terça-feira, março 24, 2026

Política & Agro

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Abertura do Show Safra Mato Grosso reunirá lideranças e evidenciar a força do agro


A população de toda a região do médio-norte de Mato Grosso está convidada a participar da abertura oficial do Show Safra Mato Grosso, que acontece nesta segunda-feira (23), a partir das 17h, no palco principal, que neste ano estará instalado no pavilhão Show Safra Connect.

Reconhecida como a maior feira de Mato Grosso, o evento marca o início de uma semana intensa voltada ao agronegócio, reunindo tecnologia, inovação e oportunidades que impulsionam a produção, a produtividade e a sustentabilidade no campo. Mais do que uma vitrine, o Show Safra é inovação para o agro, promovendo network, conexões estratégicas e a geração de grandes negócios, com alto volume de transações e negócios ao longo da programação.

A abertura contará com a presença de importantes lideranças políticas, autoridades e empresários de todo o país, reforçando a relevância do evento para o fortalecimento da cadeia produtiva e o desenvolvimento da agricultura brasileira.

Durante toda a feira, os visitantes poderão vivenciar experiências distribuídas em diversos espaços temáticos, como o Show Safra Connect, Show Safra Pecuária, Show Safra Mulher, Show Safra Aéreo, Show Safra 360 e a grande novidade deste ano: o Show Safra Educação, ampliando ainda mais o alcance do conhecimento e da inovação.

Ao longo da semana, todos os pavilhões receberão uma programação diversificada, com dinâmicas, painéis e palestras com nomes de destaque nacional, como o economista Ricardo Amorim, abordando temas ligados à eficiência produtiva, manejo inteligente, segurança alimentar e o futuro do agro sustentável.

Além disso, milhares de empresas estarão presentes com seus estandes distribuídos por todo o espaço da feira, apresentando soluções em cultivo, tecnologia e inovação, reafirmando a força do setor que move o país.

Mais do que um evento, o Show Safra Mato Grosso representa a força do campo e o protagonismo de uma região que é referência em produção. Lucas do Rio Verde se consolida como um dos grandes polos do agro nacional, contribuindo diretamente para um agro que alimenta o mundo.

A participação da comunidade é essencial para fortalecer esse movimento que conecta pessoas, ideias e oportunidades, posicionando o município no centro das discussões sobre o presente e o futuro do agronegócio brasileiro.





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Especialistas apontam falhas na legislação sobre defensivos agrícolas


A discussão sobre o uso de agroquímicos, os impactos na saúde, no meio ambiente e a responsabilidade técnica na emissão de receituários agronômicos foi realizada durante o evento “Receituário Agronômico: boas práticas, segurança alimentar e responsabilidade técnica”, promovido no dia 20 de março de 2026, no Plenário Farroupilha do CREA-RS, em Porto Alegre.

O encontro reuniu representantes do Ministério Público Federal, Ministério Público do Rio Grande do Sul, Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, do próprio CREA-RS e da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação.

Durante o debate, o engenheiro agrônomo Juarez Morbini destacou que o principal objetivo da discussão foi buscar alinhamento entre legislações que atualmente apresentam divergências. “Existem algumas leis que regulamentam, mas que não se coadunam. São leis que levam para um lado e outras para outro”, afirmou. Segundo ele, a falta de uniformidade gera insegurança e dificulta a definição clara das atribuições profissionais.

Morbini chamou atenção para os riscos associados à emissão inadequada de receituários agronômicos. De acordo com ele, erros na prescrição ou na aplicação de produtos agroquímicos podem causar prejuízos ao meio ambiente e à saúde da população. “É fundamental compreender as implicações de um receituário errôneo ou de uma aplicação mal dimensionada”, ressaltou.

Outro ponto de debate foi a atuação de diferentes profissionais na emissão desses receituários. Embora técnicos agrícolas tenham habilitação legal para exercer a função, o agrônomo aponta questionamentos sobre a compatibilidade entre formação e complexidade da atividade. “Eles têm habilitação por lei, mas não necessariamente por competência técnica equivalente”, avaliou.

