quinta-feira, março 26, 2026

Política & Agro

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Cascas de açaí e castanha viram biochar



Os benefícios do biochar ultrapassam a geração de energia



Os benefícios do biochar ultrapassam a geração de energia
Os benefícios do biochar ultrapassam a geração de energia – Foto: Pixabay

Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) propõe um destino inovador para resíduos agroindustriais abundantes na Amazônia, como a casca de castanha-do-pará e restos de açaí. Por meio da pirólise, processo de aquecimento controlado sem presença de oxigênio, esses materiais são convertidos em biochar, um biocombustível sólido que se apresenta como alternativa renovável e de alta eficiência energética, contribuindo para a redução de desperdícios e de gases poluentes.

De acordo com o estudo, o Brasil, maior produtor de açaí do mundo com cerca de 1,7 milhão de toneladas anuais, e responsável por 38 mil toneladas de castanha-do-pará, gera grande volume de resíduos que poderiam ser melhor aproveitados. A doutoranda Ianca Oliveira Borges, orientada pelo professor Gustavo Henrique Denzin Tonoli, destaca que o biochar obtido tem poder calorífico de até 21,07 MJ/kg, superando biomateriais convencionais e mostrando estabilidade térmica e baixo teor de compostos voláteis, características que o tornam viável para substituir combustíveis fósseis como petróleo e carvão.

Os benefícios do biochar ultrapassam a geração de energia. O produto também atua como fixador de carbono, ajudando a sequestrar CO2 da atmosfera, além de melhorar a qualidade e a retenção de água do solo quando incorporado à agricultura. Assim, favorece comunidades amazônicas ao criar alternativas de renda e reduzir custos energéticos, alinhando-se à bioeconomia sustentável. 

A pesquisa atende aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, contribuindo para acesso à energia limpa, combate às mudanças climáticas e promoção do consumo responsável. Transformar resíduos em recursos valiosos é um passo importante para a preservação da Amazônia e para a construção de um futuro mais verde.

 





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Transação Tributária facilita regularização de dívidas



Entre as vantagens estão entrada facilitada ou até dispensada



Entre as vantagens estão entrada facilitada ou até dispensada
Entre as vantagens estão entrada facilitada ou até dispensada – Foto: Divulgação

Segundo Douglas Machado Nunes, Consultor Tributário no Amaral e Melo Advogados, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) publicou o Edital PGDAU nº 11/2025, que amplia as possibilidades para contribuintes quitarem dívidas inscritas na dívida ativa da União com condições especiais. A adesão vai até 30 de setembro de 2025, permitindo acordos ajustados à capacidade de pagamento de cada contribuinte.

Podem participar os devedores com dívidas registradas até 4 de março de 2025, desde que o valor não ultrapasse R\$ 45 milhões. Um diferencial é a classificação automática da capacidade de pagamento em faixas de “A” a “D”, definindo prazos e descontos: quanto menor a capacidade, maiores são os benefícios, incluindo prazos de até 133 parcelas para pequenas empresas, MEIs, cooperativas, entidades assistenciais e instituições de ensino.

Entre as vantagens estão entrada facilitada ou até dispensada, descontos de até 70% sobre juros, multas e encargos, além do uso de precatórios federais para abater dívidas. É vedado, no entanto, utilizar créditos de prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa da CSLL.

O contribuinte deve ficar atento às condições: o não pagamento da primeira prestação ou a inadimplência de três parcelas implica cancelamento ou rescisão do acordo, com retomada da cobrança integral e restrição para novas negociações por dois anos. Para mais detalhes, basta acessar o edital no portal REGULARIZE da PGFN.

“A Transação Tributária, com as novas regras do Edital PGDAU nº 11/2025,  representa uma excelente oportunidade para regularizar pendências fiscais  com condições acessíveis e adaptadas à realidade financeira de cada  contribuinte. Não perca o prazo de adesão e garanta a sua tranquilidade  fiscal!”, conclui.

