quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Projeções para safra de soja dividem opiniões


Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 8 a 14 de agosto e publicada na última quinta-feira (14), os prêmios têm ajudado a sustentar parte dos preços da soja no Brasil, com o câmbio mantendo-se próximo de R$ 5,44 por dólar. Nesse cenário, as principais praças gaúchas registraram valores de R$ 122,00 por saca, enquanto em outras regiões do país os preços oscilaram entre R$ 117,00 e R$ 123,00 por saca.

Em paralelo, projeções da iniciativa privada indicam que a futura safra brasileira pode alcançar 178,2 milhões de toneladas em 2025/26. A StoneX avaliou que o número é baseado em expectativa de produtividade excelente. O Ceema ponderou, no entanto, que “além de muito cedo, tais números são, por enquanto, bastante otimistas, já que é preciso esperar o comportamento do clima nas diferentes regiões do país”. O relatório destacou ainda que o Mato Grosso enfrenta preocupações com a baixa umidade, considerada a menor em dez anos, no início do plantio autorizado a partir de 7 de setembro, após o vazio sanitário. O Sul do país também continua sob risco de seca.

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), em levantamento recente, manteve a área de soja do estado em 13,08 milhões de hectares, alta de 1,67% em relação ao ano anterior. A produtividade média foi projetada em 60,4 sacas por hectare, recuo de 8,8% frente ao ciclo anterior. A produção final estimada é de 47,2 milhões de toneladas, queda de 7,3% em relação à colheita passada. O instituto destacou que ainda há incertezas relacionadas ao clima e ao nível de investimento dos produtores em tecnologia diante de custos elevados e preços relativamente baixos.

No Rio Grande do Sul, a Emater estimou redução de 0,8% na área a ser semeada em 2025/26, para 6,74 milhões de hectares. Apesar da retração, a entidade afirmou que, em condições climáticas normais, a produção poderá se recuperar após a quebra de 27% registrada na safra passada em comparação ao ano anterior. A expectativa é de que a colheita alcance 21,4 milhões de toneladas, avanço de 57,1% sobre o último ciclo, com produtividade média estimada em 3.180 quilos por hectare, o equivalente a 53 sacas.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do trigo segue pressionado no Brasil


Os preços do trigo permaneceram estáveis na semana de 8 a 14 de agosto, segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), publicada na última quinta-feira (14). No Rio Grande do Sul, as cotações foram de R$ 70,00 por saco, enquanto no Paraná ficaram em R$ 75,00 por saco.

De acordo com a Ceema, os moinhos seguem abastecidos e as negociações de grão continuam restritas. Produtores com necessidade imediata têm cedido nos valores, enquanto moageiras bem estocadas ofertam preços ainda menores. A entrada de maior volume da safra 2025, associada às boas expectativas de produtividade, ao câmbio em patamares mais baixos e à ampla oferta mundial, reforça a pressão sobre o mercado interno.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), “em agosto/25, a média mensal no Rio Grande do Sul foi de R$ 1.291,08/tonelada, queda de 2% frente a julho/25 e de 12,2% em relação a agosto/24, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI). No Paraná, a média foi de R$ 1.433,50/tonelada, com baixa de 2,9% no comparativo mensal e de 9,4% no anual. Em São Paulo, os recuos foram de 4,6% e 12,6%, respectivamente, com média de R$ 1.431,12/tonelada em agosto/25. Em Santa Catarina, a cotação média foi de R$ 1.432,41/tonelada, com recuo de 0,6% e 7,6%, nesta mesma ordem”.

No Rio Grande do Sul, o plantio registrou redução de 9%, totalizando 1,2 milhão de hectares. A queda está relacionada ao alto custo de produção, às incertezas climáticas e às dificuldades de acesso a crédito. Na região de Passo Fundo, a Emater informou que “o investimento na lavoura é de em média R$ 4.000,00/hectare, o que equivale a mais de 60 sacos/ha. Lembrando que a média regional nas últimas safras ficou entre 60 e 62 sacos/ha. Para 2025 o potencial é de 70 a 80 sacos/ha, desde que o clima ajude, pois conta também a qualidade do grão. Tanto é verdade que trigos com PH acima de 78 recebem o valor de mercado, hoje entre R$ 69,00 e R$ 70,00/saco. Abaixo de 75, podem ser vendidos por menos da metade, em torno de R$ 40,00/saco, quando destinados à ração”.

