quarta-feira, março 25, 2026

Política & Agro

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Guaíba pode voltar à cota de inundação no domingo (29), alerta IPH/UFRGS



Nível do Guaíba deve subir novamente com chuvas e ventos no RS




Foto: Redes Sociais

Após um período de lenta redução no nível da água, o Lago Guaíba pode voltar a registrar inundações a partir deste domingo (29), segundo projeções divulgadas nesta sexta-feira (27) pelo Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da UFRGS. Às 12h15, a régua da Usina do Gasômetro marcava 3,30 metros — em queda nas últimas 24 horas —, mas os modelos indicam nova elevação nos próximos dias, impulsionada por chuvas intensas e ventos fortes.

De acordo com o Grupo de Pesquisas em Hidrologia de Grande Escala (HGE), vinculado ao IPH/UFRGS, há possibilidade de o nível atingir novamente a cota de inundação (3,6 metros) durante a semana que vem. A expectativa é de que os efeitos do mau tempo sejam sentidos já no domingo, com ondas e rápida elevação do nível d’água causadas pela ação dos ventos.

O instituto reforça o alerta para o risco de alagamentos nas áreas urbanas de Porto Alegre e regiões vizinhas. A população deve ficar atenta às atualizações meteorológicas e, principalmente, às orientações da Defesa Civil. As previsões indicam que o volume de precipitação no final de semana será significativo, o que pode impactar diretamente o sistema de drenagem das cidades.

O IPH/UFRGS mantém o monitoramento e deve divulgar novos boletins conforme o avanço das condições meteorológicas. A recomendação é redobrar os cuidados em áreas de risco, evitar deslocamentos desnecessários durante as chuvas e acompanhar os canais oficiais de comunicação das autoridades.





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Soja recua em Chicago com clima favorável nos EUA



A pressão baixista decorre de um cenário climático positivo no Meio-Oeste dos EUA



A pressão baixista decorre de um cenário climático positivo no Meio-Oeste dos EUA
A pressão baixista decorre de um cenário climático positivo no Meio-Oeste dos EUA – Foto: Bing

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago encerraram o pregão desta quinta-feira (26) em baixa, pressionados por boas condições climáticas nas lavouras norte-americanas e pela ausência de grandes compradores no mercado internacional, segundo a TF Agroeconômica. O contrato de julho, referência para a safra brasileira, caiu 0,24%, fechando a US\$ 1.022,75/bushel. Já o contrato de agosto recuou 0,17%, a US\$ 1.027,75/bushel. O farelo de soja para julho caiu 1,85%, a US\$ 270,9/ton curta, enquanto o óleo de soja subiu 1,35%, cotado a US\$ 52,52/libra-peso.

A pressão baixista decorre de um cenário climático positivo no Meio-Oeste dos EUA, com previsões de chuvas acima da média para os próximos 6 a 14 dias, favorecendo o desenvolvimento da safra 2024/2025. Ao mesmo tempo, a demanda global continua enfraquecida. A China (principal compradora mundial) ainda não realizou compras significativas da nova safra americana. Em um movimento pontual, o país asiático fez uma compra-teste de 30 mil toneladas de farelo de soja da Argentina, o primeiro negócio do tipo desde 2019.

O relatório semanal do USDA reforçou o tom neutro do mercado, com vendas de soja 2024/2025 totalizando 402,9 mil toneladas — abaixo das 539,5 mil da semana anterior, mas dentro do intervalo esperado pelos analistas (200 mil a 600 mil toneladas). Para a safra 2025/2026, foram registradas 156,2 mil toneladas, acima da semana anterior e da expectativa de 0 a 150 mil toneladas. A ausência da China, o ritmo moderado das exportações brasileiras e a continuidade de boas condições climáticas nos EUA mantêm a pressão sobre os preços, que já acumulam cinco sessões consecutivas de queda.