A discussão também abordou a percepção da sociedade sobre os defensivos agrícolas. Para Morbini, a nomenclatura influencia diretamente a forma como o tema é entendido. “Quando se fala em medicação humana, se diz ‘remédio’. Já na agricultura, o termo ‘agrotóxico’ carrega uma conotação negativa”, explicou. Ele defende o uso de termos como “defensivos agrícolas” ou “agroquímicos”, que, segundo ele, refletem melhor a função desses produtos na proteção das lavouras.

O engenheiro agrônomo também citou dados sobre intoxicações, destacando que os defensivos não lideram os casos. “Em primeiro lugar estão os medicamentos humanos, depois animais peçonhentos, em terceiro a alimentação, e só depois aparecem os agrotóxicos”, disse, acrescentando que parte dos registros nesse grupo está relacionada a suicídios.

Apesar das divergências, Morbini avalia que o encontro marca o início de um processo mais amplo de debate. A expectativa é de que novas reuniões entre os órgãos envolvidos avancem na construção de critérios mais claros para a legislação e para a atuação profissional no setor.

“É uma discussão ampla, com pontos de vista conflitantes, mas necessária. Esse é apenas o início de um debate que ainda deve evoluir ao longo do tempo”, concluiu.





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Como o crédito fácil virou armadilha no campo


A crise que atinge o agronegócio brasileiro ganhou força recente, mas suas origens remontam a um processo gradual de mudanças no crédito e na estrutura de custos do setor. A análise é de Isabella Cristina Soares, especialista em crédito estruturado no agronegócio.

Segundo a avaliação, o movimento começa entre 2017 e 2019, período marcado por crescimento consistente, aumento de produtividade e expansão do crédito rural. O cenário favoreceu ganhos de escala e melhora nos resultados dos produtores, abrindo espaço para um ciclo mais agressivo de investimentos.

Na safra 2020/21, o setor entrou em uma fase de forte rentabilidade, impulsionada por preços elevados da soja e ampla oferta de crédito, inclusive com maior participação de instrumentos privados. O ambiente reduziu a percepção de risco e estimulou a contratação de volumes maiores de financiamento, dando início a um processo de alavancagem estrutural.

Nos ciclos seguintes, especialmente em 2021/22, houve uma elevação expressiva dos custos de produção, com destaque para fertilizantes e combustíveis. Apesar disso, os preços ainda elevados mantiveram margens altas, o que acabou mascarando a mudança no patamar de custo.

Em 2022/23, os primeiros sinais de alerta surgiram com a queda nos preços e redução das margens, enquanto o endividamento continuava em expansão. Já na safra 2023/24, a combinação de preços mais baixos, produtividade impactada em algumas regiões e dívidas vencendo levou à ruptura financeira em diversas operações.

O cenário se intensifica entre 2024 e 2026, com crédito mais restrito, margens comprimidas e aumento de renegociações e inadimplência. A avaliação aponta que a crise não decorre apenas da queda de preços, mas da combinação entre crédito abundante no passado, aumento estrutural de custos e decisões tomadas sob uma leitura equivocada do ciclo.

 





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RS abre colheita da soja com foco em irrigação e dívidas


O vice-governador Gabriel Souza participou da 17ª Abertura Oficial da Colheita da Soja do Estado do Rio Grande do Sul, nesta sexta-feira (20/3), no município de Tupanciretã, Região Central do Estado. O ato simbólico foi realizado na Fazenda Pedras Brancas, localidade de Lajeado do Celso. O titular da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Edivilson Brum, acompanhou a agenda.

A soja é uma das principais culturas do Rio Grande do Sul, produzida em 435 municípios. Segundo estimativa da Emater/RS-Ascar, espera-se uma produção de 19 milhões de toneladas nesta safra, com uma produtividade média de 2.871 kg/ha. Embora o volume seja 39% maior do que as 13,6 milhões de toneladas colhidas na temporada 2024/25, representa uma redução de 11,3% em comparação com as 21,4 milhões de toneladas projetadas antes do plantio da safra.

