domingo, março 29, 2026

Política & Agro

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Mercado de grãos abre com alta em Chicago


Segundo informações da TF Agroeconômica, os mercados de grãos iniciam o dia com leve valorização nas bolsas internacionais, mas com comportamento distinto no cenário doméstico. As informações foram divulgadas neste encerramento de semana.

O trigo é impulsionado em Chicago por problemas climáticos nos EUA, a cerca de um mês da colheita, além de incertezas geopolíticas envolvendo declarações do ex-presidente Donald Trump. Já no Brasil, o trigo do Paraná teve alta de 1,33%, cotado a R$ 1.588,57 pela CEPEA, enquanto o do Rio Grande do Sul recuou 0,29%, para R$ 1.461,07, afetado pela fraca demanda da indústria de moagem.

A soja também apresenta leve recuperação nos contratos futuros da CBOT, refletindo a expectativa positiva para um encontro entre delegações dos EUA e China na Suíça, no fim de semana. Contudo, a falta de avanço concreto nas negociações com os chineses e a ampla oferta no mercado interno mantêm os preços pressionados no Brasil. O indicador CEPEA aponta queda de 0,06% no dia, com a saca a R$ 132,52, enquanto no Paraguai o preço está em US$ 364,99 por tonelada.

No milho, os preços futuros sobem em Chicago diante do avanço da seca em importantes regiões produtoras norte-americanas e da possibilidade de novos acordos comerciais. O contrato de julho subiu 3,75 pontos, a US$ 451,25 por bushel. No Brasil, a tendência é oposta: os preços seguem em queda por conta das boas expectativas com a segunda safra (safrinha), que está progredindo bem. O indicador CEPEA caiu 0,59% no dia, sendo cotado a R$ 75,93, acumulando recuo de 5,24% no mês.

 





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Brasil pode ser colônia econômica?



Enquanto exportamos commodities, importamos tecnologias



 Enquanto exportamos commodities, importamos tecnologias
Enquanto exportamos commodities, importamos tecnologias – Foto: Pixabay

Segundo Leandro Weber Viegas, administrador, bacharel em Direito, CEO da Sell Agro e especialista em Agronegócio, o Brasil pode estar perdendo silenciosamente a maior batalha da sua história: a guerra comercial global. Em sua análise, a nova crise mundial não será decidida por armas, mas por economistas e acordos internacionais. Com a imposição de tarifas por Donald Trump, acirrou-se uma disputa em que o Brasil, mesmo exportando mais de US\$ 175 bilhões em 2024, mantém quase US\$ 70 bilhões dependentes de um único comprador: a China.

Dados revelam que os chineses já controlam cerca de 18% da capacidade logística agroportuária brasileira por meio de joint ventures. Além disso, mais de 50% dos fertilizantes usados no país vêm de empresas ou territórios chineses, colocando o agronegócio nacional em posição crítica. Enquanto exportamos commodities, importamos tecnologias e equipamentos, financiando o avanço do nosso principal competidor.

“Enquanto exportamos soja e milho, importamos drones agrícolas, softwares de gestão, inteligência artificial aplicada ao agro, e equipamentos industriais de última geração, financiando o avanço tecnológico de nosso principal cliente e competidor futuro. Um paradoxo perigoso”, comenta.

Viegas alerta ainda para a “Rota da Seda Verde”, que conecta Brasil, África e Sudeste Asiático sob influência econômica chinesa. Segundo ele, o Brasil está sendo testado como modelo de colonização econômica indireta: dominar sem ocupar.

“Chegou o momento de rompermos as algemas invisíveis dessa “nova colonização” econômica. Se o Brasil não despertar hoje, amanhã poderá ser tarde demais. Não basta produzir riquezas; é preciso controlar o futuro que essas riquezas irão construir. O País não pode ser apenas o celeiro do mundo; precisa assumir seu papel como potência global protagonista nesta nova guerra econômica”, comenta.

 





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Debate sobre reforma agrária aquece no Congresso



”O problema é como o governo tem lidado com isso”



”O problema é como o governo tem lidado com isso"
”O problema é como o governo tem lidado com isso” – Foto: Agência Brasil

A Comissão de Segurança do Campo da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) levantou sérias questões sobre a atuação do governo no combate às invasões de terras e na condução da reforma agrária. De acordo com o presidente da CAPADR e coordenador da Comissão de Seguro Rural da FPA, deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), os dados são alarmantes, com 72 invasões de terras registradas no primeiro ano da gestão atual, um número superior ao total de invasões entre 2019 e 2022. Nogueira criticou a falta de ação do governo, destacando uma omissão que considera “absurda”.

