segunda-feira, março 23, 2026

Política & Agro

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Bioeconomia no Brasil: caminho promissor



Parcerias púplico-privadas devem ocorrer



Parcerias púplico-privadas devem ocorrer
Parcerias púplico-privadas devem ocorrer – Foto: Divulgação

A bioinovação desponta como pilar estratégico para o desenvolvimento sustentável, com a bioeconomia oferecendo soluções concretas para a produção mais limpa e a descarbonização das economias. Ao substituir matérias-primas e combustíveis fósseis por recursos biológicos renováveis, o setor se alinha a metas globais de sustentabilidade, movimentando hoje cerca de 2 trilhões de euros e gerando 22 milhões de empregos, segundo a OCDE.

Segundo Matheus Gadotti Junkes, presidente do Comitê de Sustentabilidade do Grupo Flexível, a indústria química brasileira tem papel central nessa transformação, ao agregar valor à biomassa e convertê-la em produtos como bioplásticos, espumas e adesivos. Ele destaca ainda que o Brasil possui vantagens competitivas únicas – como diversidade biológica, matriz energética renovável e alta disponibilidade de biomassa – que o colocam na liderança da bioeconomia mundial, com potencial de gerar US\$ 593 bilhões por ano até 2050, conforme estudo da ABBI. 

Apesar do cenário promissor, Junkes aponta entraves que ainda limitam a expansão da bioeconomia no Brasil, como o alto custo de produção dos bioprodutos em relação aos fósseis, necessidade de inovação constante, carência de profissionais qualificados e gargalos logísticos. Ele reforça que o avanço depende de um ambiente regulatório mais ágil, incentivos à pesquisa e critérios claros para rotulagem de produtos sustentáveis. 

“Mas, para desenvolver uma cadeia produtiva mais sustentável, o ambiente regulatório precisa considerar ações para acelerar a aprovação de insumos para pesquisa, o processo de homologação para produtos sustentáveis e incentivar os investimentos em pesquisa e inovação nas empresas, centros de pesquisa e academia. O diálogo e a parceria entre a iniciativa privada, governo e representantes da sociedade devem ser permanentes e continuar mesmo após a aprovação do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia”, conclui.

   





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Workshop com pesquisadores alemães promove intercâmbio com foco em doenças da mandioca


A Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA) realizou, entre os dias 10 e 12, com a presença de dois pesquisadores do Leibniz Institut DSMZ, da Alemanha, o 2o Workshop Técnico-científico sobre Doenças Emergentes da Mandioca, com foco em couro de sapo e superbrotamento, as principais doenças da cultura no Brasi.

Participaram das atividades os pesquisadores Saulo Oliveira que, em 2023 foi cientista visitante do DSMZ desenvolvendo pesquisas na identificação e desenvolvimento de ferramentas de diagnóstico das duas doenças, e Eder Oliveira, os analistas Andresa Ramos e Luciano Pinheiro, além de bolsistas de mestrado, doutorado e pós-doutorado. “Todos eles têm experiência com os processos. O que fizemos com o workshop foram ajustes em procedimentos e rotinas relacionadas principalmente à extração de RNA, aproveitando a expertise de Stephan Winter e Samar Sheat. Verificamos todo o processo, desde a extração do DNA, o PCR em tempo real, que é a nossa ferramenta de ponta, até o sequenciamento de genomas por ferramentas de alto desempenho”, detalhou Saulo.

Samar, que trabalha com a cultura há 12 anos, principalmente com doenças viróticas, falou sobre o intercâmbio com os pesquisadores brasileiros: ”Ciência não é somente a parte de laboratório, ela precisa ter uma aplicação prática. É muito bom estar aqui, tendo essa troca de conhecimentos com Saulo, Eder e sua equipe e ir até o local onde as doenças realmente acontecem”. 

A mandioca não é produzida nem é uma cultura regulamentada pela Alemanha e, por isso, o DSMZ é um hub para receber e coletar doenças dos países produtores, podendo receber todas as coleções de vírus para ajudar, por exemplo, nos processos de seleção de variedades resistentes a doenças. O laboratório é um dos principais especializados em vírus de plantas no mundo.

Stephen Winter, fitopatologista da cultura da mandioca há 30 anos com experiência em virologia, contou um pouco da realidade do Amapá com a vassoura-de-bruxa. “Sobretudo na região Norte, o povo depende da mandioca como cultura principal. Não dá pra dizer, de uma hora pra outra, para deixarem de cultivar mandioca, mas, sem nenhuma intervenção da pesquisa, existe uma grande chance de perderem toda a enorme diversidade que eles têm. É preciso convencer essas pessoas de que a pesquisa é parte da solução e que não vai se aproveitar dos resultados sem que eles, os interessados, sejam beneficiados. É preciso sair do discurso da importância e partir para ação, executar o que for possível para resolver o problema”, afirmou.

