condições climáticas favoráveis continuem sustentando a boa produtividade, enquanto o mercado observa a possibilidade de estabilização de preços diante da recuperação gradual do consumo interno.





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Comercialização de soja 2023/24 avança, mas preço cede



MT registra avanço nas vendas de soja




Foto: Pixabay

Segundo o boletim semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgado nessa segunda-feira (13), a comercialização da soja da safra 2023/24 em Mato Grosso atingiu 99,73% da produção em dezembro de 2024, representando um avanço de 0,50 ponto percentual em relação ao mês anterior. O índice é 1,72 ponto percentual superior ao registrado no mesmo período da safra passada e 0,78 ponto percentual acima da média histórica, reflexo da redução na oferta devido à quebra de produção nesta temporada.

Em termos de preços, houve uma retração de 3,12% no comparativo mensal, com a saca sendo negociada, em média, a R$ 134,98.

Para a safra 2024/25, as vendas alcançaram 45,20% da produção estimada até dezembro, apresentando um crescimento de 4,11 pontos percentuais em relação a novembro. As boas condições das lavouras motivaram os produtores a negociarem volumes maiores.

Por outro lado, o mercado enfrentou desafios de preços, influenciados pela queda na cotação da soja no CME Group, pela pressão sobre o prêmio portuário e pela valorização do dólar, que, apesar de alta, não foi suficiente para sustentar os valores da commodity. O preço médio da saca da soja foi negociado a R$ 111,23, uma queda de 0,40% em relação ao mês anterior, conforme dados divulgados.





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Brasil exporta 39,75 milhões de toneladas de milho



Exportação de milho cai 8,47% em MT




Foto: Canva

Segundo o boletim semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgado nessa segunda-feira (13), com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações brasileiras de milho em 2024 registraram queda de 29,84% em relação ao ano anterior, totalizando 39,75 milhões de toneladas exportadas. Apesar da retração, o volume é o quarto maior da série histórica.

Mato Grosso, principal estado produtor, respondeu por 68% das exportações nacionais, com 27,03 milhões de toneladas enviadas ao exterior, uma redução de 8,47% em comparação a 2023. O estado manteve sua liderança, tendo como principais destinos o Egito, Vietnã e Irã, que juntos representaram 9,79 milhões de toneladas do total exportado.

O cenário de redução é atribuído à menor oferta do grão na safra 2023/24, especialmente no segundo semestre de 2024. A tendência sazonal também deve impactar o desempenho do milho no início de 2025, com volumes de exportação menores no primeiro semestre em relação ao segundo, o que pode resultar em uma redução ainda mais expressiva dos envios da safra vigente.





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Comercialização da safra de algodão avança, mas ritmo é menor



Preços do algodão caem em dezembro




Foto: Canva

Segundo o boletim semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgado nesta segunda-feira (13), 82,11% da produção da safra 2023/24 de algodão em Mato Grosso foi comercializada até dezembro de 2024. Apesar do avanço de 1,16 pontos percentuais em relação ao mês anterior, o índice está 4,82 pontos percentuais abaixo da média das últimas cinco safras.

O preço médio praticado em dezembro foi de R$ 129,83/@, registrando uma queda de 3,05% em relação a novembro. O período foi marcado por preços estáveis e menor volume de negócios, influenciado pelas festividades de fim de ano.

Para a safra 2024/25, 46,14% da produção projetada foi negociada até o momento, representando um avanço de 1,13 pontos percentuais em relação a novembro, mas ainda 11,54 pontos abaixo da média histórica. O preço médio para a safra futura foi de R$ 133,07/@, com queda de 4,77% em comparação ao mês anterior.

Embora os preços futuros continuem mais atrativos do que os preços correntes, o cenário não foi suficiente para impulsionar o ritmo das negociações em dezembro, indicando cautela por parte dos produtores diante das condições de mercado.





