quarta-feira, março 25, 2026

Política & Agro

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Geadas afetam regiões produtoras e pressionam mercado do café


Os preços do café registraram forte retração ao longo de junho, tanto para o arábica quanto para o robusta. A desvalorização acentuada nas principais regiões produtoras brasileiras tem preocupado o setor, especialmente diante das recentes condições climáticas adversas que ameaçam a próxima safra.

Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o Indicador CEPEA/ESALQ do café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, teve média mensal de R$ 2.126,10 por saca de 60 kg — queda real de 14,4% em relação a maio e o menor valor registrado desde novembro de 2024. Desde o dia 18, a cotação se mantém abaixo dos R$ 2.000, encerrando junho a R$ 1.834,36, com recuo acumulado de 21,5%.

No caso do robusta tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, a média mensal foi de R$ 1.256,71/saca, com retração de 18,4% sobre o mês anterior. No fechamento de junho, o preço do robusta chegou a R$ 1.105,07, marcando uma expressiva queda de 20,75% no acumulado do mês. Essa combinação de preços mais baixos e incertezas climáticas acende o alerta para produtores e agentes de mercado.

Além da pressão sobre os preços, o clima também gerou preocupação. A semana passada foi marcada por frio intenso e registro de geadas em importantes regiões produtoras. O Norte do Paraná foi a área mais afetada, com relatos de danos significativos às lavouras. Os impactos ainda estão sendo avaliados, mas há produtores apontando perdas expressivas para a safra de 2026/27.

 As lavouras que estão em colheita atualmente — da safra 2025/26 — não apresentaram danos relevantes, mas o risco climático segue no radar. O cenário reforça a volatilidade do setor cafeeiro, que depende diretamente das condições climáticas para garantir produtividade e qualidade.





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Preço do arroz reage após quedas, mas ainda preocupa produtores


O mercado do arroz em casca registrou uma leve recuperação nos preços na última semana, após um período prolongado de desvalorização. Desde o final de janeiro, os valores vinham em queda contínua, pressionando produtores e impactando a rentabilidade da cadeia produtiva. Apesar da recente alta, as cotações ainda se mantêm próximas do valor mínimo de garantia estabelecido pelo governo federal no Plano Safra 2024.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o Indicador CEPEA/IRGA-RS encerrou o mês de junho com média inferior a R$ 63,64 por saca de 50 kg, valor de referência para a região Sul (exceto Paraná). Essa foi a quinta retração mensal consecutiva, levando a média ao menor patamar desde janeiro de 2020. A expectativa de crescimento nas exportações, no entanto, sustentou os preços na última semana, influenciando a dinâmica do mercado.

Com a possibilidade de maior demanda externa, muitos vendedores adotaram uma postura mais cautelosa e reduziram a oferta no mercado doméstico. Essa retração nas negociações gerou um movimento de alta nos preços, principalmente por parte das indústrias, que precisavam recompor seus estoques. O cenário de oferta limitada contribuiu para o reajuste de valores por parte dos compradores.

As condições climáticas também têm afetado diretamente o escoamento do arroz no Rio Grande do Sul. Conforme relatos de agentes consultados pelo Cepea, as fortes chuvas que atingiram o estado dificultam o carregamento e o transporte das cargas, interferindo na logística de distribuição. O impacto do clima sobre a cadeia produtiva reforça ainda mais a instabilidade do mercado.

Diante dessas dificuldades, algumas indústrias passaram a buscar alternativas no mercado internacional, intensificando a importação de arroz do Paraguai. A medida tem sido uma forma de garantir o abastecimento e minimizar os efeitos da oferta interna restrita. Essa movimentação também pode influenciar as próximas semanas de negociação, especialmente se as exportações se confirmarem em alta.

O setor segue atento à evolução dos preços e ao comportamento dos agentes de mercado, em especial diante da aproximação da colheita da próxima safra. A expectativa é de que a demanda externa possa sustentar os preços, mas o cenário ainda é de incerteza, sobretudo diante do clima adverso e dos desafios logísticos enfrentados no principal estado produtor do país.





