sexta-feira, março 20, 2026

Política & Agro

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Inteligência artificial para líderes e empresas




O Eugenius pode apoiar programas de liderança, treinamentos, onboarding e até refle



O Eugenius pode apoiar programas de liderança, treinamentos, onboarding e até reflexões
O Eugenius pode apoiar programas de liderança, treinamentos, onboarding e até reflexões – Foto: Pixabay

A Viasoft, referência nacional em tecnologia de gestão, apresentou o Eugenius, um agente de inteligência artificial criado a partir do legado e da curadoria ativa de Eugenio Mussak, especialista em liderança e desenvolvimento humano. A ferramenta foi desenvolvida para democratizar o acesso a conteúdos de gestão com profundidade e simplicidade, especialmente voltada ao público que empreende, lidera equipes e atua no agronegócio.

“O agente de IA Eugenius surgiu de uma dor real. O Eugenio Mussak é muito requisitado, mas não consegue estar presente em todas as empresas ao mesmo tempo. Então unimos a tecnologia à sabedoria e criamos um agente treinado com tudo que já publicou, com curadoria contínua e direta dele. É como ter acesso ao Eugenio, com seu jeito simples e profundo, a qualquer hora do dia”, explica Edmar Ranieri Guerro, líder do projeto na VIASOFT.

Com mais de quatro décadas de trajetória, Mussak é autor de livros, crônicas e palestras que marcaram o debate sobre comportamento e cultura organizacional no Brasil. Agora, seu repertório está organizado em um agente de IA que responde, orienta e inspira, preservando sua linguagem clara, ética e reflexiva. Segundo a Viasoft, a solução surgiu da necessidade de ampliar o alcance do educador, permitindo que empresas tenham acesso contínuo ao seu conhecimento.

O Eugenius pode apoiar programas de liderança, treinamentos, onboarding e até reflexões diárias sobre propósito e relações de trabalho. Diferente de agentes genéricos, ele foi treinado exclusivamente com materiais originais de Mussak e conta com curadoria permanente, garantindo autenticidade e consistência no conteúdo. “Nosso público vai de CEOs a produtores rurais. A linguagem do Eugenius é acessível, direta e acolhedora. A inteligência dele é sofisticada, mas a forma de falar é simples e com conteúdo que gera ação”, completa Guerro.

 





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Rondônia supera expectativas na safra 2024/2025



O milho de segunda safra é destaque



O milho de segunda safra é destaque
O milho de segunda safra é destaque – Foto: Dirceu Gassen

Rondônia celebra uma safra 2024/2025 acima das expectativas, com destaque para o milho da segunda safra e a preparação da soja para o próximo ciclo, segundo informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O clima seco predominante no estado favoreceu a maturação dos grãos, garantindo colheitas de qualidade e alto rendimento, especialmente no milho, que segue avançando com resultados positivos.

Hudslon Huben, gerente da ORÍGEO, ressalta que solos com umidade ideal e o clima seco têm sido determinantes para o bom desenvolvimento das lavouras. Além disso, o estado cumpre o período do “vazio sanitário da soja”, entre junho e setembro de 2025, essencial para proteger a próxima safra, evitando a presença de plantas remanescentes que poderiam comprometer a produtividade.

Segundo o 9º levantamento da Conab, as temperaturas elevadas em julho também contribuíram para o bom desempenho do milho e da soja. Manoel Álvares, da ORÍGEO, destaca que a soja colhida manteve rendimento positivo, confirmando a tendência de produtividade observada ao longo do ciclo agrícola.

O resultado reflete a dedicação dos produtores rurais e projeta Rondônia como uma potência agrícola, com crescimento de quase 30% na produção de grãos, superando a média nacional e aumentando a relevância do estado no cenário agro brasileiro.

“O clima seco e solos no ponto ideal de umidade ajudam a colheita de qualidade, com grãos bem formados e alto rendimento. Esse resultado mostra que Rondônia está se tornando uma potência no campo, ganhando cada vez mais importância para a agricultura do Brasil”, ressalta o especialista da ORÍGEO.

