quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Produção de acácia-negra cresce com demanda por energia


De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (28), o mercado da acácia-negra na região administrativa de Caxias do Sul permanece voltado principalmente à produção de energia. Cerca de 90% da madeira é destinada ao consumo doméstico, ao aquecimento industrial, além de usos em lareiras, olarias, restaurantes, padarias, pizzarias e para a produção de carvão. Uma parcela menor é utilizada como escora na construção civil. Com as temperaturas baixas no período, o corte e a comercialização foram intensificados. Em alguns municípios, houve incentivo ao plantio por parte de indústrias do setor, que forneceram mudas. A cultura mantém condições fitossanitárias adequadas, e os preços da lenha e da casca apresentaram leve elevação.

Na mesma região, a demanda por eucalipto segue estável, com utilização em lenha, toras, postes e carvão. Apesar disso, a implantação de novas áreas e o manejo da brotação permanecem abaixo do esperado, o que pode resultar em escassez nos próximos anos. As condições fitossanitárias são consideradas boas. Os preços variaram entre R$ 120 e R$ 200 por estéreo de lenha empilhada, R$ 170 a R$ 350 para lenha entregue ao consumidor e entre R$ 250 e R$ 350 para lenha picada. Em Lajeado, a redução nas vendas de carvão desacelerou a movimentação de madeira. Produtores têm enfrentado dificuldades com mão de obra e altos custos de exploração, o que tem levado à substituição gradual das florestas por cultivos anuais e pecuária. A produtividade média é de 300 st/ha no primeiro corte, entre seis e sete anos, e cerca de 220 st/ha no segundo corte com rebrota. Os estoques de lenha e carvão vegetal permanecem normalizados, garantindo o abastecimento do mercado nos próximos meses.

Na região de Passo Fundo, os bosques remanescentes estão sendo colhidos, e áreas florestais são convertidas em lavouras anuais. Os preços médios registrados foram de R$ 300 por metro cúbico de madeira para serraria em floresta em pé e de R$ 120 por metro cúbico estéreo para lenha entregue à indústria.

Em relação ao pínus, na região administrativa de Caxias do Sul, os preços e a procura por toras se estabilizaram após quedas nos primeiros meses do ano. O mercado segue com pouca movimentação para toras acima de 30 centímetros e estável para toras de 18 a 30 centímetros. As práticas de desrama e desbaste foram retomadas em áreas de menor diâmetro, mas muitas lavouras ainda são destinadas ao corte raso sem replantio, sendo gradualmente substituídas por outros cultivos. O setor alerta para risco de déficit de madeira nos próximos anos. A cultura apresentou boas condições fitossanitárias.

Em Passo Fundo, a coleta de resina de pínus ocorre de forma lenta e restrita a florestas já exploradas, sem disponibilidade de novas áreas para início da atividade.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

agronegócio é responsável por cerca de 40% do PIB estadual


O agronegócio segue como principal motor da economia do Rio Grande do Sul, responsável por cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. O dado integra a revista Radiografia da Agropecuária Gaúcha 2025, lançada nesta terça-feira (2/9), no estande do Governo do Estado, no Pavilhão Internacional da 48ª Expointer. A publicação, elaborada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), reúne informações atualizadas sobre a diversidade produtiva, os gargalos e as perspectivas do setor.

Com 43 páginas e disponível em português e em inglês, o material apresenta dados coletados entre 2024 e 2025 sobre 65 culturas agrícolas – entre grãos, frutas e hortaliças –, além das principais cadeias pecuárias, como bovinos de corte e leite, suínos, aves, ovinos, caprinos, bubalinos, equinos, apicultura e piscicultura. A Radiografia também fornece análises sobre irrigação, armazenagem de grãos, importações e exportações.

