quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Milho mantém preços estáveis na B3


O mercado de milho manteve a tendência de estabilidade na B3, com contratos futuros encerrando o dia em variações pontuais e sem mudanças significativas de tendência. Segundo a TF Agroeconômica, os preços continuam operando de forma lateral, refletindo o equilíbrio momentâneo entre oferta e demanda.

No cenário externo, o Brasil registrou crescimento expressivo nas exportações de milho em agosto. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), foram embarcadas 6.848.668,3 toneladas do grão, um aumento de 12,95% em relação ao mesmo mês de 2024. A média diária também avançou 13%, atingindo 326.127,1 toneladas, frente às 275.598 toneladas/dia do ano anterior. Esse desempenho reforça o peso do cereal brasileiro no mercado global, mesmo diante de uma safra internacional considerada recorde.

Na B3, os fechamentos mostraram leve oscilação: o contrato de setembro/25 encerrou em R$ 65,39, com alta semanal de R$ 0,27; novembro/25 fechou a R$ 68,62, em queda de R$ 0,45 na semana; e janeiro/26 terminou a R$ 71,64, com alta acumulada de R$ 0,16 na semana. Já em Chicago, o milho subiu levemente, apoiado por relatos de áreas mais secas e problemas iniciais na colheita norte-americana.

Na bolsa norte-americana, o contrato de dezembro fechou em US$ 419,75/bushel, alta de 0,42%, enquanto março ficou em US$ 437,50/bushel, ganho de 0,34%. Analistas ainda projetam safra recorde nos Estados Unidos, mas começam a rever os números para abaixo das 425 milhões de toneladas estimadas pelo USDA, diante de possíveis perdas de produtividade e aumento de doenças nas lavouras.

 





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Nada parece movimentar o mercado do milho


No mercado de milho do estado do Rio Grande do Sul, o plantio de verão cresce enquanto os preços continuam parados, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “As indicações permanecem em R$ 66,00/saca em Santa Rosa e Ijuí, R$ 67,00 em Não-Me-Toque, R$ 68,00 em Marau, Gaurama e Seberi, R$ 69,00 em Arroio do Meio e Lajeado, e R$ 70,00 em Montenegro. Para setembro, os pedidos no interior variam de R$ 68,00 a R$ 70,00/saca, e no porto a referência futura para fevereiro/2026 está em R$ 69,00/saca”, comenta.

A safra histórica contrasta com mercado travado e expectativas para 2026 em Santa Catarina. “O comércio de milho em Santa Catarina segue travado, sem consenso entre produtores e compradores. Em Campos Novos, os pedidos permanecem em R$ 80,00/saca, frente a ofertas de R$ 70,00. No Planalto Norte, produtores pedem R$ 75,00, enquanto as ofertas giram em R$ 71,00. Esse cenário de impasse já leva parte dos agricultores a reduzir investimentos para o próximo ciclo”, completa.

No Paraná, a produção recorde pressiona, mas os negócios seguem estagnados. “O mercado de milho no Paraná segue com liquidez baixa, marcado pelo impasse entre pedidas e ofertas. Produtores pedem valores próximos de R$ 73,00/saca FOB, chegando a R$ 75,00 em algumas regiões, enquanto compradores mantêm ofertas CIF abaixo de R$ 70,00, o que trava os negócios”, indica.

Comercialização ganha ritmo, mas mercado segue resistente no Mato Grosso do Sul. “As cotações variam entre R$ 45,00 e R$ 53,00/saca, com destaque para a boa alta em Sidrolândia, enquanto Dourados mantém o melhor valor do estado. Apesar dos ajustes, os preços ainda não alcançam níveis capazes de estimular novos contratos, mantendo o impasse entre compradores e vendedores”, conclui.

