quinta-feira, março 26, 2026

Política & Agro

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Produtores de Mato Grosso reduzem custos com adubos e defensivos para nova safra de soja



Fertilizantes e corretivos tiveram queda de 0,29% nos custos




Foto: Leonardo Gottems

O custo de produção da soja em Mato Grosso para a safra 2025/26 apresentou leve queda em maio. Segundo informações do boletim informativo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o custeio por hectare ficou estimado em R$ 4.136,97, uma retração de 0,19% em relação ao mês anterior. A principal explicação para essa redução está nos menores gastos com fertilizantes, corretivos e defensivos agrícolas.

De acordo com o Imea, os fertilizantes e corretivos tiveram queda de 0,29% nos custos, enquanto os defensivos recuaram 0,17%. Esses dois grupos de insumos têm o maior peso na composição total dos custos e influenciam diretamente o planejamento do produtor rural para a próxima temporada. A retração nos preços desses itens favorece a estratégia de contenção de despesas, especialmente em um momento de margens apertadas no agronegócio.

Além da queda nos custos nominais, a relação de troca dos insumos via barter também apresentou variações significativas. Para a aquisição de uma tonelada de Super Simples (SSP), o produtor precisa entregar 24,01 sacas de soja, o que representa uma queda de 15,32% na comparação com abril. Por outro lado, a troca para o MAP subiu 10,30%, exigindo 42,51 sacas por tonelada. O movimento indica uma maior atratividade na compra de SSP no cenário atual.

Ainda conforme o boletim do Imea, a desvalorização de 13,80% no preço do SSP foi um dos principais fatores para a melhora na relação de troca. Já o MAP teve valorização de 12,28% no mesmo período, pressionando o custo para o agricultor. A análise sugere que o momento é mais vantajoso para a aquisição de fosfato simples em detrimento do fosfato mais concentrado.

Com foco em reduzir as despesas e melhorar a rentabilidade, os produtores de Mato Grosso seguem atentos às oscilações nos preços dos insumos. A estratégia de compra antecipada e o uso de instrumentos como o barter continuam sendo ferramentas importantes na gestão de custos da nova safra.





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Alta no consumo global reduz folga nos estoques de milho


A projeção da safra global de milho para 2025/26 passou por importantes ajustes, conforme divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em boletim publicado no dia 12 de junho. O relatório, que traz o segundo balanço mundial de oferta e demanda para o ciclo, indica um leve aumento na produção e uma redução nos estoques finais, refletindo um cenário de consumo mais aquecido e oferta ajustada.

Segundo informações do boletim informativo do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), a estimativa de produção mundial foi revisada para cima em 0,08% em comparação com o relatório de maio, alcançando 1,27 bilhão de toneladas. Apesar do crescimento, os estoques iniciais foram ajustados para baixo em 0,78%, o que impactou negativamente a oferta total, agora estimada em 1,74 bilhão de toneladas — redução de 0,07% no comparativo mensal.

Do lado da demanda, o cenário se mostra positivo. A projeção de consumo mundial subiu 0,11% frente ao mês anterior, totalizando também 1,27 bilhão de toneladas. Com isso, a estimativa para a demanda total foi ajustada para 1,46 bilhão de toneladas, representando um incremento de 0,09%. Esse movimento sinaliza uma retomada do uso do cereal em setores industriais e na alimentação animal.

Como consequência, os estoques finais globais da safra 2025/26 foram revistos para baixo em 0,94%, ficando agora em 275,24 milhões de toneladas. A redução reforça a percepção de que, apesar da leve alta na produção, o consumo mais aquecido deve manter o mercado com menor folga nos estoques nos próximos meses.

Mesmo com esse cenário de menor disponibilidade futura, os preços do milho na Bolsa de Chicago registraram recuo. O contrato para julho de 2026 encerrou a semana com queda de 0,13%, influenciado principalmente pelas boas condições climáticas em regiões produtoras, o que reduz a percepção de risco imediato para a próxima safra.





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Cotonicultor precisa de R$ 125,54 por arroba para cobrir custos em 2025/26



Custo de produção do algodão em Mato Grosso para a safra 2025/26 registrou queda




Foto: India Water Portal

O custo de produção do algodão em Mato Grosso para a safra 2025/26 registrou queda no mês de maio. De acordo com o boletim informativo do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o custo total por hectare ficou estimado em R$ 10.665,60, o que representa uma redução de 0,68% em relação ao mês anterior.

