segunda-feira, março 23, 2026

Política & Agro

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Soja e milho sobem em Chicago, mas cenário ainda é cauteloso



O aumento da procura por soja para o esmagamento tem gerado um excedente de farelo



O aumento da procura por soja para o esmagamento tem gerado um excedente de farelo
O aumento da procura por soja para o esmagamento tem gerado um excedente de farelo – Foto: Divulgação

Os contratos futuros da soja e do milho encerraram a semana passada em alta na Bolsa de Chicago, impulsionados por fundamentos técnicos e perspectivas de demanda. Segundo a StoneX, o óleo de soja segue encontrando suporte nas expectativas de ampliação dos mandatos de mistura de biodiesel nos Estados Unidos, o que favorece a demanda pela oleaginosa no mercado internacional.

Apesar do otimismo com o consumo, o aumento da procura por soja para o esmagamento tem gerado um excedente de farelo, pressionando os preços desse subproduto. Além disso, as condições favoráveis das lavouras nos EUA impedem que o mercado assuma um aperto no balanço da soja, o que limita a continuidade das altas para o grão em Chicago. Ainda assim, o cenário para o óleo continua sendo o principal motor de sustentação dos preços da soja, e o mercado observa com atenção os próximos desdobramentos na política energética americana.

No mercado de milho, os contratos retomaram força após semanas de baixa. O vencimento dezembro/25 subiu 3,8% na semana, encerrando a US¢427,75 por bushel. A recuperação está ligada, em parte, à resolução de questões comerciais com parceiros como a Indonésia e à previsão de clima mais quente nas principais regiões produtoras dos EUA, o que gera preocupação com a produtividade da safra.

Na B3, os preços também avançaram. O contrato setembro/25 fechou cotado a R$ 65,45 por saca, alta de 2,4% no período. O mercado segue atento aos desdobramentos climáticos e à evolução da demanda global, que continuam sendo fatores determinantes para o comportamento das cotações nos próximos dias, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

 





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Carga limpa no sorgo pode elevar rentabilidade



A tecnologia tem sido grande aliada nesse processo



A tecnologia tem sido grande aliada nesse processo
A tecnologia tem sido grande aliada nesse processo – Foto: Divulgação

A busca por maior qualidade na produção de sorgo tem se tornado estratégica para o produtor rural, que deseja aliar rentabilidade e competitividade. A colheita com “carga limpa”, livre de impurezas como palha, sementes daninhas e terra, permite melhor aproveitamento dos grãos e redução de custos com secagem, armazenamento e transporte. Além disso, cargas mais limpas evitam descontos nos armazéns e podem elevar em até 10% o valor final recebido.

A tecnologia tem sido grande aliada nesse processo. A Advanta Seeds, por exemplo, desenvolveu a tecnologia Igrowth, a primeira solução não transgênica voltada ao cultivo de sorgo com tolerância a herbicidas da família das imidazolinonas. Essa inovação, criada por mutagênese, permite controle mais eficaz das plantas daninhas, contribuindo para uma lavoura mais limpa e produtiva, além de facilitar a colheita mecanizada.

Segundo Pedro Lima, engenheiro agrônomo e gerente de marketing da Advanta Seeds, o uso de híbridos com essa tecnologia assegura grãos mais puros, melhora o rendimento operacional e proporciona precocidade e tolerância ao acamamento. A prática da carga limpa, porém, depende de todo um sistema: do planejamento de plantio ao treinamento da equipe.

“Com essa inovação, o produtor tem mais liberdade no controle de plantas daninhas, que são grandes vilãs na hora da colheita, contribuindo para cargas sujas e perdas de produtividade”, destacou.

Com a perspectiva de exportações de sorgo para mercados exigentes como a China, o produtor precisará redobrar os cuidados no campo. Um dos pontos críticos é o controle do Sorgo Halepense (Sorghum halepense), planta daninha proibida no comércio internacional por seus impactos agronômicos e ambientais. A presença dessa invasora pode comprometer a comercialização, inclusive com risco de devolução de cargas.

 





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Importações de fertilizantes crescem 9,29% no primeiro semestre



Paranaguá lidera entrada de fertilizantes no Brasil




Foto: Canva

As importações brasileiras de fertilizantes totalizaram 19,41 milhões de toneladas entre janeiro e junho de 2025, volume 9,29% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Os dados constam da edição de julho do Boletim Logístico, divulgado nesta quarta-feira (23) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com base em informações da plataforma Comex Stat.