 





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Mercado de trigo mantém cautela no RS, SC e PR


O mercado de trigo segue em compasso de espera no Sul do Brasil, com negociações pontuais e pouca disposição de compradores e vendedores. Segundo a TF Agroeconômica, no Rio Grande do Sul o ritmo permanece calmo, já que os moinhos estão abastecidos até outubro e aguardam a entrada da safra nova, prevista para iniciar no próximo mês. 

No mercado disponível, o trigo pão comum foi negociado a R$ 1.330 FOB, mas a demanda segue fraca e concentrada em operações imediatas. Os estoques da safra velha estão se esgotando, restando praticamente apenas nos moinhos, enquanto cerca de 90 mil toneladas da safra nova já foram contratadas, sobretudo para exportação.

Em Santa Catarina, a expectativa de queda de 16% na produção provocou maior movimento de compradores locais, que tentam garantir volumes adicionais de matéria-prima. No entanto, os preços pagos aos produtores continuam recuando: a saca foi cotada a R$ 75 em Canoinhas, R$ 72 em Chapecó e Rio do Sul, R$ 74,50 em Joaçaba, R$ 76 em São Miguel do Oeste e R$ 75 em Xanxerê. Mesmo com essa movimentação, os moinhos seguem oferecendo abaixo das pedidas dos vendedores, entre R$ 1.280 e R$ 1.300 CIF, contra lotes de R$ 1.330 a R$ 1.350 FOB.

No Paraná, a oscilação do câmbio voltou a interferir no mercado, pressionando os preços do trigo importado. A colheita já começou no norte do estado, com ofertas de trigo novo entre R$ 1.380 e R$ 1.400 FOB, mas os custos de frete encarecem a chegada do produto ao centro do estado. O trigo paraguaio foi cotado a US$ 240/t no Oeste, ou R$ 1.312,80, enquanto o argentino ficou em torno de US$ 270/t para embarque em setembro. Já os preços pagos aos agricultores recuaram 3,17% na semana, caindo para R$ 73,05/saca, abaixo do custo de produção estimado em R$ 74,63 pelo Deral, o que coloca os triticultores em prejuízo imediato.





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Como usar a balança comercial a seu favor?



“O que vimos em junho foi um reflexo claro da volatilidade global”



“O que vimos em junho foi um reflexo claro da volatilidade global"
“O que vimos em junho foi um reflexo claro da volatilidade global” – Foto: Pixabay

A balança comercial de junho fechou com superávit de US$ 6,7 bilhões, mas mostrou contrastes relevantes: soja e açúcar sustentaram os resultados, enquanto siderurgia, manufaturados e carnes processadas recuaram diante da desaceleração global e das tarifas impostas pelos Estados Unidos. O desempenho menor que em 2024 evidencia a necessidade de reorientação estratégica das exportações brasileiras.

Entre as recomendações para os exportadores, cinco pontos ganham destaque. O primeiro é mapear tendências setoriais, identificando os produtos mais resilientes e aqueles em retração. O segundo é acompanhar o câmbio em tempo real, utilizando ferramentas de proteção para preservar margens. Também se destaca o uso de regimes especiais, como o Drawback, que pode reduzir significativamente os custos de exportação. Outra medida é diversificar mercados, buscando alternativas na Ásia, Europa e Canadá. Por fim, antecipar gargalos logísticos com uso de dados e revisão de contratos torna-se fundamental.

“O que vimos em junho foi um reflexo claro da volatilidade global. As empresas dependentes de um único mercado estão mais vulneráveis às oscilações tarifárias e cambiais. Diversificação e proteção são hoje obrigatórias para manter a competitividade”, afirma Thiago Oliveira, CEO da Saygo.

Segundo dados do MDIC, a soja foi o principal sustentáculo do saldo positivo em junho, enquanto autopeças e aço perderam competitividade com tarifas de até 25% nos EUA. A retomada de políticas protecionistas em mercados estratégicos aumenta a incerteza e pressiona setores dependentes de um único destino de exportação.