Segundo informações do boletim do Imea, a principal responsável por esse recuo foi a classe de fertilizantes e corretivos, que apresentou uma retração de 1,50% no comparativo com abril. O valor gasto com esses insumos passou para R$ 3.874,21/ha, com destaque para os macronutrientes, cuja queda foi ainda maior, atingindo 1,80%.

Mesmo com a redução no custo de produção, o Custo Operacional Efetivo (COE) — que inclui despesas diretas como sementes, defensivos e operações com máquinas — ainda representa um peso significativo para o produtor. O COE foi projetado em R$ 15.297,54 por hectare, com leve queda de 0,10% em relação ao mês anterior.

Considerando uma produtividade média estimada em 122,38 arrobas por hectare — com base na performance da safra 2024/25 —, o produtor precisa comercializar sua produção a pelo menos R$ 125,54 por arroba para conseguir cobrir o COE na próxima temporada. Esse cálculo reforça a necessidade de uma gestão eficiente e atenção constante ao mercado de insumos e preços.

A movimentação dos custos indica que o cenário ainda exige cautela, especialmente em um momento de volatilidade nos preços de commodities e insumos. 





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Alta de 55% no clethodim acende alerta



Problemas na China afetam oferta global e disparam preço de herbicida




Foto: Canva

A expressiva valorização de ingredientes ativos usados no campo tem causado apreensão entre agricultores e consultores agronômicos. O clethodim, um dos principais herbicidas utilizados no controle de gramíneas em culturas como soja, milho e algodão, registrou aumento de 55% apenas nos primeiros meses de 2025. A alta repentina no valor do insumo, essencial no combate a plantas daninhas, já compromete o planejamento técnico e econômico de muitos produtores.

Segundo especialistas, esse encarecimento tem origem em uma conjunção de fatores logísticos e industriais. A China, maior fornecedora global da substância, enfrenta paralisações produtivas e dificuldades de exportação, o que reduziu drasticamente a oferta internacional. Ao mesmo tempo, a demanda sazonal por defensivos agrícolas aumentou, agravando ainda mais o desequilíbrio entre oferta e procura e, consequentemente, os preços.

Com os custos operacionais em alta, produtores se veem obrigados a renegociar contratos e, em alguns casos, até a reavaliar o cronograma de aplicações. A situação é ainda mais crítica em áreas que enfrentam resistência de espécies como o capim-pé-de-galinha (Eleusine indica), para as quais o clethodim já vinha mostrando eficácia limitada em algumas regiões.

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Para Roberto Rodrigues, engenheiro agrônomo e especialista em manejo da Ourofino Agrociência, a disparada no preço e a escassez de produtos como o clethodim evidenciam a necessidade de transição para práticas mais sustentáveis, como o Manejo Integrado de Plantas Daninhas (MIPD). “Não é mais viável depender de uma única molécula. A diversificação dos mecanismos de ação é fundamental para preservar a produtividade e a rentabilidade das lavouras”, destaca o agrônomo.

A expectativa do setor agora é por estabilidade na cadeia internacional de suprimentos e maior adesão dos produtores a práticas mais integradas e sustentáveis de manejo.





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RS pode registrar até 300 mm de chuva em três dias, alerta Defesa Civil


Entre esta segunda-feira (16) e a próxima quinta-feira (19), o Estado deverá enfrentar um novo período de instabilidade, com risco de alagamentos, cheias de arroios e transbordamento de rios, segundo informações divulgadas pela Defesa Civil.

De acordo com o órgão, os rios do Estado ainda se mantêm dentro da normalidade, mas com tendência de elevação ou estabilidade, em função das chuvas recentes. No entanto, com a previsão de acumulados altos para os próximos dias — especialmente no centro e na metade oeste do RS —, o mapa hidrológico já aponta áreas em situação de atenção e alerta, com riscos significativos de alagamentos em perímetros urbanos, enxurradas e inundações em pequenos rios sem monitoramento.

A partir da quarta-feira (18), o cenário hidrológico se agrava com risco de inundação para os rios Ibirapuitã (em Alegrete), Santa Maria (em Rosário do Sul) e Jacuí (em Cachoeira do Sul). Isso ocorre devido ao volume acumulado das chuvas, que poderá ultrapassar com folga a média histórica do mês.