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Diesel tem menor preço do ano em junho


O diesel encerrou o primeiro semestre de 2025 com os menores preços médios do ano, de acordo com o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). Em junho, o tipo comum foi comercializado a R$ 6,14 em média, com queda de 1,29% ante maio. Já o diesel S-10 caiu 1,44% e fechou o mês a R$ 6,18. A retração é reflexo do repasse tardio das reduções promovidas pela Petrobras em maio, que ainda impactaram a cadeia de abastecimento em junho.

O levantamento também revelou reduções em todas as regiões do País. O Centro-Oeste apresentou os maiores recuos: o diesel comum caiu 1,92%, a R$ 6,14, e o S-10 recuou 1,58%, a R$ 6,24. No Sul, foram registrados os menores preços médios: R$ 5,94 para o comum e R$ 5,97 para o S-10. Já o Norte teve os maiores valores, mesmo com queda: R$ 6,83 e R$ 6,61, respectivamente.

Entre os estados, o Acre segue com os preços mais altos para ambos os tipos: R$ 7,72 para o diesel comum e R$ 7,63 para o S-10. No Paraná, o diesel comum foi o mais barato, a R$ 5,85, e Pernambuco teve o menor valor para o S-10, a R$ 5,88. O destaque em queda foi o Tocantins, com redução de 3,04% no preço do diesel comum. Já o Amapá foi o único estado a registrar alta nos dois tipos de diesel em junho.

“A queda no preço do diesel em junho ilustra bem o efeito tardio dos reajustes da Petrobras realizados em maio, que continuou a afetar a cadeia de abastecimento, repassando as reduções, o que permitiu que o combustível atingisse seu menor preço de 2025 justamente no fechamento do semestre. Essa dinâmica mostra um mercado competitivo e resulta em um cenário mais favorável para os custos de frete e logística no País”, analisa Renato Mascarenhas, Diretor de Operações e Transformação de Negócios da Edenred Mobilidade.

 





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Juros elevados no Plano Safra preocupam setor de proteínas animais e podem…


Especialistas apontam risco de retração em tecnologias, infraestrutura e investimentos no confinamento devido ao crédito mais elevado.

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O governo federal anunciou nesta terça-feira (1º) o Plano Safra 2024/25, mas o setor produtivo segue em alerta com a elevação das taxas de juros para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). A preocupação é que o crédito mais caro desestimule investimentos essenciais para o agro, especialmente nas cadeias de proteínas animais, como suinocultura e confinamento de bovinos, que dependem de financiamento para ampliar infraestrutura e garantir produtividade.

O aumento previsto de até 2 pontos percentuais nas taxas de juros do Plano Safra para programas como o Pronaf e o Pronamp acende um alerta para o setor de proteínas animais. Segundo Valdecir Folador, presidente da Acsurs, o cenário de juros elevados deve inibir ainda mais os investimentos, sobretudo na suinocultura, que já enfrenta dificuldades para financiar melhorias estruturais.

“Com a Selic em 15%, fica praticamente inviável investir em infraestrutura. A rentabilidade atual da suinocultura não é suficiente para arcar com os custos desses financiamentos”, afirmou. Embora o setor esteja atravessando um ano positivo do ponto de vista econômico, com margens dentro da normalidade, o ambiente de crédito mais caro impede avanços significativos. “Não estamos enriquecendo, mas estamos conseguindo pagar as contas. Mesmo assim, com juros altos, não conseguimos sustentar novos investimentos”, completou Folador.

Segundo o analista de mercado da Safra & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os juros elevados do plano safra vão acabar engessando os investimentos dos pecuaristas e também dos produtores. “Isso pode gerar dificuldades para um pecuarista e produtor rural que pretendia fazer investimentos na propriedade e pode ter uma redução no uso de tecnologia”, destacou ao Notícias Agrícolas. 

O analista ainda reportou que como os juros estão altos para muitos produtores rurais, tomar uma linha de crédito  vai ser um risco muito grande, considerando os riscos de mercado. “É uma conta que todos estão fazendo, pois compensa mais colocar o dinheiro em uma renda fixa com risco baixo ou correr riscos com as condições climáticas e de mercado e alocar o capital dentro da propriedade”, comenta.  

