quarta-feira, março 11, 2026

Política & Agro

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Mais de 500 máquinas entregues a municípios de Mato Grosso


Em Mato Grosso, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, realizou a entrega de mais 310 máquinas do Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq), iniciativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) que contemplou as 142 prefeituras do estado. A entrega ocorreu nesta terça-feira (16) em Cuiabá e, com este novo repasse, Mato Grosso já totaliza mais de 500 máquinas e equipamentos disponibilizados pelo governo federal aos municípios.

Durante a cerimônia, o ministro Carlos Fávaro destacou que o Promaq integra o conjunto de políticas públicas retomadas no governo do presidente Lula, com foco em aumento de produtividade, modernização da infraestrutura municipal e redução das desigualdades regionais. “Este ano vamos chegar a 5 mil equipamentos entregues aos municípios brasileiros. É uma política estruturante, desenvolvida com o apoio de parlamentares, senadores e deputados federais. Só no estado de Mato Grosso já estamos nos aproximando de 500 equipamentos entregues nas mais diversas parcerias, incluindo emendas parlamentares,” afirmou.

O ministro ressaltou ainda que o Estado conta com o apoio direto de instituições parceiras. “Com a parceria da Universidade Federal de Mato Grosso, são aproximadamente 100 equipamentos, incluindo tratores. No total, são cerca de 500 equipamentos – tratores, máquinas da linha amarela, caminhões e implementos – entregues para Mato Grosso. Tudo isso para ampliarmos a capacidade de prestação de serviços à população mato-grossense e brasileira,” completou.

Nesta nova fase do programa, as prefeituras do estado receberam 310 máquinas, resultado de um investimento superior a R$ 157 milhões. Entre os equipamentos entregues estão tratores, motoniveladoras, pás-carregadeiras, retroescavadeiras, rolos compactadores e caminhões, que irão reforçar as ações de recuperação, manutenção e melhoria da infraestrutura municipal, essencial para a circulação da produção agropecuária e para o atendimento às comunidades rurais.

Em Mato Grosso, estado de grande extensão territorial e com centenas de comunidades rurais que dependem diretamente de estradas vicinais, o Promaq desempenha papel estratégico no fortalecimento das cadeias produtivas, na garantia da mobilidade e na ampliação do acesso da população a serviços públicos essenciais.





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Estresse hídrico afeta pastagens no Rio Grande do Sul


A seca prolongada tem impactado negativamente as pastagens no Rio Grande do Sul, com fortes sinais de estresse hídrico. A falta de chuvas e as altas temperaturas têm desacelerado o crescimento das pastagens anuais e perenes, afetando a oferta de massa verde em diversas regiões do estado. De acordo com a Emater/RS-Ascar, o estresse hídrico tem sido evidente, especialmente nas áreas de capim-sudão e milheto, que têm murchado severamente durante o dia, diminuindo a palatabilidade da forragem.

Em várias regiões, o campo nativo, que vinha se desenvolvendo bem, também entrou em fase de estagnação após um novo período sem precipitações. A situação é ainda mais crítica em áreas de solos rasos, pedregosos e arenosos, que enfrentam maior pressão de pastejo, aumentando o risco de compactação do solo e reduzindo a capacidade de retenção de água. A escassez de umidade também tem retardado atividades como a adubação nitrogenada e a implantação de pastagens, que só poderão ser retomadas quando o solo apresentar condições adequadas.

Na região administrativa de Bagé, as pastagens anuais de verão estão praticamente paralisadas devido à baixa umidade do solo. Em Hulha Negra, o estresse hídrico tem afetado severamente o trevo-branco, enquanto as áreas com trevo-vermelho mostram melhor tolerância. No município de Lavras do Sul, a falta de chuvas por cerca de 20 dias resultou em campos amarelados e murchos, especialmente nas horas mais quentes do dia. Já em São Gabriel, os campos permanecem secos, com poucas novas rebrotas.