 





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Fertilizantes são chave contra fome e clima



Garantir o fornecimento adequado de fertilizantes é parte essencial da solução



Garantir o fornecimento adequado de fertilizantes é parte essencial da solução
Garantir o fornecimento adequado de fertilizantes é parte essencial da solução – Foto: Canva

Segundo Ricardo Tortorella, economista e diretor-executivo da Associação Nacional de Difusão de Adubos (ANDA), o novo “Panorama Regional de Segurança Alimentar e Nutrição 2024”, divulgado por FAO, FIDA, OPS/OMS, WFP e UNICEF, revela uma situação alarmante para a América Latina e o Caribe. O relatório destaca que o aquecimento global e os eventos climáticos extremos já impactam gravemente a produção agrícola, o acesso e a qualidade da nutrição, afetando 41 milhões de pessoas na região apenas em 2023.

De acordo com Tortorella, 74% dos países latino-americanos e caribenhos enfrentam condições climáticas adversas com frequência, enquanto 52% deles apresentam alta vulnerabilidade à subalimentação. Problemas como crises econômicas e desigualdade social agravam ainda mais a insegurança alimentar, especialmente em comunidades rurais e entre as mulheres, evidenciando uma fragilidade estrutural preocupante.

Nesse contexto, garantir o fornecimento adequado de fertilizantes é parte essencial da solução. Para o economista, os adubos são fundamentais para elevar a produtividade agrícola, melhorar a fertilidade do solo e proporcionar colheitas mais abundantes e nutritivas. No Brasil, por exemplo, o uso racional de fertilizantes tem colaborado para ganhos consistentes de produtividade.

Tortorella reforça que combater a fome e a má-nutrição depende de ações integradas à agenda climática e de políticas públicas que assegurem insumos de qualidade para o setor agrícola. Ignorar esses desafios compromete o futuro de milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade extrema.

“A luta contra a fome e a má-nutrição exige ações integradas à agenda do clima. As mensagens do “Panorama Regional de Segurança Alimentar e Nutrição 2024” contêm um alerta urgente: é preciso agir agora para mitigar os danos das emissões de carbono e do aquecimento global, que têm implicações diretas na vida das populações mais vulneráveis. Ignorar essa urgência, como se observa em vários países, é colocar em risco o futuro de milhões de pessoas, especialmente aquelas em situação de pobreza extrema. Por isso, cada um de nós precisa fazer sua parte!”, conclui.

 





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Fatores que elevam natimortalidade em leitões


Suinocultores devem redobrar a atenção aos fatores de risco não infecciosos que influenciam diretamente a taxa de natimortalidade em leitões, alerta a médica-veterinária Laura dos Santos, da Auster Nutrição Animal. Segundo o Relatório Agriness 2024, a média brasileira de leitões desmamados por fêmea ao ano subiu para 29,99, um avanço de 1,08 em relação a 2020. No entanto, o percentual de natimortos e mortos ao nascer ainda varia entre 5,19% e 8,40% nas granjas.

“Nesse sentido, é necessário ter cautela no momento da indução ao parto, sendo imprescindível conhecer a média de duração da gestação das fêmeas do sistema, e dessa forma estabelecer um protocolo de indução ao parto seguro e eficaz”, assinala a especialista.

Fatores como duração inadequada da gestação, parto prolongado, jejum pré-parto longo e idade avançada das matrizes estão entre os principais vilões. Estudos mostram que fêmeas com gestação de 113 dias ou menos têm 2% mais natimortos, devido à imaturidade dos leitões. Além disso, partos iniciados mais de seis horas após a última refeição tendem a ser mais demorados, aumentando em até 1,76 vezes a taxa de natimortos.

Laura destaca que a supervisão ativa do parto e a capacitação da equipe são essenciais. O acompanhamento adequado permite intervenções pontuais, como aplicação de ocitocina ou palpação vaginal em casos de parto distócico, podendo reduzir em até 5% o número de leitegadas com natimortos.

“Estudos enfatizam que aumentar a supervisão do parto pode reduzir em até 5% o número de leitegadas com natimortos. Capacitar a equipe de parto é essencial para garantir intervenções rápidas diante intervalos anormais entre o nascimento dos leitões”.

A especialista reforça que, além das causas não infecciosas, também é necessário manter atualizado o calendário vacinal para doenças como parvovirose, leptospirose e erisipela. Identificar os riscos de cada plantel e adotar medidas preventivas são passos decisivos para melhorar a produtividade e o bem-estar animal.

