terça-feira, março 24, 2026

Política & Agro

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Clima favorece produtividade do arroz em 2024/25


A safra brasileira de arroz 2024/25 deve alcançar 12,3 milhões de toneladas, volume 16,5% superior ao registrado na temporada anterior. A projeção foi divulgada nesta quinta-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no Boletim da Safra de Grãos. Segundo a estatal, o aumento é impulsionado pela ampliação da área plantada, motivada pelos preços praticados no período de semeadura.

“A expectativa de clima favorável nas principais regiões produtoras também contribui para a boa produtividade observada”, informou a Conab.

No que se refere ao consumo interno, o relatório aponta um ajuste de 47,4 mil toneladas para a safra 2023/24, totalizando 10,547 milhões de toneladas. A estimativa para 2024/25 é de estabilidade no consumo. De acordo com a Conab, o cálculo considera os estoques finais informados pelo IBGE, os dados de exportação e importação da Secex/MDIC e a produção nacional estimada.

As exportações brasileiras de arroz na safra 2023/24 foram reduzidas para 1,4 milhão de toneladas. Segundo a Conab, a retração foi influenciada por preços internos superiores às paridades internacionais, pela menor disponibilidade do cereal no mercado interno e pela recuperação da produção nos Estados Unidos.

Para a temporada 2024/25, a expectativa é de aumento nas exportações, com volume projetado de 1,6 milhão de toneladas. As importações, por outro lado, devem se manter em 1,4 milhão de toneladas tanto na safra atual quanto na anterior.

Com a recuperação da produção nacional e a retração nos preços internos esperada para 2025, a Conab projeta um aumento nos estoques de passagem. A estimativa é de que os estoques ao final da safra 2024/25, em fevereiro de 2026, cheguem a 2,1 milhões de toneladas.





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Diagnóstico ESG valoriza práticas no campo



A iniciativa reconhece e valoriza as boas práticas no campo



A iniciativa reconhece e valoriza as boas práticas no campo
A iniciativa reconhece e valoriza as boas práticas no campo – Foto: Divulgação

A Korin Alimentos anunciou uma nova iniciativa voltada à sustentabilidade no campo: um serviço de diagnóstico ESG (Ambiental, Social e Governança) exclusivo para seus produtores rurais integrados. A ferramenta, desenvolvida em parceria com a MyTS, plataforma especializada em gestão e compliance, avalia práticas sustentáveis nas propriedades e identifica oportunidades de melhoria, promovendo maior transparência em toda a cadeia produtiva.

Segundo Reginaldo Morikawa, Diretor de Negócios e Marketing da Korin, a proposta é fortalecer a conexão entre produtores e consumidores por meio de uma produção mais ética e consciente. A metodologia do diagnóstico foi construída a partir de visitas presenciais da equipe MyTS, com entrevistas e coleta de dados sobre aspectos ambientais, sociais e econômicos. “A partir desse mapeamento, os produtores receberam orientações para aprimorar suas práticas e ampliar os impactos positivos da produção”, destaca Morikawa.

A iniciativa reconhece e valoriza as boas práticas no campo, promovendo desde a gestão eficiente de recursos naturais até o bem-estar dos trabalhadores e os impactos sociais nas comunidades. Ao incentivar a transparência, o projeto aproxima o consumidor da realidade rural e fortalece o compromisso com a sustentabilidade.

Com mais de 10 certificações em seu portfólio, a Korin reforça seu pioneirismo ao unir ciência, tecnologia e responsabilidade socioambiental. A expectativa é que o diagnóstico ESG ajude os produtores a compreenderem melhor suas práticas e avancem em direção a um modelo mais sustentável, transparente e alinhado com as exigências do consumidor moderno.

 





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Goiás inclui tilápia no PAA e amplia incentivo à piscicultura


O Governo de Goiás anunciou a inclusão da tilápia entre os produtos adquiridos pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), medida inédita adotada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). A decisão tem como finalidade fortalecer a cadeia produtiva da tilápia, ampliar o mercado institucional e integrar a produção rural com o consumo, por meio da agricultura familiar.

