sexta-feira, março 27, 2026

Política & Agro

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Novo fungicida para combater ferrugem asiática da soja



“Oferece controle de amplo espectro e proteção contra cepas mutantes do fungo”



“Oferece controle de amplo espectro e proteção contra cepas mutantes do fungo"
“Oferece controle de amplo espectro e proteção contra cepas mutantes do fungo” – Foto: Aline Merladete

A empresa BASF deu início ao processo de registro do Adapzo® Active (Flufenoxadiazam), novo fungicida desenvolvido para enfrentar a ferrugem asiática da soja, uma das doenças mais severas que afetam a cultura na América do Sul. Segundo o Consórcio Antiferrugem, a doença pode causar perdas de até 90% se não controlada adequadamente. O novo ingrediente ativo foi submetido às autoridades regulatórias no Brasil e no Paraguai, com previsão de envio à Bolívia.

Desenvolvido especificamente para as necessidades dos agricultores sul-americanos, o Adapzo® Active é o primeiro inibidor de histona desacetilase (HDAC) do setor. Seu novo modo de ação contribui para o manejo da resistência de importantes doenças da soja, como a própria ferrugem e a mancha-alvo. A expectativa da empresa é que os produtos com essa molécula estejam disponíveis no mercado a partir de 2029.

“Usamos nosso profundo conhecimento da agricultura local e ouvimos cuidadosamente nossos clientes, desenvolvendo um ingrediente ativo adaptado às necessidades dos produtores de soja no Brasil, Paraguai e Bolívia”, diz Ademar De Geroni Junior, vice-presidente de Marketing Estratégico para a América Latina da BASF Soluções para Agricultura. “Com o Adapzo® Active, reafirmamos nosso compromisso com o desenvolvimento de uma agricultura sustentável, especialmente para os produtores de soja na América do Sul”, afirma.

Além de seu uso individual, o Adapzo® Active foi concebido para integrar o portfólio da BASF, potencializando resultados quando combinado com outras tecnologias. “Oferece controle de amplo espectro e proteção contra cepas mutantes do fungo, protegendo o potencial produtivo da soja”, destaca Ulf Groeger, vice-presidente de Pesquisa de Fungicidas da BASF.

 





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Enchimento dos grãos é fator decisivo no trigo



O K-400 Full combina potássio e nitrogênio



O K-400 Full combina potássio e nitrogênio
O K-400 Full combina potássio e nitrogênio – Foto: Divulgação

Na fase final da cultura do trigo, o enchimento dos grãos se torna um fator decisivo para o sucesso da safra. Pensando nos desafios impostos por estresses hídricos e nutricionais, a Dimicron desenvolveu o fertilizante K-400 Full, uma solução formulada especificamente para otimizar essa etapa crítica da lavoura. Segundo informações divulgadas pela empresa, o produto reúne nutrientes essenciais e bioestimulantes capazes de aumentar a eficiência mesmo em solos e climas desfavoráveis.

O K-400 Full combina potássio e nitrogênio, fundamentais para a translocação de reservas; molibdênio, que potencializa o uso do nitrogênio; e extrato de algas, com ação carreadora e alta capacidade de absorção. A fórmula também apresenta elevada compatibilidade para misturas em tanque, facilitando a aplicação integrada com outros produtos.

Entre os benefícios destacados pela Dimicron, estão grãos mais pesados e uniformes, melhor qualidade e rendimento final, atividade fotossintética prolongada e eficiência nutricional mesmo sob estresse ambiental. O produto atua diretamente no enchimento e formação dos grãos, oferecendo suporte decisivo na fase de maior exigência da cultura do trigo.

Voltado para produtores que buscam alta performance, o K-400 Full se apresenta como uma ferramenta estratégica na reta final da safra, contribuindo para resultados mais consistentes e rentáveis, mesmo diante das incertezas climáticas. “Na fase final da cultura do trigo, todo detalhe conta — e o enchimento dos grãos é decisivo para o sucesso da produtividade. Mas, e quando o clima ou o solo não ajudam?? Fertilizante com macro e micronutrientes voltado para o enchimento e formação de grãos nas fases finais da cultura”, conclui.