Segundo a Conab, o cenário de alta nas importações ocorre apesar da volatilidade nos preços e das restrições na oferta global, impulsionado por uma demanda constante do agronegócio. “A procura por insumos agrícolas segue em expansão, especialmente em países como o Brasil, onde o setor produtivo se antecipa à safra 2025/26 com projeções positivas de produção”, informou a Companhia.

Os portos brasileiros acompanharam esse crescimento. Em Paranaguá, as entradas somaram 5,14 milhões de toneladas no primeiro semestre, ante 4,32 milhões em igual período de 2024. Pelo Arco Norte, foram movimentadas 3,75 milhões de toneladas, ligeiramente acima das 3,65 milhões do ano anterior. Já no Porto de Santos, as importações totalizaram 2,82 milhões de toneladas, em comparação com 3,38 milhões no mesmo intervalo de 2024.

A Conab avalia que o aumento das importações reflete o otimismo do setor agrícola diante das expectativas de mais uma safra recorde, apesar dos desafios impostos pelo cenário geopolítico global.





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Produção de mandioca sofre com podridões



Mandioca tem preços baixos entre R$ 20 e R$ 25




Foto: Canva

A colheita da mandioca segue em andamento nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul, com destaque para Santa Rosa e Soledade. As informações constam do Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (24) pela Emater/RS-Ascar.

Na região de Santa Rosa, os trabalhos já atingem cerca de 80% das áreas cultivadas. Segundo a Emater, o excesso de chuvas nos meses anteriores comprometeu parte da produção. “Houve registro de podridões e manchas nas raízes, o que dificultou o descascamento e afetou a qualidade e o cozimento da mandioca”, informaram os técnicos. Em municípios como Garruchos, não há, até o momento, sinais de preparo de novas áreas para o cultivo.

Na região administrativa de Soledade, a colheita ocorre de forma contínua, com destaque para os municípios de Venâncio Aires, Mato Leitão, Ibarama, Vera Cruz e Santa Cruz do Sul. Apesar do ritmo de trabalho, os preços seguem em baixa nesta safra, oscilando entre R$ 20,00 e R$ 25,00 por caixa de 22 kg.

Em São Sebastião do Caí, na região de Lajeado, a Emater aponta que a produtividade das lavouras superou as expectativas, embora a comercialização da raiz esteja limitada diante do cenário atual.





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Açúcar/Cepea: Preço do cristal branco é o menor em 4 anos


Levantamentos do Cepea mostram que os preços médios do açúcar cristal branco no mercado spot do estado de São Paulo seguem em queda. Na sexta-feira, 27, o Indicador CEPEA/ESALQ, cor Icumsa de 130-180, fechou na casa dos R$ 117,00/saca de 50 kg, o menor patamar nominal desde o final de julho de 2021. Pesquisadores explicam que a pressão sobre as cotações domésticas continua atrelada à baixa demanda para pronta-entrega e também à desvalorização externa do açúcar. No balanço da última semana (de 23 a 27 de junho), a média do Indicador foi de R$ 120,25/sc de 50 kg, recuo de 4,4% em relação à do período anterior. Mesmo diante das contínuas quedas, os valores pagos pelo açúcar no spot paulista seguem mais vantajosos que as cotações externas, ainda conforme o Centro de Pesquisas.

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Fretes sobem com menor oferta de grãos no Maranhão


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou, por meio da edição de julho do Boletim Logístico, divulgada nesta quarta-feira (23), que o fim da colheita da soja em grão no Maranhão gerou impacto direto na oferta de serviços de transporte, especialmente rodoviário, pressionando os preços para patamares levemente superiores aos registrados em junho. A soja continua sendo a principal lavoura temporária do estado, o que influencia fortemente o cenário logístico.

Segundo o boletim, a redução na movimentação de fretes provocada pelo fim da colheita da soja tem sido parcialmente compensada pelo início da colheita do milho segunda safra, especialmente na região sul do estado. No entanto, a elevada demanda da indústria de bioenergia Inpasa pela produção local, principalmente nas regiões de Balsas e entorno, limita o aumento dos fretes. Como o deslocamento até a planta industrial é curto, os valores de frete se mantêm em níveis reduzidos.

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) atualizou em junho suas projeções para as exportações brasileiras de soja, indicando um volume recorde de até 15,1 milhões de toneladas. Dados recentes da entidade confirmam esse cenário. Entre janeiro e junho de 2025, o Brasil exportou 68,18 milhões de toneladas de soja em grãos, um crescimento de 2,82% em relação ao mesmo período de 2024. No Maranhão, o Porto de Itaqui se destacou como o segundo maior exportador nacional de soja no período, com 461,2 mil toneladas, atrás apenas do Porto de Santos (SP), que movimentou 740,5 mil toneladas.

