terça-feira, março 24, 2026

Política & Agro

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Produtor rural deve ficar atento às taxas de juros e encargos de inadimplência do Crédito Rural


Recentemente o governo federal realizou o lançamento do Plano Safra 2025/2026 com significativo aumento das taxas de juros controlados. No Pronamp, por exemplo, os juros passaram de 8% (safra 2024/2025) para 10% (safra 2025/2026), e no custeio empresarial de 12% para 14%. A partir desta observação, é importante destacar que o crédito rural, entretanto, não se trata de contrato comum de empréstimo entre a instituição financeira e o financiado. Ele tem previsão constitucional e característica de direito especial.

Conforme Frederico Buss, da HBS Advogados, de acordo com a legislação, dentre os objetivos do crédito rural se encontram o estímulo do incremento dos investimentos rurais, inclusive para armazenamento, beneficiamento e industrialização dos produtos agropecuários, o custeio oportuno e adequado da produção e a comercialização de produtos agropecuários, o aumento da produtividade, melhoria do padrão de vida das populações rurais e a adequada conservação do solo e preservação do meio ambiente. “Portanto, não há uma livre estipulação de vontades entre os contratantes, isto é, as normas do crédito rural não podem ser contrariadas ou relativizadas por ambas as partes: instituição financeira e mutuário”, afirma.

Anualmente, o Governo Federal apresenta o plano agrícola e pecuário com o montante de recursos (grande maioria deles provenientes exclusivamente das instituições financeiras) e as condições que deverão ser observadas para os financiamentos rurais. “As regras do chamado Plano Safra são regulamentadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) cujas normas devem ser observadas e cumpridas por todas as instituições financeiras integrantes do Sistema Nacional de Crédito Rural”, enfatiza Buss, lembrando que há os financiamentos com os “recursos controlados” (operações contratadas com taxas definidas pelo Conselho Monetário Nacional) e os recursos “não controlados ou livres” cujas taxas são definidas pelo mercado.

Buss destaca, contudo, que em se tratando de crédito rural, a jurisprudência majoritária dos Tribunais: (I) veda a cobrança de juros superiores às taxas determinadas pelo Conselho Monetário Nacional; (II) na ausência de fixação pelo CMN, veda a cobrança de juros superiores a 12% ao ano; (III) no caso de atraso no pagamento ou inadimplemento, os encargos devem ser limitados aos juros moratórios de 1% ao ano, correção monetária (IGP-M) e multa de 2%. “Os Tribunais majoritariamente afastam a cobrança da comissão de permanência e outros encargos moratórios no crédito rural”, observa.

Segundo Buss, é de suma importância que os produtores rurais, ao realizarem as contratações, alongamentos ou renegociações, tenham ciência dos limites das taxas de juros que devem ser observados nas operações de crédito rural com recursos controlados e não controlados. “Por fim, a mesma cautela é recomendada para as contratações fora do sistema financeiro, junto a cooperativas e demais empresas”, conclui.





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Taxação dos EUA sobre produtos brasileiros impacta setor florestal e acende alerta na cadeia produtiva


A imposição de tarifas de até 50% por parte dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pegou de surpresa o setor florestal e provocou forte reação entre representantes da cadeia produtiva. Fabio Brun, presidente da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas), avalia a medida como negativa e tomada em um momento inoportuno.

“O que torna essa decisão ainda mais complicada é o fator surpresa. Não se esperava que isso fosse anunciado agora, principalmente após uma tarifa semelhante já ter sido aplicada desde o dia 1º de abril”, afirmou Brun. Segundo ele, esse segundo movimento tarifário agrava ainda mais o cenário para a indústria nacional de base florestal, que já vinha lidando com custos elevados e desafios logísticos.

Decisão mais política do que econômica

De acordo com o governo dos Estados Unidos, a nova taxação foi justificada por um suposto desequilíbrio na relação comercial com o Brasil. No entanto, para o presidente da APRE, esse argumento não se sustenta. “Na verdade, o Brasil é deficitário na relação com os Estados Unidos. Então, é difícil encontrar base econômica concreta para justificar essa medida”, apontou.