Em Caxias do Sul, o desenvolvimento inicial das pastagens foi favorecido pelas altas temperaturas e luminosidade, mas a ausência de chuvas tem dificultado a manutenção da umidade do solo. Em Erechim, apesar da seca, ainda se observa desenvolvimento satisfatório nas pastagens nativas e perenes de verão nas áreas com melhor manejo. Já em Frederico Westphalen, o milheto, sorgo e aveia de verão estão se desenvolvendo bem, oferecendo volume adequado de forragem, mas a combinação de calor intenso e baixa chuva já preocupa quanto à disponibilidade futura de pasto.

Nas regiões de Ijuí e Passo Fundo, a semeadura das forrageiras foi interrompida devido à baixa umidade, e os produtores têm intensificado a armazenagem de feno. Em Pelotas, as pastagens perenes, como Jiggs/tifton, estão em boas condições, mas o desenvolvimento de outras espécies foi limitado pela falta de chuvas. A situação é semelhante em Porto Alegre, onde o crescimento do campo nativo foi retardado e o avanço das pastagens recém-implantadas também estagnou.

Na região de Santa Maria, estima-se que a disponibilidade de forragem tenha diminuído entre 30% e 40%, levando alguns produtores a adotar a irrigação como estratégia para mitigar os efeitos da estiagem e manter a cobertura mínima necessária para o pastejo. Em Santa Rosa, apesar da escassez de chuvas, a oferta de forragem ainda está satisfatória, embora algumas áreas já apresentem sinais de senescência nas plantas.

 





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Altas temperaturas impactam lavouras de pepino no RS



A colheita de pepino segue em andamento em diferentes regiões do Rio Grande do Sul



Foto: Pixabay

A colheita de pepino segue em andamento em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, mas as altas temperaturas têm imposto desafios à produção, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (11). Em Soledade, a colheita de pepino para consumo in natura e para a indústria continua, porém o calor excessivo tem prejudicado a cultura, mesmo em áreas irrigadas. Segundo o levantamento, a elevada taxa de evapotranspiração tem provocado abortamento de flores. O preço pago ao produtor está em R$ 5,50 por quilo.

Na região de Lajeado, no município de São Sebastião do Caí, as lavouras de pepino para conserva apresentam desenvolvimento considerado adequado. Apesar disso, há expectativa de redução na produção e nos preços nas próximas semanas, em razão do aumento da oferta regional. O informativo aponta que, do ponto de vista fitossanitário, foram registrados pulgões, ácaros e mosca-branca, pragas que vêm sendo controladas por meio de manejo adequado. Também foram observados abortamentos florais e queimaduras em folhas e frutos, associados ao excesso de calor, o que pode comprometer parte do pegamento. A comercialização ocorre de forma regular, com preços entre R$ 80,00 e R$ 100,00 por caixa de 18 quilos.

Em Bom Princípio, a produção é considerada compatível com o período, mesmo diante de dias com temperaturas elevadas. As plantas apresentam bom desempenho e, até o momento, não há registro de problemas fitossanitários relevantes. No entanto, episódios de calor intenso causaram queimaduras pontuais em frutos de pepino salada, reduzindo a qualidade comercial de parte da produção. O mercado segue relativamente estável, com oscilações típicas da época. O pepino tipo salada é comercializado em torno de R$ 50,00 por caixa de 20 quilos, enquanto o tipo japonês varia entre R$ 45,00 e R$ 60,00 por caixa de 18 quilos.





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Endividamento e estiagem pressionam agro do Rio Grande do Sul, diz Farsul


A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) realizou, nesta terça-feira (11), uma coletiva de imprensa para avaliar o desempenho do setor agropecuário em 2025 e apresentar perspectivas para 2026. O encontro contou com a presença do presidente da entidade, Gedeão Pereira, que também assumirá como primeiro vice-presidente gaúcho da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do presidente eleito para o próximo mandato, Domingos Velho Lopes, e do economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz.

O encontro foi conduzido por Gedeão Pereira, que encerra seu mandato em 31 de dezembro. Ao abrir a coletiva, ele relembrou sua trajetória à frente da entidade e destacou o momento de transição institucional. “É a primeira vez em 29 anos que fazemos uma transmissão do cargo da Presidência na Federação da Agricultura”, afirmou. Gedeão assumiu a presidência após o falecimento de Carlos Rivaci Sperotto e, no último dia 9 de dezembro, tomou posse como 1º vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), cargo inédito para um representante gaúcho.

