quinta-feira, março 12, 2026

Política & Agro

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Preço do arroz cai no RS com baixa demanda e exportação



Preços do arroz atingem mínima de quatro anos com baixa demanda e exportação


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Diante da baixa necessidade de compras no spot por parte da indústria e do enfraquecimento das exportações, o mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul permaneceu sob forte pressão baixista ao longo de novembro. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário, aliado ao avanço da semeadura e ao escoamento lento, levou as cotações aos menores patamares em mais de quatro anos. 

O Indicador CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou novembro a R$ 53,28/saca, o mais baixo desde a primeira semana de abril de 2020 e acumulando quedas de 5,4% no mês e de 46,27% no ano. No campo, o cultivo da safra 2025/26 se aproxima do fim no Rio Grande do Sul, principal estado produtor.

O clima tem favorecido o desenvolvimento das lavouras, sustentando a expectativa de maior produtividade nesta temporada. Segundo o Irga, até o dia 27, a semeadura havia atingido 92% da área prevista, avanço de 2,8 pontos percentuais em uma semana.





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MG enfrenta falta de 2,9 milhões de toneladas de capacidade de armazenamento



Déficit de armazenagem em Minas Gerais reforça papel das estruturas modulares


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A infraestrutura logística de Minas Gerais, importante polo industrial do país, voltou ao centro do debate após o Sindicato das Empresas de Transportes e Cargas Logísticas de Minas Gerais (SETCEMG) apontar recentemente um déficit de 2,9 milhões de toneladas de produtos que deixam de ser armazenados por falta de armazéns e terminais logísticos. O cenário, além de evidenciar gargalos que afetam diretamente a competitividade das atividades locais, reforça a urgência por soluções de implantação rápida.

 

Enquanto estruturas de alvenaria podem levar meses ou até anos para serem construídas, considerando as etapas de projeto, obras e execução, os galpões modulares se apresentam como alternativas eficazes e que podem ser instalados em poucas semanas, em qualquer tipo de solo, com possibilidade de expansão,  redução ou relocação conforme a demanda. Para um estado cuja produção cresce mais rápido do que a infraestrutura disponível, a modularidade passa a ser um fator decisivo.

 

“As empresas mineiras vivem uma pressão imediata: precisam escoar, estocar e proteger seus produtos agora e não em um ou dois anos. A logística não pode parar à espera da infraestrutura”, afirma Sergio Gallucci, diretor Comercial e de Marketing da Tópico. “A solução modular não substitui investimentos estruturais, mas os complementa e funciona como um ‘oxigênio logístico’, garantindo capacidade de armazenagem no curto, médio e longo prazo, evitando perdas, filas e custos adicionais”.

 

As restrições de armazenagem também se somam aos desafios de transporte, integração entre modais e saturação da infraestrutura rodoviária, o que exige dos setores produtivos estratégias que reduzam o impacto dos gargalos sem comprometer a expansão, escoamento e atendimento aos clientes.

 

“Cada dia com produto parado por falta de espaço representa perda. Por isso, estruturas de montagem rápida passaram a integrar de forma estruturada o planejamento logístico das empresas, especialmente em regiões estratégicas como Minas Gerais”, completa Gallucci.

 

Região Estratégica – Considerando a relevância logística da região, a Tópico conta com uma filial em Belo Horizonte para atuar no rápido atendimento de parceiros mineiros e em localidades próximas.

 

“Esse ano realizamos um aporte de cerca de R$ 6 milhões da unidade por considerarmos a região estratégica e diversa economicamente, então segmentos como agronegócio, mineração, siderurgia, indústria e logística estão presentes em Minas Gerais – e isso já representa mais de 10% dos novos negócios da empresa”, pontua o diretor.

 

Hoje, a Tópico conta com mais de 3 milhões de m² de galpões instalados no país e 200 mil m² de estruturas disponíveis em estoque para pronta entrega.





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Preço do suíno impulsiona rentabilidade no Paraná



Rentabilidade da suinocultura paranaense atinge maior nível do ano em outubro



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A suinocultura do Paraná registrou em outubro de 2025 a maior rentabilidade do ano, segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (4) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A margem alcançou R$ 1,45 por quilo, diferença entre o preço pago ao produtor e o custo de produção estimado.