 





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Pesquisador brasileiro irá cooperar na Etiópia



Miranda é engenheiro agrônomo pela Universidade Estadual de Londrina



Miranda é engenheiro agrônomo pela Universidade Estadual de Londrina
Miranda é engenheiro agrônomo pela Universidade Estadual de Londrina – Foto: India Water Portal

O pesquisador José Ednilson Miranda, da Embrapa algodão, foi selecionado para atuar no novo escritório de cooperação do Brasil em Adis Abeba, na Etiópia, a partir de agosto. Segundo a Embrapa, ele integrará uma equipe composta por profissionais da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores, e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A missão conjunta visa fortalecer as relações do Brasil com países africanos por meio da cooperação em ciência, tecnologia, inovação, saúde, meio ambiente e agricultura.

A criação do escritório foi resultado direto da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Etiópia em fevereiro de 2024, marcando a retomada da política externa brasileira com foco na África e na promoção da cooperação sul-sul. Com cerca de 125 milhões de habitantes, a Etiópia é a segunda nação mais populosa do continente africano e uma das principais economias locais. Desde janeiro de 2024, também é membro do grupo BRICS e abriga, em sua capital, as sedes da União Africana e da Comissão Econômica das Nações Unidas para a África.

Miranda é engenheiro agrônomo pela Universidade Estadual de Londrina, mestre e doutor pela Unesp, com 22 anos de atuação na Embrapa. Especialista em entomologia, tem experiência em manejo de pragas, controle biológico e plantas inseticidas. Entre 2009 e 2020, participou de projetos internacionais de cooperação agrícola em países como Mali, Moçambique, Tanzânia, Peru e Zimbabwe, com destaque para os projetos Cotton-4, +Algodón e Cotton Victoria. Sua nomeação reforça o protagonismo brasileiro em iniciativas de cooperação técnica internacional no setor agropecuário. A Embrapa Algodão trabalha no desenvolvimento de novos produtos, como sementes.

 





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Confira como estão as safras da Argentina


Segundo a Bolsa de Cereales de Buenos Aires (BCBA), os excessos hídricos continuam impactando negativamente a colheita dos grãos de verão e atrasando a semeadura do trigo na Argentina. Até agora, foram semeados 23,6% dos 6,7 milhões de hectares projetados para a safra 2025/26, o que representa um atraso de 8 pontos percentuais em relação à média dos últimos cinco anos. 

Apesar disso, houve progresso expressivo no Centro-Norte de Córdoba (34,7 p.p.), onde os produtores aproveitaram uma janela com melhor condição de solo. As áreas já semeadas se encontram entre os estágios de emergência e expansão foliar, com boa condição geral, embora haja relatos de alta presença de orugas cortadoras no NOA.

A colheita da soja avançou 7,9 pontos na última semana e atinge 88,7% da área apta. Mesmo sem novas chuvas, os trabalhos seguem atrasados em relação à safra passada e à média quinquenal. A soja de primeira cobre 92% da área, com rendimento médio de 31,9 qq/ha, e já foi concluída em Córdoba. A soja de segunda chega a 77,7%, com média de 25,4 qq/ha. Apesar dos atrasos, os rendimentos continuam acima do esperado inicialmente, especialmente no Núcleo Sul e oeste de Buenos Aires, mantendo a projeção de produção em 50 milhões de toneladas.

O milho teve avanço semanal de 3,3 p.p., alcançando 43,8% da área nacional, com rendimentos de 80,2 qq/ha no milho precoce e 75,2 qq/ha no tardio. A colheita avança 8,8 p.p. à frente da safra anterior, mas o solo encharcado em partes de Buenos Aires dificulta o ritmo. A produção segue estimada em 49 milhões de toneladas. O sorgo chega a 48,9% da área colhida, com média nacional de 37,9 qq/ha. O destaque é o Centro-Norte de Córdoba, que pode superar o NEA como principal região produtora, consolidando a projeção nacional em 3 milhões de toneladas.