Na terça-feira (17), a previsão é de tempo extremamente instável em quase todo o Estado. Os volumes de chuva poderão chegar a 300 milímetros nas regiões das Missões e Oeste — mais do que o dobro da média mensal de junho, que gira em torno de 140 mm. Na Região Metropolitana e em partes do centro e norte, a precipitação acumulada pode atingir os 200 milímetros. Já nas demais áreas, os volumes devem ficar entre 40 e 100 mm.

A atuação de um sistema de baixa pressão atmosférica e a entrada de umidade vinda do Norte do país favorecem a formação de temporais com raios, queda de granizo e rajadas de vento entre 60 e 80 km/h. Em algumas regiões, as rajadas podem ultrapassar os 90 km/h, segundo a Defesa Civil.

Na quarta-feira (18), os acumulados seguem altos, principalmente no Noroeste, Missões e Vale do Rio Pardo, onde podem chegar aos 120 mm por dia. Já na quinta-feira (19), a instabilidade se concentra no norte do Estado, com previsão de até 100 mm/dia em pontos isolados.

A Defesa Civil orienta a população a acompanhar os boletins atualizados e seguir as recomendações de segurança. A permanência em áreas de risco deve ser evitada, e qualquer movimentação de terra, elevação repentina da água ou sinais de enxurrada devem ser imediatamente comunicados aos órgãos de emergência.





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Bahia Farm Show fecha 19ª edição em clima de otimismo


Encerrada no último sábado (14), a 19ª edição da Bahia Farm Show manteve o clima de otimismo que marcou toda a semana do evento, com intensa movimentação nos estandes, lançamentos tecnológicos e grande presença de produtores de todas as regiões da Bahia e do Matopiba. Mesmo diante de prévias favoráveis de negócios divulgadas por expositores e instituições financeiras ao longo da semana, a organização da feira decidiu seguir a tendência adotada por outras grandes feiras do agronegócio, como a Expodireto Cotrijal, e não divulgar os números consolidados de comercialização. A decisão reforça o propósito institucional da feira: ser um espaço estratégico de encontro e conexão entre os principais elos do setor produtivo, promovendo inovação, conhecimento e desenvolvimento sustentável para o agro.

A Bahia Farm Show recebeu um total de 162.370 visitantes, ultrapassando a marca registrada na edição anterior. No complexo da feira, o público conferiu o que há de mais moderno em tecnologia agrícola, representado por 434 expositores e mais de mil marcas. Dentre os milhares de visitantes, mais de 100 caravanas foram mobilizadas para a feira, com a participação de pequenos produtores, estudantes, idosos e pessoas com deficiência.

No balanço qualitativo da feira, destaque positivo para os segmentos de plantadeiras, pulverizadores, colheitadeiras, pivôs de irrigação, além de veículos, drones e aviões voltados para pulverização e monitoramento de lavouras. Instituições financeiras também relataram bom volume de contratação e prospecção de crédito para investimentos no campo.

“A Bahia Farm Show proporcionou muitos encontros e debates, com a troca de conhecimento entre produtores, consultores e técnicos, além do lançamento de novos produtos que estarão nas lavouras, levando mais produtividade, qualidade e sustentabilidade. Diante do que vivemos na última semana, independente dos números, a feira foi um enorme sucesso na missão de levar conhecimento tecnológico para que os produtores continuem avançando em inovação e sustentabilidade”, destaca o presidente da Bahia Farm Show e da Aiba, Moisés Schmidt.

A decisão de não divulgar os valores consolidados de negócios acompanha um movimento já percebido em outras grandes feiras do agro nacional. Embora as cifras cheguem à casa dos bilhões, elas não traduzem, de forma fiel, o real impacto e a missão de um evento como a Bahia Farm Show. A prioridade, segundo a organização, é seguir fortalecendo a conexão entre produtores, empresas de tecnologia agrícola, instituições financeiras, universidades, consultorias de pesquisa e os diversos níveis do poder público.

“Quem esteve na Bahia Farm Show viveu um clima de alegria, entusiasmo e otimismo, comemorando o resultado da safra e percorrendo as ruas da feira com olhar atento às novas tecnologias, já pensando nas próximas safras. Também tivemos, neste ano, um diferencial com o incentivo à vinda de caravanas de toda a Bahia e do Matopiba. Queremos agradecer a todos — patrocinadores, expositores e produtores — que continuam acreditando na Bahia Farm Show e proporcionaram mais uma edição de sucesso”, reforça Moisés Schmidt.

A edição comemorativa de 20 anos da Bahia Farm Show já tem data marcada: de 8 a 13 de junho de 2026.





