sexta-feira, março 20, 2026

Política & Agro

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Virada no clima anima safra na Argentina


As recentes precipitações registradas em grande parte da área agrícola trouxeram melhora nas condições das lavouras, especialmente nos cultivos tardios e de segunda safra. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), as chuvas favoreceram a recuperação hídrica e contribuíram para o desenvolvimento das culturas.

No caso da soja, a condição hídrica considerada adequada ou ótima avançou sete pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, com destaque para as regiões centro e sudeste de Buenos Aires, que vinham enfrentando déficit hídrico ao longo da campanha. A condição geral das lavouras, classificada entre normal e excelente, também apresentou melhora semanal de dois pontos percentuais. A soja de primeira safra, próxima da colheita, apresenta rendimentos médios estimados em 35,9 sacas por hectare no Núcleo Norte e 37,9 no Núcleo Sul. Já a soja de segunda ocupa 74,7% da área em período crítico, com 67% das lavouras em condição entre normal e excelente. A projeção de produção foi mantida em 48,5 milhões de toneladas.

Para o milho, a colheita nacional atingiu 13% da área apta, com avanço concentrado no Núcleo Norte, onde os rendimentos médios chegam a 98,2 sacas por hectare. No Núcleo Sul, os trabalhos começam a ganhar ritmo, com produtividade em torno de 86,6 sacas por hectare. O milho tardio segue majoritariamente em fase de enchimento de grãos, com 85,2% da área sob condição hídrica adequada ou ótima e 90% das lavouras em condição entre normal e excelente. A estimativa de produção permanece em 57 milhões de toneladas.

A colheita do girassol também avançou, alcançando 48,2% da área nacional, com progresso mais intenso nas regiões oeste. A produtividade média nacional subiu para 23,8 sacas por hectare, impulsionada por melhores resultados nessas áreas. Nas regiões centro e sudeste de Buenos Aires, os rendimentos variam entre 22 e 24 sacas por hectare, influenciados por restrições hídricas desde dezembro. A projeção de produção segue em 6,2 milhões de toneladas.

 





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Alta da soja ganha novo fôlego


O mercado da soja registrou nova valorização nas negociações internacionais, refletindo principalmente o desempenho positivo dos derivados e fatores de oferta na América do Sul. Segundo informações da TF Agroeconômica, o movimento foi sustentado pela alta expressiva do farelo, enquanto o óleo apresentou recuo.

Na Bolsa de Chicago, os contratos avançaram com suporte direto do farelo de soja, que subiu mais de 3% no dia, impulsionado pela competitividade nas exportações. O contrato de maio da oleaginosa fechou em alta de 0,56%, enquanto julho avançou 0,57%. Já o óleo de soja recuou levemente, pressionado por realização de lucros, em meio à expectativa por anúncios sobre biodiesel nos Estados Unidos.

No cenário de oferta, houve revisão para cima da safra brasileira, estimada em 177,9 milhões de toneladas, enquanto a Argentina mantém projeção de 48,5 milhões, favorecida por melhora na umidade do solo. Mesmo com vendas externas abaixo do esperado na semana, o mercado encontrou sustentação nesses fatores.

No Brasil, o avanço da colheita ocorre de forma desigual e sob entraves logísticos. No Rio Grande do Sul, apenas 2% da área foi colhida, com paralisações provocadas pela falta de diesel. Em Santa Catarina, o ritmo chega a 21%, com demanda firme da agroindústria, embora pressionada por custos elevados e cenário externo adverso.

O Paraná alcança 70% da área colhida, mas enfrenta limitações com armazenagem e impactos de falhas no fornecimento de energia. No Mato Grosso do Sul, a colheita supera 75%, porém sofre com veranicos e déficit estrutural de armazenagem. Já no Mato Grosso, com safra recorde praticamente concluída, o gargalo logístico domina o cenário, com longas filas para escoamento e forte pressão sobre os preços internos.


 





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Ameaça de greve leva a nova medidas no frete



Frete mínimo terá regras mais rígida



Foto: Arquivo Agrolink

O governo federal anunciou novas medidas para garantir o cumprimento da tabela do piso mínimo do frete, em meio a ameaças de paralisação por parte de caminhoneiros. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (18), durante coletiva de imprensa, pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, e pelo diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres, Guilherme Sampaio.

