quarta-feira, abril 15, 2026

Política & Agro

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Minas Gerais avança na produção de café conilon



O objetivo é promover o desenvolvimento da cafeicultura com foco na produtividade




Foto: Pixabay

A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) iniciou, em dezembro de 2024, a comercialização e entrega de aproximadamente 20 mil mudas de café Conilon. Produzidas ao longo do ano nos Campos Experimentais de Leopoldina e Oratórios, na Zona da Mata mineira, essas mudas estão sendo negociadas com cafeicultores de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, ampliando o acesso a cultivares adaptadas às condições locais, conforme a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais.

Essa é a segunda produção comercial de mudas de Conilon realizada pela Epamig. Em 2023, a instituição vendeu um lote inicial de 7 mil mudas a um produtor do município de Raul Soares, também em Minas Gerais. A iniciativa integra o projeto “Expansão do Cultivo de Café Conilon no Leste de Minas Gerais”, financiado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O objetivo é promover o desenvolvimento da cafeicultura regional com foco na produtividade e sustentabilidade.

O material genético utilizado na produção das mudas foi fornecido pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). Além de testar a adaptabilidade das cultivares do Espírito Santo às condições climáticas e de solo de Minas Gerais, a Epamig desenvolve um programa próprio de melhoramento genético do café Conilon, que visa gerar variedades ainda mais produtivas e resistentes para os produtores da região.





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Produtos com bônus no PGPAF incluem açaí, banana, mandioca



Conab divulga lista de produtos com bônus do PGPAF para janeiro




Foto: Pixabay

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) publicou nesta quarta-feira (8), no Diário Oficial da União, a lista mais recente de produtos contemplados pelo Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF). O programa oferece descontos em parcelas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para agricultores cujos cultivos registraram preços abaixo do patamar garantido.

Entre as novidades deste mês, destaca-se a inclusão da batata, no Paraná, e a saída da cana-de-açúcar da relação de produtos beneficiados. Além da batata, itens como açaí, banana, cará/inhame, castanha-de-caju, cebola, erva-mate, feijão caupi, manga, mel de abelha, raiz de mandioca, tomate e trigo também fazem parte da lista de janeiro, com alterações nos estados contemplados.

A portaria que determina os valores do bônus mensal foi divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). Os novos valores entram em vigor em 10 de janeiro de 2025 e seguem válidos até 9 de fevereiro de 2025. Além disso, os preços de garantia para o PGPAF foram atualizados conforme a Resolução Nº 5.188, de 19 de dezembro de 2024. A lista completa e os percentuais de bônus podem ser consultados na Portaria SAF/MDA Nº 301, de 7 de janeiro de 2025.





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Tomate longa vida enfrenta queda de 30% no preço



Colheita em alta faz preço do tomate longa vida cair no Rio Grande do Sul




Foto: Canva

O preço do tomate longa vida caiu 30%, passando de R$ 5,00 para R$ 3,50 por quilo, conforme dados divulgados no Informativo Conjuntural da Emater/RS, na última quinta-feira (02). Essa redução é atribuída ao aumento da oferta do produto no mercado, impulsionado pela aceleração da colheita, que ocorre em função da elevada perecibilidade do tomate e da necessidade de colheita no momento exato de maturação.

Anteriormente, o preço do tomate longa vida havia experimentado alta devido à estratégia de desaceleração da colheita, que visava um ajuste nos preços. No entanto, com a maior disponibilidade do produto no mercado, especialmente com a intensificação da colheita no Rio Grande do Sul, o preço sofreu uma queda considerável.

A Emater/RS aponta que essa dinâmica de preços reflete a volatilidade do mercado de produtos hortifrúti, cuja oferta e demanda podem sofrer grandes variações dependendo do ritmo da colheita e da conservação dos produtos. A colheita acelerada, apesar de ser uma necessidade para garantir a qualidade do tomate, tem gerado um impacto negativo nos preços, que agora se estabilizam em valores mais baixos.





