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No milho, a colheita avança em Santa Fe e Entre Ríos
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– Leonardo Gottems

No milho, a colheita avança em Santa Fe e Entre Ríos – Foto: Sheila Flores
A Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) informou que as recentes chuvas melhoraram a condição hídrica da soja e do milho na Argentina, apesar de desafios regionais. A área de soja classificada como Normal/Excelente subiu 1,2 p.p., enquanto a condição Adequada/Ótima avançou 4,8 p.p. Cerca de 20% da soja de primeira está em enchimento de grãos sob melhores condições, especialmente nos núcleos norte e sul.
No entanto, no centro e sul de Buenos Aires, mais de 50% das lavouras enfrentam déficit hídrico, o que pode comprometer o rendimento. Já a soja de segunda entrou no período crítico em situação mais favorável, reduzindo perdas potenciais. Ainda assim, no Centro-Norte de Santa Fe e no sul da região agrícola, é essencial recompor a umidade do solo para evitar novas quedas na produtividade.
No milho, a colheita avança em Santa Fe e Entre Ríos, com início em Buenos Aires. As chuvas favoreceram os cultivos tardios, em período crítico (VT-R1) em 70,5% da área, resultando em uma melhora de 2,1 p.p. nos lotes entre Normal e Excelente. No entanto, os plantios intermediários sofreram com déficit hídrico e calor na floração, sem recuperação significativa. No sul da região agrícola, sem chuvas generalizadas, o desenvolvimento da cultura dependerá da previsão climática.
A colheita de girassol atingiu 10,8% da área apta, com rendimento médio de 22 qq/ha, mantendo a projeção de 4,1 milhões de toneladas. No NEA, a produtividade está entre as cinco melhores da série histórica, enquanto Buenos Aires e La Pampa ainda aguardam chuvas para garantir bons rendimentos.
Para o Brasil, a importação pode impactar o mercado interno de cítricos
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– Leonardo Gottems

