quarta-feira, março 25, 2026

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Milho fecha 6ªfeira estável em Chicago, mas recua até 1,4% na semana


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A sexta-feira (19) chega ao final com os preços internacionais do milho registrando poucas movimentações e encerrando o pregão na estabilidade, mas acumulando desvalorizações semanais de até 1,4%. 

Roberto Carlos Rafael, da Germinar Corretora, explicou que o mercado internacional está sob forte pressão diante de uma safra recorde chegando nos Estados Unidos, com projeção de 430 milhões de toneladas, o que deve elevar os estoques em mais de 20 milhões de toneladas. Além disso, Ucrânia e Argentina também devem ofertar volumes maiores. 

Por outro lado, há suporte para os preços do ponto de vista da demanda. As exportações norte-americanas de milho seguem elevadas, já que o país é a originação mais barata no mercado internacional neste momento. 

No fim, Rafael acredita que a pressão negativa deva ter mais força daqui para a frente, conforme os trabalhos de colheita nos EUA seguirem avançando, até o momento 10% das lavouras já foram colhidas, de acordo com dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). 

O vencimento dezembro/25 foi cotado a US$ 4,24 com alta de 0,25 ponto, o março/26 valeu US$ 4,41 com queda de 0,25 ponto, o maio/26 foi negociado por US$ 4,51 com perda de 0,50 ponto e o julho/26 teve valor de US$ 4,57 com baixa de 0,25 ponto. 

Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última quinta-feira (18), de 0,06% para o março/26, de 0,11% para o maio/26 e de 0,05% para o julho/26, além de ganho de 0,06% para o dezembro/25. 

No acumulado semanal, as posições do cereal norte-americano registraram desvalorizações de 1,40% para o dezembro/25, de 1,29% para o março/26, de 1,31% para o maio/26 e de 1,40% para o junho/26, com relação ao fechamento da última sexta-feira (12). 

variação semanal milho cbot

Mercado Interno 

Na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho também finalizaram o pregão com movimentações próximas da estabilidade. 

Os últimos meses estão sendo de mercado do milho lateralizado no Brasil, mesmo com a colheita da safrinha praticamente finalizada.  

Segundo Roberto Carlos Rafael, da Germinar Corretora, o produtor tem administrado as vendas de forma cautelosa, entregando apenas volumes necessários e aproveitando o consumo interno, especialmente das usinas de etanol, que já formam estoques para o período de entressafra. 

Além disso, as exportações brasileiras permanecem fracas, limitadas pelo câmbio e pela resistência do produtor em aceitar os preços praticados nos portos, hoje na faixa de R$ 65,00 a R$ 66,00 por saca. A expectativa é que o país exporte cerca de 40 milhões de toneladas em 2025, abaixo do necessário para reduzir os estoques internos. Esse cenário pode gerar pressão adicional no início de 2026, quando haverá concorrência por espaço de armazenagem com a safra de soja. 

Por outro lado, a demanda de indústrias de ração e do setor de etanol tem garantido suporte às cotações, impedindo quedas mais acentuadas. Só em 2025, o consumo pelas usinas deve superar 24 milhões de toneladas, podendo chegar a 30 milhões em 2026, à medida que novas unidades entram em operação. Esse movimento ajuda a absorver parte da produção e equilibra a disputa entre exportações e o mercado doméstico. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira 

No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho se movimentou pouco neste último dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações apenas em Sorriso/MT e Brasília/DF. 

O vencimento novembro/26 foi cotado a R$ 67,35 com alta de 0,15%, o janeiro/26 valeu R$ 70,15 com elevação de 0,07%, o março/26 foi negociado por R$ 73,20 com estabilidade e o maio/26 teve valor de R$ 71,85 com ganho de 0,17%. 

No acumulado semanal, as cotações do milho brasileiro registraram perdas de 0,14% para o setembro/25, de 1,25% para o novembro/25 e de 1,41% para o janeiro/26, além de ganhos de 0,01% para o março/26 e de 0,20% para o maio/26, em relação ao fechamento da última sexta-feira (12). 

variação semanal milho b3





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Reunião entre China e EUA pode derrubar a soja



Reunião vai ocorrer nos próximos momentos


Caso haja acordo e a China volte a comprar soja americana, os preços devem cair
Caso haja acordo e a China volte a comprar soja americana, os preços devem cair – Foto: Canva

O mercado da soja vive um momento de incerteza e depende diretamente dos rumos da política internacional e do clima. Segundo análise da TF Agroeconômica, a próxima reunião entre Donald Trump e Xi Jinping será determinante para a tendência de preços. 

