quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Brasil e México firmam acordos em biocombustíveis


Ao final das reuniões com os secretários de Relações Exteriores do México, Juan Ramón de la Fuente, e com o secretário de Economia, Marcelo Ebrard Casaubon, na tarde desta quarta-feira (27), na Cidade do México, a missão brasileira liderada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin celebrou a assinatura de importantes acordos entre o país.

Foram firmados dois acordos entre Brasil e México que também promoverão desenvolvimento no setor agropecuário.

A Declaração de Intenções em Matéria de Cooperação Bilateral sobre produção e uso de biocombustíveis trata do intercâmbio tecnológico no setor de biocombustíveis.

Entre os objetivos está impulsionar um crescimento ordenado e devidamente regulamentado do setor no México, aproveitando a reconhecida experiência que o Brasil possui na produção de etanol a partir da cana-de-açúcar.

O Brasil é o maior produtor e exportador de cana-de-açucar do mundo e também de se destaca no avanço do uso dos biocombustíveis com adição de etanol à gasolina, por exemplo. A Declaração também prevê o avanço no desenvolvimento de combustíveis sustentáveis para a aviação.

Já o Memorando de Entendimento sobre Cooperação em Matéria de Promoção de Investimentos e Fortalecimento de Capacidades entre a Secretária da Economia do México e a Agência Brasileirs de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) visa fortalecer as relações de amizade, entendimento e desenvolvimento econômico que unem o Brasil e o México com o objetivo de impulsionar um quadro de interação que facilite o intercâmbio de bens, serviços e investimentos, bem como a geração de novas oportunidades de negócios.

“O presidente Lula tem como missão ampliar as oportunidades entre Brasil e México com um viés que vai muito além da relação comercial de alimentos, integrando também o pacto global contra a fome. Nosso objetivo é aumentar a oferta de alimentos, cada vez mais saudáveis e acessíveis, e fortalecer essa parceria estratégica”, declarou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, durante a reunião com o secretário de Economia.

O vice-presidente Alckmin deu ênfase na relevância do memorando. “Destaco a importância do que acabamos de assinar: social, porque gera emprego, renda, novas oportunidades e dignidade para a população; econômica, com investimentos e crescimento do setor produtivo; científica e tecnológica, com novas rotas para a descarbonização; e ambiental, pela relevância para o futuro sustentável”, disse.

Ainda, Alckmin convidou as autoridades mexicanas para a COP30. “”Aproveito para convidar todos os irmãos e irmãs mexicanos para a COP30, que será realizada no Brasil, na Amazônia, em Belém do Pará, agora em novembro. Será um momento histórico em que o Brasil sediará o mundo no programa de combate às mudanças climáticas”.

 





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Encontro reúne mais de 350 empresários no México


No encerramento do Encontro Empresarial México-Brasil, promovido pelo governo do Brasil na Cidade do México nesta quarta-feira (27), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro ressaltou a importância da parceria com o país, que representa o maior número de habilitações de empresas brasileiras.

“Este, que é o vigésimo encontro empresarial do Brasil nesses dois anos e oito meses e diante de acordos que conseguimos produzir tanto hoje, chego à conclusão: estamos no rumo certo, dando exemplo do multilateralismo, do respeito e das oportunidades que podem ser geradas”, afirmou o ministro.

O evento reuniu cerca de 350 empresários de ambos os países, sendo mais de 150 brasileiros.

Presidente da Apex Brasil, organizadora do encontro junto com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), Jorge Viana destacou a produtividade do encontro com a discussão de temas que avançam nos acordos firmados entre os países, como o trabalho na agenda de etanol produzido de cana de açúcar a partir das expertise de 40 anos do Brasil.

A ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil, Simone Tebet, ressaltou a importância da parceria entre os países e a relação entre os setores privados para o avanço na segurança alimentar.

Liderando a delegação brasileira, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, fez um balanço da relação comercial entre os países, que se aproxima dos US$ 14 bilhões e com grandes oportunidades de crescimento.

“Viemos com mais de uma centena de líderes empresariais brasileiros. Queremos fortalecer os laços com o México e trabalharmos juntos na Agricultura, avançar no comércio, na ciência, com a vinda da Embrapa, defesa sanitária, combate à fome”, comentou, finalizando o encontro.





