segunda-feira, abril 27, 2026

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Não coloque todas as fichas na La Niña


Desde a primeira semana de maio entramos numa condição de Neutralidade do fenômeno El Niño Oscilação Sul (ENSO). Ou seja, saímos de um El Niño, quando as águas do oceano pacífico equatorial estão mais aquecidas, com valores superiores à +0.5°C acima da média histórica, migrando para uma condição de temperaturas mais próximas à média histórica.

Ao mesmo tempo, praticamente todas as simulações climáticas vinham indicando uma rápida transição para o período de La Niña, quando há um resfriamento das águas no oceano pacífico equatorial.

Apesar do fenômeno ser monitorado nesta região, há alterações nos regimes de chuva e temperaturas em todos os continentes do globo, inclusive no Brasil. Isso se torna extremamente relevante para o produtor brasileiro, visto que ele deve adequar as práticas de cultivo de acordo com o regime climático vigente.

De maneira geral, a condição de La Niña, entre a primavera e verão, pode ser favorável às chuvas no centro-oeste e sudeste, assim como no extremo norte do Brasil. Enquanto que o sul, enfrenta um período com maior restrição de chuvas.


O gráfico indica os valores observados de anomalia de temperatura na região de monitoramento desde o final da condição de El Niño. Valores entre +0,5 e -0,5°C são considerados como a condição de Neutralidade. Fonte: NOAA.

No entanto, o ritmo em que as águas vêm se resfriando está mais lento do que em outras ocasiões, contrariando o indicado por algumas projeções, como por exemplo as simulações do centro norte americano.

 


Previsão para as anomalias de temperatura da superfície do mar na região do Niño3.4 do centro Americano. Fonte: NCEP/NOAA

Por outro lado, o centro Australiano, indica um cenário mais conservador e com menores condições para o surgimento da La Niña. Enquanto a simulação dos EUA indica até 66% de chances para a entrada de uma La Niña, a simulação dos australianos indica uma possibilidade de no máximo 15% para a configuração desta La Niña.


Previsão para as anomalias de temperatura da superfície do mar na região do Niño3.4 do Australiano. Fonte: BOM

O gráfico da previsão por conjunto do Centro Europeu, na região NINO3.4, mostra um declínio gradual das anomalias, indicando uma tendência para condições de La Niña.


Previsão por conjunto para as anomalias de temperatura da superfície do mar, na região do Niño3.4, das simulações realizadas pelo Centro Europeu. Fonte: ECMWF

Embora a maior parte das previsões apontem para a manutenção de anomalias negativas, a intensidade parece ser relativamente fraca, sugerindo que, se uma La Niña se desenvolver, ela poderá ser de curta duração e de fraca intensidade. Isso pode impactar a distribuição de chuvas e a temperatura em algumas regiões agrícolas do Brasil, mas sem o impacto severo de uma La Niña forte e prolongada.

Além disso, ao final de ambas as projeções, caminham para a retomada da Neutralidade nos meses de verão. Sendo que o modelo Australiano, mantém as condições mais propícias para neutralidade durante todo o horizonte de previsão, enquanto que a simulação norte americana indica os valores acima de -0.5°C a partir do trimestre de Janeiro, Fevereiro e Março, com alguns membros indicando até mesmo a possibilidade da retomada de um El Nino, no final do horizonte de previsão, que coincide com o final da safra de verão no Brasil.

Portanto, apostar fortemente nas condições de La Niña nesta Safra de 2024/25 pode não ser a estratégia mais adequada.

Vale ressaltar que a maioria das projeções de longo prazo indicam um quadro de chuvas mais irregulares em grande parte do Brasil, com temperaturas significativamente acima da média. Ainda que as temperaturas não sejam tão extremas quanto as registradas no decorrer da safra de 2023/24.

