sexta-feira, março 27, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Damping-off exige controle desde o plantio do algodão



Manejo reduz risco de tombamento em lavouras de algodão


Foto: Canva

A doença conhecida como Damping-off, também chamada de mela ou tombamento, representa um desafio para a cotonicultura brasileira. Segundo a engenheira agrônoma Gressa Chinelato, em artigo publicado no Blog da Aegro, o problema afeta as plântulas do algodoeiro, provocando o tombamento das plantas ainda nas fases pré e pós-emergência. Esse processo leva à morte das mudas e compromete o estande final da lavoura.

A doença tem origem em diferentes patógenos, sendo os mais recorrentes Rhizoctonia solani e Colletotrichum gossypii, com ampla distribuição nas regiões produtoras do país. “Trata-se de um problema recorrente nas lavouras de algodão e que pode comprometer o desenvolvimento inicial das plantas”, explica Chinelato.

As condições ambientais desempenham papel decisivo no desenvolvimento do Damping-off. A combinação de alta umidade e temperaturas entre 18°C e 30°C favorece a proliferação dos fungos. “As sementes contaminadas funcionam como principal fonte de inóculo da doença, o que torna o manejo adequado essencial desde a semeadura”, destaca a agrônoma.

Para conter o avanço da doença, algumas práticas são recomendadas. Chinelato ressalta a importância de utilizar sementes sadias, quimicamente deslintadas e tratadas com fungicidas. Além disso, é fundamental garantir o espaçamento adequado entre as plantas e adotar a rotação de culturas como estratégia preventiva.

A presença do Damping-off nas lavouras pode resultar em prejuízos econômicos diretos, com a necessidade de replantio e redução no potencial produtivo. Por isso, medidas preventivas devem fazer parte do planejamento das áreas de algodão.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Chuva segura colheita inicial do milho em Mato Grosso



Colheita do milho começa com atraso em Mato Grosso




Foto: Canva

A colheita do milho foi oficialmente iniciada em Mato Grosso no dia 16 de maio, segundo informou o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), em boletim divulgado na segunda-feira (27). Até o dia 23, o avanço das máquinas no campo atingiu 0,31% da área estimada para a safra atual.

Esse percentual representa um atraso de 1,63 ponto percentual em comparação com o mesmo período do ano passado e de 0,66 ponto em relação à média dos últimos cinco anos. Apesar do início mais lento, o Imea considera que esse volume ainda não compromete o potencial da colheita do estado.

“O percentual colhido ainda é pequeno e não interfere nas projeções de produção. A expectativa permanece positiva”, afirmou o instituto. De acordo com os analistas, o desenvolvimento das lavouras segue dentro do previsto, favorecido pela manutenção dos volumes de chuva em boa parte das regiões produtoras até meados de maio.

O Imea também observa que, nas próximas semanas, os modelos meteorológicos já apontam para uma redução nas chuvas, comportamento considerado típico para o período em Mato Grosso. A tendência de tempo mais seco deve acelerar o ritmo da colheita à medida que as lavouras avancem para a maturação e a umidade do solo diminua.

Ainda segundo o instituto, as atenções do setor se voltam agora para o desempenho das lavouras. “A expectativa é de que a produção supere a registrada no ciclo anterior”, informou o Imea, ao destacar que os rendimentos serão monitorados de perto nas próximas semanas.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Queda no crédito reduz área de trigo


A ampliação das regiões aptas ao cultivo do trigo no Rio Grande do Sul, autorizada pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) a partir de 21 de maio, impulsionou a semeadura no estado, conforme informou a Emater/RS-Ascar em boletim divulgado nesta quinta-feira (29). A medida resultou no aumento do número de propriedades envolvidas e na intensificação das atividades de plantio até o dia 24, quando as chuvas interromperam temporariamente os trabalhos no campo.

Segundo o boletim, os produtores devem retomar a semeadura assim que as condições de umidade do solo permitirem a operação mecanizada. Antes da paralisação, houve maior movimentação na dessecação das áreas destinadas à cultura, com aplicação de herbicidas sistêmicos voltados ao controle de plantas daninhas e resíduos da safra anterior. As lavouras já implantadas estão em fase de emergência, com germinação e vigor inicial considerados adequados.