Ao avaliar o contexto político e econômico, o presidente da Farsul ressaltou a importância de 2026 para o futuro do agronegócio. Segundo ele, o próximo ciclo eleitoral terá impacto direto sobre o setor no Rio Grande do Sul e no país. “Hoje nós vivemos em um Brasil absolutamente indefinido quanto ao seu futuro. Os bons economistas do Brasil estão apontando para uma crise em que nosso País está se afundando”, declarou.

Gedeão Pereira também chamou atenção para os efeitos da crise climática sobre a economia estadual. Conforme destacou, a recorrência de eventos extremos comprometeu a renda e o consumo no Rio Grande do Sul. “Nos últimos cinco anos, bilhões de reais deixaram de circular no bolso dos gaúchos. Nosso Estado é majoritariamente agrícola. Quando a agricultura falha, a riqueza deixa de circular entre todo nosso povo”, afirmou.

O presidente eleito da Farsul, Domingos Velho Lopes, que assume o comando da entidade no início de 2026, afirmou que dará continuidade ao trabalho técnico desenvolvido pelo Sistema Farsul e buscará ampliar o diálogo com a sociedade, especialmente nos centros urbanos. “Nossa meta é defender o produtor rural, ratificar o que fazemos tecnicamente, e valorizar essa aproximação com a população urbana. Nós precisamos mostrar que somos o maior exportador líquido de alimentos do mundo”, disse.

Durante a coletiva, o economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, apresentou o balanço econômico do setor agropecuário em 2025 e detalhou a situação da agricultura gaúcha. Segundo ele, o estado enfrenta a quinta safra consecutiva com perdas. “Estamos na quinta safra consecutiva com perdas. Nós vamos ter uma perda de 6% na produção de grãos em comparação com a safra de 2024, que foi um ano muito ruim. O setor está em uma situação em que não conseguimos sair do fundo do poço”, declarou.

Ao analisar o desempenho econômico nacional, Antônio da Luz afirmou que o Brasil perdeu competitividade nas últimas duas décadas. De acordo com ele, o país deixou de acompanhar o crescimento de outras economias. “Aqui falamos de crescimento, de desenvolvimento econômico, de bem-estar social, de segurança, de saúde”, pontuou. O economista alertou para uma desaceleração mais intensa da economia em 2026 e defendeu mudanças no modelo de investimento. “Nós não vamos atingir estabilidade econômica com um fiscal desequilibrado e sem segurança jurídica”, afirmou.

Em relação ao Rio Grande do Sul, Da Luz destacou que o desempenho estadual é ainda mais desfavorável quando comparado ao restante do país. “O ranking da taxa de crescimento estadual coloca o RS na 26ª posição. De 2019 para cá, perdemos 11 pontos percentuais em relação ao País”, disse.

Segundo o economista-chefe da Farsul, os efeitos da estiagem vão além da atividade agropecuária e impactam toda a sociedade gaúcha. Ele apresentou dados que relacionam períodos de seca à redução do crescimento populacional. “O RS cresceu 1,8% entre 2010 e 2022. Santa Catarina cresceu 22%, Paraná cresceu 9,6%. Nós estamos perdendo jovens”, afirmou.

Ao tratar da situação financeira dos produtores, Antônio da Luz ressaltou que o endividamento tende a se manter mesmo diante de uma eventual recuperação da produção. “O endividamento vai continuar. Mesmo que a gente colha uma boa safra, esse problema vai permanecer”, declarou. Ele relacionou esse cenário ao desequilíbrio fiscal, à inflação e aos juros elevados. “Nosso Estado está ficando para trás. E isso traz consequências para toda a população, não só para o produtor”, concluiu.