De acordo com o titular da Seapi, Edivilson Brum, a diversidade produtiva gaúcha garante segurança alimentar, movimenta a economia e fortalece o setor agroindustrial, além de atrair o interesse de outros países. “Essa vitalidade assegura não apenas a produção primária, mas também o potencial de transformação em produtos de maior valor agregado”, destacou, acrescentando que a publicação oferece maior previsibilidade ao produtor.

O chefe da Divisão Agropecuária do Departamento de Governança e Sistemas Produtivos da Seapi, Paulo Lipp João, lembrou que a revista existe desde 2019 e reúne as principais culturas produzidas no Estado. “É um panorama completo da nossa realidade produtiva, agora também disponível em inglês”, frisou.

Na abertura do evento, o diretor do Departamento de Governança dos Sistemas Produtivos, Paulo Roberto da Silva, ressaltou o trabalho coletivo envolvido na produção da publicação.

Produção e destaque nacional

Mesmo com os impactos climáticos, o RS manteve protagonismo na produção nacional de grãos, carnes e lácteos. O Estado segue líder em culturas como arroz, soja e milho, com expectativa de recuperação após perdas recentes. Também figura entre os maiores produtores de carne bovina, suína e de frango, além de leite, consolidando-se como um dos principais fornecedores de proteínas do país.

O estudo, no entanto, aponta entraves que limitam a competitividade do setor, como a dependência das condições climáticas, os gargalos logísticos e a necessidade de linhas de crédito mais acessíveis e estáveis para os produtores.

Perspectivas para 2025

A Radiografia projeta retomada do crescimento neste ano, impulsionada por investimentos em inovação tecnológica, pesquisa e diversificação de mercados. A abertura de novas frentes de produção e a valorização de cadeias como a olivicultura e a fruticultura são apontadas como caminhos para ampliar a base econômica e agregar valor às exportações.

Além da relevância econômica, a publicação enfatiza o papel social e estratégico da agropecuária para o desenvolvimento sustentável do Estado, reforçando a importância de políticas públicas e parcerias que garantam competitividade e resiliência ao setor.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Crescente mercado de biometano atrai novos investimentos no Rio Grande do Sul


A importância do biometano na transição energética foi o tema do segundo dia do painel Diálogos Energia e Futuro, organizado pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e pela Casa Civil na 48ª Expointer. A apresentação de investimentos e projetos para a crescente demanda do gás produzido a partir de resíduos reuniu integrantes de empresas que são destaque nesse segmento no país e no Estado.

Realizado no estande do Governo do Estado na feira, o painel abordou a cadeia produtiva de ponta a ponta, desde a geração a partir de resíduos até o consumo final. O biometano pode ser utilizado em aplicações industriais, residenciais e veiculares.

Estratégias e investimentos

A Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR) detalhou sua estratégia de transformar resíduo de aterros sanitários para produzir gás. No município de Minas do Leão, a empresa investiu R$ 150 milhões, e agora produz 40 mil metros cúbicos (m³) de biometano por dia. A unidade já tem previsão de ampliação em 2028.

Antes disso, a CRVR terá outras inaugurações. A partir de julho de 2026, produzirá 34 mil m³ diários em uma planta em São Leopoldo, na Grande Porto Alegre. E seguirão novos investimentos com a finalidade de descentralizar a produção: em Santa Maria, Vitor Graeff e Giruá.

A empresa, que hoje produz 66 mil m³/dia, pretende alcançar 250 mil diários até 2030 – volume que representa 10% do consumo atual de gás natural do Estado (cerca de 2,5 milhões de m³/dia).

Na área de transporte, a Reiter Log apresentou a estratégia na busca de neutralizar carbono. Com frota de 2.400 caminhões, tem 290 movidos a gás, que podem usar biometano. O vice-presidente da empresa, Silvio Cesar, explicou que as rotas desses veículos são bem planejadas para encontrar a disponibilidade de abastecimento ao longo do percurso.

O executivo ainda detalhou o investimento que a Reiter Log fará para se tornar produtora de biometano. No município de Capão do Leão, foi constituída uma joint venture entre a Estancia Del Sur, empresa agropecuária do grupo, e a Geo Biogás & Carbon, para a construção de uma usina.