Em relação aos fretes, a Conab apontou que os preços médios em junho permaneceram próximos aos praticados em maio e no mesmo mês de 2024. Um dos destaques foi o município de Açailândia, que apresentou embarques expressivos de soja com destino ao Terminal Portuário de São Luís.

O boletim também registrou a realização do primeiro Seminário Maranhense de Logística de Grãos, promovido pela Superintendência Regional do Maranhão (Sureg/MA). O evento reuniu representantes do setor logístico e discutiu os desafios e perspectivas para o escoamento da produção agrícola no estado. A proposta é que o seminário se torne um fórum anual para o debate sobre infraestrutura e logística de grãos no Maranhão.

Apesar do desempenho da soja, a participação do Maranhão nas exportações brasileiras de milho no período analisado foi considerada inexpressiva. Por outro lado, a soja respondeu por 4,6% do total exportado pelo país.





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Por que o algodão é o futuro da moda consciente?


A cada julho, o mundo volta seus olhos para o impacto silencioso – e persistente – do plástico em nossas vidas. O movimento Plastic Free July, iniciado na Austrália em 2011, propõe um desafio direto: repensar hábitos, reduzir excessos e buscar alternativas sustentáveis. Embora normalmente ligado a canudos, sacolas e embalagens, o problema vai muito além — está, literalmente, no tecido das roupas que usamos.

Boa parte do que vestimos hoje é feita de fibras sintéticas como o poliéster, resultado direto da indústria do petróleo. Essas fibras se escondem sob nomes técnicos, mas o dano que provocam é visível: todos os anos, bilhões de microplásticos são liberados nos rios e oceanos apenas com a lavagem das roupas. Invisíveis, eles invadem os corpos de peixes, tartarugas, aves e — mais recentemente se descobriu — até os nossos próprios órgãos.

Diante desse cenário, a escolha de tecidos passa a ser uma decisão ética. O algodão, uma fibra vegetal que se decompõe naturalmente, ganha protagonismo como alternativa viável e responsável. Não se trata de nostalgia ou idealismo: trata-se de dados. Segundo o International Cotton Advisory Committee, o algodão perdeu espaço no mercado global de fibras nos últimos anos, enquanto os sintéticos continuam crescendo em ritmo acelerado. O custo ambiental dessa curva é alarmante.

No Brasil, onde 80% da safra de algodão é certificada socioambientalmente, a Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) vem liderando esforços para reverter essa lógica. Através de movimentos como Sou de Algodão, a associação busca conscientizar consumidores e estimular escolhas mais alinhadas com um futuro de baixo impacto. “Ninguém quer vestir petróleo”, afirma Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa. “Quando escolhemos algodão, escolhemos um material que respeita o ciclo da vida.”

Além de biodegradável e renovável, o algodão cultivado no Brasil utiliza irrigação mínima e segue protocolos que priorizam o equilíbrio entre produção, meio ambiente e responsabilidade social. É um exemplo de que moda e consciência não precisam andar em lados opostos.





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Paraná apresenta ações contra o efeito estufa em conferência nacional


O Governo do Estado, por meio do Instituto Água e Terra (IAT) e do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), participou nesta quinta-feira (24), em Curitiba, da 1ª Conferência Brasileira de Inventariação de Gases de Efeito Estufa. Organizado pelo grupo Sinergia Engenharia de Meio Ambiente, o encontro reuniu os setores público e privado para debater como contabilizar o volume emitido a fim de planejar maneiras de proteger o meio ambiente.

Os gases de efeito estufa são o ator principal do aquecimento global. E sua emissão é causada, na maioria das vezes, pelas ações humanas. No Paraná, já existem diversos programas que contribuem para a redução de gases do efeito estufa, como RenovaPR, de apoio e incentivo à transformação energética do campo, e o Paraná Mais Verde, de expansão do plantio de novas mudas. O Estado também implementou o Prosolo Paraná, com foco na mitigação dos processos erosivos do solo e da degradação dos cursos d’água; e a Rede Paranaense de Agropesquisa e Formação Aplicada, que tem como meta a expansão da pesquisa e a integração da academia aos novos processos produtivos sustentáveis.

Na sua palestra, José Amorim Vialich, do IAT, citou o Selo Clima, que reconhece, incentiva e valoriza práticas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Ele também destacou a Portaria IAT 42/2022. Ela estabalece a exigência que, ao requerer licenciamento ambiental, empreendimentos enquadrados, por lei, na necessidade de providenciar Estudos de Impacto Ambiental, apresentem o Diagnóstico Climático.