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Algodão amplia área e mantém força nas exportações



As estimativas mais recentes indicam crescimento de 2,5% na área


As estimativas mais recentes indicam crescimento de 2,5% na área
As estimativas mais recentes indicam crescimento de 2,5% na área – Foto: Canva

O algodão brasileiro segue ampliando sua importância no cenário global e reforçando a competitividade do país no mercado internacional de fibras, segundo a Rizobacter do Brasil. O atual ciclo combina expansão da área cultivada, liderança nas exportações e concentração da produção em regiões altamente tecnificadas, fatores que sustentam as perspectivas positivas para o setor, mesmo diante das incertezas do ambiente econômico externo.

As estimativas mais recentes indicam crescimento de 2,5% na área destinada ao algodão, sinalizando maior confiança dos produtores. Embora o Mato Grosso, principal estado produtor, esteja em período de entressafra, outras regiões já avançam com o calendário agrícola. Em São Paulo, por exemplo, a safra teve início em outubro, contribuindo para a regularidade da oferta nacional.

No comércio internacional, o Brasil mantém a posição de maior exportador mundial de algodão em pluma. Esse desempenho está associado ao uso intensivo de tecnologia no campo, à adoção de práticas sustentáveis e à rastreabilidade do produto, características cada vez mais exigidas pelos mercados compradores. Mato Grosso e Bahia continuam liderando a produção, respondendo por grande parte do volume nacional e pela qualidade da fibra brasileira.

Mesmo em um cenário global marcado por volatilidade, a expectativa é de continuidade no crescimento das exportações, com volumes que podem superar 3 milhões de toneladas de pluma. Nesse contexto, a Rizobacter do Brasil destaca seu posicionamento ao lado do cotonicultor, oferecendo soluções voltadas à maximização do potencial produtivo das lavouras, desde o tratamento de sementes até a colheita, contribuindo para ganhos de eficiência e desempenho no campo.

 





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O preço da soja vai cair?



A oferta brasileira permanece como um dos principais fatores de peso sobre as cotaçõe


A oferta brasileira permanece como um dos principais fatores de peso sobre as cotações
A oferta brasileira permanece como um dos principais fatores de peso sobre as cotações – Foto: Pixabay

O mercado internacional da soja segue marcado por um quadro de ampla oferta e incertezas quanto ao ritmo da demanda, o que mantém os preços futuros pressionados. Análise da TF Agroeconômica indica que a combinação entre produção elevada na América do Sul e desempenho fraco das exportações dos Estados Unidos sustenta um ambiente majoritariamente baixista para o curto e médio prazos.

A oferta brasileira permanece como um dos principais fatores de peso sobre as cotações. Apesar de um ajuste recente, a projeção oficial aponta produção em torno de 177,1 milhões de toneladas em 2025/26, ainda com viés de recorde. A recuperação de áreas do Sul após problemas climáticos amplia a disponibilidade do grão sul-americano no mercado global e reduz a necessidade imediata de valorização dos preços no CBOT. Esse cenário é reforçado pela oferta global robusta, que limita movimentos de alta antes do início da próxima safra.

Nos Estados Unidos, o ritmo das exportações segue significativamente abaixo do registrado no ano comercial anterior. Esse atraso pressiona os contratos futuros, refletindo excesso relativo de oferta doméstica e perda de espaço para o produto brasileiro no comércio internacional, o que intensifica a pressão baixista no curto e médio prazos.

Do lado da demanda, a China deve elevar o consumo, mas ainda há incertezas sobre a efetiva execução dos contratos e o ritmo das importações. Projeções oficiais indicam crescimento, enquanto estimativas de mercado trabalham com volumes ainda maiores, embora as compras confirmadas permaneçam aquém do histórico recente. Caso haja aceleração consistente, parte da oferta adicional pode ser absorvida, oferecendo algum suporte às cotações.





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Cotações da soja recuam em Chicago com foco na China


O mercado internacional da soja encerrou a semana pressionado por incertezas sobre a demanda e pelo avanço da oferta global, refletindo um ambiente de cautela entre os investidores. De acordo com a TF Agroeconômica, os contratos negociados na Bolsa de Chicago fecharam o dia e a semana em baixa, diante do ritmo fraco de compras pela China e do anúncio de um novo leilão estatal no país asiático.

