segunda-feira, março 23, 2026

Política & Agro

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Popularidade do morango do amor eleva preços na Serra Gaúcha


A produção de morango no Rio Grande do Sul tem sido impactada por fatores climáticos e pela crescente demanda local. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (31), a maturação dos frutos acelerou na região administrativa de Caxias do Sul, favorecida pela insolação e temperaturas moderadas, o que resultou em leve aumento da produção em relação ao período anterior.

A entidade informou que “os cultivos implantados neste ano se desenvolvem bem e emitem novas flores”, acrescentando que a sanidade das lavouras está adequada. No entanto, apesar da melhora nas condições, a produção atual ainda não é suficiente para atender plenamente os mercados habituais.

A alta procura por morangos de maior calibre, especialmente utilizados na preparação do “morango do amor” – coberto por brigadeiro branco e calda de caramelo –, gerou um pico nas vendas e nos preços. O quilo chegou a R$ 50,00 e permanece em patamares elevados, impulsionado também pela movimentação turística na Região das Hortênsias e na Serra.

Com a baixa oferta local, agricultores têm buscado morangos em outros estados, o que pressiona ainda mais os preços. A fruta in natura é vendida entre R$ 30,00 e R$ 40,00 por quilo diretamente aos consumidores, enquanto o congelado varia de R$ 15,00 a R$ 20,00. Na Ceasa, os valores pagos aos produtores estão entre R$ 25,00 e R$ 30,00.

Em Pelotas, as baixas temperaturas, a falta de sol e a alta umidade têm limitado o desenvolvimento das lavouras, reduzindo a floração e o tamanho dos frutos, além de favorecer doenças. A produção segue abaixo do esperado, com preços de R$ 30,00/kg em Turuçu e Morro Redondo, entre R$ 30,00 e R$ 40,00 em Rio Grande e entre R$ 35,00 e R$ 45,00 em Pelotas e Capão do Leão.

Na região Norte do estado, os dias ensolarados contribuíram para a recuperação da cultura. As plantas voltaram a emitir flores e frutos, mas a produção continua abaixo da média para o período, com preço médio de R$ 30,00/kg.

No Sul do estado, especialmente no Baixo Vale do Rio Pardo, a limitação na radiação solar tem atrasado a maturação dos frutos e prejudicado o sabor. A Emater/RS-Ascar observa que “a oferta e a demanda do produto estão em equilíbrio”, com preços variando entre R$ 20,00 e R$ 25,00/kg.





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Calor extremo e frio intenso dividem o Brasil no início de agosto



Previsão também aponta para baixos índices de umidade




Foto: Canva

O primeiro fim de semana de agosto promete extremos de temperatura e tempo seco em diferentes regiões do país. Entre os dias 1º e 3 de agosto, o Brasil deverá enfrentar contrastes climáticos expressivos, com frio intenso previsto no Sul e calor escaldante em áreas do Norte, Centro-Oeste e interior do Nordeste. A previsão também aponta para baixos índices de umidade em grande parte do território nacional.

De acordo com informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), uma massa de ar frio vai avançar sobre a Região Sul, derrubando as temperaturas mínimas para abaixo de 8 °C. Estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná deverão registrar manhãs geladas, especialmente nas áreas de serra. O frio também alcançará o estado de São Paulo e o sul de Minas Gerais, com mínimas previstas entre 3 °C e 6 °C em cidades como Monte Verde (MG) e Campos do Jordão (SP).

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Enquanto isso, o calor deverá predominar no Norte do país, com destaque para o Amazonas e o Pará. Em municípios como Manicoré (AM) e Redenção (PA), os termômetros podem ultrapassar os 40 °C no sábado. No Centro-Oeste, estados como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul também deverão registrar temperaturas acima de 34 °C.

Além do calor, a baixa umidade relativa do ar será uma preocupação. Regiões do interior do Nordeste, Centro-Oeste e partes do Sudeste poderão registrar índices inferiores a 30%, aumentando o risco de queimadas e afetando a saúde da população e o desenvolvimento das lavouras.