Em sua intervenção, o deputado Evair de Melo (PP-ES), coordenador de Direito de Propriedade da FPA, acusou o MST de apropriar-se de termos importantes da agricultura, como reforma agrária e agricultura familiar, associando-os a uma agenda ideológica. Para Evair, o MST está distorcendo a verdadeira essência da reforma agrária, citando como exemplo o Espírito Santo, onde uma reforma justa e lícita foi realizada sem a intervenção do movimento.

A deputada Carolina de Toni (PL-SC) também se pronunciou, destacando as condições precárias das famílias assentadas à espera da reforma agrária. Segundo ela, o governo atual não tem cumprido suas promessas, e as famílias vivem em uma situação de extrema pobreza, com rendimentos inferiores a um salário mínimo mensal. ““A produção agrícola dessas famílias não chega a um salário mínimo por mês em média. Essas pessoas estão em situação de pobreza e indignidade. Nós queremos reforma agrária dentro dos parâmetros legais e não com a escravização que elas estão sendo mantidas”, indica.

No Rio Grande do Sul, o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) criticou a forma como o governo tem lidado com os produtores rurais afetados pelas chuvas de 2024.”O problema é como o governo tem lidado com isso. Não dá acesso aos créditos, os trabalhadores perdem tudo e não têm acesso ao programa Desenrola Brasil, por exemplo. Produtores que trabalharam a vida toda e não tem mais nada. Esse é o tipo de ajuda que o governo dá ao Rio Grande do Sul, é zero. O que acontece, no fim das contas, é que quem precisa não tem amparo”, conclui.

 





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Diga sim para a melhor safra da sua vida com a Conceito Sementes


A safra começa com uma decisão. E hoje, produtores goianos têm um novo ponto de partida: a Conceito Sementes, agora com multiplicação própria de sementes e atendimento com portfólio de cultivares de alto rendimento. 

Mais do que sementes, o produtor encontra o compromisso com a sua melhor safra. A nova fase da Conceito Sementes representa uma virada estratégica. Com produção própria e comercialização direta, a marca fortalece sua atuação de produtor para produtor, com um atendimento mais próximo e uma entrega mais eficiente.

Esse avanço foi possível graças à parceria com a Brasmax, empresa líder em genética de soja no Brasil, que escolheu a Conceito Sementes como multiplicadora licenciada de cinco cultivares de alto desempenho: Raptor I2X; Tormenta CE; Tanque I2X; Supera I2X e Mítica CE.

Essas cultivares foram selecionadas para atender com excelência as condições do Cerrado, unindo produtividade, estabilidade e adaptação às demandas dos produtores da região.

Além da genética de ponta, a Conceito Sementes também oferece:

– Tratamento de Sementes Industrial (TSI) com certificação Seedcare da Syngenta, oferecendo cobertura uniforme, proteção contra pragas e doenças e melhor desempenho no campo — com a possibilidade de utilizar o Blindado, o Tratamento de Sementes Profissional da Conceito Agrícola, que potencializa os resultados com tecnologia, precisão e segurança desde o plantio.

– Armazenamento climatizado, assegurando vigor e sanidade da semente até o momento do plantio.

– Logística customizada, pensada para entregar a semente na janela ideal.

– Acompanhamento técnico especializado, do planejamento à colheita.

Esse novo momento é mais do que uma mudança operacional, é um reflexo da visão de futuro da Conceito Sementes, que entende que o produtor precisa de parceiros que acompanhem as transformações do agro e ofereçam soluções na mesma velocidade que os desafios aparecem.

Ao assumir o protagonismo na produção e na distribuição de sementes, a empresa amplia sua capacidade de personalização, fazendo com que cada cliente receba a solução mais adequada ao seu perfil produtivo e às exigências do seu negócio. É o conceito de atendimento de produtor para produtor, agora com estrutura própria, portfólio robusto e autonomia comercial.

Conceito Sementes. Mais próxima. Mais preparada. Mais parceira do agro que constrói o Brasil. Porque cada detalhe conta quando o objetivo é produtividade, e nosso compromisso é com a sua melhor safra.