MONITORAMENTO AMBIENTAL – O representante do Simepar, Bernardo Lipski, citou projetos da instituição que são voltados para o monitoramento ambiental e para sustentabilidade e que auxiliam na construção de políticas públicas. O VFogo monitora focos de calor, alertando a Defesa Civil para tomada de ações de combate ao incêndio; o Infohidro é uma interface de monitoramento de variáveis hidrológicas e meteorológicas em tempo real; o IrrigaSIM, braço do IrrigaParaná do Governo do Estado, vai mapear áreas aptas para irrigação sustentável, instalar equipamentos e desenvolver uma plataforma de inteligência artificial para integrar e analisar dados de diversas fontes.

O Simepar também está gerando uma definição de “estoque de florestas”. Se uma empresa ou instituição precisa realizar uma recuperação de área degradada, mas não tiver espaço, não precisa fazer na sua propriedade. Ela poderá fazer em outra área já mapeada e compensar o prejuízo causado. Já através do projeto Pro Biodiversidade, o Simepar realiza um inventário de carbono das Unidades de Conservação e estimativas de carbono dos remanescentes florestais.

Especificamente com relação ao clima, o Programa Paranaense de Mudanças Climáticas (Paranaclima) foi desenvolvido pelo Simepar em parceria com a Sedest e estuda a emissão e o impacto dos gases de efeito estufa no Paraná. No site https://paranaclima.simepar.br/ toda a população pode ter acesso ao cenário histórico de 1850 a 1900, o cenário depois do período pré industrial, o cenário de 2014 até o momento, e projeções de vulnerabilidade à ocorrência de desastres em cada município do estado até 2100.

O Simepar também oferece apoio ao Governo do Paraná nos mapeamentos, parametrização dos dados e informações que são utilizadas no ICMS Ecológico. É um instrumento de política pública criado no Paraná em 1991, para repasse de recursos financeiros aos municípios que abrigam em seus territórios unidades de conservação ou mananciais para abastecimento de cidades vizinhas. O município que ajuda, é compensado com recursos tributários.

“O Simepar auxilia na proteção do meio ambiente olhando para o passado, traçando dados históricos; no presente, através do monitoramento em nowcasting; e no futuro, traçando a previsão do tempo e os boletins climáticos. São vários os projetos no âmbito público e privado que são importantes para observar e agir na proteção da população às mudanças climáticas”, ressalta Lipski.

INFLUÊNCIA HUMANA – Os principais gases de efeito estufa são o dióxido de carbono (CO2), o metano e o óxido nitroso. O CO2 representa mais de 70% das emissões. Como muitas atividades humanas emitem uma grande quantidade desses gases, isto desequilibra o balanço de radiação da atmosfera terrestre, o qual mantém a temperatura média global dentro dos padrões aceitáveis para a manutenção dos ecossistemas e da vida.

Juliana Ferreira, diretora executiva e cofundadora do grupo Sinergia, explicou que a intensidade do efeito de cada fator sobre o clima é medida através do conceito de forçante radiativa, que quantifica a influência do fator no balanço energético do sistema terrestre. Todas as ações humanas emitem gases de efeito estufa e hoje a influência humana é a principal causa do aquecimento global”, alertou Juliana.

Segundo ela, há um consenso entre os cientistas de que a temperatura da terra está aumentando por conta de efeitos antrópicos. A última década foi a mais quente em 140 anos de medição, e o problema maior é o rápido aumento, em um curto espaço de tempo. O volume de emissões também foi maior recentemente: 52,4% delas ocorreram nos últimos 30 anos.

A temperatura no mundo está 1,36°C acima da média. Se a emissão de gases de efeito estufa continuar assim, até 2100 o planeta terá dois graus de temperatura a mais. Caso as emissões radiativas aumentem, em um cenário mais extremo, a temperatura pode subir até 4,8°C.

Por este motivo, várias políticas públicas foram criadas para incentivar a população e as empresas a agirem para mudar o cenário. O Brasil adotou o Protocolo de Kyoto em 1998, primeiro protocolo internacional com metas para controlar a missão de gases. Em 2009 foi instituída a Política Nacional sobre Mudança do Clima, e em 2015 o Brasil assinou ainda o Acordo de Paris.

Todas as metas estabelecidas nestes documentos foram atualizadas ao longo dos anos. O Sul do Brasil é a região pioneira no estabelecimento de planos estaduais determinando boas práticas para atingir as metas definidas nacionalmente.