A entidade destacou ainda a relevância da cultura para o sistema produtivo, com benefícios para a cobertura do solo, controle de plantas daninhas e descompactação, além da preparação para o cultivo de verão. Uma novidade neste ano é a possibilidade de destinação do trigo à indústria de etanol. Em Passo Fundo, a fábrica da Be8 deve absorver parte da produção fora do padrão exigido pelos moinhos. O grão com PH abaixo de 70 poderá ser comercializado entre R$ 50,00 e R$ 60,00.

Apesar das alternativas, os produtores enfrentam dificuldades. Para a maioria deles, nos últimos cinco anos apenas uma safra apresentou rentabilidade. Conforme a análise, o trigo, que historicamente se firmou como opção de cultivo de inverno, tem perdido espaço devido aos custos elevados e à instabilidade climática.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

inclusão de mulheres e jovens na agricultura familiar


A 27ª edição do Pavilhão da Agricultura Familiar (PAF) da Expointer foi aberta oficialmente nesta quinta-feira (4/9), reunindo 456 empreendimentos de 196 municípios gaúchos. Ao todo, são 356 agroindústrias, 70 estandes de artesanato e 30 de flores, plantas e mudas. Desse total, 146 são liderados por mulheres e 69 por jovens, reiterando, por mais um ano, a visibilidade, aprendizado e oportunidades para pequenos produtores que o espaço proporciona. 

Vozes femininas 

Entre as mulheres, Ivani Baculin Sonaglio, 63 anos, da Geleias Ivani, de Bento Gonçalves, destaca a satisfação de tocar seu próprio negócio e envolver a família. “Trabalhar com amor renova as energias, faz a gente se sentir viva e rejuvenescida”, diz Ivani, feliz em ver seus produtos valorizados e representar mulheres na agricultura familiar. 

Raquel Pellegrini, 37 anos, da Casa do Sabor, de Paraí, reforça a atuação feminina na agroindústria da família. “É tão gratificante tocar algo que amamos, que nos dá entusiasmo e força”, comenta, destacando o cuidado com cada etapa da produção e a relação próxima com os clientes. 

Jovens no campo 

Entre os jovens, Eduardo, 28 anos, de Arroio do Tigre, da Agroindústria Moh Suinocultura, deixou o mundo corporativo para atuar no campo. A sucessão familiar permitiu unir tradição e inovação. “Programas como o Agrofamília – Jovens e a participação em feiras são fundamentais para ampliar a produção e fortalecer o negócio”, afirma.

Sidnei Herves, 25 anos, de Campestre da Serra, estreia na Expointer com a vinícola da família, mantendo a tradição iniciada pelo avô. Ele valoriza a opção pelo campo, que permite preservar raízes e criar um negócio com qualidade de vida. “Cheguei de peito aberto e está sendo surpreendentemente positiva”, diz o produtor sobre a feira. 

Ações e políticas públicas 

As ações do Governo, em parceria com a Emater/RS-Ascar, reforçam a participação de mulheres e jovens. Programas como Fomento às Atividades Produtivas Rurais, Agrofamília – Jovens e Bolsa Juventude Rural oferecem assistência técnica, capacitação, financiamento e acompanhamento social. 

Para as mulheres, a Emater desenvolve iniciativas que fortalecem autonomia econômica, capacitação e inclusão social. Entre elas, o Curso de Desenvolvimento para Mulheres Rurais capacita participantes em diversas áreas, oferecendo um novo olhar sobre si mesmas e valorizando seu papel como agricultoras e líderes comunitárias. 

Além do curso, a Emater realiza orientação técnica, encontros e apoio ao acesso a crédito e à comercialização de produtos, contribuindo para que as mulheres ampliem oportunidades e fortaleçam seus negócios. 

A participação de 146 mulheres e 69 jovens no PAF evidencia o espaço como símbolo de diversidade e inovação no campo gaúcho. A combinação de tradição, geração de renda, capacitação e políticas públicas incentiva o crescimento de pequenos negócios e a permanência de famílias no campo, mostrando que o PAF 2025 promove inclusão produtiva e fortalecimento econômico para mulheres e jovens na agricultura familiar. 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Pavilhão da Agricultura familiar fatura R$ 7,6 milhões na Expointer



Pavilhão da Agricultura Familiar bate recorde na feira




Foto: Divulgação

O 27º Pavilhão da Agricultura Familiar da 48ª Expointer registrou resultado histórico nos seis primeiros dias da feira. O espaço, que reúne produtores de diversas regiões do Rio Grande do Sul, alcançou faturamento de R$ 7.678.234,79, o maior já contabilizado no período. O valor representa um crescimento de 18% em relação a 2024, quando foram comercializados R$ 6.511.767,45.