Os técnicos do Deral destacam que o resultado decorre da combinação entre o melhor preço recebido pelos produtores no ano e o segundo menor custo de produção no período. De acordo com o boletim, “o preço recebido pelo produtor pelo suíno no Paraná atingiu R$ 7,22/kg em outubro”, valor que representa alta de 0,8% em relação a setembro e de 3,8% diante do mesmo mês de 2024.

O custo de produção estimado pela Embrapa Suínos e Aves ficou em R$ 5,77/kg, igual ao registrado em setembro e 3,5% inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Para novembro, a equipe do Deral aponta expectativa de leve redução na rentabilidade. Segundo o boletim, “o preço recebido pelo produtor no Estado caiu 1,2% (R$ 0,09)”. Os novos dados de custo ainda não foram divulgados pela Embrapa.





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Brasil bate recordes de comércio exterior em novembro


As exportações e importações brasileiras registraram novos recordes para meses de novembro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (4/12) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC). No mês, as exportações somaram US$ 28,5 bilhões e as importações, US$ 22,7 bilhões, resultando em superávit de US$ 5,8 bilhões e corrente de comércio de US$ 51,2 bilhões.

No acumulado do ano, as exportações atingiram US$ 317,8 bilhões e as importações, US$ 260 bilhões, com saldo positivo de US$ 57,8 bilhões e corrente de comércio anual de US$ 577,8 bilhões.

Na comparação entre novembro de 2025 (US$ 28,51 bilhões) e novembro de 2024 (US$ 27,86 bilhões), houve alta de 2,4% nas exportações. As importações cresceram 7,4% entre novembro de 2025 (US$ 22,67 bilhões) e o mesmo mês de 2024 (US$ 21,11 bilhões). Com isso, a corrente de comércio mensal somou US$ 51,19 bilhões, expansão de 4,5% frente ao mesmo período do ano anterior.

Entre janeiro e novembro, as exportações avançaram 1,8% na comparação entre 2025 (US$ 317,82 bilhões) e 2024 (US$ 312,17 bilhões). As importações tiveram crescimento de 7,2% no período, passando de US$ 242,62 bilhões para US$ 259,98 bilhões. A corrente de comércio acumulada registrou US$ 577,8 bilhões, alta de 4,1%.

No desempenho setorial das exportações de novembro de 2025, em comparação com novembro de 2024, houve aumento de US$ 1,16 bilhão (25,8%) na Agropecuária e de US$ 0,57 bilhão (3,7%) na Indústria de Transformação, além de queda de US$ 1,06 bilhão (14%) na Indústria Extrativa. No acumulado do ano, a Agropecuária cresceu US$ 3,45 bilhões (5%) e a Indústria de Transformação, US$ 5,3 bilhões (3,2%), enquanto a Indústria Extrativa recuou US$ 3,26 bilhões (4,3%).

Nas importações do mês, houve crescimento de US$ 1,79 bilhão (9,3%) em produtos da Indústria de Transformação, queda de US$ 0,02 bilhão (5,4%) em Agropecuária e recuo de US$ 0,21 bilhão (18,1%) na Indústria Extrativa. No acumulado anual, a Agropecuária registrou alta de US$ 0,36 bilhão (7%) e a Indústria de Transformação, de US$ 20,52 bilhões (9,3%), enquanto a Indústria Extrativa caiu US$ 3,49 bilhões (22,6%).





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CMO aprova R$ 12,5 bilhões em créditos para agro



CMO aprova recursos para aliviar dívidas rurais



Foto: Canva

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou nesta terça-feira (2) um total de R$ 12,5 bilhões em créditos extraordinários para o Orçamento de 2025, conforme divulgado pela Agência Senado. A maior parcela está na Medida Provisória 1.316/2025, que destina R$ 12 bilhões para apoiar produtores rurais afetados por eventos climáticos adversos.

Segundo mensagem enviada pelo governo ao Congresso, a medida cria novas linhas de crédito rural voltadas à liquidação ou amortização de dívidas relacionadas ao Pronaf, ao Pronamp e a contratos firmados por agricultores que enfrentam dificuldades de pagamento, conforme o informado pela Agência Senado.

A relatora da MP, senadora Dorinha Seabra (União-TO), defendeu a aprovação da proposta. “Com esse crédito, será possível oferecer taxas de juros e prazos mais adequados para pagamento das dívidas que não puderam ser regularizadas devido aos custos com as instituições financeiras e para o Tesouro Nacional”, afirmou.

