terça-feira, março 24, 2026

Política & Agro

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Há possibilidade de alta na soja



Por outro lado, há fatores de baixa que exigem cautela



Por outro lado, há fatores de baixa que exigem cautela
Por outro lado, há fatores de baixa que exigem cautela – Foto: Pixabay

Segundo análise da TF Agroeconômica, com o Brasil praticamente isolado no fornecimento de grandes volumes de soja no mercado internacional, há uma janela favorável para alta dos preços. No entanto, a consultoria alerta que os produtores brasileiros já perderam metade do lucro disponível ao não fixarem preços em maio de 2024. Por isso, a principal recomendação é aprender a operar no mercado futuro de Chicago e dividir a produção em pelo menos 10 lotes, vendendo gradualmente a cada alta.

Entre os principais fatores de alta, estão: o aumento do óleo de soja nos EUA, impulsionado pelas tarifas impostas ao Canadá que reduzem a competitividade do óleo de canola; nova venda de 219.900 toneladas de soja americana para o México; a desvalorização do real, que mesmo após queda de 10,45% no ano, recuperou 2,64% na última semana; o aumento da demanda chinesa pelo grão brasileiro; e a valorização dos prêmios de exportação, que saltaram de -5 para +10 cents/bushel entre os dias 1º e 12 de julho — um ganho de US\$ 3,34/tonelada para a soja brasileira.

Por outro lado, há fatores de baixa que exigem cautela. A China segue sem demonstrar interesse pela soja americana da nova safra, mas as boas condições climáticas no cinturão produtor dos EUA favorecem o desenvolvimento das lavouras. Além disso, a Conab e a ANEC apontam aumento nas exportações brasileiras, o que pode pressionar preços. A Argentina também teve sua produção elevada para 49,9 milhões de toneladas. O USDA, embora tenha reduzido ligeiramente a produção dos EUA, elevou projeções de esmagamento e consumo, mas aumentou os estoques finais para 8,44 milhões de toneladas, o que limita o espaço para altas expressivas.

Diante desse cenário complexo e volátil, a TF Agroeconômica reforça a importância do acompanhamento diário do mercado e do uso de ferramentas de proteção de preços, especialmente em um momento em que os produtores brasileiros têm grande protagonismo nas exportações globais.





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Produtores agora podem contar com uma nova solução biológica para a defesa da lavoura


Atenta aos desafios fitossanitários que impactam diretamente a produtividade no campo, a Nitro — empresa brasileira referência em insumos agrícolas de nutrição e biológicos — anuncia o lançamento de um produto que chega para fortalecer o manejo sustentável e estratégico nas lavouras. Trata-se do Égide Max, biofungicida foliar formulado com cepas de Bacillus de alta performance.

Com eficácia comprovada em ensaios realizados na safra 2023/24 contra doenças foliares de difícil controle, o novo produto foi desenvolvido para atender às diversas realidades de cada região produtora do Brasil. O lançamento representa uma nova etapa na expansão do portfólio da Nitro, que reforça sua presença no mercado de biológicos, que cresce rapidamente incentivado pela demanda por alternativas eficazes ao controle químico tradicional.

“A realidade do produtor mudou. Os desafios de campo, como as doenças foliares, se tornaram mais complexos e exigem ferramentas específicas e eficazes. Por isso, estamos entregando uma solução altamente estratégica, com formulação robusta, ação comprovada e amplo espectro de controle”, afirma Celso Santi Júnior, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da área de biológicos da Nitro.

Blindagem contra doenças foliares

O Égide Max chega ao mercado com o objetivo de elevar a proteção foliar nas lavouras de soja, milho, algodão, café, cana-de-açúcar e HF. Sua formulação combina duas cepas de alto desempenho no controle de patógenos como Corynespora cassiicola (mancha-alvo), Phakopsora pachyrhizi (ferrugem-asiática), entre outras. Com aplicação recomendada em diferentes fases do ciclo produtivo, é uma solução que atua por meio de barreira física, controle direto e indução de resistência nas plantas.

“Com esse produto, entregamos ao produtor um aliado fundamental no controle de doenças foliares de difícil manejo, contribuindo para o controle de resistência e com a sustentabilidade da lavoura. É um ativo que dialoga com as exigências do futuro, sem abrir mão da performance agronômica”, reforça.