Apesar do avanço inicial, a definição da área total a ser cultivada segue incerta. De acordo com a Emater, fatores como os prejuízos registrados na última safra de soja e a consequente descapitalização dos produtores têm influenciado na decisão sobre o plantio. “Os custos de financiamento e do seguro agrícola seguem elevados, o que limita o acesso ao crédito”, informou a entidade.

Dados do Banco Central apontam uma redução nas operações de custeio da cultura. Em maio de 2024, foram financiados cerca de 770 mil hectares. Já em 2025, esse número caiu para aproximadamente 380 mil hectares, uma retração de 50%. Embora novas contratações ainda possam ocorrer, a Emater considera o volume atual representativo, uma vez que, no ano passado, cerca de 90% das operações já estavam efetivadas até o fim de maio.

Diante da restrição ao crédito, parte dos produtores deve recorrer à utilização de sementes salvas, combinadas com redução no uso de fertilizantes, especialmente NPK e fontes nitrogenadas. Essa estratégia, segundo a Emater, pode comprometer o desempenho das lavouras. “A adoção de insumos menos tecnológicos tende a impactar negativamente o potencial produtivo”, alertou o órgão técnico.

Na safra de 2024, o Rio Grande do Sul cultivou 1.331.013 hectares de trigo, com produtividade média de 2.781 kg/ha, conforme dados do IBGE. A Emater/RS-Ascar está finalizando o levantamento de intenção de plantio e as estimativas de produtividade para a safra 2025, que devem ser divulgados nas próximas semanas.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Cotações do boi gordo e do “boi China” recuam em São Paulo


De acordo com dados do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria, o mercado físico do boi gordo registrou recuo nos preços em São Paulo, com a cotação da arroba caindo R$ 2,00. O valor pago pelo chamado “boi China” também apresentou queda, de R$ 1,00 por arroba. As informações são da consultoria Scot Consultoria, que apontou a manutenção da pressão vendedora e o ritmo lento de escoamento da carne como fatores que limitaram o fôlego da arroba.

“Os frigoríficos seguem evitando alongar as escalas de abate, já que o consumo está fraco”, informou a consultoria. Apesar disso, a oferta de animais prontos para o abate segue elevada, com escalas programadas, em média, para sete dias. Para as categorias vaca e novilha, os preços se mantiveram estáveis no estado paulista.

Em Santa Catarina, o avanço da entressafra de capim reduziu a disponibilidade de pastagens, o que elevou a oferta de bovinos. Ainda assim, o mercado permaneceu estável, sem alterações nas cotações em nenhuma das categorias monitoradas. Segundo a Scot Consultoria, a oferta tem sido suficiente para atender à demanda, sem gerar pressão nos preços.

No Rio Grande do Sul, a situação variou entre as regiões. No Oeste do estado, o preço do boi gordo permaneceu estável, enquanto a cotação da vaca caiu R$ 0,05 por quilo e a da novilha teve recuo de R$ 0,10 por quilo. Já na região de Pelotas, os preços do boi gordo e da vaca não apresentaram variação, com a novilha registrando queda de R$ 0,05 por quilo.

A consultoria avalia que, com o consumo interno contido e a oferta de animais relativamente firme, o mercado segue atento ao comportamento da demanda nos próximos dias para definir os rumos das cotações.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Irregularidade de chuvas limita cultura da mandioca



Produtividade da mandioca é afetada por falta de chuva




Foto: Canva

A produção de mandioca na região de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul, enfrenta dificuldades devido à irregularidade das chuvas. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (29), a cultura, voltada principalmente ao consumo humano, produção de polvilho e alimentação animal, apresentou produtividade de 15.417 quilos por hectare.

A escassez de precipitações tem limitado o acúmulo de reservas nas plantas, o que compromete o desempenho das lavouras. Segundo a Emater/RS-Ascar, “a colheita segue sendo realizada com foco no consumo familiar e na comercialização local”. Os preços da mandioca variam entre R$ 3,00 e R$ 4,00 por quilo in natura, e entre R$ 5,00 e R$ 10,00 por quilo quando descascada e embalada.

