terça-feira, abril 7, 2026

Política & Agro

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Chuvas beneficiam lavouras de arroz, mas preços preocupam



Queda nos preços preocupa orizicultores




Foto: Divulgação

As recentes chuvas volumosas no Rio Grande do Sul, especialmente nas regiões Centro e Oeste, contribuíram para a recarga hídrica de reservatórios e cursos d’água, favorecendo a irrigação das lavouras de arroz. Segundo o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (20), a prática do “banho” – sistema de irrigação intermitente adotado em períodos de restrição hídrica – foi intensificada no início de fevereiro.

A colheita do arroz, iniciada no Extremo Oeste gaúcho, avançou para outras regiões, com produtividade elevada nas áreas que mantiveram um manejo adequado da irrigação. Onde a lâmina de inundação foi preservada entre 5 e 10 cm, os rendimentos se mantiveram altos. No entanto, em lavouras afetadas por déficit hídrico, houve redução de produtividade, pois a falta de água comprometeu processos fisiológicos essenciais para o desenvolvimento do arroz.

Apesar das boas condições em parte das lavouras, os produtores manifestam preocupação com a recente queda nos preços do arroz. O temor é de que, com o avanço da colheita, os valores fiquem abaixo do custo de produção, resultando em dificuldades financeiras para o setor.

Segundo dados do Instituto Rio Grandense de Arroz (IRGA), a área efetivamente plantada no estado foi revisada para 970.194 hectares, enquanto a Emater/RS-Ascar estima uma produtividade média inicial de 8.478 kg/ha. O mercado segue atento às variações de preço e ao impacto do aumento da oferta sobre a rentabilidade dos produtores.





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Exportações do agro mineiro crescem 18%, mas soja despenca


As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram US$ 1,3 bilhão em janeiro de 2025, um crescimento de 18,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados são da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa-MG) e mostram que o setor representou 44% das exportações totais do estado.

No entanto, o volume exportado caiu 29,5%, atingindo 684 mil toneladas. Os produtos mineiros foram enviados para 142 países, com destaque para Estados Unidos (13%), China (10,2%), Alemanha (10%), Bélgica (8,1%) e Itália (5,4%).

O café manteve sua posição dominante, representando 72% da receita do agro mineiro. Em janeiro, a commodity gerou US$ 971,8 milhões, um aumento expressivo de 70% no faturamento. O volume embarcado foi de 2,9 milhões de sacas, um crescimento modesto de 4%.

O setor de carnes faturou US$ 113,2 milhões, um aumento de 4,5%. A carne bovina segue como o principal item do segmento, com US$ 73 milhões em receita e 15 mil toneladas exportadas. No entanto, as vendas recuaram, influenciadas pela queda na demanda da China e Hong Kong, principais mercados consumidores, e pelo aumento da procura no mercado interno.

Já a carne de frango teve alta nas exportações, totalizando US$ 32 milhões e 16 mil toneladas, impulsionada pelo aumento da demanda externa. A carne suína também manteve desempenho positivo, com US$ 7 milhões e 3 mil toneladas embarcadas.

Enquanto as carnes registraram avanços, o complexo da soja teve forte retração. A receita foi de US$ 16 milhões, uma queda de 80,2%, e o volume exportado caiu 76,1%, atingindo 33 mil toneladas. Essa baixa foi influenciada por fatores climáticos e pela redução de 242% nas compras da China, único comprador no período. Por outro lado, os produtos florestais tiveram um crescimento de 12,1%, alcançando US$ 97 milhões em receita.





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Seca na Índia reduz safra e eleva preço do açúcar no mercado


De acordo com dados divulgados pela Udop, a seca severa que atinge a Índia, segundo maior produtor mundial de cana-de-açúcar, continua pressionando as cotações do açúcar nas bolsas internacionais. A estiagem pode comprometer a reta final da colheita, reduzindo a oferta global da commodity.

Na ICE de Nova York, o contrato março/25 fechou ontem em 20,69 centavos de dólar por libra-peso, uma valorização de 17 pontos em relação ao dia anterior. O contrato maio/25 subiu 23 pontos, sendo negociado a 19,39 cts/lb, enquanto os demais lotes valorizaram entre 8 e 21 pontos.

Já na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também registrou alta em todos os contratos. O maio/25 fechou em US$ 547,60 por tonelada, um avanço de 1,1% no comparativo diário. O contrato agosto/25 subiu para US$ 528,70 por tonelada, com elevação de 5,50 dólares.

No Brasil, o Indicador Cepea/Esalq, da USP, registrou queda pelo sétimo dia consecutivo. A saca de 50 kg foi negociada ontem a R$ 139,24, contra R$ 142,09 na terça-feira, uma redução de 2,01%.