 





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Plantio de trigo avança, mas chuvas travam RS


A produção de trigo no Sul do Brasil deverá enfrentar ajustes importantes, segundo levantamento da TF Agroeconômica. No Rio Grande do Sul, o plantio segue em ritmo acelerado, devendo alcançar pelo menos 25% da área até amanhã, mas o retorno das chuvas no sábado (14/06) deve interromper os trabalhos. Apesar do esforço, cooperativas, cerealistas e sementeiros apontam que a área cultivada no estado não deve ultrapassar 1 milhão de hectares, sendo a menor desde 2020. No mercado disponível, as negociações seguem restritas, com valores variando de R\$ 1.300,00 a R\$ 1.400,00 a tonelada, dependendo da qualidade e da localização, enquanto os moinhos locais já têm praticamente todo julho coberto.

Em Santa Catarina, o cenário também é de retração. A Conab projeta uma queda de 6,3% na produção, mesmo com um leve aumento de 2% na área plantada, reflexo de uma redução de 8,1% na produtividade média. A venda de sementes caiu cerca de 20% em relação ao ano anterior, reforçando o indicativo de menor produção futura. No mercado, os preços pagos aos triticultores seguem estáveis: R\$ 78,00/saca em Canoinhas, R\$ 75,00 em Chapecó, R\$ 74,00 em Joaçaba, R\$ 78,00 em Rio do Sul, R\$ 78,25 em São Miguel do Oeste e R\$ 80,00 em Xanxerê.

No Paraná, ao contrário do esperado, a Conab surpreendeu ao projetar um aumento de 10,7% na produção de trigo, mesmo com redução de 20,5% na área plantada, acreditando em um expressivo ganho de 39,2% na produtividade — estimativa considerada otimista pelo mercado. A comercialização no estado segue travada: produtores querem no mínimo R\$ 1.550/t FOB, enquanto compradores oferecem até R\$ 1.500,00/t posto moinho. Para a safra nova, há intenção de compra a R\$ 1.400,00/t em outubro e R\$ 1.350,00/t em novembro, mas sem vendedores interessados.

Os preços médios na pedra do Paraná recuaram 0,21% na semana, fechando em R\$ 79,25/saca, enquanto o custo de produção, estimado pelo Deral em R\$ 73,53/saca, ainda garante lucro médio de 7,78% ao produtor, ligeiramente menor que os 8% anteriores. 

 





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entrada da safrinha pressiona preços e reduz ritmo de comercialização



Excesso de oferta e os problemas logísticos estão obrigando produtores a vender




Foto: Nadia Borges

A colheita da segunda safra de milho (safrinha) no Brasil começou e já pressiona os preços no mercado interno. Segundo o CEEMA, os valores médios no país variaram entre R$ 50,00 e R$ 63,00 por saca, enquanto no Rio Grande do Sul, que não cultiva a safrinha, a média subiu para R$ 64,44.

Apesar de certa estabilidade nas cotações, o excesso de oferta e os problemas logísticos estão obrigando muitos produtores a vender rapidamente, especialmente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. A falta de armazenagem adequada contribui para a tendência de baixa. Na Bolsa B3, os contratos futuros também refletem pressão: o vencimento para setembro/25 foi cotado a R$ 64,64.

A estimativa da Conab para a segunda safra foi revisada para cima, alcançando 101 milhões de toneladas. A produção total de milho na temporada 2024/25 deverá atingir 128,3 milhões de toneladas. No Mato Grosso, a colheita da safrinha começou com apenas 2,7% da área colhida, bem abaixo da média de 7,9% para esta época. A comercialização da safra no estado já atinge 51%, abaixo da média de 60,8%.

No cenário externo, os embarques dos EUA seguem firmes, com 1,66 milhão de toneladas exportadas na semana encerrada em 05/06. Já o Brasil enfrenta retração: apenas 39.920 toneladas de milho foram exportadas em maio, ante 413 mil no mesmo mês de 2024. A média diária exportada em junho caiu 99,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Com os compradores retraídos e exportações fracas, a tendência é de maior pressão sobre os preços nos próximos meses. Produtores devem se preparar para um cenário mais desafiador, sobretudo se a demanda externa não reagir no segundo semestre.





