quarta-feira, março 25, 2026

Política & Agro

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Ciência e IA para impulsionar a produtividade


Por Flávia Macedo

Como a inteligência artificial pode ser aliada na pesquisa e diminuir o tempo para lançamentos de soluções que rompam a barreira da produtividade no campo?

Essa discussão aconteceu em Itu (SP) durante o Top Ciência realizado pela BASF. O evento contou com mais de 150 pesquisadores e especialistas que atuam no setor agrícola e puderam ouvir o que a área de tecnologia, mais precisamente os apps de inteligência artificial, têm a oferecer e contribuir no âmbito de pesquisas científicas, testes em laboratórios e experimentos a campo. 

“Na verdade não é um evento e sim um movimento que começa a reunir, de forma muito sistemática e organizada, toda a comunidade científica do Brasil, com pesquisadores e consultores. Esses profissionais, de forma incansável, fazem protocolos dos produtos e testam, para que a gente, em conjunto, possa levar aos produtores as melhores soluções para todos os sistemas produtivos”, destaca Graciela Mognol, diretora de Marketing da BASF Soluções para Agricultura.

No palco, diversas palestras sobre IA no campo e, uma delas, foi conduzida por Dante Freitas e Renan Hannouche, cofundadores do Movimento Gravidade Zero. Eles apresentaram aplicativos que podem ajudar a ciência a caminhar mais rápido. 

O aplicativo “Elicit”, por exemplo, é abastecido, exclusivamente, com dados científicos e validados e pode ajudar a acelerar os resultados de pesquisas em laboratório. 

“Eu acho que a melhor forma da ciência e da pesquisa avançarem é usando ela [IA] como uma ‘cointeligência’, uma parceira e copilota. Eu não gosto de pensar que ela vai fazer o trabalho por mim, pois se eu só delegar para que ela escreva o artigo, eu não tenho a formação de opinião, a minha assinatura, a minha originalidade e a minha alma dentro daquela pesquisa”, ressalta Hannouche.

Portanto, a sugestão é que a IA entre como apoio para aumentar a capacidade do trabalho. Ele até sugere um novo termo para a sigla I.A., ao invés de inteligência artificial, mudar para “inteligência aumentada”. 

“Se eu peço para ela encontrar os contrapontos ou os pontos cegos, ou ainda que ela aumente a minha pesquisa, indo para outros países que não estavam dentro do meu radar, ou me dê outros artigos que eu não conseguia pesquisar, desta maneira, eu otimizo o meu tempo de uma forma muito mais inteligente”, acrescenta.

A abordagem chamada de “Humanware”, levada pelos pernambucanos, é uma alusão ao “software” e tenta mostrar os aspectos onde as emoções humanas serão o grande ativo para se destacar trabalhando com a inteligência artificial. 

“Da mesma forma que a gente investe, por exemplo, em inovação para construir um novo produto, onde são 20 anos de pesquisa, muitas vezes até 30 anos e com milhões investidos, talvez, a gente precise também fazer esse movimento para dentro. Quando você busca as melhores reações químicas entre seres humanos, é possível alavancar a potência e resolver desafios complexos”, destaca Dante Freitas.

Projetos inovadores serão reconhecidos e premiados em 2026

As palestras serviram de insights e um convite aos pesquisadores presentes. A ideia é que já a partir do dia seguinte ao evento, esses profissionais comecem a trabalhar em projetos que serão validados junto a empresa e reconhecidos em uma premiação prevista para acontecer em 2026. 

Os cases serão divididos em duas categorias: 1) sistemas produtivos e 2) soluções BASF. O primeiro são respostas criadas a partir de uma determinada problemática na propriedade, envolvendo uma ou mais culturas. Já a segunda categoria busca comprovar através do portfólio da empresa mudanças significativas na produtividade e sustentabilidade. 

“Os projetos vão passar por uma banca avaliadora que vai ser composta por pessoas da BASF e também da cadeia científica. Então, no ano que vem, na próxima edição, nós vamos premiar e reconhecer os melhores trabalhos que vão trazer maior resultado. Serão reconhecidos dez projetos, cinco de cada catgoria”, explica Rafael Milléo – gerente-técnico de Relacionamento da BASF Soluções para Agricultura.

Poderão participar cases já avançados e testados ou aqueles que ainda serão comprovados na próxima safra. 

