terça-feira, março 24, 2026

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Milho 25/26: custo de produção traz preocupações para produtores diante da…


Com custos maiores e preços estáveis ou em queda, expectativa é de pressão sobre os resultados financeiros no milho 2025/26

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A safra 2025/26 do milho começa a ser planejada por produtores brasileiros em um cenário marcado por desafios que podem impactar diretamente a rentabilidade da cultura. A combinação de custos elevados, oscilações cambiais e incertezas no mercado internacional tem preocupado especialistas e agricultores, especialmente nas regiões do Cerrado, Sul e Sudeste do país. 

Segundo Anderson Galvão, Diretor da Célieres Consultoria, o Brasil importa cerca de 70% a 75% dos fertilizantes consumidos na agricultura, tornando a produção agrícola sensível às variações nos mercados externos. “O principal ponto de atenção é a volatilidade no preço e na oferta de fertilizantes nitrogenados, principalmente a ureia, que pode ser afetada pelo conflito entre Israel e Irã no Oriente Médio”, explica Galvão. No entanto, ele ressalta que o Brasil conta com diversos fornecedores globais, o que pode minimizar o impacto de eventuais interrupções no fornecimento de insumos iranianos. 

Além do conflito, outro fator que pressiona os custos é a valorização do real frente ao dólar, que, apesar de beneficiar a compra de insumos importados, afeta negativamente os preços domésticos do milho, reduzindo a competitividade dos produtores. “Um aumento de 10 centavos na taxa de câmbio pode significar quase R$ 5,00 a menos no preço da saca de milho, e a valorização atual do real traz preocupação para os resultados financeiros do agricultor”, detalha Galvão. 

Jeferson Souza, Analista de Fertilizantes da Agrinvest, reforça o alerta sobre a necessidade de um planejamento financeiro rigoroso para a próxima safra. “Diante da alta volatilidade dos preços dos fertilizantes e da pressão cambial, o produtor precisa travar custos e receitas em reais para garantir o equilíbrio do fluxo de caixa e proteger sua margem de lucro”, afirma Souza. Ele destaca que, especialmente para o milho safrinha — que representa grande parte da produção no Centro-Oeste — o impacto no custo de produção tem sido expressivo. 

O presidente da Aprosoja Goiás, Clodoaldo Calegari, reforça esse cenário de custos crescentes e preços preocupantes: “Os custos da próxima safra são superiores aos custos dessa safra que acabamos de fechar. Tivemos um aumento bastante significativo nos fertilizantes, principalmente a partir da virada do ano, fevereiro em diante, e também subiu muito o preço de produtos à base de potássio e do fosfatado. Agora, recentemente, com esses conflitos, o nitrogenado puxado pela ureia também está se elevando. Estamos entrando em uma nova safra com custos acima da anterior e com a perspectiva de preços iguais ou até menores do que a safra que concluímos. Então, se não colhermos uma safra robusta, a coisa ficará muito séria.” 

Por outro lado, um levantamento recente do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostra uma leve redução no custo de produção do milho no Mato Grosso, maior estado produtor do país. De acordo com o relatório, o custeio do milho de alta tecnologia para a safra 2025/26 está estimado em R$ 3.216,06 por hectare, uma queda de 0,29% em relação ao levantamento anterior. “Essa retração é explicada principalmente pela redução nos custos das sementes, corretivos de solo e macronutrientes”, detalham os técnicos do Imea. 

Apesar da redução no custeio operacional, o Custo Total (CT) teve leve alta, chegando a R$ 6.638,14 por hectare, impactado por custos de oportunidade da terra, capital circulante e máquinas, que subiram em função da elevação da Taxa Selic. Para cobrir o custo operacional efetivo (COE), considerando a produtividade média das últimas três safras de 116,7 sacas por hectare, o produtor precisa comercializar o milho a pelo menos R$ 40,33 a saca, valor próximo aos preços atuais em algumas regiões, mas que pode não garantir margens confortáveis diante das demais variáveis. 

O cenário internacional também traz elementos que influenciam o mercado doméstico. O aumento do preço do petróleo, decorrente dos conflitos no Oriente Médio, tende a elevar os custos dos combustíveis no Brasil. Por outro lado, esse movimento pode favorecer a indústria de etanol, aumentando a demanda pelo milho como matéria-prima para biocombustíveis, um segmento que tem crescido nos últimos anos. 

O analista da Royal Rural, Ronaldo Fernandes, acrescenta que a guerra no Oriente Médio gera uma grande indefinição para os custos da próxima safra, especialmente porque o Irã é responsável por quase 20% da ureia consumida no Brasil e Israel por insumos à base de fósforo.  