Possíveis Impactos Climáticos no Plantio da Soja:

Distribuição Irregular das Chuvas:

  • O cenário de neutralidade climática, com possibilidade de La Niña ainda incerta, pode resultar em chuvas irregulares, sobretudo no início da primavera (setembro/outubro), que é justamente o período de plantio da soja nas principais regiões produtoras. Esta irregularidade pode comprometer a germinação e emergência das plântulas, e o estande das lavouras.
  • Para as regiões do Centro-Oeste e Sudeste, historicamente beneficiadas por La Niña com chuvas mais frequentes, a neutralidade pode gerar um padrão de chuvas menos previsível. O agricultor deve estar atento ao monitoramento de curto prazo e localizado, se necessário, ajustar as operações de plantio, talvez postergando o início para garantir que a umidade do solo seja adequada.
  • Já no Sul do Brasil, que enfrenta maior risco de déficit hídrico sob condições de La Niña, a recomendação é adotar práticas conservacionistas de manejo do solo, como o plantio direto, para otimizar a retenção de água e minimizar o impacto de uma possível estiagem durante o ciclo inicial da soja.

Temperaturas Elevadas:

  • Outro ponto de atenção é a expectativa de temperaturas acima da média, ainda que não tão extremas quanto as da safra anterior (2023/24). Temperaturas elevadas podem acelerar o desenvolvimento fenológico da soja, diminuindo o ciclo vegetativo e comprometendo o enchimento de grãos em fases subsequentes.
  • Para mitigar o impacto do calor excessivo, a adubação equilibrada com foco em melhorar a resistência fisiológica das plantas ao estresse térmico, bem como a escolha de variedades adaptadas a condições de maior temperatura, são estratégias importantes.

Janelas de Plantio:

  • Dada a incerteza climática, os produtores devem considerar o escalonamento do plantio, dividindo a semeadura em diferentes períodos, o que reduz o risco de perda total em caso de períodos prolongados de estiagem ou chuvas excessivas.
  • Além disso, a escolha de cultivares de ciclo precoce ou médio pode ser benéfica em regiões onde o regime de chuvas for mais irregular, permitindo que a soja complete seu ciclo antes que uma possível seca afete a fase reprodutiva.

Qualidade da Semeadura:

  • Devido à incerteza climática, uma boa preparação do solo e uma semeadura de precisão são fundamentais para garantir uma população adequada de plantas. Condições de solo com boa retenção de umidade e sem compactação podem ajudar a superar eventuais falhas na emergência devido à irregularidade das chuvas.

Recomendações Básicas para Mitigação de Riscos:

Manejo Integrado de Pragas e Doenças (MIP):

  • Sob um cenário climático mais quente, o desenvolvimento de pragas e doenças pode ser favorecido. Condições de temperatura acima da média e períodos de estresse hídrico podem aumentar a pressão de pragas como a lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis) e o percevejo-marrom (Euschistus heros), exigindo monitoramento constante e aplicação estratégica de defensivos.

Plantio Direto e Manejo de Palhada:

  • O sistema de plantio direto contribui para a manutenção da umidade no solo, aspecto crucial em condições de chuvas irregulares ou escassas. A presença de palhada pode ajudar a minimizar as perdas de água por evaporação, além de melhorar a estrutura do solo para o desenvolvimento das raízes.

Uso de Cultivares Tolerantes:

  • A escolha de cultivares tolerantes ao estresse hídrico e térmico é uma prática cada vez mais recomendada, especialmente em regiões mais vulneráveis a períodos de seca, como o Sul do Brasil durante as condições de La Niña.





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Como prevenir a giberela no trigo


Outro ponto crucial é o momento da pulverização



Outro ponto crucial é o momento da pulverização
Outro ponto crucial é o momento da pulverização – Foto: Seane Lennon

Segundo o coordenador técnico da DigiFarmz, MSc. Eng. Agr. Leonardo Furlani, a giberela, causada pelo fungo Fusarium graminearum, é uma das principais doenças do trigo no Brasil, especialmente na região Sul. A doença pode causar perdas de até 50% na produção e comprometer a qualidade dos grãos devido à presença de micotoxinas como o deoxinivalenol (DON). O controle eficaz da giberela é desafiador, principalmente em anos favoráveis à sua epidemia, tornando-se um gargalo para a produtividade do trigo.

