terça-feira, abril 7, 2026

Política & Agro

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Milho apresenta ajustes nos estados


De acordo com a TF Agroeconômica, o mercado do milho no Rio Grande do Sul apresentou ajustes distintos entre indústria e exportação. Enquanto a indústria elevou a média de preços em R$ 1,00, a exportação reduziu no mesmo valor. As indústrias continuam comprando milho e aproveitando a modalidade “a fixar”, evitando grandes altas nos preços. Os valores de compra variam entre R$ 73,00 e R$ 75,00 por saca, dependendo da localidade. 

A exportação indicou R$ 77,00 sobre rodas para entrega entre fevereiro e março, com pagamento final em março. No Porto de Rio Grande, já foram embarcadas 133,38 mil toneladas na primeira quinzena de fevereiro, com previsão de exportação total de 750 mil toneladas até março.  

Em Santa Catarina, a colheita segue atrasada, com apenas 29% da área apta colhida, ante 39% no mesmo período de 2024. Segundo a EPAGRI, os preços do milho registraram uma leve retração em janeiro de 2025, apesar de uma alta acumulada de 13% ao longo do ano na região Oeste, devido à demanda da indústria de aves e suínos. No mercado local, cooperativas pagam entre R$ 63,50 e R$ 67,00 por saca, enquanto valores no porto variam entre R$ 72,50 e R$ 73,50, dependendo do período de entrega e pagamento.  

No Paraná, o Departamento de Economia Rural (DERAL) informou que a colheita da primeira safra está em 42%, enquanto o plantio da segunda safra alcança 65%. O milho da segunda safra apresenta boas condições, com baixa incidência de pragas. A Conab corrigiu os dados de colheita da semana anterior, reduzindo de 60% para 21% a área colhida em 16 de fevereiro. No mercado, o milho spot gira em torno de R$ 70,00/saca no interior, enquanto no porto de Paranaguá, os preços para entrega entre agosto e novembro variam de R$ 72,30 a R$ 74,50 por saca.  

No Mato Grosso do Sul, o plantio do milho safrinha está em 27% da área planejada, ainda abaixo dos 40% registrados no ano passado. As chuvas beneficiaram o desenvolvimento da lavoura, especialmente no norte do estado. No mercado físico, os preços caíram 1,52% em Campo Grande, chegando a R$ 65,00/saca, mas registraram alta em outras regiões, como Chapadão do Sul (+7,81%), Dourados e Maracaju (+4,59%). A tendência de curto prazo dependerá das condições climáticas e da evolução da demanda nos portos.

 





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Confira como está o mercado de trigo


A TF Agroeconômica destacou que o mercado de trigo no Rio Grande do Sul permanece estável, com compras para fevereiro já encerradas. O estado já comercializou 75% da safra, um recorde histórico. A moagem total prevista é de 1,9 milhão de toneladas, exigindo a importação de 500 mil toneladas. Até o momento, foram adquiridas 550 mil toneladas de trigo local e 180 mil toneladas importadas, restando ainda comprar 850 mil e 320 mil toneladas, respectivamente. No porto, o preço do trigo Milling para fevereiro chegou a R$ 1.340,00 por tonelada.

Em Santa Catarina, o mercado segue lento devido à baixa demanda por farinha, dificultando reajustes de preços. Moinhos relatam que os custos de produção não fecham com os preços de venda. O trigo gaúcho é ofertado a R$ 1.300,00 FOB, enquanto no leste catarinense, o preço chega a R$ 1.600,00 por tonelada, incluindo frete e ICMS. O preço do farelo caiu para R$ 1.100,00 ensacado, refletindo a menor demanda. Algumas cooperativas estão segurando estoques, aguardando valorização futura. Os preços pagos aos produtores mantiveram-se estáveis em várias regiões do estado, exceto em Rio do Sul, onde subiram para R$ 80,00 a saca.

No Paraná, os moinhos reavaliam suas compras devido à oferta reduzida. Há um mês, havia 200 mil toneladas disponíveis, mas agora restam apenas 40 mil, elevando os preços para R$ 1.550,00/t FOB. O trigo branqueador tem poucas ofertas, todas acima de R$ 1.700,00/t. O comprador oferece R$ 1.500,00 posto no Centro-Sul, com entrega em março e pagamento em abril. Com a colheita de milho e soja em andamento, o trigo tem sido deixado de lado. O frete segue em alta, e o trigo importado chega a US$ 265/270 no Oeste e no porto de Paranaguá. A média estadual de preços subiu 0,49%, para R$ 73,24 a saca, enquanto o custo de produção caiu para R$ 68,68, aumentando o lucro médio dos produtores de 6,10% para 6,64%.