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o que deve influenciar o mercado da soja e milho?


Com o fim da colheita da soja e o início da colheita do milho safrinha, grande parte das estruturas de armazenamento e logísticas ainda estão ocupada pelos estoques da supersafra de soja, o que dificulta o recebimento do milho recém-colhido. O cenário pressiona a cadeia produtiva e pode gerar efeitos sobre o próximo ciclo.

Para a safra 2025/26, o cenário vai além das condições climáticas e da produtividade no campo. Fatores geopolíticos, econômicos e institucionais devem influenciar as decisões estratégicas do setor. A escalada das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, o comportamento da inflação global, a guerra entre Irã e Israel, a transição energética e a corrida eleitoral no Brasil surgem como pontos centrais para a formação de preços, o fluxo de exportações e a competitividade do agro nacional.

Felipe Jordy, gerente de inteligência e estratégia da Biond Agro, destaca que “essa análise oferece uma leitura estratégica que vai além do curto prazo. Entender os vetores de transformação ajuda o produtor rural a se antecipar e se posicionar melhor frente a um mercado cada vez mais volátil e interligado globalmente”.

A relação entre Estados Unidos e China continua como um fator relevante para o agronegócio brasileiro. O cenário permanece incerto. A manutenção das tarifas contra produtos chineses pode favorecer as exportações do Brasil. Por outro lado, um acordo entre os dois países pode redirecionar a demanda para os norte-americanos. O conflito entre Irã e Israel também preocupa. A instabilidade no Oriente Médio impacta a volatilidade dos preços internacionais do petróleo e a oferta global de fertilizantes. O Irã é um dos principais fornecedores de ureia, insumo essencial para culturas brasileiras. Qualquer interrupção nas exportações iranianas pode gerar escassez e elevar os custos de produção no Brasil, além de pressionar o câmbio e aumentar os custos logísticos com a alta do petróleo. Jordy avalia que “é importante lembrar que o Brasil colheu uma safra recorde de soja em 2024/25, o que pode ampliar sua competitividade dos preços no mercado internacional. A disputa entre EUA e China, ao mesmo tempo que abre oportunidades para o agro brasileiro, também impõe riscos que não podem ser ignorados. Da mesma forma, a instabilidade no Oriente Médio, especialmente em países-chave para o fornecimento de insumos, pode comprometer o equilíbrio de custos e impactar a rentabilidade do setor”.

No campo econômico, o ambiente macro começa a apresentar sinais de melhora. Apesar da pressão sobre o crédito agrícola, o cenário atual já não é tão negativo quanto nos meses anteriores. A expectativa é de queda dos juros ainda neste ano, influenciada por um câmbio mais baixo, com reflexos da desvalorização do dólar em meio às incertezas políticas nos Estados Unidos. O risco fiscal brasileiro, no entanto, segue como ponto de atenção e pode impactar o Real. Jordy avalia que “apesar das incertezas, caso a inflação global desacelere nos próximos trimestres, há espaço para redução nos custos de insumos, o que tende a estimular a demanda e sustentar os preços agrícolas no médio prazo”.

A previsão de um cenário climático neutro para o próximo ciclo reduz o risco de eventos extremos, como secas prolongadas ou chuvas excessivas. A estabilidade climática pode beneficiar a produtividade e a logística das lavouras. Especialistas, contudo, alertam para a possibilidade de eventos localizados que afetem algumas regiões, mesmo em um contexto global favorável.

No mercado internacional, o equilíbrio entre oferta e demanda global de grãos passa por uma nova configuração. Os estoques de soja seguem elevados após sucessivas supersafras, enquanto a demanda da China apresenta sinais de estabilização. No milho, a ampliação da área plantada nos Estados Unidos deve contribuir para a recomposição dos estoques e aumentar a oferta global. O consumo interno brasileiro, impulsionado pela produção de etanol e pelo setor de nutrição animal, tem sustentado os preços regionais. No entanto, a expectativa de estoques mais robustos, especialmente na Bolsa de Chicago, pode gerar pressão de baixa sobre as cotações nos próximos ciclos.

A transição energética também começa a redesenhar o mercado de milho no Brasil. O avanço de usinas de etanol de milho reposiciona o cereal como insumo estratégico na matriz energética nacional. Novos projetos estão em implantação e o país pode se tornar o segundo maior produtor mundial de etanol de milho. Jordy destaca que “estamos diante de uma mudança de paradigma na destinação do milho no Brasil, com reflexos diretos sobre oferta, preço e fluxo logístico”.

