segunda-feira, março 23, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Como o milho fechou a semana nos estados?


O estado do Rio Grande do Sul segue dependente do milho externo, segundo informações da TF Agroeconômica. “Boa parte do milho que resta no estado está sendo destinado a consumidores menores, como granjas de ovos, ou ao consumo doméstico.As indicações de compra variam conforme a praça: R$ 65,00 em Santa Rosa e Ijuí, R$ 66,00 em Não Me Toque, R$ 67,00 em Marau, Gaurama e Seberi, e R$ 68,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. As pedidas dos vendedores para agosto oscilam entre R$ 66,00 e R$ 70,00/saca”, comenta.

Santa Catarina tem boa safra, mas a rentabilidade preocupa com as poucas oportunidades de mercado. “Em Campos Novos, produtores pedem entre R$ 83,00 e R$ 85,00/saca, enquanto as indústrias oferecem até R$ 75,00. No Planalto Norte, as pedidas giram em torno de R$ 80,00, mas as ofertas continuam limitadas a R$ 75,00. A pouca movimentação e as margens apertadas exigem cautela por parte do produtor, que já começa a segurar investimentos para a próxima safra”, completa.

Colheita avança com boa produtividade no Paraná. “A diferença entre os preços pedidos pelos produtores e as ofertas da indústria mantém o impasse. Enquanto os vendedores pedem em média R$ 76,00/saca FOB, com alguns casos chegando a R$ 80,00, o setor de rações segue ofertando R$ 73,00 CIF, o que impede qualquer retomada mais consistente nas vendas”, indica.

Liquidez baixa e desafios logísticos marcam a safra no Mato Grosso do Sul. “O mercado de milho no Mato Grosso do Sul permanece travado, com liquidez extremamente baixa mesmo após leves ajustes em algumas praças. Em Dourados, por exemplo, houve pequena valorização nos últimos dias, mas o movimento ainda é tímido. A retração de vendedores e compradores continua impedindo avanços nas negociações”, conclui.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Demanda aquecida impulsiona preços da soja, mas frete caro pressiona margens



Produtores apostam em entregas futuras com expectativa de frete menor




Foto: USDA

Os preços da soja registraram nova valorização no mercado brasileiro ao longo da última semana, impulsionados por uma combinação de fatores que reforçam o apetite da demanda tanto no Brasil quanto no exterior. A procura da China, principal compradora do grão, segue intensa e elevou os prêmios de exportação nos portos nacionais, favorecendo a sustentação das cotações.

De acordo com informações divulgadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o movimento de alta foi limitado pelas recentes quedas no dólar e nos preços internacionais da oleaginosa. Além disso, o aumento nos custos de frete rodoviário, intensificado nas últimas semanas, tem reduzido a rentabilidade dos sojicultores brasileiros. O encarecimento logístico é apontado como um dos principais obstáculos no curto prazo.

O levantamento do Cepea também destaca que, diante desse cenário, muitos produtores têm optado por negociar contratos com entrega futura, deixando o mercado spot (de entrega imediata) em segundo plano. A expectativa é de que, com o avanço da colheita do milho safrinha e maior disponibilidade de caminhões, os preços do transporte rodoviário tendam a recuar nos próximos meses.

Essa estratégia de comercialização demonstra cautela por parte dos agricultores, que buscam maximizar a margem de lucro em um ambiente de incertezas cambiais e logísticas. Apesar do bom momento nas exportações, o custo elevado com transporte pode comprometer a competitividade do grão brasileiro no mercado global.

O cenário atual reforça a importância da eficiência logística e da gestão estratégica de contratos por parte dos produtores. Com o mercado externo atento ao fornecimento sul-americano, principalmente após as perdas registradas nos EUA, o Brasil segue como protagonista nas negociações da soja em 2024.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Segunda safra de milho caminha para recorde



A sanidade das lavouras também foi acompanhada



A sanidade das lavouras também foi acompanhada
A sanidade das lavouras também foi acompanhada – Foto: USDA

A segunda safra de milho no Brasil segue em ritmo avançado de colheita e deve alcançar produção recorde de 123,3 milhões de toneladas, segundo levantamento do Rally da Safra, da Agroconsult. O volume representa um crescimento de 19,5% em relação à temporada 2023/24. Considerada por especialistas como a “mãe de todas as safrinhas”, a atual temporada reforça lições importantes para o futuro da agricultura no país, com destaque para a eficiência climática e o uso de tecnologias no campo.