“Muitas indústrias de fertilizantes já estão retirando produtos das listas de venda, aumentando a incerteza. Apesar dessa alta nos custos, o mercado só vai considerar isso se os produtores pararem de vender. Infelizmente, muitos acabam vindo ao mercado mesmo com margem negativa, pois precisam liberar caixa ou espaço”, explica.  

Fernandes também destaca que, diante de um mercado diferente dos anos anteriores, com safra cheia e tensões geopolíticas e comerciais, o produtor está atrasado na comercialização e deve agir com cautela para não ficar exposto aos riscos que o cenário apresenta. 

Apesar das dificuldades, tanto Galvão quanto Souza destacam que a demanda pelo milho permanece sólida. Internamente, o setor de proteína animal — incluindo avicultura, suinocultura e laticínios — segue com consumo em expansão, assim como o mercado de etanol de milho. Externamente, a exportação continua sendo um dos principais motores para absorver a produção nacional, com projeções acima de 47 milhões de toneladas para o ciclo 2025/26. 

“Ainda que o avanço da colheita da segunda safra traga pressão para baixo nos preços no curto prazo, há expectativa de recuperação dos valores a partir do segundo semestre, sustentada por essa demanda robusta”, avalia Galvão. 

O desafio para os produtores, portanto, será equilibrar os custos de produção com as condições de mercado, garantindo planejamento financeiro e aproveitando oportunidades para mitigar riscos em um ambiente ainda marcado por volatilidade cambial e geopolítica incerta. 





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Custo da safra 25/26 do algodão recua em junho





Foto: Canva

De acordo com a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), desta segunda-feira (21), com base no projeto CPA-MT, o custo operacional efetivo (COE) da safra 2025/26 do algodão em Mato Grosso foi estimado em R$ 10.647,25 por hectare. A projeção representa um recuo de 0,17% em relação ao mês anterior.

Segundo o levantamento, a queda no custo foi influenciada principalmente pela redução das despesas com micronutrientes e corretivos do solo, que apresentaram retrações mensais de 1,35% e 0,72%, respectivamente. Apesar da leve diminuição, o instituto aponta que esse ainda é o segundo maior custo da série histórica para a cultura.

O Imea destacou que, diante da manutenção dos preços da pluma em níveis mais baixos, o produtor deve ficar atento às oportunidades de compra dos insumos. “A relação de troca (RT) com os fertilizantes SAM e KCL está 10,95% e 21,26% menor, respectivamente, que a média dos últimos anos”, informou o instituto. Para adquirir uma tonelada de cada produto, são necessárias, em média, 13,96 e 17,25 arrobas de pluma.

A análise também chama atenção para a necessidade de acompanhamento contínuo dos preços do algodão, uma vez que eventuais quedas mais expressivas podem comprometer a relação de troca e afetar a rentabilidade da atividade.





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Canola enfrenta baixa luminosidade e fitotoxicidade


A semeadura da canola foi concluída no Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (17). A área cultivada no estado foi estimada em 203.206 hectares, com projeção de produtividade média de 1.737 kg por hectare.

De acordo com a Emater, as condições climáticas favoreceram o desenvolvimento das lavouras em grande parte das regiões, com recuperação do crescimento das plantas e emissão de novas folhas. “Observa-se boa recuperação no crescimento das plantas, com emissão de novas folhas e elongação da haste principal”, informa o boletim.

Nas áreas onde o controle de plantas daninhas foi atrasado pelas chuvas intensas, os produtores enfrentaram dificuldades no manejo das invasoras. Em alguns casos, o uso de herbicidas em pós-emergência resultou em fitotoxicidade leve, especialmente em lavouras com plantas em estágio sensível.

Na região administrativa de Bagé, a semeadura também foi concluída. As lavouras estão em fase de estabelecimento, com aplicação de tratos culturais nas áreas mais avançadas. Em Manoel Viana, que concentra 7.300 hectares, o desenvolvimento foi limitado pelas temperaturas baixas, nebulosidade e impactos residuais das chuvas de junho. Já em São Borja, cerca de metade da área semeada está em floração e não foram registrados danos significativos causados pelas geadas.

Na região de Ijuí, a maior parte das lavouras está em desenvolvimento vegetativo. Segundo o levantamento, 85% das áreas encontram-se nessa fase, 11% em floração e 4% em granação. Os danos causados pelas geadas foram pontuais e não afetaram significativamente o potencial produtivo.