Crescimento expressivo e mudança de paradigma no campo

O mercado de produtos biológicos no Brasil vem apresentando crescimento exponencial nos últimos anos. De acordo com dados da Kynetec FarmTrak 2025, mais de 133 milhões de hectares já são potencialmente tratados com soluções biológicas no país; sendo 11,5 milhões com biofungicidas. O dado é ainda mais relevante quando se considera que apenas 7% dos agricultores utilizam fungicidas biológicos, o que demonstra o amplo espaço para crescimento desse segmento.

Esse avanço é impulsionado por três fatores principais: aumento da resistência de patógenos aos defensivos tradicionais, pressão por legislações ambientais mais rigorosas e demanda do consumidor por práticas agrícolas mais sustentáveis. Nesse cenário, o desenvolvimento do Égide Max representa uma resposta técnica às dores do produtor rural, com foco em doenças foliares que causam prejuízos bilionários se não forem adequadamente controladas.

“Nosso compromisso é oferecer ferramentas que ajudem o produtor a proteger sua lavoura com eficiência, segurança e respeito ao meio ambiente. A biotecnologia é, sem dúvida, um caminho certo e promissor na agricultura moderna”, conclui Celso.

Sobre a Nitro

A Nitro é uma multinacional brasileira com quase 90 anos de história, com atuação nos segmentos de insumos para o agronegócio, especialidades químicas e químicos industriais. A Nitro ingressou no agro em 2019 e, em cinco anos no segmento, se consolidou como uma das três maiores empresas de nutrição e biológicos do setor. A Nitro conta com 6 unidades de produção no Brasil e 4 centros de Pesquisa e Desenvolvimento, além dos centros de distribuição, unidades internacionais e escritório administrativo em São Paulo (SP).

 





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Setores do Paraná temem prejuízo com tarifa dos EUA


A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) emitiu nota técnica nesta semana manifestando preocupação com a tarifa de 50% que será aplicada pelos Estados Unidos a todos os produtos brasileiros a partir de 1º de agosto de 2025. A entidade afirma que a medida representa “um cenário de profunda preocupação para a economia do Paraná”.

De acordo com a FAEP, os Estados Unidos consolidaram-se como o segundo principal parceiro comercial do estado, com exportações que somaram US$ 1,587 bilhão em 2024. “Essa medida unilateral ameaça uma relação comercial historicamente importante para o Estado, principalmente no que se refere ao setor do agronegócio”, destacou a entidade.

Entre os setores mais expostos ao impacto da tarifa estão produtos florestais, café, couros, pescados e alimentos processados. A FAEP aponta que o aumento no custo de exportação pode inviabilizar economicamente a operação de muitos desses segmentos. “A análise técnica indica a inviabilidade comercial para muitos desses produtos, o que pode levar a aumento nos custos de produção, desemprego e queda nos preços internos”, afirma o documento.

No primeiro bimestre de 2025, os Estados Unidos figuraram como o terceiro maior destino das exportações paranaenses, com US$ 214,05 milhões. Apenas em janeiro, as vendas ao país somaram US$ 94,37 milhões. Para a FAEP, essa regularidade confirma que os EUA não são apenas um mercado eventual, mas um elemento estrutural na pauta exportadora do Paraná.

A nota também chama atenção para os efeitos diretos sobre produtos com margens de lucro reduzidas, como o setor de couros, que já enfrentou queda de receita em 2024. “A elevação dos custos de exportação em 50% significa que os produtos paranaenses se tornariam mais caros para os importadores americanos, resultando em uma perda direta de mercado, e não apenas em uma contração temporária”, ressalta a entidade.

Diante do cenário, a FAEP defende uma atuação diplomática coordenada para tentar reverter ou mitigar os efeitos da medida. “Reiteramos o compromisso com um sistema de comércio multilateral justo, não discriminatório, aberto, equitativo e transparente”, conclui o posicionamento.





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Safra de trigo no Brasil deve ser a menor desde 2020



Mercado interno poderá continuar dependente do trigo importado




Foto: Canva

Mesmo com estabilidade nas cotações, o mercado nacional de trigo está em alerta. A CEEMA estima que o Brasil deverá colher apenas 6,9 milhões de toneladas em 2025, uma queda de 10,5% em relação às previsões anteriores. Caso se confirme, será a menor safra desde 2020, quando o país produziu 6,2 milhões de toneladas.

