quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Alta do milho puxa preços do trigo e da soja


O início de setembro traz mercados agrícolas internacionais ainda influenciados pelo feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos. De acordo com o boletim da TF Agroeconômica, os preços do trigo, milho e soja apresentam ajustes moderados, enquanto investidores avaliam posições e oportunidades de recompra.

No mercado do trigo, o final do trimestre registrou forte movimentação de recompras de posições vendidas por fundos, especialmente com os mercados norte-americanos fechados nesta segunda-feira (1º). Em termos de cotações, o CEPEA PR se manteve em R$ 1.408,30, sem variação diária, mas com recuo de 4,67% no mês; no CEPEA RS, o preço caiu 0,38% no dia, fechando a R$ 1.283,87. Já os preços internacionais seguem variados, com a Argentina e o Paraguai oferecendo volumes competitivos para exportação.

A soja, por sua vez, segue a expectativa por desdobramentos nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China. Enquanto o CEPEA PR interior marcou R$ 134,25 (-0,17% no dia, +1,03% no mês), o porto de Paranaguá cotou R$ 139,56 (-0,07% dia, +0,97% mês). Paralelamente, a China avalia abastecimento adicional de 10 milhões de toneladas de Argentina e Uruguai, estratégia que pode impactar as compras americanas e brasileiras.

O milho se destaca com maior impulso de alta, puxado pelas recompras de lotes nos fundos e pelo desempenho sólido das exportações dos EUA, superiores a 2 milhões de toneladas semanais. Na B3, o contrato SET25 fechou em R$ 65,49 (+0,37%), enquanto o JUL26 marcou R$ 68,80 (-0,14%). Internamente, os preços CEPEA registraram R$ 64,29 (+0,05% dia, +1,18% mês). Além disso, o setor avança com grandes investimentos, como a parceria entre Amaggi e Inpasa para construção de três mega usinas de etanol de milho no Mato Grosso.

 





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Segunda safra de milho enfrenta desafios logísticos


A colheita da segunda safra de milho no Brasil atingiu 94,8% da área plantada, desempenho acima da média histórica recente, mas ainda atrasado em relação ao ciclo anterior. O atraso compromete o período mais competitivo para exportação, entre julho e setembro, fazendo com que parte do milho chegue ao mercado quando os Estados Unidos já ofertam grandes volumes, reduzindo espaço para o Brasil e pressionando preços.

A produção nacional deve superar 130 milhões de toneladas em 2025, com risco de sobreoferta. No mercado interno, o consumo é robusto, puxado pela indústria de ração animal e pelo etanol de milho, que absorve cerca de 21 milhões de toneladas. Mesmo assim, a pressão sobre os preços deve se manter ao longo do ano, aliviando apenas em períodos de menor disponibilidade, como dezembro e janeiro.

“O milho brasileiro tem uma janela mais competitiva de julho a setembro. Se a colheita e o programa de exportação atrasam, parte desse milho só chega ao mercado quando os Estados Unidos já estão ofertando grandes volumes, reduzindo espaço para o Brasil nas vendas externas e pressionando os preços”, analisa Yedda Monteiro, analista de inteligência e estratégia da Biond Agro.

Os principais destinos continuam sendo China, União Europeia, Japão, Coreia do Sul, Irã, Vietnã e Egito, mas a concorrência internacional está mais acirrada. Conflitos geopolíticos e disputas tarifárias exigem do Brasil a busca por novos mercados e a consolidação de parcerias já existentes.

Fatores como câmbio, clima e gargalos logísticos serão determinantes para a competitividade. O real valorizado reduz a vantagem frente a EUA e Argentina, enquanto safras cheias nesses países ampliam a oferta global. A capacidade de armazenagem interna é limitada, e o escoamento depende majoritariamente da malha rodoviária, elevando custos. Estratégias de gestão de risco, como fracionar vendas e travar custos, são essenciais para proteger o produtor e garantir fluidez nos embarques.