O etanol hidratado também teve recuo. Segundo o Indicador Diário Paulínia, o biocombustível foi comercializado a R$ 2.942,00 por m³, uma leve queda de 0,34% em relação ao dia anterior. Enquanto a escassez na Índia impulsiona os preços internacionais, o mercado interno segue pressionado por oferta e demanda, mantendo a tendência de desvalorização no curto prazo, conforme informado pelo Udop.





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Plantio do algodão avança no Maranhão, mas ritmo é lento



Chuvas atrasam algodão safrinha no Maranhão




Foto: Canva

O 5º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta que a maior parte das áreas de algodão no Maranhão já foram semeadas. O plantio da primeira safra foi finalizado, com as lavouras concentradas no sul do estado.

Já o cultivo do “algodão safrinha”, iniciado na primeira quinzena de janeiro, segue em andamento, mas em ritmo mais lento devido ao atraso na colheita da soja. O problema é atribuído aos elevados volumes de chuva registrados na segunda quinzena de janeiro, que impactaram o calendário agrícola.

A área total semeada deve se manter similar à da safra 2023/24, segundo a Conab. Até o momento, as lavouras implantadas apresentam bom vigor vegetativo e características fitossanitárias adequadas.





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Preço do tomate leva produtores a abandonarem lavouras



Tomate cereja mantém preço




Foto: Divulgação

A produção de tomate na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul enfrenta desafios devido à baixa cotação do produto. Segundo boletim conjuntural divulgado nesta quinta-feira (20), muitos agricultores abandonaram as lavouras ou deixaram de realizar o transplante das mudas, optando por vendê-las abaixo do valor de aquisição.

Atualmente, os cultivos plantados no início da safra estão no terço final do ciclo, enquanto as lavouras intermediárias seguem em plena colheita e as de plantio tardio permanecem em fase de desenvolvimento vegetativo e frutificação.

Apesar de um leve aumento nos preços na última semana, a cotação segue abaixo dos custos de produção. No CEASA Serra, o tomate do grupo longa vida teve preço médio de R$ 2,67/kg. Já os produtores que comercializam para intermediários recebem entre R$ 1,40 e R$ 1,80/kg, dependendo do calibre, o que não cobre os custos da lavoura.

Na região de Lajeado, em Feliz, a safra de tomate cereja segue sem grandes problemas fitossanitários. O preço do quilo varia entre R$ 6,00 e R$ 8,00.





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agricultores entregam 38 toneladas de alimentos



Iniciativa beneficiará cerca de 9 mil pessoas




Foto: Pixabay

Agricultores e agricultoras familiares de Santa Catarina iniciaram, nesta quinta-feira (20), a entrega de 38,09 toneladas de alimentos para pessoas em situação de insegurança alimentar no estado. Os produtos foram adquiridos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e serão destinados a instituições socioassistenciais em Lages (SC).

A operação envolve 28 agricultores familiares dos municípios de São Joaquim e Bom Jardim da Serra, responsáveis pelo fornecimento e distribuição de maçã, mel e pinhão. O projeto foi realizado na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS), com financiamento de R$ 354,5 mil do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

A iniciativa beneficiará cerca de 9 mil pessoas em situação de vulnerabilidade. O PAA tem como objetivo incentivar a agricultura familiar, promover inclusão econômica e social, fomentar a produção sustentável e gerar renda para pequenos produtores.





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Altas temperaturas afetam produção de mel



Comercialização do mel de abelhas sem ferrão segue valorizada




Foto: Divulgação

Segundo o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (20), os meliponicultores da região administrativa da Emater/RS-Ascar de Porto Alegre estão em alerta devido às altas temperaturas, que podem provocar derretimento da cera e favorecer a entrada de forídeos nas colmeias, comprometendo a qualidade do mel e do pólen. Para minimizar os impactos, os produtores têm intensificado a revisão das caixas e a captura de novos enxames por meio de ninhos provisórios e iscas.

No mercado, a comercialização do mel de abelhas sem ferrão segue valorizada. O preço médio por 350 ml do produto chega a R$ 75,00, podendo ultrapassar R$ 500,00 por litro, dependendo da espécie e da oferta na região.

Além do mel, a própolis vem ganhando destaque comercial, com meliponicultores investindo na produção de extrato de própolis de ASF. O produto possui grande potencial de crescimento, impulsionado pelos compostos bioativos e benefícios à saúde humana.

 





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produtores detalham exemplos positivos de gestão aplicados em propriedades gaúchas


A 35ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas foi aberta hoje,18 de fevereiro, na Estação Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS). Com uma programação diversificada, que aborda desde desafios da cadeia produtiva e inovações tecnológicas até oportunidades de mercado, entre outros temas, um dos assuntos destacados neste primeiro dia foi o “Painel de Gestão – Casos de Produtores”.

