terça-feira, março 10, 2026

Política & Agro

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Governo destina R$ 14,6 milhões para compras da agricultura familiar


O Governo Federal vai destinar R$ 14,6 milhões para a compra de arroz, uva e pescados da agricultura familiar, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra Institucional. A aquisição será realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que abriu nesta terça-feira (23) o cadastramento de propostas, com prazo de envio até quinta-feira (25).

Segundo a Conab, “a aquisição será feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra Institucional”. A iniciativa tem como objetivo ampliar o apoio aos agricultores e agricultoras familiares e reforçar o abastecimento de alimentos destinados a políticas públicas de segurança alimentar.

De acordo com o Comunicado Compra Institucional nº 11/2025, cerca de R$ 4 milhões serão destinados à compra de arroz polido produzido por agricultores familiares do Paraná. A expectativa é adquirir aproximadamente 705 toneladas do produto, que deverão ser entregues nas unidades armazenadoras da Conab no estado ou em unidades recebedoras do PAA, conforme cronograma a ser definido entre as partes. O alimento será destinado ao atendimento de pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional.

Para a cadeia da uva, a Companhia informou que “serão destinados cerca de R$ 2 milhões para a compra de 606 mil unidades de suco contendo 200 ml cada”. A aquisição, prevista no Comunicado Compra Institucional nº 12/2025, será concentrada no Rio Grande do Sul, principal produtor nacional da fruta, com entrega na unidade armazenadora da Conab no estado.

Já o Comunicado Compra Institucional nº 13/2025 prevê a aplicação de R$ 8 milhões na compra de mais de 200 toneladas de pescados provenientes do Rio de Janeiro e de São Paulo. Conforme a Conab, os pescadores poderão ofertar diferentes espécies, com entregas regulares ao longo de 12 meses nas cozinhas solidárias cadastradas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). A Companhia destaca que “as organizações podem ofertar todo e qualquer tipo que tiver disponibilidade, considerando os melhores períodos do ano para cada espécie bem como o período de defeso”.

O edital estabelece que cada família fornecedora poderá comercializar até R$ 30 mil por ano, enquanto as organizações terão limite anual de R$ 6 milhões. Também está previsto que pelo menos 50% das propostas sejam apresentadas por mulheres. Os recursos utilizados para as aquisições serão repassados pelo MDS, e a expectativa da Conab é divulgar a classificação das organizações inscritas na próxima sexta-feira (26).

A Compra Institucional permite a aquisição direta de alimentos da agricultura familiar pela Conab, com observância de preços de referência e limites de participação, destinando os produtos a equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional ou à recomposição de estoques estratégicos da estatal.





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Nova ferramenta valida áreas rurais para exportação



Nova ferramenta valida áreas rurais para exportação



Foto: Divulgação

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) disponibilizou nesta terça-feira (23), na Plataforma Agro Brasil + Sustentável, o serviço de habilitação de Área de Produção para Exportação. A funcionalidade permite ao produtor rural verificar automaticamente se a área produtiva atende aos requisitos exigidos por mercados internacionais que impõem barreiras de compliance socioambiental.

Segundo o Mapa, o serviço possibilita ao produtor “validar, de forma automática, se a área de produção cumpre requisitos críticos para a exportação a mercados externos”. A iniciativa busca ampliar a transparência e a rastreabilidade das informações relacionadas à produção agropecuária brasileira.

A Plataforma Agro Brasil + Sustentável tem como objetivo “integrar, organizar e disponibilizar informações de governança ambiental, social e corporativa” de produtores rurais, empresas agrícolas e propriedades, qualificando os produtos destinados ao mercado externo com base em critérios reconhecidos internacionalmente. De acordo com o Ministério, a proposta é fortalecer a confiança entre os diferentes elos da cadeia agropecuária e atender às exigências de grandes mercados importadores.

Nesse contexto, a ferramenta permite a habilitação tanto do produtor quanto de lotes de produtos agropecuários, a partir de requisitos e padrões previamente definidos, considerando processos produtivos e tecnologias utilizadas nas áreas cadastradas.

O Mapa informa que a Plataforma é gratuita, voluntária e possui abrangência universal, podendo ser utilizada por produtores de todas as cadeias produtivas. O serviço de habilitação de Área de Produção para Exportação passa a integrar o conjunto de funcionalidades da Plataforma Agro Brasil + Sustentável, voltadas à adequação do agronegócio brasileiro às exigências socioambientais do comércio internacional.





