quarta-feira, março 25, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Algodão recua 5,7% em junho e atinge menor valor desde março



Cenário internacional também tem pesado sobre o mercado nacional




Foto: Canva

Os preços do algodão em pluma seguem em trajetória de queda no mercado brasileiro, influenciados pelo início da colheita da safra 2024/25 e pela movimentação estratégica de vendedores e compradores. O mercado opera atualmente nos mesmos patamares nominais registrados em março, o que indica uma pressão de baixa consistente nas cotações internas da fibra.

Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), os produtores estão mais dispostos a negociar os volumes remanescentes da temporada 2023/24, em um momento em que a nova safra começa a ganhar ritmo nos campos. Essa postura mais flexível tem levado os compradores a ofertarem valores menores nas negociações, impulsionando a retração nos preços domésticos.

Além disso, o cenário internacional também tem pesado sobre o mercado nacional. A desvalorização externa da pluma contribui para que os preços internos recuem ainda mais. De acordo com o Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, o valor da pluma fechou em R$ 4,1655/lp na segunda-feira (23), o menor nível registrado desde 21 de março, quando a cotação estava em R$ 4,1652/lp.

Na parcial de junho, até o dia 23, o Indicador acumula uma queda de 5,7%. Essa retração reflete não apenas o comportamento do mercado internacional, mas também a expectativa de uma colheita recorde no Brasil, que aumenta a oferta e pressiona os preços para baixo.

No campo, os trabalhos de colheita da nova temporada já começaram. Conforme informações divulgadas pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), até 21 de junho, cerca de 4% da área cultivada com algodão no país havia sido colhida. Os estados do Centro-Oeste, principais produtores da fibra, lideram o avanço das máquinas nas lavouras.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Guerra no Oriente Médio encarece fertilizantes



Instabilidade global pressiona custos




Foto: Divulgação

O agronegócio catarinense enfrenta um novo cenário de instabilidade provocado por fatores externos e internos. A escalada do conflito entre Irã e Israel vem elevando os preços de fertilizantes nitrogenados, fundamentais para culturas como o milho. Além disso, cortes nos subsídios do Plano Safra 2024/2025 aumentam a preocupação dos produtores rurais com o futuro da produção agrícola no estado.

Segundo o presidente da Cooperativa Agropecuária Camponovense (Coocam), João Carlos Di Domenico, o Irã é um dos principais fornecedores globais de insumos nitrogenados. O agravamento do cenário geopolítico interfere diretamente na logística internacional. “A guerra gera transtornos no transporte marítimo e pressiona os preços. Já se paga até US$ 50 a mais por tonelada de Ureia comprada do Oriente Médio”, alerta Di Domenico.

O impacto é sentido especialmente no planejamento da próxima safra. Em Santa Catarina, o milho é semeado entre setembro e outubro, exigindo um volume elevado de nitrogênio para alcançar bons índices de produtividade. Com os custos em alta, muitos agricultores avaliam migrar parte da área de cultivo para a soja, que tem menor exigência de fertilizantes nitrogenados.

Essa possível mudança preocupa o setor. “Se o milho se tornar inviável financeiramente, o produtor tende a apostar na soja. Mas isso pode ampliar ainda mais o déficit estadual de milho, que já gira entre 5 e 6 milhões de toneladas. Santa Catarina não tem safrinha e depende do grão para abastecer as cadeias de suínos, aves e leite”, explica o dirigente da Coocam.

Outro desafio é a redução dos recursos para financiamento rural. O corte de quase 50% nos subsídios à equalização de juros no novo Plano Safra pegou o setor de surpresa. Para João Carlos, a constante mudança nas regras do jogo prejudica o planejamento no campo. “Faltam previsibilidade e políticas públicas de longo prazo. O produtor precisa de segurança para investir, e o governo precisa entender que a agricultura não pode parar”, pontua.

Mesmo diante das dificuldades, a esperança segue firme no campo. “O homem do agro é resiliente por natureza. Continuamos acreditando na força da terra e na capacidade de produzir com qualidade e responsabilidade ambiental. O otimismo é o combustível que nos move”, finaliza Di Domenico.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mapa institui Programa de Projetos Sustentáveis dentro do Plano ABC+



Programa visa promover iniciativas inovadoras




Foto: Pixabay

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, nesta quarta-feira (25), no Diário Oficial da União (DOU), a Portaria nº 807, que institui o Programa de Projetos Sustentáveis no âmbito do Plano Setorial para Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária (Plano ABC+).