Em Santa Maria, mais de 10% das lavouras estão em fase de floração. A baixa luminosidade tem limitado o crescimento vegetativo e o acúmulo de biomassa, especialmente em Tupanciretã. O cenário tem exigido atenção ao manejo de doenças fúngicas, com medidas preventivas sendo adotadas.

A região de Santa Rosa apresenta 65% das áreas em desenvolvimento vegetativo, 30% em floração e 5% em enchimento de grãos. Embora os efeitos das geadas estejam sob avaliação, o tempo firme tem contribuído para o crescimento das plantas. Os produtores aguardam chuvas para realizar a adubação nitrogenada.

Em Soledade, as lavouras semeadas em maio iniciaram a floração. A maior parte segue em fase vegetativa, com crescimento considerado satisfatório. Segundo o boletim, “o tempo firme e a boa radiação solar foram favoráveis ao desempenho da cultura”.





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Radiação solar beneficia lavouras de hortaliças



Crescimento das folhosas avança com clima ameno




Foto: Pixabay

As condições climáticas da última semana contribuíram para o desenvolvimento das hortaliças folhosas em diversas regiões do Rio Grande do Sul, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (17).

Na região administrativa de Passo Fundo, o aumento das temperaturas e a maior incidência de radiação solar favoreceram o crescimento das culturas. Segundo a Emater, os preços das folhosas permaneceram estáveis em relação ao período anterior. A alface e a rúcula foram comercializadas a R$ 4,00 por unidade ou molho, a couve a R$ 5,00 por molho e o agrião e condimentos também a R$ 4,00 por molho.

Na região de Soledade, o comportamento climático semelhante também resultou em melhora na qualidade das folhosas. A combinação de temperaturas amenas e boa radiação solar promoveu maior atividade fotossintética, o que impulsionou o crescimento das plantas. Os preços praticados na região foram de R$ 3,00 por unidade de alface e R$ 2,00 por molho de salsa, cebolinha e rúcula.

Segundo os técnicos, o desempenho das lavouras deve seguir estável nas próximas semanas, desde que as condições climáticas se mantenham favoráveis.





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exportadores avaliam impacto de tarifa dos EUA



EUA eleva tarifa e carne bovina brasileira




Foto: Pixabay

A análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (21), aponta que os Estados Unidos elevaram em 50% a tarifa sobre a carne bovina brasileira. Com o novo acréscimo, o total de impostos incidentes sobre o produto importado chega a 76%.

Atualmente, os Estados Unidos são o segundo maior comprador da carne bovina brasileira, responsáveis por 13,69% do volume exportado no primeiro semestre de 2025. Em relação ao estado de Mato Grosso, 7,20% das exportações no mesmo período foram destinadas ao mercado norte-americano.

Segundo a análise, apesar da elevação tarifária, Mato Grosso tende a sofrer impacto limitado, em razão da diversificação de seus destinos comerciais. “O estado possui um mercado externo bem distribuído, o que permite redirecionar os volumes anteriormente destinados aos EUA para outros países importadores”, aponta o Imea.

Por outro lado, os Estados Unidos poderão enfrentar dificuldades de reposição. Cerca de 30% da carne bovina importada pelo país é de origem brasileira. Com a nova tarifa, os norte-americanos terão de buscar fornecedores alternativos, como Austrália, Argentina e Uruguai — mercados que, geralmente, operam com preços superiores aos praticados pelo Brasil.





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É possível reduzir o imposto na venda de terra?



Outro ponto essencial para a regularização da venda é a documentação



Outro ponto essencial para a regularização da venda é a documentação
Outro ponto essencial para a regularização da venda é a documentação – Foto: Pixabay

O agronegócio é uma das maiores potências econômicas do Brasil e o mercado de terras rurais representa um dos segmentos mais valorizados do setor. A comercialização de imóveis rurais atrai tanto investidores nacionais quanto estrangeiros, impulsionada pela alta produtividade das terras brasileiras e seus preços mais competitivos em relação a países como Estados Unidos, Austrália e Argentina.

Segundo os autores Renato Vieira de Ávila, advogado especialista em direito tributário, e Marcos Antonio Marocco, corretor de imóveis com foco em negócios rurais, um dos maiores desafios nas negociações é a elevada carga tributária incidente sobre as operações. O Imposto de Renda sobre ganho de capital pode chegar a 22,5% para pessoas físicas e 34% para jurídicas. Além disso, há o ITCMD (herança e doação), o ITBI (transferência onerosa) e o ITR (território rural), que também impactam as transações. Para reduzir esses encargos, os especialistas recomendam um planejamento tributário estratégico e rigoroso.