ESCOPOS – Processos industriais, atividades agrícolas e grupos que fazem uso de combustíveis fósseis como um todo podem adotar medidas de descarbonização para ajudar a reduzir este impacto. Ações sugeridas são o uso de veículos híbridos ou elétricos, de geradores a GNV, compra de energia renovável do mercado livre, implantação de placas solares, substituição de lâmpadas convencionais por LED, além de compostagem ou uso de biodigestores.

Para saber o quanto emitem e que políticas podem adotar, cada uma das empresas ou setores públicos pode inventariar os gases de efeito estufa, identificando as fontes de emissão para coleta de dados e cálculo. Os resultados são úteis para o registro público de emissões e relatório de sustentabilidade, que possibilitam a proposição de políticas públicas para descarbonização, ou adaptação a vulnerabilidades climáticas, e ainda inclusão no modelo de mercado de carbono brasileiro. 

Quem não conseguir zerar as emissões, poderá compensar as emissões da empresa ou instituição pública comprando créditos de carbono: certificados que representam a redução de uma tonelada de gases de efeito estufa. A venda de créditos de carbono é uma forma de gerar receita para projetos que reduzem as emissões, como por exemplo projetos de reflorestamento ou eficiência energética.





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Plataforma ajuda empresas a mapear riscos climáticos



A importância de soluções como essa se reflete nos impactos já observados



A importância de soluções como essa se reflete nos impactos já observados
A importância de soluções como essa se reflete nos impactos já observados – Foto: Arquivo

Organizações públicas e privadas no Brasil agora contam com uma nova ferramenta para avaliar a exposição a eventos climáticos extremos, como alagamentos, ondas de calor, secas e vendavais. A solução, chamada Climate Spotlight Core, permite que empresas insiram dados de localização de até 100 unidades ou comunidades e recebam uma análise detalhada dos riscos presentes e futuros, com base em diferentes cenários de aquecimento global projetados até o ano de 2100.

O lançamento é da Zurich Seguros, por meio da unidade Zurich Resilience Solutions (ZRS), especializada em consultoria de riscos. Segundo a empresa, a plataforma utiliza uma base robusta de dados construída a partir de mais de 150 anos de experiência em gestão de riscos. O sistema gera relatórios rápidos e interativos, podendo apoiar decisões estratégicas em diversos setores e níveis de governo, em um contexto de intensificação das mudanças climáticas.

Além do Climate Spotlight Core, a Zurich oferece também o Climate Spotlight Expert, versão que permite análises mais profundas, métricas personalizadas e acompanhamento técnico por engenheiros de risco. A ferramenta é voltada à elaboração de planos de adaptação e mitigação, com capacidade de avaliar localidades ilimitadas.

A importância de soluções como essa se reflete nos impactos já observados: segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM), desastres ambientais causaram perdas de R$ 732 bilhões no Brasil entre 2013 e 2024. Já um estudo da Deloitte aponta que as mudanças climáticas podem gerar perdas de até US$ 17 trilhões na América do Sul até 2070.





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Cobertura viva evita agroquímicos na soja



Já a área com azevém apresenta competição natural



Já a área com azevém apresenta competição natural
Já a área com azevém apresenta competição natural – Foto: Agrolink

Duas áreas de terras baixas avaliadas no litoral Sul de Santa Catarina, ambas com o mesmo histórico agrícola, soja na safra 2023/24 e arroz em semeadura direta na 2024/25, demonstram diferenças significativas no controle de plantas daninhas durante a entressafra. A análise é do engenheiro agrônomo Júlio Catoni. Segundo ele, após a colheita da atual safra, ambas as áreas foram dessecadas com glifosato para controle do rebrote do arroz. No entanto, apenas uma delas contou com a semeadura de azevém durante os últimos três invernos.

Mesmo com a aplicação de herbicidas hormonais para o controle da buva, a presença dessa invasora é mais evidente na área sem azevém. As plantas, originadas de áreas marginais e disseminadas pelo vento, encontram ambiente mais favorável para germinação onde há ausência de cobertura vegetal viva. Já a área com azevém apresenta competição natural mais eficiente, dificultando o estabelecimento da buva e reduzindo a necessidade de novos manejos químicos. 

Catoni ressalta quatro pontos importantes: a presença de água no verão não impede a germinação de sementes de buva; a cobertura viva no inverno cria um ambiente menos propício a invasoras; áreas de arroz bem conduzidas podem sim ser aproveitadas no inverno com semeadura direta; e cada oportunidade de manejar sem herbicidas deve ser valorizada. Por fim, o agrônomo propõe uma reflexão aos produtores: o investimento feito na pós-colheita de terras baixas deve ser contabilizado como custo da safra de verão ou transformado em renda produtiva durante o inverno? As informações foram divulgadas no seu perfil na rede social LinkedIn.

   





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