terça-feira, março 24, 2026

Política & Agro

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Paraná pode colher 423 mil toneladas de cevada em 2025


O plantio da cevada no Paraná alcançou 90% da área prevista para a safra de 2025, segundo dados do Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). O avanço de 13 pontos percentuais na primeira semana de julho foi favorecido pela boa disponibilidade de água no solo e pela previsão de tempo firme, o que deve garantir a conclusão da semeadura ainda neste mês.

As lavouras vêm sendo implantadas em condições consideradas favoráveis. “A expectativa é de que o ritmo de plantio continue nas próximas semanas, com condições propícias à cultura”, informou o boletim. No entanto, os técnicos alertam para possíveis impactos pontuais das geadas registradas até o momento. Também há preocupação com o excesso de umidade e a baixa incidência de radiação solar em determinados dias, fatores que podem aumentar a incidência de doenças. Segundo o Deral, as aplicações de fungicidas já foram retomadas para conter esse risco.

A previsão meteorológica indica baixa probabilidade de geadas fortes e generalizadas ao longo de julho, o que reforça a projeção positiva para o ciclo atual. Até o momento, 90% das lavouras estão em boas condições, enquanto 10% apresentam situação considerada mediana. Apenas uma parcela mínima encontra-se em condição ruim.

Para 2025, a produção paranaense de cevada está estimada em 423 mil toneladas, volume 43% superior ao registrado em 2024, quando foram colhidas 296 mil toneladas. Esse crescimento é impulsionado pelo aumento de 20% na área cultivada, que deve atingir 96,9 mil hectares ao final da semeadura, ante os 80,5 mil hectares do ciclo anterior.

Segundo o Deral, o resultado dependerá da produtividade ao longo da safra. Em 2024, a média foi de 3,7 toneladas por hectare, impactada pela seca nos Campos Gerais. A expectativa para 2025 é de 4,4 toneladas por hectare, desde que não ocorram eventos climáticos adversos como seca prolongada, geadas tardias ou excesso de chuvas durante a colheita.

Embora alguns produtores iniciem a colheita em agosto, a intensificação dos trabalhos está prevista apenas a partir de outubro.





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Qualidade da mandioca cai após geadas



Temperaturas negativas afetam raízes no campo




Foto: Canva

As lavouras de mandioca do Rio Grande do Sul foram impactadas pelas geadas registradas nos últimos dias, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar. Na região administrativa de Santa Rosa, o frio intenso provocou o encerramento do ciclo vegetativo de plantas que ainda apresentavam folhas, além de reduzir a qualidade das raízes.

De acordo com a Emater, o índice exato de danos ainda será confirmado, mas há preocupação com o endurecimento da casca da raiz em função das baixas temperaturas. A situação também pode comprometer a implantação dos novos cultivos. “Os produtores que não armazenaram ramas devem enfrentar dificuldades, especialmente devido às geadas intensas e às temperaturas que chegaram a níveis inferiores a 0 °C”, informa o boletim.

Na mesma região, o preço da mandioca com casca está em R$ 4,00 por quilo, enquanto a descascada é comercializada entre R$ 7,50 e R$ 9,00 o quilo.

Na região de Soledade, a colheita segue em andamento. No entanto, as geadas e o frio também levantam dúvidas sobre a qualidade das raízes. Os preços praticados nesta safra variam entre R$ 20,00 e R$ 25,00 por caixa de 22 quilos, valores considerados inferiores aos registrados em períodos anteriores.





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queda na arroba bovina marca início de julho



Concorrência com frango segura preço da carne




Foto: Pixabay

A cotação da arroba bovina apresentou queda de 3,72% nos primeiros dias de julho, sendo negociada a R$ 305,60 (equivalente a US$ 56,11), conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A informação consta no Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (10) pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Segundo o Deral, o cenário nacional mostra que os abatedouros vêm operando com escalas de abate suficientemente amplas, o que lhes permite maior poder de barganha na hora de negociar preços com produtores. “Essa condição tem contribuído para segurar as cotações da arroba”, destaca o boletim.

No atacado paranaense, os preços tiveram ligeira elevação entre o fim de junho e a primeira semana de julho. O movimento foi impulsionado pela entrada dos salários na economia, o que costuma estimular o consumo. Conforme a pesquisa de preços do Deral, o dianteiro bovino foi comercializado por R$ 19,07 por quilo, enquanto o traseiro atingiu R$ 25,25 por quilo.

Apesar do leve aumento observado no Paraná, a concorrência com outras proteínas, como carne suína e frango — tradicionalmente mais baratas — continua a pressionar os valores da carne bovina no mercado interno.





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Floração precoce do pêssego preocupa



Pêssego precoce floresce sob risco de geadas




Foto: Pixabay

O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar aponta que os produtores de pêssego da região de Caxias do Sul seguem atentos ao clima diante do avanço da floração em cultivares precoces. Nas áreas onde são cultivadas variedades como PS do Cedo, Rubinel e Kampai, já foram realizadas a poda seca e o arqueamento das pernadas em plantas jovens.