O presidente da comissão, senador Efraim Filho (União-PB), informou que a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 (PLN 2/2025) e do relatório de receitas do Orçamento de 2026 (PLN 15/2025) foi remarcada para esta quarta-feira (3). As medidas provisórias aprovadas seguirão agora para análise dos Plenários da Câmara e do Senado, enquanto os projetos de lei serão votados no Plenário do Congresso Nacional.

De acordo com a Agência Senado, na mesma reunião, a CMO aprovou o relatório do Comitê de Admissibilidade de Emendas sobre o Orçamento de 2026. O relator, deputado Carlos Henrique Gaguim (União-TO), rejeitou duas emendas de comissões e quatro de bancadas estaduais, aprovando um total de 532. Ele declarou que ainda aguarda o relatório da bancada de Alagoas. Os parlamentares podem apresentar emendas coletivas de bancadas estaduais e de comissões, além de emendas individuais às despesas previstas pelo Executivo.





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Diversidade genética amplia uso agrícola da berinjela



A equipe examinou 368 variedades que representam a diversidade global da espécie


A equipe examinou 368 variedades que representam a diversidade global da espécie
A equipe examinou 368 variedades que representam a diversidade global da espécie – Foto: Pixabay

A diversidade genética da berinjela ganhou novo alcance com a divulgação do conjunto completo de genes e características agronômicas da espécie. O trabalho reúne informações reunidas ao longo de oito anos de pesquisa e amplia o entendimento sobre a capacidade de adaptação do cultivo a diferentes ambientes, fator relevante diante das mudanças climáticas. A análise se baseou em uma coleção global com mais de 3400 variedades cultivadas e silvestres, usadas para identificar diferenças de desenvolvimento e evolução do vegetal.

O estudo foi conduzido por uma colaboração internacional que inclui o Instituto Nacional para a Pesquisa Agronômica da França. Os pesquisadores mapearam mais de 20 mil famílias de genes e 218 características agronômicas, entre elas resistência à marchitez fúngica e capacidade antioxidante. O conjunto, de livre acesso, fornece recursos para programas de melhoramento interessados em desenvolver variedades ajustadas a condições locais. Os resultados foram publicados em Nature Communications.

A equipe examinou 368 variedades que representam a diversidade global da espécie e duas ancestrais silvestres, com sequenciamento completo do genoma e observação em campo de características como resistência à seca, resistência a doenças e composição do fruto. Os ensaios ocorreram em locais com diferentes condições ambientais na Espanha, Itália e Turquia. A partir desses dados, os cientistas identificaram 16.300 famílias de genes essenciais presentes em todas as variedades e outras 4.000 consideradas opcionais. Algumas características apareceram em todas as regiões avaliadas, enquanto outras se manifestaram apenas em ambientes específicos, mostrando forte influência do clima e do manejo.





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A agricultura das Américas é o farol da segurança alimentar e da dignidade…


Manuel Otero, Diretor Geral do IICA, na apresentação de seu relatório de gestão na Conferência dos Ministros da Agricultura das Américas 2025, em Brasília, no qual destacou a transformação do Instituto em um hub de inovação e cooperação agrícola para o continente.

O Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) é hoje uma instituição moderna, desburocratizada, próxima aos países, ágil e com visão de futuro. Deixou de ser percebido exclusivamente como organismo técnico de nicho para se consolidar como um verdadeiro hub de inovação e cooperação agrícola no continente.

Assim se expressou o Diretor Geral do IICA, Manuel Otero, em seu relatório de gestão, apresentado no primeiro dia de sessões da Conferência dos Ministros da Agricultura das Américas 2025, que está acontecendo em Brasília.

Cerca de 30 ministros e vice-ministros da agricultura da região participam do encontro, que é organizado pelo governo brasileiro e pelo IICA, sob o tema “Uma nova narrativa para a agricultura e os sistemas agroalimentares das Américas”.

Otero expressou sua emoção por estar prestes a encerrar seu ciclo de oito anos como Diretor Geral do IICA, pois em Brasília será eleito seu sucessor, que assumirá em janeiro próximo.