Nesse cenário, empresas que adotarem políticas robustas de gestão cambial, ampliarem presença em mercados alternativos e anteciparem riscos logísticos estarão mais bem preparadas para enfrentar a instabilidade e manter a competitividade internacional. “Os mercados mais promissores também são os mais exigentes. É preciso estar pronto para atender aos padrões internacionais. Só sairão fortalecidas as empresas que aliarem eficiência, dados e estratégia cambial. A previsibilidade deixou de ser regra, é preciso operar com método e agilidade”, finaliza o CEO da Saygo.

 





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Rizoctoniose pode reduzir em 30% safra de batata



Produtividade da batata sofre com fungo do solo




Foto: Agrolink

A batata está entre as hortaliças mais cultivadas no Brasil e enfrenta entraves que comprometem o desempenho no campo, entre eles a rizoctoniose. A doença de solo é causada pelo fungo Rhizoctonia solani e pode reduzir em até 30% a produtividade da cultura quando não controlada. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), além de ter papel relevante na geração de renda no meio rural e na alimentação da população, a batata é cultivada em diversas regiões do país, o que exige atenção constante para o manejo de problemas fitossanitários.

Sem variedades resistentes disponíveis no mercado, o controle da rizoctoniose precisa ser preventivo. A medida busca reduzir os impactos da doença, que incluem a morte de brotos, a redução na formação e no tamanho dos tubérculos e o surgimento de crostas escuras conhecidas como mancha asfalto. A incidência também pode gerar reboleiras de plantas debilitadas, comprometendo o vigor inicial e a uniformidade da lavoura, informou a Embrapa.

Para apoiar o enfrentamento desse problema, a IHARA lançou o MONCUT, fungicida sistêmico desenvolvido para a cultura da batata. “O controle e a prevenção dessa doença de solo contam com tecnologias inovadoras criadas pela empresa, como o Moncut, que atende aos requisitos necessários e oferece alto nível de controle sobre a rizoctoniose”, afirmou Marcos Vilhena, gerente de Marketing Regional da IHARA.

Segundo a empresa, o MONCUT, indicado para aplicação terrestre, é rapidamente absorvido pelas plantas, protegendo estolões, ramas e tubérculos desde o início do desenvolvimento. De acordo com Marcos Vilhena, a solução contribui para aumentar a porcentagem de batatas especiais, melhora a qualidade da pele dos tubérculos e garante maior uniformidade ao estande, fatores que influenciam a produtividade e a qualidade final da colheita.





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cotação do boi gordo e “boi China” sobem em São Paulo



Preços do boi têm altas em SP e Espírito Santo




Foto: Canva

De acordo com análise divulgada nesta quarta-feira (3) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, a cotação do boi gordo e do chamado “boi China” apresentou alta em São Paulo.

O escoamento de carne, que estava lento na última semana, ganhou ritmo com o início do mês e a proximidade do quinto dia útil. No mercado externo, a demanda também se mostrou aquecida. Com esse cenário, o boi gordo registrou aumento de R$ 2,00/@ e o “boi China” de R$ 3,00/@. Para a vaca e a novilha, as cotações permaneceram estáveis.

Em Santa Catarina, a novilha apresentou elevação de R$ 5,00/@, enquanto as demais categorias não tiveram alterações. Não há referência de “boi China” no estado.

No Rio de Janeiro, o mercado abriu com preços estáveis em relação ao dia anterior. As escalas de abate estavam, em média, programadas para cinco dias.

No Espírito Santo, o dia começou com alta de R$ 3,00/@ para o boi gordo e de R$ 2,00/@ para a novilha. Já a vaca e o “boi China” mantiveram os mesmos valores.

Em Alagoas, não houve mudanças para nenhuma das categorias, e também não há referência de “boi China” no estado.





