domingo, abril 26, 2026

Política & Agro

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Registro de queimadas em setembro é 30% maior que a média do mês


Dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), já colocam 2024 como um dos anos com maior quantidade de focos de queimada na última década. Setembro já contabilizou mais de 80 mil focos, cerca de 30% acima da média histórica, registrada desde 1998 pelo Inpe. Mesmo que a quantidade de focos não extrapole as médias históricas nos últimos três meses do ano, 2024 terá o maior número de focos desde 2010, quando o Brasil teve 319.383 registros.

Os dados indicam que essa média pode ser superada, pois o mês de setembro teve aumento de 311%, passando de 18 mil focos em 2023 para 75 mil em 2024.

Centro-Oeste puxa altas 

O levantamento do Inpe indica aumento consistente nos focos em todas as regiões do país, em relação a 2023, com destaque para o Centro-Oeste, que teve três unidades com mais aumentos neste ano: Mato Grosso do Sul, com 601% e 11.990 focos em 2024; o Distrito Federal, com 269%, ainda que com apenas 318 focos; e Mato Grosso, 217%, com 45 mil focos, tornando-se o estado com o maior número no país neste ano, ultrapassando o Pará. Os números em Mato Grosso são mais fortes em setembro, quando foi responsável até agora por 23,8% dos focos do país ou 19.439 registros. O Pará também teve grande quantidade de queimadas no mês: 17.297 focos, ou 21,2% de todos os registros.

Completam o ranking dos maiores aumentos dois estados do Sudeste, com números totais de queimadas menos representativos, porém com grande aumento: São Paulo e o Rio de Janeiro. O aumento para os paulistas foi de 428% em setembro, com 7855 focos ativos. No Rio, foi de 184%, ou 1074 focos.

Em São Paulo, grande parte dos focos esteve concentrada em setembro, quando o estado registrou 2.445 focos ativos, 3% das ocorrências em todo o território nacional. Nas últimas 48 horas, o estado registrou 65 focos ativos, de acordo com  o Inpe. A Defesa Civil estadual informou que quatro municípios registraram focos nesse domingo (29), entre eles Luiz Antônio, na região de Ribeirão Preto, onde o combate se concentra na Estação Ecológica do Jataí. Somente lá atuam 133 agentes, entre defesa civil, bombeiros, brigadistas e voluntários. São 42 veículos, entre caminhões pipa, tratores e camionetes 4×4. Usinas da região uniram-se à força-tarefa enviando brigadistas e veículos de apoio. Seis aeronaves, sendo quatro aviões e dois helicópteros, também foram mobilizados nessa frente. 

Desde o começo das medições, o país teve mais de 300 mil focos apenas em seis anos: 2002, 2003, 2004, 2005, 2007 e 2010. Neste ano de 2024 caminha para a volta dessa marca. Com seus 208 mil focos registrados, está atrás somente dos totais de 2020, com 222.797 focos, e 2015, com 216.778, considerando apenas os últimos dez anos.





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Alta no trigo exige cautela dos moinhos


Entre os principais fatores de alta, destacam-se problemas climáticos




Aqueles que conseguiram coberturas a valores mais baixos, como US$ 560 e US$ 525, garantem melhores margens
Aqueles que conseguiram coberturas a valores mais baixos, como US$ 560 e US$ 525, garantem melhores margens – Foto: Canva

De acordo com informações da TF Agroeconômica, os moinhos devem se preparar para um potencial de alta nos preços do trigo nos próximos meses. A recomendação é que ordens de compra sejam colocadas ao redor de US$ 580, com uma projeção de saída em torno de US$ 640, o que permitiria uma cobertura de até R$ 120 por tonelada nos custos das matérias-primas. 

Aqueles que conseguiram coberturas a valores mais baixos, como US$ 560 e US$ 525, garantem melhores margens, de R$ 160 e R$ 230 por tonelada, respectivamente. Para cooperativas e cerealistas, as oportunidades de ganho podem variar de R$ 7,20 a R$ 13,80 por saca, dependendo do momento de entrada no mercado futuro.

Entre os principais fatores de alta, destacam-se problemas climáticos na Rússia e na Europa, como a falta de umidade nas áreas produtoras e uma queda na oferta de trigo mole na União Europeia, cuja produção foi revisada de 116,10 para 114,60 milhões de toneladas. No Brasil, a safra de trigo no Paraná deverá atingir apenas 2,58 milhões de toneladas, uma queda significativa de 29% em relação ao ciclo anterior, o que aumentará a demanda por importações, principalmente de países como Argentina, Paraguai e Uruguai.

Por outro lado, fatores de baixa incluem a desaceleração das exportações americanas, com vendas de apenas 159,9 mil toneladas, e a pressão das vendas dos agricultores após a recente recuperação dos preços. Além disso, o Mar Negro continua a exportar rapidamente, com a Ucrânia embarcando 5,80 milhões de toneladas de trigo até o momento, um aumento de 85,90% em relação ao mesmo período de 2023.
 