“Se um projeto não tiver sido implementado, não tiver dados, nós temos essa safra inteira para implementar e acompanhar. Já os dados que estiverem comprovados, fica mais fácil essa análise. No entanto, até a safra que vem, todos os projetos serão tabulados e computados e vamos saber quais as inovações ou sugestões vão trazer maior rentabilidade ao produtor. 

O Top Ciência está retomando em 2025, pois já teve outras edições, de 2005 a 2016, e já soma mais de 3 mil trabalhos realizados e 213 premiações. A projeção é que o evento se torne fixo/anual no calendário da empresa.

“O que nós estamos fazendo nesse movimento é resgatar a oportunidade de ter as inovações conectadas a essa rede de conhecimento para que seja implementada junto aos nossos produtores e assim possamos garantir que as tecnologias obtenham o máximo de rendimento nas propriedades”, finaliza Antonio Azenha, gerente-sênior de Marketing da BASF Soluções para Agricultura.





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Mercados de carbono oferecem oportunidade para pecuária sustentável


Os mercados de carbono representam uma extraordinária oportunidade para a pecuária da América Latina e seu potencial deve ser desenvolvido com trabalho de colaboração entre governos, o setor privado, o setor acadêmico, a sociedade civil e produtores, de acordo com as conclusões de um seminário realizado na sede central do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

A capacidade da atividade pecuária na região para o sequestro de carbono nas terras pastoris contribui para a mitigação da variabilidade climática e são uma atraente possibilidade que pode trazer investimentos, concordaram os participantes no evento organizado pela Plataforma Mundial de Produtos Laticínios (GDP), a Mesa Redonda Global para a Carne Sustentável (GRSB) e a Federação Panamericana do Leite (FEPALE), junto com o IICA.

Durante o seminário, que contou com diferentes painéis de exposição e debate, foi discutido quais são os mercados de carbono, foram exploradas as alternativas para financiar projetos de captura de carbono na pecuária, foi revisada a realidade atual na região e se compartilharam metodologias e ideias para atingir por meio de passos concretos, o seu verdadeiro potencial.

Assistiram funcionários de ministérios e organismos internacionais, representantes do setor privado e do setor financeiro e associados de federações e cooperativas.

Durante a abertura da jornada participaram o Ministro de Agricultura e Pecuária da Costa Rica, Victor Carvajal; o Diretor Executivo da GDP, Donald Moore; e o Subdiretor Geral do IICA, Lloyd Day.

“A pecuária contribui para a segurança alimentar e nutricional e para gerar renda para as comunidades rurais, empoderar mulheres e dar emprego aos jovens. Consideramos que existe uma grande oportunidade para produtores pecuários e para governos, por meio da vinculação com os mercados de carbono, e precisamos tornar esse potencial uma realidade”, disse Donald Moore.

“Para isso é necessário trabalhar as políticas, a ciência e as finanças necessárias”, explicou. “Devemos nos concentrar nas estruturas regulamentares e em incluir a agricultura familiar. Estamos pedindo a colaboração entre os diferentes atores”.

Carvajal, pelo seu lado, deu detalhes da recente negociação da Costa Rica com o Banco Mundial de um crédito de 140 milhões de dólares para investimento no setor agropecuário, por meio de um esquema de pagamentos por resultado.

“Incorporamos diferentes elementos importantes para a pecuária costarricense, como a metodologia para a quantificação efetiva do carbono nos solos e a estratégia para comercializar esse carbono, agrupando pequenos criadores de gado. Daqui a quatro anos devemos ter mil criadores de gado recebendo pagamentos por serviços ambientais, graças à captura de carbono no solo”.

Lloyd Day se concentrou no extraordinário valor do setor pecuário em geral e do de laticínios em particular nas Américas e no mundo.

“Na nossa região, a pecuária e os laticínios estão dando passos muito importantes para implementar práticas tendentes a reduzir o seu impacto no meio-ambiente. E é fundamental que os setores alheios ao agro saibam disso. Hoje o setor agropecuário alimenta 8 bilhões de pessoas no planeta de forma mais eficiente que nunca e nos próximos 25 anos serão 2 bilhões de pessoas mais”, assegurou.

O Subdiretor Geral do IICA sublinhou que 1,3 bilhões de pessoas dependem da pecuária no mundo para gerar renda. E é imperativo deixar claro a contribuição dessa atividade para as três dimensões da sustentabilidade: econômica, social e ambiental. “Por tudo isso, devemos trabalhar arduamente para desbloquear os mercados de carbono para a pecuária na América Latina, o que aumentará a competitividade dos nossos criadores de gado”.