Os ministros e os chefes de delegações presentes ressaltaram o trabalho de Otero por sua proximidade aos países e aos agricultores, além de seu permanente impulso à incorporação da ciência e da tecnologia como ferramentas para melhorar a produtividade e a resiliência do agro.

“O IICA é minha casa, minha paixão. Desde o primeiro dia como Diretor Geral, em janeiro de 2018, estava claro para mim que esta não seria uma gestão pessoal, mas uma travessia coletiva. Nada teria sido possível sem os representantes dos países que integram este organismo, minhas colegas e meus colaboradores do IICA e os produtores agropecuários, que nos inspiram com seu trabalho diário”.

Otero agradeceu, na pessoa do ministro Fávaro, a todo o Governo do Brasil por seu compromisso com a concretização da Conferência, que afirmou não ser distinto do de seus produtores agropecuários, que, amparados em políticas com visão de longo prazo, protagonizaram uma grande mudança, convertendo em poucas décadas um país inseguro do ponto de vista alimentar em uma potência agroalimentar global.

Na abertura de seu discurso, Otero expressou também sua solidariedade com as nações da região do Caribe, especialmente Bahamas, Jamaica, Haiti e República Dominicana, atingidas severamente pelo furacão Melissa, e anunciou que o IICA já constituiu um fundo de emergência que foi posto à disposição desses países. Os recursos serão acompanhados por uma mobilização de recursos técnicos destinada a mitigar os efeitos sobre as propriedades rurais, os agricultores e suas ferramentas de trabalho.

Fornecedor de soluções

“Por meio do diálogo permanente com os ministros e as ministras do setor agrícola das Américas, constatamos que a renovação e a modernização do IICA, alcançada em um complexo cenário internacional, reposicionou a instituição como um grande fornecedor de soluções, que é também capaz de influir na construção de uma visão e de uma narrativa sobre a agricultura inseparável das estratégias de desenvolvimento dos países”, observou Otero.

O Diretor Geral sublinhou o trabalho do IICA no impulso à conectividade e à digitalização rural, à agricultura 4.0 e à bioeconomia, com iniciativas como o Centro de Interpretação do Amanhã da Agricultura (CIMAG), que é visitado anualmente por 25 mil jovens só da Costa Rica.

Também se referiu ao trabalho em diplomacia agrícola, que levou a voz das agriculturas da região e de seus agricultores a espaços como as COP, a OMC, o G20, a OEA e a todos os foros internacionais relevantes, além do fortalecimento de parcerias com atores estratégicos como EMBRAPA, INTA, PROCISUR, CIMMYT, AGRA, APPRESID, a JAD dominicana, universidades, cientistas e organizações de produtores.

Otero afirmou que o IICA se transformou em uma grande ponte entre os ministérios da agricultura dos países, os mandatários da instituição e o setor privado, que são a coluna vertebral para o desenvolvimento da agricultura. Isso trouxe uma contribuição importante ao alinhamento do ecossistema agrícola à ideia de que a agricultura das Américas é parte da solução global, e não do problema.

“Nossa proposta foi tornar um setor insubstituível para a segurança alimentar, a paz social, a preservação dos recursos naturais, a criação de empregos, a geração de divisas e a interação com a ciência, a tecnologia e a inovação cada vez mais hierarquizado, reconhecido e valorizado pela sociedade e por seus representantes”, disse.

“O IICA de hoje” – acrescentou – “é semelhante ao que sonhamos há alguns anos atrás, capaz de desenvolver um novo mapa de parcerias estratégicas, projetar sua imagem e implementar uma estratégia agressiva de captação de recursos externos para servir melhor a nossos países”.

Otero revelou que quer deixar como legado de seu mandato a certeza de que o futuro da agricultura das Américas não está em ter saudade do passado, “mas em construir o que podemos e devemos ser. Neste sentido, chegou o momento de consolidar uma nova narrativa da agricultura, que fale de modernidade, sustentabilidade, inovação digital e biológica e de responsabilidade e compromisso social. Uma narrativa que nos projete como fornecedores confiáveis de alimentos, energia limpa, fibras e serviços ecossistêmicos para o mundo inteiro”.

“O agricultor, quando semeia, não pensa só na próxima safra; pensa nas gerações futuras. É o que acontece também com nosso trabalho na cooperação internacional: semear futuro, inclusive sabendo que outros colherão os frutos. Com gratidão infinita e esperança renovada, afirmo, com total convicção, que a agricultura das Américas continuará sendo o farol de segurança alimentar e dignidade rural para o mundo inteiro”, concluiu o Diretor Geral.





