quinta-feira, março 26, 2026

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novo programa rastreará agrotóxicos no Brasil


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) instituiu o Programa Nacional de Rastreabilidade de Agrotóxicos e Afins (PNRA), por meio da Portaria MAPA nº 805, publicada nesta terça-feira (10). A medida visa promover a rastreabilidade de produtos agrotóxicos e afins em toda a sua cadeia produtiva e logística, garantindo objetivos da defesa agropecuária e subsidiando ações de prevenção a fraudes contra a saúde pública, relações de consumo, segurança do alimento e riscos ambientais e à saúde.

Conforme a Portaria, o PNRA utilizará o Identificador de Rastreabilidade de Agrotóxicos e Afins (IRA), um código ou dispositivo aplicado às embalagens para identificação unívoca e registro de informações em sistemas de rastreabilidade. O Sistema Integrado de Rastreabilidade (SIR) será a plataforma tecnológica responsável por coletar, armazenar, processar e disponibilizar essas informações. A rastreabilidade logística, por sua vez, permitirá o acompanhamento da movimentação dos produtos.

A Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa será responsável por regulamentar e operacionalizar o programa, definindo requisitos técnicos e operacionais para o SIR, IRA e para um Aplicativo Público de Rastreabilidade. Isso inclui o registro de produtos e agentes, geração e aplicação de identificadores, captura de eventos, rastreamento de carga, fiscalização, consulta pública e logística reversa. A Portaria estabelece que o Mapa irá elaborar, em até 60 dias, um cronograma escalonado de adesão ao PNRA para os agentes da cadeia produtiva, com prazos de até 120 dias para implementação completa.

O PNRA abrangerá diversos participantes da cadeia, como titulares de registro, produtores, manipuladores, formuladores, importadores, exportadores, distribuidores, comerciantes, transportadores, armazenadores, usuários e centros de recolhimento de embalagens. A implementação do programa ocorrerá em fases. A Fase 1 (Estruturação) prevê o desenvolvimento ou contratação do SIR e a definição dos requisitos para integração logística. A Fase 2 (Expansão Gradual) focará na expansão da aplicação dos IRAs e do registro de informações no SIR. Por fim, a Fase 3 (Consolidação e Logística Reversa) buscará a integração completa de todos os agentes e a plena operacionalização da rastreabilidade na logística reversa de embalagens. A Portaria entra em vigor na data de sua publicação, e o descumprimento das disposições sujeitará os infratores às sanções previstas na Lei nº 14.785, de 27 de dezembro de 2023, além de outras sanções administrativas, civis e penais.

Deputado propõe sustar rastreabilidade de agrotóxicos

A medida do Mapa foi questionada pelo Deputado Federal Pedro Lupion (PP-PR) expressa discordância com a medida instituída pelo Mapa. Nesta quarta-feira (11), o parlamentar apresentou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL 312/2025) que busca sustar os efeitos da Portaria.

Na justificativa do PDL, o Deputado Lupion argumenta que a Portaria Mapa nº 805/2025 foi “editada em desacordo com princípios fundamentais da boa governança regulatória, da participação social e da razoabilidade econômica”. Ele ressalta que o próprio Mapa havia instituído um Grupo de Trabalho (GT) em 2024, pela Portaria SDA/MAPA nº 1.212/2024, com o objetivo de discutir soluções para o controle e rastreamento de agrotóxicos. O GT, composto por representantes do Mapa e entidades setoriais, realizou reuniões técnicas e escutas públicas, mas a Portaria 805/2025 foi publicada “de forma totalmente surpreendente e precipitada”, antes mesmo da conclusão formal do GT e da entrega de seu relatório final, que venceria em 9 de junho de 2025. Essa atitude, segundo o deputado, “gerou uma legítima e profunda frustração nas entidades envolvidas, minando a confiança na participação do setor privado na formulação de políticas públicas”.

Outro ponto levantado é a “completa ausência de uma Avaliação de Impacto Regulatório (AIR) e de consulta pública formal”. O deputado afirma que a portaria ignorou o Decreto nº 10.411/2020, que regulamenta a AIR em âmbito federal e estabelece um rito obrigatório para atos normativos que impactam o setor regulado, além de ferir princípios constitucionais como legalidade, eficiência e participação social. Essa falha procedimental impede a análise prévia de custos, benefícios e alternativas regulatórias, e “cerceia a participação democrática e a transparência na tomada de decisões”.

