sábado, abril 11, 2026

Política & Agro

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Você conhece o Índice Consecana?



Com essa estrutura, o Índice Consecana desempenha um papel essencial



A formação do índice considera os preços médios de comercialização do açúcar e do etanol desde o início da safra
A formação do índice considera os preços médios de comercialização do açúcar e do etanol desde o início da safra – Foto: Canva

O Índice Consecana é um dos principais referenciais para a precificação da cana-de-açúcar no Brasil, trazendo maior previsibilidade ao setor sucroalcooleiro. Segundo Ruan Augusto, analista financeiro na Raízen, o índice é calculado a partir da média dos valores dos ATRs (Açúcares Totais Recuperáveis) de cada produto, ponderados conforme sua participação no mix de comercialização. Esse modelo busca refletir a realidade do mercado e garantir transparência na remuneração dos produtores.  

A formação do índice considera os preços médios de comercialização do açúcar e do etanol desde o início da safra, em abril, até o mês de referência. Como a cana é paga com base nesse indicador, os fornecedores conseguem ter maior previsibilidade na receita ao longo da safra. Isso permite um planejamento mais eficiente, reduzindo riscos e tornando o processo de negociação mais equilibrado entre produtores e indústrias.  

Em regiões onde há maior concorrência pela cana, as empresas adotam estratégias para garantir o fornecimento necessário às usinas. Algumas oferecem subsídios, fecham contratos de compra e venda de cana (CCT) e até disponibilizam serviços adicionais, como transporte e assistência técnica. Essas medidas visam fidelizar os fornecedores e evitar oscilações na oferta da matéria-prima.  

Com essa estrutura, o Índice Consecana desempenha um papel essencial na cadeia produtiva, ajudando a equilibrar os interesses do mercado. Além de contribuir para a estabilidade do setor, ele influencia diretamente as estratégias comerciais das usinas e a sustentabilidade financeira dos produtores.

 





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Soja, milho e trigo: Clima, tarifas e tendências



No setor de trigo, a China tenta vender 600 mil toneladas compradas de outros países



A China, que retomou as atividades econômicas, respondeu às tarifas de Trump
A China, que retomou as atividades econômicas, respondeu às tarifas de Trump – Foto: USDA

O mercado agrícola global se ajusta após o Ano Novo Lunar na China, enquanto a América do Sul enfrenta desafios climáticos. As recentes chuvas aliviaram parte do estresse hídrico na Argentina e no Brasil, mas as altas temperaturas podem comprometer as lavouras de milho e soja. No cenário internacional, as tarifas impostas por Donald Trump sobre México, Canadá e China reacendem preocupações de uma nova guerra comercial, afetando a dinâmica dos mercados.  

A China, que retomou as atividades econômicas, respondeu às tarifas de Trump com impostos sobre petróleo e gás dos EUA, mas não sobre grãos ou soja. Segundo Luiz Fernando Roque, da Hedgepoint Global Markets, se novas tarifas forem aplicadas à soja americana, o mercado pode reviver o cenário de 2018/19 e 2019/20, quando os estoques dos EUA cresceram e o Brasil aumentou suas exportações para a China.  

No setor de trigo, a China tenta vender 600 mil toneladas compradas da Austrália e Canadá, indicando menor demanda ou expectativa de preços mais baixos. Já na Argentina, as chuvas foram insuficientes para parte das lavouras de milho, reduzindo a projeção da safra para 47 milhões de toneladas. O governo argentino cortou impostos sobre soja e milho, o que pode estimular as vendas. No Brasil, a colheita da soja e o plantio do milho seguem atrasados, mas o Mato Grosso apresenta produtividades recordes.  

Nos fundos de investimento, a posição neutra na soja reflete incertezas climáticas no Brasil e Argentina. No milho, a visão é altista, com compras em nível máximo desde fevereiro de 2023. O mercado segue atento ao clima no Sul do Brasil e às movimentações políticas dos EUA, que podem impactar as exportações.