 





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Se você tem soja, aproveite o momento



Por outro lado, há fatores de baixa que merecem atenção



Por outro lado, há fatores de baixa que merecem atenção
Por outro lado, há fatores de baixa que merecem atenção – Foto: Seane Lennon

Segundo análise da TF Agroeconômica, divulgada nesta sexta-feira (07/06), o mercado da soja continua andando de lado, sem novos estímulos que o levem a uma tendência clara de alta ou baixa. Com expectativas de safra mundial e brasileira maiores, a tendência é que os preços permaneçam estáveis. A consultoria avalia que os atuais valores estão acima do esperado, se não fosse o atrito comercial com a China, o preço estaria próximo a R\$ 100/saca. Mesmo assim, recomenda aproveitar o momento, pois uma margem de 32,83% é considerada excelente.

Entre os principais fatores de alta, destaca-se a valorização do óleo de soja, que impulsionou as cotações em Chicago, com a posição de julho fechando a US\$ 1.047,18. A valorização do real frente ao dólar também influenciou o cenário internacional, tornando as exportações brasileiras menos competitivas e retraindo os vendedores locais. Além disso, rumores de aumento na demanda internacional, especialmente nos Estados Unidos, deram força ao mercado, com vendas semanais dentro da faixa esperada. Internamente, a disputa entre exportadores e indústrias elevou os preços nas regiões produtoras, ainda que os agricultores tenham vendido apenas 2 milhões de toneladas na semana.

Por outro lado, há fatores de baixa que merecem atenção. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires manteve a estimativa de safra argentina em 50 milhões de toneladas, contrariando o mercado, que previa cortes após chuvas intensas. Além disso, a relação comercial entre EUA e China segue frágil, com poucas novidades além de promessas de novas negociações, o que limita a confiança dos investidores.

Assim, o cenário permanece indefinido. A recomendação da TF Agroeconômica é clara: os preços atuais são historicamente altos e representam uma boa oportunidade de lucro. A menos que um fator novo e relevante surja, o mercado deve continuar lateralizado nas próximas semanas.

 





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Inovações e anúncios marcam GAFFFF 2025


Com diversas novidades e anúncios em prol do agronegócio, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA) marca presença no Global Agribusiness Festival (GAFFFF 2025), um dos maiores eventos do agronegócio mundial, realizado no Allianz Parque, em São Paulo.

A abertura do evento, na quinta-feira, 5 de junho, foi celebrada com a “Cavalgada do Agro.SP”, um ato simbólico organizado pela SAA em parceria com a Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM). Cerca de 100 cavaleiros partiram do Parque da Água Branca em direção ao Allianz Parque, utilizando animais fornecidos em sua maioria pela APTA Regional de Colina, unidade de pesquisa da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA).

O GAFFFF 2025, que se estende por dois dias (5 e 6 de junho) e é organizado pela consultoria agrícola DATAGRO, apresenta um pavilhão de exposições, palestras internacionais, shows e área gastronômica. Mais de 100 empresas agtechs e startups exibem soluções e tecnologias inovadoras para o setor.

Durante o evento, o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, sancionou o Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (SISP-POV). O novo serviço será responsável pela fiscalização, inspeção e auditoria de produtos de origem vegetal e seus derivados, bem como dos produtos da algicultura e da fungicultura.

“Com o SISP-POV, garantimos maior segurança alimentar para a população e impulsionamos a economia dos produtores paulistas, que terão seus produtos valorizados e sua renda aumentada,” explica Guilherme Piai, Secretário de Agricultura e Abastecimento de SP.

Pesquisa e inovação paulista no GAFFFF 2025

O estande da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) no GAFFFF 2025 foi palco de demonstrações de projetos e pesquisas inovadoras. Um dos destaques foi o café canephora, uma variedade resistente a pragas e doenças, que, embora não seja tradicionalmente cultivada em São Paulo, tem grande importância para o estado devido ao seu processamento e exportação. A Apta Regional de Adamantina tem se dedicado há dez anos à seleção de clones de café robusta adaptados às condições paulistas.