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Trecho da RSC-287 volta a ser interditado



Nível do Arroio Barriga volta a subir e bloqueia rodovia RSC-287




Foto: Foto: Reprodução / Batalhão Rodoviário Estadual

O tráfego está totalmente interrompido no km 167 da RSC-287, entre os municípios de Paraíso do Sul e Novo Cabrais, devido à elevação do nível do Arroio Barriga. A água invadiu o desvio provisório construído após a queda da ponte no ano passado, impossibilitando a passagem de veículos. Segundo a Rota de Santa Maria, responsável pela administração da rodovia, o bloqueio será mantido até que o volume de água recue.

O desvio, construído em uma cota inferior ao traçado original da pista, ficou submerso com a nova cheia do arroio, repetindo o cenário de transtornos enfrentado durante as enchentes de 2023. A Brigada Militar, por meio do Batalhão Rodoviário, recomenda que os motoristas utilizem a BR-290 como rota alternativa. Para veículos mais leves, também é possível utilizar a BR-158, mas a passagem pela ponte do Fandango está restrita a caminhões com um eixo e peso máximo de 18 toneladas, conforme autorização do DNIT.

A situação se agrava com o alerta da Defesa Civil estadual, que classifica como muito alto o risco de novos alagamentos na região central, bem como nas Missões, Oeste e nos Vales. Em Paraíso do Sul, a prefeitura confirmou ainda o comprometimento de outras estruturas viárias: as cabeceiras das pontes da Linha Néri e da Linha Campestre cederam, e diversos acessos estão intransitáveis, incluindo Tabuão, Contenda, Linha Sinimbu, Linha Patrícia, Linha Paraguaçú e Picada Knirsch.





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Preços da soja apresentam variações


O mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul tem indicações no porto, para entrega maio e pagamento 12/05 na casa de R$ 131,00, marcando queda de -1,50%, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 129,00 Cruz Alta – Pgto. 30/05 – para fábrica R$ 129,00 Passo Fundo – Pgto. 30/05 R$ 129,00 Ijuí – Pgto. 30/05 – para fábrica R$ 128,00 Santa Rosa / São Luiz – Pgto. meados de junho. Os preços da pedra, em Panambi, caíram para R$ 120,00 a saca, para o produtor”, comenta.

Santa Catarina deve colher 12,7% mais soja na safra 2024/25, impulsionada por aumento de área e produtividade, segundo a Epagri/Cepa. O estado acumula alta de 93% na produção em 12 anos, com destaque para o Planalto Norte. No entanto, a seca no Oeste preocupa, afetando lavouras tardias e provocando perdas de até 20% em Campo Belo do Sul. A Conab alerta para riscos na fase final da cultura. No mercado, a soja é vendida entre R\$ 123 e R\$ 127 no Vale do Itajaí e a R\$ 133,30 no porto de São Francisco, com alta de 0,89%.

No Paraná, os preços apresentaram variações entre o porto, o interior e o balcão. Em Paranaguá, no porto, a cotação da saca atingiu R\$ 134,66, com alta de 0,49%. No interior do estado, houve movimentos mistos: em Cascavel, o preço recuou para R\$ 122,90 (-0,88%), enquanto em Maringá a queda foi maior, com a saca negociada a R\$ 123,19 (-1,23%). Em Ponta Grossa, a cotação ficou em R\$ 126,69, uma leve baixa de 0,53%, ao passo que em Pato Branco houve valorização, com a saca chegando a R\$ 133,30, representando alta de 0,89% no FOB. No balcão, os preços em Ponta Grossa permaneceram em R\$ 130,00 por saca.

No Mato Grosso do Sul, a colheita da soja 2024/25 alcançou 99,8% da área monitorada, com 4,49 milhões de hectares colhidos. A produtividade média foi revisada para 54,4 sacas/ha, 11,4% acima da safra anterior, elevando a produção estimada para 14,686 milhões de toneladas (+18,9%). Mesmo com estresse hídrico em 52% das lavouras, o estado expandiu 6,8% sua área plantada. O clima seco tem favorecido o término da colheita. A soja foi cotada a R$ 118,81 (-0,33%) em Dourados, Campo Grande, Maracaju e Sidrolândia. Em Chapadão do Sul, o valor recuou para R$ 110,51 (-1,94%).

O Mato Grosso, o maior exportador nacional, mantém cautela após a supersafra 24/25 (50,9 mi t), com ajustes nos fluxos logísticos e industriais. “Campo Verde: R$ 115,53(+0,43). Lucas do Rio Verde: R$ 110,40(+0,51%), Nova Mutum: R$ 110,40(+0,51%). Primavera do Leste: R$ 115,53(+0,43%). Rondonópolis: R$ 115,53(0,42%). Sorriso: R$ 110,40(-0,36%)”, conclui.