A unidade utilizará como matéria-prima resíduos orgânicos provenientes da produção agropecuária da própria estância para geração de biometano. O combustível abastecerá caminhões da Reiter Log, consolidando um modelo completo de economia circular. Com investimento de R$ 120 milhões, a planta deve começar a operar em 2027 com capacidade inicial de 400 mil m³ de biometano por mês.

Apostas

Na sequência do painel, Tiago Augusto Santos, diretor de Novos Negócios da Ultragaz, disse que a empresa aposta no modal rodoviário para a distribuição do gás no país. Assim, aproveita a capilaridade logística para acessar mercados afastados de gasodutos.

“Temos R$ 150 milhões para investir no Rio Grande do Sul, um Estado pujante e estratégico”, disse. A empresa atua na etapa final da cadeia: compressão, transporte e descompressão do biometano para o consumidor. “A Ultragaz foi a primeira empresa de GLP [gás liquefeito de petróleo] do Brasil, e hoje se posiciona como uma companhia de soluções energéticas”, disse o diretor.

No encerramento do segundo dia do Diálogos Energia e Futuro, Lucas Garrigós, diretor financeiro da Bioo, destacou a atratividade de investimentos em biometano. A empresa já tem uma unidade em Triunfo, com um contrato de venda da produção por dez anos. Agora, está em licenciamento uma planta em Passo Fundo.

A instalação no interior também tem a finalidade de internalizar o produto em locais não atendidos por gasodutos. Conforme o diretor, a falta dessa estrutura pode ser uma oportunidade para novos negócios. “Somos uma empresa jovem, indo para três anos de existência, e temos uma meta bastante clara na economia circular. Recebemos e tratamos resíduos da indústria e geramos biometano, além de biofertilizantes, que voltam para o agro”, detalhou Garrigós.

Expansão

As estratégias apresentadas mostram um ecossistema de biometano em franca expansão no Rio Grande do Sul, impulsionado por empresas que investem em tecnologia, infraestrutura e modelos de negócio circulares para superar os desafios e consolidar o Estado como um protagonista na transição energética nacional.

O painel Diálogos Energia e Futuro prossegue na quarta-feira (3/9), às 9h, no estande do Governo do Estado na Expointer. O tema será a logística envolvendo o hidrogênio verde. A mediação será do presidente da Invest RS, Rafael Prikladnicki.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produção de soja deve cair 4,79% no Mato Grosso



Demanda interna de soja cresce puxada pelo biodiesel




Foto: USDA

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) manteve, nesta segunda-feira (1º), a projeção de Oferta e Demanda da soja para a safra 2025/26 em Mato Grosso. A estimativa é de 48,55 milhões de toneladas, retração de 4,79% em relação ao ciclo anterior, resultado da menor produção projetada até o momento.

Segundo o levantamento, a demanda pelo grão mato-grossense deve alcançar 47,61 milhões de toneladas, queda de 4,07% frente à safra passada. Do total previsto, 27,81% devem ser destinados ao esmagamento no estado, 9,54% ao consumo em outras unidades da federação e 62,65% às exportações. O instituto destacou que o mercado externo segue como principal destino da produção.

Entre os segmentos de consumo, apenas o interno registra crescimento em relação ao ciclo anterior, movimento impulsionado pelo aumento da demanda por biodiesel, em decorrência da elevação da mistura obrigatória em 2025.

Os estoques finais foram mantidos em 0,94 milhão de toneladas, o que representa uma queda de 31,04% em comparação com a safra 2024/25.





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Juros futuros fecham perto da estabilidade após entrada em vigor de tarifa…


Logotipo Reuters

 

SÃO PAULO (Reuters) – As taxas dos DIs fecharam praticamente estáveis, devolvendo uma parte pequena dos ganhos da sessão anterior, em meio ao impasse comercial entre Brasil e Estados Unidos, com a entrada em vigor nesta quarta-feira das tarifas americanas de 50% sobre produtos brasileiros.