O programa tem como objetivo promover iniciativas inovadoras e sustentáveis voltadas para a redução de emissões de gases de efeito estufa, a melhoria da produtividade agropecuária e a adaptação às mudanças climáticas.

Busca incentivar a apresentação de projetos pela sociedade voltados ao desenvolvimento sustentável na agropecuária, promover a articulação entre entidades autoras de projetos e potenciais investidores, viabilizar o financiamento de iniciativas alinhadas aos objetivos do Plano ABC+, fomentar a implementação de tecnologias para mitigação e adaptação às mudanças climáticas na agropecuária e contribuir para o cumprimento das metas climáticas estabelecidas no Acordo de Paris.

Serão realizados chamamentos públicos periódicos para a apresentação de projetos pela sociedade civil, com critérios claros de elegibilidade e seleção de iniciativas que demonstrem viabilidade técnica, econômica e socioambiental, priorizando aquelas que integrem soluções tecnológicas inovadoras e práticas sustentáveis. Também serão estabelecidos mecanismos de transparência e monitoramento dos projetos selecionados, garantindo a conformidade com as metas do Plano ABC+.

A seleção de projetos ocorrerá após a realização de chamamento público, por meio de comissão de seleção a ser instituída por ato específico. A portaria ainda estabelece que as entidades interessadas no financiamento dos projetos selecionados devem comprovar que possuem capacidade técnica para monitorar a aplicação dos recursos alocados.

Será criada uma plataforma para divulgar os projetos selecionados e conectá-los a investidores interessados em financiá-los.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Setor de biodiesel avança com nova mistura B15



Ao longo das últimas duas décadas, o setor investiu em nova estrutura de produção



Ao longo das últimas duas décadas, o setor investiu em uma estrutura de produção pulverizada
Ao longo das últimas duas décadas, o setor investiu em uma estrutura de produção pulverizada – Foto: Divulgação

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou o aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel, passando de 14% para 15% (B15). A medida representa um avanço no programa Combustível do Futuro e reforça a importância dos biocombustíveis na matriz energética brasileira, com reflexos positivos para a economia, o meio ambiente e a saúde pública.

“A decisão do CNPE de cumprir o previsto no Combustível do Futuro deve ser celebrada. No Brasil, o tema dos biocombustíveis transcende a questão do clima e das metas de descarbonização da matriz energética”, disse Francisco Turra, presidente do Conselho de Administração da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (APROBIO).

Com previsibilidade e segurança jurídica, o setor de biodiesel consolida sua posição estratégica no desenvolvimento nacional. O aumento da mistura impulsiona a produção agrícola, movimenta a cadeia do agronegócio e fortalece a agricultura familiar, além de gerar empregos e agregar valor à produção nacional.

Ao longo das últimas duas décadas, o setor investiu em uma estrutura de produção pulverizada por todo o país, com capacidade instalada para atender à demanda crescente. O biodiesel brasileiro se destaca internacionalmente pela alta qualidade e por sua ampla disponibilidade.

“Ao atingir um novo mandato, com previsibilidade e segurança jurídica, o setor reforça a importância do biocombustível no cenário econômico nacional, pois permite o desenvolvimento sustentável da nossa indústria, impulsiona a agricultura, agrega valor à cadeia produtiva, gera PIB, empregos e amplia a produção de alimentos mais baratos para a gôndola do supermercado. Temos na mão a oportunidade de começar um novo ciclo de crescimento como um legado para as futuras gerações. Ele só depende de nós”, completa Turra.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Rios seguem acima da cota de inundação no RS e Defesa Civil mantém alerta para novas chuvas


A Defesa Civil do Rio Grande do Sul atualizou nesta quarta-feira (25) a condição hidrológica do estado, com destaque para o nível elevado dos rios na faixa central, especialmente nas regiões Oeste e Leste. O cenário atual mantém várias bacias acima da cota de inundação, com cidades em estado de atenção e alerta, e a previsão de novas chuvas agrava o risco de enchentes e alagamentos.