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Câmara aprova crédito para energia solar na agricultura


A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que reserva recursos de garantia para operações de crédito de cooperativas de geração compartilhada de energia fotovoltaica a ser usada na produção rural. A proposta também cria os programas nacionais de Florestas Produtivas de Desenvolvimento e de Sistemas Agroflorestais de Base Agroecológica.

A criação dos dois programas foi incluída pelo relator de Plenário, deputado Nilto Tatto (PT-SP), no Projeto de Lei 1707/24. A proposta, do deputado Pedro Uczai (PT-SC), tratava originalmente apenas das cooperativas. O texto segue para o Senado. De acordo com o substitutivo aprovado, por 18 meses a partir da futura lei, o Fundo Garantidor de Operações (FGO) reservará R$ 400 milhões para garantir financiamentos de projetos de geração compartilhada dessas cooperativas.

Os projetos deverão contar com um percentual mínimo de conteúdo nacional definido em regulamento. A garantia do empréstimo será articulada com os programas federais relacionados às políticas industriais, de transição energética e descarbonização.

Já o dinheiro para o empréstimo a essas cooperativas de geração compartilhada poderá vir do crédito rural do Pronaf, condicionado ao uso da totalidade da energia gerada às atividades de produção agropecuária dos estabelecimentos rurais associados. Caberá ao Conselho Monetário Nacional (CMN) definir as condições dos financiamentos.

O autor do projeto, deputado Pedro Uczai, destacou que o objetivo é garantir a agricultores familiares sua própria cooperativa de energia solar.

Já o deputado Nilto Tatto afirmou que a proposta contribui para acelerar a implantação de usinas de menor porte, descentralizando a produção de energia, ampliando a participação social no setor elétrico e promovendo a democratização do acesso à energia renovável.

“A iniciativa alinha-se plenamente à estratégia de transição energética justa e inclusiva, ao mesmo tempo em que estimula o desenvolvimento regional e a sustentabilidade econômica dos produtores organizados em regime cooperativo”, disse.

Segundo Tatto, o projeto contempla agricultores que atualmente não têm política de apoio para produzir energia. “Cria uma alternativa de baratear o que está produzindo e gerar renda com produção de energia”, afirmou.

Sobre a criação dos programas de Sistemas Agroflorestais (Prosafs) e de Florestas Produtivas, Nilto Tatto explicou que as iniciativas têm articulação direta com a política energética nacional. “Esses programas possibilitam a integração entre produção agrícola, preservação ambiental e geração de energia renovável, sobretudo pelo aproveitamento sustentável dos recursos florestais”, informou.

Programa agroflorestal

Incluído no projeto, o Programa Nacional de Desenvolvimento de Sistemas Agroflorestais de Base Agroecológica (Prosaf) pretende promover a conservação da biodiversidade dos ecossistemas e melhorar a viabilidade econômica dos agricultores familiares rumo a uma agricultura resiliente à mudança do clima, com diversificação ecológica, cultural e agronômica por meio da produção sustentada.

Entre os objetivos do Prosaf estão a implantação de sistemas agroflorestais de base agroecológica em todas as regiões do País; a recuperação de áreas degradadas, prioritariamente aquelas situadas em bacias hidrográficas em estado crítico e áreas consideradas inaptas aos cultivos anuais; e a expansão, conservação e manejo da cobertura florestal dos biomas brasileiros.

O programa também apoiará projetos de redes de coleta e resgate de sementes e de genética animal e de produção de mudas de espécies nativas, com ênfase na agricultura familiar, comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas.

A prioridade do programa será exatamente para os agricultores familiares, assentados da reforma agrária, povos e comunidades tradicionais e agricultores do meio urbano.

Conselho e comitê

Para viabilizar o funcionamento do Prosaf, o projeto prevê a existência de uma unidade de gerenciamento, de um conselho orientador e de um comitê técnico.

A unidade de gerenciamento deverá elaborar um plano operacional do programa, com metas anuais, volumes de recursos a serem aplicados e resultados a serem alcançados.

Já o conselho deverá estabelecer as diretrizes e critérios para a implementação do plano e aprová-lo, além de acompanhar a execução e aprovar o relatório anual de atividades do programa.

Caberá ao comitê técnico elaborar um manual técnico com diretrizes e recomendações para o planejamento, a implantação e monitoramento de sistemas agroflorestais de base agroecológica. Também deverá desenvolver metodologia para a valoração de serviços ambientais e ecossistêmicos associados aos sistemas agroflorestais previstos no projeto.