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Produção de café é estimada em 56,5 milhões de sacas em 2025


A produção brasileira de café em 2025 está estimada em 56,5 milhões de sacas de 60 quilos, segundo o 4º Levantamento de Café 2025 divulgado nesta quinta-feira (4). Mesmo em ano de bienalidade negativa, o volume representa o terceiro maior da série da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e supera em 4,3% o resultado da safra passada. A Conab atribui o desempenho à combinação entre uma redução de 1,2% na área em produção, calculada em 1,85 milhão de hectares, e à produtividade média nacional projetada em 30,4 sacas por hectare, impulsionada pelo avanço do conilon.

Com menor impacto da bienalidade, o conilon alcança 20,8 milhões de sacas em 2025, considerado pela Conab um recorde histórico. O órgão destaca que “a regularidade climática favoreceu o vigor das plantas e resultou em elevada carga produtiva”. O crescimento é de 42,1% em relação ao ano anterior. No Espírito Santo, maior produtor nacional, a colheita chega a 14,2 milhões de sacas, aumento de 43,8%. Na Bahia, são esperadas 3,29 milhões de sacas, alta de 68,7%, enquanto Rondônia registra estimativa de 2,32 milhões, avanço de 10,8%.

Para o café arábica, o levantamento aponta redução no volume colhido. A Conab explica que a bienalidade negativa e a escassez hídrica limitaram o potencial das lavouras. A área em produção recuou 1,5%, totalizando 1,49 milhão de hectares, e a produtividade média caiu 8,4%, atingindo 24,1 sacas por hectare. A safra do ciclo atual é estimada em 35,76 milhões de sacas, queda de 9,7%.

Em Minas Gerais, maior produtor de arábica, a colheita fechou em 25,17 milhões de sacas, redução de 9,2%. Segundo o levantamento, o estado foi afetado pelo ciclo de bienalidade negativa e por “longo período de seca nos meses que antecederam a floração”. Em São Paulo, a produção está estimada em 4,7 milhões de sacas, queda de 12,9% devido à estiagem e às altas temperaturas. A Bahia, por outro lado, registra aumento de 2,5%, com destaque para o Cerrado, que cresceu 18,5%.

No mercado internacional, o Brasil exportou 34,2 milhões de sacas de café entre janeiro e outubro de 2025, baixa de 17,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O recuo é atribuído à limitação dos estoques no início do ano após o recorde de embarques de 50,5 milhões de sacas em 2024.

Embora o volume exportado tenha diminuído, o valor exportado alcançou US$ 12,9 bilhões nos dez primeiros meses de 2025, superando o total de 2024. O MDIC informa que o desempenho é resultado da elevação dos preços internacionais do café. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) avalia que, mesmo com a expectativa de aumento da produção mundial em 2025/26, não devem ocorrer reduções expressivas nos preços, devido ao estoque remanescente reduzido. O USDA destaca que “o estoque mundial no início da safra 2025/26 é o mais baixo dos últimos 25 anos”, estimado em 21,8 milhões de sacas.





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Estoques do PAA serão reforçados com nova operação



Conab lança compra institucional de R$ 46 milhões



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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) iniciou uma operação de Compra Institucional no valor de aproximadamente R$ 46 milhões para atender unidades recebedoras do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e reforçar estoques estratégicos destinados a ações de segurança alimentar e nutricional. Segundo a estatal, a iniciativa utiliza recursos sob gestão do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e tem como objetivo ampliar a participação da agricultura familiar nas políticas públicas de abastecimento.

De acordo com a Conab, a operação prevê a aquisição de produtos fornecidos por associações, cooperativas e outras organizações formalmente constituídas. Entre os itens listados no comunicado estão “arroz polido, arroz parboilizado orgânico, feijão, fubá, farinha de mandioca, carnes bovina e suína, polpas de frutas, macaxeira a vácuo, rapadura e melado de cana”. A estatal informou que os alimentos serão destinados às unidades atendidas pelo PAA, como Cozinhas Solidárias, além de reforçar os estoques estratégicos utilizados em ações sociais.