Brun considera que a decisão tem uma motivação mais política do que comercial ou técnica, o que dificulta o diálogo econômico direto. “A composição para reverter essa situação terá que ser política e diplomática”, avaliou.

Corrida contra o tempo

A expectativa agora é de que o Brasil se mobilize nos próximos dias para negociar com os EUA e tentar amenizar os impactos. Segundo Brun, há uma janela de 23 dias para buscar uma solução diplomática que possa evitar ou ao menos suavizar a aplicação da tarifa. “É onde o Brasil vai ter que colocar as fichas agora”, declarou.

Nesse curto prazo, ele defende que a indústria também comece a trabalhar com planos alternativos, caso não haja avanço nas negociações. “Se essa decisão for mantida, o setor vai precisar buscar rapidamente alternativas para reduzir o impacto negativo”, alerta.

Cadeia produtiva sob pressão

A medida afeta diretamente empresas que exportam madeira processada, painéis, papel e celulose para o mercado norte-americano, produtos de alto valor agregado e que têm os Estados Unidos como um dos principais destinos.

O Paraná é um dos maiores exportadores de madeira para os Estados Unidos, especialmente de compensado, madeira serrada e molduras de pinus, fundamentais para a construção civil norte-americana. Dados da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) apontam que aproximadamente 40% dessa madeira provém do estado.

Em 2025, os estados do Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) exportaram juntos US$ 1,37 bilhão em produtos de madeira para os EUA, representando 86,5% do total exportado pelo Brasil nesse setor.

A alta nas tarifas compromete a competitividade dos exportadores brasileiros, que agora precisarão rever estratégias, redirecionar mercados e avaliar custos internos. Com um setor que movimenta bilhões de reais por ano e gera milhares de empregos diretos e indiretos, a nova política comercial dos EUA representa um obstáculo significativo à estabilidade e ao crescimento das empresas florestais no Brasil.

Com pouco tempo para reagir, o Brasil corre contra o relógio para conter os efeitos da taxação. A articulação política será determinante para preservar a posição dos produtos florestais brasileiros no mercado internacional e evitar perdas em uma cadeia que tem papel estratégico na economia nacional.





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ABAG vê risco ao agro com tarifa de Trump


A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) se manifestou com preocupação diante da tarifa de 50% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre todos os produtos brasileiros a partir de 1º de agosto de 2025. Para a entidade, a medida impactará negativamente toda a cadeia produtiva exportadora do agro nacional, com efeitos diretos sobre carnes, açúcar, café, suco de laranja, papel e celulose.

O anúncio foi feito por Trump na quarta-feira (9), por meio de uma carta publicada na rede social Truth Social e enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No texto, o republicano criticou o Supremo Tribunal Federal (STF), classificando decisões da Corte como “ataques insidiosos à liberdade de expressão”, além de chamar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de “caça às bruxas” e “vergonha internacional”.

Na visão da ABAG, a decisão carece de fundamentos econômicos. A associação relembra que os Estados Unidos mantêm superávit comercial com o Brasil nos últimos anos e considera o país um parceiro estabelecido e confiável. Para a entidade, a medida tem viés político e precisa ser tratada com diplomacia antes de entrar em vigor. “Essa ação prejudica não só o exportador brasileiro, mas também o consumidor americano”, afirmou a associação.

O governo brasileiro reagiu com firmeza, mas sem acirrar o tom. Em publicação no X (antigo Twitter), Lula afirmou que “o Brasil é um país soberano, com instituições independentes, que não aceitará ser tutelado por ninguém”. O presidente ainda contestou a narrativa americana sobre desequilíbrios no comércio bilateral. “Dados do próprio governo dos EUA apontam um superávit de US$ 410 bilhões em favor dos americanos nos últimos 15 anos”, ressaltou.

