quinta-feira, abril 16, 2026

Política & Agro

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Preços do café devem seguir elevados em 2025



Com estoque apertado, 2025 deve ser mais um ano remunerador à cafeicultura




Foto: Pixabay

Segundo a análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o mercado cafeeiro inicia 2025 com perspectivas desafiadoras, tanto no Brasil quanto no cenário internacional. Os preços internos e externos, que já operam em patamares recordes, devem continuar elevados. Estoques apertados, demanda aquecida e previsão de baixa produção sustentam as projeções para o setor.

No Brasil, maior produtor mundial, a produção não supera o recorde de 60 milhões de sacas desde a safra 2020/21, segundo a Conab. O resultado reflete os impactos do clima adverso, especialmente na temporada 2024, que ainda deve repercutir na safra 2025/26. A expectativa é que o cenário climático continue influenciando a oferta no curto prazo, conforme o Cepea.

Além do Brasil, o Vietnã, segundo maior produtor global, também registrou perdas devido às condições climáticas. Com isso, não há perspectivas de recuperação rápida dos estoques ou de redução na demanda internacional.

Com preços elevados e maior remuneração, os cafeicultores puderam investir em tratos culturais, o que pode amenizar os efeitos negativos do clima e garantir o fornecimento de nutrientes essenciais para as plantações. Essa prática tende a minimizar as perdas e sustentar a oferta.

O Brasil também se destacou nas exportações de café em 2024, e a tendência é que esse desempenho se mantenha em 2025. Pesquisadores apontam que o robusta deve ser o principal destaque. Além disso, a desvalorização do real frente ao dólar aumenta a competitividade do produto brasileiro no mercado externo, tornando as exportações mais atrativas. A expectativa é de que o volume exportado volte a superar a marca de 40 milhões de sacas na temporada 2024/25, consolidando o Brasil como líder global no comércio do grão, apontou o Cepea.





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Clima e umidade limitam avanço do plantio de soja



Mercado registra Alta de preços na comercialização




Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS nesta quinta-feira (02), a semeadura de soja avançou apenas 1% na última semana, atingindo 97% da área projetada para o cultivo. O ritmo lento é atribuído à baixa umidade no solo e à necessidade de aguardar a colheita de outras culturas para a realização do plantio em sucessão.

Na região de Santa Rosa, o plantio avançou de 92% para 95% da área prevista. No entanto, 97% das lavouras encontram-se na fase vegetativa e 3% em floração. O déficit hídrico se intensificou com a ausência de chuvas na última quinzena, levando as plantas a apresentarem folhas murchas, especialmente no meio da manhã. Em áreas com baixa umidade durante a semeadura, o estande está abaixo do ideal, enquanto outros locais aguardam chuvas para garantir a emergência.

Produtores relatam necessidade de replantio em até 20% das áreas em algumas propriedades. Devido à baixa umidade relativa do ar, o controle fitossanitário foi temporariamente suspenso. Apesar dos desafios, as lavouras apresentam aspecto fitossanitário adequado, sem registros relevantes de pragas ou doenças até o momento, segundo levantamento da Emater/RS-Ascar.

Já na região de Soledade, as condições climáticas foram mais favoráveis. Temperaturas dentro da faixa ideal, altos índices de radiação solar e boa disponibilidade de umidade no solo beneficiaram o crescimento vegetativo. As plantas apresentam maior área foliar, estatura elevada e avanço no fechamento de entrelinhas. Cultivares de ciclo curto já mostram progressos no florescimento.

No mercado, o preço médio da soja apresentou alta de 0,70%, segundo a Emater/RS-Ascar. O valor da saca de 60 quilos subiu de R$ 126,58 para R$ 127,46 na última semana.





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Patrimônio dos fiagros chega a R$ 40,5 bilhões


A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA) revelou que os Fiagros (Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais) registraram uma captação líquida de R$ 23,3 milhões em novembro, mantendo a tendência positiva com dez meses consecutivos de crescimento em 2024. No acumulado do ano, os fundos voltados ao agronegócio somam R$ 1,2 bilhão em aportes. 