Segundo a Emater, essas cultivares, além de outras de ciclo intermediário, iniciaram o processo de floração, o que tem gerado preocupação entre os agricultores. “A possível ocorrência de geadas severas pode provocar perdas, com queima de flores ou frutos em início de desenvolvimento”, alerta o boletim.

As variedades de ciclo médio e tardio, por outro lado, permanecem em estágio de dormência, o que tem sido favorecido pelas baixas temperaturas dos últimos dias. O período sem chuvas e com dias ensolarados contribuiu para o avanço dos tratos culturais. “Foi possível intensificar a poda de frutificação e realizar tratamentos de inverno com calda sulfocálcica”, informa a Emater.

Na região de Pelotas, as condições de frio continuam mantendo as plantas em dormência, o que auxilia no controle de pragas e doenças. Os produtores seguem realizando manejos culturais e preparando os pomares para a próxima safra. Também está em andamento o plantio de cultivares tardias, como a Eldorado, em resposta à demanda de mercado.





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Agricultores entregam 149 tonelada de alimentos no Espírito Santo



PAA distribui alimentos em São Gabriel e São Mateus




Foto: Pixabay

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) iniciou nesta semana o acompanhamento das entregas de alimentos pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no Espírito Santo. As ações são realizadas em parceria com a Cooperativa Mista de Produção e Comercialização Camponesa do Estado do Espírito Santo (CPC) e envolvem agricultores familiares de São Gabriel da Palha e São Mateus.

Em São Gabriel da Palha, a entrega ocorreu na quarta-feira (9), com a distribuição de aproximadamente 2,7 toneladas de alimentos para instituições socioassistenciais locais. De acordo com a Conab, o projeto prevê a participação de 57 agricultores familiares, que deverão fornecer cerca de 149 toneladas de alimentos ao longo de um a dois anos. A proposta contempla seis unidades recebedoras e deve beneficiar 1.727 pessoas.

A segunda entrega está prevista para esta quinta-feira (10), no município de São Mateus. A operação contará com a participação de 41 produtores, que entregarão 500 quilos de alimentos. O projeto total no município prevê o fornecimento de 604 toneladas para oito unidades recebedoras, com atendimento estimado de 1.100 pessoas durante o período de vigência.

As quantidades previstas para os dois municípios se referem ao volume total programado no âmbito da proposta do PAA, a ser entregue ao longo do tempo de execução do projeto.





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Brasil ainda importa mais arroz do que vende



Expectativa é de que o ritmo das negociações ganhe força nas próximas semanas




Foto: Pixabay

O primeiro semestre de 2025 apresentou mudanças relevantes no fluxo comercial do arroz brasileiro. Enquanto as exportações aumentaram, as importações do grão recuaram. Mesmo assim, o Brasil segue com um saldo negativo na balança do arroz, tendo adquirido volume maior do que embarcou para outros países.

Segundo dados da Secex analisados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), entre janeiro e junho deste ano foram exportadas 613,17 mil toneladas de arroz em equivalente casca, o que representa um avanço de 10,2% na comparação com o mesmo período de 2024. Já as importações recuaram 12,8%, somando 694,5 mil toneladas no acumulado do semestre.

Apesar da queda nas compras externas, o país ainda depende de importações para abastecer o mercado interno. O cenário evidencia a importância de acompanhar as políticas de abastecimento e incentivo à produção nacional, especialmente após os impactos climáticos registrados no sul do país nos últimos meses.

No início de julho, o mercado do arroz em casca no Rio Grande do Sul — principal estado produtor — segue com baixa liquidez. Conforme levantamento do Cepea, os agentes estão cautelosos, aguardando melhores condições de mercado para efetivar negócios. As cotações têm oscilado entre as microrregiões analisadas. Em áreas com maior oferta do produto, os preços recuaram. Por outro lado, em regiões com disponibilidade limitada, houve valorização diante da demanda para reposição de estoques.

O cenário indica que o mercado segue em compasso de espera, com a formação de preços sendo influenciada principalmente pela oferta regional e pelo comportamento do consumo interno. A expectativa é de que o ritmo das negociações ganhe força nas próximas semanas, à medida que o mercado volte a se equilibrar.





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Colheita no Brasil pressiona mercado e preços caem



Tanto o café robusta quanto o arábica vêm registrando desvalorizações




Foto: Pixabay

Os preços do café no mercado brasileiro seguem em queda acentuada, refletindo a intensificação da colheita nacional e a ampliação da oferta disponível. Tanto o café robusta quanto o arábica vêm registrando desvalorizações expressivas, mesmo diante de um cenário de estoques globais ainda limitados.

Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), desde o pico histórico alcançado em 23 de janeiro de 2025, o Indicador CEPEA/ESALQ do café robusta tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, acumulou queda de R$ 1.035,35 por saca de 60 kg — o equivalente a 49,3% de desvalorização. Já o arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto em São Paulo, perdeu R$ 1.008,36 por saca desde o recorde de R$ 2.769,45 registrado em 12 de fevereiro, uma redução de 37,5%.

De acordo com os pesquisadores do Cepea, o avanço consistente da colheita no Brasil tem sido o principal fator de pressão sobre os preços. Com maior volume disponível no mercado físico, as cotações não resistem, mesmo com a persistência de estoques enxutos tanto no Brasil quanto no exterior.

As condições climáticas favoráveis têm contribuído para o bom andamento dos trabalhos de campo, o que eleva a expectativa de uma safra robusta em 2025. No caso do café robusta, a colheita já se aproxima do fim em várias regiões produtoras, o que reforça o impacto imediato no mercado spot. 

O comportamento dos preços em meio a estoques limitados revela a forte influência da oferta pontual nas negociações. O mercado, que até o início do ano operava em patamares recordes, agora lida com uma realidade de retração acelerada e cautela por parte dos produtores.

 





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Plantio de precisão impulsiona produtividade



“Se as plantas não emergem ao mesmo tempo, ocorre competição recursos”



“Se as plantas não emergem ao mesmo tempo, ocorre competição por luz, água e nutrientes"
“Se as plantas não emergem ao mesmo tempo, ocorre competição por luz, água e nutrientes” – Foto: Freepik

A fase do plantio é decisiva para o sucesso de uma safra. Segundo a Embrapa, falhas nesse momento podem comprometer até 30% do potencial produtivo, já que a emergência uniforme, o aproveitamento de nutrientes e o desenvolvimento das plantas são definidos desde o início do cultivo. Nesse cenário, o avanço das tecnologias embarcadas nas plantadeiras tem se tornado fundamental para garantir alta performance no campo.

A base da produtividade está na nutrição do solo e na uniformidade da emergência. Máquinas modernas são capazes de adaptar profundidade e pressão conforme o tipo de solo, evitando compactações ou falhas no sulco. Isso favorece o desenvolvimento radicular e a absorção eficiente de nutrientes. Soluções como o controle automático do Down Force ajudam a manter o posicionamento ideal das sementes, mesmo em condições desafiadoras.

“Se as plantas não emergem ao mesmo tempo, ocorre competição por luz, água e nutrientes. Essa concorrência reduz o potencial de crescimento daquelas que nascem depois, podendo representar uma perda de até 25% na produtividade do milho, por exemplo”, destaca Maximiliano Cassalha, engenheiro e head comercial da Crucianelli no Brasil.

Espaçamento e distribuição também são determinantes. Distâncias muito curtas aumentam a competição entre plantas e reduzem a ventilação, elevando o risco de doenças. Já espaçamentos muito largos desperdiçam área cultivável e favorecem a evaporação do solo. A distribuição irregular das sementes, com falhas ou duplicações, prejudica a emergência uniforme e compromete os tratos culturais e a colheita.

“Realizar um plantio de alta qualidade significa explorar ao máximo o potencial produtivo da lavoura, unindo manejo técnico, conhecimento agronômico e uso inteligente da tecnologia”, conclui o especialista da Crucianelli no Brasil.

 





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Qualidade do algodão preocupa com clima adverso e colheita lenta



Preço atinge menor valor desde novembro




Foto: Canva

A colheita do algodão da safra 2024/25 está enfrentando atrasos devido às chuvas fora de época e às temperaturas mais baixas em importantes regiões produtoras. As condições climáticas desfavoráveis podem ainda comprometer a qualidade da pluma, gerando apreensão entre agentes do setor.

Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), até o dia 5 de julho, apenas 7,3% da área plantada no Brasil havia sido colhida, índice inferior à média de 12% dos últimos cinco anos, conforme informações da Conab. A lentidão nas atividades de campo tem impacto direto na dinâmica do mercado, que já demonstra sinais de enfraquecimento nos preços.

Enquanto vendedores demonstram interesse em liquidar os volumes remanescentes da temporada 2023/24 e honrar contratos previamente firmados, compradores seguem cautelosos. As negociações têm esbarrado em impasses relacionados à qualidade do algodão e aos valores ofertados, que estão abaixo das expectativas dos vendedores, influenciados pelas quedas nas cotações internacionais.

Nos sete primeiros dias de julho, o Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em oito dias, registrou média de R$ 4,1127 por libra-peso, o menor valor nominal desde novembro de 2024. A retração dos preços reforça o ambiente de incerteza no setor, que aguarda melhorias nas condições climáticas para retomar o ritmo da colheita.

Além das preocupações com a qualidade da fibra, há um receio crescente de que os volumes colhidos em clima úmido possam enfrentar maiores exigências nos padrões de comercialização. Isso tem levado parte dos compradores a adotar postura mais conservadora nas compras, aguardando definições mais claras sobre a oferta disponível.

 





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