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projeto beneficia 10 mil agricultores com renda e inclusão social



O programa iniciou sua operação em 2015




Foto: Sheila Flores

O Projeto Complementar Nossa Gente Paraná, na modalidade Renda Agricultor Familiar, aprovou em 2024 mais 677 projetos, totalizando 9.996 agricultores beneficiados. O programa, que visa a prevenção e a superação das condições de alta vulnerabilidade social, foi iniciado em 2015 e tem sido um importante instrumento de apoio a agricultores familiares em situação de risco no estado, conforme dados da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.

Para a implementação do projeto, foram investidos aproximadamente R$ 28 milhões, provenientes do Tesouro do Estado, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecop). Cada um dos agricultores recebe R$ 6 mil, divididos em duas parcelas. Em agosto deste ano, o valor foi reajustado em 100%, com a primeira parcela de R$ 4 mil sendo transferida após a assinatura do adesão e a apresentação de um projeto de estruturação da unidade produtiva familiar. Após a verificação do cumprimento das etapas e o avanço do projeto, a segunda parcela é liberada.

O programa atende principalmente agricultores familiares com renda mensal per capita igual ou inferior a meio salário mínimo, incluindo pescadores artesanais, quilombolas, indígenas e outras comunidades tradicionais. A estimativa é que cerca de 110 mil famílias no Paraná se encaixem nesse perfil. Além do auxílio financeiro, os beneficiários recebem serviços de assistência técnica e extensão rural, contribuindo para a implementação de projetos de geração de renda e o acesso a políticas públicas de cidadania. Também jovens com mais de 18 anos que cursam colégio agrícola ou Casa Familiar Rural podem ser contemplados, com projetos próprios em áreas cedidas pelos pais.

Em 2019, o programa foi premiado com o Prêmio Sesi ODS por contribuir com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, e em 2022 conquistou o terceiro lugar no Prêmio Estratégia ODS Brasil.





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Produção de folhosas sofre impactos climáticos



Alta temperatura e pragas impactam cultivos no RS




Foto: Pixabay

Produtores de diversas regiões do Rio Grande do Sul continuam enfrentando desafios climáticos, conforme o mais recente Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS, na última quinta-feira (02). Em Uruguaiana, a produção de folhosas tem sido afetada por doenças fúngicas, que não são controladas mesmo com a aplicação regular de defensivos agrícolas. No entanto, a alta demanda levou a uma elevação no preço da alface, que atingiu a média de R$ 28,00 por dúzia, podendo chegar até R$ 30,00 em alguns estabelecimentos.

Em outras regiões, como Itaqui, a mandioca se desenvolve favoravelmente, graças às chuvas regulares e à boa luminosidade. As lavouras estão apresentando bom potencial e crescimento vigoroso. Em Ijuí, as olerícolas também têm se desenvolvido bem, beneficiadas pelo alto índice de insolação e irrigação, embora o clima seco tenha aumentado a incidência de pragas como mosca-branca, pulgão e tripes. A redução da semeadura e do transplantio visa evitar excesso de produto nos meses de janeiro e fevereiro, quando a demanda costuma cair.

Por outro lado, na região de Santa Rosa, o uso de irrigação não tem sido suficiente para manter os cultivos, especialmente os menos resistentes às condições climáticas extremas. Embora a baixa umidade do ar tenha ajudado a reduzir doenças nas olerícolas, ela tem aumentado o ataque de ácaros e tripes. A alface, por exemplo, foi comercializada por R$ 4,00 por unidade, enquanto o repolho foi vendido a R$ 5,00 por quilo. Em Pelotas, o clima favoreceu o desenvolvimento das olerícolas, e a safra de milho-verde e milho-doce iniciou-se com bons preços. A produção de tomate e pimentão também segue com boa qualidade, mas os preços não agradaram os produtores.





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Brasil bate recorde em exportação de carne bovina


Em 2024, o Brasil alcançou um recorde histórico nas exportações de carne bovina, com um total de 2,89 milhões de toneladas enviadas ao exterior, marcando um crescimento de mais de 26% em relação ao ano anterior. Esse volume gerou US$ 12,8 bilhões em receita, um aumento de 22% sobre 2023, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). O resultado consolidou o setor como um dos principais responsáveis pelo superávit da balança comercial brasileira, que somou US$ 74,6 bilhões em 2024.