 





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Jacto reforça portfólio de máquinas e tecnologias integradas


A Jacto, multinacional brasileira de máquinas, serviços e soluções agrícolas, participará de mais uma edição da Expointer, uma das maiores feiras agropecuárias da América Latina. O evento acontece de 30 de agosto a 07 de setembro de 2025, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).

No estande da empresa, os visitantes encontrarão portfólio de pulverizadores automotrizes e tratorizados, plantadeira, adubadoras, soluções digitais e drones agrícolas, reforçando o compromisso da Jacto com tecnologias que visam aumentar a produtividade e a sustentabilidade no campo.

Um dos destaques é o lançamento do drone agrícola T100, em parceria com a DJI, líder global no segmento de drones. Potente e versátil, o equipamento se destaca pela alta capacidade operacional, com tanque de 100 litros e sistema para 100 kg de sólidos. Entre suas inovações estão a função inédita de elevação de cargas de até 100 kg, pulverização de alta vazão e um sistema de segurança com tecnologia LIDAR e sensores 360°. O drone conta com suporte completo da rede de revendas Jacto, garantia e condições especiais de financiamento.

Além do lançamento, a Jacto exibirá outros destaques de seu portfólio, como a plantadeira Meridia 200, que pode gerar até 15% de economia em insumos, e os pulverizadores automotrizes da linha Uniport, equipados com a tecnologia PWM para uma aplicação mais precisa e econômica. A adubadora Tellus 10.000 NPK também estará presente, demonstrando como seu controle automático de seções pode reduzir o desperdício de fertilizantes.

Na área de serviços digitais, a Jacto Next fará demonstrações da plataforma de gestão EKOS e do aplicativo Jacto Connect, que permitem o monitoramento e a automação das operações agrícolas em tempo real.

Para complementar, a empresa anuncia uma campanha especial do Consórcio Jacto, oferecendo condições facilitadas para a aquisição de equipamentos. A iniciativa inclui benefícios como a primeira parcela grátis, prazos de até 120 meses e taxas a partir de 1,3% ao ano, reforçando o compromisso da Jacto em oferecer soluções financeiras acessíveis para o produtor rural.

Sobre a Jacto

A Jacto, multinacional brasileira de máquinas, soluções e serviços agrícolas, possui uma história de 77 anos, que começou com o seu fundador Shunji Nishimura, em 1948, na cidade de Pompeia (SP). Atualmente, possui fábricas no Brasil, Argentina, Alemanha, EUA e Tailândia, linha de montagem na China, e centro de distribuição no México, Chile e na Nova Zelândia. Seus produtos são comercializados em mais de 110 países. 

A Jacto oferece uma ampla linha de produtos de alta tecnologia que vai desde ferramentas para poda e pulverizadores portáteis, a máquinas de grande porte para pulverização, adubação, plantio, colheita de café e cana-de-açúcar, além de equipamentos, sistemas e serviços para limpeza e sanitização. A Empresa também oferece soluções e serviços para a agricultura de precisão e agricultura digital, propiciando uma produção cada vez mais sustentável.

A companhia é ainda parceira da Fundação Shunji Nishimura, a qual engloba um colégio de ensino infantil e fundamental, uma escola técnica do SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e uma Fatec (Faculdade de Tecnologia de São Paulo) com cursos inéditos voltados ao agronegócio.

 

 

 





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Agrolink marca presença na Expointer com cobertura especial


A 48ª edição da Expointer começou neste sábado (30/8) com filas logo nas primeiras horas do dia e expectativa positiva dos visitantes. Realizada no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), a feira teve recorde de público na abertura, com 119.539 visitantes — reflexo de um “veranico” que aqueceu a movimentação no evento.

O portal Agrolink está presente na feira com um estúdio montado dentro do espaço do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers), onde realiza cobertura jornalística completa, com entrevistas, reportagens e análises em tempo real.