Segundo o ministro, o descumprimento da tabela é recorrente entre empresas contratantes. “O descumprimento da tabela não é caso isolado, mas uma prática reiterada de algumas empresas”, afirmou. Ele destacou que a irregularidade está entre as principais reclamações da categoria.

 

Entre as ações anunciadas estão a ampliação da fiscalização eletrônica sobre as operações de frete e o reforço da fiscalização presencial. Também está prevista a suspensão cautelar de contratantes e transportadores em casos de descumprimento da tabela. Em situações de reincidência, o transportador poderá ter o registro cancelado, enquanto o contratante ficará impedido de contratar novos fretes.

O governo informou ainda que passará a divulgar as empresas que mais desrespeitam o piso mínimo. De acordo com Renan Filho, uma medida provisória deve ser publicada ainda nesta semana para ampliar a autoridade da Agência Nacional de Transportes Terrestres na aplicação das sanções.

As medidas também preveem restrições operacionais para quem descumprir a regra. Empresas que tentarem operar abaixo do valor mínimo não conseguirão emitir o CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte), e infratores recorrentes poderão perder o registro de transportador.

Atualmente, cerca de 20% das empresas contratantes não cumprem a tabela, o equivalente a aproximadamente 15 mil companhias. Com a intensificação da fiscalização, o governo busca reduzir esse índice. As regras estão em vigor há quatro meses e, segundo o balanço apresentado, as autuações já somam cerca de R$ 419 milhões.





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Safra de arroz evolui com clima favorável em Santa Catarina



Arroz irrigado avança sem surtos severos



Foto: Divulgação

De acordo com o 6º Levantamento da Safra 2025/26 de Grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento, a cultura do arroz irrigado em Santa Catarina se encontra, predominantemente, entre os estádios de florescimento, enchimento de grãos e início de maturação, conforme a época de semeadura e a região produtora.

Segundo o levantamento, “as condições térmicas do mês favoreceram o desenvolvimento fenológico, enquanto o manejo da lâmina de água contribuiu para mitigar eventuais deficit hídricos decorrentes da irregularidade das chuvas”.

Ainda conforme a Companhia Nacional de Abastecimento, do ponto de vista fitossanitário, “não há registros generalizados de surtos severos e o monitoramento tem sido contínuo para brusone e manchaparda, especialmente em áreas com maior nebulosidade e umidade”. O relatório aponta também que houve ocorrência pontual de insetos aquáticos e caramujos, sem impacto significativo em escala estadual, e que “a condição geral das lavouras é boa, com elevado vigor vegetativo observado nas principais regiões produtoras (Sul Catarinense e Vale do Itajaí)”.





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Mercado do boi tem estabilidade e altas pontuais



Mercado do boi tem estabilidade e altas pontuais



Foto: Canva

O mercado do boi gordo iniciou a quarta-feira (18) sem alterações nas cotações em São Paulo, segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. De acordo com o levantamento, “o mercado abriu a quarta-feira sem mudanças nas cotações de nenhuma categoria”, em um cenário de oferta enxuta de bovinos terminados e ausência de negociações abaixo dos preços de referência. Em situações pontuais, frigoríficos pagaram valores acima das referências para completar as escalas de abate. “O ponto de alerta foi o escoamento da carne bovina no mercado interno, que esteve lento”, aponta o relatório.

As escalas de abate atenderam, em média, a seis dias úteis, conforme a consultoria. “As escalas de abate estiveram, em média, para seis dias”, informa o documento.

Em Mato Grosso do Sul, o mercado apresentou viés de estabilidade para alta na comparação diária. Na região de Dourados, “a cotação de todas as categorias subiu R$2,00/@”. Já em Campo Grande, o preço do boi gordo avançou R$2,00/@, enquanto o das fêmeas permaneceu estável. Em Três Lagoas, “a cotação da novilha e a da vaca subiu R$2,00/@, enquanto a do boi gordo permaneceu estável”. O levantamento destaca ainda que “a cotação do ‘boi China’ subiu R$4,00/@”.

Na região Noroeste do Paraná, a oferta esteve ajustada à demanda, sem excedentes, o que manteve estabilidade nas cotações. “Dessa forma, o mercado abriu a quarta-feira com estabilidade para todas as categorias”, informa o relatório, acrescentando que as escalas de abate estiveram, em média, para nove dias.