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também criticou a taxação, considerando-a injusta e prejudicial à economia dos próprios Estados Unidos. “Há uma integração comercial. O Brasil é o terceiro maior comprador de carvão siderúrgico americano. Ao taxar, encarecem a própria cadeia”, afirmou Alckmin, que defendeu a manutenção do diálogo: “Temos 200 anos de amizade com os EUA”.

Além da nova alíquota, Trump anunciou uma investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, que pode abrir espaço para outras medidas punitivas. O republicano também sugeriu que empresas brasileiras transfiram sua produção para território americano como alternativa à tarifa.

Com a data-limite se aproximando, a expectativa da ABAG e do governo brasileiro é por um avanço diplomático que reverta ou minimize os efeitos da medida. Por ora, o setor agroexportador se prepara para possíveis perdas em um de seus maiores mercados consumidores.





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Guerra, fertilizantes e a revolução dos bioinsumos


A dependência brasileira de fertilizantes sintéticos importados é uma bomba-relógio geopolítica. O País importa 85% dos fertilizantes que utiliza, com a Rússia respondendo por 23% desse total e o Irã por 17% das importações de ureia (1). A guerra na Ucrânia em 2022 já havia exposto essa fragilidade: os preços do cloreto de potássio (KCl) dispararam de US$ 300 para US$ 1.200 por tonelada, pressionando os custos de produção em plena safra recorde. Agora, em junho de 2025, o conflito Israel-Irã volta a expor o País ao risco de desabastecimento e ao aumento expressivo nos custos de produção.

A paralisação de fábricas iranianas de ureia (que produzem 9 milhões de toneladas/ano) e a interrupção do fornecimento de gás israelense ao Egito reduziram 20% da oferta global de nitrogenados, elevando os preços da ureia de US$ 398 para US$ 435/tonelada em 4 dias (+9,3%).

Impactos imediatos: logística, custos e desabastecimento

Um agravante é que a guerra entre Israel e Irã não afeta apenas preços, mas toda a cadeia logística. O ponto crítico é o risco no Estreito de Ormuz, por onde passam 20 milhões de barris de petróleo/dia e 42% das exportações globais de ureia. Um bloqueio iraniano elevaria fretes marítimos e custos de seguros, impactando de 15 a 20% dos custos de importação brasileiros (2,3).

Cálculos ilustram que, em se mantendo a tendência atual, a relação de troca é insustentável: produtores de milho precisam de 75 sacas para comprar uma tonelada de ureia, ante 60 sacas antes do conflito – o pior patamar desde 2022.

Além disso, o timing é crítico. As compras para a safrinha 2025/26 (milho, algodão) estão em curso, e o desabastecimento pode afetar o plantio a partir de setembro 

Bioinsumos: resposta estratégica à crise

Os biofertilizantes vêm se apresentando como alternativa viável e urgente nesses contextos, com vantagens comprovadas. Vejamos:

a.         Redução de dependência: Produzidos localmente a partir de resíduos agroindustriais (vinhaça, tortas vegetais) e microrganismos endêmicos, eliminam riscos geopolíticos; 

b.         Economia de 30 a 40% nos custos: Enquanto a ureia sintética dispara, bioinsumos mantêm preços estáveis, com potencial de economizar US$ 5,1 bilhões/ano nas culturas de milho, trigo e cana.

Benefícios ambientais: Inoculantes como Azospirillum brasilense reduzem em 30% o uso de nitrogênio sintético em soja e milho e cortam emissões de N?O (gás 300x mais poluente que CO?) em 70% .

 Gargalos e soluções: o papel das políticas públicas

Apesar do potencial, a transição dos produtos sintéticos para os bioinsumos enfrenta grandes obstáculos em diferentes dimensões:

a.         Regulatório: O registro de novos produtos na Mapa/Anvisa leva até três anos, desincentivando inovações; 

b.         Escala industrial: O Brasil precisa ampliar a capacidade da oferta, sendo que utilizando as biofábricas, por exemplo, seria necessário atender 30 milhões de hectares até 2026, o que requer R$ 10 bilhões em investimentos; 

c.         Falta de métricas: Não há dados sistematizados sobre elasticidade-preço entre sintéticos e bioinsumos, dificultando políticas de subsídios eficazes. 