Segundo a organização, os números confirmam a consolidação do Pavilhão como uma das principais vitrines da agricultura familiar no Estado. O desempenho reflete tanto a procura por produtos tradicionais e inovadores quanto a relevância do setor na geração de renda e oportunidades.

Na cerimônia de abertura da Expointer, realizada na sexta-feira (5), o secretário de Desenvolvimento Rural, Vilson Covatti, ressaltou a importância do espaço. “A agricultura familiar é a base da nossa produção, crucial para a economia e para a identidade do povo gaúcho. Mesmo em momentos difíceis, os produtores familiares têm mostrado o caminho para o desenvolvimento, para a geração de renda e para a retomada da confiança do produtor gaúcho”, afirmou.

A média diária de vendas também apresentou crescimento em comparação com o ano passado. No primeiro dia, o faturamento subiu de R$ 1,02 milhão em 2024 para R$ 1,49 milhão em 2025. No segundo dia, as vendas superaram R$ 1,5 milhão. Já no quarto dia, o resultado passou de R$ 932.872,00 no ano anterior para R$ 1,32 milhão neste ano.

Com 456 empreendimentos participantes, o Pavilhão da Agricultura Familiar reforça sua posição como espaço estratégico de negócios e aproximação entre produtores e consumidores. Além do impacto econômico, o ambiente estimula a abertura de mercados e o fortalecimento das redes de comercialização.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Safra americana de milho pressiona mercado global



O crescimento das usinas de etanol de milho no Brasil é outro fator molda o mercado



O crescimento das usinas de etanol de milho no Brasil é outro fator que vem moldando o mercado interno
O crescimento das usinas de etanol de milho no Brasil é outro fator que vem moldando o mercado interno – Foto: Pixabay

A safra americana de milho promete ser robusta neste ano, com estimativas que variam entre 411 milhões de toneladas, segundo o principal Crop Tour dos Estados Unidos, e 425 milhões de toneladas, conforme projeção do USDA. Esse volume representa uma oferta expressiva a preços competitivos, que já começa a ocupar espaço no comércio internacional, inclusive em mercados tradicionalmente abastecidos pelo milho brasileiro.

Segundo a Veeries, a concorrência americana se intensifica justamente no momento em que o Brasil colheu uma safrinha excepcional. Normalmente, os Estados Unidos priorizam o embarque da soja no quarto trimestre, deixando o milho para depois. No entanto, se a China não comprar soja americana devido à guerra comercial, o milho pode ser exportado antes do previsto, potencialmente inundando o mercado global.

O crescimento das usinas de etanol de milho no Brasil é outro fator que vem moldando o mercado interno. Apenas nas últimas semanas, foram anunciadas quatro novas unidades e três expansões de plantas existentes, impulsionadas pelo aumento da mistura de etanol anidro à gasolina de 27% para 30% e por linhas de crédito incentivado, como as do Fundo Clima e do BNDES. Desde 2022, a capacidade de processamento de milho para etanol cresceu mais de 130%, com novos projetos ainda em desenvolvimento.

O impacto dessas mudanças já é sentido no campo. O aumento do consumo de milho pelas usinas contribui para reter volumes que poderiam ser exportados e influencia o comportamento dos produtores. No Oeste do Paraná, por exemplo, o milho safrinha está substituindo a área de trigo, que agora se concentra mais nas regiões Sul e dos Campos Gerais. Enquanto isso, o plantio da soja começou nas regiões mais precoces do Paraná, com Mato Grosso liberando a semeadura a partir do dia 7, embora os produtores ainda aguardem o momento ideal para acelerar o trabalho.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Bebida do fruto da erva-mate deve chegar em 2026



Destilado de erva-mate é lançado na Expointer




Foto: Divulgação

A Casa da Emater, na 48ª Expointer, sediou na tarde de ontem (4) a apresentação oficial do primeiro fermentado e destilado produzido a partir do fruto da erva-mate no Rio Grande do Sul. O evento foi organizado e promovido pela Emater/RS-Ascar, com apoio da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), de Ilhéus, na Bahia.