 





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Esmagamento de soja cai 11,44% em Mato Grosso



Apesar da redução mensal, a projeção do Imea para 2025 segue otimista




Foto: Leonardo Gottems

O esmagamento de soja em Mato Grosso totalizou 840,89 mil toneladas em janeiro de 2025, representando uma queda de 11,44% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Segundo o boletim informativo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a retração está ligada à paralisação das indústrias para manutenção das plantas de processamento e à menor oferta da oleaginosa no início do ano.

Apesar da redução mensal, a projeção do Imea para 2025 segue otimista, com um acumulado de 12,77 milhões de toneladas, indicando um leve crescimento de 0,71% em relação a 2024.

O mercado também foi impactado pela decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) de manter a mistura do biodiesel no diesel em 14% (B14), frustrando expectativas de avanço para B15 em março. A prorrogação dessa elevação pode afetar a demanda pelo óleo de soja, insumo essencial na produção de biodiesel, e consequentemente o ritmo do esmagamento no estado.

Mesmo diante desse cenário, as margens de esmagamento das indústrias apresentaram recuperação, fechando janeiro com média de R$ 742,68 por tonelada, um salto de 70,49% em relação a dezembro de 2024.





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Milho cresce 5,5% e aposta em biotecnologia



O milho safrinha continua sendo a principal parcela da colheita



O milho safrinha continua sendo a principal parcela da colheita
O milho safrinha continua sendo a principal parcela da colheita – Foto: Canva

A safra de grãos 2024/25 segue em ritmo acelerado no Brasil, com o milho se destacando entre os principais cultivos. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção deve atingir 122 milhões de toneladas, um crescimento de 5,5% em relação à temporada anterior. O milho safrinha continua sendo a principal parcela da colheita, representando mais de 78% do total. No Centro-Oeste, maior região produtora do país, agricultores apostam em híbridos de alta performance genética para maximizar produtividade e rentabilidade.  

Entre as opções, o híbrido B2701PWU, da Brevant® Sementes, tem se destacado. O produtor Adriano Luiz Barchet, da Fazenda São Domingos (MT), utilizou a variedade em 3 mil hectares na safrinha 2023/24, alcançando 180 sacas por hectare. Segundo ele, o material foi decisivo no controle da cigarrinha e apresentou ótimo desempenho em áreas irrigadas. Com ciclo precoce e tolerância ao estresse hídrico, o B2701PWU se adapta bem às condições climáticas desafiadoras da região.  

“Com isso, é importante o agricultor contar com um híbrido pesquisado e desenvolvido com características que atendam às necessidades da sua região. Avaliando desde o sistema de produção, clima, época do plantio e a tolerância às principais doenças do local. No Centro-Oeste, a melhor escolha é o B2701PWU. Ele é precoce e tem estabilidade de plantio, além de bom desempenho em condições de estresse hídrico. Por ter ciclo precoce, se desenvolve mais rápido e quando a região começa a sofrer com a seca, já está desempenhando seu potencial produtivo”, explica Eder Arakawa, Líder da Brevant® Sementes para Brasil e Paraguai.

Além da resistência ao clima, o híbrido conta com a tecnologia PowerCore® Ultra, que protege contra as principais lagartas da cultura, como lagarta-do-cartucho e broca-do-colmo. A tecnologia também oferece tolerância aos herbicidas glifosato e glufosinato de amônio, facilitando o manejo na lavoura. Outro diferencial é o tratamento de sementes LumiGEN™, que inclui fungicidas, inseticidas e bioestimulantes, garantindo melhor germinação e sanidade das plantas.  





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Sistema FAEP critica ausência do texto do Marco Temporal na proposta de…


Ministro Gilmar Mendes pretende apresentar anteprojeto de lei com as mudanças na lei ao plenário do Supremo

Nesta segunda-feira (17), o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o debate do texto proposto pelo ministro Gilmar Mendes para eventuais alterações na Lei do Marco Temporal, que trata da demarcação de terras indígenas. Para o Sistema FAEP, o texto-base da Lei do Marco Temporal precisa ser utilizado como referência para a formulação da futura proposta de Mendes, que pretende apresentar um anteprojeto de lei ao plenário do Supremo.