Medidas propostas para reduzir os impactos negativos:

. Acelerar o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF): Com metas para expandir em 25% a produção de organominerais até 2025 e triplicar a área com microrganismos até 2027; 

. Criar um “BioIndex” nacional: Um índice em tempo real para monitorar preços, demanda e estoques de bioinsumos, permitindo ajustes ágeis em subsídios e contratos. 

Conclusão: da vulnerabilidade à liderança verde

As guerras no Leste Europeu e Oriente Médio escancararam uma verdade inconveniente: o modelo de dependência de fertilizantes sintéticos é insustentável economicamente e estrategicamente.

Os bioinsumos não são mais uma alternativa marginal, mas um pilar de segurança alimentar e soberania tecnológica.

O Brasil tem 60% das terras agrícolas tropicais do planeta e potencial para liderar uma revolução bio-based. Para isso, precisa:

. Converter crise em ação: Usar o PNF para reduzir as importações de 85% para menos de 60% até 2030.

. Posicionar-se como exportador de tecnologia verde: Bioinsumos são a chave para transformar vulnerabilidade em vantagem competitiva global.

. A resposta do Brasil definirá não apenas seu futuro agrícola, mas seu papel na geopolítica da alimentação do século XXI. A hora dos bioinsumos é agora!!





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Seguro rural no Brasil: urgência e tecnologia


O agronegócio brasileiro enfrenta um momento delicado, com um número recorde de pedidos de recuperação judicial, chegando a quase 1.300 apenas em 2024. Essa realidade evidencia a urgência e a importância estratégica do seguro rural para garantir a sustentabilidade financeira dos produtores e das cadeias produtivas do setor.

Segundo dados da Agrotools, apesar de o seguro rural existir no Brasil há mais de 20 anos, a adesão ainda é extremamente baixa: apenas 10% da área agrícola está segurada, enquanto nos Estados Unidos esse índice chega a 80%. Entre os principais obstáculos estão a falta de informação, a burocracia e a pouca incorporação de tecnologia nas operações.

A baixa adesão ao seguro rural não está ligada apenas ao custo ou à burocracia. A digitalização do campo, com o uso de inteligência artificial, surge como uma solução promissora para ampliar a proteção e acelerar os processos. Esse avanço tecnológico pode facilitar a contratação, a análise de risco e o pagamento de indenizações, tornando o seguro mais acessível para os produtores.

Recentemente, o impacto das enchentes no Rio Grande do Sul reacendeu o debate sobre a necessidade de proteção no campo. Em resposta, o governo federal remanejou R$ 210 milhões do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) para apoiar os produtores afetados. Além disso, projetos como o PL 2951/2024, que propõe a criação de um fundo de catástrofe, indicam que o tema está ganhando espaço na agenda pública como prioridade para o agronegócio.

Mais do que um mecanismo para evitar perdas, o seguro rural pode transformar a previsibilidade financeira no campo. Com maior segurança, as empresas rurais conseguem planejar melhor suas operações, facilitar o acesso a crédito, fortalecer relações com fornecedores e reduzir riscos ao longo da cadeia produtiva.

Startups e empresas de tecnologia, como a Agrotools, têm mostrado que a inovação é fundamental para tornar o seguro rural viável, acessível e eficiente. O futuro do agronegócio passa pela integração entre proteção, dados e tecnologia, garantindo resiliência mesmo diante de desafios climáticos e econômicos.





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Aveia-branca ocupa mais de 90% da área prevista



Geadas afetam fase reprodutiva da aveia no RS




Foto: Canva

A semeadura da aveia-branca alcançou 92% da área prevista no Rio Grande do Sul, conforme dados do Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (10). O avanço foi favorecido por dias consecutivos de sol e pela redução da umidade excessiva no solo.