Entre as principais dicas da DigiFarmz para o manejo da giberela está o monitoramento constante das condições climáticas, uma vez que períodos de chuva e temperaturas entre 20°C e 25°C durante o florescimento favorecem a infecção. A escolha da cultivar também é fundamental, pois, embora não existam variedades totalmente resistentes, algumas apresentam maior tolerância à doença. É importante que os produtores conheçam as características de cada cultivar para manejá-las adequadamente.

Outro ponto crucial é o momento da pulverização. O controle com fungicidas deve ser realizado quando 25% a 50% das espigas estiverem florescendo, sempre antes de chuvas previstas. Furlani destaca que o momento de aplicação é mais relevante do que o fungicida utilizado, mas indica triazóis, estrobilurinas e carboxamidas como os mais eficazes, alcançando mais de 80% de controle quando aplicados corretamente. Em condições severas, pode ser necessária a reaplicação de fungicidas com intervalos de 5 a 10 dias.

O uso de ferramentas tecnológicas é cada vez mais importante no manejo de doenças como a giberela, proporcionando aos produtores decisões mais precisas. A plataforma DigiFarmz, por exemplo, combina anos de pesquisa e dados técnicos, ajudando agricultores a adaptar estratégias de controle às suas lavouras. Isso contribui para minimizar os impactos da doença e garantir uma produção de trigo mais eficiente e sustentável.
 





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Oferta elevada pressiona preços da cenoura em Minas Gerais


Eelevada oferta é impulsionada pelo aumento da produtividade




Foto: Pixabay

Pelo terceiro mês consecutivo, os preços da cenoura registraram queda em São Gotardo (MG), um dos principais polos produtores do país. A elevada oferta, impulsionada pelo aumento da produtividade, tem pressionado as cotações e dificultado a rentabilidade para os produtores da região.

Segundo dados informados pelo Cepea, entre 2 e 6 de setembro, a média do preço da caixa de 29 quilos da cenoura “suja” foi de R$ 11,75, uma queda de 14% em relação à semana anterior. Essa tendência de baixa nos preços, que persiste desde junho, coloca o valor abaixo dos custos de produção, o que pode comprometer futuros investimentos no setor. Ainda de acordo com o Cepea, uma recuperação no mercado é esperada entre novembro e dezembro, com o início da colheita da safra de verão.





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Índice de Inflação dos Custos de Produção de julho traz forte elevação de custos, diz Farsul


Inflação dos custos de produção teve alta de 2% e preços recebidos sobem 0,3%




Foto: Divulgação

OÍndice de Inflação dos Custos de Produção (Iicp) de julho registrou uma forte alta de 2% em comparação com o mês anterior. A escalada da inflação do índice se deve, em boa parte, pelo aumento da taxa de câmbio, através do encarecimento dos fertilizantes, que são um custo operacional significativo para o produtor. As informações foram divulgadas pela Assessoria Econômica da Farsul nesta quinta-feira (05).

O Iicp, no acumulado de 12 meses, registra uma inflação de 4,42%. Além do câmbio, o custo com sementes contribuiu para a elevação, visto que o clima prejudicou os rendimentos da safra passada, o que se reflete em maior preço das sementes deste ciclo.

O Índice de Preços Recebidos pelo Produtos Rurais (Iipr) de julho teve uma leva inflação, de 0,3% em relação a junho, alavancado pela alta do arroz, mas que foi equalizado pela perda de preço da soja. A maioria dos outros grãos da cesta se manteve estável ou em queda. Isso se reflete em uma inflação de 2,30% no acumulado dos últimos 12 meses do Iipr.

Já no acumulado do ano, o índice apresenta uma queda de 8,5%, em comparação com a alta de 3,65% do Ipca Alimentos, o que aponta para outros processo inflacionários ao longo da cadeia produtiva.





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6 mil toneladas de milho serão leiloadas para transporte pela Conab


O cereal, referente à safra 2023/2024, será transportado a granel




Foto: Nadia Borges

Segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), será realizado um novo leilão para contratação de frete destinado ao transporte de 6 mil toneladas de milho dos estoques públicos. O pregão está marcado para segunda-feira, 9 de setembro, às 9h30, pelo Sistema de Comercialização Eletrônico (Siscoe) da Conab. O cereal, referente à safra 2023/2024, será transportado a granel.