A chuva deve se concentrar na Região Sul. No Rio Grande do Sul, os acumulados poderão superar os 80 mm em áreas do sudoeste e sudeste do estado. Também são esperados volumes significativos de precipitação no centro-leste do Paraná e de Santa Catarina, o que pode favorecer o abastecimento dos mananciais, mas exige atenção para o risco de alagamentos pontuais.





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O futuro da agricultura passa pela integração entre químicos e biológicos


A agricultura está vivenciando uma transformação. Após décadas em que os defensivos químicos foram protagonistas no manejo agronômico, oferecendo resultados e controle certeiros aos produtores, o setor passa a incorporar uma abordagem mais integrada, que alia produtividade à saúde do solo, à biodiversidade e à sustentabilidade.

Essa integração representa uma mudança de paradigma: não se trata de substituir tecnologias, mas de potencializar resultados por meio da complementaridade. A união entre o rigor científico dos químicos e a inteligência natural dos biológicos fortalece a resiliência dos sistemas produtivos, amplia a eficácia do manejo e contribui para uma agricultura mais duradoura e alinhada às demandas ambientais e sociais do presente.

Esse movimento ganha ainda mais relevância diante do crescimento expressivo do mercado de biológicos. De acordo com dados da CropLife, no Brasil, a adoção de bioinsumos cresceu 13% na safra 2024/2025, alcançando cerca de 156 milhões de hectares tratados, com taxa de uso quatro vezes superior à média global. Dentre esses dados, outro que chama atenção é que a combinação de produtos químicos e biológicos para proteção de cultivos cresceu 7% na safra 2023/2024. Enquanto a adoção de bioinsumos, nas mesmas áreas, aumentou 35% no mesmo período.

Leonardo Antolini, Gerente Regional de Marketing Estratégico Plant Health da FMC para o Brasil

É neste cenário que a FMC, empresa global de ciências para agricultura, reafirma seu compromisso de longo prazo com a inovação ao investir na combinação entre soluções químicas e biológicas. A companhia conta com um portfólio consolidado de soluções biológicas, como Presence® Full, Provilar®, Ataplan®, Quartzo®, Crop Evo® e Seed+Como® e os recentes lançamentos: os bioinseticidas Evedar® e Perovar®, e o biofungicida de solo Cablar®. Esses produtos foram desenvolvidos para atuar de forma sinérgica com os químicos, oferecendo proteção eficiente e ampliada às lavouras, além de benefícios ao solo e à biodiversidade.

A FMC investe 6% do faturamento global em pesquisa e desenvolvimento para oferecer um portfólio completo e com uma nova geração de biológicos, integrados aos químicos, além de serviços que ajudam as tomadas de decisões do produtor brasileiro: “Acreditamos que o futuro do campo passa por uma agricultura capaz de integrar tecnologias, conhecimentos e perspectivas. Ao combinar o que há de mais moderno em defensivos químicos com o potencial dos biológicos, estamos ampliando as possibilidades de manejo e ajudando a construir um modelo produtivo mais inteligente, resiliente e alinhado às exigências do campo”, destaca Leonardo Antolini, Gerente Regional de Marketing Estratégico Plant Health da FMC para o Brasil.

Inovações FMC

Em 2025, a FMC lançou três novas biosoluções no mercado: os bioinseticidas Perovar e Evedar e o biofungicida de solo Cablar.

Com sinergia biológica para máxima proteção, o Evedar traz proteção biológica avançada para a lavoura, combinando os fungos Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae em uma formulação inovadora. Oferece um controle efetivo contra pragas como, bicudo da cana-de-açúcar (Sphenophorus levis), mosca-branca (Bemisia tabaci biótipo B), ácaro-rajado (Tetranychus urticae), broca-do-café (Hypothenemus hampei), cigarrinha-das-pastagens (Deois flavopicta), percevejo-marrom (Euchistos heros) e Tripes (Frankliniella occidentalis).