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Chuvas elevam rendimento de lavouras de milho



Colheita de milho se aproxima do fim no Rio Grande do Sul



Foto: Pixabay

A Companhia Nacional de Abastecimento informou, no 6º Levantamento da Safra 2025/26 de Grãos, que a colheita de milho avançou no Rio Grande do Sul ao longo de fevereiro. Segundo o relatório, a área colhida evoluiu 41% no período e alcançou 75% da área total cultivada, aproximando-se da conclusão das lavouras semeadas no início da janela de plantio. A produtividade apresenta variações em função de fatores como tecnologia empregada, período de semeadura, região produtora e efeitos da estiagem registrada entre 16 de novembro e 8 de dezembro.

De acordo com o levantamento, “nas lavouras colhidas que apresentam perdas, a estiagem ocorrida entre 16 de novembro e 8 de dezembro é apontada como maior razão das perdas de rendimento”. Por outro lado, “o bom regime pluviométrico observado até 16 de novembro 2025 e entre 8 de dezembro de 2025 e o final de 2025 permitiram que várias lavouras apresentassem bons rendimentos, acima de 8.500 kg/ha”.

A Conab destaca que o suprimento hídrico influenciou diretamente os resultados. “Ainda em relação ao suprimento hídrico, vale destacar que a área irrigada é estimada em 17,5% do total. Nestas áreas, as produtividades médias superaram os 10.000 kg/ha”, aponta o relatório. Já nas lavouras semeadas tardiamente, a condição varia de ruim a regular, com maior impacto da irregularidade das chuvas desde o início de janeiro.

Segundo a companhia, “nas estimativas da companhia, estas lavouras já apresentam potencial reduzido em relação às áreas semeadas no início da janela de cultivo”. Apesar disso, a revisão dos dados levou a um ajuste na produtividade média final. “Diante da confirmação de boas produtividades nas áreas irrigadas e em boa parcela das áreas de sequeiro, foi alterada a estimativa de produtividade média final para 7.049 kg/ha, aumento de 6,1% em relação ao estimado inicialmente, mas ainda 7% inferior à boa safra de 2024/25”.





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Outono inicia com calor intenso no Sul e Centro-Oeste


O Instituto Nacional de Meteorologia informou que, a partir de sexta-feira (20), as temperaturas máximas devem subir no oeste de Mato Grosso do Sul e nos estados do Sul do Brasil, com persistência ao longo do fim de semana.

Segundo a análise, as áreas mais afetadas serão Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. “As áreas mais afetadas pelo calor deverão ser o Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, com valores de temperaturas máximas que devem chegar aos 38°C na sexta-feira (20) e no sábado (21), ultrapassando a média climatológica para o período nos locais citados”, aponta o instituto. Ainda de acordo com o órgão, “pontualmente, algumas cidades podem registrar temperaturas máximas de 5°C acima da média para o período, especialmente, no noroeste e oeste do Rio Grande do Sul”.

O Inmet destaca que, entre sábado (21) e domingo (22), a atuação de instabilidades deve provocar alívio temporário. “Entre sábado (21) e domingo (22), a atuação de instabilidades deve amenizar temporariamente o calor nessas regiões. No entanto, a partir de segunda-feira (23), as temperaturas voltam a subir, com retorno das condições de calor ainda mais intenso”, informa.

Conforme o instituto, a previsão para segunda-feira (23) indica temperaturas elevadas em áreas do oeste do Rio Grande do Sul e de Mato Grosso do Sul. “Áreas em tons de vermelho mais intenso indicam onde as temperaturas máximas deverão ficar entre 36°C e 38°C no oeste do Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul”, registra o relatório.

A condição meteorológica é associada à atuação de um sistema de alta pressão. “A formação e permanência de um sistema de alta pressão nos médios e altos níveis da atmosfera, centrada entre o Mato Grosso do Sul e sul do Brasil ao longo dos próximos dias (especialmente entre os dias 20 e 23 de março), inibe a formação de nuvens nestas regiões. Com a maior incidência de radiação solar, a tendência é de intensificação do aquecimento nestas áreas”, aponta o Inmet.

Apesar da elevação das temperaturas, o instituto não caracteriza o fenômeno como onda de calor. “Como a posição do centro deste sistema oscila ao longo dos dias e a disponibilidade de umidade fica restrita às regiões de sua borda, esta condição não irá configurar uma onda de calor, pois pancadas isoladas de chuva podem ocorrer eventualmente, amenizando a sensação de calor momentaneamente”, conclui.