 





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Atleta 100% carnívoro passa a viver do esporte



Essa nova fase marca a realização de um sonho para Medeiros



Essa nova fase marca a realização de um sonho para Medeiros
Essa nova fase marca a realização de um sonho para Medeiros – Foto: Pixabay

Aos 54 anos, Alessandro Medeiros finalmente poderá se dedicar exclusivamente ao ultratriathlon em 2025, graças à renovação do patrocínio da Connan e da Fazenda Mundo Novo. Seguindo uma dieta 100% carnívora, ele se tornou referência mundial na relação entre nutrição e desempenho em provas de resistência extrema. O apoio das empresas reforça essa conexão, permitindo que Medeiros foque totalmente em sua evolução esportiva.

“Sempre trabalhei e treinei, acordando às 2h30 ou 3h da manhã para conseguir me preparar. Agora, pela primeira vez, poderei me dedicar totalmente à minha carreira como atleta profissional, algo que sempre quis desde os 18 anos”, comenta o triatleta.

Para Fernando Penteado Cardoso Neto, presidente da Connan, a parceria reforça a missão da empresa em apoiar iniciativas que valorizam a cadeia produtiva da carne bovina. O projeto “Carne Faz Bem”, desenvolvido por Medeiros e sua nutricionista Letícia Moreira, busca promover a qualidade da carne brasileira e sua importância na nutrição esportiva.  

Essa nova fase marca a realização de um sonho para Medeiros, que conciliava treinos e trabalho por décadas. Agora, com suporte total, ele amplia sua presença no cenário esportivo internacional e fortalece a divulgação dos benefícios da carne vermelha e da sustentabilidade da pecuária no Brasil.

“Essa parceria só tem a crescer. Com o apoio da Connan e da Fazenda Mundo Novo, Medeiros conquistou espaço na mídia e demonstrou que a carne faz bem. Agora, com mais empresas acreditando no projeto, ele poderá seguir como atleta em tempo integral, levando essa mensagem ainda mais longe”, conclui Cardoso Neto.

 





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Soja fecha em baixa em Chicago



O relatório do USDA trouxe poucas mudanças



O relatório do USDA trouxe poucas mudanças
O relatório do USDA trouxe poucas mudanças – Foto: Divulgação

A soja fechou em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta terça-feira, com poucas alterações no relatório de oferta e demanda do USDA, segundo análise da TF Agroeconômica. O contrato para março, referência para a safra brasileira, caiu 0,57%, encerrando a $ 1043,50 por bushel. O contrato para maio recuou 0,49%, cotado a $ 1060,25 por bushel. O farelo de soja para março teve queda de 1,30%, a $ 296,6 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja subiu 0,87%, fechando a $ 46,13 por libra-peso.

O relatório do USDA trouxe poucas mudanças nos números de oferta e demanda, frustrando expectativas de cortes mais expressivos na safra da América do Sul. A quebra da produção argentina já parecia precificada, e a manutenção do saldo exportável do país não ajudou a sustentar os preços. Para Brasil e Estados Unidos, os dados permaneceram iguais aos do relatório de janeiro. Após uma breve tentativa de alta, o mercado voltou a operar no vermelho, sem forças para reverter as perdas.

Entre os fatores de atenção para fevereiro, estão os atrasos na colheita brasileira e as incertezas sobre uma possível guerra tarifária. A Conab informou que a colheita da soja no Brasil avançou para 14,8% da área apta, contra 8% no levantamento anterior e 20,9% no mesmo período de 2024. Em Mato Grosso, o avanço foi de 27,5%, bem abaixo dos 45,4% registrados no ano passado, reflexo do excesso de umidade.

O cenário indica que o mercado seguirá atento ao ritmo da colheita no Brasil e às movimentações comerciais globais. A expectativa de novas atualizações sobre a produção sul-americana e possíveis mudanças no fluxo exportador podem influenciar os preços nas próximas semanas.