Atividade prioritária

Na América Latina há uns 4 bilhões de cabeças de gado para carne e leite, quase a metade deles no Brasil, destacou Ariel Londinsky, Secretário Geral da FEPALE.

“A atividade é muito importante e prioritária para todos os nossos países, apesar da grande heterogeneidade. O Brasil e a Argentina são exportadores e outros são importadores netos, e por isso é difícil generalizar o que acontece na América Latina. De todas as formas, produzimos 23% da carne do mundo e esse parâmetro tem crescido. Na produção de laticínios, somos responsáveis por 11 e 12% da produção mundial”, explicou Londinsky.

O dirigente empresarial advertiu que não há uniformidade de critérios ou significados sobre o conceito de “pecuária sustentável” na região e que a construção de indicadores e objetivos no nível regional é uma agenda ainda pendente. Também considerou que é necessário avançar com uma estratégia de comunicação regional para fortalecer a defensa das boas práticas pecuárias que se empregam no continente, ante o âmbito internacional.

Martín Fraguío, especialista do Grupo de Países Produtores do Sul (GPS), rede que agrupa instituições agropecuárias de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, explicou o funcionamento dos mercados de carbono regulamentados no artículo 6 do Acordo de Paris e disse que o grande desafio estratégico na tomada de decisões empresariais é deixar de investir em ativos que não poderão ser amortizados e investir nos que sim têm futuro.

Destacou, nesse sentido, a centralidade das soluções baseadas na natureza para atingir os objetivos do Acordo de Paris, e se referiu à grande oportunidade do setor agropecuário como o único âmbito de produção que pode se transformar em um grande capturador de carbono.

Porém, advertiu sobre o extraordinário volume dos investimentos necessários para transformar os sistemas de produção para atingir as metas de mitigação estabelecidas em Paris: entre 130 e 250 trilhões de dólares até 2050, dos quais os mercados de carbono contribuirão com 5-10%.

“Os mercados de carbono são essenciais para que as externalidades negativas tenham um custo e as externalidades positivas recebam uma renda. Devem ser gerados os recursos e capacidades para que os produtores pecuários monetizem suas boas práticas”, concluiu.

Jay Waldvogel, Assessor Estratégico da GDP, assegurou que já existem no mundo e na região muitos exemplos de sucesso e é necessário escalar esses programas. Nesse sentido, explicou que o tamanho potencial dos mercados de carbono na América Latina está em uma faixa de entre 25 e 60 milhões de toneladas de CO2 equivalente, o que pode representar mais de 6 bilhões de dólares em 2030.

“A oportunidade é enorme e podemos aproveitá-la, se entendemos a magnitude do tema. Existe demanda para os créditos de carbono e a pecuária tem a solução, mas precisamos de investimentos para que as coisas aconteçam”, concluiu.





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Agro dá lições ao e-commerce


O comércio eletrônico brasileiro segue em alta, com destaque para o desempenho das pequenas e médias empresas, que movimentaram R\$ 1,3 bilhão entre janeiro e março de 2025, segundo a Nuvemshop. No agronegócio, esse crescimento também se reflete com força, especialmente por meio de marketplaces que entendem as particularidades do setor e aplicam estratégias assertivas de vendas.

De acordo com Ivan Moreno, CEO da Orbia, maior plataforma digital integrada do agro na América Latina, o sucesso nesse mercado vem da união entre conhecimento do comportamento do cliente, acesso facilitado ao crédito e programas de fidelização. No campo, entender o calendário do produtor rural é essencial para alinhar campanhas promocionais aos períodos de maior demanda, como plantio e colheita.

Outro diferencial está no crédito. Soluções como a CPR Financeira (CPRF) viabilizam compras de insumos, enquanto no varejo tradicional, formatos como carnês digitais, BNPL e crédito rotativo ampliam o poder de consumo e a conversão. Já a fidelização, com recompensas, descontos progressivos e incentivos por engajamento, se mostra eficaz tanto no agro quanto em outros setores.

A experiência digital do agronegócio revela que a soma entre timing comercial, crédito inteligente e fidelização pode gerar resultados robustos no e-commerce. Para empresas de outros segmentos, adaptar essas estratégias às suas realidades pode ser o diferencial para crescer no mercado online.