O setor de máquinas e implementos agrícolas reforça mais uma vez seu protagonismo na feira, com 150 expositores — alta de 10% em relação a 2024 — e a presença de 20 startups no espaço de inovação. Entre os lançamentos, destaca-se uma colheitadeira de alta tecnologia, com controle de velocidade via satélite e detecção preditiva do estado das culturas, prometendo ganhos de produtividade de até 20%.

Segundo o Simers, as vendas em 2024 somaram R$ 7,39 bilhões. Para este ano, a expectativa é otimista, embora cautelosa. “O setor enfrenta o tarifaço americano, a queda nos preços das commodities, os efeitos da estiagem e o endividamento dos produtores”, pontua o presidente Cláudio Bier.

A organização da feira investiu em melhorias na rede elétrica, abastecimento de água, calçamento e áreas de lazer. “O parque está praticamente renovado. A Expointer é uma grande vitrine para negócios e para aproximar o campo da cidade”, avaliou Elizabeth Cirne-Lima, subsecretária do parque.

Entre os espaços mais visitados estão o Pavilhão da Agricultura Familiar, a Escolinha de Trânsito da Brigada Militar e o espaço de meliponicultura da Femers, que promove produtos das abelhas-sem-ferrão. A feira também contempla artesanato, shows, julgamento de animais e oficinas, com programação até 7 de setembro, das 8h às 20h.

O secretário estadual da Agricultura, Edivilson Brum, estima que cerca de 800 mil pessoas circulem pelo parque ao longo dos nove dias de evento. “Esperamos que todos que estão aqui comercializem seus produtos, gerem emprego, renda e oportunidades”, declarou.

Com um estúdio exclusivo na feira, o Agrolink acompanha de perto os principais destaques da Expointer 2025, oferecendo ao público informações atualizadas sobre negócios, inovação e perspectivas para o agronegócio gaúcho e nacional.





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Quinta-feira tem possibilidade de chuvas intensas em diversas partes do Brasil


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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu uma série de alertas para chuvas intensas que devem atingir diferentes regiões do país ao longo desta quinta-feira (7). Os avisos são classificados com grau de perigo potencial e abrangem áreas do Norte, Sul e parte do Nordeste, indicando a possibilidade de pancadas de chuva com moderada intensidade, acompanhadas de ventos fortes.

De acordo com o Inmet, a previsão aponta para acumulados de 20 a 30 milímetros por hora, podendo chegar a até 50 mm em um único dia. Também há possibilidade de ventos entre 40 e 60 km/h, além de riscos pontuais de queda de galhos de árvores, alagamentos, descargas elétricas e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

Na Região Sul, o alerta vale para amplas áreas dos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Estão incluídas regiões como a Serrana, o Oeste e o Vale do Itajaí em Santa Catarina; o Sudoeste, Centro-Sul e Sudeste do Paraná; e o Centro Oriental, Nordeste, Noroeste e a Região Metropolitana de Porto Alegre no Rio Grande do Sul. A atuação de sistemas de instabilidade atmosférica associados à presença de uma frente fria contribui para o aumento da umidade e favorece a ocorrência das chuvas.

No Norte do país, o Inmet também mantém alertas em vigor desde a manhã desta quarta-feira (6), com validade até as 10h de quinta. As áreas mais afetadas devem ser o sudoeste e sul do Amazonas e o Vale do Juruá, no Acre, onde a combinação entre calor e umidade típica da floresta favorece a formação de nuvens carregadas.

Outro alerta foi emitido para a faixa norte da Região Norte e parte do Nordeste, incluindo o Baixo Amazonas, Marajó, o Nordeste do Pará, o Amapá, Roraima, o norte e leste do Maranhão, além do norte do Piauí. A previsão para essas áreas também indica chuva expressiva, com potencial para provocar transtornos localizados, sobretudo em centros urbanos e áreas com deficiência de drenagem.

Embora os avisos indiquem baixo risco para acidentes graves, o Inmet recomenda que a população evite se abrigar debaixo de árvores durante rajadas de vento e não estacione veículos próximos a torres de transmissão ou placas de publicidade. Em caso de emergência, a orientação é acionar a Defesa Civil (telefone 199) ou o Corpo de Bombeiros (193).





