quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Expointer tem público recorde em fim de semana de estreia


Um período de calor atípico no inverno gaúcho contribuiu para que a 48ª Expointer registrasse público recorde no primeiro fim de semana. De acordo com os números oficiais, 258.940 pessoas estiveram no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, entre sábado (30) e domingo (31). O volume é o maior já registrado em dois dias desde o início da série histórica, há dez anos.

No sábado, data de abertura da feira, foram contabilizados 119.539 visitantes, número que superou a marca histórica para o primeiro dia do evento. O movimento intenso se manteve no domingo, consolidando o novo recorde de público.

Além da presença de visitantes, a edição deste ano também alcançou o maior número de animais inscritos em toda a história da feira, somando 6.696 exemplares, entre rústicos e de argola. A ovinocultura aparece como destaque, reunindo 997 ovinos.

Veja também: Agrolink marca presença na Expointer com cobertura especial

O pavilhão das agroindústrias registrou igualmente números inéditos, com 456 empreendimentos reunidos. As vendas no espaço tiveram crescimento expressivo: nos dois primeiros dias, o montante chegou a R$ 3.049.992,75, aumento de 35,43% em comparação com o mesmo período de 2024, quando foram movimentados R$ 2.252.141,87.

Com programação até 7 de setembro, a 48ª Expointer apresenta expositores de máquinas e implementos agrícolas, pecuária de elite, agricultura familiar, artesanato e atrações culturais. A organização projeta que o público total ultrapasse o da edição passada, reforçando a feira como vitrine nacional do agronegócio e espaço de aproximação entre o campo e a cidade.

O portal Agrolink acompanha o evento a partir de um estúdio instalado no espaço do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers), com entrevistas, reportagens e análises em tempo real.





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produtores inadimplentes também devem ser incluídos em Medida Provisória, diz Farsul


A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) reafirmou, por meio do presidente Gedeão Pereira, no último sábado (30), sua posição sobre a proposta do Governo Federal para renegociação das dívidas dos produtores rurais durante reunião na Casa da Farsul, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O encontro contou com a presença do presidente da entidade e do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Guilherme Campos Júnior, em agenda realizada durante a Expointer.

Segundo Pereira, a entidade “mantém posição favorável à transformação do PL 5.122 em Medida Provisória”, mas discorda dos parâmetros apresentados pelo Executivo, que indicam prazo reduzido, juros mais elevados e alcance limitado. A proposta foi articulada com intermediação do senador Luis Carlos Heinze (PP/RS), que defende a criação de uma linha específica de renegociação.

A Farsul apresentou contrapontos, entre eles a inclusão de dívidas fora do sistema financeiro tradicional, como com cooperativas de grãos, distribuidores de insumos e cerealistas, além das operações com recursos livres e juros médios de 3% ao mês. A entidade também defende que produtores inadimplentes possam ser contemplados. “Produtores em situação de inadimplência, já inscritos em cadastros negativos e que comprovem o não cumprimento do contrato por razões climáticas, possam serem incluídos na negociação”, apontou.

Outro ponto destacado foi a necessidade de garantia de recursos para evitar a repetição do ocorrido na Expointer passada, quando uma linha do BNDES atendeu apenas metade da demanda, levando produtores a recorrer ao crédito livre. Por isso, a Federação solicita que o valor inicialmente anunciado de R$ 10 bilhões seja ampliado para R$ 25 bilhões, sendo R$ 15 bilhões liberados ainda em 2025 e R$ 10 bilhões previstos para 2026.

A proposta em discussão prevê limites de enquadramento de dívida por produtor: até R$ 250 mil para o Pronaf, R$ 1,5 milhão para o Pronamp e R$ 3 milhões para os demais produtores, com taxas de juros compatíveis a cada faixa. A Farsul, no entanto, reivindica que dívidas acima desses valores também possam ser renegociadas em condições alternativas, com prazos semelhantes, mas juros mais altos.