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Para advogado, decisão do STF de manter benefício fiscal a defensivo dá segurança ao produtor


O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a validade dos benefícios fiscais de IPI e ICMS concedidos a defensivos agrícolas. Por maioria, a Corte considerou constitucionais as normas que permitem a redução de tributos na comercialização desses produtos.

O tributarista Eduardo Diamantino, sócio do Diamantino Advogados Associados, especializado em agronegócio, destaca o acerto da decisão. “O STF garantiu segurança ao produtor. A eficiência do Brasil no agronegócio está atrelada ao uso responsável e regulado de defensivos agrícolas”, afirma.

Diamantino também explica que, ao contrário do que se defendeu nas ações propostas no Supremo, não há contradição entre o uso de defensivos e a proteção ambiental. “Estes insumos permitem a produção em larga escala usando áreas de cultivo menores. Esperamos que a decisão seja utilizada como parâmetro para o futuro Imposto Seletivo”, conclui.

Entenda

O julgamento envolveu duas ações apresentadas pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e pelo Partido Verde (PV). As siglas questionavam dispositivos do Convênio 100/1997, do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), do Decreto 7.660/2011 e da Emenda Constitucional 132/2023.

As regras autorizam a redução de até 60% da base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e a aplicação de alíquota zero do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Segundo os partidos, as subvenções violariam os direitos constitucionais à saúde e ao meio ambiente equilibrado.

Prevaleceu o entendimento de que a concessão de isenções ou reduções tributárias para insumos agropecuários não configura, por si só, inconstitucionalidade.

Votaram pela manutenção dos benefícios os ministros Cristiano Zanin, Luiz Fux, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques. André Mendonça e Flávio Dino julgaram as ações parcialmente procedentes. Os ministros Edson Fachin, relator das ações, e Cármen Lúcia defenderam a inconstitucionalidade das normas.

Durante o julgamento, o ministro Gilmar Mendes destacou a importância da produção agrícola brasileira para o abastecimento global de alimentos e defendeu o uso do termo “defensivos agrícolas”. Segundo ele, a retirada desses insumos poderia reduzir significativamente a produção, ampliar a área cultivada e pressionar os preços dos alimentos, além de impactar o mercado externo.

Já o ministro Alexandre de Moraes afirmou que a redução de tributos não implica necessariamente aumento no uso dos produtos, mas pode facilitar o acesso a insumos considerados essenciais para a atividade agrícola. Para ele, a EC 132 reforçou a validade do tratamento tributário diferenciado ao setor.

Os ministros André Mendonça e Flávio Dino defenderam uma solução intermediária. Ambos reconhecem que determinados incentivos fiscais podem ser legítimos, mas propõem que os benefícios sejam mantidos apenas para produtos mais eficientes e menos tóxicos.





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O Brasil não precisa importar tecnologia para modernizar suas rodovias


Há um mito que insiste em resistir no imaginário brasileiro: o de que o País depende de tecnologia estrangeira para avançar em inovação. Trabalhei durante anos na Embraer e vivi de perto o poder da engenharia nacional e, desde então, tenho visto esse mito ruir diante da capacidade dos nossos profissionais de criar soluções de ponta, do zero, aqui mesmo.

Hoje, esse debate volta à tona com as ameaças de tarifaços sobre importações e as discussões sobre o Free Flow, o pedágio sem cancela que deve transformar o sistema rodoviário brasileiro. O tema não poderia surgir em melhor momento: o Ministério dos Transportes pretende fechar os quatro anos do governo Lula com um volume histórico de 36 concessões rodoviárias, que somarão juntas R$ 405 bilhões em investimentos. Deste montante, R$ 135 bilhões são referentes aos 13 processos ocorridos só em 2025, e outros R$ 158 bilhões já estão programados para outras 14 concessões previstas para 2026.

Os números reforçam um novo contexto da mobilidade no País, que exigirá soluções tecnológicas robustas, ágeis e adaptadas à realidade das nossas estradas.

E o Free Flow é um símbolo importante dessa virada. Trata-se de um modelo de pedágio eletrônico em que o motorista não precisa mais parar: câmeras e sensores identificam o veículo em tempo real, calculam a tarifa e fazem a cobrança de forma automática. Além de mais fluidez, é um sistema que concede menos emissão de poluentes e maior segurança viária.

Foi a crença no potencial do Brasil para a evolução tecnológica que nos moveu há mais de três décadas, quando fundamos a COMPSIS, em São José dos Campos. De uma pequena empresa que nasceu com o propósito de desenvolver sistemas eletrônicos de navegação para caças da Força Aérea Brasileira, avançamos para criar tecnologias de inteligência artificial aplicadas à mobilidade. Hoje, partindo de uma experiência robusta em soluções de sistemas de arrecadação, desenvolvemos e validamos  um Free Flow 100% nacional, desenvolvido para resolver os problemas reais das rodovias brasileiras, onde o tráfego pesado, as variações climáticas e a diversidade de veículos desafiam até as soluções mais sofisticadas.