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Outubro terá bandeira tarifária mais cara do sistema nas contas de luz


A bandeira tarifária para o mês de outubro será vermelha patamar 2, com cobrança extra de R$ 7,877 na conta de luz para cada 100 quilowatts-hora (kWh) de energia elétrica consumidos. Esta é a primeira vez, desde agosto de 2021, que a bandeira mais cara do sistema criado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é acionada.

Segundo a Aneel, um dos fatores que determinaram o acionamento da bandeira vermelha patamar 2 foi o risco hidrológico, ou seja, a baixa previsão de chuva para os reservatórios das hidrelétricas. Também teve influência a elevação do preço do mercado de energia elétrica em outubro.

Uma sequência de bandeiras verdes foi iniciada em abril de 2022 e interrompida apenas em julho de 2024 com bandeira amarela, seguida da bandeira verde em agosto, e da vermelha, patamar 1, em setembro. No mês passado, a Aneel chegou a anunciar a bandeira vermelha patamar 2 para setembro, mas corrigiu a informação dias depois. 

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias, considerando fatores como a disponibilidade de recursos hídricos, o avanço das fontes renováveis, bem como o acionamento de fontes de geração mais caras como as termelétricas.

As cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração, sendo a bandeira vermelha a que tem custo maior, e a verde, sem custo extra.

Segundo a Aneel, as bandeiras permitem ao consumidor um papel mais ativo na definição de sua conta de energia. “Ao saber, por exemplo, que a bandeira está vermelha, o consumidor pode adaptar seu consumo para ajudar a reduzir o valor da conta”, avalia a agência.





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Índia retoma exportações de arroz branco não-basmati


A medida é vista como um alívio para o mercado global





Foto: Divulgação

A Índia autorizou no último sábado, 28 de setembro, a retomada das exportações de arroz branco não-basmati, à medida que seus estoques cresceram e os agricultores se preparam para colher uma nova safra nas próximas semanas. Segundo dados divulgados pelo Infoarroz, essa decisão pode fortalecer o abastecimento global e reduzir os preços internacionais do grão.

A medida, vista como um alívio para o mercado global, deve pressionar outros grandes exportadores, como Paquistão, Tailândia e Vietnã, a ajustarem seus preços para competir, afirmam comerciantes. Nova Délhi estabeleceu um preço mínimo de US$ 490 por tonelada para as exportações de arroz branco não-basmati, conforme uma ordem do governo. Isso ocorreu um dia após a redução da taxa de exportação desse tipo de arroz para zero.

A decisão segue uma série de flexibilizações nas restrições de exportação de variedades premium, como o arroz basmati aromático e o arroz parboilizado. Na sexta-feira, o governo indiano também reduziu o imposto sobre o arroz parboilizado de 20% para 10%.

Ainda este mês, o governo eliminou o preço mínimo de exportação do arroz basmati, respondendo a pedidos de milhares de agricultores que buscavam acesso a mercados internacionais lucrativos, como Europa, Oriente Médio e Estados Unidos.





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é preciso punir apenas responsáveis por incêndios


FPA frisa que a punição deve recair exclusivamente sobre os responsáveis




Embargo de propriedades rurais gera impactos imediatos e severos na vida dos produtores
Embargo de propriedades rurais gera impactos imediatos e severos na vida dos produtores – Foto: Arquivo Agrolink

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) divulgou uma nota oficial reafirmando a importância do Decreto Federal nº 12.189/2024, que tem como objetivo intensificar o combate aos incêndios criminosos no campo. A entidade destaca a necessidade urgente de aplicar as sanções e embargos de maneira adequada, garantindo que somente os responsáveis por esses crimes sejam penalizados. A FPA ressalta que o produtor rural, cuja propriedade é atingida por incêndios criminosos, também é vítima dessas ações.

Segundo a nota, o embargo de propriedades rurais gera impactos imediatos e severos na vida dos produtores, incluindo o bloqueio do acesso ao crédito rural. Essa situação inviabiliza o financiamento das safras e impede a continuidade das atividades agrícolas, trazendo consequências irreparáveis, mesmo que a inocência do produtor seja comprovada posteriormente. Por isso, a FPA solicita que os processos de embargo respeitem o direito ao contraditório e à ampla defesa.

A entidade frisa que a punição deve recair exclusivamente sobre os responsáveis pelos crimes, de modo a evitar que produtores inocentes sejam penalizados injustamente. Isso é essencial para evitar danos econômicos irreversíveis, que não poderiam ser compensados posteriormente por vias judiciais. A FPA reforça que a proteção ambiental e a produção agrícola podem coexistir, desde que as sanções sejam aplicadas de forma justa e direcionada.