“Essa iniciativa contribui para promover a segurança alimentar, ao mesmo tempo em que impulsiona o desenvolvimento regional com base na piscicultura”, informou a Seapa em nota.

Segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2023, divulgada pelo IBGE, a produção de tilápia no estado atingiu 12,5 mil toneladas, registrando crescimento de 3,4% em relação ao ano anterior. A atividade está presente em 176 municípios goianos, com destaque para as regiões Norte, Sul e Sudoeste.

Niquelândia lidera o ranking estadual com produção de 4 mil toneladas. Em Inaciolândia, no Sul, a produção chegou a 1,5 mil toneladas em 2023, alta de 9,1% em comparação com 2022. Quirinópolis também produziu 1,5 mil toneladas no mesmo período.

O avanço da piscicultura em Goiás tem sido impulsionado por fatores naturais, como clima e disponibilidade hídrica, além de ações articuladas entre produtores, agroindústrias e o poder público. O estado conta com 39 agroindústrias registradas para processamento de pescado: 6 sob o Serviço de Inspeção Municipal (SIM), 28 pelo Estadual (SIE) e 5 pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF).

As exportações também seguem em expansão. Em 2024, Goiás embarcou 76,3 toneladas de pescado, com receita de US$ 472,8 mil. Entre fevereiro e maio de 2025, foi registrado o maior volume exportado para o período: 30,9 toneladas, consolidando a presença da tilápia goiana no mercado internacional.





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Clima seco e calor excessivo colocam em regiões em alerta


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou o Boletim Agroclimatológico de julho de 2025, com importantes alertas para o setor agropecuário brasileiro. O documento aponta que os próximos meses — julho, agosto e setembro — serão marcados por chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas em boa parte do país. O cenário exige planejamento e atenção dos produtores rurais, principalmente em culturas como milho safrinha, feijão e trigo.

Segundo o boletim, as regiões Centro-Oeste, Sudeste, Nordeste e parte da Região Norte devem enfrentar escassez hídrica, com déficit de água no solo superior a 100 mm em diversas localidades. A tendência é agravada por temperaturas acima da média, que podem chegar a até 2°C em estados como Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Tocantins.

No Centro-Oeste, a previsão climática destaca a intensificação da seca, com baixos índices de umidade no solo. Essa condição pode impactar negativamente o milho segunda safra, que está em fase de maturação em muitas propriedades. Além disso, cresce o risco de queimadas e doenças respiratórias, comuns durante o período seco.

O Sudeste também apresenta um cenário preocupante, com baixa disponibilidade hídrica no norte de Minas Gerais, Triângulo Mineiro e oeste de São Paulo. O boletim do Inmet alerta para impactos no trigo de sequeiro e pastagens, exigindo irrigação suplementar em áreas críticas.

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Já no interior do Nordeste, a escassez de chuvas deve afetar culturas não irrigadas e aumentar o estresse hídrico em lavouras e rebanhos. Em contrapartida, o litoral leste da região, especialmente entre Pernambuco e Alagoas, mantém bons níveis de umidade, favorecendo culturas de ciclo curto, como o feijão da terceira safra.

Na Região Sul, o cenário é mais favorável. Os volumes de chuva devem ficar acima da média, especialmente no Rio Grande do Sul. Essa condição beneficia a semeadura do trigo e outras culturas de inverno. No entanto, o excesso de precipitação pode atrasar colheitas e aumentar o risco de perdas por deterioração, principalmente no feijão.

As análises oceanográficas indicam neutralidade dos fenômenos El Niño e La Niña, e um comportamento neutro do Dipolo do Atlântico, o que reforça o peso das condições locais e regionais na variabilidade climática.

