quinta-feira, março 26, 2026

Política & Agro

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Mato Grosso do Sul recebe Programa para Incremento da Produtividade de Milho


O Brasil é o terceiro maior produtor de milho do mundo, e o Mato Grosso do Sul ocupa a quarta posição entre os estados brasileiros na produção do grão, respondendo por 10% do total nacional, segundo o USDA (sigla em inglês do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Para auxiliar os produtores sul-mato-grossenses na produtividade e rentabilidade das lavouras, a Corteva Agriscience, em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (FAMASUL) e a Associação dos Produtores de soja do Mato Grosso Sul (Aprosoja/MS), lança o “Programa para Incremento da Produtividade de milho no Mato Grosso do Sul”.

A iniciativa surge como uma resposta concreta à estagnação da produtividade do milho no Estado nos últimos anos. O Programa selecionará agricultores para transformarem suas propriedades em áreas modelo. A seleção será feita pela FAMASUL e pela Aprosoja/MS, priorizando produtores de médio e grande porte com perfil inovador. Na ação, a Corteva será responsável pela transferência tecnológica por meio de áreas demonstrativas e conhecimento agronômico.

“O Mato Grosso do Sul é um dos principais polos de produção de grãos no Brasil, mas, na safrinha de milho 2023/24, registrou um dos menores índices de produtividade da última década, reflexo, principalmente, do estresse hídrico que afetou mais de 90% dos municípios sul-mato-grossenses”, explica Anelcindo Souza, Diretor de Marketing de Sementes da Corteva Agriscience para Brasil e Paraguai. “A Corteva é uma empresa de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias em sementes e defensivos químicos e biológicos para auxiliar os agricultores nos desafios diários da lavoura, auxiliando na produtividade e rentabilidade. Com tecnologias de ponta e práticas de manejo avançadas, apoiamos o produtor rural na superação de desafios. Especificamente no Estado, a Corteva conta com uma estação satélite de pesquisa, em Fátima do Sul, que testa inovações em sementes para as características de clima, solo, praga e doenças da região. Essas ferramentas irão integrar o Projeto”.

O desenvolvimento do Programa para Incremento da Produtividade de Milho no Mato Grosso do Sul surgiu após autoridades locais sinalizarem que os produtores do Estado precisavam de apoio e conhecimento sobre novas tecnologias para ampliar a produtividade do milho. “Com isso, a Corteva, em pouco tempo, mobilizou os recursos necessários e atores estratégicos para ajudar produtores da região a alcançarem resultados superiores no curto e médio prazos, pontua Augusto Moraes, Diretor de Relações Institucionais da Corteva Agriscience para a América Latina. “Agora, todo o pacote de tecnologias adaptadas ao clima da região e técnicas de manejo que potencializam o resultado em campo estarão expostas em áreas testes espalhadas pelo Estado. Da mesma forma, nossas equipes de agronomia e pesquisa acompanharão de perto esse processo de transferência tecnológica. Assim, a companhia, ao lado de autoridades e entidades do setor, segue cumprindo seu papel de elevar inovação, integração de tecnologias e produtividade ao campo”, completa.

Aposta em tecnologias elevou a produtividade em 27% acima da média estadual na safrinha 2024

Um dos exemplos de como as inovações da companhia tem auxiliado na produtividade é a Fazenda Boa Vista, dos irmãos Ângelo e Mário Pignataro, em Ponta Porã (MS). Eles utilizam o portfólio integrado da empresa e práticas de manejo avançadas. “Na safrinha 2023, conquistamos uma média na safrinha de milho de 125 sacas por hectares (scs/ha), enquanto a média estadual foi de 100 scs/ha. Já no ciclo posterior, safrinha 2024, com a estiagem, atingimos uma média de 85 scs/ha, 77% acima da média registrada nos municípios de Ponta Porã e Antônio João e 27% acima da média do estado. Já a previsão para a safrinha que está sendo colhida é uma média de 135 scs/ha na propriedade. A média estadual está estimada em 80 scs/ha”, comenta Ângelo.