A novidade foi apresentada pela empresa Inovamate, de Ilópolis, em parceria com a empresa Solution. O projeto piloto utiliza o fruto da Ilex paraguariensis, até então descartado como resíduo agroindustrial.

Ariana Maia, da Inovamate, explicou que a iniciativa surgiu durante a pandemia. Segundo ela, a ideia nasceu quando ela e o sócio decidiram destilar os frutos da erva-mate em um alambique emprestado. “A partir daí, começou a querer saber mais sobre o assunto e em contato com a pesquisadora da UESC, Ana Paula Uetanabaro, doutora em fermentações complexas, começaram a desenvolver o projeto”, relatou.

Ana Paula Uetanabaro destacou a importância da parceria entre ciência, tecnologia e produção rural. “Este processo de conexão entre empresa de tecnologia, academia e o produtor rural é o que possibilita o nascimento de um novo produto”, afirmou. A pesquisadora ressaltou ainda que o destilado da erva-mate “é diferente de todos os que existem no mercado”.

De acordo com a UESC, a produção inicial depende do registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e passa por análises rigorosas antes de chegar ao consumidor. O projeto foi aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para o período 2021/2022. A previsão é que o lançamento comercial do destilado ocorra em 2026, ainda sem nome definido.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Desfile dos Grandes Campeões traz emoção e surpresa à Expointer 2025


Com a pista central do Parque Assis Brasil ainda encharcada e sob chuva da manhã da sexta-feira (5), o tradicional Desfile dos Grandes Campeões da 48ª Expointer superou o barro e o tempo adverso com emoção e estilo. O público acompanhou a apresentação de 136 animais premiados — dois exemplares, macho e fêmea, de cada raça —, além de atrações artísticas de música e dança, e da participação dos vencedores do 13º Concurso de Produtos da Agroindústria Familiar.

Vínculo com a terra

O momento foi de celebração da diversidade genética e da excelência da produção agropecuária gaúcha. Antes mesmo da entrada dos animais, o espetáculo foi aberto pela Cia Ayuni, de Jaguarão (SC), composta por 13 bailarinas de 13 a 17 anos. Elas emocionaram o público com a coreografia “Contraponto” e encerraram a apresentação com uma adaptação da dança “Meu Rio Grande, Meu Lar”. A apresentação, que durou cerca de oito minutos, homenageou as origens das mulheres fronteiriças e seu vínculo com a terra.

Entre as jovens artistas estava Lívia, 13 anos. Na plateia, os pais, Vitor e Luciane Martins, e o irmão João Marco, de cinco anos, vibraram durante a performance. “A emoção de estar aqui supera qualquer barro e chuva”, contou a mãe. O pai completou: “A gente chegou cedo e veio direto para a pista. Depois do desfile, vamos conhecer o Parque.”

A Cavalaria da Brigada Militar, representada pelo 4º Regimento de Polícia Montada – Regimento Bento Gonçalves, também abrilhantou a apresentação, reforçando a tradição do desfile.

Celebração dos campeões

O momento mais aguardado da cerimônia foi o desfile dos grandes campeões da Expointer, apresentado pelo diretor administrativo do Parque Assis Brasil, Éder de Azevedo.  O espetáculo dos animais teve início com a entrada dos ovinos, estrelas da primeira parte da apresentação, que imprimiram ao desfile um clima de elegância e tradição.

Na sequência, passaram pela pista central os caprinos, seguidos pelos bovinos de leite e de corte, cada qual exibindo a força genética e a qualidade da produção pecuária gaúcha. O encerramento ficou a cargo dos equinos, que encantaram o público com sua beleza, imponência e a forte ligação com a cultura gaúcha.

Inspiração para a superação

A surpresa da manhã foi a participação de Valente, o boi que se tornou símbolo de resiliência e inovação na medicina veterinária. Resgatado após a enchente que atingiu o Vale do Taquari em 2023, o animal de 450 quilos sofreu uma fratura grave e passou por uma cirurgia inédita, na qual recebeu uma prótese adaptada.

O produtor Marcelo Scherer, de Restinga Seca, que fez questão de acompanhar toda a programação, se emocionou com a cena. Criador de gado de corte, destacou a importância do evento como inspiração para o campo e ficou tocado ao ver a entrada do boi Valente.