A redução se deve à menor área semeada e aos impactos das geadas, especialmente no Paraná. O estado já concluiu a semeadura, enquanto o Rio Grande do Sul tem entre 70% e 80% da área plantada. Os preços, por sua vez, seguem firmes: R$ 70,00/saca no RS e R$ 78,00/saca no PR, com demanda sustentada por um volume crescente de importações.

Somente em junho, o Brasil importou 487.040 toneladas de trigo, sendo 94,1% da Argentina e 5,9% do Paraguai. No acumulado do semestre, foram 3,58 milhões de toneladas, um crescimento de 6,3% sobre 2024.

A CEEMA alerta que o mercado interno poderá continuar dependente do trigo importado, diante da quebra na produção nacional e da manutenção dos preços internacionais relativamente competitivos.





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Trump e clima pressionam o milho em Chicago



Cotações do milho recuam em Chicago diante de incertezas comerciais




Foto: Pixabay

A Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) informou, em análise referente ao período de 4 a 10 de julho, publicada nesta quinta-feira (12), que as cotações do milho recuaram de forma significativa na Bolsa de Chicago. O contrato com vencimento mais próximo fechou o dia 10 cotado a US$ 4,07 por bushel, contra US$ 4,31 na semana anterior.

Segundo o Ceema, o movimento de queda foi influenciado pela retomada das ameaças tarifárias do ex-presidente Donald Trump, com o fim da trégua de 90 dias se aproximando. A expectativa em torno do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para o dia 11, e as condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento da safra norte-americana também contribuíram para o viés de baixa no mercado.

No campo, as lavouras de milho nos Estados Unidos apresentavam, em 6 de julho, 74% de área em condições consideradas boas a excelentes, ante 68% no mesmo período do ano passado. Outras 21% estavam em situação regular e apenas 5% entre ruins e muito ruins, conforme dados oficiais.

Quanto às exportações, os embarques de milho norte-americano totalizaram 1,5 milhão de toneladas na semana encerrada em 3 de julho. O volume ficou dentro das expectativas do mercado. Com esse resultado, os Estados Unidos alcançaram 56,4 milhões de toneladas exportadas no atual ano comercial, um aumento de 30% em relação ao mesmo período do ciclo anterior.





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Associação afirma que tarifa de 50% compromete competitividade do arroz beneficiado e pede ação diplomática imediata do governo brasileiro



Atualmente os EUA absorvem 19% do valor exportado de arroz branco do Brasil




Foto: Pixabay

A Associação Brasileira da Indústria do arroz (Abiarroz) emitiu nota oficial manifestando “profunda preocupação” com a decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras, incluindo o arroz beneficiado. A entidade alerta que a medida compromete diretamente a sustentabilidade da cadeia orizícola nacional, responsável por milhares de empregos e por parte importante da geração de renda no país.

Segundo a Abiarroz, os Estados Unidos atualmente absorvem 13% do valor exportado de arroz branco do Brasil — um produto de maior qualidade e alto valor agregado. “Essa decisão elimina, na prática, a competitividade do nosso arroz no mercado americano”, destaca o comunicado. A entidade estima que as perdas para a indústria arrozeira brasileira podem chegar a US$ 25 milhões por ano, caso a tarifa seja mantida.

A associação também chama a atenção para a desigualdade histórica na relação comercial entre os dois países. Enquanto os Estados Unidos possuem facilidade para substituir o arroz importado, o Brasil depende desse mercado para escoar volumes significativos de sua produção beneficiada, que é resultado de décadas de investimento e promoção internacional.

Diante do cenário, a Abiarroz defende uma postura imediata de diplomacia e negociação por parte do governo brasileiro. A entidade pede que o Itamaraty adote medidas “diligentes e altivas, mas também cautelosas”, visando preservar o acesso do arroz brasileiro a mercados estratégicos.

A nota ressalta que a Abiarroz continuará atuando para defender os princípios do livre comércio, da competitividade e da sustentabilidade do setor orizícola nacional, reforçando a necessidade de reação coordenada diante da ameaça imposta pela nova taxação norte-americana.