“Nossos produtores rurais estão vivendo na total insegurança jurídica pelo fato de que a lei que já existe, foi votada no Congresso, aprovada por ampla maioria, não está sendo cumprida. Qualquer texto que seja formulado para futura votação precisa ter o Marco Temporal como base, pois é a certeza de que o direito dos agricultores e pecuaristas, que estão na terra produzindo alimentos há décadas, sejam cumpridos”, destaca o presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

A ideia do ministro Gilmar Mendes é apresentar ao plenário do STF um anteprojeto de lei com as mudanças aprovadas na comissão. Se homologado pelo plenário, o texto vai à votação pelo Congresso.

Há décadas, o Sistema FAEP pede o cumprimento do Marco Temporal, que ratifica que as demarcações de terras indígenas devem ser limitadas à data da promulgação da Constituição Federal (5 de outubro de 1988), para que os produtores rurais tenham segurança jurídica. No final de 2023, foi publicada a Lei 14.701, que ratifica o Marco Temporal.

“Essa discussão já ocorre há muito tempo. Precisamos chegar a uma solução, mas que essa considere os diretos dos produtores rurais, que apenas querem continuar trabalhando e produzindo alimentos”, destaca Meneguette.

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Fatores externos seguem influenciando os mercados


Segundo análise do Rabobank, fatores externos continuam influenciando os mercados. O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou que seu governo avalie tarifas recíprocas contra parceiros comerciais nas próximas semanas, em uma tentativa de reequilibrar relações comerciais. 

Além disso, o presidente do Fed, Jerome Powell, reforçou o tom hawkish da ata do banco central, indicando que não há pressa para reduzir os juros, diante de uma economia ainda aquecida. O núcleo do CPI dos EUA avançou 0,4% m/m, acima da expectativa de 0,3%, fortalecendo a percepção de manutenção da política monetária restritiva.  

No Brasil, o presidente do Banco Central destacou que os juros estão em nível restritivo, enquanto os últimos indicadores mostram desaceleração econômica. O IBC-Br de dezembro caiu 0,7% m/m, pior que a projeção do mercado de -0,4%. No acumulado de 2024, o crescimento foi de 3,8%, superior ao avanço de 2,7% em 2023. O setor de serviços caiu 0,5% m/m, mas encerrou o ano com alta de 3,1%, com destaque negativo para o segmento de transportes, impactado pela menor safra de grãos. Já o varejo ampliado retraiu 1,1% m/m em dezembro, mas cresceu 4,1% no ano.  

O dólar fechou a semana anterior em R$ 5,7306, com uma desvalorização semanal de 0,6% do real, a segunda pior entre 24 moedas emergentes. O Rabobank avalia que as tarifas anunciadas por Trump podem ser parte de uma estratégia de negociação, mas o cenário global incerto e a política monetária dos EUA manterão o real sob pressão. Para 2025, a projeção é que o dólar termine o ano a R$ 5,94.  

A próxima semana será movimentada, com a divulgação do IPCA-15, esperado em 1,33% m/m (5,07% a/a), além dos dados fiscais do Governo Central e do mercado de trabalho. No cenário externo, destaque para os indicadores de atividade no Chile e a inflação do Peru.

 





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potencial de controle de doenças e recomendações de uso e posicionamento em Face dos Desafios Climáticos


Por Marcelo Figueira

Marcelo Figueira, Gerente de Fungicidas e Líder para a Cultura da Soja da Sumitomo Chemical

 

A cultura do milho é uma das mais importantes no Brasil, não apenas por sua relevância econômica, mas também pela vasta área de cultivo. Dentro deste contexto, Excalia Max, um fungicida recentemente registrado para a cultura do milho, surge como uma alternativa promissora no controle de doenças foliares, oferecendo benefícios para produtores de diversas regiões do país, trazendo um melhor controle, mais qualidade e produtividade para a cultura.

Expansão do Excalia Max para o Milho

Lançado há três safras e já consolidado na soja, cultura de significativa importância agrícola, o Excalia Max entra no mercado de fungicidas para o cultivo de milho a como um protagonista, vamos saber os porquês a seguir.  