Pereira afirmou que a equipe econômica da entidade está finalizando levantamento que será entregue ao governo nesta segunda-feira (1º), detalhando o impacto da linha proposta e o montante que ficará de fora. A Federação reforçou ainda que, independentemente da Medida Provisória, continuará mobilizada pela aprovação do PL 5.122 no Congresso Nacional, com apoio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). “A urgência é evidente, porque estamos às vésperas da safra de verão e os produtores precisam de segurança para seguir no campo”, destacou Pereira. 





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Alta do milho puxa preços do trigo e da soja


O início de setembro traz mercados agrícolas internacionais ainda influenciados pelo feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos. De acordo com o boletim da TF Agroeconômica, os preços do trigo, milho e soja apresentam ajustes moderados, enquanto investidores avaliam posições e oportunidades de recompra.

No mercado do trigo, o final do trimestre registrou forte movimentação de recompras de posições vendidas por fundos, especialmente com os mercados norte-americanos fechados nesta segunda-feira (1º). Em termos de cotações, o CEPEA PR se manteve em R$ 1.408,30, sem variação diária, mas com recuo de 4,67% no mês; no CEPEA RS, o preço caiu 0,38% no dia, fechando a R$ 1.283,87. Já os preços internacionais seguem variados, com a Argentina e o Paraguai oferecendo volumes competitivos para exportação.

A soja, por sua vez, segue a expectativa por desdobramentos nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China. Enquanto o CEPEA PR interior marcou R$ 134,25 (-0,17% no dia, +1,03% no mês), o porto de Paranaguá cotou R$ 139,56 (-0,07% dia, +0,97% mês). Paralelamente, a China avalia abastecimento adicional de 10 milhões de toneladas de Argentina e Uruguai, estratégia que pode impactar as compras americanas e brasileiras.

O milho se destaca com maior impulso de alta, puxado pelas recompras de lotes nos fundos e pelo desempenho sólido das exportações dos EUA, superiores a 2 milhões de toneladas semanais. Na B3, o contrato SET25 fechou em R$ 65,49 (+0,37%), enquanto o JUL26 marcou R$ 68,80 (-0,14%). Internamente, os preços CEPEA registraram R$ 64,29 (+0,05% dia, +1,18% mês). Além disso, o setor avança com grandes investimentos, como a parceria entre Amaggi e Inpasa para construção de três mega usinas de etanol de milho no Mato Grosso.

 





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Segunda safra de milho enfrenta desafios logísticos


A colheita da segunda safra de milho no Brasil atingiu 94,8% da área plantada, desempenho acima da média histórica recente, mas ainda atrasado em relação ao ciclo anterior. O atraso compromete o período mais competitivo para exportação, entre julho e setembro, fazendo com que parte do milho chegue ao mercado quando os Estados Unidos já ofertam grandes volumes, reduzindo espaço para o Brasil e pressionando preços.

A produção nacional deve superar 130 milhões de toneladas em 2025, com risco de sobreoferta. No mercado interno, o consumo é robusto, puxado pela indústria de ração animal e pelo etanol de milho, que absorve cerca de 21 milhões de toneladas. Mesmo assim, a pressão sobre os preços deve se manter ao longo do ano, aliviando apenas em períodos de menor disponibilidade, como dezembro e janeiro.

“O milho brasileiro tem uma janela mais competitiva de julho a setembro. Se a colheita e o programa de exportação atrasam, parte desse milho só chega ao mercado quando os Estados Unidos já estão ofertando grandes volumes, reduzindo espaço para o Brasil nas vendas externas e pressionando os preços”, analisa Yedda Monteiro, analista de inteligência e estratégia da Biond Agro.

Os principais destinos continuam sendo China, União Europeia, Japão, Coreia do Sul, Irã, Vietnã e Egito, mas a concorrência internacional está mais acirrada. Conflitos geopolíticos e disputas tarifárias exigem do Brasil a busca por novos mercados e a consolidação de parcerias já existentes.