Além do impacto climático, produtores também enfrentam alta incidência de pragas, como mosca-branca e percevejo-de-renda, que causam danos às folhas. “Recomenda-se o monitoramento constante das lavouras e, quando necessário, o uso de caldas protetoras ou defensivos químicos adequados”, orienta o boletim da Emater.

A entidade segue acompanhando as condições da cultura e reforça a importância da adoção de práticas de manejo para mitigar os efeitos das adversidades climáticas e fitossanitárias. 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Exportações de mel crescem no 1º quadrimestre


As exportações brasileiras de mel “in natura” registraram alta no primeiro quadrimestre de 2025, segundo dados da Agrostat Brasil divulgados no Boletim de Conjuntura Agropecuária da última quinta-feira (29), elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Entre janeiro e abril, o Brasil exportou 11.901 toneladas do produto, o que representa um aumento de 8,2% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram embarcadas 11.000 toneladas.

A receita cambial obtida no período foi de US$ 37,431 milhões, um crescimento de 34,9% em comparação aos US$ 27,740 milhões registrados no ano anterior. O preço médio por tonelada subiu 24,7%, passando de US$ 2.521,83 para US$ 3.145,23 – o equivalente a US$ 3,15 por quilo.

No recorte estadual, Minas Gerais liderou as exportações com 2.991 toneladas embarcadas, gerando receita de US$ 9,504 milhões. O Paraná manteve-se na segunda posição, com 2.409 toneladas e receita de US$ 7,774 milhões. “O Paraná apresentou crescimento expressivo de 129,6% em volume exportado e de 201,8% em receita”, destacaram os analistas do Deral.

Na sequência, aparecem o Piauí, com 1.843 toneladas e receita de US$ 5,487 milhões; Santa Catarina, com 1.317 toneladas e US$ 4,025 milhões; e São Paulo, com 1.115 toneladas e receita de US$ 5,572 milhões.

O principal destino do mel brasileiro continua sendo os Estados Unidos, que absorveram 83,1% do volume total exportado, o equivalente a 9.889 toneladas, com receita de US$ 31,023 milhões. No mesmo período de 2024, o país havia importado 9.600 toneladas, ao custo de US$ 23,093 milhões.

Além dos EUA, outros mercados relevantes foram Canadá (950 toneladas e US$ 3,017 milhões), Alemanha (421 toneladas e US$ 1,308 milhão), Reino Unido (268 toneladas e US$ 794 mil), Países Baixos (200 toneladas e US$ 624 mil) e Austrália (40,6 toneladas e US$ 98,9 mil).





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Escassez hídrica compromete batata em Passo Fundo



Qualidade da batata pode cair




Foto: Pixabay

As lavouras de batata safrinha na região administrativa de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, enfrentam dificuldades causadas pela escassez de chuvas desde o plantio. A informação foi divulgada no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar na quinta-feira (29).

De acordo com os técnicos da entidade, as plantas estão em fase de desenvolvimento vegetativo e formação de tubérculos, mas a falta de precipitações regulares e as limitações para irrigação têm comprometido o ciclo da cultura. “Essas condições devem impactar negativamente tanto na produtividade quanto na qualidade do produto”, avaliou a equipe da Emater/RS-Ascar.

A colheita está prevista para a segunda quinzena de maio, quando será possível mensurar os efeitos da estiagem sobre o rendimento das lavouras. No mercado local, o saco de 50 quilos da batata, seja do tipo rosa ou branca, está sendo vendido a R$ 60,00.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Clima favorece trigo e cevada no sul da Europa



Precipitações favorecem culturas na França




Foto: Pixabay

O boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado na quarta-feira (28), apontou que a seca voltou a ganhar força na Península Ibérica, ao mesmo tempo em que chuvas localizadas de intensidade variável predominaram em outras regiões da Europa. Após semanas de tempo nublado e chuvoso, Portugal e Espanha registraram céu claro e temperaturas dentro da média, o que favoreceu o desenvolvimento dos grãos de inverno em fase de formação.