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CNA debate cenário atual e perspectivas do mercado de combustíveis


O preço e disponibilidade de diesel e o cenário atual e perspectivas do mercado de combustíveis foram discutidos, na quarta (18), durante reunião extraordinária da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O presidente Alexandre Schenkel conduziu os debates e demonstrou preocupação com o aumento dos custos de produção da cadeia de grãos, diante dos recentes conflitos geopolíticos, que têm impactado o mercado de combustíveis.

“A reunião foi convocada para alinharmos com as Federações Estaduais a situação do diesel que se tornou prioridade nas últimas semanas. A indefinição do conflito no Oriente Médio gera grande instabilidade no mercado e pode afetar nossos custos de produção por um bom tempo, disse”.

Durante a reunião, o diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, fez uma apresentação sobre a disponibilidade de diesel e as ações do setor privado e do governo para conter as altas nos preços. Ele citou os ofícios que a entidade encaminhou ao Ministério da Fazenda e ao Confaz solicitando redução imediata e temporária de tributos sobre o óleo diesel, como PIS/Pasep, Cofins e ICMS.

“O governo atendeu o nosso pleito por meio da MP 1340/2026, que reduz em cerca de 32 centavos o preço por litro e ainda estabelece multas de R$ 50 mil a R$ 500 milhões para elevação abusiva de preços. Já em relação ao Confaz, que trata do ICMS, ainda não tivemos sinalização positiva”, disse Bruno.

O diretor técnico pontuou que, em reunião da Frente parlamentar da Agropecuária (FPA), foram discutidas ações para mitigar os preços do diesel e dos fertilizantes, como o aumento da mistura de biodiesel no diesel de 15% para 17%; a adequação tributária para o tratamento diferenciado para biodiesel e a redução das alíquotas do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) para zero.

“A situação do diesel é preocupante, pois vivemos um momento de intenso uso do combustível nas atividades agrícolas, inclusive no escoamento da produção. O produtor já está endividado, não consegue tomar crédito, enfrenta uma rentabilidade ruim, tudo isso em um cenário de Selic a 15%. Por isso, precisamos estar atentos e trabalhar para reduzir esses impactos no bolso do produtor”, concluiu Lucchi.

Em seguida, o analista da StoneX Thiago Vetter apresentou o cenário atual e as perspectivas do mercado de combustíveis, destacando os efeitos das tensões geopolíticas. Segundo ele, os preços do petróleo Brent estão acima de US$ 100 por barril, assim como em 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia 

Thiago explicou que os conflitos no Oriente Médio têm impactado regiões estratégicas para o escoamento do petróleo, como o estreito de Ormuz, considerada a principal passagem do Golfo Pérsico, por onde passa cerca de 20% do petróleo da região.

Entre os combustíveis, o diesel foi o que registrou uma das maiores altas, chegando a US$ 4,40 por galão. De acordo com o analista, a dependência brasileira de importações do produto intensifica esse cenário, ampliando a defasagem entre os preços nacionais e internacionais. “Em uma semana, os valores do diesel subiram de R$ 6,15 para R$ 6,89, e a tendência é que continue subindo”.

Em relação ao abastecimento, Thiago Vetter informou não há risco imediato para o mês de março, uma vez que o volume estimado de diesel no país está em 1,1 bilhão de m³, suficiente para atender toda à demanda. Entretanto, abril pode ser preocupante.  “É difícil ter uma visão clara da evolução de preços. Podemos estar olhando para um evento similar ao de 2022 e o efeito dos preços seja mais prolongado”, concluiu.

Outro tema tratado na reunião foi o modelo atual de uso e acesso à biotecnologia na soja e seus impactos distintos entre as regiões produtoras.





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Brasil pode ter mais de 100 mm de chuva até o fim do verão


O Meteored informou que os últimos dias do verão no Brasil serão marcados por chuvas irregulares no centro-sul, enquanto a porção norte do país deve concentrar os maiores volumes de precipitação, com acumulados pontuais próximos de 100 milímetros.