Conforme a Emater/RS-Ascar, além da falta de chuva, fatores como a redução de 1,7% da área projetada inicialmente, a dificuldade de emergência devido às baixas temperaturas e umidade e problemas de acesso ao crédito contribuíram para a diminuição da produção.

Gabriel defendeu a aprovação do projeto de lei 5122/2023, que se encontra em tramitação no Congresso Nacional e trata da securitização das dívidas. Para o vice-governador, é uma medida fundamental de apoio aos produtores gaúchos. “É do interesse do Brasil que o Rio Grande do Sul continue produzindo. Não faz sentido um dos principais polos do agronegócio nacional ficar sem condições de plantar por conta do endividamento provocado por sucessivas estiagens”, argumentou. “O que defendemos é uma solução estruturante, que permita ao produtor se recuperar e seguir produzindo, porque quando a safra cai aqui, o PIB do Estado e o crescimento do país sentem imediatamente.”

Gabriel ponderou ainda que, além de resolver o passado, é preciso olhar para frente e se preparar para as novas estiagens que virão. “O Estado já criou o Programa Irriga+RS para investir em irrigação, mas precisamos dar um salto na ampliação da área irrigada, no manejo do solo e na gestão da água. Por isso, apresentamos ao governo Federal a proposta de prorrogação do Fundo do Plano Rio Grande [Funrigs] para que esses recursos sejam direcionados à irrigação”, destacou. “A meta é multiplicar por cinco a área contemplada no Rio Grande do Sul, garantindo maior resiliência às lavouras diante das adversidades climáticas.”

Brum também destacou o esforço do governo do Estado na construção de políticas públicas para mitigar as dificuldades dos produtores, assim como os efeitos da estiagem. Segundo ele, a irrigação é fundamental nesse processo.

“Hoje, pouco mais de 4% da área de produção é irrigada no Estado, número ainda muito baixo. Por isso, o Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, está subvencionando 20% do valor dos projetos de irrigação, com limite de até R$ 150 mil por produtor na terceira fase do Programa Irriga+RS”, disse. “Além disso, buscamos com o governo federal a prorrogação de dívidas para que esses recursos sejam direcionados para essa finalidade, garantindo safras mais seguras, geração de renda e fortalecimento da economia, em parceria com a Emater.”





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Troca por fertilizante atinge nível crítico ao produtor



Na comparação com a média dos últimos dez anos, o indicador está 63% acima


Na comparação com a média dos últimos dez anos, o indicador está 63% acima
Na comparação com a média dos últimos dez anos, o indicador está 63% acima – Foto: Alabama Extension

A relação de troca entre soja e map atingiu um dos níveis mais elevados já registrados, refletindo um momento de forte pressão nos custos de fertilizantes e impacto direto no poder de compra do produtor. As informações são de Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado.

De acordo com a análise, o índice mensal de troca no porto mostra que o produtor precisa, atualmente, de um volume significativamente maior de soja para adquirir o fosfatado. A relação está praticamente no maior patamar da história para o período, muito próxima dos níveis observados durante o início da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Na comparação com a média dos últimos dez anos, o indicador está 63% acima. Em relação à média de cinco anos, a alta é de 37%. Já frente ao mesmo período da safra passada, o avanço chega a 26%, evidenciando uma mudança relevante no cenário enfrentado pelo produtor rural.

Os dados mais recentes reforçam esse movimento. Para a safra 2025/26, o índice projetado em setembro é de 33,5 sacas por tonelada, enquanto para a safra 2026/27 o valor estimado para março alcança 40,4 sacas por tonelada. O avanço recente chama atenção, especialmente pelo ritmo acelerado observado nos últimos 30 dias.

Durante agenda em Rio Verde, em Goiás, produtores relataram preocupação com a escalada dos preços do fósforo e seus efeitos sobre a demanda. O nível atual levanta dúvidas sobre o comportamento das compras nos próximos meses, diante da necessidade de maior desembolso em produto agrícola.