Fatores como câmbio, clima e gargalos logísticos serão determinantes para a competitividade. O real valorizado reduz a vantagem frente a EUA e Argentina, enquanto safras cheias nesses países ampliam a oferta global. A capacidade de armazenagem interna é limitada, e o escoamento depende majoritariamente da malha rodoviária, elevando custos. Estratégias de gestão de risco, como fracionar vendas e travar custos, são essenciais para proteger o produtor e garantir fluidez nos embarques.

 





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Jacto reforça portfólio de máquinas e tecnologias integradas


A Jacto, multinacional brasileira de máquinas, serviços e soluções agrícolas, participará de mais uma edição da Expointer, uma das maiores feiras agropecuárias da América Latina. O evento acontece de 30 de agosto a 07 de setembro de 2025, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).

No estande da empresa, os visitantes encontrarão portfólio de pulverizadores automotrizes e tratorizados, plantadeira, adubadoras, soluções digitais e drones agrícolas, reforçando o compromisso da Jacto com tecnologias que visam aumentar a produtividade e a sustentabilidade no campo.

Um dos destaques é o lançamento do drone agrícola T100, em parceria com a DJI, líder global no segmento de drones. Potente e versátil, o equipamento se destaca pela alta capacidade operacional, com tanque de 100 litros e sistema para 100 kg de sólidos. Entre suas inovações estão a função inédita de elevação de cargas de até 100 kg, pulverização de alta vazão e um sistema de segurança com tecnologia LIDAR e sensores 360°. O drone conta com suporte completo da rede de revendas Jacto, garantia e condições especiais de financiamento.

Além do lançamento, a Jacto exibirá outros destaques de seu portfólio, como a plantadeira Meridia 200, que pode gerar até 15% de economia em insumos, e os pulverizadores automotrizes da linha Uniport, equipados com a tecnologia PWM para uma aplicação mais precisa e econômica. A adubadora Tellus 10.000 NPK também estará presente, demonstrando como seu controle automático de seções pode reduzir o desperdício de fertilizantes.

Na área de serviços digitais, a Jacto Next fará demonstrações da plataforma de gestão EKOS e do aplicativo Jacto Connect, que permitem o monitoramento e a automação das operações agrícolas em tempo real.

Para complementar, a empresa anuncia uma campanha especial do Consórcio Jacto, oferecendo condições facilitadas para a aquisição de equipamentos. A iniciativa inclui benefícios como a primeira parcela grátis, prazos de até 120 meses e taxas a partir de 1,3% ao ano, reforçando o compromisso da Jacto em oferecer soluções financeiras acessíveis para o produtor rural.

Sobre a Jacto

A Jacto, multinacional brasileira de máquinas, soluções e serviços agrícolas, possui uma história de 77 anos, que começou com o seu fundador Shunji Nishimura, em 1948, na cidade de Pompeia (SP). Atualmente, possui fábricas no Brasil, Argentina, Alemanha, EUA e Tailândia, linha de montagem na China, e centro de distribuição no México, Chile e na Nova Zelândia. Seus produtos são comercializados em mais de 110 países. 

A Jacto oferece uma ampla linha de produtos de alta tecnologia que vai desde ferramentas para poda e pulverizadores portáteis, a máquinas de grande porte para pulverização, adubação, plantio, colheita de café e cana-de-açúcar, além de equipamentos, sistemas e serviços para limpeza e sanitização. A Empresa também oferece soluções e serviços para a agricultura de precisão e agricultura digital, propiciando uma produção cada vez mais sustentável.

A companhia é ainda parceira da Fundação Shunji Nishimura, a qual engloba um colégio de ensino infantil e fundamental, uma escola técnica do SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e uma Fatec (Faculdade de Tecnologia de São Paulo) com cursos inéditos voltados ao agronegócio.

 

 

 





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Agrolink marca presença na Expointer com cobertura especial


A 48ª edição da Expointer começou neste sábado (30/8) com filas logo nas primeiras horas do dia e expectativa positiva dos visitantes. Realizada no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), a feira teve recorde de público na abertura, com 119.539 visitantes — reflexo de um “veranico” que aqueceu a movimentação no evento.