Segundo a previsão, “nos últimos dias do verão astronômico no Brasil, teremos um padrão irregular de chuvas pelo centro-sul do país, enquanto na porção mais ao norte as chuvas acontecem de forma mais abrangente e homogênea”. O levantamento aponta que áreas do leste do Nordeste do Brasil terão tempo seco, enquanto no Sul os volumes devem ser reduzidos, entre 10 e 20 mm. Já na Região Norte, os acumulados devem superar 60 mm em grande parte da área, podendo alcançar 100 mm entre Amazonas e Pará.

De acordo com o Meteored, a quarta-feira (18) começa com tempo estável e nebulosidade em áreas do Sudeste do Brasil, Nordeste do Brasil e em grande parte da Região Sul do Brasil. Há previsão de pancadas isoladas no Centro-Oeste do Brasil, especialmente em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de áreas da Região Norte e do Rio Grande do Sul.

Ainda conforme o boletim, “à tarde, poucas nuvens e baixo potencial para chuvas no leste do Nordeste e na Bahia, e no leste da Região Sudeste”. Nas demais áreas, as instabilidades aumentam, com previsão de pancadas de chuva e trovoadas isoladas, embora de forma irregular no centro-sul.

Durante a noite, a previsão indica ocorrência de pancadas isoladas em diferentes pontos do país. “À noite, ainda podem ocorrer pancadas de chuva isoladas no Acre, sul do Amazonas, norte do Pará, em Rondônia, Mato Grosso, norte do Maranhão e do Piauí, centro-oeste de São Paulo, sul de Minas Gerais e leste do Paraná e de Santa Catarina”, informa o Meteored.

Na quinta-feira, o padrão se mantém, com tempo estável em grande parte do território nacional e aumento das instabilidades ao longo do dia. “A partir da tarde, as instabilidades aumentam em boa parte do Brasil, enquanto as condições para chuvas significativas diminuem no Sul e no leste do Nordeste”, aponta o relatório.

O Meteored indica ainda que há previsão de variação de nebulosidade e chuva fraca no Rio Grande do Sul, além de pancadas e temporais isolados no leste do Paraná e de Santa Catarina. Já as regiões Sudeste do Brasil, Centro-Oeste do Brasil, Região Norte do Brasil e interior do Nordeste devem registrar chuvas localmente intensas entre a tarde e o início da noite.

Para sexta-feira (20), início do outono astronômico, o cenário segue semelhante. “As condições do tempo serão semelhantes às dos dias anteriores”, com registros de chuvas moderadas e mal distribuídas em áreas centrais e do Sudeste.

Entre a tarde e a noite, as precipitações mais intensas devem se concentrar no sul da Região Norte, no Centro-Oeste, no Sudeste e no interior do Nordeste. Já o norte da Região Norte, o leste do Nordeste, incluindo a Bahia, além do centro-oeste de São Paulo e a Região Sul, devem apresentar tempo mais estável.

O Meteored ressalta que “as chuvas ao longo dessa semana serão mais irregulares e sem acumulados expressivos em boa parte do Brasil”. Ainda assim, os maiores volumes podem ocorrer entre Amazonas e Pará, com acumulados entre 90 e 100 mm.

Nas demais áreas da Região Norte, além do Centro-Oeste, Sudeste do Brasil e parte do Rio Grande do Sul, os acumulados devem ficar entre 30 e 50 mm até sexta-feira (20). Já no leste do Nordeste e na Bahia, os volumes não devem ultrapassar 10 mm, enquanto Santa Catarina, Paraná e grande parte de São Paulo devem registrar até 30 mm.





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Paraná bate recordes em frangos, suínos, leite, ovos, peixes e couro


A agropecuária paranaense fechou 2025 com recordes de produção de carnes de frango, suína e bovina, de acordo com Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – IAPAR-EMATER com base nos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (18). Os números colocam o Paraná na liderança nacional no abate de frango, com quase 35% do mercado, na vice-liderança em suínos e leite, terceiro em ovos e entre os 10 maiores produtores de carne bovina.

O abate de frangos chegou a 2,29 bilhões de cabeças na soma dos quatro trimestres de 2025, uma diferença de 67 milhões em relação ao resultado de 2024, com 2,23 bilhões. O 4º trimestre do ano passado também foi o melhor da história, com 588,4 milhões de animais abatidos, superando o melhor resultado até então, do 3º trimestre do mesmo ano, com 578,9 milhões.