Outro ponto essencial para a regularização da venda é a documentação. Entre os requisitos obrigatórios estão o CCIR (registro no INCRA) e o georreferenciamento de imóveis com mais de 25 hectares — exigência que será obrigatória a partir de novembro de 2025, conforme a Lei nº 10.267/2001. Nas regiões de fronteira, ainda é preciso obter a ratificação fundiária, cujo prazo de regularização foi prorrogado até 2030. A venda sem esses documentos é inviável, podendo gerar multas e outras penalidades.

“Por fim, é importante lembrar que o mercado de terras no Brasil continua sendo um dos mais promissores do mundo, mas também exige atenção redobrada para não cair em armadilhas tributárias e legais. Com um planejamento tributário bem estruturado, os proprietários de fazendas podem reduzir substancialmente a carga tributária, permitindo que a venda seja realizada com mais vantagens econômicas e menos custos fiscais”, comenta.

 





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Use o mercado a seu favor



A orientação principal é aprender a operar no mercado futuro de Chicago



A orientação principal é aprender a operar no mercado futuro de Chicago
A orientação principal é aprender a operar no mercado futuro de Chicago – Foto: United Soybean Board

A TF Agroeconômica recomenda que produtores de soja aproveitem os fundamentos ainda favoráveis e busquem estratégias de comercialização com base no mercado futuro, principalmente diante das incertezas do cenário internacional. Segundo análise divulgada pela consultoria, o Brasil permanece praticamente sozinho no fornecimento de grandes volumes de soja, frente à resistência chinesa à soja americana e ao recuo da Argentina devido à volta das retenciones cheias.

A orientação principal é aprender a operar no mercado futuro de Chicago para garantir melhores preços. A TF alerta que produtores que não fixaram preços em maio de 2024 já perderam metade do lucro. Além disso, recomenda-se dividir a produção em pelo menos 10 lotes e vender gradualmente conforme os gráficos indicarem altas — acompanhando os boletins diários, pois os movimentos de valorização podem ocorrer em qualquer dia da semana.

Entre os fatores de alta destacados, estão a valorização do farelo de soja com a retomada da demanda da Indonésia, e do óleo de soja impulsionado pela indústria de biodiesel, com aumentos semanais de 1,37% e 3,85%, respectivamente. Rumores sobre possíveis compras chinesas de soja americana também ajudaram a sustentar os preços, embora o país tenha priorizado compras do Brasil — 151 dos 232 navios adquiridos desde junho.

Por outro lado, pesam negativamente a ameaça de novas tarifas de Donald Trump sobre produtos europeus, que gerou realização de lucros no mercado de óleo, além do aumento da estimativa de produção de soja na Argentina para 49,5 milhões de toneladas. No Brasil, espera-se uma produção recorde entre 179 e 180 milhões de toneladas para a próxima safra, o que também pode limitar novas altas.





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Soja encerra semana em alta na CBOT



Outro fator decisivo foi a previsão de clima mais seco



Outro fator decisivo foi a previsão de clima mais seco
Outro fator decisivo foi a previsão de clima mais seco – Foto: Bing

A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) terminou a semana com valorização, revertendo a tendência de queda observada no início do período. Segundo a TF Agroeconômica, a oleaginosa teve forte impulso devido à retomada de compras no mercado futuro, sustentadas pela boa demanda interna por óleo de soja e por um novo acordo comercial com a Indonésia, importante consumidor de farelo.

Na sexta-feira (19), o contrato de soja para agosto — referência para a safra brasileira — subiu 0,61%, fechando a US$ 10,27 por bushel. O contrato de setembro avançou 0,89%, cotado a US$ 10,21. O farelo de soja para agosto também apresentou forte alta de 1,97%, encerrando a US$ 274 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja recuou 0,71%, fechando a US$ 55,82 por libra-peso.

Além da retomada da demanda, rumores de compradores chineses buscando fretes no Golfo do México sinalizaram um possível retorno da China às compras da soja americana, após um longo período de afastamento. Outro fator decisivo foi a previsão de clima mais seco no Centro-Oeste dos Estados Unidos, o que elevou o interesse por contratos futuros como forma de proteção diante de possíveis impactos na produção.

Com isso, no acumulado da semana, a soja registrou alta de 2,34% (ou US$ 23,50 cents/bushel), o farelo teve alta de 1,40% (US$ 3,70/ton curta) e o óleo de soja acumulou ganho de 3,85% (US$ 2,07/libra-peso), demonstrando a força do mercado de derivados frente às incertezas climáticas e à melhora no apetite global por produtos agrícolas americanos. As informações foram divulgadas no início desta segunda-feira.