 





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Preços internacionais apertam milho brasileiro



Internamente, os agricultores enfrentam juros elevados



Internamente, os agricultores enfrentam juros elevados
Internamente, os agricultores enfrentam juros elevados – Foto: Canva

O cenário global do milho segue desafiador, com super safra nos Estados Unidos e estoques elevados pressionando os preços internacionais. Dados recentes do USDA indicam produtividade média de 188,8 bushels por acre e colheita total de 425,3 milhões de toneladas, com estoques finais americanos estimados em 53,8 milhões de toneladas. Para o consultor da Céleres, Enilson Nogueira, o contexto sugere que os preços devem permanecer apertados, exigindo atenção dos produtores para a geração de margem nos próximos ciclos.

Internamente, os agricultores enfrentam juros elevados, que tornam o crédito mais caro, e a necessidade de monitorar o câmbio, atualmente na faixa de R$ 5,40 a R$ 5,50 por dólar, que ainda garante competitividade, mas pode afetar margens caso haja valorização. “Este cenário reforça ainda mais o desafio para 2026, que deve ser mais um ano em que o produtor precisará olhar com muita atenção para o elemento da geração de margem”, destaca.

A estratégia apontada por Nogueira é focar em eficiência operacional e produtiva, produzindo mais com menos, além de adotar gestão assertiva de insumos e comercialização. Planejamento financeiro e uso de tecnologias agrícolas são considerados essenciais para manter a rentabilidade diante de margens estreitas.

A orientação para o próximo ciclo é clara: produtores que conseguirem unir tecnologia, eficiência e bom planejamento estarão melhor posicionados para enfrentar a pressão de custos e preços internacionais. “Isso será um diferencial para atravessar esse período de margens extremamente apertadas”, conclui.

 





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Escolha a semente certa para a pastagem



“Sementes de alta qualidade garantem maior uniformidade no plantio”



“Sementes de alta qualidade garantem maior uniformidade no plantio"
“Sementes de alta qualidade garantem maior uniformidade no plantio” – Foto: Canva

A escolha de sementes de qualidade é decisiva para o sucesso da pecuária, influenciando diretamente a produtividade da pastagem e a capacidade de suporte do rebanho. Sementes bem selecionadas permitem uma pastagem mais uniforme, com menor necessidade de ressemeadura, maior resistência e melhor aproveitamento já 60 a 70 dias após a emergência, enquanto pastagens mal formadas podem levar até dois anos para uso.

“Sementes de alta qualidade garantem maior uniformidade no plantio, redução de falhas e menor necessidade de ressemeadura, além de contribuírem para a formação de pastagens mais resistentes e produtivas a longo prazo”, detalha Guilherme Caldeira, diretor de Categorias da Axia Agro.

Fatores como tipo de solo, clima, finalidade do sistema pecuário e resistência a pragas devem guiar a escolha das sementes. Investir em sementes de alta pureza e germinação, analisar e corrigir o solo antes do plantio e respeitar o período de formação do pasto são fundamentais para evitar prejuízos. A diversificação de forrageiras também é recomendada para reduzir riscos ligados a variações climáticas.

Diferentes espécies oferecem características distintas: os panicuns se destacam pela alta produtividade, palatabilidade e vigor, mas exigem solos férteis e adubação constante, enquanto as braquiárias demandam atenção à variedade escolhida e ao manejo de pragas, como a cigarrinha. Ferramentas como o aplicativo “Pasto Certo”, da Embrapa, podem auxiliar na escolha da espécie ideal, cruzando informações de solo, clima e objetivos de uso.

“Espécies de forrageiras introduzidas no mercado sem pesquisas podem acabar reduzindo os ganhos do pecuarista e até causar prejuízos, porque não se conhece o seu real comportamento. É importante que o pecuarista sempre considere o que é vantajoso para o sucesso de seu negócio, sempre alinhado às práticas sustentáveis, respeitando o meio ambiente. A preservação do solo está diretamente atrelada as boas práticas na propriedade. O sucesso da pecuária brasileira depende em grande medida desse cuidado, e o progresso do produtor rural é resultado de suas escolhas, neste caso, a adoção correta de sementes para pastagem tendem a contribuir para o melhor resultado”, orienta o especialista.

 





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Controle eficaz da Rhizoctoniose na bataticultura


A Rhizoctoniose, popularmente conhecida como “mancha-asfalto”, é uma das principais doenças que afetam a bataticultura, com potencial de comprometer toda a área plantada se não houver manejo adequado. A Sipcam Nichino Brasil, empresa global com portfólio voltado à hortifruticultura, destaca o fungicida Pulsor® 240 SC como ferramenta eficiente no controle da doença.