A previsão climática do Inmet, elaborada em parceria com o CPTEC/INPE e a Funceme, é uma ferramenta essencial para o planejamento agrícola. A recomendação é que os produtores fiquem atentos aos boletins atualizados e adotem práticas de manejo adaptativas, especialmente em regiões com tendência de seca severa.





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Pastagens de inverno ganham força com tempo seco


O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar aponta que as condições climáticas no Rio Grande do Sul continuam afetando o desenvolvimento das pastagens. O predomínio de dias ensolarados e clima seco favoreceu o crescimento das forrageiras anuais de inverno e a realização das adubações nitrogenadas. Em algumas áreas, o pastejo foi liberado devido à umidade remanescente no solo, mas a suplementação alimentar dos rebanhos ainda é necessária, especialmente diante da redução da produção e da qualidade dos campos nativos.

Na região de Bagé, a qualidade das pastagens é considerada satisfatória, embora o excesso de umidade das semanas anteriores, somado às geadas, tenha comprometido o crescimento de forrageiras como aveia e azevém. O campo nativo também foi afetado, com queda significativa na oferta e qualidade do alimento disponível. Em Hulha Negra, os produtores iniciaram o uso das pastagens de azevém, enquanto em São Gabriel as pastagens perenes de verão foram queimadas pelas geadas.

Em Itaqui, forrageiras que ficaram submersas anteriormente tiveram o rebrote prejudicado devido ao acúmulo de lama nas folhas. Na região de Caxias do Sul, o pastejo tem ocorrido apenas em áreas de aveia, uma vez que o azevém ainda não atingiu o desenvolvimento ideal. As áreas com trigo de pastoreio e campo nativo melhorado apresentam baixo crescimento, e parte dos produtores não conseguiu concluir ou terá de refazer a semeadura.

Em Erechim, as geadas e o frio comprometeram a massa verde disponível nas pastagens nativas e de verão. Já as espécies de inverno foram favorecidas pelas condições de solo e luminosidade. Em Frederico Westphalen, a implantação de cereais de inverno avançou, mas a aplicação de fertilizantes ficou comprometida pela umidade excessiva. As pastagens perenes estão no final do ciclo e com menor valor nutricional.

Na região de Ijuí, o frio causou queimaduras nas folhas, mas sem impacto significativo. As áreas com trigo para pastoreio apresentaram bom rebrote e perfilhamento. Em Passo Fundo, a diminuição da umidade permitiu a retomada dos pastoreios, com trigo, cevada e triticale em fase inicial de desenvolvimento.

Nas regiões de Pelotas e Porto Alegre, o frio intenso paralisou o crescimento das forrageiras. Em Santa Maria e Soledade, embora o tempo ensolarado tenha favorecido a retomada do crescimento das pastagens de inverno, o ritmo permanece lento devido às geadas. Nos campos nativos, os danos foram mais severos. Em Santa Rosa, a recuperação das pastagens é visível, mas o atraso no plantio e germinação ainda limita a disponibilidade de forragem.





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Suco, café e carne bovina podem perder espaço nos EUA


As novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros preocupam o setor agropecuário nacional e podem redefinir o destino de importantes commodities exportadas. Segundo dados divulgados pelo Radar Agro, relatório produzido pela Consultoria Agro do Itaú BBA, os impactos mais imediatos devem recair sobre as cadeias do café, suco de laranja, carne bovina, celulose e sebo bovino — produtos que têm forte presença no mercado americano e cujas margens podem ser drasticamente reduzidas com o novo tributo de 50%.

Para o café, maior produto do agro brasileiro exportado aos EUA, as novas tarifas podem elevar o imposto de importação de 10% para até 60%, comprometendo a viabilidade dos embarques. O Brasil é responsável por 42% da produção mundial de café arábica, e os EUA são o maior consumidor global. A substituição por outros fornecedores é limitada e, segundo o Radar Agro, um repasse de preços ao consumidor americano é quase inevitável.