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Leite anuncia R$ 955 milhões em obras viárias e reconstrução de pontes


O governador Eduardo Leite anunciou, nesta quarta-feira (3/9), durante a 48ª edição da Expointer, um conjunto de investimentos em infraestrutura viária que totalizam R$ 955,8 milhões, oriundos do Fundo de Investimento do Plano Rio Grande (Funrigs).

Ao lado do secretário de Logística e Transportes, Juvir Costella, o governador assinou ordens de início de obras, de serviços e de convênios com municípios, contemplando a recuperação de estradas e a reconstrução de pontes em diferentes regiões do Estado. O vice-governador Gabriel Souza, o secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Edvilson Brum, acompanharam o ato com a presença de outros secretários e autoridades de todas as esferas.

Modernização para reconstrução e desenvolvimento

De acordo com Leite, o pacote reforça o compromisso do governo com a modernização da infraestrutura. “Esses investimentos que anunciamos hoje só são possíveis porque o Estado fez o dever de casa. Voltamos a pagar a dívida, reorganizamos as contas e construímos as condições para que os recursos do Funrigs se transformem em obras de reconstrução e desenvolvimento. Quem não reconhece os avanços coloca em risco tudo o que já conquistamos, e coloca em risco o futuro do Rio Grande”, afirmou Leite.

O secretário Juvir Costella ressaltou a importância da iniciativa. “Estamos avançando com um plano consistente de reconstrução e desenvolvimento. Essas obras representam não apenas a melhoria e a resiliência da malha viária, mas também a garantia de segurança, competitividade e qualidade de vida para os gaúchos”, destacou.

Liderado pelo governador Eduardo Leite, o Plano Rio Grande é um programa de Estado criado para proteger a população, reconstruir o Rio Grande do Sul e torná-lo ainda mais forte e resiliente, preparado para o futuro.

Investimentos em rodovias

O anúncio do governo do Estado inclui o investimento total de R$ 240 milhões em ordens de início imediato de obras de recuperação das rodovias:

  • VRS-826 – Feliz a Alto Feliz (20 km | R$ 52,8 milhões)
  • ERS-129 – Estrela a Roca Sales (27 km | R$ 55,9 milhões)
  • ERS-348 – São João do Polêsine a Dona Francisca (10 km | R$ 33,2 milhões)
  • ERS-640 – Cacequi a Rosário do Sul (64 km | R$ 98,1 milhões)

Foram assinados ainda contratos para o início de serviços, que totalizam R$ 649,7 milhões em melhorias e pavimentações, contemplando 10 trechos de rodovias:

  • ERS-433 – Relvado – Encantado (16,6 km | R$ 77,6 milhões)
  • ERS-431 – Dois Lajeados – Distrito de Santa Bárbara (20,17 km | R$ 84,8 milhões)
  • RSC-453 – Caxias do Sul – Lajeado Grande (59,28 km | R$ 136,8 milhões)
  • RSC-453 – Lajeado Grande – Tainhas (39,45 km | R$ 113,6 milhões)
  • VRS-840 – Ivoti – Lindolfo Collor (7,79 km | R$ 14,7 milhões)
  • VRS-873 – Morro Reuter – Santa Maria do Herval (13,87 km | R$ 39,4 milhões)
  • ERS-020 – Taquara (km 48+690) – Acesso a Três Coroas (km 67+180) (18,49 km | R$ 63,9 milhões)
  • ERS-425 – Nova Bréscia – Encantado (12,21 km | R$ 43,6 milhões)
  • ERS-373 – Gramado – Serra Grande (6,55 km | R$ 19,4 milhões)
  • VRS-858 – Candelária – Linha do Rio (12,86 km | R$ 55,4 milhões)


Investimentos em pontes

Para a infraestrutura de pontes, o investimento do Estado é de R$ 33,6 milhões em novas obras, incluindo:

  • ERS-348, km 32 – Arroio Guarda Mor (Faxinal do Soturno) – 120 m | R$ 11,8 milhões
  • ERS-348, km 35 – Rio Soturno (Faxinal do Soturno) – 160 m | R$ 14,7 milhões
  • ERS-507 – Arroio Capivari (Alegrete) – 64 m | R$ 7,2 milhões

Também foi assinado um convênio com o Consórcio Intermunicipal de Infraestrutura Rodoviária Urbana e Rural (CIDIRUR) no valor de R$ 25,9 milhões para reconstrução de cinco pontes:

  • ERS-417 – Arroio Três Forquilhas (Três Forquilhas) – 69 m | R$ 7,8 milhões
  • ERS-494 – Rio Mengue (Morrinhos do Sul) – 38 m | R$ 4,3 milhões
  • ERS-494 – Rio de Dentro (Mampituba) – 39 m | R$ 4,4 milhões
  • ERS-494 – Arroio Lajeadinho (Três Cachoeiras) – 53 m | R$ 6,5 milhões

ERS-494 – Rio Negro (Morrinhos do Sul) – 26 m | R$ 2,9 milhões

“O nosso governo é o mais municipalista da história recente do Rio Grande do Sul. São mais de 5 mil convênios firmados, em todas as áreas, o maior número já realizado pelo Estado. Sempre com a prioridade de atender aos prefeitos, independentemente de partido, porque sabemos que fortalecer os municípios é fortalecer os gaúchos”, enfatizou o governador.

Ordem de serviço para vistorias

O pacote contempla ainda a ordem de início de serviço para o contrato de R$ 6,4 milhões, destinado à realização de vistorias e levantamento da condição de todas as pontes sob responsabilidade do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer).

Cobranças ao governo federal por socorro aos produtores

Entre os discursos das autoridades e representantes de entidades setoriais, foi unânime a cobrança ao governo federal por uma solução estruturante para socorrer os produtores gaúchos diante do alto endividamento acumulado em razão da sequência de estiagens e das enchentes que aprofundaram as perdas no campo. Os líderes do agro reforçaram a necessidade de atenção imediata às demandas dos produtores, com destaque para o projeto de securitização que tramita no Senado.

“O próprio governo federal tem relatórios que reconhecem: nenhum outro Estado do Brasil perdeu tanto com eventos climáticos quanto o Rio Grande do Sul. Por isso, a União tem o dever de apoiar os nossos produtores, priorizando medidas estruturantes como o projeto que prevê o uso do Fundo Social para refinanciar as dívidas do setor. É disso que os nossos agricultores precisam para voltar a ter fôlego e capacidade de investir”, ressaltou Leite.

O vice-governador falou sobre a preocupação com a ausência do Ministério da Agricultura na Expointer, um evento de grande importância para o setor. “A feira, que está em sua quinta edição e se encerrará no próximo domingo, 7 de setembro, necessita da visita do ministro da Agricultura. Essa presença não só representa o respeito que devemos ao produtor rural e a um Estado que deriva 40% de seu Produto Interno Bruto da agricultura e é um dos maiores produtores de grãos do Brasil, mas também é crucial para, no mínimo, apresentar soluções efetivas aos problemas que os produtores gaúchos enfrentam. Esperamos, no mínimo, que o ministro ouça as demandas e compreenda as dificuldades que estamos vivenciando. Esta não é uma crítica em vão. Nossa intenção é clara: merecemos, necessitamos e exigimos a presença do ministro da Agricultura na Expointer de 2025”, defende Gabriel.





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Tarifa dos EUA ameaça indústria química brasileira


A imposição de uma tarifa linear de 50% sobre as vendas de produtos brasileiros nos Estados Unidos já preocupa diferentes setores da economia nacional. Segundo Wander Pascini da Silveira, Head de Desenvolvimento Técnico do Grupo Flexível, um estudo do Banco Inter aponta que, caso o Brasil adote a reciprocidade tarifária contra os americanos, a indústria química seria uma das mais afetadas, com perda estimada de 6,6% na produção e impactos em 56 dos 66 segmentos da indústria de transformação.