O contrato de soja com vencimento em janeiro recuou 1,53%, encerrando a US$ 10,76,75 por bushel, enquanto o março caiu 1,45%, para US$ 10,86,75. No complexo, o farelo de soja para janeiro teve leve alta diária de 0,13%, a US$ 302,50 por tonelada curta, mas o óleo de soja registrou queda de 1,48%, fechando a US$ 50,07 por libra-peso. No acumulado da semana, a soja perdeu 2,58%, o equivalente a 28,50 cents por bushel, o farelo recuou 1,59% e o óleo apresentou baixa mais intensa, de 3,13%.

A pressão sobre os preços está associada à perda de fôlego observada após a trégua tarifária, levando as cotações de volta aos níveis do fim de outubro. O mercado segue atento às compras chinesas, especialmente à expectativa de aquisição de até 12 milhões de toneladas ainda neste ano, volume citado por autoridades norte-americanas. Com relatórios de vendas atrasados e atualização completa prevista apenas para o início de janeiro, os operadores trabalham com números oficiais de 3,377 milhões de toneladas já negociadas ou com estimativas especulativas que apontam para 50% a 60% da meta. O cancelamento de 100 mil toneladas e o anúncio, pela estatal Sinograin, de um leilão de 500 mil toneladas para o mercado interno reforçaram o tom defensivo.

Além disso, o avanço da colheita de uma safra recorde no Brasil e a redução dos impostos de exportação de grãos na Argentina ampliam a percepção de oferta, contribuindo para a pressão baixista em Chicago.

 





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Confira como está o mercado da soja


O Rio Grande do Sul concentra hoje o maior grau de incerteza da safra nacional, segundo informações da TF Agroeconômica. “Para pagamento em dezembro, com entrega em dezembro, os preços no porto foram reportados a R$ 142,00/sc semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 132,14/sc semanal em Cruz Alta, salvo por Santa Rosa a R$ 136,00. Já em Panambi, o mercado físico apresentou manutenção, com o preço de pedra recuando para R$ 121,00/sc, sinalizando maior resistência local ao ritmo comprador”, comenta.

Em Santa Catarina, os produtores, atentos ao risco climático contínuo, priorizam o armazenamento como estratégia defensiva, aguardando normalização do line-up para negociar volumes maiores. “Mesmo com o plantio de soja finalizado, a instabilidade climática persiste como fator de preocupação após danos por granizo em novembro, reforçando a necessidade de gestão criteriosa do estoque físico. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 142,52 (-0,08%)”, completa.

No Paraná, qualquer gargalo logístico no corredor de exportação tende a se refletir rapidamente em queda nos preços de balcão, reforçando o armazenamento como principal ferramenta de defesa comercial. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 141,82. Em Cascavel, o preço foi R$ 131,15 (-0,38%). Em Maringá, o preço foi de R$ 130,29 (-0,50%). Em Ponta

Grossa o preço foi a R$ 133,39 (+0,13%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 142,52 (+0,23%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 122,00”, indica.

No mercado físico do Mato Grosso do Sul, a soja opera com estabilidade, sustentada pela demanda interna e pela possibilidade de direcionamento tanto ao mercado externo quanto à indústria doméstica. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 128,20 (+1,09%), Campo Grande em R$ 128,20 (+1,09%), Maracaju em R$ 128,20 (+1,09%), Chapadão do Sul a R$ 123,56 (+0,26%), Sidrolândia a em R$ 128,20 (+1,09%)”, informa.

Mato Grosso segue como o principal pilar da oferta nacional de soja. “Campo Verde: R$ 122,70 (+0,02%). Lucas do Rio Verde: R$ 119,85 (+0,95%), Nova Mutum: R$ 119,85 (+0,95%). Primavera do Leste R$ 122,70 (+0,02%). Rondonópolis: R$ 122,70 (+0,02%). Sorriso: R$ 119,85 (+0,95%)”, conclui.

 





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Alta do milho ganha força


O mercado de milho vive um momento de valorização tanto no cenário internacional quanto no Brasil, impulsionado principalmente pela força da demanda e por ajustes nas expectativas de oferta. Segundo análise da TF Agroeconômica, o viés atual é claramente positivo para os preços, apesar de fatores que podem atuar como limite no médio prazo.