 





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Soja ainda impactada pela logística


No mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul, a precificação mudou para o julho, e os preços foram de R$ 137,00 para 30/07 (entregas de 15/07 a 30/07), segundo informações da TF Agroeconômica. “Melhores preços estão para o agosto, que marcou R$ 140,00 entrega agosto cheio e pagamento em 29/08. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 132,00 Cruz Alta – Pgto. 15/08 – para fábrica R$ 132,00 Passo Fundo – Pgto. agosto R$ 132,00 Ijuí – Pgto. 15/08 – para fábrica R$ 132,00 Santa Rosa / São Luiz – Pgto. 15/08 Preços de pedra em Panambi caíram para R$ 119,00 a saca ao produtor”, comenta.

A safra de soja está finalizada em Santa Catarina, mas a comercialização segue lenta, pressionada por prêmios e cotações em queda. Com a cevada ganhando destaque na safra de inverno, cresce a preocupação com a logística e a armazenagem. No porto de São Francisco, a soja foi cotada a R$ 134,71 (-0,57%).

Paraná fecha safra de soja com foco no planejamento da próxima temporada. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 133,35 (+0,28%). Em Cascavel, o preço foi 117,95 (-0,99%). Em Maringá, o preço foi de R$ 120,92 (+0,24%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 122,04 (+1,11%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$134,71 (+0,21%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 130,00”, completa.

Logística instável desafia comercialização no Mato Grosso do Sul. “O bom desempenho da safra no campo traz, portanto, desafios logísticos relevantes. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 118,24 (-0,05%), Campo Grande em R$ 118,24 (-0,05%), Maracaju em R$ 118,24 (-0,05%), Chapadão do Sul a R$ 109,77 (-0,16%), Sidrolândia a em R$ 118,24 (-0,05%)”, indica.

Superprodução pressiona armazenagem e logística em Mato Grosso. “Campo Verde: R$ 113,09 (+0,34%). Lucas do Rio Verde: R$ 108,82 (+1,54%), Nova Mutum: R$ 108,82 (+1,54%). Primavera do Leste: R$ 113,09 (+0,34%). Rondonópolis: R$ 113,09 (+0,34%). Sorriso: R$ 108,82 (+1,54%)”, conclui.

 





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Milho fecha em baixa na B3 e em Chicago



Na B3, o vencimento julho/25 fechou a R\$ 63,95



Na B3, o vencimento julho/25 fechou a R\$ 63,95
Na B3, o vencimento julho/25 fechou a R\$ 63,95 – Foto: Pixabay

As cotações do milho encerraram a quinta-feira (26) em queda tanto na Bolsa Brasileira (B3) quanto na Bolsa de Chicago (CBOT), influenciadas pela expectativa de boas safras nos Estados Unidos e no Brasil. Segundo a TF Agroeconômica, o mercado segue pressionado por fatores climáticos favoráveis no cinturão do milho norte-americano e pelo avanço da colheita da segunda safra no Brasil.

Na B3, o vencimento julho/25 fechou a R\$ 63,95, com recuo diário de R\$ 0,36, mas ainda acumulando alta de R\$ 0,88 na semana. Já o contrato setembro/25 terminou o dia cotado a R\$ 66,79, baixa de R\$ 0,25 no dia e de R\$ 0,89 na semana. A valorização do real frente ao dólar, que fechou abaixo da média móvel semanal, também contribuiu para tirar competitividade das exportações brasileiras, pressionando ainda mais os preços internos.

Em Chicago, os contratos de milho renovaram as mínimas dos últimos meses. O contrato de julho caiu 0,18%, ou \$ 0,75 cents/bushel, fechando em \$ 409,50. Já o contrato de setembro recuou 0,25%, ou \$ 1,00 cents/bushel, encerrando em \$ 404,00. O mercado repercute a expectativa de que o USDA indique uma leve ampliação da área plantada nos EUA, o que reforça as apostas de uma safra americana robusta neste ciclo.