Nosso sistema, por exemplo, é capaz de identificar com precisão veículos de passeio, caminhões e ônibus em condições extremas, chuva, alta velocidade, baixa luminosidade e até em situações que confundem sistemas convencionais, como caminhões com eixos suspensos ou rodagem dupla. Isso é fruto de um banco de dados treinado com milhões de transações reais realizadas no Brasil, algo que nenhum software importado é capaz de replicar com a mesma acurácia.

O desafio que o setor enfrenta hoje não é mais tecnológico. Ele é regulatório e cultural. Precisamos de um modelo de cobrança nacionalmente integrado, que permita a interoperabilidade entre concessionárias, a comunicação clara com o usuário e meios de pagamento acessíveis, seja tag, cartão ou Pix. Isso vai garantir confiança, transparência e adesão popular.

O Free Flow não é apenas uma mudança técnica; é uma mudança de mentalidade. Representa uma nova forma de pensar mobilidade, sustentabilidade e eficiência. E, mais do que isso, mostra que a inteligência brasileira tem todas as condições de liderar essa transição.

 





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Preços de arroz e feijão caem, mas consumo segue em retração no varejo alimentar em 2025



Vendas em unidades recuaram -1,7% para o arroz e -3,9% para o feijão


Foto: Canva

Dados da Scanntech mostram que, em novembro, o preço médio do arroz caiu expressivos -34,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto o feijão ficou -13,1% mais barato. Ainda assim, o consumo seguiu em retração: as vendas em unidades recuaram -1,7% para o arroz e -3,9% para o feijão, uma dinâmica recorrente ao longo de todo o ano de 2025.

Apesar da expressiva retração de 28,6% no preço médio, na comparação entre novembro de 2025 e o mesmo mês de 2024, o consumo recuou 2,7% em unidades, contribuindo diretamente para o segundo pior desempenho de faturamento da cesta de mercearia básica ao longo de 2025.

A tendência também aparece na análise de novembro versus outubro, quando o arroz teve redução de -2,2% de preço, com recuo de -2,7% nas vendas em unidades, comparado ao mês anterior. No mesmo período, o feijão registrou leve alta de preço (+0,9%) e uma queda ainda mais intensa nas unidades vendidas (-4%).

Mais do que um movimento pontual, os dados reforçam uma mudança estrutural no comportamento do consumidor. A redução do tamanho das famílias, a urbanização, rotinas cada vez mais aceleradas e a busca por praticidade, além das tendências de saudabilidade, são fatores que podem ajudar a explicar essa transformação.

 





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Circuito Frutificaminas reúne 1,5 mil participantes


O Circuito Frutificaminas, promovido pela Emater-MG, encerrou 2025 com a realização de 17 etapas regionais e eventos técnicos voltados ao fortalecimento da fruticultura em Minas Gerais. As ações reuniram cerca de 1,5 mil participantes, entre produtores rurais, técnicos e representantes da cadeia produtiva. Ao longo do ano, a programação incluiu ainda seis eventos específicos para atualização de extensionistas, com a participação de 125 profissionais, segundo informações divulgadas pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais.

Criado em 2010, o Circuito Frutificaminas integra as ações da Emater-MG voltadas à difusão de tecnologias, à troca de experiências e ao compartilhamento de informações técnicas e de mercado. Ao longo de 15 anos, o programa contabiliza 139 eventos, com a participação de aproximadamente 15 mil pessoas e caravanas de mais de 541 municípios mineiros. De acordo com a Emater-MG, “trata-se do maior evento do setor no estado”.

Durante as etapas realizadas em 2025, foram discutidos temas relacionados às potencialidades e aos desafios da fruticultura, além de manejo integrado de pragas e doenças, irrigação, comercialização, crédito rural, certificação, segurança alimentar, uso de Drones e inovações tecnológicas. Também foram abordadas culturas específicas, como banana, abacate, goiaba, maracujá, tangerina e frutas vermelhas, além do enfrentamento ao greening, apontado como a principal doença da citricultura.

O contexto nacional também foi destacado nas atividades do circuito. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais de frutas, com cerca de 46 milhões de toneladas. Segundo a Secretaria, “o aumento do consumo de frutas in natura e de sucos naturais no mundo se reflete no mercado brasileiro”, ampliando a demanda por produtos de qualidade e estimulando investimentos no setor.