O portal Agrolink está presente na feira com um estúdio montado dentro do espaço do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers), onde realiza cobertura jornalística completa, com entrevistas, reportagens e análises em tempo real.

O setor de máquinas e implementos agrícolas reforça mais uma vez seu protagonismo na feira, com 150 expositores — alta de 10% em relação a 2024 — e a presença de 20 startups no espaço de inovação. Entre os lançamentos, destaca-se uma colheitadeira de alta tecnologia, com controle de velocidade via satélite e detecção preditiva do estado das culturas, prometendo ganhos de produtividade de até 20%.

Segundo o Simers, as vendas em 2024 somaram R$ 7,39 bilhões. Para este ano, a expectativa é otimista, embora cautelosa. “O setor enfrenta o tarifaço americano, a queda nos preços das commodities, os efeitos da estiagem e o endividamento dos produtores”, pontua o presidente Cláudio Bier.

A organização da feira investiu em melhorias na rede elétrica, abastecimento de água, calçamento e áreas de lazer. “O parque está praticamente renovado. A Expointer é uma grande vitrine para negócios e para aproximar o campo da cidade”, avaliou Elizabeth Cirne-Lima, subsecretária do parque.

Entre os espaços mais visitados estão o Pavilhão da Agricultura Familiar, a Escolinha de Trânsito da Brigada Militar e o espaço de meliponicultura da Femers, que promove produtos das abelhas-sem-ferrão. A feira também contempla artesanato, shows, julgamento de animais e oficinas, com programação até 7 de setembro, das 8h às 20h.

O secretário estadual da Agricultura, Edivilson Brum, estima que cerca de 800 mil pessoas circulem pelo parque ao longo dos nove dias de evento. “Esperamos que todos que estão aqui comercializem seus produtos, gerem emprego, renda e oportunidades”, declarou.

Com um estúdio exclusivo na feira, o Agrolink acompanha de perto os principais destaques da Expointer 2025, oferecendo ao público informações atualizadas sobre negócios, inovação e perspectivas para o agronegócio gaúcho e nacional.





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Quinta-feira tem possibilidade de chuvas intensas em diversas partes do Brasil


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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu uma série de alertas para chuvas intensas que devem atingir diferentes regiões do país ao longo desta quinta-feira (7). Os avisos são classificados com grau de perigo potencial e abrangem áreas do Norte, Sul e parte do Nordeste, indicando a possibilidade de pancadas de chuva com moderada intensidade, acompanhadas de ventos fortes.

De acordo com o Inmet, a previsão aponta para acumulados de 20 a 30 milímetros por hora, podendo chegar a até 50 mm em um único dia. Também há possibilidade de ventos entre 40 e 60 km/h, além de riscos pontuais de queda de galhos de árvores, alagamentos, descargas elétricas e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

Na Região Sul, o alerta vale para amplas áreas dos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Estão incluídas regiões como a Serrana, o Oeste e o Vale do Itajaí em Santa Catarina; o Sudoeste, Centro-Sul e Sudeste do Paraná; e o Centro Oriental, Nordeste, Noroeste e a Região Metropolitana de Porto Alegre no Rio Grande do Sul. A atuação de sistemas de instabilidade atmosférica associados à presença de uma frente fria contribui para o aumento da umidade e favorece a ocorrência das chuvas.

No Norte do país, o Inmet também mantém alertas em vigor desde a manhã desta quarta-feira (6), com validade até as 10h de quinta. As áreas mais afetadas devem ser o sudoeste e sul do Amazonas e o Vale do Juruá, no Acre, onde a combinação entre calor e umidade típica da floresta favorece a formação de nuvens carregadas.

Outro alerta foi emitido para a faixa norte da Região Norte e parte do Nordeste, incluindo o Baixo Amazonas, Marajó, o Nordeste do Pará, o Amapá, Roraima, o norte e leste do Maranhão, além do norte do Piauí. A previsão para essas áreas também indica chuva expressiva, com potencial para provocar transtornos localizados, sobretudo em centros urbanos e áreas com deficiência de drenagem.

