Chitãozinho e Xororó voltam às origens com ‘Meninos de Roça’, uma homenagem ao sertanejo raiz

Uma nova história começou a ser escrita no universo do sertanejo raiz. No último domingo (12), em clima intimista e para convidados, Chitãozinho & Xororó gravaram o novo DVD ‘Meninos de Roça’, em Jaguariúna (SP), um projeto que marca o retorno às origens e à essência da dupla.
Durante o evento, os artistas destacaram que o trabalho revisita a própria trajetória. A ideia, segundo Xororó, surgiu no ano passado, a partir do desejo de levar para o audiovisual uma sonoridade mais raiz.
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“Estamos aqui para apresentar um novo projeto, mas que, ao mesmo tempo, olha para trás. Evoluímos tanto, mas sentimos que era hora de voltar e revisitar nossas obras e canções que cantávamos desde a infância e adolescência. Quando recebemos essa música, nos apaixonamos. O Chitão pensou: pode ser o nome do projeto, e virou”, contou.
A gravação reuniu 19 faixas e foi aberta por “Meninos de Roça”, música que dá nome ao projeto e sintetiza sua proposta. Em versos, a canção retrata a história dos irmãos, a vida no campo e o incentivo do pai para que seguissem o sonho na música. Confira um trecho:
“Todo menino de roça
Tem um mundo no quintal
Faz das galinhas, boiada
Caminhão de lata e cavalo de pau”
A decoração não foi construída por acaso. Um milharal ao fundo relembra as origens da dupla e reforça a conexão com a proposta do projeto. O cenário remete diretamente ao imaginário da infância, quando o simples ganhava proporções grandiosas e o sonho começava a tomar forma.
O DVD também traz participações especiais variadas, pensadas de forma estratégica. “Cada participação encaixa de um jeito diferente. Tem artistas mais antigos, outros mais jovens, e todos têm uma conexão com essa proposta”, explicou Xororó. Participam do projeto Samy Rico, Vanessa da Mata, Mayck & Lyan, Di Paullo & Paulino, Rio Negro & Solimões, Almir Sater, Matogrosso & Mathias e o grupo Traia Véia.
O cantor também falou sobre a continuidade da carreira. “Parar de cantar não é uma opção. Trabalhar menos, talvez. Mas queremos estar com saúde e continuar fazendo o que a gente ama”, disse.
A dupla ainda ressaltou uma mudança no comportamento do público. “Acho que o gênero não é mais tanto de festa e bebida. O sertanejo raiz vai estar sempre no coração do público, das famílias, dentro de casa. A gente sente que as pessoas estão com mais vontade de ouvir modão”, destacou Chitãozinho.
Um dos maiores exemplos desse legado é Evidências. “Quando a gente gravou, virou um sucesso e nunca mais paramos de cantar. Nosso repertório é repleto de músicas assim”, completou Xororó.
Mas não para por aí. O que trouxe a dupla até aqui é uma trajetória marcada por emoção, histórias vividas e uma conexão genuína com o público ao longo das décadas. Muito além de um repertório que embala karaokês e festas, Chitãozinho & Xororó construíram uma carreira sólida, baseada em canções que atravessam gerações e seguem presentes na memória afetiva dos fãs.
A trajetória começou ainda em 1970, com a gravação do primeiro disco, “Galopeira”. No entanto, o reconhecimento veio alguns anos depois, em 1978, com “60 Dias Apaixonados”, que garantiu à dupla o primeiro disco de ouro. O grande sucesso nacional se consolidou em 1982, com “Fio de Cabelo”, que ultrapassou a marca de 1,5 milhão de cópias vendidas e projetou os irmãos para todo o país.
Ao longo da carreira, eles deram vida a clássicos que se tornaram verdadeiros pilares do sertanejo, como “Se Deus Me Ouvisse”, “Fogão de Lenha”, “No Rancho Fundo”, “Brincar de Ser Feliz”, “Página de Amigos” e “Alô”, entre tantos outros que seguem vivos no repertório e no coração do público.
Mais recentemente, entre 2022 e 2023, a dupla celebrou os 50 anos de carreira com uma turnê inédita e internacional, além de uma série de projetos especiais que incluíram livros, gibi e conteúdos comemorativos, reforçando o legado construído ao longo de cinco décadas de música.
Chitãozinho reforçou o tom emocional do trabalho ao destacar o significado do retorno às raízes. “Uma hora a gente tem que voltar pra casa. Sertanejo é assim. A gente sai da roça, mas a roça não sai da gente. Uma hora a gente tem que voltar para casa”, afirmou.
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