Dentre os tipos de Fiagros, os Fiagros-FIDC (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) concentraram a maior parte da captação, com R$ 29,3 milhões, seguidos pelos Fiagros-FIP (Fundos de Investimento em Participações), que receberam R$ 1,8 milhão. Já os Fiagros-FII (Fundos Imobiliários) registraram resgates no período, totalizando R$ 7,9 milhões. 

Em termos de emissões, o valor alcançou R$ 317,2 milhões em novembro, resultantes de cinco ofertas: três de Fiagros-FII, que somaram R$ 217,9 milhões, e duas de Fiagros-FIDC, que arrecadaram R$ 99,3 milhões. As pessoas físicas representaram a maior parcela das subscrições, com 35,3%, seguidas por intermediários e outros participantes da oferta (32,6%).

O patrimônio líquido dos Fiagros atingiu R$ 40,5 bilhões em novembro, refletindo um impressionante crescimento de 90,5% nos últimos 12 meses. A maior parte desse valor está concentrada nos Fiagros-FII, com R$ 17,95 bilhões, seguidos pelos Fiagros-FIP com R$ 17,04 bilhões e pelos Fiagros-FIDC, com R$ 5,49 bilhões. O setor conta atualmente com 117 classes de investimento, e desde outubro, a contabilidade dos fundos passou a ser realizada por classe, conforme a Resolução 175 da CVM.





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A eficiência da pecuária depende da adubação



“A suplementação nutricional complementa o manejo de pastagem”



A adubação adequada, aliada a práticas como o pastejo rotacionado e a escolha de espécies forrageiras adaptadas ao clima e ao solo, promove o desenvolvimento de pastagens mais produtivas
A adubação adequada, aliada a práticas como o pastejo rotacionado e a escolha de espécies forrageiras adaptadas ao clima e ao solo, promove o desenvolvimento de pastagens mais produtivas – Foto: Canva

A eficiência na engorda de bovinos a pasto está diretamente ligada às práticas de manejo nutricional e de pastagens, como destaca Murilo Donizeti do Carmo, zootecnista e coordenador técnico Beef da Bellman/Trouw Nutrition. Entre essas práticas, a adubação correta das pastagens é essencial para maximizar a produtividade e a qualidade do pasto, garantindo uma fonte densa e nutritiva para o rebanho. Com pastagens de alta qualidade, os produtores conseguem otimizar o uso da forragem disponível, aumentando o ganho de peso dos animais e melhorando os resultados econômicos da propriedade.  

A adubação adequada, aliada a práticas como o pastejo rotacionado e a escolha de espécies forrageiras adaptadas ao clima e ao solo, promove o desenvolvimento de pastagens mais produtivas. Essas estratégias não apenas aumentam a oferta de alimento, mas também ajudam a manter o crescimento e a saúde do gado, reduzindo a dependência de suplementações intensivas e permitindo que o animal ganhe peso de maneira eficiente.  

Além disso, o manejo nutricional complementar, como a suplementação proteico-energética ou o semiconfinamento, funciona como uma ferramenta de suporte em períodos de escassez ou baixa qualidade do pasto. No entanto, o sucesso dessas estratégias depende diretamente da qualidade inicial das pastagens, reforçando a importância de investir em adubação e manejo adequado para alcançar os melhores resultados.  

“A suplementação nutricional complementa o manejo de pastagem e pode ser aplicada de forma aditiva ou substitutiva, conforme a necessidade do sistema. Na forma aditiva, a suplementação aumenta o ganho de peso sem reduzir o consumo de pasto, otimizando o desempenho produtivo. Já em situações de escassez de pastagem, a suplementação substitutiva ajuda a reduzir a pressão sobre a forragem, mantendo o ganho de peso e a saúde dos animais, mesmo em períodos de menor oferta de pasto de qualidade”, conclui.

 





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Como foi o 2024 do agro?