 





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USDA reduz projeções para soja e milho em fevereiro


O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou suas estimativas de oferta e demanda para fevereiro, indicando cortes na produção e nos estoques finais de soja e milho em escala global. A produção mundial de soja foi reduzida para 420,76 milhões de toneladas, ante os 424,26 milhões de janeiro, enquanto os estoques finais caíram para 124,34 milhões de toneladas. No milho, a produção global foi revisada para 1,212 bilhão de toneladas, e os estoques finais, para 290,31 milhões de toneladas, ambos abaixo das projeções anteriores.

No Brasil, a produção de soja foi mantida em 169 milhões de toneladas, mas os estoques finais recuaram para 31,52 milhões de toneladas, uma redução em relação aos 32,52 milhões previstos no mês passado. As exportações seguem estimadas em 105,5 milhões de toneladas. Nos EUA, a produção ficou estável em 118,84 milhões de toneladas, com estoques finais de 10,34 milhões. 

A Argentina teve um corte significativo na produção, agora estimada em 49 milhões de toneladas, ante os 52 milhões de janeiro, e nos estoques finais, reduzidos de 28,95 para 25,95 milhões. Na China, a produção foi mantida em 20,65 milhões de toneladas, com importações projetadas em 109 milhões e estoques finais de 45,96 milhões de toneladas.

No mercado de milho, o USDA revisou para baixo a safra brasileira, agora estimada em 126 milhões de toneladas, ante os 127 milhões projetados no mês anterior. Os estoques finais recuaram para 2,84 milhões de toneladas, enquanto as exportações foram ajustadas para 46 milhões de toneladas. Nos EUA, a produção foi mantida em 377,63 milhões de toneladas, com produtividade de 187,56 sacas por hectare. Os estoques finais ficaram em 39,12 milhões de toneladas, enquanto o consumo para etanol foi mantido em 139,71 milhões. 

A Argentina também teve sua produção reduzida, de 51 para 50 milhões de toneladas, com estoques finais em 2,79 milhões e exportações projetadas em 36 milhões de toneladas. A Ucrânia manteve sua produção em 26,5 milhões de toneladas, mas as exportações foram revisadas para 22 milhões, ante os 23 milhões estimados em janeiro.

 





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Onda de calor deve acabar?


A onda de calor que atinge a região Centro-Sul do Brasil está com os dias contados. Segundo o meteorologista Gabriel Luan Rodrigues, a chegada de uma frente fria deve amenizar as temperaturas extremas registradas nos últimos dias. No entanto, o alívio será gradual e virá acompanhado de chuvas intensas e risco de tempestades, especialmente no Sul do país.

Antes da chegada do sistema, as temperaturas continuam elevadas, podendo alcançar 40°C no Rio Grande do Sul e 33 a 35°C no litoral de Santa Catarina até quarta-feira (12). De acordo com Rodrigues, os primeiros sinais da frente fria já começaram a ser observados no sul gaúcho na tarde desta terça-feira. “Os primeiros sinais da influência dessa nova frente fria, já vem sendo registrados ao sul do Rio Grande do Sul na tarde desta terça-feira. A expectativa é de que o sistema avance pelo sudeste do estado durante a quarta-feira, promovendo chuvas expressivas, com acumulados de até 40 mm no decorrer do dia.”, explica Rodrigues.

Entretanto, antes da chegada do ar mais frio, a metade norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o sul do Paraná ainda sentirão as termperaturas elevadas devido ao efeito pré-frontal, quando o ar quente se acumula antes da chegada de uma frente fria.

Segundo Rodrigues, na quinta-feira (13), a frente fria deverá provocar chuvas bem distribuídas no Rio Grande do Sul, litoral catarinense e litoral paranaense, com acumulados pontuais de até 30 mm em cidades como Criciúma e Jaraguá do Sul (SC). Além disso, o sistema pode influenciar as condições de chuva em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, ainda que de forma mais isolada.

A redução nas temperaturas deve ser mais evidente na quinta-feira, com os termômetros tendo marcas entre os 25 e 28°C em grande parte do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em algumas áreas, como oeste gaúcho e Vale do Itajaí, os termômetros ainda podem registrar marcas acima dos 30°C, mas sem o calor extremo registrado nos últimos dias. “Essa frente fria traz um alívio para a onda de calor, mas não significa que as temperaturas estarão baixas. Em algumas regiões, a queda será menos expressiva”, destaca Rodrigues.