Na carne bovina, os embarques brasileiros, que cresceram 132% no primeiro semestre de 2025, podem ser inviabilizados. A tarifa total, somando os 26,4% atuais com os novos 50%, chegaria a 76,4%. O relatório aponta que, mesmo com a escassez interna nos EUA, que têm déficit estimado em 1 milhão de toneladas, a competitividade brasileira se tornaria impraticável.

O suco de laranja também enfrenta cenário crítico. O produto já sofre com uma tarifa de USD 415 por tonelada, e o novo tributo elevaria esse valor para quase USD 2.600 por tonelada, conforme simulações do Itaú BBA. Os EUA dependem majoritariamente do suco brasileiro, sobretudo após perdas severas na produção da Flórida, mas a elevação nos preços pode estimular substituições por outras bebidas ou o crescimento do concorrente México, que permanece isento.

Outro produto ameaçado é o sebo bovino, cujas exportações brasileiras são quase integralmente destinadas aos EUA. Caso a tarifa se mantenha, a indústria nacional poderá absorver o excedente, mas os embarques seriam praticamente paralisados. O mesmo vale para a celulose, que gerou USD 1,7 bilhão em receitas com exportações aos americanos em 2024. Com o Canadá ganhando competitividade, o Brasil pode perder espaço em um mercado estratégico.

Apesar do cenário desafiador, o relatório destaca que uma possível desvalorização do real diante das incertezas pode favorecer as exportações brasileiras em geral, impulsionando as vendas de grãos como soja e milho. No entanto, o dólar mais caro também aumenta os custos dos insumos importados, pressionando margens dos produtores, especialmente no caso de fertilizantes, que já estão em alta.





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Produtores avançam no preparo da safra de tabaco 2024/25



Mudas de tabaco sofrem com clima e doenças




Foto: Pixabay

O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (10), aponta que os produtores de tabaco do Rio Grande do Sul seguem com os preparativos para a próxima safra. Na região de Pelotas, as atividades se concentram na elaboração de canteiros e na semeadura de plantas de cobertura, como aveia preta, aveia ucraniana e centeio, práticas que antecedem o plantio direto das mudas. A produção tem ocorrido, em sua maioria, por meio do sistema floating.

Segundo o boletim, os produtores que ainda mantêm tabaco seco em galpões intensificaram a comercialização diante da recente valorização dos preços. As empresas devem encerrar as compras ainda neste mês. Os valores pagos variam entre R$ 300 e R$ 350 por arroba, abaixo dos registrados na safra anterior.

Na região de Santa Rosa, os técnicos registram o início do primeiro repique nas bandejas. Entretanto, foram relatadas perdas em lavouras já implantadas, em decorrência das geadas. Também foram identificadas ocorrências de fungos nas mudas, o que levou à intensificação dos tratamentos fitossanitários.

Em Soledade, a maior parte da produção já foi comercializada. No momento, os produtores realizam o preparo do solo, a construção de camalhões e a semeadura de plantas de cobertura, especialmente em regiões mais elevadas. No Vale do Rio Pardo, essas etapas já foram concluídas, e as plantas apresentam bom desenvolvimento. Nas poucas lavouras que já têm mudas de tabaco implantadas no campo — o que ainda é atípico para o período —, as geadas causaram impactos limitados. Observa-se ainda, segundo o informativo, uma tendência de antecipação no plantio a campo, principalmente em regiões de menor altitude.





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Mercado do boi registra queda em vários estados



Preço da vaca cai R$ 2 em Alagoas e no Acre




Foto: Sheila Flores

A análise “Tem Boi na Linha”, divulgada nesta sexta-feira (11) pela Scot Consultoria, aponta que a cotação do boi gordo se manteve estável em São Paulo, com frigoríficos fora das compras e escalas de abate atendendo, em média, nove dias. Em Santa Catarina, o preço das fêmeas recuou R$ 5,00 por arroba em relação ao dia anterior, enquanto o valor do boi gordo permaneceu inalterado.

