quarta-feira, março 25, 2026

Política & Agro

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Utilização de biológicos no tratamento industrial de sementes


O setor agrícola está testemunhando uma transformação impulsionada pela crescente adoção de insumos biológicos. Essa mudança está sendo puxada pela maior atenção que os produtores vêm dando à segurança, ao meio ambiente e à produtividade. Segundo dados da CropLife Brasil, entidade que representa empresas especializadas em pesquisa e desenvolvimento de soluções para a produção agrícola sustentável, o mercado de bioinsumos – que inclui produtos de controle, inoculantes, bioestimulantes e solubilizadores – cresceu 15% na safra 2023/2024, em comparação à safra anterior, chegando a registrar R$ 5 bilhões em vendas, considerando o preço final para o agricultor.

Uma das tecnologias que tem ganhado a preferência de agricultores é o tratamento industrial de sementes (TSI) com inoculantes biológicos. Fernando Bonafé Sei, agrônomo e gerente da área técnica da Novonesis, líder global em biossoluções, explica que o processo de TSI com inoculantes biológicos se iniciou em 2013 e ganhou força nos últimos anos com produtos com maior longevidade e com alto nível tecnológico.

“Esse processo de tratamento industrial permite a aplicação precisa dos produtos, o que garante a precisão da dosagem na semente, garantindo a qualidade no tratamento. O processo se inicia com a aplicação dos defensivos agrícolas para prevenção de pragas e doenças, seguidos por um polímero que auxilia na aderência e fixação dos produtos e por último os protetores biológicos e organismos vivos (inoculantes)”, afirma.

O agrônomo explica que quando a semente germina e forma as radículas, a bactéria Bradyrhizobium , inserida industrialmente na semente, inicia um processo de simbiose com a planta. “Esses microrganismos fixam nitrogênio do ar, um processo vital para o desenvolvimento da cultura. Para verificar a eficácia da aplicação do inoculante, o produtor pode coletar algumas plantas e observar a presença e quantidade da nodulação formada nas raízes, principalmente na raiz principal e próximo a coroa. Quanto maiores e mais numerosos os nódulos, maior será o aporte de nitrogênio para a planta e, consequentemente, maior o potencial produtivo”, explica.

Vantagens do TSI

Optar pelo tratamento industrial de sementes oferece vantagens em comparação ao tratamento “on farm” (realizado na fazenda). Além do aumento na qualidade no tratamento, o processo também garante economia ao produtor, pois permite que seja utilizada a quantidade exata de produto por semente, redução da mão-de-obra e agilidade operacional para o plantio.

Soluções como o CTS 1000®, um inoculante à base de Bradyrhizobium produzido pela Novonesis, possibilitam o plantio após o tratamento em até 90 dias, um avanço em relação aos tradicionais que devem ser plantados em até 24 horas. Além da praticidade do sistema “abre e plante”, estudos de campo demonstram um aumento de 3,8% de produtividade em relação a inoculantes padrão, atribuído à intensificação da formação de nódulos nas raízes e ao aumento da fixação de nitrogênio proporcionados por essa solução inovadora.

 





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Oeste da Bahia sedia maior evento técnico do cacau no Brasil



Cacauicultura 4.0 impulsiona cadeia produtiva do cacau




Foto: Divulgação

Barreiras e Riachão das Neves, no Oeste da Bahia, recebem a partir desta quinta-feira (10) a quarta edição da Cacauicultura 4.0, o maior evento técnico da cadeia do cacau no Brasil. A programação, que vai até sábado (12), inclui palestras, painéis temáticos e visitas a campo, reunindo produtores, especialistas, empresas, investidores e representantes do setor público.

Segundo informações divulgadas pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), organizadora do evento, o objetivo é fomentar o desenvolvimento da cultura cacaueira na região, com foco em inovação tecnológica, sustentabilidade e ampliação da produção de cacau irrigado. O encontro acontece em dois polos estratégicos da nova fronteira agrícola do cacau no país.

Na sexta-feira (11), o evento segue com um ciclo de palestras técnicas que abordarão temas como melhoramento genético de variedades, uso de bioinsumos, sistemas de irrigação, rastreabilidade e tendências do mercado cacaueiro. Já no sábado (12), a programação será encerrada com um Dia de Campo na Fazenda Santa Helena, em Riachão das Neves, onde os participantes poderão conferir de perto as lavouras irrigadas e conhecer inovações tecnológicas aplicadas na produção de cacau.