Caso haja acordo e a China volte a comprar soja americana, os contratos em Chicago (CBOT) devem subir e os preços no Brasil cair, o que indicaria a venda imediata. Por outro lado, se a China optar por reduzir a dependência dos EUA e priorizar apenas a América do Sul, a CBOT pode cair, mas o Brasil manteria preços relativamente altos, ainda que o lucro do produtor seja reduzido diante do aumento da safra local.

Entre os fatores de alta, destacam-se a expectativa de auxílio bilionário de Trump aos agricultores americanos, estimado entre US$ 10 bilhões e US$ 15 bilhões, o que pode sustentar os preços no curto prazo. No Brasil, a demanda firme por óleo de soja se mantém mesmo diante da queda do petróleo e do feriado da Semana Dourada na China, refletindo a procura por biocombustíveis e os estoques estáveis de óleos vegetais. Além disso, as exportações brasileiras continuam aquecidas: em setembro, foram estimadas em 7,14 milhões de toneladas, número menor que em agosto, mas bem acima do mesmo período de 2024.

Já do lado baixista, o mercado enfrenta pressão com a falta de relatórios do USDA devido à paralisação do governo americano, o que aumenta o pessimismo dos investidores. Soma-se a isso o ritmo acelerado da colheita nos EUA, favorecido pelo clima seco, ainda que haja risco de queda de produtividade estimada em quase 1%. Outro ponto de peso é a ausência da China no mercado americano, fator que deixa em aberto duas possibilidades: retomada das compras, beneficiando Chicago, ou consolidação da preferência pela América do Sul, o que manteria os preços brasileiros relativamente firmes.





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Soja em Chicago fecha em baixa no dia


A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a sexta-feira (03) em queda, após um dia de forte volatilidade. Segundo informações da TF Agroeconômica, o movimento refletiu o rápido avanço da colheita nos Estados Unidos e a ausência de dados oficiais em meio à paralisação do governo norte-americano, o que trouxe cautela ao mercado e limitou a força compradora.

O contrato para novembro caiu 0,56%, ou -5,75 cents/bushel, fechando a US$ 1.018,00. Já a posição de janeiro recuou 0,46%, ou -4,75 cents/bushel, cotada a US$ 1.037,00. No farelo, outubro fechou em baixa de 0,22%, a US$ 270,7/ton curta, enquanto o óleo de soja encerrou o dia com queda de 0,78%, a US$ 49,43/libra-peso. Ainda assim, a semana acumulou ganhos modestos para a oleaginosa e para o farelo.

No acumulado semanal, a soja avançou 0,42% (+4,25 cents/bushel), o farelo subiu 0,7% (+1,9/ton curta), enquanto o óleo recuou -0,34% (-0,17/libra-peso). A alta vista em parte da semana foi sustentada pela expectativa de anúncio de um pacote de auxílio do governo Trump, estimado entre US$ 10 bilhões e US$ 15 bilhões, para apoiar agricultores afetados pela guerra comercial e pela ausência das compras chinesas.

Ainda assim, a pressão da China continua sendo determinante. Para tentar reduzir os impactos da perda do maior cliente dos EUA, produtores, associações e governo buscam ampliar exportações para destinos alternativos como Nigéria, Vietnã e Bangladesh. No entanto, segundo análise da Reuters, esses mercados ainda não têm peso suficiente para compensar a ausência chinesa, o que mantém o setor sob forte incerteza.

 





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Confira como a soja encerrou a semana


O mercado gaúcho da soja, segundo a TF Agroeconômica, segue atento à volatilidade internacional, já que a Bolsa de Chicago encerrou o dia em queda. “Preços reportados para pagamento em 15/10 (entrega set/out) ficaram em R$ 136,60 (+1,19%) porto. No interior os preços seguiram firmes, a depender da praça. R$ 130,00 (+0,78%) Cruz Alta – Pgto 30/10; R$ 130,00 (+0,78%) Passo Fundo – Pgto 30/10; R$ 130,00 (+0,78%) Santa Rosa / Sa~o Luiz – Pgto 30/10. Preços de pedra em Panambi ficaram em R$ 120,00 hoje”, comenta.

A comercialização da soja em Santa Catarina segue alinhada ao desempenho portuário do Sul, com Paranaguá servindo como principal referência. “O indicador CEPEA apontou o preço disponível em R$ 134,39 por saca, refletindo uma paridade direta para o escoamento da produção. No cenário externo, os contratos futuros de novembro de 2025 em Chicago recuaram -0,51%, cotados a US$ 10,17 por bushel, movimento que pressiona as margens de tradings e reduz a atratividade de vendas imediatas. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 134,39”, completa.