Apesar do atraso no plantio da soja no início do ano, que empurrou o calendário da safrinha, a ocorrência de chuvas em abril e maio foi fundamental para o bom desempenho das lavouras. A produtividade média nacional chegou a 113,8 sacas por hectare, um avanço de 13,1% frente ao ciclo anterior, enquanto o aumento da área plantada foi de 5,9%. Para Douglas Leme, gerente de Marketing e Cultivos para Milho da BASF, o resultado demonstra a coragem dos agricultores e o papel central das tecnologias agrícolas nesse cenário.

A sanidade das lavouras também foi acompanhada de perto pela Agroconsult. Pragas como lagarta-do-cartucho e da espiga foram predominantes, com incidência em até 79% das lavouras no médio norte do Mato Grosso. Já a cigarrinha apareceu em até 47% das propriedades no sul do Mato Grosso do Sul. Para enfrentar esses desafios, Leme reforça a necessidade de manejo preventivo e controle no início do cultivo, evitando perdas severas causadas por pragas e doenças.

Entre as ferramentas adotadas, destaca-se o novo inseticida Efficon®, lançado pela BASF. A inovação atua com efeito imediato de paralisação das pragas e ação prolongada, sendo eficaz no controle da cigarrinha-do-milho e pulgões. Com base no ingrediente ativo exclusivo dimpropiridaz, a solução representa um avanço no controle químico, como aponta o produtor Onivaldo Dante Jr., de Cambé (PR), que relata expectativa de dobrar a eficiência no manejo com o produto.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

o Brasil que nasce do campo


Neste 28 de julho, o Brasil celebra o Dia do Agricultor, uma data que homenageia homens e mulheres que fazem da terra sua missão de vida. Criada em 1960, em referência ao centenário do Ministério da Agricultura, a data marca o reconhecimento a uma das atividades mais antigas e essenciais da humanidade: o cultivo da terra.

Ao longo dos séculos, a agricultura moldou o país. Começou com a extração do pau-brasil, passou pelos engenhos de cana-de-açúcar e pelo ciclo do café, até alcançar os mais modernos sistemas de produção. O que era feito com o carro de boi, hoje evoluiu para tratores inteligentes, sementes geneticamente aprimoradas, conectividade no campo e técnicas sustentáveis como o plantio direto e os sistemas integrados de produção.

Mais do que inovação, a agricultura é resistência. No campo, o dia começa cedo, com sol forte ou chuva pesada, enfrentando estradas difíceis, custos elevados e políticas públicas ainda distantes da realidade rural. Mesmo assim, os agricultores seguem firmes, cultivando com esperança, muitas vezes alimentada pela frase que ecoa entre safras: “o ano que vem vai ser melhor”.

Cada alimento que chega à mesa carrega o esforço de quem planta, colhe, cuida. O pão com manteiga do café da manhã, o arroz com feijão do almoço, a fruta do lanche, o jantar variado — tudo nasce no campo. E, por trás de cada refeição, há o trabalho invisível, mas indispensável, de um agricultor.

Apesar de sua importância, o reconhecimento nem sempre acompanha a dedicação. Muitos produtores enfrentam preços baixos, falta de apoio técnico, crédito escasso e políticas agrícolas frágeis. Em países desenvolvidos, a agricultura é amplamente subsidiada, garantindo renda mínima e estabilidade ao setor. No Brasil, o produtor muitas vezes não cobre os custos da produção, o que gera instabilidade de preços e insegurança para quem vive do campo.

A criação de políticas mais eficientes, com controle de safras, incentivos em épocas adequadas e equilíbrio entre oferta e demanda, poderia beneficiar toda a cadeia produtiva. Um fundo agrícola nacional, abastecido com recursos da exportação e importação, também ajudaria a tornar o sistema mais justo para produtores e consumidores.