A maior parte do trabalho foi realizada no Laboratório de Biologia Molecular, mas os visitantes também conheceram o Laboratório de Fitopatologia e a câmara térmica da UD, capaz de gerar, por meio da termoterapia, plantas de mandioca com alta qualidade fitossanitária, livres de patógenos sistêmicos, como vírus e bactérias.

No sábado o trabalho foi relacionado ao levantamento de linhas de pesquisa a serem contempladas por um memorando de entendimento entre Embrapa e DSMZ.





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Senar Goiás lança curso para estimular cultivo no estado



A manga é a fruta produzida no Brasil mais exportada


Foto: Divulgação

A manga é a fruta produzida no Brasil mais exportada. Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI/Mapa), em 2024 foram enviados o equivalente a US$ 350 milhões, principalmente para a União Europeia, Estados Unidos e Reino Unido. Goiás tem tudo para se destacar nesse mercado: clima favorável, solo apropriado e produtores com vontade de crescer. Diante disso, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Goiás (Senar Goiás) lançou o curso Fruticultura da Manga.

A capacitação foi lançada recentemente na região de Flores de Goiás, onde os primeiros alunos já começaram a aprender técnicas modernas e práticas voltadas à produção da manga. “Esse curso foi pensado para capacitar quem quer iniciar ou melhorar a produção de manga. A gente ensina desde a importância econômica da cultura até as exigências de solo e clima, preparo do plantio, propagação por sementes e enxertia, adubação, poda, manejo de pragas e também sobre colheita e pós-colheita”, informa Yanuzi Camilo, coordenadora de Formação Profissional Rural do Senar Goiás (FPR),

 





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Soja volta a cair na Bolsa de Chicago nesta 3ª feira, com mercado…


Nova safra americana em andamento e China ausente do mercado nos EUA pesam sobre as cotações

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Os preços da soja voltam a cair na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (1), depois do fechamento misto da sessão anterior, em que o mercado foi impactado por uma série de novos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). 

Assim, por volta de 7h30 (horário de Brasília), as baixas variavam de 7 e 8,75 pontos nos principais vencimentos, levando o julho a US$ 10,15 e o novembro a US$ 10,19 por bushel. Os preços do farelo também cediam e recuavam mais de 0,5%. Na contramão, o óleo operava em alta. 

O mercado, passados os novos boletins do USDA que pouco mudaram seus dados, se volta novamente aos seus fundamentos, como a nova safra americana em andamento – e sem grandes ameaças – e a China ainda ausente das compras nos EUA, ambos pesando sobre as cotações.

De outro lado, os traders também observam como será o ritmo da comercialização na Argentina depois da volta dos valores originais das retenciones – acontecendo neste 1º de julho – e também no Brasil.

O quadro macroeconômico e o cenário geopolítico também permanecem no radar. 

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

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Por:

Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes

Fonte:

Notícias Agrícolas





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Farsul e Fundação Pró-Sementes apresentam resultados do ECR Soja 24/25



Estudo mostra produtividade e importância da escolha da semente na soja RS




Foto: Divulgação

O Sistema Farsul e a Fundação Pró-Sementes divulgaram, nesta quarta-feira (30/07), os resultados do Ensaio de Cultivares em Rede (ECR) da safra de soja 2024/2025. Foram analisadas 35 variedades de sementes em nove regiões do estado. A pesquisa tem o patrocínio do Senar-RS e da Bayer, e tem como objetivo informar o produtor rural sobre as melhores escolhas de semente para a região em que atua.Elmar Konrad, 1º Vice-Presidente e Coordenador da Comissão de Grãos da Farsul falou sobre a importância do estudo. “Esse estudo sempre trouxe informações bastante importantes pro produtor, e mesmo com as quebras de safra que temos sofrido nos últimos anos, podemos ver a amplitude dos resultados e a importância da escolha correta de cultivar”, declarou.

A produtividade média entre todas as regiões variou entre 5.748kg/ha (ECR Grupo I Vacaria) à 2.119kg/ha (ECR Grupo I Passo Fundo). A maior produtividade registrado foi de 7.049kg/ha, em Vacaria, o equivalente a 117 sacos por hectare. A grande variação nos resultados exemplifica a importância de o produtor rural escolher o grão correto na hora de plantar.