A relevância da indústria química é evidente: ela representa cerca de 11% do PIB da transformação e é essencial para áreas estratégicas como saúde, agronegócio, construção civil e automotiva. Produtos como poliuretano e elastômeros de PU, por exemplo, têm aplicações que vão desde isolamento térmico em granjas e tanques de leite até componentes que aumentam a eficiência e a durabilidade de máquinas agrícolas e veículos.

O setor também impulsiona a construção civil, ao oferecer soluções que reduzem custos, aumentam a eficiência energética e ampliam a sustentabilidade das obras. Já na indústria automotiva, os polímeros químicos substituem metais e vidro, ajudando a reduzir peso, aumentar a segurança e ampliar a capacidade de inovação no design dos veículos.

Apesar de sua importância, a indústria química brasileira enfrenta grandes desafios estruturais, como o alto custo de insumos e energia, além de gargalos logísticos. Segundo a Abiquim, o setor registrou no primeiro trimestre de 2025 seu pior desempenho em mais de três décadas, com queda de 3,8% na produção. Esse cenário reforça a urgência de políticas que fortaleçam a competitividade, diante de um contexto global de tarifas e disputas comerciais.

“Parte disso acontece, pois o setor paga por insumos 5 a 7 vezes mais do que em outros países. Além disso são necessárias reformas estruturantes que contribuam para reduzir custos de energia e de logística, que são essenciais para a indústria química. Apesar de não ter sido elaborado com esse objetivo, o estudo do Banco Inter reforça a importância dos produtos químicos para toda a indústria de transformação e para a economia nacional”, conclui.

 





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Nova tecnologia promete controle de buva e capim pé-de-galinha resistentes


O capim pé-de-galinha e a buva são espécies reconhecidas pela alta capacidade de infestação, o que dificulta o manejo das culturas principais e compromete a produtividade agrícola devido à intensa competição por água e nutrientes. Essas plantas também são conhecidas pela resistência a determinados herbicidas, o que torna necessária a introdução de novas moléculas como ferramentas estratégicas no controle efetivo do problema.

A UPL Brasil anunciou o lançamento de Thunder, herbicida descrito pela companhia como “altamente sistêmico”, que percorre toda a planta e causa a morte de espécies daninhas de difícil controle. Segundo a empresa, o produto pode ser utilizado no manejo antecipado de diferentes cultivos, como soja, milho, algodão, trigo e feijão, oferecendo versatilidade desde o início da safra.

De acordo com a empresa, a ferramenta é considerada fundamental nos programas de combate à buva (Conyza spp.) e ao capim pé-de-galinha (Eleusine indica). Além disso, auxilia na preservação do potencial produtivo e da rentabilidade dos cultivos, já que combate plantas daninhas que apresentam resistência crescente a graminicidas e ao glifosato.

Rafael Rovêa, gerente de marketing para herbicidas da UPL Brasil, destacou: “Thunder é uma tecnologia inédita para a soja, exclusiva da UPL, que se destaca pela segurança no manejo antecipado e pela eficácia contra plantas daninhas resistentes. Seu ingrediente ativo, sem registros de resistência em nenhuma região do mundo, representa um avanço importante no controle do capim pé-de-galinha. Enquanto outros herbicidas do mercado atuam apenas em estágios iniciais dessa planta, Thunder pode ser aplicado com segurança em indivíduos com até 15 centímetros de altura – um diferencial técnico significativo frente às soluções atuais”.

O especialista explicou ainda que o capim pé-de-galinha tem apresentado resistência crescente ao mecanismo que bloqueia a enzima Acetil-CoA Carboxilase (ACCase), o que tem dificultado manejos tradicionais e reduzido a eficácia de graminicidas. Nesse cenário, o novo herbicida é apontado pela empresa como eficaz em populações já resistentes a esse tipo de produto.