Segundo dados da Defesa Civil, o rio Uruguai apresenta cota acima do limite de inundação entre São Borja e Uruguaiana, com tendência de elevação lenta. O rio Ibicuí também permanece acima da cota nas estações de Manoel Viana e Passo Mariano Pinto, embora já apresente tendência de declínio. Na metade Leste, o rio Jacuí segue com elevação no trecho entre Cachoeira do Sul e o Delta do Jacuí.

Clique aqui e acesse AGROTEMPO

Além disso, os rios Caí, Sinos e Gravataí estão com níveis elevados nas regiões mais a jusante, influenciados pela cheia do Guaíba, que dificulta o escoamento para a Lagoa dos Patos. O Guaíba, por sua vez, segue acima da cota de inundação nas ilhas e oscila em torno do limite no Cais Mauá, em Porto Alegre, com tendência de manutenção desse cenário nos próximos dias devido à mudança nos ventos, que atrasa o escoamento das águas.

Com os altos volumes de chuva registrados nos últimos dias e a previsão de novas precipitações no norte do estado, o solo permanece extremamente úmido, o que favorece respostas hidrológicas rápidas. Isso eleva o risco de cheias em pequenos rios e arroios não monitorados, enxurradas e inundações urbanas. As regiões mais afetadas continuam com status de atenção (amarelo) e alerta (laranja) no mapa hidrológico da Defesa Civil.

A previsão meteorológica indica o retorno das chuvas entre a noite desta quarta (25) e a quinta-feira (26), com acumulados que podem ultrapassar 70 mm/dia nas regiões Norte, Nordeste, Serra, Vales e Litoral Norte, especialmente nas áreas próximas à divisa com Santa Catarina. Já o restante do estado deve registrar volumes menores, mas ainda com potencial para transtornos localizados. O tempo firme só deve retornar na sexta-feira (27), com o avanço de uma massa de ar frio e seco.

A Defesa Civil reforça que a condição de inundação permanece para os rios Ibicuí, Uruguai, Jacuí, Taquari, Sinos e Guaíba, com destaque para as cidades de Manoel Viana, Itaqui, São Borja, Uruguaiana, Cachoeira do Sul, Taquari, São Leopoldo e Porto Alegre. A população deve ficar atenta aos comunicados oficiais e evitar áreas de risco.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Canola avança e atrai produtores de biodiesel


A safra 2024/2025 da canola no Brasil apresenta crescimento expressivo, com aumento de 62% na área cultivada em comparação ao ciclo anterior. Segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores de Canola (Abrascanola), a cultura passou de 105 mil para aproximadamente 170 mil hectares, impulsionada principalmente pela adesão de grandes empresas do agronegócio interessadas em diversificar a produção de inverno e ampliar o fornecimento de matéria-prima para o biodiesel. “O aumento da área cultivada reflete o interesse crescente em diversificar e rentabilizar o cultivo de inverno, especialmente no Rio Grande do Sul, onde a canola vem sendo incorporada à rotação de culturas”, afirmou a engenheira agrônoma Tuane Araldi da Silva, desenvolvedora de mercado da Biotrop na região Sul.

Neste cenário, os insumos biológicos têm se consolidado como ferramentas estratégicas para garantir o crescimento sustentável da canola. “Os biológicos podem solubilizar nutrientes do solo, tornando-os mais disponíveis para absorção, estimular o desenvolvimento radicular e o estabelecimento inicial da planta, além de proteger contra pragas e patógenos”, destacou Tuane.

Entre as principais ameaças à cultura estão a alternaria, causada por Alternaria alternata, e o mofo branco, provocado por Sclerotinia sclerotiorum. Para ambas, o uso de biofungicidas tem demonstrado eficácia, contribuindo para a redução de perdas e o equilíbrio da lavoura. O biofungicida Bombardeiro atua por meio de diferentes mecanismos. “Bombardeiro atua por meio da indução de resistência, competição por espaço e nutrientes, formação de biofilme, produção de compostos antibióticos e antifúngicos, além de fitormônios e antioxidantes. Esses mecanismos fortalecem as defesas da planta, aumentando sua resistência contra patógenos fúngicos”, explicou Tuane.