Em Minas Gerais, a fruticultura ocupa aproximadamente 146 mil hectares em produção e outros 13,5 mil hectares em formação, posicionando o estado entre o quarto e o quinto lugar no ranking nacional. A safra mineira é estimada em cerca de 4 milhões de toneladas por ano. O valor bruto da produção gira em torno de R$ 5 bilhões, sendo que aproximadamente 38% desse total têm origem na agricultura familiar. A atividade responde pela geração de mais de 500 mil empregos e é considerada estratégica para a viabilização econômica de pequenas propriedades rurais.

Apesar do potencial produtivo, a Secretaria aponta desafios para o setor. Minas Gerais ainda importa frutas que poderiam ser produzidas localmente, e as perdas no mercado interno podem chegar a até 40% da produção. Conforme o diagnóstico apresentado, esses prejuízos estão associados principalmente a falhas nos tratos culturais, no armazenamento, no transporte e à falta de informação ao longo da cadeia produtiva.





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Minas Gerais investe quase R$ 2 milhões em controle de bebidas



IMA lança Projeto Bebida Segura em Minas Gerais



Foto: Divulgação

O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) instituiu o Projeto Bebida Segura com o objetivo de ampliar a proteção do consumidor e qualificar a fiscalização de bebidas alcoólicas em Minas Gerais. A iniciativa, divulgada pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, é viabilizada com recursos do Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (FEPDC), por meio do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), e conta com investimento de quase R$ 2 milhões.

Os recursos, no valor de R$ 1.949.531,00, serão destinados à criação do Laboratório de Análise de Bebidas (LABE), que funcionará no Laboratório de Química Agropecuária (LQA) do IMA, localizado no CeasaMinas, em Contagem. A proposta é dar maior agilidade às análises laboratoriais, assegurando o cumprimento dos padrões de identidade e qualidade das bebidas comercializadas no estado, além de reduzir riscos de fraudes e contaminações.

Segundo o IMA, o LABE será implantado em uma estrutura que já dispõe de equipe técnica especializada e infraestrutura adequada, com profissionais das áreas de química, farmácia, estatística e técnicos de laboratório. O projeto prevê adaptações físicas, aquisição e instalação de novos equipamentos e a implementação de métodos analíticos específicos para o controle de bebidas alcoólicas.

A criação do laboratório ocorre em um período de maior consumo de bebidas, especialmente no fim de ano, quando confraternizações e celebrações elevam a demanda. A expectativa é que o LABE amplie a capacidade do estado em fiscalizar produtos, contribuindo para a segurança alimentar, a saúde pública e a confiança do consumidor.





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Açúcar reage no mercado externo e volta a patamar relevante



No mercado de etanol, a paridade nas bombas no estado de São Paulo já supera 69%


No mercado de etanol, a paridade nas bombas no estado de São Paulo já supera 69%
No mercado de etanol, a paridade nas bombas no estado de São Paulo já supera 69% – Foto: Divulgação

O mercado de açúcar e etanol apresentou movimentos relevantes ao longo da semana, refletindo ajustes de preços, fatores cambiais e condições de oferta no Brasil e no exterior. Segundo análise da StoneX, os contratos internacionais do açúcar voltaram a operar acima de níveis considerados importantes, enquanto o mercado doméstico de combustíveis segue pressionado por restrições de oferta e mudanças tributárias.

Na bolsa de Nova Iorque, o contrato de açúcar com vencimento em março de 2026 testou em diversos momentos o patamar acima de US¢ 15 por libra-peso e conseguiu sustentar esse nível no pregão mais recente, encerrando a US¢ 15,10/lb. O movimento representou uma alta semanal de 30 pontos, equivalente a 2%. A recuperação dos preços já vinha sendo esperada diante da limitação das exportações globais até janeiro, período marcado pela entressafra no Centro-Sul do Brasil e pelo início ainda gradual da colheita na Tailândia. Ao mesmo tempo, a valorização do dólar, que voltou a superar R$ 5,40, elevou a atratividade das cotações internacionais convertidas para o mercado interno. Com isso, os preços do açúcar NY#11 na primeira tela alcançaram cerca de R$ 1.880 por tonelada, estimulando o interesse de algumas usinas da região Centro-Sul.

No mercado de etanol, a paridade nas bombas no estado de São Paulo já supera 69%, indicando um ambiente mais favorável ao biocombustível frente à gasolina. As negociações no mercado spot paulista entre usinas e distribuidoras têm se mantido em torno de R$ 3,55 por litro nas primeiras semanas de dezembro. A expectativa é de continuidade da pressão altista na segunda metade do mês, quando os preços tendem a se aproximar e até ultrapassar R$ 3,60 por litro. Além da restrição de oferta típica do período, o aumento previsto de R$ 0,10 por litro no ICMS da gasolina deve contribuir para a elevação das cotações, sobretudo no fim do mês.