Por fim, a FPA reafirma seu compromisso com a defesa dos produtores rurais, responsáveis por sustentar a economia e garantir o emprego de milhões de brasileiros. A entidade enfatiza a necessidade de combater os crimes no campo sem prejudicar injustamente quem é vítima desses atos criminosos.





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Comitiva chinesa conhece terminal do Porto de Santos


Representantes da GACC estiveram nesta quinta-feira (26) no Porto de Santos





Foto: Mapa

Representantes da Administração Geral de Alfândega da China (GACC) estiveram nesta quinta-feira (26) no Porto de Santos, onde se reuniram com a Autoridade Portuária e conheceram um dos terminais de exportação de grãos.

A comitiva, liderada pelo vice-ministro chinês, Zhao Zenglian, foi recebida pelo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Goulart, pelo diretor do Departamento de Negociações Não-Tarifárias e de Sustentabilidade da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, Augusto Billi, e outros dirigentes do Mapa.

Os chineses ficaram bem impressionados com a estrutura, o sistema de controle e os números do Porto. Na visita, a comitiva pode ver como são realizados os controles e a amostragem de grãos, trabalhos realizados pelos auditores fiscais agropecuários que atuam no porto.

A China é o principal parceiro comercial do Brasil no setor agrícola, respondendo por 33,91% das exportações do país. Nos primeiros oito meses deste ano, o Brasil exportou aproximadamente US$ 38 bilhões em produtos agrícolas para o mercado chinês, com 68% desse total provenientes do complexo da soja. Na terça-feira (24), em Brasília, o Mapa e a comitiva discutiram temas estratégicos para a ampliação do comércio agropecuário entre Brasil e China, com foco na revisão e atualização de protocolos sanitários e fitossanitários, fortalecendo ainda mais a parceria entre os dois países.





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Sojicultor bate recorde com 137,28 sacas por hectare


João Lincoln Reis Veiga, sojicultor de Nepomuceno (MG), alcançou a marca de 137,28 sacas de soja por hectare em sua propriedade, a Fazenda Congonhal. O feito foi conquistado no último Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB). Segundo Veiga, a chave para o sucesso está na combinação entre o uso de tecnologias avançadas e uma equipe altamente comprometida.

Tecnologia e equipe afinada: os segredos para alta produtividade

Veiga afirma que a produtividade recorde não seria possível sem a tecnologia. “A tecnologia nos oferece conhecimento de alto nível, seja por meio de equipamentos, fertilizantes ou defensivos. Hoje, conseguimos analisar o genoma das plantas ainda nas folhas, sem a necessidade de colheita, o que proporciona um incremento significativo na lavoura”, explica.

Além das inovações tecnológicas, como o uso de equipamentos guiados por satélites e insumos avançados, o sojicultor destaca a importância da equipe. “O time precisa estar bem afinado e comprometido. Sem pessoas, não conseguimos fazer nada”, ressalta. Para ele, atender às demandas da planta no momento certo é crucial para o sucesso da safra.

A força do controle biológico

Outro ponto fundamental para o sucesso na fazenda de Veiga é o uso do controle biológico. Ele conta que, nos últimos cinco anos, o manejo biológico se tornou essencial. “A planta vem com mais vigor e agradece. Temos usado regularmente e alcançado ótimos resultados”, comenta.

Expectativas para o próximo desafio

Veiga, que já é destaque na sojicultura do Sudeste, está otimista para o próximo Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja. Apesar do desejo de manter ou superar a marca, ele reconhece que o fator sorte também tem grande influência no setor agrícola. “Vivemos em uma indústria a céu aberto, e dependemos de fatores externos. Mas o planejamento será essencial para continuar nessa jornada de alta produtividade”, conclui.





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Chuvas irregulares e calor intenso marcam início da semana no Brasil Central


Temperaturas seguem elevadas





Foto: Pixabay

Enquanto o Sul do Brasil se prepara para a chegada de uma frente fria, o restante do país segue com temperaturas elevadas e chuvas irregulares. Gabriel Rodrigues, meteorologista do Portal Agrolink, destaca que o calor extremo predomina no Centro-Oeste e no Norte do Brasil, mesmo em áreas com instabilidades, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará e Tocantins.

“As precipitações nessas regiões ocorrem de maneira bastante irregular, tanto nos volumes quanto nas áreas atingidas, com pancadas isoladas que podem ser localmente fortes”, explica Gabriel. A tendência é que esse padrão se mantenha, com chuvas rápidas e localizadas, especialmente em áreas do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O meteorologista ainda ressalta que o período seco está chegando ao fim nessas regiões, mas sem sinais de formação da Zona de Convergência do Atlântico Sul nas próximas semanas, sistema crucial para regular o período chuvoso no centro do país.