O milho será retirado do município de Vera, em Mato Grosso, e distribuído para três destinos: Irecê (BA), com um lote de 1,5 mil toneladas; Brasília (DF), com 3,5 mil toneladas; e Campina Grande (PB), que receberá 1 mil toneladas.

A operação faz parte do Programa de Venda em Balcão (ProVB), que oferece milho a preços acessíveis para pequenos criadores de animais. Para participar do leilão, é necessário estar cadastrado no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican) e atender aos requisitos estabelecidos pela Conab.





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competição testa habilidades de mecânicos brasileiros


A Massey Ferguson realizará a segunda temporada do Master Mechanic, o primeiro reality show brasileiro focado no agronegócio. A iniciativa visa destacar as habilidades técnicas dos mecânicos agrícolas e contar as histórias e desafios diários desses profissionais essenciais para o funcionamento do setor agrícola brasileiro, um dos maiores produtores globais de alimentos.

Seis mecânicos, selecionados entre os profissionais das concessionárias da marca, vindos do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul, serão divididos em duplas por sorteio e disputarão o título de melhor mecânico do Brasil em três episódios exibidos nos dias 10, 17 e 24 de outubro no canal do YouTube da Massey Ferguson Brasil.

Nesta edição, o programa traz um novo desafio com a solução de plantio de alta tecnologia formada pelo trator MF 8S e pela plantadeira Momentum. Os competidores enfrentarão provas que testarão suas habilidades na configuração ideal das máquinas, assegurando produtividade e precisão nas atividades.

“Nesta temporada, o foco das provas é a automação, refletindo a evolução tecnológica no setor agrícola. A adequação do conjunto trator e implemento é crucial para garantir que os equipamentos trabalhem em harmonia, entregando a produtividade esperada pelo agricultor. A capacidade dos mecânicos em ajustar e calibrar sistemas automatizados será fundamental, evidenciando a importância do conhecimento em tecnologia e do treinamento contínuo”, explica Bruno Pianca, gerente de serviços da Massey Ferguson.

Pianca destaca que o avanço das tecnologias embarcadas nas máquinas agrícolas tornou indispensável a capacitação dos mecânicos agrícolas. “Hoje, as máquinas agrícolas incorporam um pacote tecnológico extenso, e os mecânicos precisam não apenas saber como fazer ajustes, mas também ter a capacidade de interpretar e entender a tecnologia envolvida. O treinamento se tornou essencial, e o perfil do mecânico evoluiu para um profissional com habilidade em interpretação e aplicação de tecnologia. O setor está atraindo cada vez mais jovens talentos que se destacam pela facilidade em lidar com tecnologias avançadas e pela rápida capacidade de aprendizado”, afirma Pianca.

A competição será comandada por Millena Machado, jornalista e apresentadora com experiência no segmento automotivo. O corpo de jurados inclui José Fernando Schlosser, professor da Universidade Federal de Santa Maria; Cezar Bronzati, do time de serviços AGCO; e Sandra Nalli, fundadora da Escola do Mecânico. Os bastidores e curiosidades do reality serão apresentados pelo produtor rural e influenciador digital Fernando Viana, no perfil @viananalida.

Cada integrante da dupla vencedora receberá, além de troféu exclusivo, R$ 20 mil e uma viagem com acompanhante para Buenos Aires, incluindo uma visita à fábrica da Massey Ferguson, em General Rodriguez.