O produto, do grupo das carboxanilidas, possui ação sistêmica, preventiva e curativa, e deve ser aplicado no sulco do plantio. Segundo Marcelo Palazim, coordenador de marketing de especialidades da empresa, o fungicida atua em diversas fases do Rhizoctonia solani, oferecendo efeito residual prolongado e proteção ao longo de quase todo o ciclo da batata.

A Rhizoctoniose se manifesta principalmente em solos frios de regiões de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, afetando o estande, a uniformidade e a produtividade das lavouras, além de favorecer o surgimento de outras doenças, como podridão-das-raízes, cancros e tombamentos.

Quando aplicado preventivamente, Pulsor® 240 SC forma uma camada de proteção no solo e é absorvido pela planta, protegendo brotos e hastes até a colheita. O fungicida se destaca ainda pela relação custo-benefício favorável, oferecendo segurança ao produtor frente aos prejuízos da mancha-asfalto.

“Trata-se de um fungicida de ação sistêmica, do grupo das carboxanilidas. Age por translocação lenta, com propriedades preventiva e curativa. Atua nas diversas fases do fungo ‘Rhizoctonia solani’ e pode ser utilizado no manejo da doença ao longo da maior parte do ciclo da batata. O fungicida se destaca nas pesquisas, também, por apresentar efeito residual prolongado e prover ação preventiva”, ele acrescenta. “Entrega relação custo-benefício favorável e se consolida como uma opção segura ante os prejuízos potenciais da mancha-asfalto”, comenta Marcelo Palazim, coordenador de marketing de especialidades da empresa.

 





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Safra recorde e tecnologia impulsionam o agro



A tecnologia tem sido adotada por médios produtores de soja e milho



A tecnologia tem sido adotada por médios produtores de soja e milho
A tecnologia tem sido adotada por médios produtores de soja e milho – Foto: Canva

O agronegócio brasileiro se aproxima de uma colheita histórica. A Conab projeta uma produção de 345,2 milhões de toneladas de grãos em 2024/25, superando em mais de 24 milhões de toneladas o recorde anterior de 2022/23. O avanço não se deve apenas à expansão da área plantada, mas também ao uso crescente de tecnologias digitais e ferramentas de análise de qualidade, que tiveram crescimento de 23% no primeiro semestre de 2025, segundo a Pensalab.

A tecnologia tem sido adotada por médios produtores de soja e milho, que utilizam equipamentos NIR de bancada para analisar rapidamente umidade e proteína dos grãos. Essa prática melhora a negociação com cooperativas e tradings, otimiza o momento da colheita e evita perdas financeiras, antes restrita apenas a grandes grupos.

“A prática evita descontos na comercialização, otimiza o momento da colheita e melhora a negociação com tradings e cooperativas. Esse movimento mostra que a análise deixou de ser exclusividade de grandes estruturas e passou a fazer parte da rotina produtiva também dos médios produtores”, comenta o gerente de aplicação e produtos da Pensalab, Rafael Cares.

Inovações em automação, inteligência artificial e portabilidade estão transformando a instrumentação analítica. Equipamentos NIR com calibrações inteligentes e ICP-OES de alta sensibilidade permitem análises rápidas e precisas de diferentes cultivares, tornando a agricultura de precisão acessível a produtores menores.

“O acesso a tecnologias como o NIR portátil ou de bancada, por exemplo, já permite ao produtor avaliar a qualidade dos grãos na própria fazenda, sem esperar a análise do armazém ou da cooperativa. Isso antecipa decisões de colheita e reduz perdas. Além disso, a maior disponibilidade de laboratórios regionais equipados com ICP-OES, que atendem pequenos produtores com análise de solo e fertilizantes, democratiza o acesso à agricultura de precisão. A tendência é que esses instrumentos deixem de ser apoio técnico e passem a ser ferramentas estratégicas no dia a dia do campo”, conclui

 





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Estoque logístico cresce e supera marca histórica



Esses segmentos têm ampliado suas operaçõe



 Esses segmentos têm ampliado suas operaçõe
Esses segmentos têm ampliado suas operaçõe – Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de galpões logísticos atingiu um marco histórico no segundo trimestre de 2025, ultrapassando 41 milhões de metros quadrados de estoque total, segundo levantamento da consultoria Buildings. O setor cresceu 970 mil m² em relação ao trimestre anterior, impulsionado pelo avanço do e-commerce e pela forte demanda de agronegócio e indústria, que expandem operações e necessitam de mais espaços para armazenagem e distribuição.