Mário Pignataro destaca que a produtividade média da propriedade é 27% superior à média estadual, reflexo do uso de sementes adaptadas à região, soluções químicas e biológicas, incluindo o tratamento das sementes, além de manejo eficiente, mesmo em condições climáticas adversas. “Em 2024, que foi marcado pela seca, apostamos pela primeira vez no manejo com o fixador foliar de nitrogênio Utrisha™ N, da Corteva, em 50% da área. A aplicação resultou em ganhos de 10 a 15 sacas por hectare. Percebemos que o produto biológico ajudou a planta a resistir ao pior momento do estresse, resultando em um aumento da produtividade além do esperado. Para esta temporada, que já começou a ser colhida, 100% dos 5 mil hectares da propriedade estão sendo tratados com biológicos, sempre em combinação com químicos”, aponta.

Inovações pesquisadas e desenvolvidas para o Mato Grosso do Sul

Por dia, a Corteva investe globalmente US$ 4 milhões em Pesquisa & Desenvolvimento, com 10 unidades de pesquisa no Brasil. No Mato Grosso do Sul, mantém uma unidade satélite em Fátima do Sul, dedicada a testes com produtos voltados às necessidades locais. “Nos últimos anos, o local contribuiu diretamente para o desenvolvimento de híbridos de milho como o P3310VYHR e o P3322PWU, da Pioneer, marca de sementes da Corteva, que foram cultivados na Fazenda Boa Vista durante a Safrinha 2025. Além dos produtos comerciais, a estação contribui para a base genética dos futuros lançamentos. Sua rede de ensaios contempla testes de campo voltados ao desenvolvimento de parentais gênicos, uma etapa essencial para garantir híbridos ainda mais adaptados ao ambiente regional”, observa Anelcindo Souza.

Os híbridos que passam pelo crivo da estação de Fátima do Sul apresentam características agronômicas que refletem diretamente as demandas dos agricultores do Estado, como alto teto produtivo, o que garante rentabilidade e segurança para investimentos; estabilidade produtiva, mesmo frente às variações ambientais da região; super precocidade, ideal para uma área com inverno rigoroso e risco de geadas; e qualidade de grãos, sanidade foliar e robustez de raiz, assegurando maior performance em campo.





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Tensão no Oriente Médio e clima nos EUA pressionam soja em Chicago



Farelo de soja registrou seu menor valor desde 2016




Foto: Pexels

Os preços da soja na Bolsa de Chicago encerraram a semana em queda, influenciados pela trégua no conflito entre Israel e Irã e pelas boas condições climáticas nos Estados Unidos. A cotação do bushel caiu para US$ 10,22 no dia 26 de junho, após alcançar US$ 10,74 durante os primeiros dias da guerra no Oriente Médio.

Segundo informações divulgadas pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o recuo também foi provocado pelo bom desenvolvimento da safra norte-americana, com 66% das lavouras em condição boa a excelente. O farelo de soja registrou seu menor valor desde 2016, cotado a US$ 270,90 por tonelada curta.

Apesar do bom desempenho nas exportações — com os EUA já tendo embarcado 49,1 milhões de toneladas no ciclo 2024/25 —, a ausência da China nas compras tem gerado apreensão. O gigante asiático vem priorizando soja do Brasil e da Argentina, países mais competitivos devido às tarifas impostas sobre o grão norte-americano.

A expectativa é que o Brasil exporte 15 milhões de toneladas em junho, mantendo sua posição como principal fornecedor global. A competitividade brasileira pode seguir forte, sobretudo enquanto as tarifas contra os EUA estiverem em vigor no mercado chinês.





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Milho recua em Chicago diante de expectativa por safra recorde nos EUA



Mercado também aguarda com atenção o relatório de plantio definitivo




Foto: Canva

A cotação do milho na Bolsa de Chicago caiu para US$ 4,09/bushel no dia 26 de junho, o menor valor desde outubro de 2024. A desvalorização reflete a expectativa de uma safra recorde nos Estados Unidos e o bom andamento das lavouras, com 70% delas em condições boas a excelentes.