A execução será articulada entre a matriz da Conab e as superintendências regionais responsáveis pelos estados de origem das entidades fornecedoras. As propostas devem ser enviadas pelo aplicativo PAANet – Proposta Doação, acompanhadas da documentação exigida. A classificação das organizações será divulgada conforme o cronograma previsto.

A Conab ressaltou que a Compra Institucional é uma modalidade do PAA que permite a aquisição direta de alimentos da agricultura familiar, com base em preços de referência e limites de participação por organização. Os produtos são destinados a equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional ou utilizados para recomposição dos estoques estratégicos mantidos pela companhia.





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Exportações de ovos têm alta anual


O Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (4) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, aponta crescimento nas exportações brasileiras de ovos entre janeiro e outubro de 2025. Segundo dados do Agrostat Brasil, do Ministério da Agricultura e Pecuária, o país embarcou 49.806 toneladas no período, alta de 36,8% em relação aos dez primeiros meses de 2024. O faturamento passou de US$ 134,2 milhões para US$ 163,365 milhões, aumento de 21,7%.

O levantamento indica que os principais itens exportados são “ovos férteis destinados à incubação e os ovos frescos com casca”. O Paraná aparece como quarto maior exportador em 2025, com 5.641 toneladas e receita de US$ 28,418 milhões, números inferiores aos de 2024. O estado registrou queda de 33,3% no volume e de 24,4% no faturamento.

Entre os maiores exportadores, o relatório mostra desempenho distinto. São Paulo reduziu suas exportações em 21,5%, enquanto Mato Grosso teve avanço de 2.996,3%. Minas Gerais cresceu 105,1%, o Rio Grande do Sul recuou 16,9% e o Espírito Santo registrou alta de 907,4%. São Paulo segue líder, com 12.778 toneladas e receita de US$ 50,395 milhões.

Os destaques do período foram Mato Grosso e Espírito Santo. O boletim cita que Mato Grosso passou de 241 toneladas e US$ 308.984 em 2024 para 7.642 toneladas e US$ 13,345 milhões em 2025. O Espírito Santo avançou de 410 toneladas e US$ 571.852 para 4.130 toneladas e US$ 8,460 milhões.

No acumulado dos dez meses de 2025, os Estados Unidos permaneceram como principais compradores. O país importou 19.578 toneladas e registrou gasto de US$ 41,606 milhões, elevação de 1.038,9% no volume e de 1.299,9% no faturamento em comparação com o ano anterior. O boletim afirma, porém, que a aplicação de uma tarifa de 50% pelo governo norte-americano a partir de agosto alterou esse cenário.

Outros destinos também se destacaram entre janeiro e outubro: México, Chile, Senegal e Japão. Apenas Chile apresentou queda no volume importado no período, segundo o Deral.

O relatório lembra que o Brasil ainda destina mais de 99,5% da produção de ovos ao mercado interno. Apesar disso, a Associação Brasileira de Proteína Animal registrou embarques de 2.366 toneladas em outubro, alta de 13,6% em relação ao mesmo mês de 2024. A receita no período foi de US$ 6,051 milhões, aumento de 43,4%.

Nos dez meses de 2025, as exportações totalizaram 36.745 toneladas, crescimento de 151,2% frente a 2024. A receita subiu 180,2%, alcançando US$ 86,883 milhões. Chile seguiu como principal destino em outubro, com 578 toneladas, embora tenha reduzido as compras. Na sequência aparecem Japão, México, Equador e Emirados Árabes Unidos.

O boletim dedica parte da análise ao impacto da tarifa aplicada pelos Estados Unidos. O documento lembra que, em julho, antes da cobrança, “os EUA importaram 3.774 toneladas de ovos e gastaram US$ 7,578 milhões”, expansão superior a 3.000% sobre 2024. Entre janeiro e julho, o país já acumulava 18.998 toneladas importadas e desembolso de US$ 40,8 milhões.

Com o início da tarifa, o movimento mudou. Em agosto, os norte-americanos compraram 439 toneladas, valor ainda maior que o de 2024, mas longe do ritmo observado até julho. Em setembro, as importações caíram para 100 toneladas e, em outubro, para 41 toneladas. A análise conclui que o tarifaço reduziu o volume exportado e “interrompeu as possibilidades de conquista e a consolidação de um mercado comprador para os ovos do Brasil”.





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