Na sexta-feira (14), o sistema de chuva se desloca para o oceano, deixando apenas instabilidades residuais no norte de Santa Catarina, leste do Paraná e sudeste de São Paulo. Com isso, uma nova massa de ar seco voltará a influenciar o tempo no Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina, oeste do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul.

Essa mudança trará novas elevações de temperatura durante o final de semana, porém, segundo Rodrigues, os valores não devem atingir os recordes observados no primeiro decênio de fevereiro. “Essas temperaturas mais elevadas do final de semana, aliadas ao processo de formação de uma segunda frente fria, devem contribuir também para a formação de nuvens de tempestade na região sul”, alerta o meteorologista.

O risco de chuvas acima dos 50 mm será maior na região de São Borja (RS), além da possibilidade de granizo e vendavais, podendo causar danos às lavouras.

Embora a redução no calor e as chuvas, previstas com mais frequência nos próximos dias, as condições das lavouras já foram severamente afetadas. De acordo com Rodrigues, a cultura da soja no Rio Grande do Sul foi uma das mais afetadas, já que se encontra entre o desenvolvimento vegetativo ao enchimento de grãos, passando pela floração num período de restrição hídrica e estresse térmico.





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por que o caruru preocupa o produtor?


A rápida disseminação do caruru nas lavouras do Rio Grande do Sul tem preocupado os produtores rurais. A planta daninha, que já apresenta resistência a herbicidas como o glifosato, compromete a produtividade da soja ao competir por luz, água e nutrientes

Segundo João Tomás, gerente de marketing regional da Ihara, o problema se agrava quando medidas preventivas não são adotadas. “Um dos principais motivos para a disseminação do caruru é a falta de herbicidas eficazes. Com a resistência ao glifosato, o controle se torna ineficiente, e essa planta tem um alto poder de propagação. Basta que uma ou duas fiquem na lavoura para que, na safra seguinte, formem um banco de sementes prejudicial ao agricultor”, alerta Tomás.

Além das dificuldades no controle, as perdas são expressivas. A presença da planta daninha reduz significativamente o rendimento das lavouras, já que a competição com a soja se inicia logo na germinação. O especialista reforça que a estratégia de controle deve começar antes do plantio, com o uso de herbicidas pré-emergentes.

“Deixar para controlar o caruru apenas na fase pós-emergente já coloca o produtor em desvantagem. Quando a soja germina junto com a planta daninha, começa a disputa por água, luz e fertilizantes. O produtor investiu no adubo para a soja, mas, se não fizer o manejo adequado, quem aproveita é o caruru”, explica.

Uma alternativa eficiente é o uso de herbicidas pré-emergentes que eliminem o caruru antes mesmo do plantio da soja. Dessa forma, a cultura principal cresce sem competição e pode expressar seu máximo potencial produtivo.

“Quando utilizamos um bom pré-emergente,, garantimos que a soja se desenvolva sem interferências. Isso impacta diretamente na produtividade e, no final, significa mais rentabilidade para o produtor”, enfatiza Tomás.

Diante do avanço da resistência das plantas daninhas, o manejo preventivo se torna indispensável. Além da escolha do herbicida adequado, o monitoramento constante e a rotação de culturas são práticas essenciais para conter a disseminação do caruru e evitar prejuízos ainda maiores nas próximas safras.





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Wall St sobe com impulso de ações de tecnologia e novo governo de Trump em foco


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(Reuters) – Os principais índices de Wall Street subiam nesta sexta-feira, com as ações de tecnologia se recuperando de uma série de perdas, enquanto os investidores se preparavam para possíveis mudanças políticas do novo governo de Donald Trump nos Estados Unidos.