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Produtores de uvas enfrentam falta de mão de obra na poda



Manejo da uva registra estágios distintos no Estado




Foto: Divulgação

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (28) pela Emater/RS-Ascar, os trabalhos de poda seca de inverno e amarrio dos galhos de produção avançaram de forma intensa na região de Caxias do Sul. Produtores relataram dificuldade em contratar mão de obra qualificada para a atividade, recorrendo, em muitos casos, à troca de serviços entre vizinhos. Também estão em andamento a adubação e o manejo de plantas de cobertura do solo.

Durante as operações de poda, foram identificadas diversas áreas atingidas pela cochonilha-de-tronco, praga que exige a adoção de medidas de controle. A variedade Vênus encontra-se em plena brotação, apresentando boa emissão de ramos.

Na região de Frederico Westphalen, a poda está parcialmente concluída na maioria dos vinhedos. Produtores realizam aplicações para a quebra da dormência, com o objetivo de estimular a brotação das gemas, além de adubação de manutenção.

As variedades apresentam diferentes estágios de desenvolvimento: a uva Vênus já está em fase de florescimento, enquanto Bordô, Niágara Rosada, Niágara Branca, Seyve Villard, Carmem e outras estão em início de brotação.





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Trigo mantém preços em queda às vésperas da colheita


Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 22 a 28 de agosto e divulgada nesta quinta-feira (28), os preços do trigo seguem em queda no Brasil, mesmo com o início da colheita nacional.

Nas principais praças do Rio Grande do Sul, a saca do cereal de qualidade superior permaneceu em R$ 70,00, enquanto no Paraná foi registrada a cotação de R$ 75,00. O Departamento de Economia Rural (Deral) informou que a colheita paranaense começou de forma lenta, alcançando 2% da área total cultivada. A expectativa é de produção de 2,6 milhões de toneladas em 832,8 mil hectares, volume 26,3% inferior ao do ano passado. Apesar da redução de área e de problemas climáticos pontuais, a perspectiva inicial é considerada positiva.

O Ceema destacou que “com a intensificação da colheita, o preço nacional do trigo tende a recuar ainda mais, mesmo diante de uma safra menor”.

No Rio Grande do Sul, o mercado segue em ritmo lento. Os moinhos estão abastecidos, mas a oferta limitada restringe as negociações. As indicações de compra giram em torno de R$ 1.250,00 no interior, enquanto os vendedores pedem R$ 1.300,00 por tonelada. A previsão é de que os estoques da safra anterior se esgotem até setembro, concentrando o controle nas indústrias. Cerca de 90 mil toneladas já foram negociadas da nova safra, mas o atraso da colheita tem freado o avanço dos contratos.

Para exportação, o preço de dezembro foi fixado em R$ 1.250,00, com possibilidade de entrega de trigo para ração com deságio de 20%. Em Santa Catarina, o mercado também apresenta lentidão, com movimentações restritas a pequenos lotes, sem impacto relevante nas cotações. A concorrência com o trigo gaúcho tem pressionado os preços locais, enquanto o importado via Paranaguá mantém-se mais competitivo que o paranaense.

No Paraná, 83% das lavouras foram classificadas como boas nesta semana. O mercado, entretanto, segue travado. O preço caiu para R$ 1.400,00 por tonelada CIF, enquanto as negociações futuras rondam R$ 1.300,00 CIF. Do lado dos produtores, a pedida é de R$ 1.500,00 FOB, valor que encontra resistência dos compradores. O trigo paraguaio foi ofertado no Oeste paranaense a US$ 240,00 por tonelada, equivalente a R$ 1.312,80 no câmbio atual. Já o argentino, para retirada em Antonina em setembro, foi cotado a US$ 270,00 por tonelada.

De acordo com a Ceema, a margem média de lucro dos produtores caiu para 3,5% na semana.