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No Norte, as chuvas começam a se tornar mais recorrentes, principalmente no Amazonas, Acre e Rondônia, enquanto o Nordeste do Brasil continua dentro da expectativa de tempo seco para esta época do ano.





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o impacto da nova lei do combustível do futuro


A recente aprovação da Lei do Combustível do Futuro traz perspectivas de transformações significativas para o setor de biodiesel no Brasil, especialmente com o aumento da demanda por soja. Segundo o engenheiro agrônomo João Pedro Cuthi Dias, 90% do biodiesel produzido no país é derivado do óleo de soja, mas a nova lei também abre espaço para a diversificação das fontes de oleaginosas utilizadas na produção. Essa diversificação é essencial para ampliar a capacidade produtiva e atender à demanda crescente.

Dias destaca que uma das alternativas seria aproveitar as áreas que ficam sem cultivo após a colheita da soja, possibilitando o plantio de outras oleaginosas, como a carinata, que tem mostrado potencial promissor. Ele menciona que culturas como o cramber, pouco conhecida no Brasil, também possuem elevado teor de óleo e se adaptam bem ao clima do Centro-Oeste. “Precisamos desenvolver novos materiais e criar protocolos de produção para culturas que podem ser introduzidas no ciclo agrícola após a soja”, afirma.

Desafios na indústria e no campo

Além de diversificar as fontes de produção, Dias ressalta a importância de pesquisas na área de motores para garantir que os equipamentos agrícolas e industriais consigam utilizar esses novos combustíveis de maneira eficiente. Ele aponta que, em algumas regiões do Brasil, há desafios técnicos, como o uso de biodiesel em motores no inverno, quando o combustível pode formar borra e comprometer o funcionamento de bombas injetoras.

Ele também enfatiza a necessidade de uma agricultura regenerativa que leve em consideração a sustentabilidade e a pegada de carbono. “Não se trata apenas de produzir biodiesel; precisamos criar sistemas agrícolas que melhorem a qualidade do solo e reduzam as emissões de gases de efeito estufa”, explica Dias. Isso incluiria o uso de insumos regionais, como fosfato natural e silicatos de potássio, e a adoção de biotecnologias que minimizem o uso de fertilizantes sintéticos.

A aviação e o desafio do querosene verde

Outro ponto destacado pelo engenheiro agrônomo é o impacto da nova lei no setor de aviação, que será incentivado a utilizar combustíveis sustentáveis. Dias explica que o desenvolvimento do querosene verde, produzido a partir de óleos vegetais ou graxas de origem animal, é fundamental para a descarbonização da aviação. No entanto, ele alerta que a produção desse combustível exige uma série de pesquisas e cuidados rigorosos, pois sua utilização envolve variações extremas de temperatura nas altas altitudes.

“O querosene verde tem um papel crucial na redução das emissões de gases de efeito estufa pela aviação, mas precisamos garantir que ele atenda aos padrões de segurança e eficiência”, alerta.

O futuro do combustível verde no Brasil

João Pedro Cuthi Dias vê grandes oportunidades para o Brasil se destacar no mercado de combustíveis verdes, tanto no setor agrícola quanto na indústria. Ele cita o exemplo da exportação de sebo bovino para os Estados Unidos, onde é utilizado na produção de querosene verde, como um indício de que o país já está inserido nesse contexto global.

O engenheiro agrônomo conclui sua análise reforçando a importância da pesquisa e do desenvolvimento de novas tecnologias para garantir que o Brasil possa, de fato, aproveitar todo o potencial da Lei do Combustível do Futuro. “Precisamos investir em inovação e adaptar nossa produção para atender às demandas desse novo cenário”, finaliza.





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Nova frente fria avança e traz temporais para o Sul


Precipitações devem reduzir a velocidade de descida dos rios





Foto: Arquivo

A semana começou com a formação de uma nova frente fria no Sul do Brasil, prometendo chuvas intensas e possibilidade de queda de granizo, conforme alertou Gabriel Rodrigues, meteorologista do Portal Agrolink. Segundo ele, as instabilidades inicialmente estão concentradas no Uruguai, mas devem avançar ao longo do dia para o sul do Rio Grande do Sul, com potencial para eventos climáticos adversos na noite desta segunda-feira, 30 de setembro de 2024.

“Até o final de terça-feira, as instabilidades atingirão Santa Catarina, com acumulados expressivos de chuva, podendo superar 80 mm”, afirma Gabriel. O meteorologista também alerta que essas precipitações devem reduzir a velocidade de descida dos rios, que subiram após as fortes chuvas da semana passada.

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Além disso, o fenômeno conhecido como “pré-frontal” trará temperaturas elevadas para os três estados da região Sul antes da chegada efetiva das chuvas. O cenário reforça a tendência de tempo adverso, com mais eventos de granizo ao longo da primavera.





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