Embora os avisos indiquem baixo risco para acidentes graves, o Inmet recomenda que a população evite se abrigar debaixo de árvores durante rajadas de vento e não estacione veículos próximos a torres de transmissão ou placas de publicidade. Em caso de emergência, a orientação é acionar a Defesa Civil (telefone 199) ou o Corpo de Bombeiros (193).





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Produtores de uvas enfrentam falta de mão de obra na poda



Manejo da uva registra estágios distintos no Estado




Foto: Divulgação

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (28) pela Emater/RS-Ascar, os trabalhos de poda seca de inverno e amarrio dos galhos de produção avançaram de forma intensa na região de Caxias do Sul. Produtores relataram dificuldade em contratar mão de obra qualificada para a atividade, recorrendo, em muitos casos, à troca de serviços entre vizinhos. Também estão em andamento a adubação e o manejo de plantas de cobertura do solo.

Durante as operações de poda, foram identificadas diversas áreas atingidas pela cochonilha-de-tronco, praga que exige a adoção de medidas de controle. A variedade Vênus encontra-se em plena brotação, apresentando boa emissão de ramos.

Na região de Frederico Westphalen, a poda está parcialmente concluída na maioria dos vinhedos. Produtores realizam aplicações para a quebra da dormência, com o objetivo de estimular a brotação das gemas, além de adubação de manutenção.

As variedades apresentam diferentes estágios de desenvolvimento: a uva Vênus já está em fase de florescimento, enquanto Bordô, Niágara Rosada, Niágara Branca, Seyve Villard, Carmem e outras estão em início de brotação.





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Trigo mantém preços em queda às vésperas da colheita


Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 22 a 28 de agosto e divulgada nesta quinta-feira (28), os preços do trigo seguem em queda no Brasil, mesmo com o início da colheita nacional.

Nas principais praças do Rio Grande do Sul, a saca do cereal de qualidade superior permaneceu em R$ 70,00, enquanto no Paraná foi registrada a cotação de R$ 75,00. O Departamento de Economia Rural (Deral) informou que a colheita paranaense começou de forma lenta, alcançando 2% da área total cultivada. A expectativa é de produção de 2,6 milhões de toneladas em 832,8 mil hectares, volume 26,3% inferior ao do ano passado. Apesar da redução de área e de problemas climáticos pontuais, a perspectiva inicial é considerada positiva.

O Ceema destacou que “com a intensificação da colheita, o preço nacional do trigo tende a recuar ainda mais, mesmo diante de uma safra menor”.

No Rio Grande do Sul, o mercado segue em ritmo lento. Os moinhos estão abastecidos, mas a oferta limitada restringe as negociações. As indicações de compra giram em torno de R$ 1.250,00 no interior, enquanto os vendedores pedem R$ 1.300,00 por tonelada. A previsão é de que os estoques da safra anterior se esgotem até setembro, concentrando o controle nas indústrias. Cerca de 90 mil toneladas já foram negociadas da nova safra, mas o atraso da colheita tem freado o avanço dos contratos.

Para exportação, o preço de dezembro foi fixado em R$ 1.250,00, com possibilidade de entrega de trigo para ração com deságio de 20%. Em Santa Catarina, o mercado também apresenta lentidão, com movimentações restritas a pequenos lotes, sem impacto relevante nas cotações. A concorrência com o trigo gaúcho tem pressionado os preços locais, enquanto o importado via Paranaguá mantém-se mais competitivo que o paranaense.

No Paraná, 83% das lavouras foram classificadas como boas nesta semana. O mercado, entretanto, segue travado. O preço caiu para R$ 1.400,00 por tonelada CIF, enquanto as negociações futuras rondam R$ 1.300,00 CIF. Do lado dos produtores, a pedida é de R$ 1.500,00 FOB, valor que encontra resistência dos compradores. O trigo paraguaio foi ofertado no Oeste paranaense a US$ 240,00 por tonelada, equivalente a R$ 1.312,80 no câmbio atual. Já o argentino, para retirada em Antonina em setembro, foi cotado a US$ 270,00 por tonelada.

