segunda-feira, abril 6, 2026

Política & Agro

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Mundo consumiu 177 milhões de sacas de café em 12 meses


De acordo com o Relatório sobre o mercado de Café de janeiro de 2024, da Organização Internacional do Café (OIC), a produção mundial de café no período de outubro de 2023 a setembro de 2024 atingiu 178 milhões de sacas de 60 kg, enquanto o consumo global foi de 177 milhões de sacas. O resultado aponta um leve excedente de 1 milhão de sacas, evidenciando um cenário de equilíbrio entre oferta e demanda.

A América do Sul consolidou-se como a maior produtora de café no mundo, com uma safra de 89,3 milhões de sacas, representando 50,2% da produção global. Em segundo lugar, veio a região da Ásia & Oceania, com 49,9 milhões de sacas (28,0%), seguida pela África, que produziu 20,1 milhões de sacas (11,3%), e pelo Caribe, América Central & México, com 18,7 milhões de sacas (10,5%).

No ranking das maiores regiões consumidoras, a Europa lidera a demanda global, com um consumo de 53,7 milhões de sacas, o que representa 30,35% do total mundial. Em seguida, aparecem Ásia & Oceania, com 45,7 milhões de sacas (25,83%), e América do Norte, com 30,9 milhões de sacas (17,45%). A América do Sul ocupa a quarta posição, consumindo 28 milhões de sacas (15,81%), seguida pela África (12,5 milhões de sacas – 7,06%) e pelo Caribe, América Central & México (6,1 milhões de sacas – 3,5%).

Com base nesses números, estima-se que o consumo diário global de café seja de 485 mil sacas de 60 kg. A Europa, maior mercado consumidor, consome cerca de 148 mil sacas por dia, enquanto Ásia & Oceania demandam 125 mil sacas diárias. A América do Norte registra um consumo diário de 85 mil sacas, seguida pela América do Sul (76 mil sacas/dia), África (34 mil sacas/dia) e Caribe, América Central & México (17 mil sacas/dia).

O relatório completo pode ser acessado no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café, que reúne informações detalhadas sobre a produção e o consumo global do grão.





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safra de soja cresce 12,2%, mas clima preocupa



SC pode colher 2,91 milhões de toneladas de soja na 1ª safra




Foto: Canva

Santa Catarina registra aumento na área plantada e na produção de soja na safra 2024/2025, segundo o Boletim Agropecuário da Epagri/Cepa, divulgado pelo Observatório Agro Catarinense. O levantamento aponta crescimento de 2,6% na área cultivada, que chegou a 772,5 mil hectares, e um avanço de 9,36% na produtividade média, alcançando 3.771 kg/ha. Com isso, a produção deve crescer 12,2%, chegando a 2,91 milhões de toneladas.

No entanto, as chuvas irregulares em janeiro e fevereiro podem comprometer as lavouras, especialmente na fase de florescimento e enchimento de grãos. O próximo relatório trará atualizações que podem indicar revisão nos números caso as condições climáticas impactem o desenvolvimento das plantações.

A soja segunda safra é cultivada principalmente nas regiões de Chapecó, São Miguel do Oeste e Xanxerê, que respondem por 85% da área total. O plantio ocorre em sucessão a outras culturas, como milho e fumo, e a produtividade inicial estimada é de 2.600 kg/ha, semelhante à safra anterior.

No entanto, o déficit hídrico registrado nos primeiros meses do ano pode afetar negativamente o desenvolvimento das lavouras, levando a possíveis ajustes nas estimativas ao longo da safra.





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Fertilizantes são essenciais para garantir segurança alimentar global



Fertilidade do solo é chave para produtividade e meio ambiente


Foto: Divulgação

Com a população mundial caminhando para 10 bilhões de habitantes até 2050, o desafio da segurança alimentar se intensifica. Para suprir a crescente demanda, a produção de alimentos precisará aumentar entre 50% e 70%, alerta Valter Casarin, coordenador geral e científico da iniciativa NPV (Nutrientes para a Vida). No entanto, essa expansão não pode ocorrer à custa de novos desmatamentos.