Identificação

Por meio de um Sistema de Identificação e Valorização de Sistemas Agroflorestais de Base Agroecológica, deverão ser habilitados os sistemas agroflorestais de base agroecológica que participarão do programa, inclusive para a produção e comercialização de produtos madeiráveis de espécies nativas e de espécies ameaçadas de extinção, promovendo sua conservação.

Esse sistema incentivará iniciativas de identificação geográfica, identificação de origem e sistemas participativos de garantia e certificação agroflorestal, seja por meio de entidades públicas ou privadas credenciadas.

Quanto à certificação, será estimulada a regularização ambiental de sistemas agroflorestais de base agroecológica junto aos órgãos ambientais, inclusive para a celeridade de vistorias e emissão de autorizações de corte, de transporte e de comercialização de produtos de espécies nativas madeiráveis e de espécies ameaçadas de extinção.

Financiamento

O programa será financiado com recursos do Orçamento da União. Por cinco anos, seguindo regra da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), poderá ser usado dinheiro da conversão de multas em serviços ambientais, do Pronaf, do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, do Fundo Nacional do Meio Ambiente e de fundos constitucionais de desenvolvimento regional.

Florestas produtivas

Em relação ao Programa Nacional de Florestas Produtivas, o objetivo é recuperar áreas que foram alteradas ou degradadas para fins produtivos, a fim de adequá-las para regularização ambiental por meio da agricultura familiar e ampliação da capacidade de produção de alimentos saudáveis e de produtos da sociobiodiversidade.

Entre as ações previstas estão:

No bioma Amazônia, os investimentos no programa considerarão os municípios prioritários definidos no Decreto 11.687/23 para as ações de prevenção, monitoramento, controle e redução de desmatamentos e degradação florestal.

Governança e recursos

Ato conjunto dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; e do Meio Ambiente e Mudança do Clima definirá o colegiado gestor do programa e suas competências.

Já os recursos para financiar as ações virão do Orçamento da União ou de outros órgãos e entidades, públicas ou privadas, inclusive por meio de parcerias com organismos internacionais.

Debate em Plenário

Durante o debate em Plenário, o deputado Gilson Marques (Novo-SC) disse estar preocupado com a possibilidade de os pequenos produtores beneficiados substituírem suas produções por pequenas usinas. Além disso, ele avaliou que a política pública é genérica e pode ter direcionamento eleitoral. “Alguns estados serão mais beneficiados do que outros, e a conta é paga desproporcionalmente pelos estados”, declarou.

Em resposta, o autor do projeto, Pedro Uczai, rebateu a fala de que os recursos serão distribuídos de forma arbitrária pelos estados. “Não tem nenhum recurso distribuído gratuitamente. Todos são financiamentos, dentro das regras do Conselho Monetário Nacional”, explicou.

Já o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), vice-líder da oposição, criticou a inclusão dos sistemas agroflorestais e de florestas produtivas na proposta. “O projeto original não continha esse tipo de matérias, feitas para garantir novos programas para beneficiar assentados da reforma agrária e movimentos sociais em ano de eleição”, reclamou.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda

Edição – Pierre Triboli





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Chegada de milho reforça ProVB no Pará



Em 2024, o ProVB registrou recorde de vendas no estado




Foto: Divulgação

Nesta semana, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) recebeu mais de 205 toneladas de milho em grãos destinados ao Programa de Venda em Balcão (ProVB) no Pará. O produto foi armazenado na Unidade Armazenadora de Ananindeua. Com essa operação, somada à remessa anterior (Frete 023/2025) de cerca de 795 toneladas, será concluída a recepção de um total de 1 mil toneladas de milho para o programa no exercício atual.

Em 2024, o ProVB registrou recorde de vendas no estado, com aproximadamente 1.1 mil toneladas comercializadas, contra mais de 400 toneladas em 2023 — um crescimento de cerca de 172%. Já em 2025, até 21 de agosto, foram removidas mais de 1.3 toneladas de milho para atendimento à demanda, das quais em torno de 900 toneladas já foram vendidas. A expectativa é de que, até o final do ano, o volume comercializado atinja 1.5 mil toneladas, o que representa um aumento superior a 30% em relação ao ano anterior, ampliando o acesso ao produto para pequenos criadores de animais.