De acordo com a Ceema, a margem média de lucro dos produtores caiu para 3,5% na semana.

Pesquisas da Embrapa Agropecuária Oeste, em parceria com a cooperativa Cooperalfa, em Chapecó (SC), realizadas entre 2022 e 2024 no Mato Grosso do Sul, mostraram avanços na produtividade do trigo no Cerrado. Em 2022, a variação foi de 34 a 69 sacos por hectare; em 2023, de 29 a 49 sacos; e em 2024, entre 51 e 88 sacos. Segundo os pesquisadores, há cultivares capazes de alcançar entre 4.000 e 5.000 quilos por hectare, frente à atual média estadual de 3.000 quilos.





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Produção de etanol de milho sobe 20%


Na primeira quinzena de agosto, a moagem de cana-de-açúcar pelas usinas do Centro-Sul alcançou 47,63 milhões de toneladas, alta de 8,17% em relação ao mesmo período do ciclo anterior, quando foram registradas 44,03 milhões de toneladas. No entanto, o acumulado da safra 2025/26 até 16 de agosto soma 353,88 milhões de toneladas, volume inferior às 378,98 milhões registradas no mesmo período da temporada passada, uma retração de 25,10 milhões de toneladas.

Segundo informações divulgadas pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), 257 unidades produtoras estavam em operação na primeira metade de agosto, sendo 237 usinas processando cana, dez dedicadas ao etanol de milho e dez flex. No ciclo anterior, eram 261 unidades ativas.

A qualidade da matéria-prima também apresentou queda. O Açúcar Total Recuperável (ATR) atingiu 144,83 kg por tonelada de cana, abaixo dos 151,17 kg do mesmo período do ano passado, recuo de 4,19%. Desde o início da safra, o indicador acumula 129,26 kg por tonelada, queda de 4,47% frente ao ciclo anterior.

A produção de açúcar na primeira metade de agosto foi de 3,62 milhões de toneladas, enquanto no acumulado da safra totalizou 22,89 milhões, o que representa queda de 4,67% em comparação com a temporada 2024/25. Já a produção de etanol somou 2,19 bilhões de litros na primeira quinzena do mês, com destaque para o etanol anidro, que cresceu 8,63%, enquanto o hidratado registrou queda de 12,95%. No acumulado, a produção do biocombustível totaliza 16,07 bilhões de litros, queda de 11,12%.

O etanol de milho vem ganhando relevância no setor. Na primeira quinzena de agosto, 373,94 milhões de litros foram produzidos a partir do grão, aumento de 14,98% em relação ao mesmo período da safra anterior. Desde o início do ciclo 2025/26, o volume já soma 3,32 bilhões de litros, avanço de 20,10%.

As vendas de etanol no período chegaram a 1,48 bilhão de litros. O etanol anidro cresceu 11%, com 615,35 milhões de litros comercializados, enquanto o hidratado caiu 10,15%, somando 865,59 milhões. No mercado doméstico, o hidratado totalizou 838,18 milhões de litros vendidos, recuo de 9,18%, enquanto o anidro avançou 21,55%, alcançando 592,16 milhões. No acumulado da safra, as vendas chegam a 12,96 bilhões de litros, queda de 2,69%.

No mercado de créditos de descarbonização (CBios), dados da B3 apontam que, até 27 de agosto, foram emitidos 28,06 milhões de títulos em 2025. A oferta total disponível soma 32,16 milhões de créditos. De acordo com o diretor de Inteligência Setorial da UNICA, Luciano Rodrigues, o setor já disponibilizou cerca de 115% da meta de créditos necessária para este ano.

“A consistência e o ritmo crescente nas emissões de CBios a cada ano mostram o comprometimento do setor com as metas de descarbonização assumidas pelo Brasil”, afirmou Rodrigues. Desde a criação do RenovaBio, a política já evitou a emissão de mais de 185 milhões de toneladas de CO2, resultado de um modelo que alia certificação técnica, metas de longo prazo e estímulo ao desempenho ambiental.





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