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Redução de reprovações em EPIs agrícolas no Brasil


O objetivo central do Consórcio é prevenir a exposição humana a pesticidas



O objetivo central do Consórcio é prevenir a exposição humana a pesticidas
O objetivo central do Consórcio é prevenir a exposição humana a pesticidas – Foto: Divulgação

O programa IAC-Quepia anunciou a participação de 40 especialistas de 18 países na reunião anual do Consórcio Internacional de Equipamentos de Proteção Individual na Agricultura, que ocorrerá de 23 a 25 de outubro em Louveira, São Paulo. Esta será a primeira vez que o evento acontece no Brasil e marcará os 10 anos do Consórcio. Coordenado por Hamilton Ramos, o programa IAC-Quepia é uma parceria entre o setor empresarial e o Centro de Engenharia e Automação (CEA) do Instituto Agronômico (IAC), com foco em diretrizes para mitigar riscos químicos em pequenas propriedades agrícolas.

O objetivo central do Consórcio é prevenir a exposição humana a pesticidas, especialmente em propriedades que utilizam pulverizadores costais e semiestacionários. Com 17 anos de pesquisa em EPIs agrícolas, o IAC-Quepia destaca a importância desses equipamentos na proteção dos trabalhadores rurais e na aplicação eficaz de agroquímicos para o controle de pragas, doenças e ervas daninhas.

“Os pesquisadores confirmados são especialistas, representantes de empresas privadas e de órgãos oficiais do setor, de dentro e fora do país. Realizaremos um balanço das atividades do Consórcio desde sua criação, além de discutir o cenário atual de exposição a riscos e planejar o futuro de maneira harmônica.”

Segundo Hamilton Ramos, os integrantes do Consórcio participarão de visitas técnicas para conhecer iniciativas brasileiras, como os treinamentos do Programa Aplique Bem e o laboratório de pesquisa e desenvolvimento do IAC-Quepia. Ramos também destacou que o trabalho de pesquisa do IAC-Quepia no Brasil reduziu significativamente as reprovações de qualidade dos EPIs agrícolas fabricados no país, passando de 80% em 2010 para menos de 20% atualmente.
 





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Exportação de carne suína é a 2ª melhor da história


As exportações brasileiras de carne suína alcançaram 118,1 mil toneladas em agosto de 2024, o segundo melhor resultado mensal da história do setor, com um aumento de 4,7% em relação ao mesmo mês de 2023. A receita em dólares cresceu 9,1%, somando US$ 276,3 milhões, o melhor resultado histórico para agosto. Em reais, o faturamento chegou a R$ 1,534 bilhão, 23,4% superior ao registrado no ano anterior.

Entre janeiro e agosto de 2024, o Brasil exportou 870,2 mil toneladas de carne suína, um aumento de 7,7% em relação ao mesmo período de 2023. Contudo, a receita em dólares caiu 1,6%, somando US$ 1,885 bilhão, enquanto em reais houve crescimento de 3,1%, alcançando R$ 9,888 bilhões. As Filipinas se tornaram o principal destino das exportações brasileiras em agosto, com 28 mil toneladas (+80%). A China ficou em segundo, com 16,3 mil toneladas (-46%), seguida por Chile (12,3 mil toneladas, +48%), Hong Kong (9,5 mil toneladas, +5%) e Japão (8,1 mil toneladas, +170%).

“As exportações brasileiras de carne suína ganharam novos players, com o crescimento do protagonismo das Filipinas e do Chile, com fortes elevações comparativas. O mesmo ocorreu com o Japão, mercado que se destaca pela importação de produtos de alto valor agregado, e que agora é parte dos cinco maiores destinos do produto brasileiro”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

“O Brasil tem expandido sua presença global nas exportações de carne suína, especialmente em um contexto de redução das exportações do principal exportador do mundo, a União Europeia. O saldo em toneladas de janeiro a agosto é o maior obtido nos oito primeiros meses de um ano, esse mês de Agosto é o segundo melhor resultado da série histórica, após o recorde absoluto do mês de julho. Tudo indica para novo recorde de exportações para este ano”, ressalta o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua.
 





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Mato Grosso lidera solicitações de recuperação judicial


Solicitações é o maior desde o início da série histórica, em 2018




Foto: Nadia Borges

De acordo com um levantamento realizado pela Serasa Experian apontam que 76 produtores rurais brasileiros que atuam como pessoa jurídica solicitaram recuperação judicial nos três primeiros meses de 2024. Esse número é o maior já registrado desde o início da série histórica, em 2018, e revela uma tendência preocupante no setor agropecuário, especialmente no segmento de soja e pecuária bovina, que juntos contabilizaram 60% dos pedidos.