A eleição presidencial de 2026 adiciona mais um elemento de incerteza. As definições sobre política fiscal, crédito rural, tributos e relações comerciais podem afetar o setor. Medidas populistas podem alterar o ambiente de negócios, enquanto a possibilidade de novos acordos internacionais pode abrir mercados para o agro brasileiro. A volatilidade cambial, comum em anos eleitorais, já preocupa o setor. Jordy afirma que “as eleições de 2026 terão papel central na definição do ambiente regulatório e fiscal do agronegócio. É importante que o produtor esteja atento ao comportamento dos mercados e às propostas em debate”.





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Excesso de chuva compromete calendário do trigo


A elevada umidade do solo e as chuvas registradas nas últimas semanas prejudicaram o plantio do trigo em diversas regiões do Rio Grande do Sul. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (12), em algumas áreas, os volumes de precipitação chegaram a causar erosão. A estimativa é que 12% da área prevista tenha sido implantada até o momento. Os agricultores aguardam condições climáticas mais favoráveis para avançar com a operação. O desenvolvimento das lavouras permanece estagnado devido à alta nebulosidade. A expectativa é que o plantio se intensifique assim que o clima permitir.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, mesmo sem chuvas significativas durante o período, a umidade no solo limitou a semeadura em municípios da Fronteira Oeste até o dia 4 de junho, quando o tempo continuava nublado. A partir de 5 de junho, foi possível retomar os trabalhos no campo. Em Maçambará, 20% da área prevista de 14.830 hectares foi semeada. A dessecação e o plantio devem avançar rapidamente com a previsão de tempo seco e o uso de máquinas de maior porte. Em Manoel Viana, o plantio segue em ritmo lento, com 10% da área cultivada. Em Itacurubi, o percentual semeado é de 20%. Já em São Borja e São Gabriel, o excesso de umidade impediu o avanço da semeadura. Nas lavouras mais adiantadas, foi realizada a aplicação de fertilizante nitrogenado para estimular o perfilhamento das plantas. Na Campanha, ainda não há registro de plantio. Os produtores devem iniciar o preparo do solo e as dessecações nos próximos dias, com preferência pelo estabelecimento da cultura em julho.

Na região de Caxias do Sul, o plantio, que poderia ter sido iniciado em municípios de menor altitude, foi adiado devido à umidade no solo. A expectativa é de início das atividades nos próximos dias, quando as condições de campo melhorarem. Em Erechim, o plantio começou, mas os produtores aguardam melhores condições de solo para intensificar o trabalho.

Em Frederico Westphalen, a evolução da área plantada foi limitada, já que nos primeiros dias do período o solo apresentava alta umidade. No dia 4 de junho, novas precipitações interromperam as operações. Cerca de 11% da área prevista foi semeada até agora. O avanço do plantio dependerá da melhora nas condições de umidade do solo. O desenvolvimento inicial das lavouras está estagnado por conta da baixa luminosidade.

Em Ijuí, a semeadura alcançou 8%, concentrada principalmente no dia 2 de junho, nas localidades menos afetadas pelas chuvas da semana anterior, apesar da umidade elevada no solo. As lavouras semeadas no final de abril apresentam emergência uniforme nas áreas com maior capacidade de infiltração da água. Em solos mais compactados, a emergência é irregular, com casos de erosão e assoreamento dos sulcos de semeadura.

Na região de Passo Fundo, as áreas destinadas ao trigo estão em fase de dessecação. Em Pelotas, o plantio começou e os preparativos de área seguem em andamento. Cerca de 20% da área prevista já foi semeada. Os produtores continuam as negociações e aquisições de insumos para a implantação da safra.

Em Santa Maria, poucos municípios iniciaram o plantio. No próprio município de Santa Maria, 280 hectares foram semeados, correspondendo a 20% da área prevista para a safra. As lavouras estão em fase de germinação e início de desenvolvimento vegetativo. Em Pinhal Grande, a previsão é de 1.500 hectares, com as primeiras áreas já implantadas.