A terceirização da engorda por meio de boitel tem ganhado espaço na pecuária brasileira, mas os investimentos do setor privado nesse modelo têm sido afetados pelo encarecimento do crédito. Segundo dados da DSM-Firmenich, atualmente 19,1% dos animais confinados em boitel pertencem a terceiros — um reflexo de um período de expansão puxado por condições financeiras mais favoráveis no passado recente.

“Em 2021, com juros bastante reduzidos, houve um forte impulso nos investimentos em boitel. Muitos investidores viram oportunidade nesse modelo e entraram com força no mercado”, afirmou Walter, da DSM-Firmenich.

Por outro lado, o governo trouxe como uma das novidades o Programa de Transferência de Embriões, uma iniciativa que visa financiar a melhoria genética e a produtividade na cadeia leiteira. O presidente da Associação de Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) e da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Marcos Tang, considera positivo o interesse em ajudar o produtor a ter uma melhor genética para seus animais, “desde que sejam recursos com juros acessíveis e sem muita burocracia”.

O presidente da Gadolando e da Febrac enfatiza, ainda, que é um trabalho que precisa ser feito com muita parcimônia, com muito cuidado, para que haja um bom uso do dinheiro. “Temos que ver como vai ser o programa, quem tem direito, e aí entra a responsabilidade de todas as associações envolvidas com a cadeia leiteira em dar esse suporte e ajudar na escolha dessas matrizes que serão replicadas”, adianta.





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julho terá clima mais seco e ameno


A onda de frio mais intensa do ano está com os dias contados no Brasil. De acordo com o meteorologista Gabriel Rodrigues, do Portal Agrolink, o pico das baixas temperaturas já foi registrado, e a tendência agora é de elevação gradual nos termômetros em boa parte do país. A partir desta sexta-feira, 4 de julho, a massa de ar polar que causou a queda brusca nas temperaturas começa a se deslocar para o Oceano Atlântico, perdendo força sobre o continente.

Segundo dados do Agrolink, este episódio foi o quarto e mais severo do ano até agora, com registros de até 5 °C abaixo da média climatológica em diversas regiões do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. Tecnicamente, esse comportamento configura o fenômeno como uma “onda de frio”, com noites e madrugadas especialmente geladas e risco de geadas nas serras do Sul nos próximos dias.

Diferente dos últimos anos, marcados por invernos amenos sob influência do El Niño, o inverno de 2025 se apresenta mais rigoroso. Com a neutralidade climática vigente, as condições atuais se aproximam mais do que é esperado para esta época do ano, permitindo incursões mais frequentes de ar polar — embora sem extremos fora do comum.

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As previsões indicam que, após a primeira semana de julho, o padrão climático mudará. Um bloqueio atmosférico dificultará a entrada de novas frentes frias com a mesma intensidade. Com isso, o tempo seco deve predominar e as temperaturas tendem a se manter mais amenas ou até mesmo acima da média em boa parte do centro-sul do país.

Apesar disso, não se descarta a possibilidade de uma ou duas novas massas de ar frio na segunda metade do mês. No entanto, Gabriel destaca que essas incursões devem ser menos intensas do que o evento atual, sinalizando um padrão de contrastes ao longo do mês: frio rigoroso no início e tempo mais estável e quente no final.

Com o avanço do inverno e a influência de padrões atmosféricos neutros, os produtores rurais devem permanecer atentos às variações bruscas no clima. A oscilação entre frio extremo e temperaturas elevadas pode impactar diretamente no desenvolvimento de culturas agrícolas e na produtividade do campo.





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recuo nos preços é impulsionado por dólar e pressão de compradores


Os preços do algodão em pluma registraram forte retração ao longo de junho, pressionados por fatores tanto externos quanto internos. A combinação entre a valorização do real frente ao dólar e a queda nos preços internacionais comprometeu a competitividade das exportações, refletindo diretamente na formação de preços no mercado brasileiro.

Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, acumulou queda de 6,16% entre os dias 30 de maio e 30 de junho. No último dia do mês, a cotação fechou em R$ 4,1456 por libra-peso, o menor valor nominal desde 17 de fevereiro de 2025, quando o indicador marcou R$ 4,1153/lp.

Além da paridade de exportação desfavorável, o mercado doméstico também contribuiu para o recuo nos preços. Os compradores demonstraram menor apetite e exerceram pressão por valores mais baixos. Ao mesmo tempo, vendedores se mostraram mais flexíveis nas negociações, o que aumentou a liquidez e acelerou a queda nas cotações.

A média mensal de junho foi de R$ 4,2901/lp, uma retração de 2,4% em relação à média de maio. Ainda assim, quando comparado ao mesmo período do ano passado, o valor ficou 9,1% acima, em termos nominais, evidenciando que o mercado ainda opera em patamar superior ao de 2024.

A conjuntura atual coloca o produtor de algodão diante de um cenário de cautela, especialmente no que diz respeito às vendas. A volatilidade cambial e as incertezas sobre a demanda global têm exigido maior atenção dos agentes quanto ao momento ideal para comercialização.

Com o avanço da colheita e a entrada de mais oferta no mercado interno nos próximos meses, o setor segue atento aos desdobramentos da economia internacional e à movimentação dos estoques. A manutenção ou reversão do atual movimento de baixa dependerá, sobretudo, da demanda externa e do comportamento do dólar.





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Farelo de soja tem queda em Mato Grosso com aumento da oferta



Farelo de soja caiu 1,51% no estado




Foto: Leonardo Gottems

Os preços do farelo e do óleo de soja registraram queda na última semana em Mato Grosso, refletindo o comportamento dos mercados internacional e interno. Segundo informações do boletim informativo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o recuo está diretamente ligado à maior oferta de derivados da soja e à pressão negativa do petróleo no cenário global.

De acordo com o Imea, o farelo de soja caiu 1,51% no estado, encerrando a semana com média de R$ 1.537,75 por tonelada. A retração acompanhou o aumento da oferta do proteico no mercado local, além da queda de 2,17% na cotação do produto na Bolsa de Chicago (CBOT), que fechou cotada em US$ 278,25 por tonelada.

O óleo de soja também apresentou recuo, com desvalorização de 0,25% no mercado mato-grossense. A média semanal ficou em R$ 5.757,33 por tonelada. A queda foi influenciada principalmente pelo recuo de 4,45% nas cotações da CME Group, que fecharam em US$ 52,34 por libra-peso, puxadas pela redução no preço do petróleo Brent.

Apesar das pressões recentes, o valor do óleo de soja ainda se mantém elevado em relação ao ano passado. Conforme dados do Imea, a cotação atual está 28,66% acima do registrado no mesmo período de 2024, evidenciando que o mercado ainda encontra sustentação em fundamentos como a demanda por biocombustíveis.

Nesse contexto, a aprovação da mistura B15 — que aumenta a proporção de biodiesel no diesel comercializado no país — deve estimular a demanda por óleo de soja nos próximos meses. Essa mudança pode se tornar um fator de suporte aos preços no estado, mesmo diante de oscilações externas. 





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Paraná desponta como novo polo de etanol de milho no Brasil



Outro diferencial do estado está na infraestrutura



Outro diferencial do estado está na infraestrutura
Outro diferencial do estado está na infraestrutura – Foto: Pixabay

O Paraná tem se consolidado como destaque na produção de etanol de milho, com potencial para alcançar 6,2 milhões de litros, quase o dobro da capacidade estimada em regiões tradicionais como Nova Mutum (MT). Segundo dados da EEmovel Agro, a área de abrangência de 120 km a partir de Campo Mourão concentra mais de 3,1 milhões de hectares de milho na segunda safra, resultando em cerca de 259 milhões de sacas do grão.