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Trigo: safra menor pressiona estoques



Dependência de importações no Brasil é ampliada




Foto: Divulgação

A produção brasileira de trigo deve cair de forma significativa em 2025. Segundo dados do CEEMA com base em estimativas da Conab, o país deve colher cerca de 8 milhões de toneladas, enquanto analistas privados apontam para apenas 7,69 milhões. Com isso, os estoques finais da safra 2025/26 devem despencar para 255 mil toneladas, queda de 44,3% frente à expectativa anterior.

O recuo na produção se deve principalmente à redução na área plantada, influenciada por fatores climáticos e baixa rentabilidade observada nas últimas safras. Mesmo com preços relativamente atrativos — R$ 70,00/saca no Rio Grande do Sul e R$ 80,00 no Paraná — os produtores se mantêm cautelosos.

A menor oferta interna reforça a dependência das importações. Nos primeiros cinco meses de 2025, o Brasil importou 3,09 milhões de toneladas de trigo, maior volume para o período desde 2001. No acumulado de 12 meses até maio, o total chega a quase 7 milhões de toneladas, o maior desde 2019.

Enquanto isso, no mercado internacional, a cotação em Chicago recuou para US$ 5,26/bushel. O relatório do USDA revelou estoques finais mundiais menores, projetados em 262,8 milhões de toneladas. A produção dos EUA foi estimada em 52,3 milhões de toneladas, e a da Argentina em 20 milhões.

Apesar da redução dos estoques globais, os moinhos brasileiros não demonstram urgência nas compras, já que ainda operam com estoques confortáveis, impulsionados pelas importações da Argentina. A expectativa é de que, no curto prazo, os preços se mantenham firmes, mas com risco de alta em caso de novos problemas climáticos na América do Sul.





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Tensões elevam trigo e soja nos mercados globais


Segundo a TF Agroeconômica (Abertura dos Mercados – 13/06/25), o trigo abriu o dia em alta na CBOT, com o contrato julho/25 cotado a US$ 531,25 (+4,75) e o dezembro/25 a US$ 567,75 (+4,25). No mercado interno, o CEPEA aponta queda: Paraná a R$ 1.503,06 (-0,86% no dia, -1,90% no mês) e Rio Grande do Sul a R$ 1.341,43 (-0,34% no dia, -1,61% no mês). O avanço reflete a reação do mercado à guerra no Oriente Médio, região altamente dependente de importações do cereal. 

Para a soja, os contratos em Chicago também registraram recuperação: julho/25 a US$ 531,25 (+4,75) e maio/26 a US$ 597,75 (+3,75). No Brasil, o CEPEA marcou leve retração, cotando a soja a R$ 134,26 (-0,09% no dia, -0,22% no mês). No Paraguai, o preço recuou 8,08%, fechando a US$ 350,98 em Assunção. O mercado reagiu ao ataque de Israel ao Irã, que elevou o petróleo e sustentou a alta do óleo bruto de soja, essencial para o biodiesel. Além disso, a EPA deve anunciar hoje cortes nos preços dos biocombustíveis nos EUA, enquanto na Argentina a colheita recorde limita ganhos: a Bolsa de Cereais de Buenos Aires revisou a produção para 50,30 milhões de toneladas, acima dos 49 milhões do USDA.

Já o milho opera em leve baixa em Chicago, cotado a US$ 435,50 (-3,0), enquanto na B3 o julho/25 fechou em R$ 63,10 (-0,63%) e o janeiro/26 em R$ 71,60 (-0,23%). O CEPEA aponta queda diária de 0,49%, para R$ 67,64. No Paraguai, os preços seguem estáveis entre US$ 165 (San Pedro) e US$ 195 (NE RS). A pressão negativa vem da expectativa de uma safra recorde nos EUA e da necessidade de clareza sobre tarifas comerciais. 

 





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estratégias integradas são chave para controle eficaz da planta daninha


A presença do caruru (Amaranthus spp.) nas lavouras de soja brasileiras tem se consolidado como um dos maiores desafios fitossanitários enfrentados pelos produtores. Com alto potencial competitivo, rápida capacidade de disseminação e resistência crescente a diversos mecanismos de ação de herbicidas, a planta daninha pode causar perdas superiores a 50% na produtividade se não for controlada de forma adequada.

O controle efetivo do caruru exige a adoção de um manejo integrado, que envolva práticas preventivas, culturais, mecânicas e químicas. Essa abordagem é fundamental para reduzir a pressão de seleção por resistência e manter a sustentabilidade da produção agrícola.