A Apta Regional também apresentou o potencial da rã-touro, única espécie cultivada em cativeiro para produção de carne e com alto potencial de crescimento no país. Além disso, a rã-touro é um bioindicador de poluição, o que demonstra a preocupação da pesquisa com questões ambientais.

A CATI Sementes e Mudas também marcou presença, trazendo novidades como o cultivo de cacau e seleções de frutas vermelhas, incluindo mirtilo e framboesa.





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Gripe Aviária: Para Cepea, setor vai conter caso de gripe aviária e negociar…


 A confirmação de um caso de gripe aviária numa granja de matrizes (de ovos férteis) no município de Montenegro, Rio Grande do Sul, nesta quinta-feira, 15, deixa o setor em alerta. O Ministério da Agricultura informa que já acionou o protocolo de contingência e declarou autoembargo de carne de frango do Rio Grande do Sul para todos os destinos.

Por cláusula contratual, foi automática a suspensão por parte da China e da União Europeia das compras de carne de aves de todo o Brasil. Com o Japão, foi assinada no final de março a regionalização do Certificado Sanitário Internacional, que implica na suspensão das compras da carne produzida apenas no município onde um caso de doença aviária for detectado. Outros importadores também podem vir a embargar a carne brasileira.

Pesquisadores do Cepea informam que cerca de um terço da produção brasileira de carne de frango é exportada para dezenas de parceiros comerciais. A China é a maior compradora, mas sua participação se limita a pouco mais de 10% de todo o volume vendido ao exterior. A União Europeia comprou, em 2024, aproximadamente 4,5%; os países do Oriente Médio, em conjunto, respondem por cerca de 30% das exportações de carne de frango.

Pesquisadores do Cepea avaliamque o setor tem capacidade de intensificar os protocolos sanitários e conter a doença rapidamente. Ponderam que é preciso aguardar os esforços da diplomacia comercial brasileira que devem agir no sentido de atenuar a área de embargo da China e União Europeia. Flexibilizar a suspensão total da carne de aves do Brasil, prevista em contrato, pode interessar também à China e à UE, dado o impacto que seus consumidores teriam com o não recebimento do produto.

Na avaliação de pesquisadores do Cepea, a suspensão por parte da China e da UE de toda a carne de aves brasileira teria impacto de média intensidade no equilíbrio de mercado não só de frango, mas também das carnes suína e bovina; grãos, principalmente, milho também seria influenciado. Porém, o caso é muito recente e, na análise dos especialistas do Cepea, ainda é cedo para cenários.

O mercado de ovos, no entanto, é diretamente afetado com o autoembargo das exportações de todos os produtos de aves do Rio Grande do Sul, que responde por cerca de um terço dos ovos exportados pelo Brasil.

Até então, o mercado interno de frango vinha com preços firmes ao produtor e no atacado da carne, com boa liquidez nas últimas semanas. O escoamento proporcionado pela exportação tem grande influência sobre o equilíbrio doméstico dos preços.





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Exportações de milho e soja pelo Arco Norte dobram em quatro anos


As exportações de milho e soja pelos portos do Arco Norte mais que dobraram nos últimos quatro anos. Segundo dados do Anuário Agrologístico 2025, divulgado nesta quinta-feira (5) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume embarcado na região passou de 36,7 milhões de toneladas em 2020 para 57,6 milhões de toneladas em 2024, um crescimento de aproximadamente 57%.

O avanço está relacionado aos investimentos em infraestrutura multimodal, com destaque para a ampliação do transporte ferroviário e o uso crescente das hidrovias na região amazônica. A proximidade com novas áreas de produção, como o MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), tem sido fator estratégico para o escoamento da safra.

“O Brasil caminha para uma nova configuração logística agroindustrial, na qual o fortalecimento do Arco Norte, os investimentos em infraestrutura ferroviária e hidroviária, e a ampliação da capacidade de armazenagem, sobretudo nas propriedades rurais, são pilares fundamentais para aumentar a competitividade do agronegócio no cenário internacional”, afirmou o presidente da Conab, Edegar Pretto.