A construção da usina da COAMO em Campo Mourão fortalece essa tendência. Com capacidade de processar 1,7 mil toneladas de milho por dia e produzir 765 mil litros de etanol diários, o projeto representa um investimento de R\$ 1,7 bilhão. Apesar da predominância da soja, o milho ganha cada vez mais espaço em municípios como Ubiratã, Mamborê e Campina da Lagoa, consolidando-se como a segunda cultura mais importante da região.

Outro diferencial do estado está na infraestrutura. O Paraná possui 5.182 silos com capacidade total de armazenamento de quase 39 milhões de toneladas, o que garante eficiência logística e maior atratividade para novos empreendimentos voltados ao biocombustível.

Para Luiz Almeida, Diretor de Operações Agro da EEmovel Agro, o estado reúne todas as condições para se tornar um polo nacional do etanol de milho. A combinação entre produção em larga escala, capacidade de armazenagem e investimentos em processamento fortalece a competitividade paranaense e impulsiona o desenvolvimento sustentável no setor.

“A capacidade produtiva da região, aliada à estrutura para armazenamento e processamento, coloca o estado em vantagem competitiva importante, comparado a outras regiões tradicionalmente produtoras, como o Mato Grosso. Isso deve atrair mais investimentos e gerar desenvolvimento econômico local”, explica.

 





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Milho mais barato pressiona rentabilidade em Mato Grosso



Safra cheia derruba preço do milho




Foto: Canva

O mercado do milho em Mato Grosso segue sob pressão com a intensificação da colheita da segunda safra. Segundo informações do boletim informativo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), entre os dias 23 e 27 de junho, o preço médio da saca no estado fechou em R$ 39,84, o que representa uma queda de 0,79% em relação à semana anterior.

Esse valor tem se aproximado perigosamente do preço mínimo estabelecido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para 2025, fixado em R$ 35,91 por saca. O Imea destaca que esse encurtamento entre os dois patamares é reflexo direto da expectativa de maior produção da safra 2024/25 em comparação ao ciclo anterior. Com o aumento da oferta, a pressão sobre os preços tende a se intensificar nas próximas semanas.

Historicamente, quando o valor médio de mercado fica abaixo da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), o governo pode adotar medidas de apoio ao produtor rural, como a realização de leilões para a formação de estoques públicos. Essas ações visam assegurar uma remuneração mínima ao agricultor, como já ocorreu em safras anteriores, como as de 2016/17 e 2022/23.

Entretanto, a efetivação dessas políticas depende de uma série de fatores, como decisão política, disponibilidade orçamentária e uma solicitação formal por parte dos produtores ou entidades representativas. Ainda segundo o Imea, mesmo quando implementadas, essas ações nem sempre conseguem absorver todo o volume excedente do mercado.

 





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Vazio sanitário da soja começa no RS



Proibido cultivar soja no RS até setembro: entenda o vazio sanitário




Foto: AgrolinkFito

O Rio Grande do Sul inicia nesta quinta-feira, 3 de julho, o período do vazio sanitário da soja, medida para controle da ferrugem asiática. Até 30 de setembro, está proibida a presença de plantas vivas de soja em qualquer fase de desenvolvimento nas lavouras do estado. A restrição de 90 dias segue determinação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e tem como objetivo interromper o ciclo do fungo causador da doença.

Segundo informações da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), o vazio sanitário, aliado ao calendário oficial de semeadura — que será de 1º de outubro de 2025 a 28 de janeiro de 2026 —, é uma das principais estratégias de defesa fitossanitária para garantir a produtividade da soja no estado. A ferrugem asiática é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi e está entre as doenças mais severas enfrentadas pelos produtores brasileiros.

“O período de vazio sanitário e o calendário de semeadura adotado para a soja no Rio Grande do Sul se consolida como estratégia de enfrentamento da ferrugem asiática, para garantir o manejo da praga, a manutenção das ferramentas químicas e a produtividade da cultura para nosso estado”, destacou Ricardo Felicetti, diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi.

O Estado mantém um programa próprio de monitoramento da ferrugem asiática, com atuação nas principais regiões produtoras. Esse sistema é baseado na detecção de esporos da doença associada a dados meteorológicos, permitindo a elaboração de mapas que indicam a probabilidade de ocorrência do fungo.





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