Resultados  no Controle de Doenças

Excalia Max se destaca pela sua eficácia no controle de uma série de doenças foliares que afetam o milho, com destaque para as seguintes:

Cercospora zeae-maydis (Cercosporiose), Phaeosphaeria maydis (Mancha foliar de phaoeosphaeria) e Puccinia polysora (Ferrugem polisora). 

A flexibilidade do Excalia Max em controlar uma gama variada de doenças demonstra o seu potencial como uma solução eficiente e diferenciada para o manejo integrado de doenças no milho.

Ferramenta para enfrentar os desafios Climáticos e Expectativas para a Safrinha de Milho

A safrinha de milho ou segunda safra é uma das mais afetadas pelos desafios , imprevisíveis. A pressão de doenças pode ser intensificada por variáveis como chuvas excessivas ou períodos de seca, que alteram a dinâmica de incidência e a severidade das doenças.

Para esse ano de 2025, as expectativas são de que o clima influencie diretamente a intensidade de doenças foliares do milho. Os produtores devem estar atentos à umidade excessiva, que pode criar condições ideais para o desenvolvimento de doenças fúngicas e bacterianas.

Além disso, a maneira como as chuvas se distribuem durante o ciclo da cultura também pode impactar a aplicação de fungicidas. Regiões que experienciam períodos de alta precipitação exigem mais cuidado na escolha do produto e da janela de aplicação, visto que as doenças podem se espalhar mais rapidamente sob essas condições. Isso traz um desafio adicional para os produtores que precisam de soluções altamente eficazes e com alta segurança para a aplicação em condições climáticas adversas. 

Resultados comprovados à campo

Em diversas regiões do Brasil, o fungicida Excalia Max na cultura do milho tem demonstrado um ótimo desempenho frente aos principais fungicidas premium do mercado. Durante a safra 2023, especialmente na segunda safra do milho (safrinha), Excalia Max foi comparado com diversos fungicidas baseados em carboxamidas em termos de eficiência e produtividade. Os resultados mostraram que o Fungicida da Sumitomo Chemical entrega um controle similar ou superior aos principais competidores do mercado, sendo sua principal característica, a alta estabilidade na eficiência e produtividade nos mais diferentes cenários.

Em ensaios da consultoria Agro Tecno, de Passo Fundo (RS), o Excalia Max demonstrou alto controle contra Cercospora com 77 sacas a mais de milho que o manejo da testemunha.

O uso do Excalia Max tem mostrado ser uma alternativa vantajosa não só no controle de doenças, mas também na proteção do potencial produtivo do milho, mantendo uma alta qualidade de grãos na colheita, mesmo sob as variações climáticas do Brasil.

Segurança e Flexibilidade de Aplicação

Uma das grandes vantagens do Excalia Max é a sua flexibilidade na aplicação. Dependendo das necessidades do cultivo e do nível de investimento do produtor, Excalia Max pode ser aplicado em diferentes estádios de desenvolvimento do milho. Existem dois padrões principais de aplicação recomendados:

Médio investimento: Uma aplicação de Excalia Max (na fase VT ou antes do florescimento) – Ideal para produtores que realizam duas aplicações ou que desejam uma abordagem mais simples de controle, com amplo espectro e segurança.

Alto investimento: Uma ou duas aplicações de Excalia Max a partir de V4/V5 – Ideal para produtores que realizam 3 aplicações durante o ciclo da cultura,  possibilitando a rotação com outras carboxamidas e triazois.

Recomendações de Dosagem

A dosagem recomendada de Excalia Max no campo é de 0,5 L/ha. Para assegurar a maior eficácia no controle das doenças, especialmente mancha-branca, é indicada a associação com o multissítio mancozeb.

A adoção de Excalia Max no manejo também pode ser ajustado conforme o nível de investimento do produtor, oferecendo flexibilidade para diferentes necessidades de controle.

Excalia Max apresenta-se como uma solução robusta e segura para o controle de doenças na cultura do milho, oferecendo uma combinação de eficácia, flexibilidade e segurança para os produtores, com uma formulação exclusiva e inovadora. 

Para enfrentar os desafios climáticos típicos da safrinha, o Excalia Max se destaca como uma ferramenta valiosa para mitigar os riscos associados ao controle de doenças, especialmente em anos com altos índices de chuva ou seca, onde a pressão de doenças foliares pode ser mais acentuada.