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2027 estava em 14,16%, ante o ajuste de 14,158% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2028 marcava 13,48%, ante o ajuste de 13,473%.

Entre os contratos longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 13,62%, ante 13,641% do ajuste anterior, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 13,73%, ante 13,761%.

O mercado doméstico segue com várias incertezas sobre o tema tarifário no radar, incluindo a perspectiva de que mais produtos recebam isenções dos EUA, a expectativa pelo plano de contingência do governo brasileiro e uma potencial escalada do embate político após a decretação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse mais cedo em entrevista à Reuters não ver espaço para negociações diretas com Trump e que o Brasil não pretende anunciar tarifas recíprocas contra Washington.

Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou a jornalistas pela manhã que o pacote de ajuda do governo a setores e empresas afetados pela tarifa mais elevada dos EUA incluirá crédito e aumento de compras governamentais, acrescentando que conversará na semana que vem com o secretário do Tesouro, Scott Bessent.

“O escopo das tarifas de 50% será mais brando do que o inicialmente esperado. Embora o impacto macroeconômico direto deva ser limitado, os efeitos setoriais são relevantes e o impacto indireto pode ganhar tração caso haja deterioração significativa da percepção de risco”, disseram analistas do BTG em relatório.

No cenário externo, o foco dos mercados tem permanecido em torno do Federal Reserve desde sexta-feira, com investidores atentos à possibilidade de cortes na taxa de juros a partir de setembro e à espera da indicação de Trump para uma vaga aberta na diretoria do banco central dos EUA.

Nesta quarta, operadores consolidaram ainda mais as apostas na retomada do afrouxamento monetário pelo Fed, uma vez que continua crescendo a lista de autoridades que parecem abertas a um ajuste da política monetária no próximo mês, principalmente depois de um relatório de emprego fraco para julho.

A expectativa ainda é de que, com a indicação de um novo diretor por Trump, o Fed possa caminhar gradualmente a uma visão mais semelhante a do presidente norte-americano, que defende cortes imediatos e profundos na taxa de juros.

O rendimento do Treasury de dois anos — que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo — tinha queda de 1 ponto-base, a 3,703%.

(Reportagem de Fernando Cardoso)





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produtores terão R$ 300 milhões em apoio via COV de arroz


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou, na última segunda-feira (1º), a destinação de mais R$ 300 milhões para operações de Contratos de Opção de Venda (COV) de arroz. Segundo a estatal, a medida tem como finalidade “sinalizar ao mercado preços mais justos ao produtor”. O recurso permitirá a contratação de aproximadamente 200 mil toneladas da safra 2025/2026. O anúncio foi feito pelo presidente da Conab, Edegar Pretto, durante a 48ª Expointer, em Esteio (RS).

De acordo com Pretto, o COV “funciona como um seguro de preços ao produtor”. O mecanismo garante ao agricultor o direito de vender o arroz ao governo federal por um valor previamente fixado. Caso o mercado ofereça condições mais vantajosas, o produtor poderá optar por negociar fora do contrato com a Conab, sem custos adicionais.

Os valores de referência, bem como as datas de negociação e vencimento dos contratos, serão definidos pelo governo federal e publicados em Portaria Interministerial e editais da Conab. Esta é a terceira rodada de COV em menos de um ano. Até agora, a estatal já mobilizou cerca de R$ 1,5 bilhão para apoiar os produtores de arroz.

No final de 2024, a Conab havia anunciado quase R$ 1 bilhão em contratos de opção para até 500 mil toneladas da safra 2024/2025. Na ocasião, o preço sinalizado foi de R$ 87 por saca de 50 quilos. Deste volume, 91 mil toneladas foram negociadas e parte incorporada aos estoques públicos.