Programa – O ProVB possibilita a compra direta do grão por pequenos criadores de animais, com limite mensal de aquisição de até 27 toneladas por cliente. Os preços de venda são atualizados quinzenalmente. Podem participar suinocultores, avicultores, bovinocultores, caprinocultores, ovinocultores, entre outros produtores. Com isso o Programa equipara as condições de acesso ao milho dos estoques públicos para produtores de diferentes portes.

 





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Deputado quer proibir financiamento público ao MST



A medida visa garantir o respeito ao direito de propriedade



A medida visa garantir o respeito ao direito de propriedade
A medida visa garantir o respeito ao direito de propriedade – Foto: Agencia Brasil

Deputado quer proibir financiamento público ao MSTO deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), presidente da Comissão de Agricultura e Pecuária da Câmara e coordenador da Comissão de Seguro Rural da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), apresentou emenda à LDO 2026 para proibir o uso de recursos públicos em movimentos, entidades ou programas que incentivem invasões de propriedades, prática associada, segundo a FPA, ao MST. A proposta determina que nenhuma verba da União poderá ser destinada, direta ou indiretamente, a iniciativas que promovam ocupações irregulares de terra. 

A medida visa garantir o respeito ao direito de propriedade, previsto na Constituição, além de assegurar segurança jurídica no campo e nas cidades. Segundo o deputado, a emenda protege produtores rurais que cumprem a lei e reforça a responsabilidade na aplicação do orçamento da União. “Não é aceitável que o dinheiro público seja usado para sustentar organizações que atuam à margem da lei e promovem invasões de propriedades. Essa emenda é um passo fundamental para proteger o produtor rural que cumpre a lei, gerar justiça social dentro da ordem constitucional e fortalecer a responsabilidade na aplicação do orçamento da União”, afirmou Nogueira. 

O texto também ressalta a relevância do setor agropecuário, responsável por grande parte da economia brasileira, geração de empregos e segurança alimentar. Permitir que recursos públicos cheguem a entidades ligadas a invasões de terra é, segundo o texto, considerado um desvio de finalidade e afronta ao interesse coletivo. A emenda foi aprovada na Comissão de Agricultura e Pecuária e seguirá agora para análise da Comissão Mista de Orçamento.

  





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Tomate em Portugal: produção sob pressão



Para 2025, as perspetivas não são animadoras



Para 2025, as perspetivas não são animadoras
Para 2025, as perspetivas não são animadoras – Foto: Canva

A cultura do tomate em Portugal atravessa um momento decisivo e desafiador. Segundo Pedro Pereira Dias, Diretor da A Sementeira, o país consolidou-se em 2023 como o 3.º maior produtor de tomate da União Europeia, posição que reflete a força e a relevância desta fileira para a agricultura nacional e para as exportações. No entanto, os números também trazem um sinal de alerta: Portugal perdeu cerca de 10% da sua quota de produção em relação aos restantes países europeus, o que evidencia uma perda de competitividade em um mercado cada vez mais exigente.

Para 2025, as perspetivas não são animadoras. A redução da área instalada e o atraso no desenvolvimento das culturas apontam para uma manutenção dos níveis de produção, sem ganhos relevantes em termos de volume. Essa situação coloca em risco não apenas a presença de Portugal no mercado europeu, mas também a capacidade de manter o prestígio internacional construído ao longo dos anos, baseado na qualidade e no elevado padrão do tomate português, amplamente reconhecido pela indústria transformadora.

O tomate é um dos pilares da fileira agroalimentar portuguesa, setor fortemente orientado para a exportação e fundamental para a economia agrícola do país. Porém, para preservar esta relevância, é preciso enfrentar desafios estruturais, que vão desde a adaptação às condições climáticas até à mitigação das oscilações de mercado. A resposta passa pela união de toda a cadeia: indústria de sementes, produtores, indústria transformadora e decisores políticos. Somente com uma visão estratégica comum será possível reforçar a competitividade, garantir a sustentabilidade do setor e assegurar que Portugal continue a ser um dos protagonistas do tomate na Europa e no mundo.

 





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Preço do algodão registra queda com oferta elevada



Preços do algodão em pluma seguem em queda


Foto: USDA

Levantamentos do Cepea mostram que os preços do algodão em pluma seguem em queda no mercado brasileiro e já operam nos menores patamares desde o final de novembro/24. Segundo o Centro de Pesquisas, o movimento de baixa está relacionado à maior disponibilidade e à pressão exercida por compradores, que ofertam valores menores.