De acordo com a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o mercado também aguarda com atenção o relatório de plantio definitivo, previsto para o final de junho. Até o momento, 97% das áreas já estão germinadas.

Mesmo com exportações de 903.800 toneladas na última semana, lideradas pelo Japão, os embarques não foram suficientes para sustentar os preços internacionais. No Brasil, os valores seguem pressionados. A colheita da safrinha avança de forma desigual — com destaque para o Mato Grosso, onde chegou a 14,1% —, e a previsão da Agroconsult aponta para produção total de até 150 milhões de toneladas no país.

O cenário indica que o excesso de oferta, aliado às dificuldades logísticas e à estagnação das exportações brasileiras, deve manter os preços internacionais e internos em patamares baixos nos próximos meses.





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HM.CLAUSE lança o tomate Stony e mais três cultivares na Hortitec 2025, com foco em sanidade e alta produtividade


Especialista global em sementes vegetais, a HM.CLAUSE participará da Hortitec 2025 e, no estande 02 do pavilhão marrom, apresentará um portfólio de alto rendimento cuja estrela é o tomate Stony. Resultado do melhoramento genético conduzido pela empresa, o novo híbrido tipo Saladete Determinado exibe firmeza, calibre e produtividade, mantendo esses parâmetros da primeira à última penca. A resistência intermediária a Geminivírus e Vira-Cabeça somada à alta resistência a Murcha de Fusário conferem segurança fitossanitária indispensável às zonas tropicais, enquanto o shelf life superior a 18 dias reduz perdas logísticas.

Para o gerente geral HM.CLAUSE Brasil, Samuel Rodrigues, as novas sementes traduzem a promessa da marca “Cultivating Collaboration”. “O Stony chega para aumentar a proporção de frutos de primeira classificação, reforçar a firmeza na viagem e, consequentemente, ampliar a margem do produtor. É o resultado de ensaios conduzidos no Vale do São Francisco e na Bahia, lado a lado com quem está no campo, avaliando cada ajuste de manejo”, afirma o gerente geral.

A empresa ainda terá outros três lançamentos na Hortitec 2025: o tomate Luigi, o brócolis Phar Lap e o pimentão Parcero. Começando pelo tomate Luigi, variedade tipo Indeterminado Redondo, que apresenta planta compacta, com altos índices de uniformidade e pacote de resistências que inclui a Geminivírus e a Murcha de Fusário. Já o brócolis Phar Lap, selecionado para plantios de inverno pleno com temperaturas entre 15 e 25 °C, forma cabeças compactas, grânulos finos e sanidade que persiste na câmara fria. Completa o leque de lançamentos o pimentão Parcero, híbrido Lamuyo vermelho direcionado a cultivo protegido, cujo frutos demonstram boa resistência a Vira-Cabeça e a Nematóide.

De acordo com o gerente de vendas da HM.CLAUSE para a Região Norte, Gilney Moura, a robustez das sementes do Stony, do Luigi e Parcero é decisiva nas culturas submetidas a altas temperaturas, solos de fertilidade variável e longos trajetos até os centros de comercialização. “Nosso desafio é entregar híbridos que sustentem calibre e qualidade até o ponto de venda. O Stony, por exemplo, manteve frutos de tamanhos acima da média, o que representa segurança para quem precisa otimizar custos e ainda assim levar produto firme ao mercado”, observa.

Essa percepção é reforçada por Marcos Sá, distribuidor das sementes HM.CLAUSE no sul do Ceará e influenciador no Instagram pelo perfil @tomateiro__. “A empresa só coloca híbrido na prateleira depois de acumular dados de algumas safras de testes; isso dá tranquilidade para recomendar. Os novos produtos da HM.CLAUSE performam bem mesmo quando o produtor enfrenta desafio no manejo agrícola”, comenta Sá. Ele acrescenta que a assistência pós-venda oferecida pela equipe agronômica da HM.CLAUSE, com visitas frequentes e orientação fase a fase do ciclo, multiplica o potencial dos materiais e fortalece a confiança do mercado.