 





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Soja segue pressionada e limita chance de alta sazonal



Os contratos mais curtos registraram leves perdas


Os contratos mais curtos registraram leves perdas
Os contratos mais curtos registraram leves perdas – Foto: Pixabay

O mercado da soja encerrou a sessão desta terça-feira com viés predominantemente negativo em Chicago, refletindo um ambiente de cautela e reduzindo a expectativa de um movimento de alta sazonal no fim do ano. Segundo a TF Agroeconômica, a oleaginosa segue pressionada pela combinação de fatores técnicos desfavoráveis e fundamentos que não sustentam uma recuperação consistente dos preços.

Os contratos mais curtos registraram leves perdas, mantendo o tom baixista observado nos últimos pregões. O vencimento janeiro fechou com queda de 0,26%, cotado a US$ 10,50 por bushel, enquanto o contrato março recuou 0,21%, para US$ 10,62 por bushel. No complexo da soja, o farelo apresentou comportamento distinto, com alta de 0,74% no contrato janeiro, encerrando a US$ 300,8 por tonelada curta. Já o óleo de soja voltou a cair, com baixa de 0,51%, fechando a 48,30 centavos de dólar por libra-peso.

A análise do desempenho do dia aponta que os indicadores técnicos de curto prazo continuam enfraquecidos, com o contrato março permanecendo abaixo da média móvel simples de 200 dias e acumulando uma sequência recente de fechamentos negativos. Apesar de o mercado historicamente apresentar valorização entre o período do Dia de Ação de Graças e o Ano Novo, esse padrão não tem se confirmado no atual ciclo.

Entre os principais fatores de pressão estão as vendas externas abaixo do esperado e a perspectiva de uma safra robusta na América do Sul, favorecida por condições climáticas consideradas positivas. Além disso, o ritmo mais lento das compras chinesas nos Estados Unidos contribui para a ausência de fundamentos altistas consistentes, mantendo a soja negociada em Chicago sob influência baixista no curto prazo.

 





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Soja pode se recuperar, diz consultoria


O Rio Grande do Sul desenha safra de soja de recuperação após histórico recente de quebras, segundo informações da TF Agroeconômica. “Para pagamento em dezembro, com entrega em dezembro, os preços no porto foram reportados a R$ 144,00/sc (+1,41%) semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 133,64/sc semanal em Cruz Alta, salvo por Santa Rosa a R$ 140,00 (+0,72%) e Passo Fundo a R$ 139,00 (+1,46%). Já em Panambi, o mercado físico apresentou manutenção, com o preço de pedra recuando para R$ 122,00/sc, sinalizando maior resistência local ao ritmo comprador”, comenta.

Santa Catarina destaca-se pela produtividade intensiva com plantio em 91%. “A relação de troca soja/milho torna-se vital para rentabilidade integrada do estado, com infraestrutura de silos funcionando como elo logístico entre produção primária e cadeias agroindustriais. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 142,94 (+0,79%)”, completa.

O Paraná se mantém como já constantemente ressaltado, sendo fiel da balança para safra nacional. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 142,86 (-0,11%). Em Cascavel, o preço foi R$ 130,41 (-0,62%). Em Maringá, o preço foi de R$ 130,09 (+0,25%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 133,19 (+0,36%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 142,94 (+0,30%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 122,00”, indica.

O Mato Grosso do Sul consolida expansão de área. “A capacidade estática no território estadual funciona como amortecedor, possibilitando escolha entre diferentes canais de venda sem pressão de entrega imediata, maximizando rentabilidade conforme evolução das condições de mercado. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 126,00 (+0,91%), Campo Grande em R$ 124,86 (+0,00%), Maracaju em R$ 124,86 (+0,00%), Chapadão do Sul a R$ 122,91 (+0,00%), Sidrolândia a em R$ 124,86 (+0,00%)”, informa.

O Mato Grosso confirma liderança com safra que pode oscilar entre 50 e 53 milhões de toneladas. “Campo Verde: R$ 122,26 (+0,02%). Lucas do Rio Verde: R$ 117,23 (-0,07%), Nova Mutum: R$ 117,23 (-0,07%). Primavera do Leste R$ 122,26 (+0,02%). Rondonópolis: R$ 122,23 (+0,00%). Sorriso: R$ 117,31 (+0,00%)”, conclui a consultoria.

 





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