quinta-feira, março 26, 2026
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Diesel dispara mais de 20% em março e puxa alta dos combustíveis no Brasil


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Foto: Pixabay

Os preços dos combustíveis registraram alta generalizada no Brasil em março, com destaque para o diesel S-10, que acumulou avanço de 20,9% na média nacional até a terceira semana do mês, em comparação com o fim de fevereiro.

Os dados são do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Nas capitais, a alta foi um pouco menor, mas ainda expressiva, de 16,4%.

Diesel lidera alta

O diesel S-10 foi o combustível que mais subiu no período. O preço médio nacional saltou de R$ 6,18 para R$ 7,47 por litro.

A gasolina comum também avançou, com alta de 6,11%, passando de R$ 6,38 para R$ 6,77. Já o etanol hidratado teve aumento mais moderado, de 1,74%, saindo de R$ 4,70 para R$ 4,79.

Nas capitais, o movimento foi semelhante, porém menos intenso. O diesel subiu de R$ 6,22 para R$ 7,24 por litro, enquanto a gasolina passou de R$ 6,37 para R$ 6,75. O etanol variou de R$ 4,80 para R$ 4,84.

Alta do petróleo pressiona preços

O avanço dos combustíveis ocorre em meio à forte valorização do petróleo no mercado internacional.

O barril do tipo Brent, referência para o Brasil, acumulou alta de 40,6% em cerca de um mês. Apesar de já ter recuado em relação aos picos recentes, quando superou os US$ 110, o nível ainda pressiona os preços internos.

Esse movimento é influenciado principalmente pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.

O impacto da alta do petróleo é mais imediato sobre gasolina e diesel, enquanto no etanol ocorre de forma indireta.

No caso do diesel, a pressão é ainda maior, já que o Brasil depende significativamente de importações para atender à demanda interna, o que amplia a sensibilidade aos preços internacionais.

Estados registram altas mais intensas

No recorte regional, alguns estados apresentaram aumentos acima da média nacional. Entre os destaques estão:

  • Tocantins: +29,7% (+R$ 1,79)
  • Bahia: +29,1% (+R$ 1,78)
  • Goiás: +28,9% (+R$ 1,77)
  • Paraná: +26,6% (+R$ 1,59)
  • São Paulo: +21,8% (+R$ 1,35)
  • Santa Catarina: +21,8% (+R$ 1,32)
  • Piauí: +20,9% (+R$ 1,30)

A variação nos reajustes entre os estados está ligada a fatores logísticos e econômicos.

Regiões mais distantes de refinarias e portos de importação tendem a enfrentar custos mais elevados, especialmente com frete rodoviário, o que encarece o combustível ao longo da cadeia de distribuição.

Além disso, fatores como nível de estoques, concorrência entre postos e demanda regional — especialmente em áreas com forte atividade agrícola, também influenciam o ritmo de repasse ao consumidor.

A atuação de refinarias privadas, que ajustam preços de forma mais rápida em resposta ao mercado internacional, também contribui para ampliar as diferenças regionais, principalmente no diesel.

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