Em junho deste ano, foi lançada a segunda rodada de COV, diante da queda de preços no mercado. Entre outubro de 2024 e junho de 2025, a média estadual caiu 42%, chegando a R$ 65,46 por saca. A Conab fixou preços de cerca de R$ 74, o que resultou em adesão quase total, com 109,2 mil toneladas contratadas.

Segundo a estatal, o arroz adquirido pode ser destinado ao abastecimento da população em situações de crise, além de evitar oscilações bruscas no mercado.

Ainda na Expointer, a Conab efetuou o pagamento a agricultores que executaram contratos da primeira rodada, em 2024. Produtores de São Borja, Camaquã e Pelotas receberam quase R$ 7,7 milhões pela venda de 4,7 mil toneladas em mais de 170 contratos.

Também foi assinada a intenção de fornecimento de arroz referente à segunda rodada de COV deste ano. Cerca de 2.260 contratos, equivalentes a 61 mil toneladas oriundas de municípios como Barra do Quaraí, Barra do Ribeiro, Eldorado do Sul, Itaqui, São Borja, São Gabriel e Uruguaiana, devem ser entregues ao governo.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Qual o segredo para lucrar com a soja?



Diante desse cenário, a recomendação é manter disciplina



Diante desse cenário, a recomendação é manter disciplina
Diante desse cenário, a recomendação é manter disciplina – Foto: Expodireto Cotrijal

O mercado da soja segue cercado de incertezas, e os produtores precisam se apoiar mais na gestão financeira do que nas oscilações de preços. De acordo com a TF Agroeconômica, a principal recomendação é clara: siga o seu lucro. A consultoria reforça que cada agricultor deve calcular corretamente os seus custos de produção e manter uma série histórica dos resultados. Quando os preços alcançarem níveis próximos aos de lucro esperado, a venda deve ser realizada sem hesitar, evitando o risco de esperar por novas altas que podem não se concretizar.

Entre os fatores de alta que sustentam os preços, o clima adverso nos Estados Unidos é destaque. A falta de chuvas no cinturão de soja e milho tem prejudicado as lavouras e aumentado a área com seca moderada, o que pode reduzir a produtividade. Além disso, o relatório semanal do USDA mostrou exportações acima do esperado, com vendas de mais de 1,3 milhão de toneladas de soja para a safra 2025/26. No Brasil, as compras consistentes da China também ajudam a segurar os preços, como indicam os números do CEPEA para Paranaguá, com valorização acumulada de 0,97% no mês.

Por outro lado, fatores de baixa pressionam o mercado. A China tem buscado diversificar seus fornecedores e já reservou volumes expressivos de soja da Argentina e do Uruguai para embarque nos próximos meses, podendo alcançar até 10 milhões de toneladas no ciclo 2025/26. Esse movimento reduz a dependência do produto americano e pode limitar novas altas internacionais. Além disso, no Brasil, a baixa demanda por farelo e óleo de soja, associada ao fraco desempenho do programa B30, impede que os preços subam com maior intensidade.

Diante desse cenário, a recomendação é manter disciplina e foco no planejamento financeiro. Mais do que nunca, a decisão de venda deve ser guiada pela calculadora do produtor, e não pelo “achismo” do mercado. Essa postura estratégica é fundamental para garantir margens positivas mesmo em um ambiente de volatilidade e competição global.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Soja fecha agosto em alta na CBOT


O mercado da soja em Chicago (CBOT) encerrou agosto em forte valorização, influenciado por preocupações com o clima nos Estados Unidos, maior produtor mundial. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de soja para setembro, referência para a safra brasileira, fechou em alta de 0,83%, a US$ 1.036,75 por bushel, enquanto o contrato de novembro avançou 0,62%, a US$ 1.054,50.

Os derivados da soja tiveram desempenhos distintos: o farelo para setembro recuou 0,94%, cotado a US$ 283,60 por tonelada curta, enquanto o óleo caiu 0,54%, encerrando a US$ 51,47 por libra-peso. A valorização do grão foi impulsionada pela falta de chuvas no cinturão agrícola americano, que pode comprometer a produtividade, e também por uma demanda externa que compensou a queda nas compras chinesas oficiais.