A regulamentação viabiliza a entrada do limão português no mercado brasileiro – Foto: Pixabay
O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) do Brasil publicou a Portaria SDA/MAPA Nº 1.246, de 20 de fevereiro de 2025, estabelecendo os requisitos fitossanitários para a importação de frutos frescos de limão de Portugal. A decisão marca o fim de um longo impasse e representa um avanço nas relações comerciais entre os dois países, consolidado durante a XIV Cimeira Luso-Brasileira.
A regulamentação viabiliza a entrada do limão português no mercado brasileiro, um setor altamente competitivo e com forte demanda por frutas cítricas. A medida é fruto de negociações entre a Secretaria de Defesa Agropecuária do Brasil e a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) de Portugal, além do envolvimento da diplomacia portuguesa. O ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil destacou que a decisão reflete o compromisso com a ampliação do comércio internacional, garantindo padrões sanitários rigorosos.
Para o Brasil, a importação pode impactar o mercado interno de cítricos, especialmente a cadeia produtiva do limão Tahiti, amplamente cultivado no país. Produtores brasileiros devem acompanhar de perto os efeitos dessa abertura comercial, avaliando possíveis impactos sobre preços e concorrência. Já para Portugal, a nova regulamentação representa uma oportunidade estratégica de expansão, atendendo a uma demanda crescente por frutas de alta qualidade no Brasil. O setor agrícola brasileiro se mantém atento à implementação das exigências fitossanitárias estabelecidas, garantindo que a importação ocorra sem comprometer a sanidade vegetal local.
A produção de peixes de cultivo no Brasil atingiu 968,7 mil toneladas em 2024, um crescimento de 9,21% em relação ao ano anterior, segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR). Esse avanço demonstra a resiliência do setor, mesmo diante da oscilação dos preços da tilápia, principal espécie criada no país.
“Em um ano marcado pela oscilação de preços da tilápia ao produtor, nossa espécie mais relevante, a atividade superou adversidades e não apenas manteve o ritmo de crescimento como acelerou o avanço, aproximando-se de 1 milhão de toneladas”, assinala Francisco Medeiros, presidente executivo da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR).
A tilápia puxou o crescimento, totalizando 662,2 mil toneladas, um aumento expressivo de 14,36% sobre 2023. Já os peixes nativos enfrentaram dificuldades, com queda de 1,81% na produção, fechando o ano com 258,7 mil toneladas, afetados pela menor oferta na região amazônica. Outras espécies tiveram alta de 7,5%, atingindo 47,8 mil toneladas.
O presidente destacou a crescente demanda por peixes de cultivo, consolidando a tilápia como parte do cardápio dos brasileiros, especialmente no centro-sul. Além disso, diversos estados ampliaram a produção, contribuindo para o melhor resultado da piscicultura em dez anos. Desde 2015, o setor cresceu 51,8%, reforçando seu papel na produção de proteínas no país.
“Definitivamente, o brasileiro aprendeu a apreciar nossos peixes. Assim como na parte norte do país os nativos já fazem parte da alimentação das pessoas, a tilápia assumiu relevância indiscutível no centro-sul, tornando-se presença semanal no prato. Essa consistência da demanda é um ingrediente essencial para o contínuo aumento da produção desta que é a proteína animal que mais cresceu na última década”, ressalta Francisco Medeiros.
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Altas generalizadas foram observadas no encerramento desta segunda-feira (17) para as cotações no mercado de suínos. De acordo com análise divulgada pelo Cepea, as cotações do suíno vivo e da carne estão em tendência de alta em fevereiro em todas as praças acompanhadas pelo Cepea. Segundo pesquisadores do Cepea, o impulso vem das aquecidas demandas interna e internacional.
Segundo dados da Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo teve aumento de 2,96%, com preço médio de R$ 174,00, enquanto a carcaça especial subiu 0,71%, fechando em R$ 14,10/kg, em média.
Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à sexta-feira (14), houve alta de 1,45% em Minas Gerais, chegando a R$ 9,10/kg, elevação de 0,35% no Paraná, com valor de R$ 8,49/kg, incremento de 2,32% no Rio Grande do Sul, chegando a R$ 8,38/kg, avanço de 2,42% em Santa Catarina, custando R$ 8,47/kg, e de 1,53% em São Paulo, fechando em R$ 8,63/kg.
Fonte:
Notícias Agrícolas
Outro avanço importante é o uso de soluções em cloud computing
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– Leonardo Gottems

Parcerias estratégicas e plataformas digitais são tendências que devem ganhar força – Foto: Pixabay
A inovação será fundamental para o crescimento e a competitividade das cooperativas agrícolas em 2025. Com um setor cada vez mais digital e integrado, a adoção de novas tecnologias promete otimizar processos, reduzir custos e fortalecer o cooperativismo no Brasil. Segundo o Anuário do Cooperativismo Brasileiro, o setor movimentou R$ 692 bilhões em 2023, representando 6,35% do PIB nacional.
Parcerias estratégicas e plataformas digitais são tendências que devem ganhar força, permitindo negociações diretas e ampliando o acesso a mercados. A digitalização também favorece a transparência e a comunicação entre cooperados, otimizando operações e maximizando lucros. A automação de processos, aliada ao uso de inteligência artificial e análise de dados, permitirá maior eficiência na gestão da produção e distribuição.
Outro avanço importante é o uso de soluções em cloud computing, que modernizam a administração das cooperativas, garantindo acesso a informações em tempo real, rastreabilidade de produtos e integração entre diferentes unidades. Essas ferramentas tornam a tomada de decisões mais ágil e baseada em dados concretos.
De acordo com Michel Breyer, da Senior Sistemas, a inovação será decisiva para o sucesso do cooperativismo. A adaptação às novas demandas do mercado, o fortalecimento da colaboração e a incorporação de tecnologias são passos essenciais para garantir o crescimento sustentável das cooperativas no Brasil e no mundo.
“Ao trabalhar de forma mais conectada, as cooperativas poderão enfrentar desafios e gerar mais valor para seus associados. Essas mudanças ajudarão as cooperativas a maximizar o lucro dos seus associados e ampliar seu alcance no mercado, aproveitando a tecnologia para simplificar processos comerciais”, destacou Breyer.
Preço do boi gordo se mantém estável no Rio Grande do Sul
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– Seane Lennon