Com o cenário climático favorável nos EUA, o avanço da colheita da safrinha no Brasil e a valorização cambial, o mercado de milho enfrenta forte pressão baixista nos dois principais centros globais de negociação. As vendas combinadas das safras nova e velha foram menores que as da semana anterior, mas dentro do esperado pelo mercado.





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Milho segue na mesma: Entenda


O mercado de milho continua travado no Rio Grande do Sul por conta da lentidão na colheita, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “Os preços se mantêm estáveis nas principais regiões produtoras: R$ 66,00 em Santa Rosa e Ijuí, R$ 67,00 em Não-Me-Toque, R$ 68,00 em Marau e Gaurama, R$ 69,00 em Seberi e R$ 70,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. Mesmo com ofertas entre R$ 66,00 e R$ 68,00 no interior, os vendedores continuam firmes nos preços e evitam aceitar valores menores”, comenta.

Com safra recorde e mercado congelado, a situação de Santa Catarina segue a mesma. “No Planalto Norte, os preços pedidos seguem firmes em R$ 82,00 por saca, enquanto as ofertas não passam de R$ 79,00. Em Campos Novos, a diferença é ainda maior, com pedidos entre R$ 83,00 e R$ 85,00 contra ofertas CIF de até R$ 80,00, o que trava as negociações. A média estadual está em R$ 71,00, mas varia bastante entre regiões: R$ 72,70 em Joaçaba, R$ 77,13 em Chapecó, R$ 62,00 em Palma Sola (Coopertradição) e R$ 66,00 em Rio do Sul (Cravil)”, completa.

A instabilidade climática exige cautela dos produtores paranaenses. “O impasse entre produtores, que mantém preços firmes, e compradores cautelosos continuam travando as negociações. Nos Campos Gerais, o milho disponível é ofertado a R$ 76,00 por saca FOB, com registros isolados a R$ 80,00, enquanto as ofertas CIF para junho permanecem em R$ 73,00, voltadas à indústria de rações”,indica.

Mercado em baixa e colheita lenta no Mato Grosso do Sul. “As cotações recentes indicam quedas generalizadas, porém menos intensas: R$ 47,80 em Dourados, R$ 52,00 em Campo Grande, R$ 50,00 em Maracaju, R$ 53,00 em Sidrolândia e R$ 47,33 em Chapadão do Sul, que tenta se recuperar após forte queda na semana anterior”, conclui.

 





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especialistas discutem tecnologia e legislação em Santa Maria/RS



UFSM recebe evento técnico sobre aplicação e regulamentação de defensivos agrícolas




Foto: Divulgação

A Sociedade de Agronomia de Santa Maria (SASM) promove, no dia 1º de julho de 2025, o Encontro Técnico sobre Herbicidas Hormonais, reunindo especialistas no auditório Flavio Miguel Schneider, no Centro de Ciências Rurais da UFSM. O evento gratuito começa às 14h e é voltado a profissionais, estudantes e interessados no manejo responsável de defensivos agrícolas.

Segundo a organização, o objetivo é discutir as tecnologias mais recentes, os desafios regulatórios e o uso seguro dos herbicidas hormonais, com foco especial nas realidades do Rio Grande do Sul. A programação inclui palestras técnicas, roda de conversa e a participação de representantes da Mútua e do CREA-RS.

De acordo com o cronograma, a abertura ocorre às 14h, com recepção dos participantes e distribuição de material informativo. Na sequência, às 14h15, o engenheiro civil Gilmar Amaral Piovezan apresenta o plano Mútua. Às 14h30, o engenheiro agrônomo André da Rosa Ulguim ministra a palestra “Características e uso de mimetizadores de auxinas”.

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Na sequência, às 15h, o engenheiro agrônomo Fernando Christian Thiesen Turna aborda as normas vigentes na apresentação “Legislação aplicada ao comércio e uso de hormonais no Rio Grande do Sul”. Após um intervalo para coffee break às 16h, a programação retorna com a palestra “Tecnologia de aplicação para herbicidas hormonais”, com o engenheiro agrônomo Adriano Arrué Melo, às 16h15.