Apesar do aumento, o head de agronegócio da Serasa, Marcelo Pimenta, destaca que o setor não está enfrentando uma crise generalizada, já que a maioria dos produtores continua operando de forma estável. “É importante incentivar alternativas como renegociação de dívidas e o Fiagro Reorg para restabelecer a saúde financeira antes de recorrer à recuperação judicial”, afirma Pimenta.

A análise da Serasa também mostra que o modelo preditivo Agro Score pode ajudar a prever instabilidade financeira antes que ocorra inadimplência, permitindo que credores tomem decisões mais seguras. Segundo o levantamento, produtores de grande porte e aqueles sem propriedade, como arrendatários, foram os maiores responsáveis pelos pedidos, com 45 solicitações.

O estado do Mato Grosso liderou o ranking de pedidos de recuperação judicial entre os produtores rurais PJ, com 26 solicitações, seguido de Goiás, com 14. A concentração dos pedidos na região Centro-Oeste reforça a necessidade de acompanhamento mais rigoroso no crédito rural.

Entre os produtores rurais que solicitaram recuperação judicial, o destaque fica para aqueles do setor de soja, que registraram o maior número de pedidos no primeiro trimestre de 2024, totalizando 45 solicitações. A soja, principal commodity do agronegócio brasileiro, enfrenta desafios relacionados a oscilações nos preços internacionais e aumento nos custos de produção, fatores que contribuem para o aperto financeiro de muitos produtores. Esse cenário reforça a necessidade de estratégias eficazes de gestão de risco e crédito para o setor, especialmente em momentos de adversidade econômica.





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Importância da logística na Black Friday


Em 2023, a Black Friday faturou R$ 5,23 bilhões, com um aumento de 1,7% no ticket médio, atingindo R$ 636,66. Esses números destacam a importância da data para a rentabilidade do varejo físico e digital. Para manter vantagem competitiva, as empresas devem integrar processos logísticos eficazes. A nstech, maior plataforma de supply chain na América Latina, oferece mais de 100 soluções integradas, valorizando a logística como diferencial competitivo. A gestão de transporte e entregas é essencial para o sucesso das vendas tanto na Black Friday quanto no e-commerce ao longo do ano.

“Contar com uma solução eficiente de TMS, ou seja, sistema de gerenciamento de transporte, é essencial para o varejo ao longo do ano inteiro, – e principalmente durante a Black Friday – isso porque a gestão permite que as lojas físicas ou online conectem suas transportadoras aos canais de venda. Dessa forma, a operação logística adquire mais automação, confiabilidade de dados para tomada de decisão, redução de custos e escalabilidade ao longo da jornada de compra”, analisa Mário Rodrigues, CEO da Frete Rápido, ferramenta da nstech líder em TMS para e-commerce na América Latina.

O especialista destaca vários benefícios do uso de soluções de gerenciamento de transporte para a Black Friday. A cotação ágil de frete permite obter opções de entrega em até 20 milissegundos, enquanto o filtro de resultados define preços e prazos no checkout, com regras de frete para aumentar as vendas. A consolidação de volumes pode gerar economias de 20% a 40% no valor do frete, e o rastreamento multicanal via e-mail e WhatsApp melhora a experiência do cliente. Além disso, a auditoria de frete reduz divergências, enquanto a gestão 360º e a análise preditiva aumentam a conversão de vendas. O TMS da Frete Rápido também possibilita calcular e neutralizar emissões de CO2, integrando ações de ESG no processo de entrega.

“Ferramentas de gestão de transporte e entregas envolvem investimento em automação e tecnologia por parte das empresas. Isto é, a automação pode simplificar e agilizar processos logísticos também por meio de gerenciamento de pedidos e rastreamento de entregas. E, nesse sentido, utilizar tecnologia para obter integração da cadeia logística é essencial para otimizar a operação e lidar com o aumento da demanda de forma eficiente”, finaliza Rodrigues.
 





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