Durante a Hortitec, os visitantes poderão manusear frutos recém-colhidos e conhecer as experiências de produtores parceiros. Consultores técnicos estarão à disposição para detalhar protocolos de plantio, janelas ideais por região e tabelas completas de resistência, consolidando a abordagem técnica que caracteriza a participação da HM.CLAUSE no principal evento da cadeia de hortaliças do País, marcado para 25 a 27 de junho em Holambra (SP), onde são esperados 32 mil visitantes e um volume de negócios próximo de R$ 600 milhões.

 





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Mercado do trigo sente concorrência da Rússia e colheita nos Estados Unidos



O produto russo é o mais competitivo do mercado




Foto: Divulgação

O trigo fechou a quinta-feira (26) cotado a US$ 5,21 por bushel em Chicago, acumulando forte recuo em relação à semana anterior, quando estava em US$ 5,74. O mercado sente os efeitos do avanço da colheita nos Estados Unidos e da forte presença russa nas exportações.

Segundo a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), a colheita do trigo de inverno nos EUA atingiu 19% até 22 de junho, enquanto 93% do trigo de primavera já estava germinado. Apesar disso, as condições das lavouras não são as ideais, com 19% avaliadas como ruins ou muito ruins.

Enquanto os EUA projetam exportar 22,4 milhões de toneladas em 2025/26, a Rússia estima um volume de 45 milhões de toneladas, mantendo-se como principal fornecedora global do cereal. O produto russo é o mais competitivo do mercado, com preços médios de US$ 225/tonelada, frente a US$ 252 nos EUA e US$ 236 na Argentina e França.

Na América do Sul, os preços continuam pressionados, e o mercado segue travado no Uruguai e Paraguai. Na Argentina, as cotações seguem baixas, refletindo a demanda fraca. O cenário global sugere manutenção da tendência de baixa no curto prazo, com os estoques globais em alta e a demanda internacional ainda enfraquecida.





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Brasil lança Congresso da Aviação Agrícola em Cuiabá



Congresso acontecerá em agosto no Aeroporto Executivo de Santo Antônio de Leverger




Foto: Arquivo

No próximo dia 15 de julho, Cuiabá será palco do lançamento oficial do Congresso da Aviação Agrícola do Brasil, um dos maiores eventos do setor em todo o mundo. O congresso acontecerá em agosto no Aeroporto Executivo de Santo Antônio de Leverger, localizado a 30 quilômetros da capital mato-grossense.

Segundo os organizadores, o evento reflete a força do Brasil na aviação agrícola. O país possui a segunda maior frota de aeronaves agrícolas do mundo, com mais de 2,7 mil aviões em operação, além de 7,8 mil drones agrícolas registrados junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A expectativa é reunir os principais nomes da cadeia produtiva, com a presença de fabricantes internacionais de aeronaves, como companhias norte-americanas e a brasileira Embraer, além de empresas fornecedoras de tecnologias de aplicação, instrumentos de precisão e equipamentos de combate a incêndios.

Em 2024, os aviões agrícolas brasileiros lançaram mais de 40 milhões de litros de água no combate a incêndios florestais em diversas regiões do país, o que reforça a importância estratégica do setor não apenas para a produção agrícola, mas também para a preservação ambiental.

Além da mostra tecnológica, o evento também incluirá o Congresso Científico da Aviação Agrícola, reunindo pesquisadores, técnicos e profissionais de todo o Brasil e do exterior. Representantes da Anac, do Ministério da Agricultura e de outros órgãos governamentais também devem participar das discussões técnicas e regulatórias.