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Nitrogênio impulsiona produtividade no cultivo de milho



A aplicação correta desse nutriente contribui para o desenvolvimento do milho


Foto: Agrolink

O uso adequado de nitrogênio tem sido um dos principais aliados para garantir altas produtividades no cultivo de milho. A aplicação correta desse nutriente contribui diretamente para o desenvolvimento saudável das plantas, resultando em grãos de qualidade e em maior rendimento por hectare.

Pesquisas recentes reforçam que o nitrogênio é essencial durante as fases de crescimento vegetativo e reprodutivo da cultura. Ele desempenha um papel vital na formação de proteínas e no processo de fotossíntese, aumentando a resistência das plantas a condições climáticas adversas.

Especialistas alertam, no entanto, para a necessidade de manejo criterioso na aplicação do nutriente. “O excesso de nitrogênio pode causar perdas econômicas e ambientais, enquanto a deficiência prejudica o desenvolvimento das plantas”, explica um pesquisador da área.

Técnicas como a adubação em cobertura e a análise do solo são recomendadas para garantir a dosagem adequada. Além disso, o uso de tecnologias que monitoram as necessidades da cultura em tempo real tem ganhado espaço entre os produtores, otimizando o uso do insumo.

Com o uso eficiente de nitrogênio, os agricultores têm conseguido aumentar a produtividade e manter o equilíbrio ambiental, consolidando o Brasil como um dos maiores produtores mundiais de milho.





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Adubação com potássio é essencial para a produtividade do feijão



O uso correto de potássio tem se mostrado fundamental para o sucesso da cultura


Foto: Canva

O uso correto de potássio tem se mostrado fundamental para o sucesso da cultura do feijão, garantindo altos índices de produtividade e qualidade dos grãos. Pesquisas recentes apontam que a adubação potássica desempenha um papel vital no desenvolvimento das plantas, influenciando diretamente fatores como crescimento radicular, formação dos grãos e resistência a estresses climáticos.

De acordo com especialistas, o potássio está envolvido em processos cruciais para o metabolismo das plantas, como a regulação do balanço hídrico e a fotossíntese. Além disso, a disponibilidade adequada desse nutriente no solo ajuda a melhorar a tolerância a pragas e doenças, otimizando o uso de insumos agrícolas e reduzindo perdas na lavoura.

Estudos também demonstram que a aplicação do potássio deve ser feita de maneira criteriosa, considerando o tipo de solo, as condições climáticas e a fase de desenvolvimento da cultura. Solos deficientes no nutriente podem comprometer não apenas a produtividade, mas também a qualidade final do feijão, como o tamanho e o brilho dos grãos.

Técnicas de manejo como o monitoramento da fertilidade do solo e o uso de adubações equilibradas são recomendadas para garantir o pleno desenvolvimento da lavoura. Com isso, produtores podem maximizar os resultados e atender à crescente demanda por feijão no mercado interno e externo.

A adoção de práticas sustentáveis, como o uso de adubos verdes e a rotação de culturas, também é incentivada como forma de otimizar o aproveitamento 





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Dólar fecha em alta



Foto: Pixabay

Segundo dados do InfoMoney, o dólar encerrou a quinta-feira (15) em alta, cotado a R$ 6,0551 no mercado à vista, registrando avanço de 0,50% no dia. O movimento foi impulsionado pela realização de lucros no mercado brasileiro, mesmo com a moeda norte-americana recuando frente à maioria das divisas no exterior.

Durante a manhã, a moeda chegou a ser negociada abaixo de R$ 6,00, mas a recuperação veio à tarde, com investidores ajustando suas posições em meio à expectativa para o início do governo de Donald Trump nos Estados Unidos e de olho na trajetória das taxas de juros globais.

Na B3, o dólar futuro para fevereiro, o contrato mais negociado no momento, avançou 0,65%, encerrando a sessão a R$ 6,0725. Apesar do fechamento positivo, a moeda acumula baixa de 2,01% em janeiro. No dia anterior, o dólar havia fechado em queda de 0,36%, a R$ 6,0251, marcando a menor cotação de encerramento desde 12 de dezembro de 2024.