Apesar da alta diária, a semana registrou queda: o contrato de soja para novembro perdeu 0,38% (-US$ 4,00/bushel), o farelo caiu 1,7% (-US$ 4,9/ton curta) e o óleo recuou 5,9% (-US$ 3,24/libra-peso) nos contratos de outubro. Essa volatilidade reflete ajustes na demanda global e cortes na safra americana, mantendo o mercado atento às oscilações e aos riscos climáticos.

No acumulado do mês, a soja apresentou forte valorização de 6,6% (+US$ 65,25/bushel), o farelo subiu 5,2% (+US$ 13,9/ton curta), enquanto o óleo registrou queda de 4,75% (-US$ 2,60/libra-peso). Esses resultados mostram como fatores climáticos e comerciais impactam de forma distinta os produtos derivados da soja, influenciando diretamente a estratégia de venda e armazenamento de produtores e exportadores brasileiros.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Como a soja encerrou a semana nos estados?


O Rio Grande do Sul registrou queda nos preços da soja e agora debate sobre calendário de plantio, segundo informações da TF Agroeconômica. “As indicações de preços para pagamento em meados de setembro, com entrega entre agosto e setembro, ficaram em R$ 140,00 nos portos. No interior, as cotações marcaram perda em torno de R$ 135,20 (-0,59%) por saca em Cruz Alta. Passo Fundo e Santa Rosa/São Luiz caíram para R$ 134,00 (-1,47%) variando conforme a data de pagamento, enquanto em Panambi o preço de pedra foi registrado em R$ 123,00 por saca ao produtor”, comenta.

Santa Catarina mantém estabilidade, mas o déficit de armazenagem preocupa. “No porto de São Francisco do Sul, referência para a exportação, o preço seguiu sem grandes alterações, reforçando o quadro de equilíbrio momentâneo no estado. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 142,84”, completa.

Boa competitividade e logística equilibrada no Mato Grosso do Sul. “O mercado de soja em Mato Grosso registrou recuo nas principais praças, refletindo a queda dos prêmios de exportação e resultando em desvalorização média no estado. Campo Verde: R$ 124,00 (-0,11%). Lucas do Rio Verde: R$ 118,42 (-1,29%), Nova Mutum: R$ 118,00 (-1,33%). Primavera do Leste: R$ 123,14 (-0,25%). Rondonópolis: R$ 127,80 (+3,02%). Sorriso: R$ 118,11 (-0,63%)”, indica.

O Paraná projeta safra maior e vê preços firmes em Paranaguá. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 142,88. Em Cascavel, o preço foi 127,76 (-0,82%). Em Maringá, o preço foi de R$ 134,50 (+2,14%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 135,50 (+2,80%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 139,65. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, informa.

O Mato Grosso ainda enfrenta gargalos logísticos e pressão sobre armazenagem. “O mercado de soja em Mato Grosso registrou recuo nas principais praças, refletindo a queda dos prêmios de exportação e resultando em  desvalorização média no estado. Campo Verde: R$ 124,00 (-0,11%). Lucas do Rio Verde: R$ 118,42 (-1,29%), Nova Mutum: R$ 118,00 (-1,33%). Primavera do Leste: R$ 123,14 (-0,25%). Rondonópolis: R$ 127,80 (+3,02%). Sorriso: R$ 118,11 (-0,63%)”, conclui.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Maiores empresas de bioinsumos faturam R$ 5 bilhões


A Koppert Brasil lidera o ranking das maiores empresas de bioinsumos do Brasil, com receita oficial divulgada de aproximadamente BRL 900 milhões em 2024 (converter para USD). É o que aponta levantamento realizado por Gabriel Medina, professor da Universidade de Brasília.

De acordo com o acadêmico, o estudo foi feito com base no faturamento publicada pelas empresas, o que permite identificar os principais atores desse setor em franco crescimento no Brasil.