Segundo o anuário, os portos de Santos (SP), Paranaguá (PR) e os do Arco Norte, como Itaqui, Barcarena e Santarém, concentraram 81,2% das exportações brasileiras de soja e milho em 2024. A região Norte respondeu por cerca de 38% desse total.

“A redução nos valores dos fretes, representada pela menor distância entre as áreas produtoras e os portos e pela internalização dos fertilizantes, tem induzido os agentes de mercado a preferirem essa rota”, explicou o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth.

Entre os portos da região, Itaqui (MA) e Barcarena (PA) apresentaram os maiores crescimentos no período de 2020 a 2024. No Maranhão, o volume exportado subiu de 11,21 milhões para 20,22 milhões de toneladas, um aumento de 80,3%. Em Barcarena, o crescimento foi de 70,3%. O uso intensivo do transporte ferroviário é apontado como principal responsável pela eficiência do escoamento.

“O modal ferroviário vive uma fase de expansão, impulsionado pela prorrogação antecipada de concessões e por novas políticas que favorecem a atuação do capital privado”, observou o diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Arnoldo de Campos.

Cinco grandes projetos estruturam o plano ferroviário nacional: a integração da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), a extensão da Ferrovia Norte-Sul até o porto de Vila do Conde (PA), o Anel Ferroviário do Sudeste e a conexão da Transnordestina à malha nacional. A Ferrogrão, projetada para ligar Mato Grosso ao Pará, também integra essa estrutura.

As hidrovias brasileiras, especialmente na região Amazônica, têm registrado crescimento no transporte de cargas. Entre 2017 e 2025, o número de armazéns com acesso hidroviário cresceu 24%. A região é responsável por quase dois terços do transporte fluvial nacional.

O governo federal anunciou no início do ano investimentos de R$ 4,8 bilhões em hidrovias por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). De acordo com a Empresa de Planejamento e Logística (EPL) e o Instituto Energia e Meio Ambiente (Iema), o transporte hidroviário reduz em até 95% as emissões em comparação ao modal rodoviário e em 70% frente ao ferroviário.





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é possível conter a planta daninha resistente ao glifosato?


A rápida disseminação do Amaranthus palmeri, conhecido como caruru-palmeri, tem acendido o alerta no campo. Essa planta daninha já apresenta resistência ao glifosato — herbicida amplamente utilizado na agricultura brasileira — e também a outros princípios ativos, como os inibidores da ALS, a exemplo de clorimuron e imazetapir. O cenário é preocupante: o controle químico isolado perde eficiência, e a presença dessa espécie ameaça diretamente o rendimento das lavouras de soja, milho e algodão em diversas regiões produtoras do país.

Originário das Américas, o caruru-palmeri tem se espalhado com rapidez nas últimas safras, impulsionado principalmente por práticas agrícolas que favorecem sua seleção natural. Em áreas onde o glifosato era aplicado de forma recorrente e isolada, sem rotação de princípios ativos ou adoção de medidas preventivas, a planta encontrou um ambiente propício para desenvolver resistência e se multiplicar. A situação se agrava devido à alta capacidade reprodutiva da espécie: uma única planta pode produzir centenas de milhares de sementes viáveis por ciclo, formando rapidamente bancos de sementes persistentes no solo.

Além da resistência herbicida, o caruru apresenta outra característica que agrava o problema: a ação alelopática. A planta libera compostos químicos no ambiente ao redor que inibem o desenvolvimento de outras culturas, como a soja. Essa interferência ocorre desde os estágios iniciais de germinação, resultando em menor estabelecimento das plantas cultivadas e perdas significativas de produtividade. Ou seja, mesmo antes de competir por água, luz e nutrientes, o caruru já impacta negativamente o desempenho da lavoura.