Em nível nacional, o Paraná detém a liderança com folga em relação ao segundo colocado, com 34,4% de toda a produção brasileira. Na prática, o Estado abateu mais de um terço dos frangos no País em 2025. Santa Catarina aparece na sequência, com 13,7% de participação, seguido por Rio Grande do Sul (11,4%) e São Paulo (11,3%). No Brasil, foram abatidos 6,69 bilhões de cabeças de frango no período, incremento de 3,1% em relação aos 12 meses de 2024.

O Paraná também é destaque na produção de suínos, ocupando a vice-liderança a nível nacional, com 21,2% dos abates. Foram 12,9 milhões de animais abatidos na indústria no Estado em 2025, 457 mil a mais que os 12,4 milhões dos 12 meses imediatamente anteriores. O resultado do 4º trimestre também foi o melhor da história para os três últimos meses do ano, com 3,1 milhões de suínos abatidos de outubro a dezembro do ano passado. O melhor resultado tinha sido registrado no 4º trimestre de 2023, com 3 milhões.

Em todo o País, foram abatidos 60,69 milhões de cabeças de suínos em 2025, um aumento de 4,3% em relação a 2024. Santa Catarina responde pela liderança, com 28,2% de todos os abates realizados, enquanto que o Rio Grande do Sul aparece atrás do Paraná, em terceiro lugar, com 17,9%.

Em relação à carne bovina, foram 1,64 milhão de cabeças abatidas nos 12 meses de 2025, contra 1,4 milhão no mesmo período de 2024, um aumento de 173 mil de um ano para o outro, ou 11,8%. O número representa um recorde para um ano desde o início da série, em 1997.

O Paraná ocupa a 9º posição no ranking nacional, muito próximo do Rio Grande do Sul, com 1,77 milhão. Mato Grosso lidera, com 7,33 milhões, seguido por São Paulo, com 4,77 milhões, e Goiás, com 4,26 milhões. Em todo o País, foram abatidas 42,94 milhões de cabeças de animais bovinos, aumento de 8,2% em comparação com 2024.

BACIA LEITEIRA E OVOS – Assim como a produção de animais segue em alta no Estado, os derivados, como leite, ovos de galinha e couro, também mantêm ritmo acelerado de crescimento.

No caso do leite, foram produzidos 4,3 bilhões de litros para a indústria em 2025, com uma média superior a 1 bilhão de litros por trimestre, melhor resultado da história. O destaque foi justamente o 4º trimestre do ano passado, com um volume produzido de 1,14 bilhão. O Estado avançou em 10% de um ano para o outro, com 391 milhões de litros a mais em 2025.

No comparativo nacional, o Paraná aparece em segundo lugar, com 15,6% do que foi produzido, atrás somente de Minas Gerais, com 23,9% da captação, e à frente do Rio Grande do Sul, com 12,8%. O Estado tem duas grandes bacias leiteiras, na região de Castro e Carambeí e no Sudoeste do Estado.

A produção de ovos de galinha alcançou 476 milhões de dúzias produzidas no Estado, terceiro melhor resultado brasileiro, com participação de 9,6%. É o recorde da série histórica do IBGE para o Paraná. São Paulo ocupa a liderança no bolo nacional, com 25,2%, e Minas Gerais manteve-se em segundo lugar, muito próximo do Paraná, com 9,9%.

Já a produção de couro bovino chegou a 3,55 milhões de unidades em 2025, o melhor resultado da região Sul, superando as 3 milhões de unidades produzidas pelo Rio Grande do Sul, enquanto que Santa Catarina não tem registro de produção neste segmento. Em nível nacional, Goiás manteve a liderança da recepção de peles pelos curtumes em 2025, com 19,4% de participação, seguido por Mato Grosso (15,6%) e Mato Grosso do Sul (11,7%).

PEIXES – O Paraná ainda alcançou a marca de 273 mil toneladas de pescados produzidos em 2025, um novo recorde para o setor. Esse resultado significa um aumento de 9,1% em relação ao ano anterior e o Estado segue liderando a produção nacional, com participação de 27% no total. Os dados constam no Anuário Brasileiro da Piscicultura 2026, lançado há algumas semanas. 

PESQUISAS DO IBGE – O IBGE realiza trimestralmente as estatísticas oficiais da conjuntura agropecuária, que incluem as pesquisas trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha. As informações completas e atualizadas podem ser consultadas no Sidra, o banco de dados oficial do instituto, em nível nacional, regional e estadual.

 





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