A avaliação indica que, enquanto o MAP apresenta forte valorização na relação de troca, o cenário para o cloreto de potássio segue distinto, sendo apontado como um ponto relevante de atenção dentro do mercado de fertilizantes.

 





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Formação de ciclone traz chuvas extremas ao centro-sul nesta segunda-feira (23)


A formação de um ciclone deve provocar chuvas intensas e tempestades no centro-sul do Brasil nesta segunda-feira (23), com alerta para o Rio Grande do Sul. A previsão é da Meteored, que aponta risco de volumes elevados de precipitação e transtornos em diferentes regiões do estado.

Segundo a análise, entre domingo (22) e segunda-feira (23), uma área alongada de baixa pressão deve se estender sobre o Uruguai e o território gaúcho, favorecendo a organização do sistema. “Este sistema irá organizar tempestades sobre o centro-sul do Brasil ao longo da segunda-feira (23), com grande potencial de severidade sobre o Rio Grande do Sul”, informa.

As chuvas mais intensas devem ocorrer sobre o Uruguai, mas áreas de fronteira com o Rio Grande do Sul também estão em alerta. O modelo europeu ECMWF, citado na análise, indica potencial para volumes considerados incomuns. “Alguns pontos do Rio Grande do Sul também podem ter volumes considerados incomuns, que podem se aproximar de 100 mm em 24 horas”, aponta o texto.

A intensidade das precipitações está associada à atuação de um rio atmosférico, que transporta grande quantidade de umidade da região tropical. Esse sistema deve cruzar o estado ao longo do dia, com maior intensidade nas regiões Oeste, Campanha e Sul.

A previsão indica que, entre a madrugada e o amanhecer de segunda-feira, há possibilidade de tempestades com maior intensidade, inicialmente na metade oeste do estado. Ao longo do dia, o sistema avança e pode atingir também o norte, a Região Metropolitana de Porto Alegre e a Serra Gaúcha. “Há risco de fortes rajadas de vento e formação de granizo”, informa a análise.

Os ventos devem ser mais intensos na faixa de fronteira com o Uruguai, podendo ultrapassar 50 km/h, enquanto no extremo sul do estado podem superar 80 km/h.

Com o avanço do sistema e o aumento das temperaturas ao longo do dia, as instabilidades também devem atingir Santa Catarina, Paraná e a metade oeste de São Paulo. Nessas áreas, a previsão indica ocorrência de tempestades e chuvas irregulares, com acumulados que podem chegar a 50 mm em curto período.

A análise ressalta que a previsão de precipitação envolve maior grau de incerteza, especialmente em eventos extremos. “Eventos incomuns ou extremos de chuva são particularmente desafiadores”, destaca o conteúdo, que aponta variações nas projeções recentes de acumulados, entre valores superiores a 150 mm e inferiores a 100 mm.

Diante desse cenário, a recomendação é de atenção nas áreas de fronteira com o Uruguai e no oeste do Rio Grande do Sul, onde os volumes podem superar os indicados inicialmente.





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Leilão de frete contratará transporte de 6,48 mil toneladas de milho destinadas ao ProVB



Leilão da Conab vai contratar frete para transportar milho ao ProVB no Nordeste



Foto: USDA

Na próxima terça-feira (24), a Companhia realizará leilão para contratar serviço de transporte de remoção de 6,48 mil toneladas de milho, vinculados aos estoques públicos. O pregão será realizado a partir das 9h30 (horário de Brasília) por meio do Sistema de Comercialização Eletrônico da Conab (Siscoe), conforme o Aviso de Frete nº 08/2026. O cereal a ser removido será destinado ao Programa de Venda em Balcão (ProVB).

Voltado a pequenos criadores rurais, o ProVB facilita o acesso direto a estoques públicos a preços compatíveis com o mercado atacadista local. No caso do milho, o programa contribui para reduzir custos na formulação de ração animal, assegurando regularidade no fornecimento e fortalecendo a produção de espécies criadas em pequena escala, especialmente em regiões dependentes desse insumo.