O manejo biológico da canola, além de proteger a lavoura atual, também contribui para a sanidade de culturas subsequentes, como soja e milho, ao reduzir a presença de inóculos de doenças no solo. O resultado, segundo especialistas, é um sistema produtivo mais eficiente, com menor dependência de defensivos químicos e maior sustentabilidade.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Evento destaca papel feminino no algodão


No próximo dia 30 de junho, São Paulo sediará o IV Encontro Women in Cotton Brazil, evento que discutirá o papel da comunicação na solução de desafios da cadeia do algodão. A programação contará com nomes de destaque da moda brasileira, como Paulo Borges (SPFW), Camila Toledo (Style W.) e Cyntia Kasai (C&A Brasil). Com o tema “A comunicação resolve problemas complexos. Como aplicar na cadeia do algodão”, o encontro será realizado na Bisutti Casa Itaim, das 10h às 13h, com previsão de reunir cerca de 220 participantes.

Organizado pelo comitê brasileiro do Women in Cotton — braço da International Cotton Association (ICA) —, o evento tem como missão ampliar a presença feminina em posições de decisão na cadeia da fibra natural. Esta será a primeira edição com programação independente no país.

Segundo a presidente do comitê, Marcella Albanez, a proposta é criar espaços de debate estratégico e conexão entre os elos da cadeia. “Nosso objetivo é dar mais voz às mulheres e fortalecer a cadeia como um todo, a partir da informação qualificada. A comunicação é o elo capaz de alinhar discurso, gerar pertencimento e projetar o algodão brasileiro para além de nossas fronteiras”, afirma.

O evento também funcionará como prévia do ANEA Cotton Dinner, promovido pela Associação Brasileira dos Exportadores de Algodão (Anea), e conta com o apoio de 48 patrocinadores.

A palestra de abertura será conduzida por Camila Toledo, diretora da Style.W e referência em tendências globais de moda e comportamento. Ela abordará como o consumo e a cultura influenciam o posicionamento de produtos e marcas ligados ao algodão.

O painel seguinte será composto por Paulo Borges, idealizador da São Paulo Fashion Week, e Cyntia Kasai, diretora de Sustentabilidade da C&A Brasil. Borges abordará o papel da comunicação na valorização do algodão na moda contemporânea. Kasai, por sua vez, compartilhará experiências de sua atuação em projetos ligados à economia circular, rastreabilidade e redução de impactos ambientais no setor têxtil. A mediação será de Silmara Ferraresi, diretora de Relações Institucionais da Abrapa e líder do movimento Sou de Algodão.

De acordo com Marcella Albanez, a estratégia do Women in Cotton busca aumentar a representatividade feminina nos espaços de poder da ICA, fortalecer a presença digital do grupo e promover eventos regulares. “A cadeia produtiva nos acolheu. Homens e mulheres que acreditam que só há fortalecimento quando caminhamos juntos. Nosso compromisso é construir um ambiente onde a fibra natural brasileira tenha competitividade não apenas no campo, mas também nas percepções de consumo”, destaca.

Dados da Abrapa mostram que, embora a presença feminina seja significativa em áreas como a indústria de confecção, sua participação nas lavouras ainda é limitada. Na safra 2023/2024, menos de 10% dos empregos diretos nas fazendas certificadas pelo programa Algodão Brasileiro Responsável foram ocupados por mulheres.

O evento busca contribuir para a mudança desse cenário, promovendo maior inclusão, reconhecimento e visibilidade para as mulheres que atuam ao longo da cadeia do algodão.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do boi tem pouca variação no país



Vaca sobe no ES, mas recua em SP e Rondônia




Foto: Pixabay

A cotação do boi gordo em São Paulo manteve-se estável nesta quarta-feira (26), segundo a análise Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria. A mesma estabilidade foi observada no preço da novilha. A cotação da vaca, por outro lado, apresentou queda de R$ 2,00 por arroba no mercado paulista. As escalas de abate no estado seguem, em média, com programações para sete dias.

No Maranhão, as cotações das fêmeas permaneceram inalteradas em relação ao dia anterior. Já o boi gordo registrou queda de R$ 2,00 por arroba.

Em Rondônia, a queda foi registrada nas cotações das fêmeas, também de R$ 2,00 por arroba. No caso dos machos, os preços se mantiveram estáveis. As escalas de abate no estado atendem, em média, nove dias.

No Espírito Santo, a cotação da vaca foi a única a registrar alta, subindo R$ 3,00 por arroba. Os preços do boi gordo, da novilha e do chamado “boi China” permaneceram estáveis. As escalas médias no estado seguem com sete dias de programação.