Segundo informações da companhia, o ingrediente ativo do Thunder atua inibindo a enzima di-hidropteroato sintase (DHPS), essencial para a síntese do ácido fólico, composto fundamental para o crescimento e reprodução celular das plantas. Ao bloquear essa via metabólica, o herbicida compromete o desenvolvimento das plantas daninhas, levando à sua morte. Para alcançar maior eficácia, a UPL recomenda a aplicação em associação com adjuvantes agrícolas à base de óleo metilado de soja, como o Strides, também desenvolvido pela empresa, que melhora a aderência e a penetração do produto nas folhas.





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Tratores LS destacam tecnologia e força na 48ª Expointer


A eficiência no campo passa, necessariamente, pela escolha dos equipamentos certos. No manejo da pecuária, onde as tarefas são intensas e diárias, contar com tratores versáteis, robustos e eficientes, é um diferencial que garante produtividade, segurança e redução de custos operacionais. É com esse foco que a LS Tractor, fabricante sul-coreana com coração brasileiro, marca presença na 48ª edição da Expointer, que acontece de 30 de agosto a 7 de setembro de 2025, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio/RS.

Entre os destaques apresentados pela marca estará a Série Plus, projetada para atender às mais diversas demandas da pecuária moderna. Com modelos de 80 cv, 90 cv e 105 cv, disponíveis nas versões ROPS e cabinada, os tratores da série são equipados com motores Perkins de 4 cilindros, reconhecidos pelo alto torque, economia de combustível e baixa emissão de poluentes. Características essenciais para quem precisa de força, desempenho e eficiência no campo.

De acordo Astor Kilpp, consultor de marketing da LS Tractor, essa é uma linha que atende muito bem à pecuária atual, principalmente pela sua capacidade operacional na produção de alimentos para o gado como silagem, além de ser versátil na limpeza de currais e cochos, manejo de confinamento, distribuição de ração, entre outras atividades. “Na pecuária, o trator trabalha o tempo todo, pois as tarefas são diárias e contínuas. Por isso, o equipamento precisa ser robusto e estar pronto para o trabalho pesado”, reforça.

Diferenciais técnicos da Série Plus:

Motor Perkins 4 cilindros diesel projetado para o trabalho agrícola, é o coração destes modelos. Desempenho em média 26% superior aos concorrentes, o torque disponível para as operações e a reserva de torque são elementos cruciais para o melhor desempenho operacional e o sistema eletrônico de gerenciamento e proteção de motor minimiza as falhas otimizando o desempenho da máquina além de garantir a vida útil do motor. “Torque e Reserva de Torque são fatores determinantes para um bom desempenho de campo

Transmissão LS: Synchro Shuttle com 20 opções de velocidades à frente e 20 à ré, além de ser mais eficiente no trabalho é muito fácil de operar, com uma transmissão totalmente sincronizada, inclusive o reversor. O sistema de super redução – Creeper permite realizar tarefas que exigem velocidades reduzidas.

Tomada de força (TDP): com uma disponibilidade de potência 15% superior aos concorrentes diretos e 5 opções de rotação (540 / 540E, 540SE, 750, 1.000 rpm, traz muita flexibilidade para este trator operar uma ampla gama de implementos. O acionamento Eletro-Hidráulico proporciona maior conforto, precisão e facilidade para a condução dos implementos e a ergonomia traz muita facilidade de operação ao sistema da TDP, com um forte impacto na produtividade e a segurança operacional.

Sistema Hidráulico com 36% a mais de rendimento e eficiência operacional, em função da capacidade de levante e o fluxo hidráulico com mais vazão e agilidade dos comandos a maior disponibilidade de componentes de controle remoto com 3 conjuntos de VCR, “Superioridade técnica que define a eficiência e versatilidade destes tratores.