O documento também aponta que a Portaria Mapa nº 805/2025 impõe “exigências técnicas e logísticas desproporcionais e excessivamente onerosas” a toda a cadeia de agrotóxicos, sem análise de impacto econômico ou viabilidade operacional. O texto da Portaria direciona a adoção de tecnologias específicas, como etiquetas com RFID (Identificação por Radiofrequência), desconsiderando outras tecnologias já utilizadas internacionalmente, como QR Codes e blockchain. Essa insistência em uma tecnologia particular é vista como uma “solução custosa e limitada”, que não assegura autenticidade nem garante rastreabilidade efetiva. O custo por embalagem pode atingir R$ 0,30 somente em custos diretos, sendo integralmente repassado ao produtor rural sem retorno efetivo em segurança ou controle.





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Expedição técnica mapeia desafios e avanços na produção de batata e tomate em 14 regiões brasileiras



Pesquisadores conduziram visitas técnicas, palestras e coletas de dados


Foto: Divulgação

Entre maio e julho de 2025, a equipe da revista hortifruti Brasil, publicação do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, está com os pés no campo para ouvir quem realmente faz o hortifrúti acontecer. A matéria de capa da edição de junho é resultado de uma ampla expedição por 14 polos produtores de tomate e batata, localizados em regiões estratégicas do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil. A iniciativa faz parte da Rota da batata e do tomate, realizada em parceria com a Gowan do Brasil, dentro do escopo do programa Parcerias Inteligentes HFBrasil.

Durante a jornada, pesquisadores, técnicos e jornalistas da HF Brasil conduziram visitas técnicas, palestras e coletas de dados primários diretamente com produtores, resultando na análise de indicadores como produtividade, rentabilidade, custos de produção e estratégias de manejo adotadas nas lavouras.

“Cada parada foi uma troca rica de informações. Levamos dados e voltamos com histórias, desafios e soluções reais do campo. Esta edição traduz tudo isso em números, gráficos e análises que ajudam a pensar o futuro da produção nacional”, afirma João Paulo Deleo, pesquisador do Cepea e coordenador da expedição.

A publicação do Cepea destaca avanços agronômicos, como o uso crescente da enxertia na cultura do tomate, e a profissionalização da bataticultura, especialmente voltada à indústria de congelados. Também são abordados os principais gargalos enfrentados pelos produtores, como incertezas climáticas, alto custo dos insumos e escassez de mão de obra qualificada.

Com uma abordagem técnico-analítica e linguagem acessível, a reportagem oferece uma leitura estratégica para produtores, técnicos, consultores e agentes da cadeia hortícola interessados em compreender as transformações em curso na produção nacional.





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Fertilizantes encarecem produção de trigo no Paraná



Preço do trigo ainda desanima produtor




Foto: Canva

O preço médio da saca de trigo recebido pelos produtores paranaenses em maio foi de R$ 79,69, valor estável em relação a abril, mas 15% superior ao praticado em maio de 2024 (R$ 68,83). Apesar da alta anual, o patamar é considerado insuficiente para reverter o desânimo dos produtores, especialmente diante do aumento dos custos de produção. As informações são do Boletim de Conjuntura Agropecuária desta quinta-feira (12), elaborado pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

O Deral aponta que os principais fertilizantes utilizados na cultura registraram um aumento de preços de 22% no mesmo período. Isso contribuiu para um acréscimo de aproximadamente 8% nos custos variáveis, que passaram de R$ 67,41 para R$ 72,87 por saca nos últimos 12 meses. A alta foi “parcialmente atenuada pela redução nos custos com agrotóxicos e sementes”.

Os produtores paranaenses já semearam 78% da área de 850 mil hectares destinada à triticultura. Caso essa estimativa se confirme, a área de plantio de trigo no estado será 25% inferior à colhida em 2024, que foi de 1,13 milhão de hectares.

Apesar da redução na área, a cultura apresenta ótimas condições de campo até o momento, mantendo o potencial de produção próximo de 130 sacas por alqueire. As lavouras já implantadas foram “bastante beneficiadas pelas chuvas recentes”, especialmente em regiões onde as precipitações ainda não haviam sido volumosas e abrangentes, como partes do Norte Pioneiro e dos Campos Gerais. As chuvas também criaram “boas condições para a continuidade do plantio, proporcionando umidade suficiente para garantir, futuramente, uma boa germinação nas áreas ainda não semeadas no estado”





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Argentina suspende importações de produtos e subprodutos de aves do Brasil


Logotipo Reuters

BUENOS AIRES (Reuters) – A agência sanitária estatal a Argentina, Senasa, ordenou nesta sexta-feira a suspensão das importações de produtos e subprodutos de aves do Brasil, o maior exportador mundial de frango, que horas antes confirmou seu primeiro surto de gripe aviária em uma granja comercial.