Já o Perovar® combate as pragas onde elas começam. Com o fungo Metarhizium anisopliae isolado, o bioinseticida é ideal para aplicação em sulco. Sua eficácia no controle de pragas como cigarrinha da cana-de-açúcar (Mahanarva fimbriolata) e percevejo-castanho (Scaptocoris castânea) entrega proteção efetiva e de amplo espectro, preservando a saúde do solo e favorecendo o equilíbrio biológico. Resistente a condições adversas e compatível com diversos manejos, Perovar é a solução resiliente que protege as plantas no momento mais crítico do desenvolvimento, entregando resultados superiores no campo.

No portfólio de biofungicidas, o Cablar® é a força biológica que protege e regenera o solo. A tecnologia é formulada com uma potente combinação de duas cepas de Trichoderma (Trichoderma harzianum URM 8119 e Trichoderma asperellum URM 8120) e Bacillus amyloliquefaciens CCT 7901, projetados para estabelecer a microbiota regenerativa e atuar contra doenças do solo e da planta.

“Essas soluções são altamente eficazes e sustentáveis, com um elevado shelf life sem necessidade de refrigeração, garantindo praticidade no armazenamento e no uso”, diz o gerente. Leonardo ainda ressalta que o portfólio da FMC contribui para a sustentabilidade ao compromisso da companhia com a agricultura de baixo impacto ambiental. “Essas novas soluções fortalecerão ainda mais a produtividade e a saúde das lavouras de nossos parceiros, proporcionando um futuro mais seguro e rentável”.





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Defensivos agrícolas podem movimentar mais de R$ 950 milhões no Paraná



Entre 30% e 35% dos defensivos destinados à próxima safra de verão já foram vendidos




Foto: Pixabay

O centro-oeste do Paraná apresenta uma demanda expressiva não atendida para a comercialização de defensivos agrícolas voltados às safras de verão 2025/2026 e safrinha 2026/2026. De acordo com levantamento realizado pela EEmovel Agro, entre 30% e 35% dos defensivos agrícolas destinados à próxima safra de verão já foram vendidos. No entanto, o volume negociado para a safrinha ainda é reduzido, variando entre 5% e 10%. A empresa destaca que, historicamente, a média de vendas nesse período costuma superar 80%.

A região, que reúne 153.215 propriedades e 361.550 produtores, conta com uma área plantada temporária estimada em 3,1 milhões de hectares. Apenas na cultura da soja, o potencial financeiro para aquisição de defensivos agrícolas ultrapassa R$ 953 milhões. Mesmo diante desse cenário, cerca de 2 milhões de hectares ainda não realizaram a compra dos insumos necessários para a próxima safra.

O diretor de operações agro da EEmovel Agro, Luiz Almeida, aponta que os produtores têm adiado as aquisições por receio de instabilidades nos preços. “O potencial da região, considerando o centro ocidental, noroeste e oeste paranaense, ainda é grande. São cerca de 70% da região que ainda não adquiriu defensivos agrícolas para a safra que se inicia nos próximos dias”, afirma. Segundo Almeida, fatores como o aumento dos custos de produção, a valorização do dólar, a redução da oferta global de insumos e os impactos de conflitos internacionais têm contribuído para a hesitação no fechamento de negócios.

O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), informou no boletim semanal de Condições de Tempo e Cultivo que a comercialização da soja segue em ritmo lento. Mesmo com o fim da colheita há alguns meses, muitos produtores optam por manter os estoques, aguardando cotações mais atrativas. Paralelamente, o planejamento para a próxima safra avança, com produtores iniciando o preparo do solo e a aquisição de parte dos insumos.

 





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Aplicativo centraliza dados de propriedades rurais



O usuário pode visualizar dados e baixar documentos de três sistemas do governo



O usuário pode visualizar dados e baixar documentos de três sistemas do governo
O usuário pode visualizar dados e baixar documentos de três sistemas do governo – Foto: Pixabay

O governo federal lançou o aplicativo Meu Imóvel Rural, que reúne em um só lugar as principais informações sobre imóveis rurais. Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), responsável pelo desenvolvimento da ferramenta em parceria com o Dataprev, o app traz uma interface simples e pode ser acessado via computador ou celular, mediante login com conta GOV.BR.