No mercado internacional, a tendência de alta é sustentada por exportações recordes dos Estados Unidos e estoques mais apertados. O Departamento de Agricultura dos EUA elevou a projeção de exportações da safra 2025/26 para 81,28 milhões de toneladas, o maior volume da história, reforçando a competitividade do milho americano. As vendas semanais também surpreenderam, com 2,38 milhões de toneladas negociadas em meados de novembro, acima das estimativas do setor privado, além de novos negócios confirmados para destinos não revelados. 

Esse ritmo consistente de demanda tem dado suporte às cotações na Bolsa de Chicago, onde os contratos se aproximaram de US$ 4,40 por bushel, patamar não visto desde junho. A demanda adicional do setor de etanol, que registrou níveis semanais recordes de produção, também contribui para absorver mais milho.

No Brasil, o movimento altista é impulsionado pela demanda interna aquecida, retração dos vendedores e riscos relacionados à safrinha. Os preços no mercado físico se aproximam de R$ 70 por saca, enquanto os contratos na B3 chegaram a R$ 76. Indústrias e exportadores seguem ativos, ao mesmo tempo em que produtores reduzem a oferta imediata. A preocupação com atrasos na janela de plantio da segunda safra aumenta a percepção de menor disponibilidade futura, sustentando as cotações no curto prazo.

Como contraponto, a oferta aparece como principal fator de equilíbrio. A Conab revisou a produção brasileira para 138,88 milhões de toneladas, acima da estimativa do USDA, além de manter projeção mais elevada para as exportações. Esse volume maior pode limitar a valorização internacional no médio prazo, mas, no momento, o mercado reage mais à força das exportações americanas e à demanda interna brasileira.

 





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Milho encerra semana de queda com ritmo lento de negócios


Os contratos futuros de milho encerraram a sexta-feira e o acumulado da semana em queda na B3, em um cenário marcado por negociações lentas e menor interesse comprador no encerramento do ano. De acordo com a TF Agroeconômica, a retração da demanda pelo cereal tem limitado os negócios no mercado futuro e também se reflete no mercado físico, que vinha de um período prolongado de valorização.

Na comparação semanal, a Média Cepea registrou recuo de 1,19%, sinalizando arrefecimento nos preços internos. O movimento negativo foi reforçado pela desvalorização do dólar, que caiu 0,41%, e pelo desempenho da Bolsa de Chicago, que recuou 0,72% no dia, adicionando pressão às cotações domésticas. Ainda assim, os preços nos portos seguem sustentados pela taxa de câmbio acima de R$ 5,40, o que permitiu avanço de 0,89% no valor FOB do milho destinado à exportação.

Diante desse quadro, os principais vencimentos negociados na B3 fecharam em baixa. O contrato janeiro de 2026 encerrou cotado a R$ 71,91, com perda diária de R$ 0,36 e recuo semanal de R$ 2,32. O vencimento março de 2026 terminou a sessão a R$ 74,88, apresentando queda de R$ 0,27 no dia e de R$ 1,26 na semana. Já o contrato de maio de 2026 fechou a R$ 74,25, com baixa diária de R$ 0,11 e desvalorização semanal de R$ 1,27.

No mercado internacional, o milho negociado na Bolsa de Chicago também encerrou o dia e a semana em baixa. O contrato dezembro caiu 0,86%, a US$ 4,31 por bushel, enquanto março recuou 1,29%, para US$ 4,40 por bushel. A pressão veio principalmente da forte queda da soja, apesar do equilíbrio entre a ampla oferta e a boa demanda interna e externa.

Dados do censo indicaram que as exportações americanas de milho somaram 6,29 milhões de toneladas em setembro, alta de 9,1% frente ao mês anterior e avanço expressivo de 60,9% na comparação anual. Os embarques de etanol alcançaram 148,4 milhões de galões no mesmo período, refletindo demanda firme no mercado internacional. Mesmo com esses indicadores positivos, o milho em Chicago acumulou queda semanal de 0,90%.

 





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