Modelos para demandas especiais;

A LS Tractor também vai expor na 48º Expointer seus modelos para atender aquelas demandas de campo que exigem tratores especiais. Entre os destaques, estão os dois recentes lançamentos. O modelo MT4.70 apresentado ao mercado brasileiro em maio deste ano, se destaca por ser o SUV dos tratores, um verdadeiro utilitário e fabricação nacional. Projetado para atender aos mais variados desafios do campo em pequenas, médias e grandes propriedades, o modelo combina, tecnologia e eficiência operacional, com o menor consumo combustível da categoria. Equipado com motor LS Diesel de 4 cilindros e potência de 62 cv, apresenta um excelente torque e 11% a mais de reserva de torque em relação à média dos principais concorrentes.

Disponível nas versões com cabine original de fábrica ou plataformado (Rops), o modelo está equipado com a transmissão LS de 32 marchas à frente e 16 à ré, reversor sincronizado e super redutor integrado. Sistema hidráulico com válvula de vazão variável com ajuste de 0 à 35 litros/minuto. “Essa é uma excelente oportunidade para o produtor modernizar sua frota com um equipamento moderno, que oferece a maior eficiência operacional do mercado, 50% superior aos seus concorrentes, redução de custos e muito mais conforto para o operador”, destaca Astor Kilpp, consultor de produto da LS Tractor.

Outra novidade é o MT2.27E, voltado para a agricultura familiar, um trator de pequeno porte, porém robusto e ideal para mecanizar propriedades que ainda não contam com soluções mais eficientes.

O novo modelo equipado com motor LS Diesel de três cilindros e 25 cv, transmissão LS de 12 marchas à frente e 12 à ré, com reversor sincronizado. “Essa nova tecnologia garante ótimo desempenho, um trator de pequeno porte projetado para o uso intensivo, excelente conforto operacional e um baixo índice de consumo de combustível”, afirma Kilpp.

 “Os visitantes poderão ver de perto a funcionalidade desses equipamentos, que certamente trarão ainda mais eficiência aos manejos da fazenda”, completa o especialista.

48º Expointer 2025: o grande palco do agro brasileiro

Reconhecida como a maior feira agropecuária a céu aberto da América Latina, a Expointer 2025 traz este ano o tema: “Nosso futuro tem raízes fortes” e promete uma das edições mais completas da história.

Entre os números previstos para a edição deste ano, destacam-se a exposição de cinco mil animais, a participação de mais de 2,5 mil expositores, incluindo 456 agroindústrias familiares (um recorde para o segmento). Também são esperados mais de 120 expositores do setor de máquinas e implementos agrícolas, além de uma programação intensa com 500 atividades e eventos distribuídos ao longo dos nove dias de feira.

Segundo Kilpp, a Expointer chega nesta edição mais fortalecida e mantém sua essência como vitrine da genética animal, recebendo visitantes e produtores de todas as regiões do Brasil, em especial do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. “É um evento estratégico, onde recebemos públicos com as diferentes necessidades. Por isso, estaremos com nossa equipe completa e preparada durante todos os dias da feira para apresentar nossos produtos e tirar dúvidas dos produtores”, finaliza.

Sobre a LS Tractor

A LS Tractor é a marca de tratores da sul-coreana LS Mtron, integrante do LS Group – o 13º maior grupo empresarial da Coreia do Sul, com presença global, mais de 21 mil colaboradores e vendas anuais acima de 30 bilhões de dólares. Presente no Brasil desde 2013, com fábrica em Garuva (SC), a empresa atua no setor de máquinas agrícolas com uma linha de tratores voltada a diferentes perfis de produtores. Com mais de 70 concessionárias em território nacional, a LS Tractor tem ampliado sua presença no mercado brasileiro por meio de estratégias baseadas nos dados de mercado, expansão da rede com foco na proximidade com os clientes e desenvolvimento de novas tecnologias em transmissão para atender as demandas do campo.


 





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