Com o novo aplicativo, o usuário pode visualizar dados e baixar documentos de três sistemas do governo: o Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR), o Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF) e o Cadastro Ambiental Rural (SICAR). A proposta é facilitar o acesso à informação, aumentar a transparência e permitir a identificação de eventuais pendências ambientais, fundiárias e fiscais.

A ministra Esther Dweck afirmou que a iniciativa integra a agenda digital do governo e contribui para políticas públicas mais eficazes. “Com o aplicativo, o proprietário rural não precisa mais acessar três sistemas diferentes para obter dados e identificar pendências ambientais, fundiárias e fiscais do seu imóvel”, explicou a ministra.

Por enquanto, o app está disponível para pessoas físicas com imóveis rurais. A partir de novembro de 2025, também atenderá pessoas jurídicas. Nessa data, novas funções serão incluídas, como notificações oficiais, vinculação automática de cadastros e consulta por CNPJ.

A possibilidade de verificar inconsistências entre os diferentes cadastros ajuda a evitar problemas futuros, principalmente em casos de regularização fundiária ou ambiental. Com isso, o aplicativo se torna uma ferramenta estratégica para quem busca manter seus registros em dia e aproveitar com mais facilidade os benefícios de programas e políticas públicas voltadas ao campo.





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Embrapa Gado de Leite tem novo chefe-geral



Bellini assume chefia com foco em inovação




Foto: Divulgação

José Luiz Bellini é o novo chefe-geral da Embrapa Gado de Leite. Bellini substitui Denis Teixeira Rocha que ocupou o cargo no último ano. Analista da Embrapa há 35 anos, Bellini é engenheiro civil com mestrado em administração pública pela Fundação Getúlio Vargas e doutorado em economia aplicada pela Oklahoma State University. A transmissão de cargo ocorreu em cerimônia interna nesta sexta-feira (01/08) na sede da instituição, em Juiz de Fora/MG.

Uma das prioridades do novo chefe-geral é direcionar esforços para a pesquisa aplicada. A estratégia de sua gestão é mobilizar as instituições do Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária (SNPA), incluindo as Unidades da Embrapa, Institutos de Ciência e Tecnologias e demais parceiros, para estabelecer uma carteira prioritária de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) para os próximos dez anos.

Segundo Bellini, para conduzir essa atividade, será instituído o Fórum Nacional do Leite cujo objetivo é definir os desafios mais prementes do setor. A proposta do gestor prevê a criação da Rede Leite, um consórcio de instituições com interesse em corresponsabilidade no desenvolvimento de soluções apropriáveis e prioritárias estabelecidas no Fórum do Leite, e o Funleite, para captar recursos destinados à inovação na cadeia produtiva do leite.

Na gestão de Transferência de Tecnologias (TT), Bellini pretende ampliar as parcerias com o Sistema Ater, indústrias laticinistas e cooperativas. “Por meio dessas parcerias iremos capacitar técnicos e produtores, atendendo as principais bacias produtoras do país, além de identificar questões relevantes de PD&I”, diz. A TT contemplará um programa de capacitação técnica em sistemas de produção de precisão gerando mão-de-obra qualificada para atividade. Também consta de sua proposta de gestão a negociação e implementação de programa de desenvolvimento territorial, com o apoio do Sistema S, para territórios vocacionados para o leite. “Mobilizar os agentes públicos e privados, da academia e do setor produtivo, é questão fundamental para uma proposta robusta de desenvolvimento da cadeia produtiva do leite”, afirma Bellini.





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Soja brasileira ganha espaço com ausência dos Estados Unidos no mercado chinês


Os preços da soja no Brasil continuam sustentados por prêmios firmes no mercado internacional, segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 25 a 31 de julho. A entidade destacou que a atual valorização se deve à redução da presença dos Estados Unidos no mercado chinês, o que abre espaço para o produto brasileiro e sustenta os valores pagos ao produtor no país.