A China se manteve como o maior destino da carne bovina brasileira, importando 1,33 milhão de toneladas, o que gerou US$ 6 bilhões. Outros mercados relevantes incluíram os Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, União Europeia e Chile, todos com crescimentos expressivos nas exportações. No total, 157 países receberam carne bovina brasileira ao longo do ano, com destaque para a expansão das exportações para novos mercados, como a Argélia, México e Filipinas.

O presidente da Abiec, Roberto Perosa, destacou que o sucesso das exportações reflete um esforço conjunto entre o setor privado e o governo, por meio da iniciativa Brazilian Beef. Perosa também sinalizou boas perspectivas para 2025, com expectativa de novos recordes e a abertura de mercados promissores, como Japão, Vietnã, Turquia e Coreia do Sul.

“Foi um ano histórico para a indústria da carne bovina nacional, para o setor pecuário e para o Brasil. A contribuição decisiva para o saldo positivo da balança comercial é uma prova disso, e já vinha sendo esperada. Mesmo sendo ainda muito cedo para uma previsão, acredito que 2025 tem tudo para batermos o recorde em exportações e também em faturamento”, comemora o presidente da Abiec, Roberto Perosa.

“Nós temos mercados a serem abertos que representam grande fatia do mercado consumidor mundial de carne bovina, dentre eles o Japão, o Vietnã, a Turquia, e a Coreia do Sul. Alguns deles estão em diferentes estágios de negociação. Mas, juntamente com o governo brasileiro, com o Ministério da Agricultura, vamos batalhar para que este ano de 2025 seja o ano que nos dê a oportunidade de levar a carne brasileira a esses destinos”, conclui.

 





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Cuidados no manejo e colheita garantem qualidade do algodão



Qualidade do algodão é essencial para lucratividade no setor


Foto: Canva

A alta qualidade do algodão é um requisito fundamental para atender às exigências do mercado e garantir a lucratividade dos produtores. Segundo a engenheira agrônoma Evelise Martins da Silva, em artigo publicado no Blog da Aegro, o cuidado com o manejo da lavoura, a escolha de sementes tecnológicas, a adubação eficiente, os manejos fitossanitários e o uso de práticas sustentáveis, como o Manejo Integrado de Pragas (MIP), são elementos indispensáveis para atingir esses padrões.

Dado o alto investimento necessário para a produção de algodão, o planejamento detalhado e o monitoramento diário da lavoura são cruciais. Isso inclui o acompanhamento de pragas, doenças e o manejo correto em todas as etapas da produção, desde a semeadura até o transporte.

A fase de colheita tem impacto direto na qualidade da fibra do algodão. Para manter os padrões desejados, algumas práticas devem ser seguidas:

  • Realizar a colheita em condições climáticas secas;
  • Assegurar a secagem adequada do algodão;
  • Executar o processamento, descaroçamento, enfardamento e armazenamento em ambientes com controle de temperatura e umidade.

Além disso, é necessário evitar erros comuns durante a colheita mecanizada, como:

  • Uso de velocidade inadequada na colhedora;
  • Presença de plantas daninhas na área;
  • Altura das plantas fora do ideal (1 m a 1,3 m);
  • Erros na aplicação de desfolhantes e maturadores;
  • Ausência de sistema de contenção de incêndios.





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O Impacto do ESG nas empresas



Empresas brasileiras que fazem negócios no exterior precisam estar atentas



Empresas brasileiras que fazem negócios no exterior precisam estar atentas
Empresas brasileiras que fazem negócios no exterior precisam estar atentas – Foto: Pixabay

No cenário atual de negócios, as práticas de ESG (Ambiental, Social e Governança) deixaram de ser uma preocupação exclusiva de grandes corporações de capital aberto e passaram a ser um componente essencial para empresas de todos os portes, incluindo as privadas no Brasil. Com a crescente cobrança de investidores, clientes e fornecedores, a adoção de práticas sustentáveis não é mais uma escolha, mas uma necessidade para garantir a competitividade e o sucesso no mercado.