No Acre, foi registrada uma queda de R$ 2,00 por arroba nas cotações das fêmeas. Para os machos, não houve variação. As escalas de abate estão programadas para até duas semanas.

O mercado no Rio de Janeiro abriu com queda nas cotações para todas as categorias. O boi gordo recuou R$ 5,00 por arroba, enquanto a vaca e a novilha apresentaram queda de R$ 2,00 por arroba. As escalas de abate atendem, em média, sete dias.

Já em Alagoas, a queda foi registrada apenas para a vaca, com recuo de R$ 2,00 por arroba. As demais categorias mantiveram os preços do dia anterior.





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IPCA 2025 deve ficar em 4,9%, aponta GEP Brasil



Apesar da política de juros elevados, o PIB manteve crescimento



Apesar da política de juros elevados, o PIB manteve crescimento
Apesar da política de juros elevados, o PIB manteve crescimento – Foto: Pixabay

A GEP Brasil projeta que o IPCA para 2025 será de 4,9%, acima do teto da meta de 4,5% estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional. Esse cenário é impulsionado principalmente pela alta contínua nos preços dos alimentos, com destaque para o grupo das carnes, que acumulou inflação de 23,5% até maio. A carne bovina teve aumento médio de 24%, seguida pela suína (21%) e de frango (11%).

Apesar da política de juros elevados, o PIB manteve crescimento de 3,5% nos últimos quatro trimestres até março, o que mantém o consumo aquecido e dificulta a queda da inflação no curto prazo. Por outro lado, é possível afirmar que a queda nos preços internacionais das commodities e a melhora do câmbio têm pressionado menos os preços em reais, levando o mercado a revisar para baixo a inflação esperada para 2026, que pode chegar a 4,5%.

De acordo com as informações, o setor de proteínas segue sendo monitorado com cautela, pois o aumento dos custos com grãos para ração e o preço elevado do boi gordo no mercado internacional podem manter a pressão sobre os preços das carnes durante o ano. Segundo Tânia Gofredo, economista-chefe da GEP Brasil, a inflação permanece sensível a choques de oferta, especialmente em alimentos, enquanto o consumo forte limita o efeito da política monetária.

“A inflação segue sensível a choques de oferta, especialmente em alimentos, enquanto a atividade aquecida limita os efeitos da política monetária. Mesmo com alguma descompressão cambial e queda nas commodities, ainda há fatores de pressão relevantes no curto prazo”, afirma Tânia.

 





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Queda nos preços dos combustíveis


Cinco dos seis combustíveis monitorados nacionalmente apresentaram queda nos preços médios em junho, segundo dados atualizados do Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade, desenvolvido pela Veloe em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O destaque ficou com o etanol, que teve redução de 1,6% no mês. O diesel comum recuou 1,5%, seguido pelo diesel S-10 (-1,4%), gasolina comum (-0,8%) e gasolina aditivada (-0,6%). O único combustível que teve alta foi o Gás Natural Veicular (GNV), com leve aumento de 0,1%.

A pesquisa traz um panorama nacional e mostra que, apesar da queda pontual registrada em junho, o primeiro semestre de 2025 fechou com aumento de preços para quatro dos seis combustíveis. O etanol lidera esse movimento, com alta de 3,4%, seguido pela gasolina comum (+1,6%), gasolina aditivada (+1,5%) e o GNV (+1,3%). Já o diesel foi na contramão: o tipo comum teve retração de 1,5%, enquanto o S-10 caiu 1,3%.

No comparativo dos últimos 12 meses, os preços médios dos combustíveis subiram em todos os casos. O etanol teve a maior variação, com aumento de 11%, consolidando-se como o combustível com a maior pressão inflacionária no período. Em seguida, aparecem a gasolina comum e aditivada, ambas com elevação de 6,6%, além do diesel S-10 (+2,0%), diesel comum (+1,8%) e GNV (+1,1%).





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