 





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Milho fecha em baixa em Chicago


Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho fechou em baixa com a pressão sazonal do milho safrinha, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “As cotações de milho na B3 seguem acompanhando as quedas de Chicago. A consolidação de uma boa colheita do milho safrinha pressiona o mercado. O comprador segue esperando maiores volumes para voltar às grandes compras e o produtor começa a negociar mais para evitar perdas e carrego de estoque”, comenta.

“Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa no dia: o vencimento de julho/25 foi de R$ 64,92 apresentando baixa de R$ -0,34 no dia, baixa de R$ -2,37 na semana; julho/25 fechou a R$ 65,87, baixa de R$ -0,43 no dia, baixa de R$ -1,91 na semana; o vencimento setembro/25 fechou a R$ 68,17, baixa de R$ -0,46 no dia e baixa de R$ -2,46 na semana”, completa.

Na Bolsa de Chicago, o milho fechou em baixa com avanço das safras nos EUA e Brasil. “A cotação de julho, referência para a nossa safra de verão, fechou em baixa de -1,32 % ou $ -6,25 cents/bushel a $ 449,50. A cotação para julho, fechou em baixa de -0,17 % ou $ – 0,75 cents/bushel a $ 429,50”, indica.

“O milho negociado em Chicago fechou o dia em baixa. As primeiras cotações tiveram quedas mais acentuadas, visto a evolução da safrinha brasileira e da boa semeadura nos EUA. Com isso o comprador deve ter uma boa disponibilidade de milho nos próximos meses. A demanda segue aquecida, e o conjunto de operadores de mercado esperam que o USDA reduz os estoques finais de milho na próxima segunda-feira, no relatório de oferta e demanda de maio”, conclui a consultoria.

 





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Mercado do milho oscila entre os estados


Vendas intensas a cooperativas pressionam preços do milho no Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “As negociações seguem travadas, com compradores tentando alinhar os preços à paridade de exportação, mas enfrentando forte resistência dos vendedores. Para maio, os pedidos variam entre R$ 70,00 e R$ 74,00 por saca no interior do estado. As referências apontam R$ 69,00 em Santa Rosa e Ijuí; R$ 70,00 em Não-Me-Toque, Marau, Gaurama e Seberi; R$ 71,00 em Arroio do Meio e Lajeado; e R$ 72,00 em Montenegro”, comenta.

O mercado de milho em Santa Catarina segue em ritmo lento, com os produtores ainda focados na colheita da soja, o que diminui a oferta de milho e limita as transações. “Se mantém os valores de R$ 72,00 para entrega em agosto com pagamento em 30/09 e de R$ 73,00 para entrega em outubro com pagamento em 28/11. As cooperativas locais seguem pagando R$ 69,00 em Papanduva, R$ 70,00 em Campo Alegre e R$ 71,00 para o oeste do estado e a região serrana”, completa.

Preços do milho no Paraná seguem entre estabilidade e queda. “Nos Campos Gerais, o milho disponível para pronta entrega segue cotado em torno de R$ 76,00 FOB, embora alguns vendedores ainda testem preços próximos de R$ 80,00. Para entrega em junho, com pagamento previsto para o final do mês, os negócios giram em torno de R$ 73,00 CIF

indústria”, indica.

O mercado segue lento em Mato Grosso do Sul, com queda acentuada em Dourados. “Os preços recuaram em diversas praças, com destaque para Chapadão do Sul e São Gabriel do Oeste, onde a saca foi negociada a R$ 56,00. Em Ponta Porã e Sidrolândia, o milho apareceu a R$ 58,00, enquanto Maracaju registrou cotação de R$ 59,00. Já em Dourados, Campo Grande e Caarapó, o valor se manteve em R$ 60,00.. Apesar da retração nos preços, o mercado segue em compasso de espera, com foco na evolução da colheita da segunda safra, que deve começar a ganhar ritmo nas próximas semanas”, conclui.

 





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Confira os preços do trigo no Brasil


Segundo informações da TF Agroeconômica, a demanda enfraquecida por farinha tem impactado diretamente a operação dos moinhos no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul (RS) e Santa Catarina (SC), enquanto o Paraná (PR) mantém o melhor aproveitamento da sua capacidade instalada. O relatório da ABITRIGO aponta que, apesar de aumento na moagem no RS, esse movimento ocorre apenas entre os grandes moinhos, que absorvem prejuízos em seus balanços, enquanto os médios, maioria no estado, optam por reduzir produção. Com capacidade instalada de 1,78 milhão de toneladas, o RS utilizou apenas 70,2% em 2024.