“Com essas estratégias, sabemos, sem sombra de dúvidas, que o sucesso do agro no digital não vem de uma única estratégia, mas da combinação de entendimento do cliente, facilidade de pagamento e fidelização inteligente. Para o segundo semestre, empresas de outros setores podem se inspirar nesse modelo, adaptando ações às particularidades de seu público, para que o e-commerce brasileiro siga em crescimento. Quem souber integrar timing, crédito e fidelização estará à frente na corrida pelas vendas online. O campo já mostrou que funciona. Agora, é levar essas lições para outras áreas”, conclui.

 





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Após USDA, mercado volta a olhar o clima e milho abre a 3ªfeira recuando em…


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A terça-feira (01) começa com os preços futuros do milho registrando perdas na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações flutuavam na faixa entre R$ 61,75 e R$ 71,19 por volta das 10h14 (horário de Brasília). 

O vencimento julho/25 era cotado a R$ 63,15 com desvalorização de 0,55%, o setembro/25 valia R$ 61,75 com perda de 0,36%, o novembro/25 era negociado por R$ 66,20 com baixa de 0,21% e o janeiro/26 tinha valor de R$ 71,19 com queda de 0,31%. 

Mercado Externo 

Na Bolsa de Chicago (CBOT), a terça-feira também começou com movimentações negativas para os preços internacionais do milho futuro, que registravam recuos por volta das 10h06 (horário de Brasília). 

O vencimento julho/25 era cotado a US$ 4,15 com perda de 5 pontos, o setembro/25 valia US$ 4,02 com baixa de 6,75 pontos, o dezembro/25 era negociado por US$ 4,18 com desvalorização de 7,5 pontos e o março/26 tinha valor de US$ 4,34 com queda de 6,75 pontos. 

Segundo informações do site internacional Farm Futures, com um relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) sem grandes novidades, o mercado volta a acompanhar as condições de clima para as lavouras dos EUA. 

“Os números de área cultivada e estoques trimestrais de grãos do USDA se aproximaram das expectativas para milho e soja, rapidamente redirecionando o foco do mercado para o clima do Centro-Oeste e para o que tem sido visto como condições de cultivo amplamente favoráveis à cultura”. 

O que pode entrar em campo para mudar a dinâmica nos próximos dias são potenciais acordos comerciais com os Estados Unidos e anúncios de políticas para biocombustíveis. 

“Qualquer um desses acontecimentos pode gerar um rali de cobertura de posições vendidas, o que pode oferecer oportunidades para os produtores comercializarem bushels não vendidos da safra antiga ou recuperarem as vendas da safra nova”, disse McCormick, do AgMarket.Net. 





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ABIMAQ prevê desaceleração no segundo semestre, mesmo com bons números


O setor de máquinas e implementos agrícolas registroucrescimento em maio de 2025, impulsionando o desempenho geral da indústria brasileira de máquinas e equipamentos. Segundo dados divulgados pela ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), o segmento agroindustrial respondeu por R$ 6,49 bilhões em receita líquida, um avanço de 30,4% em relação a maio do ano passado.

De acordo com a ABIMAQ, a demanda interna foi o grande destaque: as vendas dentro do país somaram R$ 5,79 bilhões, aumento de 28,6% na comparação anual. Já as exportações de máquinas agrícolas alcançaram US$ 123,5 milhões no mês, uma leve retração de 8,3% em relação a abril, mas com alta acumulada de 39,1% em 2025. O saldo comercial do setor foi positivo, refletindo o bom momento do agro.

Entre os produtos mais procurados, os tratores e colheitadeiras foram os protagonistas. Apenas em maio, a venda total desses equipamentos cresceu 64,9%, saltando de 3.195 para 5.270 unidades. A comercialização interna de tratores aumentou 64,9%, com 4.509 unidades vendidas, enquanto as colheitadeiras mais do que dobraram as vendas, subindo 111,3% e chegando a 224 unidades. No acumulado de janeiro a maio, o setor registra alta de 17,6% nas vendas totais desses dois produtos.

O bom desempenho do setor agrícola também se refletiu na geração de empregos. Em maio, 124,4 mil pessoas estavam empregadas diretamente na indústria de máquinas agrícolas, número 9,1% superior ao registrado no mesmo período de 2024. O crescimento da atividade está diretamente relacionado à retomada de investimentos no campo e à expectativa de recuperação nas próximas safras, após os desafios climáticos recentes.