Conforme destacou Anderson Nacaxe, Country Manager na Agrotoken, o agronegócio brasileiro enfrentou um ano desafiador em 2024. Custos elevados, clima extremo e volatilidade cambial pressionaram o setor, mas avanços em sustentabilidade, tecnologia e exportações demonstraram a resiliência de um dos principais motores econômicos do país. Insumos como fertilizantes e defensivos permaneceram caros, acompanhados pelo aumento nos preços de maquinários agrícolas devido à oscilação do dólar, que variou entre R$ 4,85 e R$ 6,30. Essa volatilidade, embora tenha favorecido exportadores, encareceu importações e comprometeu margens de lucro.

A alta da taxa Selic, encerrando o ano em 12,25%, dificultou o acesso ao crédito, mesmo com R$ 96 bilhões liberados no primeiro semestre e R$ 115 bilhões financiados pelo Banco do Brasil na safra 2024/25. A rentabilidade também foi pressionada pela queda nos preços de commodities como soja e milho, ainda que carnes e café tenham ajudado a mitigar parte das perdas. Apesar disso, o setor atingiu exportações de US$ 153 bilhões, impulsionado pela desvalorização cambial, e conquistou novos mercados, incluindo a ampliação de parcerias com a China.

O clima, marcado pelo ano mais quente da história, trouxe secas e enchentes que prejudicaram culturas como milho, café e cana-de-açúcar, reforçando a necessidade de práticas agrícolas resilientes e tecnologia para mitigação de riscos. Por outro lado, a legislação avançou com a aprovação da Lei do Mercado de Carbono e da Lei dos Bioinsumos, que incentivaram a sustentabilidade e reduziram a dependência de insumos químicos.

No plano internacional, o Brasil manteve sua liderança na produção de soja, colhendo 155 milhões de toneladas, enquanto o acordo Mercosul-União Europeia eliminou tarifas para 90% dos produtos comercializados, criando novas oportunidades. O agronegócio brasileiro, mesmo diante de tantas adversidades, mostrou sua capacidade de adaptação e inovação, reafirmando seu papel essencial na economia nacional.

 





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Vale usar colhedoras em canaviais de baixa produtividade?



Entre os principais impactos, destaca-se a baixa eficiência operacional



Outro ponto relevante é o impacto ambiental
Outro ponto relevante é o impacto ambiental – Foto: Canva

O uso de colhedoras de cana-de-açúcar em áreas com baixa produtividade pode resultar em sérios prejuízos econômicos e operacionais. Segundo Rogério Rangel Chaves, consultor de treinamento na Lema Empresarial, a eficiência dessas máquinas é significativamente comprometida em terrenos onde a densidade de plantas é menor, gerando uma série de desafios.  

Entre os principais impactos, destaca-se a baixa eficiência operacional, pois as colhedoras operam abaixo de sua capacidade máxima, devido à menor densidade de plantas nos canaviais. Esse fator resulta em aumento do custo por tonelada colhida, uma vez que a menor produtividade por hectare eleva as despesas relacionadas à operação e à manutenção do equipamento. Além disso, terrenos de baixa produtividade frequentemente apresentam condições inadequadas, acelerando o desgaste das máquinas.  

Outro ponto relevante é o impacto ambiental. O uso intensivo de colhedoras em áreas menos produtivas contribui para o desperdício de combustíveis e aumenta a emissão de gases poluentes, agravando questões ambientais. Esses fatores reforçam a necessidade de uma abordagem mais planejada para maximizar os resultados e minimizar danos.  

Para mitigar esses efeitos, Chaves recomenda estratégias como o planejamento adequado da colheita, a melhoria no manejo do solo e o investimento em variedades de cana-de-açúcar adaptadas às condições regionais. Tais medidas podem contribuir para aumentar a produtividade e, consequentemente, melhorar a eficiência do uso das colhedoras. “Para mitigar esses efeitos, é recomendável planejar a colheita, melhorar o manejo do solo e investir em variedades de cana adaptadas à região”, conclui.