Segundo a Emater/RS-Ascar, “a continuidade do tempo firme e a elevada radiação solar favoreceram o estabelecimento das áreas recentemente semeadas e contribuíram para a recuperação das lavouras implantadas em junho”. As lavouras estão, em sua maioria, na fase vegetativa (88%), enquanto 9% se encontram em floração e 3% no enchimento de grãos, principalmente na região Noroeste do estado.

As geadas intensas registradas nos últimos dias causaram danos pontuais nas folhas e atingiram estruturas reprodutivas em lavouras mais adiantadas, o que poderá reduzir o potencial produtivo nessas áreas. O estado fitossanitário, no entanto, é considerado satisfatório até o momento.

Os produtores seguem com os tratos culturais, com foco na adubação nitrogenada em cobertura, aplicação preventiva de fungicidas e controle de plantas daninhas. A estimativa é de que sejam cultivados 401.273 hectares, com produtividade média prevista de 2.254 kg por hectare.

Na região administrativa de Bagé, o avanço da semeadura ocorreu com a melhora das condições de solo, mas o acesso de máquinas ainda foi dificultado em áreas mais úmidas. Em Hulha Negra, o excesso de chuvas em junho resultou em baixa densidade de plantas, exigindo replantio em extensas áreas. Em alguns casos, houve necessidade de uso de grade para corrigir sulcos provocados pela erosão.

Na região de Frederico Westphalen, 70% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo e 30% em florescimento, fase prejudicada pelas temperaturas mais baixas. Já na região de Ijuí, as lavouras apresentaram melhora no desenvolvimento e na coloração foliar, mas as geadas afetaram plantas em estádio reprodutivo, com danos observados em inflorescências e necrose nas hastes principais em fase de emissão de panícula. Apesar disso, a área comprometida é pequena em relação ao total cultivado.





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Preço do boi gordo cai após feriado e tarifas dos EUA


O mercado do boi gordo iniciou a quinta-feira (10) com retração nas praças paulistas, segundo a análise “Tem Boi na Linha”, divulgada pela Scot Consultoria. A combinação do feriado estadual e do anúncio de novas tarifas comerciais de 50% contra o Brasil pelo presidente dos Estados Unidos gerou incertezas e afastou os principais compradores do mercado.

De acordo com a consultoria, “a grande parcela da indústria exportadora do estado tinha saído das compras e, se não saiu, estava prestes a sair, independentemente se exporta seus produtos aos Estados Unidos da América ou não”. O movimento de retração atingiu também os compradores voltados ao mercado interno, ainda que de forma mais moderada.

A menor atuação da indústria favoreceu a permanência de uma pequena parte dos compradores no mercado, que buscaram alongar as escalas de abate diante da ausência de concorrência. As escalas mais confortáveis dos últimos dias permitiram que as indústrias se retirassem das compras sem comprometer a produção de curto prazo. A percepção predominante no setor é de preocupação.

Apesar do cenário de retração, negócios esporádicos foram registrados no início da manhã, durante o feriado e nos primeiros dias da semana. Nessas operações, a oferta superou a demanda, o que resultou na queda de R$1,00 por arroba para os machos e de R$2,00 por arroba para as fêmeas. Em São Paulo, as escalas de abate estão, em média, para oito dias.

Em Mato Grosso do Sul, a situação também foi marcada por lentidão nas negociações. A maior oferta de animais nas últimas semanas pressionou os preços em algumas regiões, acompanhando o movimento de cautela observado em São Paulo.

Na região de Três Lagoas, o preço do boi gordo recuou R$3,00 por arroba. Para as fêmeas, as cotações permaneceram estáveis. As escalas de abate na localidade estão projetadas, em média, para nove dias.

Já em Dourados, os preços se mantiveram estáveis e as escalas estão, em média, para seis dias.

 





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Geada antecipa fim da colheita da batata-doce em Feliz



Produtores já preparam nova safra em Feliz no Rio Grande do Sul




Foto: Pixabay

A colheita da batata-doce está em fase final na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, especificamente no município de Feliz. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10), as geadas registradas nos últimos dias praticamente encerraram a safra 2024.