Na região de Santa Rosa, a implantação atingiu 17%. A baixa insolação nas últimas semanas dificultou o avanço dos trabalhos, deixando o plantio atrasado em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o percentual era de 57%. As dificuldades com a dessecação, causadas pela falta de sol entre a segunda quinzena de maio e o início de junho, levaram os produtores a avaliar a possibilidade de uma dessecação total para viabilizar o plantio. A expectativa é de intensa movimentação de máquinas nos próximos dias. Foram registrados casos de erosão de sulcos em algumas lavouras devido às chuvas. Assim que as condições climáticas melhorarem, a semeadura será intensificada. Em algumas áreas, já ocorre adubação nitrogenada em cobertura e controle de plantas invasoras.

Na região de Soledade, o excesso de umidade limitou os avanços na semeadura, dificultando o acesso das máquinas às lavouras. A estimativa é de que 15% da área prevista tenha sido semeada. A germinação e emergência das primeiras áreas plantadas são consideradas satisfatórias, com bom estabelecimento das lavouras. A previsão de tempo firme nos próximos dias deve favorecer o avanço do plantio.





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Exportações de soja dos EUA superam expectativas


O mercado internacional da soja operou em clima de expectativa ao longo da última semana, aguardando a divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), publicado na quinta-feira (12). A análise foi destacada pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), em relatório publicado nesta quinta-feira (12), com dados referentes à semana de 06 a 12 de junho.

De acordo com o USDA, as projeções para a safra 2025/26 indicam manutenção na produção norte-americana, estimada em 118,1 milhões de toneladas. Os estoques finais nos Estados Unidos permanecem em 8 milhões de toneladas. O preço médio ao produtor local segue em US$ 10,25 por bushel.

A produção mundial de soja também não apresentou alterações e continua estimada em 426,8 milhões de toneladas. No entanto, os estoques finais globais foram revisados para cima, alcançando 125,3 milhões de toneladas, um aumento de 1 milhão em relação ao relatório de maio.

As estimativas de produção para o Brasil e a Argentina foram mantidas em 175 milhões e 48,5 milhões de toneladas, respectivamente. Quanto às importações chinesas, o USDA projeta a aquisição de 112 milhões de toneladas, mesmo volume indicado no mês anterior.

O andamento do plantio da nova safra nos Estados Unidos também foi destacado. Até o dia 8 de junho, 90% da área prevista estava semeada, superando a média histórica de 88% para o período. Cerca de 75% das lavouras já haviam germinado, contra 72% na média para a mesma época. Em relação à condição das lavouras, 68% estavam classificadas entre boas e excelentes, percentual abaixo dos 72% registrados no mesmo período do ano passado, mas acima dos 67% verificados na semana anterior.

Os embarques de soja pelos Estados Unidos, na semana encerrada em 5 de junho, somaram 547.040 toneladas, volume que superou as expectativas do mercado. No acumulado do ano comercial, o país exportou 45,2 milhões de toneladas, resultado 11% superior ao alcançado no mesmo período do ano anterior.





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Exportações de milho dos EUA crescem 29%


O relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado na quinta-feira (12), trouxe ajustes pontuais nas projeções para o milho na safra 2025/26. A análise foi destacada pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema).

Segundo o USDA, a produção de milho nos Estados Unidos foi mantida em 401,8 milhões de toneladas. No entanto, os estoques finais foram reduzidos em pouco mais de 1,2 milhão de toneladas, passando para 44,5 milhões de toneladas. O preço médio ao produtor norte-americano segue projetado em US$ 4,20 por bushel.

A produção mundial de milho foi elevada em 1 milhão de toneladas, totalizando 1,266 bilhão de toneladas. Por outro lado, os estoques finais globais sofreram redução de 2,6 milhões de toneladas, ficando agora em 275,2 milhões de toneladas.

As estimativas de produção para o Brasil e a Argentina foram mantidas em 131 milhões e 53 milhões de toneladas, respectivamente. As exportações brasileiras permanecem projetadas em 43 milhões de toneladas para o novo ciclo comercial.

O USDA também divulgou informações sobre o desenvolvimento das lavouras norte-americanas. Até o dia 8 de junho, 81% das áreas semeadas haviam germinado, percentual abaixo da média histórica de 87% para o período. Quanto à condição das lavouras, 71% estavam classificadas entre boas e excelentes, enquanto 24% apresentavam situação regular e 5% eram avaliadas como ruins ou muito ruins.

Os embarques semanais de milho dos Estados Unidos, encerrados em 5 de junho, somaram 1,66 milhão de toneladas, superando ligeiramente as expectativas do mercado. No acumulado do atual ano comercial, os EUA já exportaram 50,3 milhões de toneladas, resultado 29% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.





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