“Após a confirmação das autoridades brasileiras, a Senasa solicitou ao setor produtivo o reforço das medidas de biossegurança em seus estabelecimentos”, afirmou a agência em comunicado, acrescentando que as medidas permanecerão em vigor até que o Brasil seja certificado como livre da gripe aviária.

((Reportagem de Maximilian Heath)

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Grupo Ferrarin comunica falecimento de Gustavo Ferrarin, neto do fundador Wilson Ferrarin



Gustavo Ferrarin, filho de Ronaldo Ferrarin — CEO da Agrofel — e neto de Wilson Ferra




Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Grupo Ferrarin comunicou, com profundo pesar, o falecimento de Gustavo Ferrarin, filho de Ronaldo Ferrarin — CEO da Agrofel — e neto de Wilson Ferrarin, fundador da empresa. Gustavo integrava a família Ferrarin, que dá nome ao grupo empresarial.

Em nota oficial divulgada pela companhia, a trajetória de Gustavo foi destacada como fortemente ligada à história do Grupo Ferrarin, sendo marcada por valores como trabalho, união e legado familiar. “Sua presença, sempre gentil e comprometida, foi símbolo da continuidade de uma geração que carrega os princípios que nos trouxeram até aqui”, afirmou o comunicado.

O texto ressalta ainda a importância de Gustavo como inspiração pela sua humanidade, respeito e dedicação. “Neste momento de profunda dor, nos solidarizamos com toda a família Ferrarin, com amigos e colegas que partilham essa perda irreparável”, diz a nota.

O Grupo Ferrarin finaliza a homenagem com votos de solidariedade à família e a todos que conviveram com Gustavo, reafirmando que sua memória permanecerá viva naqueles que seguem os mesmos valores que marcaram sua vida.





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Colheita de arroz é oficialmente encerrada no Rio Grande do Sul



Rio Grande do Sul mantém sua posição como o principal produtor nacional de arroz




Foto: Pixabay

A colheita de arroz no Rio Grande do Sul para a safra 2024/2025 foi oficialmente encerrada nesta quinta-feira (12), conforme anúncio do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). A equipe técnica da autarquia confirmou a conclusão dos trabalhos em todas as regiões produtoras do estado.

Embora haja uma “pequena área a ser colhida em alguns municípios”, o volume remanescente é considerado “pouco significante do ponto de vista estatístico”, justificando o encerramento do ciclo de colheita pelo Irga. As informações consolidadas sobre a área colhida, produtividade média, produção total e área perdida estão em fase de finalização e serão divulgadas no Relatório Final da Safra 2024/2025.

O Rio Grande do Sul mantém sua posição como o principal produtor nacional de arroz, sendo responsável por mais de 70% da produção do país. O Irga reafirma seu “compromisso com o acompanhamento técnico e a transparência dos dados, contribuindo para o fortalecimento da cadeia produtiva do arroz no estado”.

Uruguaiana lidera o ranking estadual de produção, com 707.219,10 toneladas, seguido por Santa Vitória do Palmar (653.120,40 toneladas) e Itaqui (604.789,17 toneladas).

Ranking dos maiores produtores do estado:

  • 1º Uruguaiana 707.219,10
  • 2º Santa Vitória do Palmar 653.120,40
  • 3º Itaqui 604.789,17
  • 4º Alegrete 460.753,00
  • 5º Dom Pedrito 339.271,97
  • 6º Camaquã 330.461,39
  • 7º Arroio Grande 308.809,20
  • 8º São Borja 306.703,95
  • 9º Mostardas 248.314,80
  • 10º Barra do Quaraí 230.804,40

 

Ranking dos maiores produtores por região:

Campanha

  • 1º Dom Pedrito 339.271,97
  • 2º São Gabriel 218.640,00
  • 3º Rosário do Sul 146.854,68
  • 4º Cacequi 93.660,30
  • 5º Sant’Ana do Livramento 76.596,54

 

Região Central

  • 1º Cachoeira do Sul 218.275,89
  • 2º São Sepé 123.300,00
  • 3º Restinga Seca 95.449,20
  • 4º Formigueiro 80.014,75
  • 5º Agudo 68.656,50

 

Fronteira Oeste

  • 1º Uruguaiana 707.219,10
  • 2º Itaqui 604.789,17
  • 3º Alegrete 460.753,00
  • 4º São Borja 306.703,95
  • 5º Barra do Quaraí 230.804,40