Caio Pimenta, Gerente Sênior de ESG da RSM, destaca que, embora muitas empresas privadas no Brasil ainda vejam as práticas de ESG (Ambiental, Social e Governança) como um tema restrito a grandes corporações, a realidade está mudando. O ESG se consolidou como um fator crucial para o sucesso empresarial, com investidores, clientes e fornecedores exigindo posturas mais sustentáveis.

Os órgãos reguladores no Brasil estão impondo requisitos de ESG que afetam todas as empresas, independentemente de seu porte. A pressão é especialmente forte em áreas como redução de emissões e transição para energia limpa. Empresas que não se alinharem a essas práticas podem perder negócios, especialmente com grandes parceiros que possuem metas de sustentabilidade.

Além disso, empresas brasileiras que fazem negócios no exterior precisam estar atentas a regulamentações internacionais, como a Diretiva de Relatórios de Sustentabilidade Corporativa da União Europeia. Fundos de investimento também estão cada vez mais interessados em empresas com boa governança em ESG, tornando essencial a adaptação a essas exigências para manter a competitividade.





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Dólar fecha em queda pelo segundo dia consecutivo



A desvalorização reflete o foco dos investidores nos dados econômicos dos EUA


Foto: Pixabay

O dólar comercial encerrou a sessão desta terça-feira (7) em queda de 0,12% frente ao real, cotado a R$ 6,104 na venda. Na véspera, quando a moeda a vista recuou 1,11%, encerrando a R$ 6,1143, de acordo com dados do InfoMoney.

Segundo o informado, a desvalorização reflete o foco dos investidores nos dados econômicos dos Estados Unidos, especialmente a pesquisa JOLTs, que mede as aberturas de vagas de trabalho, enquanto no mercado doméstico o destaque foram os números de preços ao produtor.

Durante o pregão, o dólar chegou a ser negociado a R$ 6,055 em seu patamar mais baixo. Já na B3, o contrato de dólar futuro com vencimento mais próximo registrou queda de 0,33%, encerrando a 6.121 pontos. No mercado de turismo, a cotação foi de R$ 6,187 na compra e R$ 6,367 na venda.

Dólar Comercial:

  • Compra: R$ 6,103
  • Venda: R$ 6,104

Dólar Turismo:

  • Compra: R$ 6,187
  • Venda: R$ 6,367





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doenças que ameaçam o café



Clima e doenças impactam a produção de café


Foto: Pixabay

As mudanças climáticas têm se tornado um desafio crescente para a produção de café, trazendo impactos significativos no ciclo produtivo da cultura. Segundo informações publicadas no Blog da Aegro, o aumento das temperaturas médias, a ocorrência de secas prolongadas e chuvas fora de época têm transformado a dinâmica das lavouras cafeeiras, alterando a produtividade e a viabilidade de cultivo em diversas regiões.

De acordo com informações divulgadas, tradicionalmente, regiões como Minas Gerais e São Paulo lideram a produção cafeeira no Brasil. No entanto, a elevação das temperaturas e o desequilíbrio hídrico têm dificultado a manutenção dos padrões de cultivo nessas áreas, ao passo que zonas menos tradicionais começam a despontar como alternativas viáveis.

Para mitigar os prejuízos, produtores estão apostando em tecnologias de irrigação, manejo de sombra e no cultivo de variedades mais resistentes às novas condições climáticas, estratégias que buscam assegurar a sustentabilidade da produção.

Além das questões climáticas, a produção de café enfrenta desafios fitossanitários recorrentes. Entre as principais doenças estão:

  • Ferrugem do café (Hemileia vastatrix): Afeta severamente a produtividade ao provocar a queda prematura das folhas;
  • Cercosporiose (Cercospora coffeicola): Danifica os frutos, comprometendo a qualidade dos grãos;
  • Podridão radicular: Agravada por solos encharcados, prejudica o sistema radicular da planta.


O manejo preventivo com variedades resistentes, monitoramento constante e práticas culturais adequadas são indispensáveis para conter os danos e garantir a qualidade do produto final.





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