“A melhora nas condições meteorológicas reduziu as preocupações com o excesso de umidade nessas áreas agrícolas”, informaram os analistas do boletim. No restante do continente, o deslocamento de uma massa de ar que antes bloqueava o noroeste da Europa permitiu o retorno de precipitações ao norte europeu.

Apesar de as chuvas terem sido fracas — inferiores a 10 mm — em regiões críticas como o sudeste da Inglaterra, o norte da França e o norte da Alemanha, os acumulados foram considerados positivos. “Ainda será necessário um volume maior de chuva para manter boas perspectivas para os grãos e oleaginosas de inverno”, alertou o relatório.

No centro e sul da França, bem como no sul da Alemanha, os volumes foram mais expressivos, entre 15 mm e 50 mm, sustentando condições favoráveis às culturas reprodutivas e em fase de enchimento. Já na Polônia e nos Estados Bálticos, chuvas leves a moderadas combinadas com temperaturas entre 2°C e 4°C abaixo do normal mantiveram o cenário propício para a agricultura.

A Itália e os Bálcãs também registraram tempestades periódicas, com totais superiores a 50 mm em algumas áreas, especialmente no norte da Itália e no Vale do Danúbio. A sequência de clima úmido e frio no sul e sudeste da Europa, com temperaturas até 5°C abaixo da média, foi considerada próxima do ideal para o desenvolvimento do trigo de inverno, cevada e colza em fase reprodutiva.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Cultivo de uva tem manejo antecipado



Parreirais recebem bioinsumos e pré-poda




Foto: Divulgação

Agricultores da região administrativa de Erechim, no Rio Grande do Sul, deram início às atividades de pré-poda nos parreirais, focando na remoção de galhos secos e na aplicação de calda sulfocálcica. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (29).

Segundo o boletim, alguns produtores também vêm utilizando bioinsumos produzidos nas próprias propriedades. O objetivo, de acordo com os técnicos da Emater, é “melhorar as condições físicas e químicas do solo para o próximo ciclo produtivo”.

Além das práticas de manejo, houve aumento nas áreas cobertas destinadas ao cultivo da uva. Em Floriano Peixoto, a área sob cobertura alcançou 2,5 hectares. Em Erechim, a cobertura atinge 1 hectare, enquanto em Mariano Moro o total chega a 3 hectares.

A expectativa dos extensionistas é que essas ações contribuam para o fortalecimento das plantas e para a regularidade na produção, especialmente diante das variações climáticas da região.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Dia do Hambúrguer inspira receitas caseiras



Data celebra variedade no preparo do hambúrguer




Foto: Pixabay

Comemorado em 28 de maio, o Dia do Hambúrguer tem incentivado consumidores a irem além das tradicionais opções de fast-food e a explorarem novas receitas feitas em casa. A data tem sido uma oportunidade para transformar a cozinha em um espaço de experimentação e criar hambúrgueres personalizados, com combinações que atendem a diferentes perfis de consumo.

Segundo o Supermercados Mundial, é possível preparar versões mais leves ou com sabores mais intensos, incluindo alternativas como hambúrgueres de peixe com molho cítrico. Para quem pretende montar o hambúrguer do zero, a escolha da carne é um dos fatores determinantes para o resultado final.

Opções magras (para um hambúrguer mais leve):

  • Patinho: carne magra e com boa textura, ideal para quem quer reduzir gordura.
  • Coxão mole: ótimo custo-benefício e sabor equilibrado.
  • Filé de frango moído: uma alternativa leve, especialmente para quem está de olho nas calorias.

Blends criativos (para um hambúrguer mais suculento):

  • Acém + peito bovino: combinação clássica de sabor e gordura na medida.
  • Fraldinha + costela: para um hambúrguer intenso e macio.
  • Acém + bacon: para os fãs de sabor defumado e mais ousado.
  • Peixe branco + camarão picado: blend sofisticado e surpreendente.






Source link