No mercado gaúcho, produtores venderam grandes volumes às cooperativas nas últimas semanas, e estas tentam repassar o trigo aos moinhos, o que levou à cobertura das necessidades de maio e parte de junho. Com isso, os preços estão sob pressão, com negócios pontuais em R$ 1.400,00 por tonelada e ofertas chegando a R$ 1.390,00 para trigo PH 76. Já os preços da pedra em Panambi caíram para R$ 72,00 por saca. Para a safra futura, os preços permanecem em R$ 1.340,00 sobre rodas no porto, mas os moinhos seguem fora das negociações.

Em Santa Catarina, a situação é semelhante. O estado utilizou apenas 65,7% de sua capacidade instalada de moagem em 2024, o equivalente a 409,95 mil toneladas das 624,3 mil disponíveis. A concorrência com grandes grupos tem dificultado a operação dos moinhos locais. Os preços pagos aos triticultores se mantiveram estáveis: R$ 78,00 em Canoinhas, R$ 75,00 em Chapecó, R$ 79,00 em Joaçaba, R$ 80,00 em Rio do Sul e Xanxerê.

No Paraná, o cenário é mais favorável. O estado utilizou 87,2% da sua capacidade de moagem, com destaque para a boa qualidade do trigo e localização estratégica. Os preços seguem firmes, com compradores oferecendo R$ 1.600,00 por tonelada para entrega imediata e vendedores pedindo entre R$ 1.600,00 e R$ 1.650,00 FOB. Na pedra, o preço médio da semana foi de R$ 80,16 por saca, com lucro médio de 8,85% para os produtores, mesmo com recuo em relação à semana anterior. A nova safra ainda não registra ofertas, com compradores sinalizando R$ 1.450 a R$ 1.500 CIF moinho.

 





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Cadastramento de caravanas para visitar a Bahia Farm Show 2025 segue até 30 de maio


A organização da Bahia Farm Show, que será realizada entre os dias 9 e 14 de junho, em Luís Eduardo Magalhães (BA), está se preparando para melhor recepcionar e proporcionar apoio logístico às caravanas de agricultores, profissionais, estudantes e entusiastas do agronegócio, que pretendem conhecer as principais novidades de tecnologia agrícola. Os interessados devem cadastrar sua caravana até o dia 30 de maio,  indicando os dias de presença e o perfil dos visitantes, preenchendo o formulário eletrônico com acesso em: clique aqui.

“A Bahia Farm Show atrai todos os anos centenas de grupos de caravanas de produtores, estudantes e profissionais envolvidos com o setor agrícola, não só da Bahia, mas de toda a área de abrangência do Matopiba, que incluem também Maranhão, Tocantins, Piauí, além do Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais. Nesta edição, queremos conhecer melhor o perfil destas caravanas e oferecer apoio logístico para melhor recepcionar esses visitantes, proporcionando uma experiência ainda mais agradável e produtiva durante a presença na feira”, afirma o gerente geral do Instituto Aiba (IAiba), Sunny Aaron.

Esse suporte pode incluir credenciamento e entrada facilitada, orientações para visitas técnicas guiadas, palestras exclusivas, e até parcerias com instituições de ensino e entidades do setor agropecuário. Além de promover a disseminação de conhecimento, as caravanas incentivam o networking e a troca de experiências, proporcionando uma vivência prática que complementa o aprendizado em sala de aula e nos centros de pesquisa. Na última edição, os grupos de caravanas vieram da Bahia e de estados vizinhos para conhecer as novas tecnologias e contribuíram para a feira agrícola atingir a marca de 111.137 mil visitantes.

Para o presidente da Bahia Farm Show e da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Moisés Schmidt, a presença dessas caravanas é fundamental para fortalecer a integração entre o conhecimento acadêmico, a prática no campo e as inovações tecnológicas que são apresentadas durante o evento. “A vinda das caravanas é muito especial para a feira, é quando vemos produtores de outras áreas, profissionais de instituições de pesquisa, estudantes de todas as idades que vêm de longe interessadas na troca de conhecimento e de saber mais sobre o setor agrícola. A organização da Bahia Farm Show reconhece a importância desses grupos e está colocando uma estrutura à disposição para facilitar a integração destes grupos à feira “, reforça. 





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