“O câmbio voltou a se aproximar de R$ 5,60 por dólar, dentro do contexto das tensões comerciais com os EUA, o que ajuda a segurar os preços da oleaginosa”, afirma o boletim da Ceema. No Rio Grande do Sul, os preços giraram em torno de R$ 121,00 por saca nas principais praças, com média local de R$ 124,64. No restante do país, os valores oscilaram entre R$ 111,00 e R$ 122,00 por saca. A Ceema observa que, em um cenário de normalidade comercial, o preço médio no estado estaria por volta de R$ 110,00, ou seja, R$ 14,64 abaixo do valor atual.

Em outro destaque do relatório, a Ceema apontou uma movimentação atípica no mercado internacional. A Índia adquiriu 150 mil toneladas de óleo de soja da China, um volume considerado raro, dada a tradicional preferência indiana por óleo de palma e outras fontes. A decisão se deu pelo excesso de oferta do produto no mercado chinês, que passou a ser vendido com desconto entre US$ 15,00 e US$ 20,00 por tonelada em relação aos preços do Brasil e da Argentina. Segundo o boletim, “as moageiras chinesas compraram muita soja enquanto a demanda interna freou”, o que resultou também em excedente de farelo.

A Ceema acrescenta que, para a Índia, a compra do produto chinês reduz custos logísticos. Enquanto os embarques da América do Sul demoram mais de seis semanas para chegar ao país asiático, os da China levam entre duas e três semanas.

Apesar da sustentação dos preços no mercado doméstico, o relatório indica que os valores atuais ainda estão, em boa parte do Brasil, abaixo dos praticados no mesmo período de 2024. Naquele ano, a média gaúcha no fim de julho era de R$ 122,78 por saca, e nas principais praças, o valor chegava a R$ 124,00. No restante do país, os preços oscilavam entre R$ 118,00 e R$ 128,00 por saca.





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Brasil calcula o real impacto das novas tarifas dos EUA


O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou, por meio de nota divulgada nesta quinta-feira (31), que aproximadamente 44,6% das exportações brasileiras para os Estados Unidos ficaram de fora da tarifa adicional de 50%, aplicada unilateralmente pelo governo norte-americano por meio de ordem executiva assinada na quarta-feira (30). A lista publicada pela Casa Branca inclui cerca de 700 produtos excluídos da medida, como aviões, celulose, suco de laranja, petróleo e minério de Ferro.

De acordo com levantamento preliminar da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), a nova tarifa atingirá 35,9% das exportações brasileiras destinadas aos EUA, o que corresponde a US$ 14,5 bilhões em 2024. Já os produtos excluídos da cobertura da ordem executiva representam 44,6% do total exportado, o equivalente a US$ 18 bilhões no mesmo período.

Além disso, 19,5% das exportações brasileiras estão sujeitas a tarifas específicas, aplicadas a todos os países com base em critérios de segurança nacional, como as previstas na Seção 232. Esses produtos, que somaram US$ 7,9 bilhões em 2024, não serão impactados pela nova medida. Entre eles estão autopeças, que já são taxadas em 25%, independentemente da origem.

O MDIC afirmou que, de modo geral, “a maior parte das exportações brasileiras, representando 64,1%, continua concorrendo com produtos de outras origens no mercado americano em condições semelhantes”. Segundo a pasta, mercadorias em trânsito não serão afetadas pelas tarifas adicionais. A decisão assinada no dia 30 de julho isenta da nova cobrança os embarques realizados no Brasil até sete dias após a data da ordem executiva, desde que cumpram os requisitos estabelecidos.

 





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Exportações de café batem recorde no ano-cafeeiro de 2024


O volume de exportações dos cafés do Brasil alcançou um recorde no ano-cafeeiro de 2024, totalizando 46,1 milhões de sacas de 60 quilos, de acordo com dados do Sumário Executivo do Café, analisados pelo Consórcio Pesquisa Café. O número representa um crescimento de 30,6% em relação ao total exportado em 2023, quando foram vendidas 35,3 milhões de sacas ao mercado externo.