“A melhor estratégia para garantir alimentos sem comprometer o meio ambiente é o uso eficiente de fertilizantes, que permitem o aumento da produtividade agrícola sem necessidade de expandir áreas cultiváveis”, explica Casarin. Estima-se que os fertilizantes nitrogenados sejam responsáveis por 40% da produção global de alimentos, reforçando sua importância para a agricultura sustentável.

Casarin destaca que a nutrição adequada do solo também desempenha um papel crucial no sequestro de carbono. “Solos pobres em nutrientes limitam a produção agrícola e comprometem a fotossíntese, reduzindo a captação de CO2 da atmosfera. Uma planta bem alimentada cresce mais e ajuda no combate às mudanças climáticas”, afirma.

Além disso, o uso equilibrado de fertilizantes fortalece a estrutura do solo, melhora a retenção de água e nutrientes e reduz a erosão, garantindo rendimentos sustentáveis sem prejuízos ambientais.

Porém, Casarin ressalta a importância de uma avaliação química do solo antes da aplicação dos fertilizantes, ajustando as quantidades conforme a necessidade das culturas. “O uso responsável dos fertilizantes otimiza a produção e preserva o meio ambiente, garantindo um solo saudável para as futuras gerações”, conclui.





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Volume exportado de carne bovina alcança 99,8 mil toneladas até segunda…


Nesta segunda-feira (17), a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou que os embarques de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada alcançaram 99,8 mil toneladas até a segunda semana de fevereiro/25. No ano anterior, o mês de fevereiro exportou 178,5 mil toneladas em 19 dias úteis.

Já a média diária exportada até a segunda semana de fevereiro/25 ficou em 9,9 mil toneladas e registrou alta de 6,2%, quando se compara com a média observada em fevereiro de 2024, que estava em 9,3 mil toneladas.

Os preços médios pagos pela carne bovina ficaram próximos de US$ 4.948 mil por tonelada até a segunda semana de fevereiro/25, isso representa um ganho anual de 9,3%, quando se compara com os valores observados em fevereiro de 2024, em que estavam precificados em US$ 4,526 mil por tonelada. 

O valor negociado para a carne bovina até a segunda semana de fevereiro ficou em US$ 494,078 milhões, sendo que no ano anterior a receita total foi de US$ 808,285 milhões.

A média diária do faturamento ficou em US$ 49,407 milhões e registrou um ganho de 16,1%, frente ao observado no mês de fevereiro do ano passado, que ficou em US$ 42,541 milhões.

 





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Mercado do boi gordo começa a semana estável


Segundo dados do informativo “Tem Boi na Linha”, omercado do boi gordo começou a semana com preços estáveis nas praças paulistas, refletindo um equilíbrio entre oferta e demanda. Apesar da retenção de boiada pelos vendedores, na tentativa de negociar valores acima da referência, as vendas de carne seguiram em ritmo lento, mantendo as cotações sem grandes variações.

Na Região Sudeste de Rondônia, a oferta elevada, especialmente de fêmeas, resultou em queda nas cotações. O boi gordo e o “boi China” mantiveram os mesmos valores da semana anterior, enquanto os preços das fêmeas recuaram R$ 5,00/@.

No mercado atacadista, mesmo com o ritmo de vendas moderado, a redução da oferta impulsionou os preços da carne bovina. A carcaça do boi capão subiu 1,2%, e a do boi inteiro aumentou 0,5%. Para as fêmeas, a carcaça casada da novilha valorizou 0,3%, enquanto a cotação da vaca permaneceu estável.

Já no segmento de carnes alternativas, os preços oscilaram. O frango médio registrou alta de 2,9% (+R$ 0,23/kg), enquanto a carcaça de suíno especial caiu 2,3% (-R$ 0,30/kg).

As exportações de carne bovina in natura alcançaram 190,5 mil toneladas em fevereiro, o maior volume já registrado para o mês. A média diária embarcada foi de 9,5 mil toneladas, um crescimento de 6,7% em relação a fevereiro de 2024. O preço médio da tonelada subiu 8,9% na comparação anual, refletindo a demanda internacional aquecida. 





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Onda de calor impacta maturação do arroz



Colheita avança, mas calor impacta qualidade dos grãos




Foto: Divulgação

Segundo o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (13), a safra de arroz segue com produção dentro da normalidade no Rio Grande do Sul. As recentes precipitações nas regiões orizícolas ajudaram a estabilizar temporariamente os níveis hídricos, reduzindo o risco de déficit de água para irrigação. No entanto, os mananciais seguem com vazão limitada e os reservatórios ainda não atingiram recuperação total.