A Sort Investimentos, que administra mais de R$ 3 bilhões em ativos logísticos, movimentou R$ 96 milhões em negociações no primeiro semestre, 30% a mais que em 2024. Com taxa de vacância abaixo de 3% e valorização de 15% nos ativos no semestre, a empresa projeta alta de até 20% no valor dos galpões até o fim do ano.

“Além do avanço expressivo de gigantes do comércio eletrônico como Mercado Livre, Shopee e Amazon, que seguem investindo maciçamente em centros de distribuição, setores como agronegócio e indústria também vêm ganhando protagonismo nas negociações. Esses segmentos têm ampliado suas operações e apresentado grande demanda por galpões neste ano, o que surpreendeu o mercado. No caso do agronegócio, o aumento das exportações e a necessidade de armazenagem de insumos e equipamentos têm elevado a demanda por novos espaços. Já a indústria é pelo fato da expansão de parques fabris e a busca por estruturas mais eficientes para distribuição”, explica Douglas Curi, sócio da Sort Investimentos.

Cidades do litoral de Santa Catarina, como Itajaí e Navegantes, registraram valor médio de R$ 4.800/m², enquanto Araquari e Garuva, com preços de R$ 3.500/m², despontam como regiões com maior potencial de valorização em 2025, devido à localização estratégica para escoamento de cargas rumo a São Paulo, principal mercado consumidor do país.

 





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Fundo FIAGRO capta R$ 450 milhões para agronegócio



A operação evidencia a crescente atratividade dos FIAGROs



A operação evidencia a crescente atratividade dos FIAGROs
A operação evidencia a crescente atratividade dos FIAGROs – Foto: Canva

O agronegócio brasileiro dá mais um passo rumo à expansão do financiamento via mercado de capitais. Foi estruturado recentemente um fundo de investimentos em direitos creditórios (FIDC) voltado para viabilizar recursos para atividades do setor agrícola, com potencial de captação de até R$ 450 milhões. A operação reforça a consolidação do FIAGRO como ferramenta eficiente, unindo a força produtiva do campo à sofisticação do mercado financeiro.

A iniciativa contou com a liderança da Integral Investimentos na modelagem e gestão estratégica do fundo, enquanto a Integral Trust forneceu soluções tecnológicas e atuou como servicer. A Kinea Investimentos assumiu o papel de investidor âncora, reforçando seu compromisso com ativos de renda fixa ligados ao agronegócio. A Eurochem, empresa global de fertilizantes, é a principal beneficiária da estrutura, que também teve participação da Ace na validação jurídica dos contratos e da Oliveira Trust como administrador e custodiante.

A operação evidencia a crescente atratividade dos FIAGROs para investidores que buscam rentabilidade com risco equilibrado, além de demonstrar a importância de estruturas robustas e especializadas para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro. “Apoiarmos um dos principais players globais do mercado de fertilizantes como a Eurochem reforça nosso objetivo de oferecer soluções financeiras customizadas e saudáveis para o setor do agronegócio. Além disso, o Fiagro Fidc Eurochem é um exemplo do nosso compromisso em buscar resultados balanceando riscos e rentabilidade para nossos investidores”, afirma Felipe Greco, gestor dos Fiagros da Kinea.

Com a captação prevista de R$ 450 milhões, o fundo reforça o papel da securitização como instrumento estratégico para financiar a expansão do setor agroindustrial, mostrando que o casamento entre campo e mercado financeiro pode gerar resultados expressivos e sustentáveis. “Essa operação representa mais um passo relevante na consolidação do FIAGRO FIDC como ferramenta eficiente de financiamento para o agronegócio. Conseguimos estruturar uma solução sob medida para um player global como a Eurochem, conectando a força do campo à inteligência do mercado financeiro de forma segura, transparente e escalável”, comenta Cristiano Greve, head de estruturação da Integral Investimentos.