A Cacauicultura 4.0 conta com o apoio das Prefeituras de Barreiras e Riachão das Neves, do Governo do Estado da Bahia e de instituições como Ceplac, AIPC, Centro de Inovação do Cacau (CIC) e empresas do setor agrícola. As inscrições para o evento seguem abertas pelo site oficial: https://cacau.wiesoo.com/





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Chocolate já sente o preço do cacau


No Dia Mundial do Chocolate, celebrado na última segunda-feira (7), dados da Neogrid mostram que a crise global do cacau tem afetado diretamente o bolso dos consumidores. Os preços dos principais derivados, como barras e bombons, continuam em alta, tornando o doce mais caro e provocando mudanças no comportamento de compra dos brasileiros.

Entre junho de 2024 e janeiro de 2025, os preços médios das barras de chocolate e dos bombons atingiram picos de R$ 113,84 e R$ 113,93. Enquanto os bombons registraram leve queda nos meses seguintes, as barras voltaram a subir em abril. O aumento está ligado à quebra de safra em países da África Ocidental, responsáveis por 65% da produção mundial. Em Gana, 81% das plantações foram atingidas por uma virose que afetou severamente a oferta da matéria-prima, levando o preço do cacau ao maior nível em 50 anos.

“Essa mudança no mix de consumo indica que, além do preço final, o comportamento do brasileiro se adapta em relação ao produto”, analisa Anna Carolina Fercher, líder de Dados Estratégicos na Neogrid. “Como o consumidor já sabe que precisará pagar mais por esses itens, há uma clara tendência de valorização de chocolates mais sofisticados, como os bombons, que proporcionam uma experiência diferenciada com foco na qualidade, inovação e exclusividade.”

Mesmo com os preços elevados, os bombons e chocolates recheados aumentaram sua participação nas compras em maio, chegando a 67,3%, enquanto as barras de chocolate perderam espaço. A mudança indica uma preferência por produtos mais indulgentes, mesmo com o custo mais alto.

Já na categoria de chocolates usados em receitas, o chocolate em pó perdeu presença, caindo de 84,7% para 79% entre janeiro e maio de 2025. Em contrapartida, o cacau em pó, menos processado, cresceu de 15,7% para 21,5%, mesmo com um aumento de 6,2% no preço no período, alcançando R$ 94,34 o quilo. 

“O impacto da alta histórica do cacau no mercado ainda se desdobra no comportamento do shopper. Mesmo com um alívio recente nos contratos futuros, o consumidor já demonstrou mudanças no padrão de compra e novas preferências de produto”, finaliza Fercher.

 





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Sem novas mortes, foco de influenza aviária em zoológico é considerado encerrado



Desde o dia 24 de junho não houve novas notificações de mortes de aves




Foto: Ascom Sema

O Zoológico de Sapucaia do Sul, no Rio Grande do Sul, teve a interdição sanitária suspensa nesta terça-feira (8), após 14 dias sem registros de mortes de aves silvestres por influenza aviária. O prazo equivale ao período de incubação do vírus, e a ausência de novos óbitos permitiu que o local fosse considerado livre do foco da doença.

Segundo informações da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), desde o dia 24 de junho não houve novas notificações de mortes de aves no zoológico. A situação foi comunicada oficialmente ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que acompanha os casos da doença no país.

Durante o último mês, apenas cinco mortes relacionadas ao vírus foram registradas, todas anteriores ao dia 24. De acordo com a diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), Rosane Collares, os dados técnicos apontam para um cenário estável e seguro. “A desinterdição é um passo importante, pois demonstra a eficácia das ações de contenção adotadas e reforça a importância da vigilância contínua em ambientes com populações de aves silvestres”, afirmou.

O foco da gripe aviária foi confirmado em 15 de maio. Desde então, o zoológico operava sob restrições na movimentação de aves como medida de controle sanitário. Ao todo, 168 aves silvestres de 11 espécies diferentes morreram durante o período de emergência.

Mesmo com o fim da interdição, a Seapi informa que o monitoramento sanitário no local continuará de forma permanente, seguindo os protocolos nacionais de prevenção e controle da influenza aviária. A vigilância segue especialmente rigorosa em áreas com presença de aves silvestres.





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Setor Leiteiro considera positiva medida que prevê financiamento para…


Anúncio foi feito pelo governo Federal ao divulgar o Plano Safra 2025/2026 para a agricultura familiar

O novo Plano Safra voltado à agricultura familiar para o biênio 2025/2026, apresentado nesta segunda-feira, 30 de junho, pelo Governo Federal, trouxe como uma das novidades o Programa de Transferência de Embriões, uma iniciativa que visa financiar a melhoria genética e a produtividade na cadeia leiteira. O presidente da Associação de Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) e da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Marcos Tang, considera positivo o interesse em ajudar o produtor a ter uma melhor genética para seus animais, “desde que sejam recursos com juros acessíveis e sem muita burocracia”.