“É positivo demonstrar isso, após a tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul. Mostrar um animal que sobreviveu a tudo isso é quase um milagre. Nós também tivemos perdas, como tantos outros, e ver o Valente na pista é inspirador”, relatou.

Boi símbolo de resistência

O procedimento para a implantação da prótese no boi Valente, considerado raro em animais de grande porte, foi resultado de um trabalho conjunto entre especialistas em medicina veterinária, fisioterapia, engenharia e outros profissionais, coordenados pela Universidade de Caxias do Sul (UCS). Dois ônibus trouxeram 80 estudantes e professores de veterinária para acompanhar a participação de Valente na Expointer, que arrancou aplausos calorosos do público ao entrar na pista.

“Foi único, emocionante. Voltamos para casa com ainda mais orgulho da nossa profissão. Saber que é possível dar uma nova chance a animais que passaram por situações tão graves é uma inspiração”, afirmou a estudante de veterinária Jéssica Fracanábia.

Após dois anos de adaptação, Valente vive com saúde e mobilidade adequadas. Sua recuperação representa não apenas um avanço científico, mas também um marco na busca pelo bem-estar animal, abrindo caminho para novas possibilidades de reabilitação.

“Oscar” da agricultura familiar

Além da genética animal, da arte e das homenagens, o desfile também destacou os vencedores do 13º Concurso de Produtos da Agroindústria Familiar, considerado o “Oscar” do setor. Ao todo, 232 produtos foram avaliados em 16 categorias, ressaltando a diversidade, a qualidade e a tradição da produção rural gaúcha.

Os três primeiros colocados receberam placas e certificados. Pelo terceiro ano consecutivo, os vencedores da agricultura familiar desfilaram lado a lado com os grandes campeões da pecuária, reforçando a integração entre o agronegócio e a produção artesanal.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Geada provoca queda de frutos na produção de bergamota



Safra de citros começa com floração em diferentes regiões




Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (4) pela Emater/RS-Ascar, os citricultores da região administrativa de Caxias do Sul já iniciaram os cuidados para a próxima safra. A maioria das plantas apresenta novas brotações e sinais de botões florais, indicando o começo do ciclo produtivo. A entidade destacou que, nos próximos dias, será possível avaliar melhor o potencial da safra, especialmente após a elevada produção de bergamota e laranja neste ano.

Em Cotiporã, continua a colheita das variedades tardias de laranja, como Monte Parnaso e Lane Late. Paralelamente, os produtores realizam tratamentos fitossanitários para garantir a sanidade da florada. Apesar do bom desempenho produtivo, alguns agricultores relatam entraves na comercialização. Em determinados casos, a saída das frutas ocorre de forma lenta, e em outros houve devolução de cargas, que precisaram ser redirecionadas para mercados locais.

Na região de Frederico Westphalen, prossegue a colheita de variedades de ciclo médio e tardio, ao mesmo tempo em que tem início a floração da safra 2025/2026. Segundo a Emater/RS-Ascar, a expectativa é de que a produção seja satisfatória, favorecida pelas condições climáticas.

Na região de Santa Rosa, os citros apresentam intensa floração, início de brotação e frutificação. A colheita da laranja Valência está em andamento, com preço de R$ 1,50 por quilo na propriedade e R$ 2,00 por quilo na entrega. Na cultura da bergamota, a geada ainda provoca queda significativa de frutos. Foram identificados ataques de pragas como pulgão, ácaro, larva-minadora, cochonilha, mosca-das-frutas e percevejo, exigindo controle por parte dos produtores.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Clima brasileiro entre extremos desafia o agronegócio



A distribuição das chuvas também foi irregular



A distribuição das chuvas também foi irregular
A distribuição das chuvas também foi irregular – Foto: Pixabay

Durante julho e agosto, o Brasil viveu um cenário climático marcado por contrastes regionais. Segundo análise do Rabobank, as temperaturas ficaram acima da média em grande parte do país, especialmente no Centro-Oeste, Sudeste e MATOPIBA, com registros superiores a 37°C em cidades como Cuiabá. Em paralelo, frentes frias atingiram o Sul e parte do Sudeste, provocando geadas leves a moderadas e afetando culturas como o café no Cerrado Mineiro.