Rotação de culturas e plantas de cobertura no combate ao caruru

A rotação de culturas é uma das estratégias mais eficazes no controle do caruru. A alternância da soja com culturas como milho, trigo ou pastagens interrompe o ciclo de vida da planta daninha, reduzindo sua presença no solo. Além disso, o uso de plantas de cobertura, como o azevém durante o inverno, promove o sombreamento do solo e inibe a emergência de novas plantas.

O plantio consorciado, como milho com braquiária, e a antecipação da semeadura para períodos com menor emergência do caruru também são práticas que complementam o controle cultural da espécie.

Herbicidas: uso criterioso e atenção à resistência

O controle químico ainda é uma das principais ferramentas no manejo do caruru, sendo recomendado o uso combinado de herbicidas pré-emergentes e pós-emergentes. O sucesso da aplicação depende do estádio de desenvolvimento da planta daninha — com maior eficácia em aplicações realizadas entre 2 e 4 folhas.

Entretanto, o uso contínuo de ingredientes ativos com o mesmo mecanismo de ação tem levado ao surgimento de populações resistentes. No Brasil, já há registro de resistência ao glifosato, inibidores da ALS, Protox e Fotossistema II em diferentes espécies de caruru. Por isso, a rotação e associação de mecanismos de ação são práticas indispensáveis para prolongar a vida útil dos herbicidas disponíveis no mercado.

Boas práticas agrícolas complementam o controle

Além do manejo químico e cultural, práticas como a limpeza de máquinas e implementos agrícolas são essenciais para evitar a introdução e disseminação de sementes de caruru entre talhões e propriedades. A utilização de sementes certificadas, a eliminação de plantas sobreviventes e o cuidado com a entrada de animais em áreas produtivas também integram o conjunto de medidas preventivas.

Manejo antecipado é fundamental para conter o avanço

A estratégia mais eficaz contra o caruru começa antes mesmo do plantio. A adoção de herbicidas residuais, associada a boas práticas agrícolas e culturais, oferece um controle mais duradouro e reduz a emergência de novas plantas durante o ciclo da cultura.

 





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Prestação de serviço em pulverização localizada gera oportunidade para pequenos produtores



Smart Sensing diversifica modelo de negócios para atingir outros públicos


Foto: Divulgação

A Smart Sensing, que comercializa no Brasi a tecnologia WEED-IT, de sensores que detectam as plantas daninhas e acionam válvulas para aplicação localizada de herbicidas, está ampliando a prestação de serviço para viabilizar também aos pequenos produtores uma pulverização de precisão e baixo custo. Somente com essa nova modalidade de negócios, a empresa espera faturar R$ 5 milhões ao ano.

A prestação de serviço atualmente conta com quatro máquinas em operação, duas em Mato Grosso, uma em Goiás e outra na Bahia. Segundo Marcos Ferraz, diretor comercial da Smart Sensing, o movimento de “servitização” da agricultura, onde ao invés de simplesmente vender os insumos as empresas oferecem o controle e a estratégia de manejo completa, está crescendo. “Dessa forma, o cliente ganha ao pagar pelo resultado e não pelo produto e ainda conta com profissionais mais capacitados, garantia de eficiência, menor investimento inicial, sendo que o próprio benefício gerado paga o investimento.”

Os clientes que utilizam a prestação de serviço para aplicação localizada de herbicidas com a tecnologia WEED-IT tiveram até abril deste ano uma economia média de R$115,40 por hectare ou 63,7% em relação à pulverização convencional.

Essa modalidade serve também para aumentar as vendas do sistema, a taxa de conversão para compra dos equipamentos, que atualmente é o foco principal da empresa, naqueles clientes que fizeram o serviço é de aproximadamente 50%. “Isso mostra a satisfação relacionada aos resultados obtidos. A prestação de serviços acaba funcionado como mais uma ferramenta de divulgação, mas o número de clientes a ser atendido neste modelo tende a aumentar conforme conseguimos ampliar nossa frota disponível, além da realização de parcerias com empresas locais. O serviço é muito mais fácil de vender já que o cliente não precisa desembolsar um valor alto e a própria economia gerada muitas vezes já paga o valor do serviço. Além de eliminar a desconfiança, pois ele só paga a partir da comprovação do resultado”, explica Ferraz.





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