Eduardo Condorelli, superintendente do Senar-RS, destacou a dificuldade enfrentada para realizar a pesquisa, visto que, após um ano de enchente, a safra 24/25 foi atingida novamente por estiagens, o que impactou inclusive na viabilidade dos campos de estudo de algumas regiões. “É importante perceber que, mesmo com o desafio climático, tivemos regiões atingindo 100 sacos por hectare. Esse estudo nos permite interpretar que existem variedades que podem ter uma resistência maior à estiagem, um evento que parece mais frequente no estado”, finalizou.”É muito importante ter acesso a esse tipo de pesquisa, para que o produtor não precise depender só da boca a boca para tomar suas decisões” afirma Kassiana Kehl, coordenadora do projeto. “Mesmo tendo só nove pontos de pesquisa, conseguimos contemplar a maior parte das regiões produtoras, e com informação, a chance de errar é sempre menor”, completou.Para o Diretor Técnico da Fundação Pró-Sementes, Alexandre Levien, estudos como esse são importantes exatamente em momentos de dificuldade como o que o estado enfrenta. “Nos últimos anos temos sido bastante desafiados, com até mesmo perdas de pontos de ensaio, mas a nossa pesquisa está ai para ajudar em momentos como esse.”Os resultados de todos os Ensaios de Cultivares em Rede estão disponíveis para consulta no site da Fundação Pró-Sementes. Além disso, o Sistema Farsul distribui aos Sindicatos Rurais a publicação impressa dos resultados a cada safra.





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Baixa luminosidade e cerração afetam produção de alface



Falta de sol reduz oferta de alface em Lajeado




Foto: Seane Lennon

A comercialização da alface na região de Lajeado, em São Sebastião do Caí, tem enfrentado ritmo lento e queda nos preços, segundo informações divulgadas no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, na última quinta-feira (24). De acordo com o levantamento, os valores praticados estão entre 30% e 40% abaixo do habitual, variando de R$ 16,00 a R$ 26,00 por dúzia nas variedades crespa e lisa.

Segundo a Emater/RS-Ascar, “o desenvolvimento das plantas nas últimas semanas não evoluiu, e elas ficaram pequenas”. A entidade também aponta a presença de bactérias nas folhas mais velhas, atribuída à ausência de sol e ao excesso de cerração.

No município de Bom Princípio, os cultivos também foram impactados negativamente pelas baixas temperaturas e pelo nevoeiro frequente. Nessa localidade, o preço da dúzia de alface está em torno de R$ 25,00, refletindo a menor oferta do produto.





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PAA garante 148 toneladas de alimentos no Pernambuco


Agricultores familiares de Pernambuco vão destinar cerca de 148,9 toneladas de alimentos a pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional. Os produtos foram adquiridos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) por meio de três projetos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS), com o objetivo de apoiar a produção e fortalecer a comercialização dos agricultores.

Nesta quinta-feira (31), o superintendente da Conab em Pernambuco, Elizaldo Sá, e o técnico Genivaldo Santos acompanham as entregas de dois projetos. Um deles é executado por 22 produtores da Associação dos Trabalhadores do Assentamento Normandia, de Caruaru, responsáveis por 65,4 toneladas de frutas e hortaliças. Esses alimentos são destinados ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Belém de Maria. Para a aquisição, foram investidos aproximadamente R$ 316,18 mil.

Em Gravatá, agricultores da Associação dos Produtores Rurais da PAH Barra Bonita (APROBARRA) estão entregando 28,16 toneladas de banana da terra, cará de São Tomé e chuchu ao CRAS local. A Conab destinou R$ 200 mil para essa operação.

No município de Brejo da Madre de Deus, a Associação dos Agricultores Vale do Açudinho e Adjacências é responsável por 55,3 toneladas de frutas e hortaliças. Esses alimentos serão encaminhados à Associação dos Escoteiros Tradicionais do Brejo da Madre de Deus, ao Conselho dos Moradores de São Domingos e ao CRAS de Jataúba. As entregas começaram na quarta-feira (30), com investimento de R$ 284,97 mil.

Em Lagoa Grande, foram concluídas as doações de dois projetos desenvolvidos pela Associação Comunitária dos Agricultores da Ilha do Pontal e pela Associação Comunitária dos Agricultores Familiares do Assentamento Catalunha I. No total, foram entregues mais de 109 toneladas de frutas, hortaliças e mel de abelha ao CRAS local, à Associação Centro de Atividades das Mulheres Agricultoras e à Igreja Batista Independência. A Conab destinou R$ 554,44 mil para a compra dos alimentos.

Além das entregas, técnicos da Conab realizam visitas aos agricultores com projetos do PAA-CDS aprovados. O objetivo das visitas é oferecer orientações sobre a execução do programa, uso do sistema de entregas PANet e reforçar as responsabilidades dos participantes. As ações acontecem em municípios como Petrolina e Caruaru.

Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), em parceria com os ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e da Fazenda, o PAA é executado pela Conab, estados e municípios. O programa garante a compra da produção da agricultura familiar, assegura renda ao produtor e fornece alimentos para redes socioassistenciais, cozinhas comunitárias e restaurantes populares, atendendo populações em vulnerabilidade social.





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Milho e soja avançam bem nos EUA



Iowa mantém alta qualidade da safra de milho




Foto: Canva

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou, nesta terça-feira (29), o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin com dados sobre o desenvolvimento das lavouras de milho e soja até 27 de julho. De acordo com a publicação, 76% da safra de milho do país atingiu o estágio de espigamento, um ponto percentual acima do registrado no mesmo período do ano passado, mas um ponto abaixo da média dos últimos cinco anos.

O boletim indica ainda que 26% do milho estava no estágio de massa, número dois pontos percentuais inferior ao registrado há um ano, embora dois pontos acima da média histórica. Quanto à qualidade, 73% do milho foi classificado como bom a excelente, uma redução de um ponto em relação à semana anterior. Em Iowa, principal estado produtor, 87% da safra foi classificada nessa faixa de qualidade.

Com relação à soja, o USDA informou que 76% das lavouras atingiram o estágio de floração, dado que representa um ponto percentual a mais do que em igual período do ano passado e que está em linha com a média dos últimos cinco anos. Cerca de 41% da safra iniciou a formação de vagens, percentual um ponto abaixo tanto do ano anterior quanto da média histórica. Ainda assim, 70% da soja foi avaliada como boa a excelente, resultado que representa um aumento de dois pontos percentuais em relação à semana anterior.





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Verão europeu tem efeitos distintos sobre as safras



USDA alerta para calor no sudeste europeu




Foto: Pixabay

O Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (29) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), revelou que chuvas generalizadas e temperaturas mais amenas prevaleceram sobre o centro e norte da Europa, enquanto o sudeste do continente atrai calor intenso, desfavorável ao desenvolvimento das culturas de verão em fase reprodutiva.

Segundo o boletim, uma mudança acentuada na corrente de jato em direção ao sul trouxe precipitações moderadas a fortes, entre 10 e 95 milímetros, à metade norte da Europa. Essa umidade beneficia o cultivo de milho, girassol e soja em estágios reprodutivos. As temperaturas médias variaram entre 1 e 2°C em relação aos padrões históricos, o que contribuiu para reduzir o risco de estresse térmico nas culturas sensíveis ao calor.

Na Espanha, o boletim destacou que as temperaturas atingiram de 1 a 3°C abaixo da média, o que amenizou o estresse térmico recente sobre as culturas irrigadas de milho e girassol. No norte da Itália, temperaturas mais suaves e chuvas de 15 a 85 milímetros estabilizaram as condições das culturas de milho e soja em projetos reprodutivos e de enchimento.

Em contrapartida, o sul da Romênia e o norte da Bulgária registraram chuvas isoladas, insuficientes para compensar o calor excessivo. As temperaturas máximas chegam a 40°C, afetando o milho em fase de desenvolvimento de bolhas, com um pico de 43,4°C ao longo do rio Danúbio, no sudoeste romeno. Situação semelhante foi observada no centro e norte da Grécia, onde o calor de até 43,8°C compromete a proteção do algodão e de outros trabalhos irrigados em fases reprodutivas e de enchimento.





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Chuvas amenizam seca, mas reservatórios seguem baixos no México



México enfrenta contrastes climáticos nas lavouras




Foto: Pixabay

De acordo com o Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (29) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o clima no México apresentou variação significativa entre as regiões, com predomínio de condições mais secas no cinturão de milho do planalto sul. Apesar da redução nos volumes, a umidade do solo permanece adequada para a maioria das culturas de verão, resultado da chuva acumulada nas últimas semanas. A cobertura pluvial nessa área ainda foi considerada satisfatória, mesmo com totais entre 5 e 35 milímetros, havendo registros fora dessa faixa em algumas localidades.

No sudeste do país, foram observadas chuvas intensas, com volumes localmente superiores a 100 milímetros. Já no noroeste, precipitações entre 10 e 25 milímetros ou mais ocorreram devido à atuação das monções norte-americanas.

Segundo o boletim, o Monitor de Secas Mexicano de 15 de julho apontou que as chuvas de verão contribuíram para a redução da seca no norte do México. Ainda assim, áreas de seca extrema a excepcional, classificadas como D3 a D4, continuam presentes em partes dos estados de Sonora, Chihuahua e Coahuila.

Mesmo com a melhora em algumas regiões, o boletim destacou que a escassez prolongada de água nos reservatórios persiste no norte do país, atingindo áreas próximas à fronteira com os Estados Unidos.





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