Encerrando o evento, será realizada uma roda de conversa às 17h30, com espaço para troca de experiências e recepção de novos associados da SASM.

O evento conta com apoio institucional do Centro de Ciências Rurais da UFSM e da Coordenação do Curso de Agronomia (Coordagro), além do patrocínio da Mútua-RS e do CREA-RS.





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Preços do trigo seguem em queda



No Paraná, a valorização do real frente ao dólar barateou ainda mais o trigo de fora



No Paraná, a valorização do real frente ao dólar barateou ainda mais o trigo importado
No Paraná, a valorização do real frente ao dólar barateou ainda mais o trigo importado – Foto: Canva

O mercado do trigo brasileiro enfrenta uma conjuntura atípica: em pleno período de entressafra, os preços seguem em queda, contrariando as expectativas dos produtores. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário é marcado por excesso de oferta, demanda enfraquecida, importações aquecidas e fatores cambiais que favorecem o produto estrangeiro.

No Rio Grande do Sul, o plantio da nova safra está praticamente parado devido às chuvas intensas, o que já causa estresse fisiológico nas plantas e perdas em algumas lavouras. A comercialização da safra velha segue travada, com embarques somente para agosto e preços entre R\$ 1.330 a R\$ 1.430/tonelada. A pressão sobre os moinhos é grande, com margens apertadas diante de contratos em renovação, dólar baixo e concorrência do trigo importado. As exportações também recuam, com cotações em torno de R\$ 1.280,00/t. O preço da pedra em Panambi se manteve em R\$ 70/saca.

Em Santa Catarina, a oferta de trigo argentino para dezembro custa apenas R\$ 60/t a mais que o nacional. A demanda segue enfraquecida, os estoques elevados e a sobra de sementes ampliou a disponibilidade. Os preços pagos aos triticultores seguem estáveis: R\$ 78/saca em Canoinhas, R\$ 75 em Chapecó e R\$ 76 em Joaçaba. A CONAB prevê queda de 6,3% na produção do estado, mesmo com aumento de área, em função da queda na produtividade.

No Paraná, a valorização do real frente ao dólar barateou ainda mais o trigo importado. Há grande oferta, especialmente de trigo argentino e paraguaio, com preços ao redor de R\$ 1.500 CIF para agosto e dezembro. A média de preços pagos ao produtor caiu 0,70% na última atualização do Deral, para R\$ 78,70/saca, com lucro estimado em 7,03%, ainda positivo, mas em declínio. Mesmo com estoques ajustados e previsão de menor produção nacional, os preços seguem pressionados no curto prazo.

 





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Desafios atrapalham Plano Safra



O primeiro ponto de preocupação é o aumento da taxa Selic



O primeiro ponto de preocupação é o aumento da taxa Selic
O primeiro ponto de preocupação é o aumento da taxa Selic – Foto: Canva

O novo Plano Safra, previsto para ser lançado na próxima semana, surge em meio a um cenário desafiador para o agronegócio. De acordo com Victor Lima, Assistente de Negócios na Sicredi Empresarial, três pontos exigem atenção especial: juros elevados, baixa execução do plano anterior e o enfraquecimento do seguro rural.

O primeiro ponto de preocupação é o aumento da taxa Selic para 15%, o maior nível desde 2006. Essa elevação impacta diretamente os custos de crédito rural, tanto para custeio quanto para investimentos, tornando o acesso ao financiamento mais oneroso. No segundo ponto, Lima alerta para o descasamento entre promessa e execução no ciclo anterior: apenas cerca de 70% do montante anunciado foi realmente implementado, mesmo com a Selic em patamar mais baixo (10,5%).