O Dow Jones subia 0,53%, a 42.615,51 pontos. O S&P 500 tinha alta de 0,75%, a 5.912,53 pontos, enquanto o Nasdaq Composite avançava 1,00%, a 19.473,50 pontos.

Todos os 11 setores do S&P 500 estavam sendo negociados em território positivo, com o setor de tecnologia da informação subindo 1,3% após cair nas últimas quatro sessões. A Nvidia impulsionava os ganhos em todos os três índices.

Wall Street teve um início de ano ruim, com o S&P 500 e o Nasdaq fechando em baixa pela quinta sessão consecutiva na quinta-feira, contrariando uma tendência histórica em que os mercados obtêm ganhos nas últimas cinco sessões de dezembro e nas duas primeiras de janeiro.

Todos os três principais índices estavam no caminho certo para registrar quedas semanais de cerca de 1% cada.

Analistas destacaram a incerteza em torno das medidas que o governo de Trump poderá implementar, especialmente com seu Partido Republicano dominando o Congresso.

As propostas de Trump, que vão desde a redução dos impostos corporativos e a flexibilização das regulações até a imposição de tarifas e a contenção da imigração ilegal, podem aumentar os lucros das empresas e impulsionar a economia. Entretanto, elas também apresentam certos riscos.

“A principal questão na qual as pessoas começarão a se concentrar é se as decisões (de Trump) serão inflacionárias e, se forem, isso sinaliza que o Fed fará uma mudança abrupta de curso e começará a aumentar os juros”, disse Peter Andersen, fundador da Andersen Capital Management.

Os operadores agora esperam que o Federal Reserve reduza a taxa de juros em cerca de 50 pontos-base este ano, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME.

No entanto, o que dificulta a justificativa para a redução dos juros é que os dados continuam sugerindo a resiliência da economia. Nesta sexta-feira, uma pesquisa mostrou que o setor industrial se aproximou da expansão em dezembro, com a produção subindo e o volume de novos pedidos crescendo ainda mais.

(Por Johann M Cherian e Pranav Kashyap em Bengaluru)





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economizar na lavoura pode sair caro?


A alta nos custos de produção tem levado muitos produtores rurais a buscarem formas de economizar. No entanto, cortar investimentos em defensivos, fertilizantes e outros insumos essenciais pode comprometer seriamente a produtividade da lavoura.

“Hoje, quando olhamos para os preços de defensivos, fertilizantes e sementes, percebemos que houve uma queda em relação às últimas safras. No entanto, outros custos, como mão de obra, diesel e captação de crédito, aumentaram significativamente”, explica João Tomás, gerente de marketing regional da Ihara.

Com a pressão financeira, alguns produtores tentam reduzir despesas eliminando aplicações de inseticidas, fungicidas ou fertilizantes, o que pode resultar em um impacto negativo na produção. O especialista alerta que a produtividade deve ser a prioridade para garantir a viabilidade econômica da lavoura.

“Muitas vezes, o produtor economiza onde não deveria. Se ele corta defensivos ou não faz o controle adequado de pragas, doenças e plantas daninhas, o prejuízo pode ser muito maior do que a economia inicial”, destaca.

O uso de produtos com ação rápida e residual é um fator-chave para garantir o controle efetivo de pragas e doenças na lavoura. Tomás cita o exemplo do percevejo, uma praga comum na soja, que pode causar grandes danos caso não seja controlada de maneira eficiente.

“Se um inseticida demora três dias para agir, nesse período a praga continua atacando a lavoura e colocando ovos, o que gera uma nova infestação”. 

O especialista reforça que, mesmo diante da alta dos custos, é fundamental que o produtor mantenha o foco na produção e adote estratégias eficientes para proteger sua lavoura. Investir em tecnologias de manejo e controle de pragas pode ser a melhor forma de garantir uma safra produtiva e rentável.

“No final das contas, o que realmente importa para o produtor é o retorno financeiro. E esse retorno só vem com produtividade. Reduzir custos de forma errada pode parecer vantajoso no curto prazo, mas pode comprometer a rentabilidade da lavoura no final da safra”, conclui Tomás.





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