Com mais resultados agronômicos sendo coletados a cada safra, em diferentes regiões do país, podemos afirmar que a tendência é que a performance do Excalia Max se fortaleça ainda mais, consolidando o produto como uma das principais alternativas para o controle de doenças nas lavouras de milho, assim como já é na cultura da soja. 





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Preço do milho sobe 3,8% em MT e atinge R$ 61,08/sc, aponta Imea



A alta nos preços é impulsionada pela menor disponibilidade do cereal no estado




Foto: USDA

O preço do milho disponível em Mato Grosso registrou valorização na semana do dia 21 de fevereiro, atingindo R$ 61,08 por saca. De acordo com o boletim informativo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o aumento foi de 3,8% em relação à semana anterior e de 14,15% na comparação com o mesmo período de janeiro de 2025.

A alta nos preços é impulsionada pela menor disponibilidade do cereal no estado, reflexo da redução na produção da safra 2023/24 e da comercialização mais acelerada, que está 5,33 pontos percentuais à frente do ritmo registrado na safra anterior. Com isso, o valor da saca já acumula alta de 64,11% em relação ao mesmo período de 2024.

Historicamente, os preços do milho tendem a se sustentar durante a entressafra, cenário que se confirma com a combinação de oferta reduzida e demanda aquecida. Diante desse contexto, o mercado deve seguir com cotações firmes no curto prazo.





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Óleo de algodão cai 0,78% com manutenção da mistura do biodiesel



Queda ocorreu após a decisão de manter a mistura do biodiesel no diesel em 14%




Foto: Canva

A cotação do óleo de algodão recuou 0,78% na semana de 21 de fevereiro, ficando em R$ 5.250,00 por tonelada. Conforme o boletim do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a queda ocorreu após a decisão de manter a mistura do biodiesel no diesel em 14%, frustrando a expectativa de aumento para 15% em março de 2025. Esse cenário impactou a demanda pelo coproduto.

Enquanto isso, o caroço de algodão disponível apresentou valorização de 1,28% no comparativo semanal, atingindo R$ 1.229,95 por tonelada. O aumento é resultado da menor oferta do produto devido ao período de entressafra.

Apesar da retração no curto prazo, o mercado de coprodutos do algodão segue aquecido em relação ao ano passado. O preço do caroço está 76,39% acima do registrado em 2024, enquanto o óleo acumula alta de 42,07% no mesmo intervalo.





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Milho volta a subir na B3: Veja o motivo


Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho voltou a subir com dificuldade logística do mercado físico, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “O milho da B3 voltou a se recuperar, visto que o mercado físico ainda tem dificuldade de acesso ao grão, neste momento que o produtor está atento a colheita da soja”, comenta.

“Apesar dos esforços de colheita da primeira safra e plantio do milho safrinha, o ritmo ainda está mais lento que o de 2024, principalmente em alguns estados chaves, onde a janela ideal de semeadura está se fechando. Após o fechamento da sessão desta segunda-feira, a Conab apontou que a colheita da 1ª safra está em 20,9% da área apta, ante 24,9% do ano anterior. O plantio do milho safrinha saltou para 53,6%, ante 59% do ano anterior. Apesar de atrasados, os trabalhos estão reduzindo semana a semana a diferença”, completa.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em alta no dia. “O vencimento de março/25 foi de R$ 84,82 apresentando alta de R$ 1,07 no dia, alta de R$ 4,08 na semana; maio/25 fechou a R$ 80,75, alta de R$ 3,80 no dia, alta e R$ 3,80 na semana; o vencimento julho/25 fechou a R$ 74,17, alta de R$ 0,40 no dia e alta de R$ 1,27 na semana”, indica.

Em Chicago, o milho fechou em baixa com tarifas para México e Canadá de volta ao radar. “A cotação de março, referência para a nossa safra de verão, fechou em baixa de -0,57 % ou $ -2,75 cents/bushel a $ 479,75. A cotação para maio, fechou em baixa de -0,55 % ou $ – 2,75 cents/bushel a $ 494,25”, comenta.

“O milho negociado em Chicago fechou em baixa nesta terça-feira. O milho fechou a sua terceira sessão em queda, com os Fundos de Investimentos desmontando lentamente as posições montadas desde agosto passado. A possibilidade de volta das tarifas de 25% para Canadá e México voltou ao radar depois que Trump afirmou na segunda-feira que as tarifas estão avançando no prazo, dentro do cronograma”, conclui.

 





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