Segundo o relatório, os Estados Unidos lideraram as importações, sendo responsáveis por 16,5% das compras, o equivalente a 7,6 milhões de sacas. O volume exportado ao mercado norte-americano representa um aumento de 40,7% em comparação com 2023, quando o país adquiriu 5,4 milhões de sacas. “Os Estados Unidos foram o maior destino do café brasileiro, consolidando sua posição no topo do ranking dos importadores em 2024”, destacou o Consórcio Pesquisa Café.

Em seguida, a Alemanha aparece na segunda posição, com 7,3 milhões de sacas importadas, o que corresponde a 15,8% das exportações. A Bélgica registrou crescimento expressivo de 100% em relação a 2023 e adquiriu 4,4 milhões de sacas, o equivalente a 9,5% do total exportado. A Itália comprou 3,9 milhões de sacas, respondendo por 8,5% das vendas brasileiras, enquanto o Japão ocupou a quinta posição, com 2,3 milhões de sacas importadas, representando 5% das exportações.

As compras de outros países como Espanha, Turquia, Holanda, Rússia, Reino Unido, Coreia do Sul, Canadá, Suécia, França e Colômbia completaram o volume exportado em 2024, conforme indicado no Sumário Executivo.





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Pasto nativo tem queda na qualidade nutricional


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (31) apontou que as pastagens no Rio Grande do Sul seguem em recuperação parcial, com desempenho variado conforme a região e o tipo de forragem cultivada. A entidade informou que “nos campos nativos, houve redução da oferta de volumosos e perda de qualidade em razão do excesso de fibra e do baixo valor nutricional”. Por outro lado, áreas de campo nativo melhorado apresentam desenvolvimento suficiente para o pastejo.

Nas pastagens cultivadas, a semeadura tardia e as condições climáticas limitaram a oferta de forragem. No entanto, o avanço das temperaturas, maior luminosidade e o retorno da umidade ao solo vêm favorecendo gradualmente o crescimento das espécies de inverno, o que tem proporcionado melhor aproveitamento para os rebanhos.

Na região administrativa de Bagé, a Emater/RS-Ascar relatou que “as áreas de integração lavoura-pecuária foram utilizadas para pastejo em função de sua recuperação, favorecida pelas condições climáticas”. Em Caxias do Sul, o bom desenvolvimento das forrageiras permitiu o uso das áreas de trigo, aveia e azevém para alimentação dos animais.

Erechim também apresentou condições positivas. Conforme o boletim, “a umidade do solo e a maior incidência de luz solar beneficiaram o crescimento e a rebrota das pastagens hibernais”, resultando em melhor oferta de massa verde e lotação adequada nos piquetes.

Na região de Frederico Westphalen, as pastagens de inverno responderam bem à adubação química e ao uso de resíduos orgânicos, o que estimulou a rebrota. Já em Ijuí, o aumento da luminosidade e da temperatura impulsionou o crescimento das forrageiras anuais. Apesar das precipitações a partir de 23 de julho terem prejudicado a produção de feno e pré-secado, a rebrota foi favorecida pela retirada dos rebanhos das áreas mais degradadas.

Em Passo Fundo, a recuperação das pastagens foi descrita como gradual, embora limitada. As áreas destinadas à silagem de trigo e cevada seguem em desenvolvimento, com o trigo de duplo propósito ainda sendo utilizado para pastejo. Em Pelotas, os 89 milímetros de chuva acumulada e os dias ensolarados favoreceram a adubação e o rebrote das pastagens nativas, mas nas áreas cultivadas a oferta ainda é restrita.

Porto Alegre também registrou crescimento nas pastagens de inverno devido ao clima mais favorável, embora o campo nativo ainda não tenha apresentado recuperação significativa. Em Santa Maria, o crescimento das forrageiras avançou de forma lenta, com maior comprometimento nas áreas onde houve sobrepastejo ou falhas no manejo da lotação.

A região de Santa Rosa teve benefício direto da umidade do solo, com as áreas de trigo, aveia e azevém proporcionando bom suporte nutricional ao manejo animal. Em Soledade, a melhora na oferta das pastagens de inverno foi limitada pelo frio e umidade. A rebrota das áreas de aveia foi prejudicada pelo pastejo intenso, e o azevém ainda não alcançou o ponto ideal para uso.





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