A Scot Consultoria acompanha diariamente o comportamento do mercado pecuário brasileiro por meio da análise Tem Boi na Linha, que monitora os preços praticados pelas indústrias frigoríficas em diferentes praças pecuárias do país.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Minas Gerais projeta colheita de 238 mil toneladas de ponkan


A safra de tangerina ponkan em Minas Gerais deve atingir 238,6 mil toneladas, segundo estimativa da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado (Emater-MG). A previsão representa um aumento de 3,1% em relação à safra do ano anterior. O pico da colheita ocorre entre os meses de maio e julho.

Minas Gerais é o segundo maior produtor da fruta no país, ficando atrás apenas de São Paulo. A variedade ponkan, a mais cultivada no estado, ocupa uma área de 12,4 mil hectares e é produzida, em sua maioria, por agricultores familiares. Conforme dados da Emater-MG, 6.175 pequenos produtores estão envolvidos na cultura da fruta.

Os municípios de Belo Vale, Campanha e Brumadinho lideram a produção da variedade no estado. Em Belo Vale, principal polo produtor, a expectativa é colher 34,6 mil toneladas em uma área de 2,1 mil hectares. As condições climáticas da região, com temperaturas médias entre 20 °C e 30 °C, favorecem o desenvolvimento da cultura.

Apesar do cenário positivo, a Emater-MG tem reforçado orientações aos produtores sobre a necessidade de prevenção contra o greening, considerada a doença mais severa da citricultura. Causada por uma bactéria, a enfermidade compromete o formato dos frutos, provoca maturação irregular, reduz a produtividade e pode levar à morte das plantas.

“O recomendado é a eliminação imediata dos pés de tangerina diagnosticados com a doença”, alerta a Emater. A contaminação ocorre por meio do psilídeo, inseto vetor que transmite a bactéria ao se alimentar da seiva das plantas. Entre as ações preventivas estão o uso de mudas sadias, viveiros certificados e o controle do inseto transmissor. Também é indicada a erradicação de pomares antigos, que já não produzem, mas podem servir como focos da doença.

Nas áreas onde o greening é identificado, a legislação determina a erradicação das plantas infectadas. O procedimento deve ser acompanhado por técnicos do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), órgão estadual responsável pela defesa vegetal.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do açúcar fecha com cotações mistas após queda do petróleo


Os contratos futuros de açúcar encerraram a terça-feira (24) com variações mistas nas bolsas internacionais, influenciados pela queda acentuada nos preços do petróleo e da gasolina. A informação é da Agência UDOP de Notícias, especializada no setor de bioenergia.

A retração nos valores do petróleo, que atingiram os menores patamares em uma semana e meia, reduziu a competitividade do etanol no mercado, elevando a expectativa de que mais cana-de-açúcar seja destinada à produção de açúcar. Esse cenário pode aumentar a oferta global do adoçante e intensificar a pressão sobre os preços internacionais.

A queda da commodity se intensificou após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um cessar-fogo entre Israel e Irã, o que diminuiu os riscos de interrupções no fornecimento de petróleo no Oriente Médio. A redução das tensões geopolíticas contribuiu para o enfraquecimento dos preços do combustível.

Na bolsa ICE Futures, em Nova York, os contratos de açúcar bruto operaram majoritariamente em baixa. O vencimento para julho de 2025 caiu 27 pontos, sendo negociado a 15,77 centavos de dólar por libra-peso. Já o contrato de outubro de 2025 recuou 21 pontos, cotado a 16,36 centavos. Os demais contratos apresentaram valorização.

Na ICE Europe, em Londres, o movimento também foi misto. O contrato de agosto de 2025 subiu US$ 0,50, encerrando o dia em US$ 468,00 por tonelada. Em contrapartida, o contrato de outubro de 2025 teve queda de US$ 0,90, cotado a US$ 461,80 por tonelada.

No mercado interno, o açúcar cristal apresentou desvalorização. De acordo com o Indicador Cepea/Esalq, da Universidade de São Paulo, a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 120,73, com queda de 2,80%.

Já o etanol hidratado teve leve valorização, segundo o Indicador Diário Paulínia, sendo cotado a R$ 2.704,50 por metro cúbico, o que representa alta de 0,07%.





Source link