O Dia do Agricultor é, portanto, uma oportunidade não apenas de celebrar, mas de refletir. É preciso olhar para o campo com mais atenção, ouvir quem está na lida diária com a terra e construir um futuro mais equilibrado e digno para quem garante o alimento de cada brasileiro.

Reconhecer o agricultor é valorizar o Brasil que nasce todos os dias no campo.





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Trigo/Cepea: Clima deixa produtores em alerta


Fortes chuvas no RS atrapalharam os trabalhos de campo

Chuvas intensas registradas no Sul do Brasil na semana passada, em especial no Rio Grande do Sul, e geadas em áreas do Centro-Sul do País deixaram produtores de trigo em alerta, apontam levantamentos do Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, por um lado, o clima mais frio favorece o desenvolvimento das lavouras, mas as fortes chuvas no RS atrapalharam os trabalhos de campo e implicaram até em perdas em algumas lavouras, que necessitarão ser replantadas. Dados da Conab indicam que, até 21 de junho, 56,6% da área estimada havia sido semeada no Brasil. A Companhia também indicou os inícios da semeadura em Santa Catarina e da colheita da safra de 2025 em Goiás.

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Frio e falta de forragem afetam pecuária de corte


As condições dos rebanhos de corte no Rio Grande do Sul têm refletido os efeitos do clima frio e da oferta restrita de forragem. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (24) pela Emater/RS-Ascar, os pecuaristas intensificaram os cuidados sanitários e as estratégias de manejo para preservar a condição corporal dos animais diante das baixas temperaturas e da limitação dos campos nativos.

Segundo a Emater/RS-Ascar, foram adotadas práticas como vacinação contra clostridioses, desvermifugação, tratamento de ferimentos e controle de ectoparasitas. Também houve manutenção das estruturas nas propriedades, incluindo consertos de cercas e porteiras. As temperaturas baixas e as geadas contribuíram para a redução de parasitas no campo, mas, por outro lado, afetaram a qualidade das pastagens, o que comprometeu o escore corporal dos rebanhos, especialmente onde há excesso de lotação animal.

A entidade relata que, nas áreas mais afetadas, os produtores têm transferido os animais para campos com pastagens anuais ou fornecido alimentos conservados como silagem e feno. Na região administrativa de Bagé, a palha de arroz tem sido usada como suplemento, e houve aumento na procura por rações e farelos. Em São Gabriel, os pecuaristas optaram pela venda de parte do rebanho e buscaram áreas de arrendamento para aliviar a pressão sobre os pastos.

Em Caxias do Sul, a condição sanitária dos rebanhos é considerada adequada, mas a recuperação corporal dos animais tem sido limitada pelo atraso no crescimento das pastagens. Conforme a Emater/RS-Ascar, touros e vacas prenhes têm sido priorizados no pastejo de aveia e azevém. Em Erechim, o estado nutricional é considerado satisfatório, embora tenha havido perda de peso em áreas com alta lotação. Também foram registrados focos de bernes e carrapatos.

A Emater/RS-Ascar destaca que o desmame foi concluído na maioria das propriedades e houve movimentação intensa nos leilões de terneiros, novilhas e vacas prenhes. No entanto, no mercado de gado gordo, os preços recuaram em diversas categorias devido ao aumento da oferta.

Em Frederico Westphalen, o clima seco e ensolarado favoreceu o conforto térmico dos animais, embora tenha sido necessário suplementar a alimentação para manter a condição corporal. Em Passo Fundo, a limitação de volumoso reduziu o peso dos animais mantidos exclusivamente a pasto, e a comercialização segue praticamente estagnada. Em Pelotas, o uso de sal proteinado ajudou a minimizar perdas nutricionais.

Na região de Santa Maria, os animais em campos nativos perderam peso, enquanto os alocados em pastagens cultivadas apresentaram melhor desempenho, mesmo sem pleno desenvolvimento das forragens. Em Santa Rosa, a condição sanitária dos rebanhos permanece satisfatória. Em áreas com predominância de espécies nativas, houve intensificação na oferta de suplementos. Garruchos, Bossoroca e Santo Antônio registraram marcações e castrações em terneiros.