Conforme Tang, é muito interessante pensar em tecnologia para avançar geneticamente de uma forma mais rápida, ou seja, “a multiplicação dos animais diferenciados”. “Desta forma, o produtor realmente pode ter as filhas das melhores vacas que já se provaram. Mas aí entra a questão da assistência técnica, que é fundamental. Como irão ser escolhidas essas matrizes que serão as reprodutoras, as mães das futuras vacas?”, questiona o dirigente, dizendo que para ser uma doadora de embriões a vaca deve ter, em primeiro lugar, o seu registro oficializado, controle leiteiro e análise morfológica. “Portanto, o produtor precisa ter esse apoio técnico, científico, para realmente escolher bem as matrizes que serão as mães das futuras gerações”, observa.

O presidente da Gadolando e da Febrac enfatiza, ainda, que é um trabalho que precisa ser feito com muita parcimônia, com muito cuidado, para que haja um bom uso do dinheiro. “Temos que ver como vai ser o programa, quem tem direito, e aí entra a responsabilidade de todas as associações envolvidas com a cadeia leiteira em dar esse suporte e ajudar na escolha dessas matrizes que serão replicadas”, adianta.

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Fortalecimento da cadeia do tabaco marca encontro da Amprotabaco


A manhã desta quarta-feira, 9, foi marcada por uma ampla mobilização em defesa da cadeia produtiva do tabaco, durante audiência pública promovida no Auditório Freitas Nobre, da Câmara dos Deputados, em Brasília. Organizado pela Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco), o encontro reuniu lideranças políticas e representantes do setor para reforçar a importância econômica, social e cultural da produção de tabaco, especialmente nos pequenos municípios do Sul do Brasil. A iniciativa integra os esforços para que o Brasil adote uma postura equilibrada na 11ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (COP-11), que ocorrerá em novembro, em Genebra.

O presidente da Amprotabaco, Gilson Becker, destaca que o movimento também busca a descriminalização da atividade e o reconhecimento do papel estratégico da cultura do tabaco na economia rural. “Estamos falando de uma produção que viabiliza a permanência das famílias no campo. A presença maciça de entidades, prefeitos, vereadores e deputados comprova a força da nossa pauta”, afirma Becker, ao citar a representatividade dos três estados do Sul e também da Bahia, onde está concentrada a produção nacional.

Para o secretário estadual da Agricultura do Rio Grande do Sul, Edivilson Brum, o Estado tem papel fundamental na defesa da cadeia. “O governo do Estado estará presente na delegação brasileira na COP-11. Nosso interesse é deixar esta cadeia viva. São mais de 60% dos municípios do nosso estado que dependem da agricultura, e boa parte vive do tabaco”, frisa

O presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing, defende a necessidade de iniciativas mais efetivas. “É preciso reagir à narrativa anti-tabaco, que hoje tem mais força. Temos 509 municípios e precisamos transformar esse potencial em um fórum positivo do setor. Reclamar menos e fazer mais”, afirma. A fala foi reforçada por Romeu Schneider, presidente da Câmara Setorial do Tabaco, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que elogiou a capacidade de articulação da Amprotabaco e alertou para a perda de voz da cadeia produtiva nas decisões internacionais. “A Convenção-Quadro nunca nos ouviu. É preciso lembrar que, mesmo com ela em vigor desde 2005, o número de consumidores aumentou”, ressalta Schneider, que é também vice-presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra).

O diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo), Edimilson Alves, apontou os prejuízos fiscais gerados pela falta de diálogo. “O governo federal perdeu mais de R$ 100 bilhões em arrecadação de impostos nos últimos 10 anos com o cigarro contrabandeado. Esta união precisa continuar e ser ampliada para justamente combater esta situação), defende.

Atividade relevante

Durante a audiência, o deputado estadual Marcus Vinícius apresentou a minuta de um Projeto de Lei que reconhece o tabaco como atividade de relevante interesse econômico, social e cultural no âmbito dos municípios. A proposta busca assegurar respaldo legal para que a cultura seja considerada estratégica no planejamento público, garantindo acesso a crédito, assistência técnica, políticas de valorização e apoio às famílias produtoras.