O terceiro ponto, considerado o mais crítico, é o enfraquecimento das políticas de proteção ao produtor. O corte de R\$ 455 milhões no orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) reduz drasticamente a cobertura, de 14 milhões de hectares em 2021 para menos de 5 milhões em 2025. Além disso, o Proagro terá seus limites reduzidos e novas exigências a partir de julho.

Com menos apoio em seguros e mais barreiras no crédito, o risco no campo aumenta. Como destaca Lima, o governo ainda não trata o seguro rural como investimento estratégico. A falta de previsibilidade pode levar a novos pedidos de renegociação de dívidas e medidas emergenciais — especialmente diante de eventos climáticos cada vez mais intensos.

“Isso encarece o seguro, e faz com que as instituições financeiras façam uma análise mais criteriosa para a liberação do crédito ao produtor rural. Fica o alerta e a reflexão. O campo precisa de previsibilidade, segurança e apoio concreto — e isso começa por políticas públicas bem executadas”, conclui.

 





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Vibra Foods estaria ligada ao 1º caso de gripe aviária em granja comercial…


Logotipo Reuters

 

SÃO PAULO (Reuters) – O primeiro surto de gripe aviária em uma granja comercial no Brasil foi identificado em um fornecedor ligado à processadora de frangos Vibra Foods, de acordo com duas fontes familiarizadas com o assunto, que falaram sob condição de anonimato na sexta-feira.

A empresa não comentou de imediato.

A Vibra possui 15 fábricas no Brasil e exporta para mais de 60 países, de acordo com informações em seu site.

(Reportagem de Ana Mano)

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Federarroz solicita utilização da taxa da orizicultura para acessar novos mercados consumidores



Entidade envia ofício ao governador Eduardo Leite pedindo uso emergencial da CDO


Foto: Paulo Rossi/Divulgação

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) encaminhou um ofício ao governador Eduardo Leite solicitando que os recursos arrecadados pela Taxa de Cooperação e Defesa da Orizicultura (CDO) sejam utilizados para viabilizar o escoamento da produção de arroz a mercados consumidores. A proposta é que os valores pagos pelos próprios produtores sejam empregados como instrumento emergencial para apoiar a comercialização em meio à grave crise de liquidez enfrentada pelo setor.

A CDO é uma taxa obrigatória recolhida dos produtores de arroz no Rio Grande do Sul, destinada ao financiamento de atividades de pesquisa e desenvolvimento conduzidas pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). O valor é calculado com base em um percentual sobre o valor da Unidade Padrão Fiscal do Estado (UPF-RS) por saca de 50 quilos de arroz em casca.

O presidente da Federarroz, Alexandre Velho, reforça que o setor enfrenta um cenário crítico, com preços muito abaixo dos custos de produção e severa restrição de liquidez no mercado. “Estamos buscando alternativas para minimizar o impacto dessa conjuntura e apoiar os orizicultores. A taxa CDO é oriunda do próprio setor e, portanto, deve ser revertida em benefício direto ao produtor”, defende.

No documento enviado ao governo estadual, a Federarroz destaca que boa parte dos valores arrecadados pela CDO acaba não sendo utilizada em sua totalidade, seja por falta de projetos ou por limitações operacionais. A entidade entende que, diante do atual colapso de mercado, o uso dos recursos deve ser redirecionado de forma excepcional para apoiar mecanismos de comercialização e escoamento da produção visando atingir novos mercados. “Solicitamos a adoção dos meios legais cabíveis para que o recurso, que já pertence ao setor, seja empregado em ações concretas de escoamento da produção para os mercados consumidores. Essa medida é urgente diante do cenário de preços aviltados e da absoluta ausência de liquidez comercial, que coloca todos os produtores do Estado em situação de prejuízo e ameaça a continuidade da atividade”, pontua Velho.

A Federarroz alerta que, sem a adoção de medidas imediatas, o setor corre o risco de registrar o abandono da atividade por parte de inúmeros produtores, o que agravaria ainda mais a situação econômica e social do Rio Grande do Sul.





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