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Segundo o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (27), as boas condições climáticas impulsionaram o crescimento das pastagens no Rio Grande do Sul, garantindo alta produção de matéria seca e qualidade nutricional para os rebanhos.
O período reprodutivo segue ativo, com uso de inseminação artificial (IA) e inseminação artificial em tempo fixo (IATF). No entanto, os produtores devem manter atenção ao escore corporal dos animais, pois baixos índices podem comprometer as taxas de prenhez.
Apesar do controle sanitário, há perda de peso em algumas regiões devido à estiagem. Além disso, a infestação de carrapatos está em fase de transição para a segunda geração, exigindo manejo estratégico com troca de princípio ativo, conforme recomendações do biocarrapaticidograma.
A comercialização segue estável, com o preço médio do boi gordo em R$ 10,85/kg vivo, sem variações na semana. Já o valor da vaca para abate caiu 0,31%, de R$ 9,70 para R$ 9,67/kg vivo.
Clima oscila entre calor anômalo e frio intenso na Europa
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– Seane Lennon

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O Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (25) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), apontou um cenário climático contrastante na Europa. Enquanto o sudoeste enfrentou temperaturas acima da média, o leste registrou frio intenso, com mínimas próximas ao limite para danos em culturas de inverno.
O tempo seco predominou na maior parte do continente, favorecendo o plantio de algodão e a colheita de frutas cítricas no sul. No entanto, chuvas moderadas a intensas atingiram o oeste da Inglaterra e a Península Ibérica, garantindo boas reservas de umidade para o crescimento da primavera.
Na Espanha, Portugal e sudoeste da França, as temperaturas entre 3°C e 9°C acima do normal aceleraram o desenvolvimento dos grãos de inverno. Já no leste da Europa, com temperaturas até 9°C abaixo da média, houve risco de danos às lavouras. Apesar disso, a cobertura de neve no sul da Romênia e norte da Bulgária protegeu o trigo, cevada e colza dormentes do congelamento.
Guaraná, café e chá verde ajudam na energia do folião
Agrolink
– Seane Lennon

Foto: Pixabay
Segundo o apontado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, com blocos de rua, bailes e desfiles de escolas de samba, o Carnaval oferece diversas opções de diversão para os paulistanos. Para garantir energia e disposição durante os cinco dias de folia, a nutricionista Sizele Rodrigues, da Coordenadoria de Segurança Alimentar (Cosali), ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, recomenda uma alimentação equilibrada com alimentos naturais estimulantes.
O guaraná em pó é um dos destaques, pois contém cafeína, um estimulante do sistema nervoso que melhora o ânimo e acelera o metabolismo. Outras fontes de energia são o café e o chá verde, que, além de estimulantes, ajudam a melhorar o humor. Já o gengibre, além de aumentar a disposição, tem ação anti-inflamatória e antioxidante, contribuindo para a digestão e a manutenção do metabolismo acelerado.
Além da alimentação, a hidratação é essencial para enfrentar o calor do verão paulista. Com as altas temperaturas, o risco de desidratação aumenta, tornando a água indispensável para o bom funcionamento do organismo, conforme informou a Secretaria da Agricultura.
Chuvas fortes afetam colheitas no Sudeste Asiático
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– Seane Lennon

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O Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (25) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), apontou que fortes chuvas atingiram o leste e o sul do Sudeste Asiático, com algumas regiões registrando volumes superiores a 200 mm e um pico de 444 mm nas Filipinas.
As precipitações intensas atrasaram ou interromperam as colheitas de óleo de palma na Malásia e Indonésia, além da colheita do arroz nas Filipinas e em Java, Indonésia.
Apesar dos impactos no trabalho de campo, o excesso de umidade beneficia o próximo ciclo agrícola, garantindo boas condições para novas plantações.