Além de reconhecer as etapas do cultivo de tabaco como expressão da identidade cultural local, o projeto propõe que os municípios incentivem parcerias com cooperativas, sindicatos, associações e instituições de pesquisa. A intenção é promover inovação, qualificação e fortalecimento da cadeia, valorizando o trabalho das famílias agricultoras, em especial nas pequenas propriedades que dependem do tabaco para sua subsistência e crescimento econômico.

Presenças

A audiência contou com a participação dos deputados estaduais Marcus Vinícius e Airton Artus (RS) e Anibelli Neto (PR), além dos deputados federais Alceu Moreira, Heitor Schuch, Rafael Pezenti, Sérgio Souza, Covatti Filho, Lucas Redecker e Afonso Hamm. Também estiveram presentes prefeitos, vereadores, representantes de entidades do setor e lideranças rurais.

 





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Oeste baiano amplia área plantada de soja



69% da soja da safra atual já foi negociada até o início de julho




Foto: Leonardo Gottems

A produção de soja no Oeste da Bahia mostra sinais claros de expansão e eficiência. Segundo dados do Boletim de Safra da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), a safra 2024/25 registrou um crescimento de 7,8% na área plantada em relação ao ciclo anterior, alcançando 2,135 milhões de hectares.

Ainda conforme o boletim, a produtividade média também teve avanço, subindo de 63 para 68 sacas por hectare, o que representa um incremento de 7,9%. O aumento expressivo da produção foi impulsionado não apenas pela ampliação das áreas cultivadas, mas também pelo manejo adequado e pelas condições climáticas favoráveis em importantes núcleos produtivos como Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e São Desidério.

A Aiba destaca que o cumprimento das normas do vazio sanitário da soja na região foi essencial para evitar focos de ferrugem asiática e garantir a sanidade da lavoura. Enquanto os campos descansam, os produtores já se preparam para o próximo ciclo com a aquisição de corretivos e fertilizantes, cuja comercialização para a safra 2025/26 já está em 60%, segundo o levantamento.

No quesito comercialização, 69% da soja da safra atual já foi negociada até o início de julho. O preço médio praticado era de R$ 117,05 por saca, refletindo uma estabilidade nos valores e garantindo rentabilidade ao produtor. Em relação à safra seguinte (2025/26), 19% da produção já foi travada, demonstrando confiança no mercado futuro.

Entre os destaques regionais está a Região 03, que apresentou o maior crescimento proporcional de área plantada, saltando de 420 mil para 525 mil hectares — um aumento de 24%. Já a Região 05, com menor representatividade, teve crescimento de 46% na área, embora mantenha uma produtividade média de 68 sacas por hectare.

 





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Cacau baiano movimenta US$ 254 milhões no semestre



Exportações de chocolate da Bahia crescem 41%




Foto: Canva

No Dia Mundial do Chocolate, comemorado no dia 7 de julho, a Bahia celebra avanços significativos na produção e exportação de cacau e seus derivados. Segundo dados da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri-BA), o estado lidera a produção nacional e registrou crescimento de 41,32% nas exportações no primeiro semestre de 2025, somando US$ 254 milhões em receita.

A secretária da pasta, em nota divulgada nesta segunda-feira, afirmou que “a Bahia reafirma sua posição estratégica no mercado global de chocolate, combinando tradição e inovação na produção de derivados do cacau”. O estado tem como principais destinos de exportação países como Argentina, Estados Unidos, Chile e Holanda.

A qualidade do chocolate baiano tem ganhado destaque internacional. Em 2024, marcas vinculadas ao Consórcio Cabruca, que reúne produtores do Sul da Bahia, conquistaram 15 medalhas na Academy of Chocolate, em Londres, uma das premiações mais prestigiadas do setor.

A combinação entre técnicas tradicionais de cultivo e práticas modernas de produção tem garantido reconhecimento crescente para os produtos baianos. Segundo a Seagri, o desempenho nas exportações reflete esse esforço conjunto de produtores, cooperativas e instituições de apoio técnico.

 





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Silvicultura gaúcha mantém ritmo com foco no eucalipto


A atividade florestal no Rio Grande do Sul segue impulsionada pela produção de eucalipto, mesmo diante de entraves causados pelas condições climáticas. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (3), a silvicultura continua sendo um setor relevante em várias regiões do estado, com destaque para o uso de cultivares clonais e crescente interesse no reflorestamento.

Na região administrativa de Frederico Westphalen, produtores realizaram tratos culturais como plantio de mudas, adubação e controle de formigas cortadeiras. Em áreas mais jovens, com até três anos de idade, a principal prática é a poda de formação, enquanto os povoamentos com seis a sete anos passam por desbaste para melhorar a qualidade da madeira. “Essas práticas são fundamentais para garantir o aproveitamento comercial do cultivo”, aponta o boletim.