Em segundo lugar no ranking aparece a Biotrop Soluções Biológicas, com cerca de BRL 740 milhões de faturamento divulgado.

Logo em seguida vem o ecossistema Cogny, com faturamento em torno de BRL 700 milhões. O grupo inclui as empresas fabricantes de insumos biológicos Simbiose, Bioma, Biagro, Biograss, e BioJet.

Além dessas, outras empresas elencadas no ranking como as mais importantes no segmento incluem:

    • Agrivalle Brasil (faturamento de BRL 220 milhões)

    • Vittia (faturamento de BRL 210 milhões)

    • Ballagro Agro Tecnologia (faturamento de BRL 200 milhões)

    • Andermatt Brasil (faturamento de BRL 80 milhões)

Além dessas, as demais empresas fabricantes de insumos biológicos somaram faturamento de BRL 195 milhões. Estão dentro desse montante De Sangosse Brasil, Lallemand Plant Care Brasil e  AgBiTech Brasil, entre diversas outras.

O professor Medina ressalta que o levantamento ainda está em desenvolvimento e trata-se de um projeto aberto para profissionais e especialistas do setor contribuírem com dados adicionais para tornar a análise mais precisa e abrangente.

De acordo com especialistas ouvidos pelo AgroPages, iniciativas como essa são essenciais para entender o avanço dos bioinsumos no mercado agrícola brasileiro, que vem ganhando espaço diante da crescente demanda por práticas agrícolas ambientalmente responsáveis e eficientes. A participação dessas empresas demonstra o potencial de inovação e crescimento desse segmento estratégico para a sustentabilidade do agronegócio brasileiro.

Players em um Mercado Expansivo

O mercado de bioinsumos agrícolas no Brasil alcançou um faturamento estimado em R$ 5 bilhões na safra 2023/24, considerando o preço final pago pelo agricultor, conforme dados da CropLife Brasil.

Segundo dados da DunhamTrimmer – International Bio Intelligence, o mercado global de biológicos deve atingir USD 30 bilhões até 2030, com taxa de crescimento anual composta de 10,42%.

“O Brasil é hoje o mercado dinâmico, não somente da América Latina, mas também em nível mundial. Isso gera um efeito de atração muito forte para empresas e para tecnologias. Vejo que há uma consolidação gradual, onde ficarão players, ou empresas, com respaldo técnico, com qualidade comprovada, com modelos de distribuição eficientes, que vão ser os que vão sobreviver e vão dar sustentabilidade”, afirma Ignacio Moyano, Vice President of Business Development Latin America da DunhamTrimmer.

De acordo com o especialista, a presença no Brasil de um número muito bom de empresas locais foi fundamental para o crescimento de biotecnologia no Brasil. Pela DunhamTrimmer, Ignacio Moyano vem trabalhando em diversas fusões e aquisições de empresas nesse segmento de mercado. 

“As empresas estão em uma busca de alternativas, tanto locais a fertilizantes importados e à consolidação de atores internacionais que buscam espaços com alianças e também com aquisições de empresas locais. Então é fundamental entender bem as particularidades do mercado atual do Brasil, como a estrutura de distribuição, as exigências regulatórias, e a adaptação de tecnologias a condições locais, como fatores de barreira para poder fazer um ‘landing’, uma entrada no mercado brasileiro”, conclui o executivo.

Autor do levantamento, Gabriel Medina é Pós-doutor em Políticas Ambientais pelo Imperial College London (Reino Unido) (2014) com bolsa da Capes. Também é Doutor em Ciências Naturais pela Universidade de Freiburg (Alemanha) (2008), revalidado como doutor em Ciências Agrárias pela Universidade Federal do Pará. Além disso, é Licenciado Pleno em Ciências Agrárias com mestrado em Agriculturas Familiares e Desenvolvimento Sustentável pela Universidade Federal do Pará (2003).





Source link