Em Soledade, a condição corporal dos rebanhos e o ganho de peso dos terneiros estão dentro do esperado, com predomínio de pastagens de aveia nas áreas ocupadas pelos lotes.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Boro: micronutriente discreto, mas essencial


O sucesso de uma lavoura não depende apenas dos fertilizantes convencionais. Micronutrientes como o boro, mesmo exigidos em pequenas quantidades, são fundamentais para o bom desenvolvimento das plantas. Ele participa de processos vitais, como a formação da parede celular, crescimento das raízes, transporte de açúcares, síntese de lignina e fecundação das flores.

A deficiência de boro pode causar sintomas visíveis e prejudiciais, como folhas novas encarquilhadas, necrose nos meristemas apicais, paralisação do crescimento, raízes atrofiadas e frutos com rachaduras ou má formação. Esses problemas comprometem diretamente o desempenho da cultura e o retorno econômico para o produtor.

“O boro está diretamente ligado à formação do tubo polínico, o que influencia no pegamento dos frutos. A deficiência pode causar queda de flores, deformações e redução no rendimento da lavoura”, explica Cristian Negri, gerente de Desenvolvimento Técnico da TMF Fertilizantes. “É um nutriente que age silenciosamente, mas cuja ausência traz prejuízos visíveis.”

Fatores como solos arenosos, pH elevado, baixa matéria orgânica e extremos climáticos — como chuvas intensas ou estiagens prolongadas — estão entre as causas mais comuns da deficiência do micronutriente. Para evitar perdas, é essencial adotar estratégias de correção baseadas em diagnósticos por análises de solo e folha, com aplicações via solo ao longo do ciclo e foliares em situações específicas.

O manejo deve ser equilibrado, pois o excesso de boro também pode ser tóxico. Culturas como café, soja, algodão, citrus, maçã e videira têm alta exigência desse nutriente, e sua reposição adequada contribui para melhor formação de flores e frutos, redução de deformações e maior resistência estrutural das plantas.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Sucessão no campo pode redefinir o mercado de terras



“O Brasil entrou definitivamente na era da sucessão patrimonial”



“O Brasil entrou definitivamente na era da sucessão patrimonial"
“O Brasil entrou definitivamente na era da sucessão patrimonial” – Foto: Divulgação

A transição geracional no agronegócio brasileiro está se tornando um fator decisivo na dinâmica do mercado de terras. Segundo estimativas, mais de US\$ 9 trilhões em ativos devem ser transferidos no Brasil até 2040, principalmente ligados ao setor agropecuário. Esse fenômeno global, conhecido como grande sucessão intergeracional, exige planejamento para evitar fragmentação patrimonial, perda de produtividade e venda forçada de propriedades para quitação de tributos.

O desafio vai além da esfera familiar. Sem sucessão estruturada, muitas propriedades podem ser liquidadas por falta de herdeiros interessados ou preparados, pressionando o mercado fundiário com excesso de oferta em regiões de menor liquidez. Por outro lado, ativos com sucessão bem resolvida, estrutura jurídica organizada e gestão profissional tendem a ganhar valor, sendo vistos como oportunidades estratégicas por fundos, empresas e investidores institucionais.

“O Brasil entrou definitivamente na era da sucessão patrimonial. Com o envelhecimento da população rural e o perfil cada vez mais diverso dos novos detentores de capital, discutir o tema deixou de ser opção e passou a ser uma necessidade estrutural para o futuro do setor”, afirma Marcos Camilo, CEO da Pulse Capital.

A profissionalização das fazendas e a entrada de herdeiros com perfil técnico e visão empresarial também elevam o padrão de governança e eficiência produtiva. Estruturas como holdings, protocolos familiares e doações em vida com usufruto ajudam a preservar o patrimônio e garantir continuidade, mesmo diante de interesses divergentes entre gerações.