O Paraná sustenta preços estáveis e aproveita alívio nos custos logísticos. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 136,04 (-0,11%). Em Cascavel, o preço foi 127,51 (-0,02%). Em Maringá, o preço foi de R$ 127,13 (+0,07%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 129,27 (-0,03%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 134,39. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

Apesar da euforia no campo, o mercado físico do Mato Grosso do Sul segue contido, com preço de balcão em R$ 117,00 por saca, refletindo cautela na comercialização. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 123,54 (+1,10%), Campo Grande em R$ 123,54 (+1,10%), Maracaju em R$ 123,54 (+1,10%), Chapadão do Sul a R$ 120,09 (-0,05%), Sidrolândia a em R$ 123,54 (+1,10%)”, informa.

No mercado do Mato Grosso, a soja disponível acompanha a pressão internacional, com a CBOT recuando, sem divulgação muito precisa de cotações locais ou prêmios neste dia. “Campo Verde: R$ 121,08 (+0,16%). Lucas do Rio Verde: R$ 116,44 (+0,65%), Nova Mutum: R$ 116,44 (+0,65%). Primavera do Leste: R$ 121,08 (+0,08%). Rondonópolis: R$ 121,08 (+0,08%). Sorriso: R$ 115,69”, conclui.

 





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Não se iluda com o milho



No Brasil, o cenário externo também pressiona


No Brasil, o cenário externo também pressiona
No Brasil, o cenário externo também pressiona – Foto: Pixabay

O mercado de milho segue em movimento de recuperação no Brasil neste segundo semestre, ainda que de forma bastante lenta, influenciado pelos baixos preços de exportação. Segundo informações da TF Agroeconômica, a expectativa é de que os produtores consigam realizar vendas a preços melhores do que os registrados no primeiro semestre. 

No entanto, o alerta é para não se iludir: após a colheita, o custo do carregamento das posições pode comprometer a lucratividade. A consultoria destaca que, caso os preços oferecidos estejam abaixo dos valores projetados para outubro em diante, o produtor já deveria ter aproveitado oportunidades anteriores, evitando perdas.

Entre os fatores de alta, chama atenção a relutância dos agricultores norte-americanos em aceitar os preços atuais, o que limitou parte da oferta e sustentou leve valorização em Chicago. Além disso, o bom ritmo das exportações ajuda a manter suporte ao mercado, embora a paralisação do governo dos EUA reduza a transparência dos relatórios do USDA. Por outro lado, os fatores de baixa continuam pesando: a colheita acelerada e abundante nos Estados Unidos, com condições climáticas favoráveis, reforça projeções de safra próximas a 420 milhões de toneladas, acima de estimativas anteriores.

No Brasil, o cenário externo também pressiona. Os embarques de milho foram 12% menores em volume e 10% em receita no acumulado do ano, segundo dados do Ministério da Economia. Apesar da melhora em setembro, a exportação do primeiro semestre foi considerada fraca. Hoje, os preços brasileiros estão em média US$ 10/t acima dos americanos nos principais destinos, reflexo da queda acentuada na CBOT diante da safra recorde norte-americana.





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Milho encerra semana em queda em Chicago e com ajustes na B3


O mercado de milho encerrou a semana com resultados distintos entre Brasil e Estados Unidos. Segundo informações da TF Agroeconômica, a B3 registrou fechamento misto nesta sexta-feira (3), refletindo os movimentos do mercado físico, enquanto em Chicago o cereal acumulou perdas diante da cautela dos investidores.

Na B3, as cotações da safra atual recuaram, mas os contratos da próxima safra conseguiram leves ganhos. O vencimento de novembro/25 fechou em R$ 65,98, alta de R$ 0,27 no dia e queda de R$ 0,24 na semana. Já o contrato de janeiro/26 subiu R$ 0,20 no dia, para R$ 68,48, mas caiu R$ 0,61 na semana. O março/26 encerrou a R$ 70,94, com leve baixa de R$ 0,06 no dia e recuo semanal de R$ 0,91. Apesar da maior competitividade dos preços brasileiros nos últimos dias, o milho nacional ainda segue caro em relação ao produto americano.

No mercado físico, o indicador Cepea apontou alta de 0,31% no dia e de 0,67% na semana, sustentada pela demanda das fábricas de etanol. Parte dos produtores, no entanto, segue retendo seus lotes à espera de preços mais atrativos.

Em Chicago, o milho fechou o dia e a semana em baixa, pressionado pelo avanço da colheita e pela perspectiva da maior safra americana da história. O contrato de dezembro caiu 0,65% no dia, a US$ 419,00/bushel, acumulando queda semanal de 0,71% (-US$ 3,00). O março recuou 0,51%, a US$ 435,75/bushel. A indefinição sobre a divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA, devido à paralisação do governo americano, reforçou a cautela dos investidores. As informações foram divulgadas nesta manhã de segunda-feira.

 





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