 





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Como o mercado da soja encerrou a semana?


A alta semanal acabou impulsionando as vendas no mercado gaúcho de soja, de acordo com as informações da TF Agroeconômica. “Pagamento Agosto R$ 140,00 (-0,36%) pagamento 30/08, setembro R$ 143,50 pagamento 30/09, outubro R$ 145,00 pagamento 30/10. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça: R$ 133,00 (+1,14%) Cruz Alta – Pgto. 30/08 – para exportador, R$ 133,00 (+1,14%) Passo Fundo – Pgto. fim de agosto, R$ 133,00 (+1,14%) Ijuí – Pgto. 30/08 – para fábrica R$ 135,00 (+1,50%) Santa Rosa / São Luiz – Pgto. 24/08. Preços de pedra em Panambi caíram para R$ 123,00 a saca ao produtor”, comenta.

A comercialização segue travada em Santa Catarina, apesar da boa safra. “Apesar de uma colheita bem sucedida, a comercialização da soja em Santa Catarina continua lenta. Em 17 de julho, a cotação era de R$ 120,00, mas os volumes negociados seguem abaixo do esperado. O bom desempenho da safra 2024/25 trouxe desafios logísticos e pressões sobre a capacidade de armazenagem, especialmente com a aproximação da safra de inverno”, completa.

Oferta elevada pressiona mercado da soja no Paraná. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 136,20. Em Cascavel, o preço foi 125,38 (+3,58%). Em Maringá, o preço foi de R$ 128,06 (+6,28%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 126,84 (+4,83%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 135,28. Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, indica.

Mato Grosso do Sul amplia produção, mas enfrenta obstáculos no escoamento da soja. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 124,00, Campo Grande em R$ 122,50, Maracaju em R$ 120,29 (-2,20%), Chapadão do Sul a R$ 119,49 (+2,13%), Sidrolândia a em R$ 125,09 (+2,53%)”, informa.

O Mato Grosso amplia vendas, mas logística e decisões judiciais geram alerta. “Outro fator de atenção foi a decisão do Tribunal de Justiça do estado que autorizou a penhora de soja em casos de recuperação judicial com CPRs, o que pode impactar o crédito e a segurança jurídica das operações. Campo Verde: R$ 118,74 (+0,63%). Lucas do Rio Verde: R$ 116,66 (+3,70%), Nova Mutum: R$ 114,10 (+0,97%). Primavera do Leste: R$ 119,37 (+0,73%). Rondonópolis: R$ 120,20. Sorriso: R$ 111,90”, conclui.

 





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Não é o melhor momento para vender milho



Segundo a TF Agroeconômica, três fatores estão no radar como potenciais impulsores



Segundo a TF Agroeconômica, três fatores estão no radar como potenciais impulsores dos preços
Segundo a TF Agroeconômica, três fatores estão no radar como potenciais impulsores dos preços – Foto: Nadia Borges

Julho continua sendo, historicamente, o pior momento do ano para a venda de milho no Brasil. A TF Agroeconômica reforça que, salvo em casos de extrema necessidade para saldar dívidas, os produtores devem evitar comercializar o cereal neste período. Para quem realmente precisa vender, a orientação da consultoria é estratégica: utilizar o valor da venda física para adquirir contratos futuros de compra na B3, buscando recuperar possíveis perdas com as altas que tendem a ocorrer à medida que os estoques forem se reduzindo nos próximos meses.

Segundo a TF Agroeconômica, três fatores estão no radar como potenciais impulsores dos preços. O primeiro é o movimento de hedge por parte dos fundos especulativos em Chicago, que aproveitaram os preços mínimos para ampliar posições, atentos à possibilidade de quebra localizada nas lavouras dos EUA, com previsão de calor excessivo e chuvas abaixo do ideal. O segundo fator é a retomada de negociações comerciais entre Estados Unidos e Japão. Um possível acordo poderia aliviar tarifas e reaquecer as exportações de milho norte-americano, beneficiando os preços globais. Por fim, a saída momentânea de grandes exportadores, como EUA e Argentina, reforça a posição do Brasil como principal fornecedor no mercado internacional, diante da demanda crescente.

No entanto, há risco no horizonte: os EUA elevaram tarifas sobre produtos canadenses, especialmente o etanol — setor que responde por cerca de 35% das exportações americanas e absorve entre 34% e 37% da produção anual de milho para ração. Essa medida pode gerar retaliações do Canadá e impactar negativamente a demanda pelo grão. Diante desse cenário de volatilidade, a recomendação é de cautela e posicionamento estratégico para aproveitar as oportunidades futuras do mercado.

 





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