 

Planície Costeira Externa

  • 1º Mostardas 248.314,80
  • 2º Viamão 137.789,70
  • 3º Palmares do Sul 130.489,10
  • 4º Santo Antônio da Patrulha 105.966,00
  • 5º Capivari do Sul 80.510,00

 

Planície Costeira Interna

  • 1º Camaquã 330.461,39
  • 2º Tapes 175.258,00
  • 3º Arambaré 141.384,50
  • 4º Barra do Ribeiro 115.507,35
  • 5º Eldorado do Sul 106.114,27

 

Zona Sul

  • 1º Santa Vitória do Palmar 653.120,40
  • 2º Arroio Grande 308.809,20
  • 3º Rio Grande 191.297,05
  • 4º Jaguarão 155.585,43
  • 5º Pelotas 81.810,00





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frio tímido e calor antecipado


Mesmo com temperaturas acima da média, o inverno de 2025 deve se mostrar um pouco mais próximo da normalidade em comparação aos dois anos anteriores. A análise é do meteorologista Gabriel Rodrigues, do Portal Agrolink, que destaca: “O frio deve aparecer, sim, mas não será tão intenso. Ainda assim, será um pouco mais presente do que nos invernos de 2023 e 2024, que foram bastante amenos.”

Segundo Rodrigues, o comportamento climático está relacionado à atual fase de neutralidade dos oceanos, sem a atuação dos fenômenos El Niño ou La Niña. “Estamos sob neutralidade climática e essa condição deve permanecer durante todo o inverno. Isso contribui para uma atmosfera menos influenciada por extremos, o que favorece um padrão mais próximo do esperado para a estação”, explica o meteorologista.

Primavera pode chegar mais cedo no Sul e Sudeste

Apesar do cenário de neutralidade, o especialista chama atenção para o aumento das temperaturas no fim da estação. “No final do inverno, as temperaturas devem subir ainda mais, antecipando as características da primavera, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. Essa condição pode impactar o desenvolvimento de culturas que dependem de frio mais intenso, como frutas de clima temperado”, alerta.

Chuvas abaixo da média no Norte e dentro da normalidade no Centro

Em relação à precipitação, o meteorologista ressalta que o inverno tende a ser seco em boa parte do país, como já é comum para esta época. “No Brasil Central, mesmo que as chuvas fiquem dentro da média histórica, estamos falando de um período naturalmente seco. Ou seja, pouca chuva é o padrão esperado.”

No entanto, há destaque para o extremo Norte, onde a previsão é de chuvas abaixo da média, afetando estados como Roraima, Amapá e o norte do Pará. Por outro lado, áreas do Nordeste, especialmente o litoral norte da Bahia até o litoral do Ceará, podem registrar precipitações acima do normal.

Perspectivas positivas para o agronegócio, com atenção ao calor

De forma geral, o inverno de 2025 deve ser tranquilo para a maioria das regiões produtoras do Brasil. A maior atenção, segundo Rodrigues, está voltada para as temperaturas acima da média. “O calor fora de época pode representar um desafio para o manejo de algumas culturas de clima frio, impactando o ciclo de produção, principalmente na fruticultura”, conclui.





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Governo regulamenta fiscalização agropecuária


O governo federal publicou nesta quinta-feira (12) o Decreto nº 12.502/2025, que regulamenta o processo administrativo de fiscalização agropecuária no Brasil. A nova norma detalha a aplicação da Lei nº 14.515/2022, conhecida como a Lei do Autocontrole, e estabelece um rito único para apuração e julgamento de infrações em todas as áreas da fiscalização agropecuária, incluindo sanidade vegetal, sanidade animal, controle de insumos e fiscalização de produtos.

A medida visa proporcionar “mais clareza, agilidade e segurança jurídica” às ações de fiscalização do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), atendendo a uma demanda do setor agropecuário por maior simplicidade, previsibilidade e justiça regulatória.

Entre os avanços, destaca-se a criação da Comissão Especial de Recursos de Defesa Agropecuária. Esta instância colegiada de terceira e última instância administrativa será composta por representantes do Mapa, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A comissão terá a missão de “assegurar decisões técnicas, imparciais e fundamentadas”.

O decreto também autoriza a celebração do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que permitirá a conversão de penalidades mais severas, como suspensão ou cassação de registros, em multas. Essa conversão ocorrerá mediante acordo entre o infrator e a Administração Pública, em casos nos quais o autuado demonstre boa-fé e disposição para corrigir a irregularidade, sem comprometer o rigor da legislação sanitária e regulatória.