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Algodão recua 5,7% em junho e atinge menor valor desde março



Cenário internacional também tem pesado sobre o mercado nacional




Foto: Canva

Os preços do algodão em pluma seguem em trajetória de queda no mercado brasileiro, influenciados pelo início da colheita da safra 2024/25 e pela movimentação estratégica de vendedores e compradores. O mercado opera atualmente nos mesmos patamares nominais registrados em março, o que indica uma pressão de baixa consistente nas cotações internas da fibra.

Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), os produtores estão mais dispostos a negociar os volumes remanescentes da temporada 2023/24, em um momento em que a nova safra começa a ganhar ritmo nos campos. Essa postura mais flexível tem levado os compradores a ofertarem valores menores nas negociações, impulsionando a retração nos preços domésticos.

Além disso, o cenário internacional também tem pesado sobre o mercado nacional. A desvalorização externa da pluma contribui para que os preços internos recuem ainda mais. De acordo com o Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, o valor da pluma fechou em R$ 4,1655/lp na segunda-feira (23), o menor nível registrado desde 21 de março, quando a cotação estava em R$ 4,1652/lp.

Na parcial de junho, até o dia 23, o Indicador acumula uma queda de 5,7%. Essa retração reflete não apenas o comportamento do mercado internacional, mas também a expectativa de uma colheita recorde no Brasil, que aumenta a oferta e pressiona os preços para baixo.

No campo, os trabalhos de colheita da nova temporada já começaram. Conforme informações divulgadas pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), até 21 de junho, cerca de 4% da área cultivada com algodão no país havia sido colhida. Os estados do Centro-Oeste, principais produtores da fibra, lideram o avanço das máquinas nas lavouras.

 





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Guerra no Oriente Médio encarece fertilizantes



Instabilidade global pressiona custos




Foto: Divulgação

O agronegócio catarinense enfrenta um novo cenário de instabilidade provocado por fatores externos e internos. A escalada do conflito entre Irã e Israel vem elevando os preços de fertilizantes nitrogenados, fundamentais para culturas como o milho. Além disso, cortes nos subsídios do Plano Safra 2024/2025 aumentam a preocupação dos produtores rurais com o futuro da produção agrícola no estado.

Segundo o presidente da Cooperativa Agropecuária Camponovense (Coocam), João Carlos Di Domenico, o Irã é um dos principais fornecedores globais de insumos nitrogenados. O agravamento do cenário geopolítico interfere diretamente na logística internacional. “A guerra gera transtornos no transporte marítimo e pressiona os preços. Já se paga até US$ 50 a mais por tonelada de Ureia comprada do Oriente Médio”, alerta Di Domenico.

O impacto é sentido especialmente no planejamento da próxima safra. Em Santa Catarina, o milho é semeado entre setembro e outubro, exigindo um volume elevado de nitrogênio para alcançar bons índices de produtividade. Com os custos em alta, muitos agricultores avaliam migrar parte da área de cultivo para a soja, que tem menor exigência de fertilizantes nitrogenados.

Essa possível mudança preocupa o setor. “Se o milho se tornar inviável financeiramente, o produtor tende a apostar na soja. Mas isso pode ampliar ainda mais o déficit estadual de milho, que já gira entre 5 e 6 milhões de toneladas. Santa Catarina não tem safrinha e depende do grão para abastecer as cadeias de suínos, aves e leite”, explica o dirigente da Coocam.

Outro desafio é a redução dos recursos para financiamento rural. O corte de quase 50% nos subsídios à equalização de juros no novo Plano Safra pegou o setor de surpresa. Para João Carlos, a constante mudança nas regras do jogo prejudica o planejamento no campo. “Faltam previsibilidade e políticas públicas de longo prazo. O produtor precisa de segurança para investir, e o governo precisa entender que a agricultura não pode parar”, pontua.

Mesmo diante das dificuldades, a esperança segue firme no campo. “O homem do agro é resiliente por natureza. Continuamos acreditando na força da terra e na capacidade de produzir com qualidade e responsabilidade ambiental. O otimismo é o combustível que nos move”, finaliza Di Domenico.