 





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Análise foliar na cultura da soja otimiza recursos



A análise foliar parte do princípio de que a concentração de nutrientes



A  análise foliar parte do princípio de que a concentração de nutrientes na folha indica sua disponibilidade no solo
A análise foliar parte do princípio de que a concentração de nutrientes na folha indica sua disponibilidade no solo – Foto: Nadia Borges

Com a semeadura da soja finalizada na maioria das áreas agrícolas do Brasil, o ciclo da cultura, que geralmente dura entre 100 e 140 dias, está em andamento. Esse período pode variar consideravelmente em função de fatores como clima, variedade da planta e práticas de manejo. Nesse contexto, o AgriSolum Laboratório ressalta a importância de incorporar a análise foliar no planejamento agrícola, dado que as folhas são os órgãos que melhor refletem o estado nutricional das plantas.  

A análise foliar parte do princípio de que a concentração de nutrientes na folha indica sua disponibilidade no solo. Alterações nessas concentrações estão diretamente relacionadas ao desenvolvimento e à produtividade das plantas. Essa técnica permite ao produtor identificar deficiências ou excessos de nutrientes com precisão, possibilitando ajustes rápidos e assertivos na adubação. Como resultado, a prática evita o desperdício de fertilizantes e assegura que as plantas recebam os nutrientes necessários para um crescimento vigoroso e produtivo.  

Além de melhorar a eficiência no uso de recursos, a análise foliar contribui para a saúde das lavouras e o aumento do rendimento por hectare. Isso significa maior retorno econômico ao produtor e lavouras mais equilibradas, com menos impacto ambiental devido ao uso racional de insumos.  

Por fim, essa ferramenta estratégica permite que o produtor tome decisões ágeis, garantindo colheitas de alta qualidade. Identificar rapidamente problemas nutricionais evita perdas significativas e promove uma produção sustentável e competitiva. Para quem busca excelência na produção agrícola, a análise foliar é uma aliada indispensável. 

 





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Edição genética cria uvas resistentes ao mofo cinzento



A Botrytis cinerea é responsável por danos significativos nas colheitas



Além de melhorar a sustentabilidade na viticultura, o uso de CRISPR/Cas9 oferece uma solução mais eficiente
Além de melhorar a sustentabilidade na viticultura, o uso de CRISPR/Cas9 oferece uma solução mais eficiente – Foto: Arquivo Agrolink

Pesquisadores na China desenvolveram uma abordagem inovadora de edição genética para criar variedades de videira mais resistentes ao mofo cinzento (Botrytis cinerea), uma das maiores ameaças à viticultura mundial. O avanço promete transformar a indústria vinícola ao reduzir a dependência de pesticidas e garantir uma produção mais sustentável, especialmente em face das mudanças climáticas. O estudo, publicado na Horticulture Research, utiliza a tecnologia CRISPR/Cas9 para editar genes específicos da videira, melhorando sua resistência natural à doença sem recorrer a organismos geneticamente modificados (OGM).

A Botrytis cinerea é responsável por danos significativos nas colheitas, tanto durante o crescimento quanto após a colheita, diminuindo a qualidade das uvas. Com o agravamento das condições climáticas, a necessidade de cultivares resistentes é cada vez mais urgente. A pesquisa focou na identificação de genes-chave que influenciam a resposta imunológica das videiras, uma descoberta que pode levar à criação de variedades mais resistentes, menos dependentes de tratamentos químicos.

Além de melhorar a sustentabilidade na viticultura, o uso de CRISPR/Cas9 oferece uma solução mais eficiente e menos controversa que os trabsgênicos, ao possibilitar alterações precisas e direcionadas nos genes da planta. A aplicação desta tecnologia pode reduzir a necessidade de fungicidas, melhorar o rendimento das colheitas e até diminuir as perdas pós-colheita. Para além da viticultura, esse avanço tem implicações significativas para a agricultura em geral, ajudando a criar culturas mais resilientes frente às pressões ambientais globais.