Em Lajeado, o cultivo de eucalipto se consolida como a principal atividade agropecuária em municípios como Taquari e Tabaí. A produtividade varia entre 350 e 450 m³/ha, em ciclos de seis anos. Entretanto, o excesso de chuvas comprometeu o preparo do solo e pode atrasar os plantios previstos para a primavera. “Mesmo com viveiros protegidos, o desenvolvimento das mudas tem sido limitado”, informa a publicação.

Apesar das dificuldades logísticas, como o escoamento da produção em estradas danificadas, a colheita e a comercialização seguem ativas. O boletim também destaca o aumento da procura por reflorestamento, inclusive por produtores de grãos afetados por perdas climáticas. A produção de carvão vegetal, voltada principalmente à Região Metropolitana e aos vales do Taquari, Caí e Rio Pardo, permanece estável. Um exemplo da diversificação do setor é a fábrica de cavacos em Paverama, que amplia a demanda regional por madeira.

Em Passo Fundo, a silvicultura é limitada e baseada em bosques antigos, com colheita em fase final. “A baixa renovação de áreas florestais pode provocar escassez de matéria-prima nos próximos anos”, adverte o informe. A região já importa madeira para suprir sua demanda energética. Os preços médios apontados são de R$ 300,00 por metro cúbico para madeira em pé voltada à serraria e R$ 120,00/m³ estéreo para lenha entregue na indústria.

Quanto ao Pinus spp., os preços variam conforme o diâmetro das toras. Já o cultivo de acácia-negra segue em queda na região de Lajeado, com produtores optando por substituí-la pelo eucalipto, em razão da maior rentabilidade e da demanda crescente.

 





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Frio, geadas e chuvas afetam rebanhos bovinos


As condições climáticas adversas registradas nas últimas semanas no Rio Grande do Sul, com frio intenso, geadas e excesso de chuvas, têm provocado prejuízos à bovinocultura. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (3), os impactos incluem perda de peso dos animais, piora na condição corporal e até óbitos por desnutrição em regiões mais afetadas.

“Nas áreas mais críticas, os produtores relatam mortes de animais e dificuldades no manejo, o que exigiu a adoção de medidas emergenciais, como suplementação alimentar e adaptação dos sistemas produtivos”, informou a Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa de Bagé, especialmente em São Gabriel, observou-se grande número de vacas e terneiros com baixa condição corporal. Em alguns casos, já há registros de mortes por desnutrição. Em Itaqui, mesmo nas áreas com pastagens cultivadas de inverno, os produtores não conseguem concluir a terminação dos lotes. Em Manoel Viana, os prejuízos foram ampliados pela destruição de cercas em decorrência das enchentes, comprometendo o manejo dos animais.

Em Caxias do Sul, os rebanhos criados em sistema extensivo sofreram perdas de peso. Já os animais que recebem suplementação mantiveram a condição corporal. A região também enfrenta dificuldades para monitorar vacas gestantes devido ao excesso de chuva. Em Erechim, embora o estado nutricional dos animais esteja, em geral, dentro dos parâmetros técnicos, há perda de peso em sistemas com alta lotação e limitação de pasto. Terneiros desmamados estão sendo direcionados para recria, enquanto novilhas e vacas vazias seguem para terminação.

Em Frederico Westphalen, o frio e a umidade têm comprometido o conforto térmico dos rebanhos, com reflexos no ganho de peso. Em Passo Fundo, a redistribuição dos animais para áreas de campo nativo não foi suficiente para evitar a perda de escore corporal. A baixa disponibilidade de forragem e o manejo dificultado pelas chuvas intensas são apontados como causas principais.

A situação em Pelotas é mais controlada. Apesar do desconforto gerado pelo clima, os animais mantêm boas condições corporais e sanitárias. A suplementação com sal mineral proteinado está sendo usada para preservação nutricional, e as gestações seguem em andamento. O mercado de exportação de terneiros está aquecido, e os remates em Canguçu foram adiados devido ao clima.

Em Santa Rosa, os produtores iniciaram as terminações em confinamento. Nos sistemas a pasto, o peso dos bovinos caiu, embora o escore corporal ainda esteja considerado adequado. Já em Soledade, a escassez de forragem tem levado os animais a se deslocarem mais, intensificando o pisoteio, a compactação do solo e a formação de barro, o que compromete o desenvolvimento do campo.





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