Pesquisas da Embrapa Agropecuária Oeste, em parceria com a cooperativa Cooperalfa, em Chapecó (SC), realizadas entre 2022 e 2024 no Mato Grosso do Sul, mostraram avanços na produtividade do trigo no Cerrado. Em 2022, a variação foi de 34 a 69 sacos por hectare; em 2023, de 29 a 49 sacos; e em 2024, entre 51 e 88 sacos. Segundo os pesquisadores, há cultivares capazes de alcançar entre 4.000 e 5.000 quilos por hectare, frente à atual média estadual de 3.000 quilos.





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Produção de etanol de milho sobe 20%


Na primeira quinzena de agosto, a moagem de cana-de-açúcar pelas usinas do Centro-Sul alcançou 47,63 milhões de toneladas, alta de 8,17% em relação ao mesmo período do ciclo anterior, quando foram registradas 44,03 milhões de toneladas. No entanto, o acumulado da safra 2025/26 até 16 de agosto soma 353,88 milhões de toneladas, volume inferior às 378,98 milhões registradas no mesmo período da temporada passada, uma retração de 25,10 milhões de toneladas.

Segundo informações divulgadas pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), 257 unidades produtoras estavam em operação na primeira metade de agosto, sendo 237 usinas processando cana, dez dedicadas ao etanol de milho e dez flex. No ciclo anterior, eram 261 unidades ativas.

A qualidade da matéria-prima também apresentou queda. O Açúcar Total Recuperável (ATR) atingiu 144,83 kg por tonelada de cana, abaixo dos 151,17 kg do mesmo período do ano passado, recuo de 4,19%. Desde o início da safra, o indicador acumula 129,26 kg por tonelada, queda de 4,47% frente ao ciclo anterior.

A produção de açúcar na primeira metade de agosto foi de 3,62 milhões de toneladas, enquanto no acumulado da safra totalizou 22,89 milhões, o que representa queda de 4,67% em comparação com a temporada 2024/25. Já a produção de etanol somou 2,19 bilhões de litros na primeira quinzena do mês, com destaque para o etanol anidro, que cresceu 8,63%, enquanto o hidratado registrou queda de 12,95%. No acumulado, a produção do biocombustível totaliza 16,07 bilhões de litros, queda de 11,12%.

O etanol de milho vem ganhando relevância no setor. Na primeira quinzena de agosto, 373,94 milhões de litros foram produzidos a partir do grão, aumento de 14,98% em relação ao mesmo período da safra anterior. Desde o início do ciclo 2025/26, o volume já soma 3,32 bilhões de litros, avanço de 20,10%.

As vendas de etanol no período chegaram a 1,48 bilhão de litros. O etanol anidro cresceu 11%, com 615,35 milhões de litros comercializados, enquanto o hidratado caiu 10,15%, somando 865,59 milhões. No mercado doméstico, o hidratado totalizou 838,18 milhões de litros vendidos, recuo de 9,18%, enquanto o anidro avançou 21,55%, alcançando 592,16 milhões. No acumulado da safra, as vendas chegam a 12,96 bilhões de litros, queda de 2,69%.

No mercado de créditos de descarbonização (CBios), dados da B3 apontam que, até 27 de agosto, foram emitidos 28,06 milhões de títulos em 2025. A oferta total disponível soma 32,16 milhões de créditos. De acordo com o diretor de Inteligência Setorial da UNICA, Luciano Rodrigues, o setor já disponibilizou cerca de 115% da meta de créditos necessária para este ano.

“A consistência e o ritmo crescente nas emissões de CBios a cada ano mostram o comprometimento do setor com as metas de descarbonização assumidas pelo Brasil”, afirmou Rodrigues. Desde a criação do RenovaBio, a política já evitou a emissão de mais de 185 milhões de toneladas de CO2, resultado de um modelo que alia certificação técnica, metas de longo prazo e estímulo ao desempenho ambiental.