Segundo a Emater/RS-Ascar, “os produtores já estão encomendando mudas para a próxima safra”. Apesar das baixas temperaturas que marcaram o fim do ciclo, não foram registrados problemas fitossanitários nas lavouras.

A comercialização da batata-doce tem variado entre R$ 1,50 e R$ 2,00 o quilo, conforme apuração da entidade.





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Tarifa de 10% dos EUA e valorização do euro terá impacto sobre exportações…


Logotipo Reuters

SINTRA, Portugal (Reuters) – Uma tarifa de 10% dos Estados Unidos sobre produtos europeus, combinada com uma valorização semelhante ou maior do euro em relação ao dólar, teria um impacto significativo sobre as exportações da zona do euro, disse o membro do Banco Central Europeu, Martins Kazaks.

Como as negociações comerciais entre os EUA e a UE permanecem incertas, economistas estão especulando sobre as condições que podem levar o BCE a intervir com novos cortes nas taxas de juros para apoiar a economia da zona do euro.

Kazaks disse que as importações da zona do euro já seriam afetadas por uma tarifa de 10% dos EUA – a linha de base com a qual as autoridades da UE se conformaram – e por um aumento de 10% ou mais na taxa de câmbio do euro em relação ao dólar, o que seria apenas 1% a mais do que o ganho desde o Dia da Libertação.

Tarifas mais altas no exterior e uma moeda mais forte tornam as exportações de uma região mais caras.

“Se houver uma tarifa de 10% mais uma valorização da taxa de câmbio do euro de mais 10%, isso é grande o suficiente para afetar a dinâmica das exportações”, disse ele à Reuters no fórum anual do BCE sobre bancos centrais em Sintra, Portugal.

O euro estava sendo negociado a US$1,178 nesta terça-feira, com alta de 13,8% desde o início do ano e de 8,9% desde o início de abril.

Kazaks descreveu a economia da zona do euro como “fraca”, embora ainda apresente “algum crescimento”, acrescentando que a inflação está “mais ou menos” na meta de 2% do banco central, o que implica pouca necessidade de grandes mudanças.

A última projeção do BCE apontou a inflação na meta de 2,0% este ano, antes de cair para 1,6% no ano seguinte e retornar a 2,0% em 2027.

“A maior parte do ajuste de juros já foi feita”, disse Kazaks, repetindo sua posição anterior. “Se houver mais cortes, eles serão pequenos e terão valor de sinalização, desde que permaneçamos no cenário base.”

Ele também alertou que a China “está começando a despejar produtos na Europa”, o que tanto reduzirá a inflação quanto prejudicará a competitividade europeia.

(Reportagem de Francesco Canepa)





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Frio intenso impacta floricultura paulista e destaca uso de estufas



Estufas ajudam floricultores a enfrentar o frio




Foto: Divulgação

As baixas temperaturas registradas em regiões agrícolas do estado de São Paulo têm provocado impactos significativos na cadeia produtiva da floricultura. De acordo com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), o frio intenso compromete o desenvolvimento das plantas, retardando o crescimento e a floração, o que influencia diretamente na qualidade e no período de produção das flores.

A floricultura paulista responde por cerca de 37% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional do setor e movimenta, anualmente, mais de R$ 8,4 bilhões, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A atividade também é responsável por gerar aproximadamente 130 mil empregos diretos.

Para mitigar os efeitos adversos do clima, o uso de estufas tem se mostrado essencial. As estruturas permitem o controle de temperatura, umidade e luz, possibilitando a continuidade da produção mesmo em períodos desfavoráveis. O estado de São Paulo é referência nacional na utilização de ambientes controlados na produção de flores e plantas ornamentais.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), oferece uma linha de crédito voltada à Agricultura Sustentável. O financiamento permite a implementação de estufas com limite de até R$ 250 mil, juros de 3% ao ano, prazo de pagamento de até 84 meses e carência de até 48 meses, respeitando o ciclo produtivo das culturas.





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