A colheita do arroz está em andamento em todas as regiões do estado, mas ainda depende da maturação completa das lavouras. A tendência é de aceleração do processo a partir de março. Os índices de produtividade seguem dentro do esperado, mas há preocupação com a queda na qualidade dos grãos.

Na região Oeste, algumas lavouras apresentam índice de grãos inteiros abaixo de 55%, o que fica aquém do padrão comercial. Esse impacto está associado à onda de calor prolongada, que pode ter causado abortamento fisiológico de grãos e danos mecânicos durante o beneficiamento, como fissuras tegumentares e maior quebra dos grãos.

De acordo com o Instituto Rio Grandense de Arroz (IRGA), a área cultivada nesta safra é de 970.194 hectares. A Emater/RS-Ascar estima uma produtividade inicial de 8.478 kg/ha, mantendo-se dentro dos patamares históricos do estado.





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Açúcar fecha semana em alta



Mercado interno acompanha tendência de alta




Foto: Divulgação

De acordo com dados divulgados pela União Nacional da Bioenergia (Udop), os contratos futuros do açúcar encerraram a última sexta-feira (7) em alta nas bolsas internacionais de Nova York e Londres. No mercado doméstico, os preços do açúcar cristal também registraram forte valorização, conforme dados do Indicador Cepea/Esalq.

Na ICE Futures de Nova York, o açúcar bruto apresentou valorização em todos os lotes. O contrato maio/25, considerado o de maior liquidez, foi negociado a 18,31 centavos de dólar por libra-peso, alta de 18 pontos em relação à véspera. Já a tela julho/25 subiu 19 pontos, fechando a 17,99 cts/lb. Os demais contratos tiveram alta entre 2 e 16 pontos.

Já na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também fechou em alta. O contrato maio/25 atingiu US$ 524,90 por tonelada, um aumento de US$ 8 frente ao dia anterior. O lote agosto/25 foi negociado a US$ 505,50/t, subindo US$ 6. As demais cotações avançaram entre US$ 1,50 e US$ 4,30.

No mercado doméstico, o açúcar cristal também registrou ganhos expressivos. Segundo o Indicador Cepea/Esalq, da USP, a saca de 50 kg foi comercializada a R$ 143,09 na sexta-feira, contra R$ 139,95 na véspera, o que representa uma valorização de 2,24% em um único dia.

O cenário positivo no setor reflete uma combinação de fatores, incluindo ajustes na oferta e demanda e a influência dos preços internacionais sobre o mercado brasileiro.





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São Paulo amplia crédito para mulheres do agro



O programa é voltado exclusivamente para mulheres do setor agropecuário




Foto: Canva

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo anunciará, na próxima segunda-feira (10), a continuidade do programa FEAP Mulher Agro SP em 2025, com alterações nos valores de crédito disponibilizados para agricultoras paulistas. A cerimônia ocorrerá na sede da pasta, na capital paulista, em celebração ao Dia Internacional da Mulher.

O programa, voltado exclusivamente para mulheres do setor agropecuário, contará com um investimento de R$ 10 milhões. Além disso, o limite de crédito por beneficiária será elevado, passando para R$ 30 mil por CPF, com prazo de pagamento de até 84 meses e carência de 12 meses. A iniciativa busca incentivar o protagonismo feminino no agronegócio e fomentar novos investimentos nas propriedades rurais do estado.

Veja também: Mulheres no agro: da superação à liderança, a revolução feminina no campo

De acordo com um levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, São Paulo possui mais de 10 milhões de mulheres rurais, que representam parte da força produtiva do setor. No Brasil, aproximadamente 38,7% da mão de obra agrícola é feminina, evidenciando a importância da participação das mulheres na economia rural.

Veja também: Floricultura espera aumento de 8% em vendas no Dia da Mulher

As interessadas em aderir ao programa devem procurar a Casa da Agricultura do seu município. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 5067-0125 ou pelo e-mail [email protected].