O novo modelo oferece ainda incentivos para regularização voluntária, como parcelamento e desconto de multas, e garante o direito à ampla defesa e ao contraditório, com prazos definidos para apresentação de recursos.

A implementação da medida não gerará novos custos ao governo, sendo executada com os recursos já disponíveis no orçamento do Mapa. A padronização e a digitalização dos procedimentos “devem proporcionar ganhos de eficiência, melhor aproveitamento da estrutura administrativa existente maior celeridade na tramitação dos processos”.





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umidade e temperatura amena favorecem fungo



Medidas de controle contra mofo-branco no algodão


Foto: Canva

O mofo-branco, causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, tem sido observado com frequência crescente em lavouras de algodão, especialmente em áreas irrigadas que seguiram o plantio de soja e feijão. A informação é da engenheira agrônoma Gressa Chinelato, em artigo no Blog da Aegro.

O fungo pode afetar folhas, hastes e maças do algodoeiro. Inicialmente, as plantas apresentam “lesões com aspecto encharcado na parte aérea”. Com o avanço da doença, surge um sintoma “bastante característico: crescimento do fungo com aspecto cotonoso (coloração branca)”. Os tecidos atacados tendem a apodrecer, e a infecção prevalece na região baixeira da planta. Após um período, ocorre a formação de escleródios, que são estruturas de resistência do fungo.

Condições de temperatura amena e alta umidade favorecem o desenvolvimento do mofo-branco. Além disso, plantios adensados podem contribuir para a formação de um microclima propício ao fungo.

Para o manejo do mofo-branco no algodoeiro, a especialista indica a utilização de sementes sadias e o uso de variedades com porte mais ereto, o que desfavorece a formação de um microclima favorável ao fungo. A aplicação de fungicidas e a rotação de culturas com espécies não hospedeiras também são medidas recomendadas para o controle da doença.





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“Revolução” brasileira levou o agro ao sucesso


Há pouco mais de 50 anos, o Brasil era um país importador de alimentos, com o campo marcado por pobreza e baixa produtividade. A guinada veio com a criação da Embrapa, responsável por revolucionar a agropecuária tropical, desenvolvendo tecnologias como o plantio direto e a tropicalização da soja, que tornaram o país um dos maiores produtores e exportadores agrícolas do mundo. 

Graças a esse avanço, o agronegócio passou a responder por cerca de um quarto do PIB e por mais de 20 milhões de empregos, segundo Décio Gazzoni, pesquisador da Embrapa, membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), da Academia Brasileira de Ciência Agronômica e do Comitê Científico da ABELHA. “Na esteira do sucesso do agronegócio, floresceram cidades no interior do Brasil, plenas de oportunidades de emprego e renda, altamente progressistas e com elevada qualidade de vida. Seu surgimento aplacou a pressão migratória que inchava as periferias das grandes cidades do Brasil, que originaram desafios até hoje difíceis de superar, como atender suas necessidades básicas de saúde, educação, transporte, moradia, segurança e oportunidades de renda”, comenta.

Apesar disso, Gazzoni alerta para um risco iminente: a aposentadoria compulsória de pesquisadores aos 75 anos, como determina a Constituição Federal. Ele próprio, com uma trajetória iniciada na Embrapa em 1974, teme que o Brasil desperdice um valioso patrimônio intelectual, formado ao longo de décadas com recursos públicos, sem mecanismos de aproveitamento do conhecimento acumulado por esses cientistas veteranos.

O pesquisador destaca que muitos dos avanços sustentáveis na agricultura — como o uso de abelhas para aumentar a produtividade e reduzir emissões — foram desenvolvidos por essa geração. Ignorá-la, afirma, é relegar ao esquecimento talentos que ainda têm muito a contribuir. Em países desenvolvidos, há políticas para reter e valorizar esse capital humano. No Brasil, falta uma legislação complementar que garanta essa continuidade.

“O seu conhecimento, a sua experiência, que poderiam contribuir muito mais para o desenvolvimento do Brasil e do mundo será relegada ao baú do tempo, sem qualquer utilidade para a nossa sociedade. Quanto tempo e quanto dinheiro será necessário para que um eventual seu substituto alcance o mesmo nível de excelência? E que, ao atingir, será ceifado da mesma forma que ela o será… Não é assim que são tratados os cientistas de países desenvolvidos, que possuem inúmeros mecanismos para reter sua inteligência a serviço de suas nações e seus povos. Isso pode fazer toda a diferença no desenvolvimento das Nações”, conclui.

 





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