 





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Energia solar impulsiona o agronegócio



Diante desse cenário, a energia solar fotovoltaica surge como alternativa estratégica



Diante desse cenário, a energia solar fotovoltaica surge como alternativa estratégica
Diante desse cenário, a energia solar fotovoltaica surge como alternativa estratégica – Foto: Divulgação

O agronegócio brasileiro, responsável por 23,2% do PIB em 2024 e por mais de 28 milhões de postos de trabalho no último ano, também é um dos maiores consumidores de energia do país, respondendo por 5,7% da eletricidade usada, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). A análise é de David Lobo Sigismondi, diretor Comercial na Axial Brasil.

Diante desse cenário, a energia solar fotovoltaica surge como alternativa estratégica para reduzir custos e emissões no campo. Além de alimentar sistemas de irrigação e refrigeração de grãos, a geração própria pode ser utilizada em máquinas agrícolas, diminuindo a dependência de combustíveis fósseis e ampliando a eficiência energética das propriedades.

Uma inovação em destaque é o Agritracker, tecnologia já consolidada no exterior e que começa a ganhar espaço no Brasil. O sistema ajusta dinamicamente os painéis de acordo com o movimento do sol, garantindo maior captação de radiação e permitindo a conciliação entre o cultivo agrícola e a produção de energia limpa em uma mesma área.

Projetados para diferentes tipos de cultura e com estrutura adaptada até para a passagem de colheitadeiras, os painéis móveis oferecem robustez e confiabilidade mesmo em condições extremas. Para Sigismondi, o avanço tecnológico e a queda nos custos devem tornar esse tipo de solução cada vez mais comum nas fazendas brasileiras.

“Acredito que os empreendedores do campo que adotarem os painéis solares móveis em suas propriedades terão em mãos uma solução inovadora e sustentável para o agronegócio. Com o contínuo avanço da tecnologia e a redução dos custos, a expectativa é de que o sistema se torne cada vez mais comum nas propriedades rurais país adentro”, conclui.

 





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Oriente Médio amplia dependência das importações de trigo


O Oriente Médio, que reúne países da Ásia Ocidental e o Egito, no norte da África, concentra cerca de 411 milhões de habitantes e apresenta forte dependência de importações de trigo devido à limitada capacidade de produção local. Grande parte da oferta vem de exportadores do Mar Negro, o que reforça a vulnerabilidade da região a oscilações de mercado e tensões geopolíticas. Egito, Irã, Turquia, Iraque e Arábia Saudita estão entre os principais produtores e importadores, cada qual enfrentando desafios específicos de abastecimento.

No Egito, o USDA projeta para 2025/26 uma safra de 9,3 milhões de toneladas, frente a importações de 13 milhões. O consumo deve atingir 20,4 milhões, impulsionado pelo crescimento populacional, que deve levar o país de 107 milhões para 124 milhões de habitantes até 2030, segundo a CAPMAS. Apesar de limitações como falta de água e urbanização crescente, o país se mantém como o maior importador mundial. A inflação de pães e derivados caiu de 47% para 7,2% entre fevereiro de 2024 e 2025, reflexo de maior estabilidade cambial.

O Irã, em meio a tensões com Israel, deve colher 13 milhões de toneladas, abaixo dos 16 milhões do ciclo anterior, segundo o Conselho Internacional de Grãos. As importações estão estimadas em 2,5 milhões, com destaque para a forte presença do trigo russo. Apesar do cenário de conflito, o governo afirma que o programa estratégico de compras internas segue sem interrupções, com mais de 3,8 milhões de toneladas adquiridas junto a produtores locais na primavera. Já a Turquia deve registrar produção de 18,5 milhões de toneladas, afetada por clima seco. Mesmo assim, o consumo segue elevado, com o pão ainda central na dieta, embora mudanças demográficas e de renda venham reduzindo a demanda per capita.

No Iraque, a produção prevista é de 5 milhões de toneladas, abaixo dos 6,3 milhões do ciclo anterior, com importações estimadas em 2,1 milhões. Apesar de recentes declarações oficiais de autossuficiência, a FAO alerta para perdas de produtividade ligadas à baixa precipitação. Reservas estratégicas de 5,5 milhões de toneladas garantem algum fôlego ao abastecimento. Já na Arábia Saudita, a produção local deve subir 25%, alcançando 1,5 milhão de toneladas, enquanto as importações recuam para 3,2 milhões. O consumo, projetado em 4,6 milhões, é puxado pelo crescimento do setor de alimentação fora do lar, impulsionado por megaprojetos e pelo turismo religioso e de lazer.

 





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