O endereço das unidades da Casa da Agricultura pode ser consultado pelo link: https://www.cati.sp.gov.br/portal/institucional/enderecos?unidades=CAR-SP





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Setor de feijão está otimista



No varejo, o desempenho das vendas também merece atenção



No varejo, o desempenho das vendas também merece atenção
No varejo, o desempenho das vendas também merece atenção – Foto: Divulgação

O Instituto Brasileiro de Feijão e Leguminosas (IBRAFE) destaca que o período pós-feriado trouxe um fato positivo na demanda pelo feijão -carioca armazenado desde o ano passado. Desde agosto, os preços desse feijão registraram uma valorização de 21%, diminuindo um possível otimismo entre os produtores. Esse movimento pode sinalizar uma tendência de valorização contínua, beneficiando aqueles que mantinham estoques estratégicos.

No entanto, os custos de armazenamento seguem como um factor determinante para a rentabilidade. Produtores relatam um custo médio de R$ 30 por saco para retirar o feijão do campo e armazená-lo em câmaras frias. Assim, a lucratividade efetiva só ocorre após a cobertura desses custos, tornando a gestão de estoque um elemento essencial para otimizar ganhos e garantir maior previsibilidade no mercado.

No varejo, o desempenho das vendas também merece atenção. O comportamento dos consumidores e os estoques disponíveis influenciam diretamente a precificação do feijão-carioca, podendo impactar a continuidade da avaliação observada. A depender da demanda, novos reajustes podem ocorrer, reforçando a importância do monitoramento constante do setor.

Os preços do feijão-carioca variaram entre as regiões no dia 6 de março de 2025, com destaque para Itapeva, que apresentou uma maior valorização mensal, atingindo 14,58%, e um crescimento semanal de 8,73%, cotado a R$ 262,96 por saca. No Leste Goiano, a alta no mês foi de 9,94%, enquanto em Lucas do Rio Verde, os preços subiram 5,91% no período. Em contrapartida, regiões como Metade Sul do Paraná, Curitiba e Noroeste de Minas registraram estabilidade diariamente, sem variação expressiva nos preços. A entrega do mercado indica uma tendência de valorização em algumas localidades, refletindo a demanda e os custos logísticos.

 





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Excesso de chuvas atrapalha plantio do algodão



O excesso de umidade ainda favorece a proliferação de doenças fúngicas



O excesso de umidade ainda favorece a proliferação de doenças fúngicas
O excesso de umidade ainda favorece a proliferação de doenças fúngicas – Foto: Canva

A Souza Lima Cotton destacou os desafios enfrentados pelo algodão da safra 2024/25 devido ao excesso de chuvas, especialmente no estado do Mato Grosso. A empresa explica que a intensidade, a duração e o momento dessas precipitações influenciam diretamente no plantio e no desenvolvimento da cultura, podendo comprometer a produtividade e a qualidade do trabalho. O excesso de água pode trazer impactos negativos para os produtores, exigindo estratégias para mitigar os riscos.  

Entre os principais problemas causados ??pelas chuvas está o atraso no plantio, já que o solo encharcado impede a entrada de maquinários e dificulta a semear dentro da janela ideal. Além disso, o solo úmido fica mais vulnerável à compactação, rapidamente a infiltração de água e a aeração das raízes. Outro ponto crítico é a dificuldade de germinação, pois o excesso de umidade pode levar ao apodrecimento das sementes e aumentar a incidência de fungos e doenças. A erosão do solo também se intensifica, removendo a camada superficial rica em matéria orgânica e nutrientes essenciais para o desenvolvimento das plantas.  

O excesso de umidade ainda favorece a prevenção de doenças fúngicas, como a ramulose e o mofo branco, que podem comprometer a produtividade do trabalho. Além disso, as chuvas frequentes dificultam a aplicação de herbicidas e o controle de plantas específicas, que competem com o algodão por nutrientes, água e luz. Outro problema ocorre próximo à colheita, quando as chuvas tardias podem afetar a qualidade das fibras e dificultar a operação das colheitadeiras.  

Para reduzir esses impactos, os produtores adotam práticas como o plantio em áreas bem drenadas, o uso de variedades resistentes a doenças e o monitoramento climático para definir o melhor momento para o plantio. Desta forma, busca garantir melhores condições para o desenvolvimento do algodão e minimizar os prejuízos na safra.

 





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