A operação logística contemplará rotas que partem de unidades que armazenam estoques públicos localizadas em Campo Grande/MS, Brasília/DF  e Uberlândia/MG, com distribuição para unidades armazenadoras e unidades satélites de vendas em Pernambuco, na Paraíba e no Rio Grande do Norte. Os lotes foram estruturados com fluxos de embarque compatíveis com a capacidade operacional dos locais de origem e de destino.

Para participar do leilão, as empresas deverão estar vinculadas a uma Bolsa de Mercadorias, serem cadastradas no Sistema da Conab (Sican) e estar em situação regular em cadastros de fornecedores, de créditos do setor público e no Sistema de Registro e Controle de Inadimplentes da Conab (Sircoi). Além disso, precisam comprovar que sua atividade principal é compatível com o serviço de transporte de carga.

As demais exigências para participar do leilão podem ser conferidas no Aviso de Frete n.º 8/2026.

Serviço:Leilão eletrônico para contratação de frete de milho em grãos

Edital: Aviso de Frete n.º 8/2026 

Data: terça-feira, 24 de março

Horário: 9h30





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Mercado eleva previsão da inflação para 4,17% para 2026


A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – referência oficial da inflação no país – passou de 4,1% para 4,17% em 2026. A estimativa está no boletim Focus desta segunda-feira (23), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Em meio às tensões em torno da guerra no Oriente Médio, pela segunda semana seguida, a previsão para a inflação de 2026 foi elevada, mas ainda se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7% [https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/inflacao-oficial-recua-para-381-com-variacao-de-07-em-fevereiro], uma aceleração diante do registrado em janeiro, 0,33%. No entanto, o acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

Para 2027, a projeção da inflação se mantém em 3,8%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,52% e 3,5%, respectivamente.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros (Taxa Selic), definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na reunião da semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.

Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, quando era de 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes.

Na ata da reunião de janeiro, o Copom afirmou que iniciaria um ciclo de corte nos juros na reunião deste mês, mas o comunicado divulgado após o encontro trouxe mais cautela diante do aumento das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio. O BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário.

A estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica foi elevada nesta edição do boletim Focus – de 12,25% ao ano para 12,5% ao ano até o final de 2026. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,5% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 1,83% para 1,84%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o fim deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,45.





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Cais Mauá passa por ajustes finais para receber o South Summit Brazil 2026


A estrutura do South Summit Brazil 2026 está na fase final de montagem no Cais Mauá, marcando a contagem regressiva para um dos maiores encontros de inovação, tecnologia e empreendedorismo da América Latina. Correalizado pelo governo do Estado, o evento começa na quarta-feira (25/3) e segue até sexta-feira (27), com a expectativa de reunir milhares de participantes na capital gaúcha.

A secretária de Inovação, Ciência e Tecnologia, Simone Stülp, celebra a chegada da quinta edição do evento. “Mais uma vez, estamos prontos para receber pessoas de diferentes lugares do mundo, representando o ecossistema nacional e internacional de inovação. Sem dúvida, teremos mais uma edição memorável”, afirma.

Com a proximidade do início das atividades, a área histórica do Cais passa por uma intensa transformação para receber os diferentes espaços do evento, incluindo palcos de conteúdo, áreas de exposição, arenas de networking e estruturas voltadas à experiência do público. A montagem mobiliza equipes técnicas e envolve a adaptação dos armazéns e áreas externas, que se tornam um grande hub de conexões e negócios durante os três dias de programação.

Governo do Estado mobiliza projetos sociais para o South Summit Brazil 2026

A estrutura ocupará uma área útil aproximada de 30 mil metros quadrados (m²), ao longo de quatro armazéns do Cais Mauá. Serão sete palcos com uma extensa programação de painéis e apresentações, incluindo o RS Innovation Stage, que é a casa do governo gaúcho no evento. Esse espaço aumentará de 263 m² para 292 m², com o total de assentos passando de 125 para 144.

Além do RS Innovation Stage, o governo também estará presente em outros palcos e no marketplace – local de exposição, com estandes de patrocinadores, startups e parceiros. Neste ano, pela primeira vez, a Sunset Street, que dá acesso a todos os palcos, será coberta, o que garante que as condições climáticas não afetarão os visitantes.

Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática realiza ação social do South Summit Brazil em Estrela

O South Summit Brazil integra a estratégia de fortalecimento do ecossistema de inovação gaúcho, estimulando a geração de negócios, a atração de talentos e a internacionalização de empresas e iniciativas locais. A realização do evento nos últimos cinco anos reforça o posicionamento do Estado como porta de entrada para conexões globais e desenvolvimento tecnológico.

Novidades da quinta edição

Entre as novidades desta edição está o estúdio de podcast, que poderá ser utilizado por profissionais de imprensa e patrocinadores. O evento também passa a contar com o novo Experience VIP Lounge, espaço integrado voltado a conexões estratégicas e negócios, além da Cais Room, uma sala multiuso, e da Guaíba Room, dedicada a reuniões e encontros privados, com possibilidade de agendamento por participantes, investidores, startups e speakers.

Palco do governo no South Summit Brazil, RS Innovation Stage recebe 372 inscrições, maior procura já registrada

A agenda inclui, ainda, a segunda edição da South Summit Brazil Run, no sábado (28), com percursos de 3, 5 e 10 quilômetros, no Parque Harmonia.

A qualificação estrutural contempla, ainda, iniciativas voltadas à acessibilidade, ao bem-estar e à segurança do público, com reforço do time de profissionais especializados e uma sala de acolhimento.

South Summit Brazil

Criado na Espanha e consolidado como a maior feira de inovação do sul da Europa, o South Summit chegou ao Rio Grande do Sul por iniciativa do governo de Eduardo Leite, em parceria com a Prefeitura de Porto Alegre. Antes da chegada ao Estado, o evento ainda não possuía edição na América Latina.

Por que é importante para o Estado sediar eventos que fomentam iniciativas de inovação como o South Summit Brazil? 

Em 2025, a edição brasileira reuniu 23 mil participantes de 62 países, incluindo 900 investidores e 140 fundos, com mais de US$ 215 bilhões sob gestão. O encontro também recebeu mais de 3 mil startups e 800 speakers.

O tema desta edição será “Human by Design” — conceito que coloca o ser humano no centro do desenvolvimento de tecnologias e produtos, destacando soluções orientadas às necessidades e ao potencial das pessoas.

Texto: Ascom SictEdição: Secom





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Brasil e China tratam regras fitossanitárias



Mudança busca agilizar certificados sanitários


Foto: USDA

O Ministério da Agricultura e Pecuária modificou os procedimentos de fiscalização aplicados às cargas de soja destinadas à exportação para a China. A decisão foi oficializada na última sexta-feira (13) pelo Serviço de Vigilância Agropecuária Internacional, após solicitações de empresas tradings do setor.

Com as novas regras, a coleta de amostras de soja para inspeção passa a ser realizada por empresas supervisoras contratadas pelas tradings, enquanto o ministério seguirá responsável pela análise de 10% de todo o carregamento. A medida tem como objetivo agilizar a emissão dos certificados sanitários, que anteriormente eram liberados quando os navios já estavam em alto-mar.

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Além das mudanças operacionais, representantes do ministério devem viajar à China entre os dias 20 e 29 de março para reuniões bilaterais com autoridades do país asiático. A agenda inclui discussões sobre temas sanitários e fitossanitários ligados ao comércio agropecuário, com foco na fiscalização de produtos exportados pelo Brasil, como a soja.

A delegação brasileira participará da X Reunião da Subcomissão de Temas Sanitários e Fitossanitários e da VII Reunião da Subcomissão de Agricultura da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação, que serão realizadas em Pequim.

Os encontros devem abordar protocolos sanitários, exigências fitossanitárias e procedimentos de inspeção que impactam as exportações brasileiras para o mercado chinês, principal destino da soja nacional. A expectativa é de alinhamento nas regras de fiscalização e ampliação da cooperação técnica entre os dois países no comércio agropecuário. Com informações da CNN.*





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