A distribuição das chuvas também foi irregular. Enquanto o Norte e o litoral do Nordeste registraram volumes acima da média, favorecendo feijão e milho, regiões como Rondônia, Tocantins, Goiás e Minas Gerais enfrentaram déficit hídrico, que comprometeu as pastagens. No Centro-Oeste, o clima seco permitiu o avanço da colheita do milho safrinha e do algodão. Já no Sudeste, a mesma condição beneficiou o café e a cana-de-açúcar. No Sul, por outro lado, o excesso de chuvas e o risco de geadas atrasaram o início do plantio de inverno, embora a produtividade do Paraná tenha sido preservada.

Entre as culturas, o café enfrentou episódios localizados de granizo no sul de Minas, sem impacto nacional relevante. A safra de laranja começou sob temperaturas abaixo da média e chuvas esparsas. Na cana, julho registrou 100 milhões de toneladas colhidas, mas a baixa qualidade da matéria-prima preocupa, com estimativas apontando produção total de açúcar abaixo de 40 milhões de toneladas na safra 2025/26.

O comportamento do clima global também entra no radar. O fenômeno ENSO permanece em neutralidade, com 56% de probabilidade de continuidade até o fim do inverno. A expectativa é de breve transição para La Niña na primavera, seguida de retorno à neutralidade, o que pode impactar chuvas e temperaturas. A partir de setembro, o mercado volta suas atenções ao regime de chuvas: no café, será decisivo para a florada da safra 2026/27, enquanto nos grãos será fundamental para a semeadura da temporada 2025/26.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Obras de artistas gaúchos ganham protagonismo na 48ª Expointer


Pelo quinto ano consecutivo, o espaço cultural Estância da Arte oferece um lugar de pausa e contemplação para os visitantes da Expointer. Desta vez, a exposição na esquina do Pavilhão Internacional, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, está ainda maior, com mais de 50 obras de seis artistas gaúchos e um uruguaio, metade delas criadas especialmente para a feira. Com o tema “Traços da tradição”, a curadoria valoriza a cultura campeira e a vida do povo do Rio Grande do Sul. 

Há muitas novidades em relação ao ano anterior. Peças em cartoon, obras expressionistas e trabalhos em espátula são novas formas de apresentar a vida campeira. A presença feminina ganha força e a história da região das Missões entrou no circuito. Poemas do gaúcho Gujo Teixeira recheiam a exposição. 

“Aqui é um espaço cultural que vem criando uma tradição na Expointer. As pessoas se identificam muito, pois as cenas e paisagens da lida do campo são a realidade da maioria dos visitantes. Para nós é um motivo de muito orgulho”, contou Daniel Henz, um dos organizadores do espaço.

A curadoria das obras é realizada mais uma vez por Mariano Schmitz, gaúcho nascido em Novo Hamburgo e com trajetória ligada ao mundo campeiro. Os artistas convidados para a exposição são Carlito Bicca, Cristiano Ramos Alves, Dario Mastrosimone, Derli Vieira da Silva (Chapéu Preto), Márcia Bastos, Santiago e Sérgio Coirolo.

Democratização

O projeto da Estância da Arte promove a democratização da arte em três pilares: gratuidade, diversidade e acessibilidade. A visitação ao espaço é gratuita até domingo (7/9), entre 8h e 20h, e a multiplicidade de formatos atrai vários públicos. Um grande diferencial da exposição, mais uma vez, é possuir uma obra de cada artista em prancha tátil, com reproduções em relevo e textura que possibilitam a compreensão por pessoas cegas. O espaço também tem acessibilidade física, mediação em libras e guia vidente. 

A produtora rural Carina Correia estava de passagem pelas imediações e parou para ver as obras com toda a família. Ela, que é de Aceguá, se sentiu representada. “Eu vinha caminhando e minha filha, que gosta muito de pintura, nos alertou. Chamou atenção o trabalho do campo. Meu marido planta soja e a pintura dela [a artista Márcia Bastos] é bem o que a gente vê no dia a dia: o trabalho de campo em que nós, mulheres, também ajudamos”, explicou.

Programação dos próximos dias

Na sexta-feira (5/9), o Estância da Arte promove duas rodas de chimarrão com os artistas e o curador da exposição, sendo uma no horário da manhã (9h às 11h) e outra à tarde (13h às 16h).

A programação do sábado (6/9), por sua vez, reserva a pintura de obras ao vivo com os artistas Carlito Bicca, Cristiano Ramos Alves e Dario Mastrosimone. 

Ao longo dos nove dias de feira, os organizadores projetam a circulação de 40 mil pessoas pelo espaço.





Source link