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Dólar sobe na contramão do exterior com decisão do governo de defender alta…


Logotipo Reuters

Por Fernando Cardoso

SÃO PAULO (Reuters) -O dólar à vista subia ante o real nesta terça-feira, na contramão do exterior e um dia depois de fechar o semestre no menor valor do ano, conforme os investidores avaliavam o embate político e jurídico do governo com o Congresso em torno da cobrança do IOF, com as negociações comerciais dos Estados Unidos também em foco.

Às 11h15, o dólar à vista subia 0,36%, a R$5,4545 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha alta de 0,23%, a R$5,486 na venda.

Na segunda-feira, o dólar à vista fechou em baixa de 0,88%, a R$5,4350, no menor valor de fechamento desde 19 de setembro do ano passado.

Os movimentos do real nesta sessão tinham como pano de fundo o anúncio da Advocacia-Geral da União (AGU) de que irá ingressar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para defender o decreto do governo que elevou alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e foi derrubado pelo Congresso na semana passada.

“A avaliação técnica dos nossos advogados, e que foi submetida ao senhor presidente da República, foi que a medida adotada pelo Congresso Nacional acabou por violar o princípio da separação de Poderes”, disse o advogado-geral da União, Jorge Messias.

Segundo analistas, a reação negativa do mercado nacional se dá tanto pelo conteúdo do decreto do IOF, que já vinha gerando insatisfação entre os investidores, quanto pela perspectiva de embate institucional entre Executivo e Legislativo, o que gera incerteza para o cenário político do país.

“O que atrapalha o desempenho do real é o próprio Brasil. O contexto político e fiscal de Brasília continua trazendo dor de cabeça”, disse Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.

“Isso traz volatilidade para os ativos brasileiros, traz volatilidade para o câmbio”, completou.

No exterior, o cenário era de fraqueza para o dólar, conforme os mercados navegam pelas incertezas geradas com a aproximação do prazo de 9 de julho para que parceiros dos EUA fechem acordos a fim de evitar tarifas mais altas.

Os receios quanto às disputas comerciais têm provocado nos últimos meses um movimento de fuga dos ativos dos EUA, incluindo o dólar, levando a divisa a recuar tanto frente a pares fortes, como o euro e o iene, e emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano.

A percepção de analistas é de que, apesar das ameaças tarifárias partirem do presidente dos EUA, Donald Trump, a maior economia do mundo é que será mais prejudicada pelas altas taxas de importação sobre produtos de diversos países.

Em outro fator de pressão para o dólar, os investidores também têm fomentado suas apostas em cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve neste ano, na esteira de dados de inflação moderados e números fracos para a atividade econômica, como a contração de 0,5% no PIB dos EUA para o primeiro trimestre.

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,14%, a 96,626.

Ao longo da semana, o foco dos mercados estará em torno de dados econômicos, com destaque para o relatório de emprego de junho dos EUA na quinta-feira, que pode fornecer novos sinais sobre a trajetória da taxa de juros do Fed.

(Edição de Isabel Versiani e Camila Moreira)





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Oferta limitada e sazonalidade afetam preços das frutas no Paraná


Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (10) pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a oferta de frutas oriundas de pomares nativos no Paraná permanece restrita. A situação decorre da dependência do estado em relação ao fornecimento de outras regiões do país, o que torna os preços vulneráveis a variações sazonais, condições climáticas, ocorrência de pragas e doenças, além dos custos de transporte.

De acordo com o Deral, a análise considerou os preços nominais das 12 frutas mais comercializadas na unidade de Curitiba da Ceasa/PR, comparando os dados das últimas 52 semanas com o mesmo período do ano anterior. O levantamento apontou que os preços de quatro frutas apresentaram alta, sete registraram queda e uma manteve estabilidade.

“Observamos elevação nos preços do limão tahiti, mamão formosa, morango e abacate. Por outro lado, melão, manga Tommy Atkins, banana caturra, melancia, maçã gala, abacaxi e uva Niágara apresentaram retração. A laranja pera manteve preços estáveis”, informou a análise.

O limão tahiti, por exemplo, teve aumento de 40%, oscilando entre R$ 50 e R$ 70 por caixa de 23 kg, chegando a R$ 150,00 entre setembro e outubro de 2024. O mamão formosa passou de R$ 60 para R$ 70 na caixa de 15 kg, com pico de R$ 100 em março deste ano. Já o morango, comercializado em bandeja com quatro cumbucas, passou de R$ 30 para R$ 35, embora tenha registrado valor de R$ 45 no meio de junho.