Por outro lado, o setor ainda enfrenta obstáculos no cenário externo. A exportação de colheitadeiras caiu 58,1% em maio e acumula queda de 33,5% no ano. Além disso, o aumento das importações de máquinas — principalmente da China, que já responde por mais de 30% do total importado — representa uma ameaça à competitividade da indústria nacional, segundo a ABIMAQ.

Apesar do alerta sobre o crescimento das importações, a entidade avalia que o setor de máquinas agrícolas segue como pilar fundamental da recuperação da indústria. “O desempenho expressivo no mercado interno reforça a importância do agro para a indústria de base do Brasil”, destacou a ABIMAQ na coletiva. Para o segundo semestre, no entanto, a expectativa é de desaceleração, diante do ambiente macroeconômico desafiador e dos efeitos do aperto monetário.





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Mercado do boi sente impacto da geada no Paraná



Mercado do boi tem pouca variação em três regiões




Foto: Divulgação

A cotação do boi gordo seguiu estável em São Paulo, segundo análise da Scot Consultoria divulgada no boletim Tem Boi na Linha. A consultoria observou que a oferta de bovinos era suficiente para atender à demanda dos frigoríficos, e não havia sinais de escassez no mercado.

Apesar disso, a venda de carne no mercado interno ficou abaixo do esperado para o período, o que levou alguns compradores a se afastarem temporariamente das negociações. “Parte dos compradores deixou o mercado e aguarda o desempenho das vendas do fim de semana para retomar as compras”, apontou a Scot. Segundo o levantamento, as escalas de abate no estado atendiam, em média, a nove dias.

No Noroeste do Paraná, a geada registrada entre os dias 24 e 25 de junho contribuiu para a queda nas cotações de todas as categorias. A maior oferta de animais permitiu aos compradores alongar as escalas de abate, que chegaram a 15 dias. O preço do boi gordo recuou R$ 4,00 por arroba, enquanto a vaca e a novilha caíram R$ 2,00 e R$ 3,00 por arroba, respectivamente.

Já no Sul da Bahia, houve uma redução pontual na oferta de bovinos em comparação ao dia anterior. No entanto, a oferta geral ainda era considerada elevada, o que manteve as escalas de abate alongadas. As cotações permaneceram estáveis em todas as categorias.





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Geadas afetam safra de milho no Paraná



Paraná reduz área de milho em boa condição




Foto: Divulgação

O Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (3) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), apontou uma piora nas condições de campo da segunda safra de milho 2024/25. A proporção de lavouras em condição considerada boa caiu de 71% na semana anterior para 68%. As áreas em condição mediana permaneceram em 18%, enquanto as lavouras avaliadas como ruins aumentaram de 11% para 14%.

De acordo com os técnicos do Deral, a piora nas condições está relacionada às geadas registradas na semana anterior. Apesar da deterioração, os danos devem ser limitados, uma vez que 76% das lavouras já se encontram em fase de maturação, etapa menos vulnerável a impactos climáticos. Atualmente, 26% da área está na fase de frutificação, ainda suscetível a novas geadas. No entanto, não há previsão de geadas significativas nas próximas 72 horas.

As chuvas recorrentes ao longo da semana também dificultaram o avanço da colheita. Até o momento, 16% da área plantada, estimada em 2,76 milhões de hectares, foi colhida, contra 12% na semana anterior.

No Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a colheita do milho foi concluída após sucessivas geadas e um período de tempo seco. Algumas famílias agricultoras mantêm espigas armazenadas a campo, destinadas ao consumo próprio. A produtividade média estadual foi estimada em 6.857 quilos por hectare, com área cultivada de 706.909 hectares.





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lavouras de arroz recebem alívio com chuvas


De acordo com o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (1º) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a monção do sudoeste avançou por quase todo o Sul da Ásia, provocando chuvas intensas em grande parte da região. As precipitações variaram de forma, atingindo até 400 milímetros em algumas localidades. Segundo o USDA, essas chuvas beneficiaram as principais áreas produtoras de arroz, que registraram entre 25 e 200 milímetros, embora regiões do sudeste da Índia tenham permanecido mais secas.