O Banco Central anunciou para esta quinta-feira um leilão de até 15.000 contratos de swap cambial tradicional, visando a rolagem de vencimentos programados para fevereiro de 2025.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 6,055
  • Venda: R$ 6,055

Dólar turismo

  • Compra: R$ 6,133
  • Venda: R$ 6,313





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Marco para a estabilidade jurídica no agro



“O PL 4357/2023 não é apenas uma medida legislativa”



"O PL 4357/2023 não é apenas uma medida legislativa"
“O PL 4357/2023 não é apenas uma medida legislativa” – Foto: Agência Brasil

O Projeto de Lei 4357/2023, que propõe excluir o conceito de “função social da terra” como critério para desapropriação de propriedades produtivas, promete transformar o cenário jurídico e econômico do agronegócio no Brasil. Segundo Leandro Viegas, administrador, bacharel em Direito e CEO da Sell Agro, essa iniciativa representa um divisor de águas para o setor, garantindo maior segurança jurídica e estimulando investimentos no campo.  

Com a aprovação do regime de urgência para tramitação na Câmara dos Deputados, o projeto avança como resposta à necessidade de estabilidade no setor agropecuário, essencial para o desenvolvimento sustentável e a segurança alimentar. A medida elimina interpretações subjetivas sobre “função social”, protegendo propriedades produtivas e assegurando que elas não sejam vulneráveis a desapropriações arbitrárias, criando um ambiente mais confiável para produtores e investidores.  

O agronegócio brasileiro, responsável por aproximadamente 25% do PIB e 40% das exportações nacionais, é o motor da economia do país. Qualquer insegurança jurídica nesse setor pode comprometer empregos, renda e o abastecimento de alimentos. Para Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), “proteger a terra produtiva é garantir que o Brasil continue alimentando o mundo, enquanto sustenta milhões de famílias que dependem direta ou indiretamente do agronegócio”.  

“O PL 4357/2023 não é apenas uma medida legislativa. É um sinal de que o Brasil valoriza quem trabalha, investe e produz. É a certeza de que o campo, mais uma vez, será o alicerce do crescimento nacional”, conclui Viegas.  





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produção cresce 13,2%, mas exportações devem cair



As importações permanecem estáveis




Foto: Divulgação

O quarto levantamento da safra de grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), projeta um crescimento de 13,2% na produção de arroz em relação à safra anterior, alcançando aproximadamente 12 milhões de toneladas. O aumento é atribuído principalmente à expansão da área plantada, estimulada pela excelente rentabilidade do setor, e às condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras, marcadas por um cenário de La Niña moderado.

No entanto, o consumo nacional do grão foi ajustado para 10,5 milhões de toneladas na safra 2023/24, alinhando-se à média dos últimos cinco anos. O ritmo de comercialização também desacelerou, com uma redução de 6,4% em relação à safra 2022/23, segundo dados da Taxa de Cooperação e Defesa da Orizicultura (CDO).

Com os preços internos operando acima das paridades de exportação e a menor disponibilidade interna, as exportações de arroz brasileiro na safra 2023/24 devem recuar para 1,5 milhão de toneladas. Contudo, para 2024/25, a estimativa é de um aumento nas vendas externas, atingindo 2 milhões de toneladas, devido à recuperação produtiva e à expectativa de preços mais baixos.

As importações, por sua vez, permanecem estáveis em 1,4 milhão de toneladas para ambas as safras. Já os estoques de passagem, que refletem o volume remanescente ao final do ciclo, devem crescer, chegando a 1,3 milhão de toneladas ao término da safra 2024/25, em fevereiro de 2026.

Com a recuperação produtiva e o fortalecimento das exportações, o setor orizícola brasileiro segue promissor, mesmo diante dos desafios do consumo interno e do mercado global.





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