Entre os produtos com retração de preços, o melão tipo 6/8 caiu de R$ 85 para R$ 50, uma redução de 41,2%. A manga Tommy recuou de R$ 160 para R$ 120 por caixa de 20 kg, e a banana caturra desvalorizou-se de R$ 45 para R$ 35 por caixa de 20 kg. A melancia também apresentou queda de 42,9%, passando de R$ 2,20 para R$ 1,80 o quilo.

A participação do Paraná no fornecimento das frutas na Ceasa de Curitiba varia conforme o produto. O estado tem presença majoritária no fornecimento de morango (71%) e abacate (60%), mas representa apenas 0,3% no caso do mamão. Essa diferença regional contribui para a oscilação dos preços e reforça a dependência da produção interestadual.





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Cotação do trigo mantém estabilidade em Chicago



EUA colhem 53% do trigo de inverno em julho




Foto: Pixabay

De acordo com a análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 4 a 10 de julho e divulgada na quinta-feira (12), o mercado do trigo manteve-se estável na Bolsa de Chicago. O contrato com vencimento mais próximo foi negociado a US$ 5,50 por bushel no dia 10, ante US$ 5,47 na semana anterior. Um mês antes, o mesmo contrato era cotado a US$ 5,42. Segundo a Ceema, “há estabilidade nos preços médios do trigo nas últimas semanas”.

Nos Estados Unidos, os agentes do mercado aguardavam o novo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Enquanto isso, a colheita do trigo de inverno atingia 53% da área plantada até 6 de julho, próximo da média histórica de 54%. As lavouras ainda em campo apresentavam 48% em condições de boas a excelentes, 34% regulares e 18% entre ruins e muito ruins.

Quanto ao trigo de primavera, 50% das áreas foram classificadas como boas a excelentes, 35% regulares e 15% entre ruins e muito ruins.

Na mesma semana, os Estados Unidos embarcaram 436.628 toneladas de trigo. O volume ficou dentro do esperado pelo mercado. Desde o início do atual ano comercial, em 1º de junho, os EUA exportaram 1,8 milhão de toneladas, o que representa alta de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Na Rússia, a consultoria Sovecon elevou a projeção de exportações de trigo para a safra 2025/26, estimando um total de 42,9 milhões de toneladas, frente aos 40,8 milhões exportados na temporada anterior. Segundo a consultoria, a revisão reflete expectativas mais favoráveis para a colheita e a manutenção da competitividade dos preços. No início de julho, o trigo russo da nova safra era negociado entre US$ 225,00 e US$ 228,00 por tonelada, em condição FOB.





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Clima favorece produtividade do arroz em 2024/25


A safra brasileira de arroz 2024/25 deve alcançar 12,3 milhões de toneladas, volume 16,5% superior ao registrado na temporada anterior. A projeção foi divulgada nesta quinta-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no Boletim da Safra de Grãos. Segundo a estatal, o aumento é impulsionado pela ampliação da área plantada, motivada pelos preços praticados no período de semeadura.

“A expectativa de clima favorável nas principais regiões produtoras também contribui para a boa produtividade observada”, informou a Conab.

No que se refere ao consumo interno, o relatório aponta um ajuste de 47,4 mil toneladas para a safra 2023/24, totalizando 10,547 milhões de toneladas. A estimativa para 2024/25 é de estabilidade no consumo. De acordo com a Conab, o cálculo considera os estoques finais informados pelo IBGE, os dados de exportação e importação da Secex/MDIC e a produção nacional estimada.

As exportações brasileiras de arroz na safra 2023/24 foram reduzidas para 1,4 milhão de toneladas. Segundo a Conab, a retração foi influenciada por preços internos superiores às paridades internacionais, pela menor disponibilidade do cereal no mercado interno e pela recuperação da produção nos Estados Unidos.

Para a temporada 2024/25, a expectativa é de aumento nas exportações, com volume projetado de 1,6 milhão de toneladas. As importações, por outro lado, devem se manter em 1,4 milhão de toneladas tanto na safra atual quanto na anterior.

Com a recuperação da produção nacional e a retração nos preços internos esperada para 2025, a Conab projeta um aumento nos estoques de passagem. A estimativa é de que os estoques ao final da safra 2024/25, em fevereiro de 2026, cheguem a 2,1 milhões de toneladas.





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