A moderação foi do presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho. O dirigente enfatizou a quantidade e qualidade de informações que irão circular nos três dias de Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas. “Será uma oportunidade única para troca de experiências com quase 200 municípios participando, mais de 15 estados brasileiros e mais de dez países. E deveremos suplantar este ano as 15 mil pessoas que visitaram a edição de 2024”, projetou. Também se manifestaram representantes parceiros do evento como o superintendente do Senar no Rio Grande do Sul, Eduardo Condorelli, o presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Pereira, o chefe-geral da Embrapa Clima Temperado, Waldyr Stumpf Júnior.

Na sua palestra, o engenheiro agrônomo e gestor da Estância Boa Vista, de Rio Grande (RS), Eduardo Darley Prates, começou descrevendo a propriedade. “São 600 hectares de área de arroz irrigado e 405 hectares de área de soja, e mais 487 hectares que ficaram para a pecuária este ano, porque devido às enchentes de maio do ano passado a área que seria para plantação de arroz não baixou o nível e acabou ficando para a pecuária”, recordou. A propriedade trabalha no chamado “sistema de ping-pong”, ou seja, 1 ano soja e outro ano arroz, com aproximadamente 550 hectares para cada cultura. Prates detalhou todo o sistema de gestão, sobretudo de pessoas e de qualificação, bem como técnicas aplicadas na propriedade nos últimos 15 anos e o correto manejo do solo para permitir o rodízio entre as culturas de arroz e soja, além de pastagem para pecuária.

A segunda palestra foi da diretora executiva da Sementes Costa Beber, de Condor (RS), Ana Lúcia Beber. A executiva recordou que a empresa familiar começou com produção agrícola, mas que, a partir de 2001, desmembrou a atuação também para multiplicação de sementes. “Uma das ações que foram muito importantes para nossa escolha sobre gestão foi fazer a separação dos dois negócios, o que ocorreu a partir de 2018 com dois CNPJs diferentes”, recordou. Ana explicou que houve a necessidade dessa separação até para entender o que cada negócio poderia entregar em termos de resultados ou eventuais atenções especiais que cada atividade poderia necessitar.

Na sequência, Ana discorreu sobre as ferramentas específicas que precisaram ser adotadas na gestão de cada um dos dois negócios. A atividade agrícola produz soja, milho, trigo, aveia branca e aptidão em algumas áreas para pecuária em oito municípios. Já a produção de sementes é distribuída para seis estados e o Paraguai. Tanto no negócio agrícola como na produção de sementes, Ana destacou conceitos modernos aplicados como gestão de pessoas, treinamento, qualificação e valorização dos colaboradores que já atuam nas empresas.

A 35ª Abertura da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas é uma realização da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e correalização da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária ( Embrapa) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), além do Patrocínio Premium do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). O evento tem como tema “Produção de Alimentos no Pampa Gaúcho – Uma Visão de Futuro”.





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produtividade da limeira ‘Tahiti’ tem surpreendido



Projeto impulsiona a produção de lima ácida ‘Tahiti’ no Vale do São Francisco




Foto: Divulgação

Segundo dados divulgados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a limeira ácida ‘Tahiti’ tem se consolidado como uma alternativa promissora para fruticultores do Semiárido nordestino, especialmente no Vale do São Francisco. Com boa adaptação ao clima seco e alta produtividade, a cultura tem ganhado espaço na região, oferecendo novas oportunidades para pequenos e grandes produtores.

Através de um convênio entre a Embrapa Semiárido e a Eletrobras, áreas demonstrativas de 0,5 hectare foram implantadas em Casa Nova (BA) para mostrar o potencial da cultura e incentivar sua adoção pela agricultura familiar. O projeto também conta com o apoio da prefeitura local.

Pesquisas apontam que a limeira ácida ‘Tahiti’ se adapta bem às condições do Semiárido, exigindo técnicas de manejo mais simples em comparação com outras culturas cítricas. Além disso, a fruta se destaca pela rusticidade e facilidade de cultivo, o que atrai produtores de diferentes portes.

Outro fator que impulsiona a expansão da cultura é a crise citrícola enfrentada por estados como São Paulo e Minas Gerais, onde o greening (HLB) tem afetado pomares. O clima seco do Semiárido reduz o risco da doença, tornando a região mais segura para o cultivo.

A produtividade da limeira ‘Tahiti’ tem surpreendido. Em uma área experimental de 0,5 hectare, foram colhidas 341 caixas de 25 kg entre setembro de 2024 e janeiro de 2025, totalizando 17 toneladas por hectare. Os resultados econômicos também são animadores: a receita bruta chegou a R$ 29 mil por 0,5 hectare, com preços variando entre R$ 70 e R$ 100 por caixa.

Além disso, o escalonamento da produção permite atender ao mercado nas épocas de maior demanda e melhores preços, entre agosto e novembro, aumentando as oportunidades de comercialização no Brasil e no exterior.





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