As temperaturas na maior parte do Sul da Ásia foram ligeiramente inferiores às das semanas anteriores, situando-se entre 30°C e 35°C, em razão da cobertura pluviométrica generalizada. No Paquistão, a monção trouxe chuvas moderadas a intensas, com volumes entre 10 e 100 milímetros, enquanto as temperaturas permaneceram normais a ligeiramente acima da média.

No Leste Asiático, as chuvas continuaram no sul da China, estendendo-se pelo Mar da China Oriental até o Japão. As precipitações, que oscilaram entre 25 e 200 milímetros, favoreceram as lavouras ao sul do rio Yangtzé. Algumas áreas, no entanto, registraram até 300 milímetros de chuva, com possibilidade de inundações. A Planície do Norte da China recebeu apenas chuvas esparsas, com volumes entre 10 e 50 milímetros, o que não foi suficiente para amenizar o calor persistente, com temperaturas entre 30°C e 35°C. A região nordeste da China também teve escassez de chuva e temperaturas até 6°C acima da média. Já na Península Coreana, as chuvas variaram entre 10 e 80 milímetros, com máximas ao redor de 30°C.

No Sudeste Asiático, as chuvas se concentraram nas áreas do norte, com volumes entre 25 e 100 milímetros, chegando a 300 milímetros em determinadas localidades. Regiões como o nordeste da Tailândia e o norte das Filipinas, produtoras de arroz irrigado pela chuva, foram beneficiadas. Entretanto, outras áreas da região registraram menos de 25 milímetros, o que pode comprometer o desenvolvimento de culturas como o arroz. As temperaturas mantiveram-se próximas da média, com máximas entre 30°C e 35°C e mínimas entre 25°C e 35°C.





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Pomares de pêssego seguem em manejo de inverno



Alta nos fertilizantes preocupa fruticultores




Foto: Pixabay

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (3), as condições climáticas frias e úmidas têm favorecido a manutenção da dormência das cultivares de pêssego na região administrativa de Caxias do Sul. De acordo com a entidade, esse cenário tem evitado floradas e frutificações antecipadas, o que reduz o risco de perdas causadas por geadas.

Nas áreas com variedades precoces, como Pêssego do Cedo, BRS Rubimel e BRS Kampai, os produtores deram início à poda seca e ao arqueamento de ramos em plantas jovens. A orientação técnica segue sendo pela condução adequada das práticas de manejo, com atenção à previsão climática.

Na região de Pelotas, foi registrado acúmulo superior a 200 horas de frio abaixo de 7,2 °C. Segundo a Emater/RS-Ascar, esse volume é suficiente para manter a dormência das plantas e contribuir com a redução da incidência de pragas e doenças. Continuam em andamento os trabalhos de poda, roçada e aplicação de caldas fungicidas e produtos à base de cobre. Em algumas propriedades, a poda das cultivares Granada e Santa Áurea está sendo adiada.

Ainda na região sul, os produtores avançam na implantação de novos pomares, realizando correção do solo, plantio de cobertura verde e aquisição de mudas. O aumento no preço dos fertilizantes tem gerado apreensão no setor, embora parte dos agricultores conte com estoque prévio nas propriedades.





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área plantada do algodão cai 10% em 2025



51% da lavoura de algodão está em boa condição




Foto: Canva

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta terça-feira (1º), por meio do boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, que a área total plantada com algodão para a safra de 2025 está estimada em 10,1 milhões de acres. O número representa uma redução de 10% em comparação com a área registrada no ano anterior.

Segundo o USDA, a área destinada ao algodão de terras altas deve alcançar 9,95 milhões de acres, o que configura uma queda de 9% em relação a 2024. Para o algodão Pima Americano, a estimativa é de 171 mil acres plantados, 17% abaixo da área registrada no ano anterior.

Até 29 de junho, os produtores haviam completado o plantio de 95% da safra, dois pontos percentuais abaixo do mesmo período de 2024 e três pontos abaixo da média dos últimos cinco anos. Ainda conforme o relatório, 40% do algodão havia atingido o estágio de quadratura, um ponto atrás do ano passado, mas três pontos acima da média histórica. Nove por cento da área já apresentava formação de cápsulas, dois pontos atrás de 2024, mas em linha com a média de cinco anos.

Em relação às condições da lavoura, 51% da área plantada foi classificada como boa a excelente, o que representa um avanço de quatro pontos percentuais em comparação com a semana anterior.





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