Em regiões brasileiras como o Centro-Oeste e o Matopiba, casos de resistência múltipla têm se tornado mais frequentes. A resistência a herbicidas inibidores da EPSPS e da ALS torna o manejo da planta daninha ainda mais complexo. Isso significa que, na prática, os herbicidas que antes controlavam o caruru deixaram de funcionar, e a aplicação repetitiva desses produtos apenas intensifica a seleção de biótipos resistentes.

Outro ponto crítico é o momento certo para o controle. Especialistas reforçam que deixar o manejo para a fase pós-emergente coloca o produtor em desvantagem. Se a soja germina ao mesmo tempo que o caruru, a planta daninha inicia imediatamente a disputa por água, luz e fertilizantes. 

Por isso, o uso de herbicidas em pré-emergência tem se mostrado uma ferramenta indispensável. Ao eliminar o caruru antes mesmo do plantio da cultura principal, o produtor garante uma janela de crescimento livre de competição, permitindo que a lavoura expresse seu máximo potencial produtivo. Essa estratégia, no entanto, deve ser acompanhada por práticas como a rotação de culturas, cobertura de solo e controle mecânico quando possível.

A resistência do caruru-palmeri não representa apenas uma ameaça pontual, mas sim um desafio sistêmico ao modelo de manejo atual. Caso as práticas não sejam revisadas, há risco real de que a resistência se espalhe para outras espécies de plantas daninhas, ampliando os prejuízos no campo e comprometendo a sustentabilidade da produção agrícola. A vigilância constante, a adoção de boas práticas agrícolas e o investimento em manejo integrado são os caminhos mais seguros para evitar que o caruru se torne ainda mais dominante.

Tratar a resistência e a alelopatia como um “perigo silencioso” não é exagero, mas sim uma forma de compreender a gravidade do impacto dessa planta daninha nas lavouras brasileiras. A prevenção, o monitoramento e o uso racional de herbicidas são essenciais para evitar que o caruru-palmeri comprometa a produtividade e a competitividade da agricultura no país.





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Tour tecnológico de milho safrinha percorre Goiás


A Conceito Agrícola, empresa do Grupo Conceito, concluiu nesta semana o Tour Tecnológico de milho Safrinha, com visitas técnicas realizadas entre terça e quinta-feira em sete municípios da região da grande Rio Verde (GO). A iniciativa teve como foco apresentar, na prática, o desempenho dos híbridos da empresa em diferentes condições de solo e manejo, contribuindo para o planejamento das próximas safras.

O roteiro passou por Acreúna, Paraúna, Rio Verde, Santa Helena, Palmeiras de Goiás, Quirinópolis e Jataí. Em um formato exclusivo, cada consultor técnico acompanhou individualmente um produtor, promovendo uma análise aprofundada das lavouras e estimulando o compartilhamento de experiências entre os participantes.

“Esse tipo de iniciativa é fundamental porque oferece ao agricultor uma análise concreta dos resultados obtidos nas lavouras, considerando o impacto do clima, do manejo e da genética na produtividade”, afirma Marcos Boel, supervisor de Sementes da Conceito Agrícola.

A atual safra foi beneficiada por um clima favorável, com chuvas prolongadas que favoreceram o desenvolvimento do milho e permitiram melhor expressão do potencial produtivo dos híbridos. Apesar disso, o manejo seguiu sendo um fator determinante para altas produtividades, especialmente no controle da cigarrinha e na prevenção de doenças.

Entre as práticas destacadas no tour, esteve a aplicação antecipada de carboxamidas na fase V4 do milho, adotada pela empresa como inovação no manejo. Essa estratégia tem demonstrado resultados consistentes na proteção das plantas e no desempenho final das lavouras, reforçando a importância de unir genética de qualidade com técnicas ajustadas à realidade local.

“O Tour Tecnológico foi pensado como uma jornada de visitas de produtor para produtor. Nosso objetivo é facilitar o compartilhamento de conhecimento técnico e apoiar diretamente a tomada de decisão no campo. Acreditamos que a combinação entre genética de alta performance e um manejo ajustado à realidade local é o caminho para alcançar lavouras mais produtivas e sustentáveis”, conclui Boel.

 





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