 





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Mapa institui Programa de Projetos Sustentáveis dentro do Plano ABC+



Programa visa promover iniciativas inovadoras




Foto: Pixabay

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, nesta quarta-feira (25), no Diário Oficial da União (DOU), a Portaria nº 807, que institui o Programa de Projetos Sustentáveis no âmbito do Plano Setorial para Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária (Plano ABC+).

O programa tem como objetivo promover iniciativas inovadoras e sustentáveis voltadas para a redução de emissões de gases de efeito estufa, a melhoria da produtividade agropecuária e a adaptação às mudanças climáticas.

Busca incentivar a apresentação de projetos pela sociedade voltados ao desenvolvimento sustentável na agropecuária, promover a articulação entre entidades autoras de projetos e potenciais investidores, viabilizar o financiamento de iniciativas alinhadas aos objetivos do Plano ABC+, fomentar a implementação de tecnologias para mitigação e adaptação às mudanças climáticas na agropecuária e contribuir para o cumprimento das metas climáticas estabelecidas no Acordo de Paris.

Serão realizados chamamentos públicos periódicos para a apresentação de projetos pela sociedade civil, com critérios claros de elegibilidade e seleção de iniciativas que demonstrem viabilidade técnica, econômica e socioambiental, priorizando aquelas que integrem soluções tecnológicas inovadoras e práticas sustentáveis. Também serão estabelecidos mecanismos de transparência e monitoramento dos projetos selecionados, garantindo a conformidade com as metas do Plano ABC+.

A seleção de projetos ocorrerá após a realização de chamamento público, por meio de comissão de seleção a ser instituída por ato específico. A portaria ainda estabelece que as entidades interessadas no financiamento dos projetos selecionados devem comprovar que possuem capacidade técnica para monitorar a aplicação dos recursos alocados.

Será criada uma plataforma para divulgar os projetos selecionados e conectá-los a investidores interessados em financiá-los.





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Setor de biodiesel avança com nova mistura B15



Ao longo das últimas duas décadas, o setor investiu em nova estrutura de produção



Ao longo das últimas duas décadas, o setor investiu em uma estrutura de produção pulverizada
Ao longo das últimas duas décadas, o setor investiu em uma estrutura de produção pulverizada – Foto: Divulgação

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou o aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel, passando de 14% para 15% (B15). A medida representa um avanço no programa Combustível do Futuro e reforça a importância dos biocombustíveis na matriz energética brasileira, com reflexos positivos para a economia, o meio ambiente e a saúde pública.

“A decisão do CNPE de cumprir o previsto no Combustível do Futuro deve ser celebrada. No Brasil, o tema dos biocombustíveis transcende a questão do clima e das metas de descarbonização da matriz energética”, disse Francisco Turra, presidente do Conselho de Administração da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (APROBIO).

Com previsibilidade e segurança jurídica, o setor de biodiesel consolida sua posição estratégica no desenvolvimento nacional. O aumento da mistura impulsiona a produção agrícola, movimenta a cadeia do agronegócio e fortalece a agricultura familiar, além de gerar empregos e agregar valor à produção nacional.

Ao longo das últimas duas décadas, o setor investiu em uma estrutura de produção pulverizada por todo o país, com capacidade instalada para atender à demanda crescente. O biodiesel brasileiro se destaca internacionalmente pela alta qualidade e por sua ampla disponibilidade.

“Ao atingir um novo mandato, com previsibilidade e segurança jurídica, o setor reforça a importância do biocombustível no cenário econômico nacional, pois permite o desenvolvimento sustentável da nossa indústria, impulsiona a agricultura, agrega valor à cadeia produtiva, gera PIB, empregos e amplia a produção de alimentos mais baratos para a gôndola do supermercado. Temos na mão a oportunidade de começar um novo ciclo de crescimento como um legado para as futuras gerações. Ele só depende de nós”, completa Turra.

 





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