Ressalta-se que esses demandantes também reduziram o ritmo das aquisições, diante de incertezas com o cenário interno e, inclusive, de alguns casos para exportações. Quanto à produção nacional de pluma da safra 2024/25, dados da Conab indicam 3,94 milhões de toneladas, 6,3% a mais que na temporada 2023/24, resultado do crescimento de 7,3% na área cultivada, para 2,09 milhões de hectares; a produtividade nacional é prevista em 1.887 kg/ha, queda de 0,9%. 





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IPPA cai 3,2% em julho; no ano, alta é de 16,4%


Em julho, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) apresentou queda nominal de 3,2% em relação ao mês anterior, apontam levantamentos do Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, esse desempenho refletiu as baixas no IPPA-Grãos, de 1,4%, no IPPA-Pecuária, de 3%, e no IPPA-Cana-Café, de 9,1%. Na contramão, o IPPA Hortifrutícolas avançou 3,4%.

No mesmo período, o Índice de Preços por Atacado de Produtos Industriais (IPA-OG-DI), calculado pela FGV, subiu 0,8%, indicando que, de junho para julho, os preços agropecuários se desvalorizaram em relação aos industriais na economia brasileira. No cenário internacional, os preços dos alimentos convertidos em Reais recuaram 2,3%, reflexo da combinação de queda do dólar frente ao Real (-0,3%) e de retração dos valores internacionais dos alimentos (-1,9%).

Comparando-se os sete primeiros meses deste ano com igual intervalo de 2024, levantamentos do Cepea mostram que o IPPA registrou expressivo avanço de 16,4%, impulsionado pelas significativas altas nos grupos IPPA-Grãos (7,4%), IPPA-Pecuária (25,8%) e IPPA-Cana-Café (27,7%). Em sentido oposto, o IPPA-Hortifrutícolas caiu 13,4%. No período, o IPA-OG-DI teve aumento de 5%, enquanto os preços internacionais dos alimentos convertidos em Reais subiram 11%, resultado da valorização de 11,1% do dólar, mesmo perante o ligeiro recuo de 0,2% nos preços internacionais dos alimentos. 





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Fiscais agropecuários apresentam dados sobre agrotóxicos



De forma inédita, o painel apresenta dados gerais sobre a prescrição


Foto: Divulgação

Painel Interativo dos Agrotóxicos no Rio Grande do Sul – série histórica de 2018 a 2023 e o primeiro Boletim Técnico da Defesa Vegetal serão lançados segunda-feira (1º/9), às 15h, na Expointer. Os dados serão apresentados pelos fiscais estaduais agropecuários Ricardo Augusto Felicetti, diretor do Departamento de Defesa Vegetal (DDV) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Rafael Friedrich de Lima, chefe da Divisão de Insumos e Serviços Agropecuários da Seapi, e Paulo Victor Rysdyk da Silva, chefe substituto da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal. O evento será no auditório do estande do Governo Estadual, no Pavilhão Internacional.

De forma inédita, o painel apresenta dados gerais sobre a prescrição, comercialização e uso de agrotóxicos em todo o Estado, no período de 2018 a 2023. A publicação será disponibilizada no site da Seapi. Os dados disponibilizados no painel provêm do Sistema Integrado de Gestão de Agrotóxicos (SIGA), que contém as operações comerciais e recomendações técnicas de agrotóxicos no RS. Já o primeiro Boletim Técnico da Defesa Vegetal do Rio Grande do Sul traz uma análise histórica de dados de comércio e uso de agrotóxicos e também os principais dados e as informações obtidas a partir do Painel de Agrotóxicos.

A Associação dos Fiscais Agropecuários do RS (Afagro) ressalta que os servidores da categoria são fundamentais para a segurança no uso de agrotóxicos. Entre as atribuições dos fiscais estaduais agropecuários da área vegetal, está a fiscalização do comércio, armazenamento e aplicação desses produtos, assegurando a regularidade dos estabelecimentos e a qualidade dos insumos. Combatem a venda de agrotóxicos falsificados ou irregulares, investigam denúncias e controlam a movimentação no Estado, protegendo a saúde da população e a sustentabilidade da agricultura.





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