A pesquisa liderada por Ben Fan, da Nanjing Forestry University, pode revolucionar as práticas agrícolas, oferecendo uma forma mais eficaz e sustentável de combater doenças das plantas, promovendo uma agricultura mais resiliente e alinhada com as necessidades de um futuro mais sustentável.

 





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Soja encerra dia e mês em alta em Chicago


De acordo com informações da TF Agroeconômica, os contratos de soja na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram o dia e o acumulado do mês em alta. O contrato de janeiro, referência para a safra brasileira, registrou valorização de 1,65%, ou 16,25 cents/bushel, cotado a $998,25. Já o contrato de março subiu 1,89%, ou 18,75 cents/bushel, fechando a $1010,50. Nos derivados, o farelo de soja para janeiro apresentou alta de 1,65%, cotado a $307,6/ton curta, enquanto o óleo de soja para o mesmo mês avançou 0,15%, encerrando em $39,78/libra-peso.  

A movimentação positiva dos preços reflete, em parte, o cenário global de oferta e demanda, bem como fatores climáticos e geopolíticos que influenciam o mercado de commodities. Apesar do avanço nos preços internacionais, a desvalorização do Real frente ao dólar americano tem potencializado os desafios para o mercado brasileiro.  

Segundo a consultoria Elos Ayta, o Real registrou o pior desempenho entre as economias do G20 e 27 divisas analisadas em 2024. A moeda brasileira sofreu uma desvalorização de 21,82% no índice Ptax Venda do Banco Central, enquanto no dólar comercial a queda foi de 19,15%. Esse cenário posiciona o Real como a terceira moeda mais desvalorizada globalmente, superando inclusive o peso argentino (-21,70%) e o rublo russo.  

A forte depreciação cambial, além de impactar os custos de importação e exportação, também tem efeitos sobre o poder de compra e a inflação interna, trazendo complexidade adicional para o agronegócio brasileiro, que depende tanto de insumos importados quanto da competitividade de seus produtos no mercado internacional.

 





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Venda o máximo que puder



Diante desse panorama, a recomendação da TF Agroeconômica é clara



O cenário indica uma tendência de baixa para os preços da soja em 2025
O cenário indica uma tendência de baixa para os preços da soja em 2025 – Foto: USDA

Os preços da soja no Brasil encerraram o ano em queda, conforme análise da TF Agroeconômica, mesmo com o impulso do óleo de soja, que registrou alta significativa de 32,16%, sustentada pela forte demanda para biocombustível. No entanto, a pressão veio dos preços do farelo, que caíram 10,20% devido à demanda mais fraca. Nos últimos 45 dias, o mercado também foi impactado pelas estimativas otimistas de produção brasileira para a safra 2025/26, com projeções superiores a 170 milhões de toneladas, em contraste com previsões mais conservadoras do USDA e da CONAB.

O cenário indica uma tendência de baixa para os preços da soja em 2025, tanto no mercado interno quanto no externo. O aumento significativo da disponibilidade brasileira, aliado a uma oferta mundial robusta, reforça essa perspectiva. Apesar disso, os efeitos do fenômeno climático La Niña sobre as lavouras argentinas podem reduzir ligeiramente essa oferta global.

Diante desse panorama, a recomendação da TF Agroeconômica é clara: produtores devem priorizar a venda de seus estoques o mais rápido possível para evitar perdas diante da provável queda nos preços. O mercado segue atento às condições climáticas e à dinâmica global de oferta e demanda para ajustar suas estratégias. “Com isto, nossa projeção de preços para 2025 é de baixa, tanto no mercado interno, quanto no mercado externo, diante do aumento da disponibilidade brasileira (e mundial). Eventualmente, esta disponibilidade mundial poderá sofrer uma pequena retração com os efeitos de La Niña sobre as lavouras argentinas, mas nossa recomendação é: venda o máximo que você puder antes que os preços caiam”, conclui.





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