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Mercado global de grãos atento ao clima



No milho, a confirmação de uma safra cheia levou a quedas superiores a 4%



No milho, a confirmação de uma safra cheia levou a quedas superiores a 4%
No milho, a confirmação de uma safra cheia levou a quedas superiores a 4% – Foto: USDA

O mercado internacional de grãos atravessa semanas decisivas, marcado pelo chamado weather market, que se intensifica entre agosto e setembro, fase crítica para as lavouras americanas. Nos Estados Unidos, embora algumas regiões registrem clima mais seco, as chuvas regulares têm garantido bom desenvolvimento de milho e soja. O Pro Farmer Crop Tour 2025 confirmou produtividades superiores à última safra em estados como Indiana e Nebraska, mas ainda abaixo das estimativas oficiais do USDA, o que pode resultar em revisões nos balanços de oferta e demanda.

“Mais do que os números, o Crop Tour funciona como uma leitura prática de campo. Ele confirma produtividades consistentes, mas sinaliza que as estimativas do USDA podem estar superdimensionadas. Isso pode gerar revisões no balanço e impactar os estoques finais”, analisa.

No milho, a confirmação de uma safra cheia levou a quedas superiores a 4% nas cotações em Chicago, atingindo os menores níveis desde 2020. O aumento da produtividade pressiona os preços e limita movimentos de recuperação, mesmo em meio às oscilações da demanda global. Já a soja segue em direção oposta: a redução dos estoques no relatório mais recente do USDA apertou o balanço e sustentou os preços, mantendo a atratividade dos prêmios pagos pelo Brasil.

Para o Brasil, o cenário traz riscos e oportunidades. A forte demanda chinesa valoriza os prêmios da soja e estimula antecipações de venda, enquanto no milho a menor competitividade frente ao produto americano reduz exportações e direciona a oferta ao mercado interno, mantendo preços firmes mesmo com supersafra e câmbio mais baixo. “Uma seca prolongada ou chuvas excessivas poderiam comprometer a produtividade e até mesmo atrasar a colheita. Já vimos isso acontecer recentemente, quando a estimativa da soja foi cortada em função da redução na área cultivada, o que tornou o balanço interno mais apertado”, finaliza. 

 





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área de feijão deve cair 34% na safra 25/26



Feijão preto segue o preferido entre produtores do Estado




Foto: Canva

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgou nesta quinta-feira (28) a primeira estimativa para a área de feijão da safra 2025/26 no Paraná. O levantamento indica 111 mil hectares a serem semeados, número 34% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando foram cultivados 168 mil hectares.

De acordo com o Deral, cerca de 1% da área já foi plantada, e o processo deve seguir até novembro. O órgão ressalta que a extensão final pode sofrer alterações conforme a conjuntura do mercado. “Se confirmada, a área será muito próxima à observada há dois anos, quando o cultivo atingiu 112 mil hectares”, informou o boletim.

O estudo destaca que a cultura do feijão vem perdendo espaço para a soja e, mais recentemente, também para o milho. A exceção foi a safra 2024/25, quando a área plantada cresceu de forma expressiva devido ao aumento das exportações. No entanto, segundo os analistas, esse movimento ainda precisa se consolidar como alternativa consistente para manter o interesse dos produtores.

A produtividade inicial é estimada em 2.000 quilos por hectare, o que pode resultar em 218 mil toneladas colhidas a partir do final deste ano, com pico em janeiro de 2026.

O boletim aponta que os preços estão em queda em razão das boas colheitas anteriores, especialmente do feijão preto, que foi o preferido pelos produtores no ciclo passado e deve manter essa posição. Contudo, há expectativa de que o feijão carioca recupere parte do espaço perdido, favorecido pelos preços mais atrativos e pelas variedades de escurecimento lento, que possibilitam maior tempo de armazenamento sem perda de qualidade.

Outro fator observado é a oferta de leilões de feijão pelo governo federal. Apesar de poderem dar mais liquidez ao mercado, os analistas avaliam que os efeitos devem ser limitados por conta do momento tardio em que as ações acontecem.





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