O impacto sobre os preços das terras será desigual: áreas produtivas, com acesso à logística e estabilidade jurídica, devem se valorizar, enquanto regiões menos atrativas ou com conflitos sucessórios correm risco de desvalorização. O Brasil vive um ponto de inflexão. Quem planejar a sucessão com antecedência sairá na frente no novo ciclo do campo.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Gestão trabalhista no agro: prevenir é proteger



“O campo moderno exige gestão moderna”



“O campo moderno exige gestão moderna"
“O campo moderno exige gestão moderna” – Foto: Divulgação

O avanço tecnológico e a abertura de mercados no agronegócio brasileiro não têm sido acompanhados, na mesma medida, pela profissionalização da gestão de pessoas no campo. Segundo a advogada especialista em Direito Empresarial Daniela Correa, um dos principais pontos de fragilidade jurídica e risco reputacional do setor está na informalidade das relações de trabalho e na ausência de práticas estruturadas de compliance nas propriedades rurais e agroindústrias.

Para produtores, cooperativas e empresas que contratam e gerem mão de obra, transformar a relação com o trabalhador rural em um eixo estratégico é essencial. Isso envolve desde o registro formal e controle de jornada até treinamentos, canais de denúncia e políticas claras de conduta. Um programa básico de compliance deve contemplar o mapeamento de funções, auditorias periódicas, capacitação de lideranças e prevenção de situações como assédio e moradia precária.

Além de evitar processos que podem resultar em multas, embargos e dificuldades nas negociações com grandes compradores, o compliance trabalhista contribui para a melhoria do clima organizacional e a redução da rotatividade de funcionários. Tais medidas são, segundo Correa, ferramentas de segurança jurídica e também de sustentabilidade social.

“O campo moderno exige gestão moderna. E isso inclui a visão estratégica sobre quem faz o agro acontecer: a equipe contratada. Investir em uma estrutura legal sólida, em procedimentos claros e no fortalecimento da cultura de respeito ao trabalhador rural é, mais do que uma obrigação, uma decisão inteligente para proteger o negócio, os ativos e a reputação. O futuro do agro não depende só de tecnologia ou mercado. Depende também da  capacidade de empresas e produtores de fazerem a coisa certa no presente — com segurança jurídica, previsibilidade e responsabilidade na gestão das pessoas”, conclui.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

IA com sotaque do campo conecta pequenos produtores



A ferramenta usa dados públicos e inteligência artificial generativa



A ferramenta usa dados públicos e inteligência artificial generativa
A ferramenta usa dados públicos e inteligência artificial generativa – Foto: Divulgação

Uma nova inteligência artificial está ganhando espaço no agronegócio familiar brasileiro. Trata-se do RAImundo, assistente virtual gratuito criado pela Embrapa em parceria com os ministérios da Agricultura (MAPA) e do Desenvolvimento Agrário (MDA), além da startup AZap.AI. Apresentado nos 52 anos da Embrapa, o RAImundo oferece orientação técnica automatizada para agricultores familiares, diretamente pelo WhatsApp, com linguagem simples e foco em inclusão digital.

A ferramenta usa dados públicos e inteligência artificial generativa para responder dúvidas sobre manejo, clima, solo, pragas e produção sustentável. Com mais de 2.900 interações na fase beta, o sistema já demonstra alto potencial de impacto. Desenvolvido para funcionar até em áreas de baixa conectividade, o RAImundo visa melhorar o acesso à informação e ampliar a eficiência no campo.

“Estamos falando de uma tecnologia treinada com base na realidade brasileira, que escuta o produtor, orienta com responsabilidade e promove inclusão digital. O RAImundo nasce com potencial de impacto em larga escala”, afirma João Marcelo Occhiucci, CTO da AZap.AI.

Um dos destaques do RAImundo é o balcão digital de negócios, que permite compra e venda de insumos, alimentos e equipamentos com geolocalização, diretamente no WhatsApp. Além disso, a ferramenta auxilia agricultores no acesso a programas como PAA, PNAE e Pronaf, explicando etapas e documentos com clareza.

Com investimento inicial de R\$ 100 mil e previsão de novos aportes em 2025, o RAImundo deve lançar sua versão definitiva no segundo semestre do ano que vem. A meta é alcançar 100 mil produtores no primeiro ano de operação, promovendo mais produtividade, economia e acesso à tecnologia para quem vive do campo.

 





Source link